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Luciano Pires -

Manhêêê, cadê minha meia? Paiêêê cadê a mesada? Chefêêêê, o que é que eu faço, hein? Benhêêêê, cadê o prato? Prefeitoooo, cadê meu passe? Que inferno, cara! Cadê as coisas que eu preciso, hein meu? Esse país não tem jeito mesmo…

Posso entrar?

Amigo, amiga, não importa quem seja, bom dia, boa tarde, boa noite. Este é o Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Este programa chega até você com o apoio do Itaú Cultural e do Auditório Ibirapuera que, como sempre, estão aí, a um clique de distância. facebook.com/itaucultural e facebook.com/auditorioibirapuera.

E quem vai levar o exemplar de meu livro ME ENGANA QUE EU GOSTO é o Hudson Alencar, que levanta uma bela lebre:

“Olá Luciano Pires. Bom dia, boa tarde, boa noite! Eu sou o Hudson Alencar, sou de Brasília, Distrito Federal, natural de Imperatriz, no Maranhão. Eu comecei a escutar podcast e o Café Brasil há pouco tempo e não consigo mais viver sem ele. Eu estive escutando o seu episódio 203 chamado Tá esperando? e achei interessante a forma como você usa o podcast para nos provocar com um conteúdo muito interessante. E isso cai muito bem para os não acomodados. Para os inconformados, como eu e muitos que escutam você. E eu estive lembrando de uma história da minha vida, a partir desse episodio. Eu morava lá em Imperatriz no Maranhão e estudava sim, sonhava sim, mas não corria atrás do que eu queria. Eu simplesmente achava que eles iam chegar até mim, pois eu tinha um pai e uma mãe que tinham tudo, eu tinha uma grande família ao meu redor e simplesmente não tive essa maturidade. Foi quando eu me mudei para Brasília, Distrito Federal e sem os meus pais, sem a minha família, apenas morando na casa dos meus tios, eu descobri que tenho que me virar! É isso mesmo: tenho que me virar! Tive que correr atrás, tive que ir até onde os meus sonhos estão. E queria agradecer a você por fazer essa abertura de olhos, digamos, de todos os brasileiros. E como você já dedicou um programa seu pro Tá esperando? eu queria que você agora fizesse um programa para o “correr atrás da visão de futuro”, porque muitas pessoas estão esperando porque não sabem aonde correr atrás. Não sabem pra onde ir. Não sabem porque, qual motivo, qual a razão delas aqui, neste pedaço de terra chamado Brasil. Um forte abraço, Luciano Pires. E vida eterna para o nosso cafezinho.”

Esse é o Hudson Alencar, botando a gente pra pensar sobre a consciência do “tenho que me virar”, que para algumas pessoas só surge após um rompimento com os hábitos que as mantêm na zona de conforto. Mas rompidos os hábitos, qual é a visão de futuro? Obrigado pela inspiração caro Hudson!  Esse tema vai precisar de mais de um programa, o de hoje é pura provocação…

Muito bem. O Hudson receberá um KIT DKT, recheado de produtos PRUDENCE, como géis lubrificantes e preservativos masculino e feminino. PRUDENCE é a marca dos produtos que a DKT distribui como parte de sua missão para conter as doenças sexualmente transmissíveis e contribuir para o controle da natalidade.  O que a DKT faz é marketing social e você contribui quando usa produtos Prudence. facebook.com/dktbrasil.

Vamos lá então! Lalá! Hoje eu quero com… provocação!

Na hora do amor, use

Lalá e Luciano – Prudence.

Pra dar a largada, quero repetir aqui um trechinho do final do Podcast Café Brasil 493 – Iscas Intelectuais 1, exatamente as palavras finais do Adalberto Piotto:

“Pra mim, se você pode fazer mais, faça mais. Aquela ideia que a gente tinha nos anos 80, começo dos 90, que cada um faça a sua parte que tudo dá certo, perdemos, já passou. Agora tem que fazer a sua parte e mais um pouco. Se a gente tivesse feito na época certa, tudo bem. Agora não. E não tem que ter problema. Se você fez uma coisa certa, fale em primeira pessoa. A gente precisa parar com essa bobagem da cultura brasileira  que em primeira pessoa ninguém pode fazer nada. E vou dar umn exemplo aqui, ponho a minha primeira pessoa, porque eu acredito nessa história de fazer mais: quando meu filho nasceu, o primeiro filho nasceu, eu contratei uma moça pra ser babá. Ela teve um problema de pedra no rim. Aquilo é uma dor… eu nunca tive aquilo e não sei se alguém já teve, a pessoa se contorce de dor. Dá a crise, se contorce, melhora, enfim… Fui com ela no HC aqui. Falei: Salete eu vou te levar no HC. Não não, vai passar. Falei: não querida. Isso não vai passar, vai voltar. Não sei como é que volta, mas sei que é perigoso. Fui no HC. Cheguei lá… o que é que eu disse pra vocês? Se você pode fazer mais, faça mais. Falei: Salete, você vai ali, se apresenta, diz que você está com um problema de pedra no rim e eu vou estacionar o carro e já estou indo lá. Estava vazio o HC. Não é que estava lotado não. Ela sentou lá naquela ponta. Cheguei lá e falei: Salete, ninguém veio falar com você? E ela já dando aquela dobrada assim. Não. Mandaram eu esperar. Como assim, mandaram esperar? Você está com crise de pedra no rim, ninguém espera. E outra: se tivesse oitocentas pessoas ali, nossa! Houve um bombardeio, quinhentos mil feridos, alguém vai morrer, não tem jeito mesmo. Mas não era o caso. Aí fui eu lá. Pegaram o cara errado, no dia errado ou o cara certo no dia certo. A Salete não ia fazer aquilo porque a Salete não tinha informação pra isso tudo, lamentavelmente. Aprendeu um pouco naquele dia. Eu fui lá e a pessoa disse assim: ela tem que esperar. Eu falei: querida, não tem que esperar, senão vai todo mundo pra cadeia por omissão de socorro. E tá aqui: 190, vou ligar agora. E duvido que não venha polícia aqui. Eu garanto a vocês. Bom. Puseram pro lado de lá. Meia hora depois, nenhuma notícia, vou lá. Um aluno de medicina do HC foi lá, atendeu mal e deixou esperando. Falei: mas não puseram um soro, Buscopan, Plasil, sei lá o que põe nessa hora. Não. Falei tá bom. Aí vejo lá um professor, um decano passando falei: esse é o professor. Fui lá, denunciei o aluno, tudo que tinha acontecido, porque ela me contou o que ele tinha dito e tudo mais. Ele falou. Bom. Deixa primeiro eu resolver o problema da sua paciente. O senhor pode ficar mais dez minutos aí? Eu falei: posso. Foi lá, claro, chamou  a enfermagem, colocou soro, medicação, aquela coisa toda, e falou: o senhor vem comigo aqui. O professor. Quem pode mais tem que fazer mais. Ele podia só ter resolvido o problema e eu já ia ficar feliz, claro. Essa era a prioridade. Foi lá, chamou todos os alunos ali e lhes deu uma aula de como se trata das pessoas. Não era pra mim o HC, era pra ela. E não estou me… não estou tendo aqui… estou contando isso pra vocês, porque: pôxa, o cara é bonzinho… não não, não é. É porque eu sabia que ela não ia conseguir fazer isso. A média da população brasileira, e a média da média, a média dos ricos, a média dos médios, a média dos pobres, tem baixo conhecimento de legislação e de direito. Se você tem, vá e faça por alguém. Faça por você e faça por alguém. Você não está ganhando nada com aquilo, você está ganhando um país. A gente não está querendo um país de verdade? A gente não está querendo um país com bem estar social? O que a Dilma faz ou deixa de fazer é da Dilma. Mas, o que você faz ou deixa de fazer é só com você. Faça mais. Se você puder, faça mais. Mais do que você pode. Se você pode tuitar, facebukar e ir na manifestação, ótimo. Se você pode só uma coisa dessa hoje, faça alguma coisa. Se você não puder nenhuma dessa, faça amanhã. Em algum momento você pode fazer. Porque só não pode fazer quem morreu. E tem morto tão importante que o nome dele inspira outros que estão vivos. Então, faça mais. A gente está fazendo pouco pelo país. Muito pouco. Fez-se menos do que poderia se fazer. Vamos valorizar o passado que tivemos, que não é pouco neste país. Só estamos aqui porque alguém morreu, apanhou para poder dar liberdade e democracia a esse país. Faça valer esse direito porque isso aí custou caro pra muita gente.”

É! Mas eu quero mais viu… eu quero também as palavras finais também do Sidnei Alcântara Oliveira, outro amigo, num evento do Murilo Gun do qual nós participamos:

“Quem tem menos de 32 anos levante. Levante. Quem tem menos de 32. Os demais que estão sentados já sei quem são. Quem tem menos de 32, eu tenho um recado pra vocês. O Brasil tá uma merda agora. Nós estamos em crise. Tá uma crise horrível. Nós estamos vivendo esse período de crise. Mas, eu queria dizer uma coisa pra vocês. É a primeira. De vocês. Os que estão sentados já sabem que é a primeira. Você nunca viu uma crise. Essa que você está vendo agora, é a primeira. E eu vou dizer uma coisa: não é a pior. Já houve crise pior. Muito pior! Se você acha que pode piorar, pode. Pode piorar e muito. Mas, eu não estou fazendo uma analogia a isso não. Eu estou dizendo o seguinte: eu estudo os jovens em todas as gerações já tem mais de cem anos de história acumulada de jovens e eu percebi em todos os países, quando havia uma crise, ela começou a ser debelada quando o jovem entrou ha história. E eu vou lembrar algumas, só pra vocês saberem: década de 60. O país estava em crise política e os jovens entraram no jogo e mudaram a cultura. Os jovens da época. Década de 70. Nós tínhamos um governo militar e os jovens da época entraram no jogo e tiraram o governo militar. Década de 80. Mais recente, as pessoas conhecem. Lutamos por uma mudança no regime político. Os jovens foram pras ruas: diretas já. Década de 90. Nós tínhamos uma crise institucional e uma inflação sem tamanho. Os jovens foram pra lá. Vocês já ouviram falar deles, dos caras pintadas mas, eram os jovens. O jovem entrando no jogo. Só teve um problema. De 94 pra cá, o Brasil mudou e se estabilizou. Não foi só o Merthiolate que não arde mais não. Parece que a sociedade parou de arder. E sabe o que aconteceu? O jovem não entrou. Em 2005, o jovem não entrou. Nós estávamos com uma crise de credibilidade chamado mensalão. Capaz de em outras gerações tirar o governo do ar. Os jovens ficaram quietinhos, em casa. No quarto que eu não tive. Na televisão, assistindo a televisão que a gente não teve. A gente errou. Os que estão sentados: nós erramos em dar tudo para nossos filhos o tempo todo, porque eles se acomodaram. Nós tínhamos motivo para levantar e mudar essa situação. Não fizemos. Dez anos se passaram e a gente está vivendo agora a crise que começou em 2004, quando tinha toda a chance de falar: para com essa história. E a coisa aconteceu. Hoje nós estamos tendo uma crise ética sem precedentes. A crise ética está trazendo uma crise de corrupção, uma crise de identidade, uma crise social e uma crise econômica. E a gente só está prestando atenção na crise econômica. eu vou dizer uma coisa pra vocês: eu estudo o jovem. E eu estou esperando o jovem entrar. O que a gente está vendo hoje é um monte de jovem e eu estou falando não só pra vocês que estão aqui num domingo se mobilizando. Mas eu quero que faça eco o que eu estou falando, pros seus colegas que não estão se mobilizando. Tem um monte de jovem parado, reclamando e esperando que os mais veteranos consertem isso, porque eles não tem culpa. Não vai mudar enquanto vocês não entrarem. A regra do jogo continua a mesma. Keep calm. Work hard. Stop de mimimi. Tá na hora de parar de reclamar e entrar, porque só quando vocês entrarem é que essa situação muda. Não adianta esperar que os mais veteranos façam alguma coisa. Eles já estão fazendo. Já esgotou o tempo de vocês entrarem. Tá na hora de vocês entrarem no jogo de verdade. Os veteranos não estão saindo, tirem eles. Mas sabe como que se tira um veterano? Eu falo como eu tirei quando eu era jovem lá no banco, eu tinha um monte de veterano. Eu só ganhei espaço porque eu fiz tudo pra superar eles. Vocês são a geração que estudaram mais que todos os veteranos de hoje. Vocês tem mais recursos, vocês tem mais capacidade, Vocês são mais rápidos, tem mais energia, só não tem a atitude ainda. Tá na hora de ter a atitude. E vocês só vão tirar o veterano do lugar quando vocês mostrarem capacidade de superá-los. Então, um recado final: nos superem. Vocês tem tudo pra isso. pra acabar com essa maldita crise”. 

Pois é…

O que será que existe em comum nas falas do ouvinte Hudson,  do Piotto e do Sidnei, hein? Os três fazem um chamado para a ação, não é? Talvez os mais superficiais, aqueles que entendem o que ouvem na superfície, dirão que eles estão transferindo aos jovens a responsabilidade pelas cagadas que a geração deles fez. Mas quem entende um pouco mais profundamente saberá que todos eles propõem que cada um de nós, como indivíduo, tenha a consciência daquilo que Aristóteles falou três mil anos atrás:

Não se pode conceber o muitos sem o um.

Nós nos amaremos
Guarabyra

Esse medo que existe em frente
Tem a ver com aquilo que não se entende
Ainda bem que em breve virá setembro
Quando o sol chegar muito mais quente
E a luz invade nossa mente
A paisagem vai ficando tao clara
Logo o coração diz que sente
Que o amor tá perto novamente
Nós
Nós enxergaremos tão claro
A luz do momento raro
E nos amaremos
(4x) Nós nos amaremos
A de ser você nao fique discrente
Que o meu coração pra mim nunca mente
E ele já me disse o que pressente
Quando o sol caminhar mais crescente
Quando as sombras no chão de setembro
Na primeira manhã quente e clara
Se alongarem brincando com o vento
De mãos dadas com o sentimento
Nós
Nós enxergaremos tão claro
A luz do momento raro
E nos amaremos
(4x) Nós nos amaremos
Laralalarala
Quando o sol caminhar mais crescente
Quando as sombras no chão de setembro
Na primeira manhã quente e clara
Se alongarem brincando com o vento
De mãos dadas com o sentimento
Nós
Nós enxergaremos tão claro
A luz do momento raro
E nos amaremos
(4x) Nós nos amaremos

Que delícia, cara… Gutemberg  Guarabyra com NÓS NOS AMAREMOS, canção linda dele que eu escolhi pra colocar aqui porque a letra diz assim: 

Esse medo que existe em frente
Tem a ver com aquilo que não se entende

Percebeu, hein? A gente tem medo daquilo que não entende. E fica paralisado quando podia estar agindo efetivamente para fazer acontecer…

E aqui eu repito algo que digo toda hora no Café Brasil. Sua família, sua escola, sua empresa, sua cidade, seu país, não existem. Ninguém telefona para sua casa e fala com sua família. Ninguém telefona para sua empresa e fala com a empresa. Ninguém vem para cá e fala com o Brasil. A gente fala com pessoas.

Todas essas entidades – família, escola, empresa, cidade, país, nada mais são que o resultado das atitudes de uma tribo de indivíduos conectados entre si, conectados a algum tipo de liderança e a uma ideia comum.

O gringo que desce no aeroporto para conhecer o Brasil, o fará pelos contatos que tiver com indivíduos. Sua empresa será conhecida pelas interações que os indivíduos que a compõem tiverem com outros indivíduos.

Sua sociedade é o resultado do comportamento dos indivíduos que a compõem. Por isso não se pode conceber o muitos sem pensar no um.

Quando o Hudson diz que subitamente despertou para o “tenho de me virar”, está dizendo que acordou para a responsabilidade. Quando o Sidnei diz: “não espere que os mais velhos consertem as cagadas que fizeram”, ele não está jogando a responsabilidade para os jovens, mas chamando-os à responsabilidade também. Quando o Piotto diz “faça por você e faça por alguém, faça mais”, também está chamando você à responsabilidade.

Olha que palavrinha meu! Responsabilidade.

O pesquisador Alfred Tomatis uma vez escreveu que “a voz não diz o que o ouvido não ouve”.  Você aprende aquilo que você vive e se torna o resultado dessas experiências. Quantas vezes eu não vi com dor no coração meu filho ou minha filha tomando uma atitude que eu sabia que daria errado, mas os deixei errar? Eu sabia que aquele erro seria a lição que eles precisavam e que se eu os protegesse indefinidamente, eles jamais aprenderiam por conta própria. E se não assumissem a responsabilidade por seus erros, provavelmente também não assumiriam a propriedade de seus sucessos.

Assumir a responsabilidade vai mais longe que ficar julgando os outros ou fazendo posts no Facebook sobre o mal e o bom , o certo e o errado. Quando permanecemos fazendo só isso, ruminando nossos ressentimentos passivos, ficamos reféns do contexto em vez de agir sobre ele. De novo. Ou você é refém do contexto ou age sobre ele. Age sobre aquilo que considera o certo ou o errado.

Em minha palestra Tudo bem se me convém eu falo que todo mundo, exceto as crianças muito pequenas e os psicopatas, tem consciência do que é certo e do que é errado. Mas nem todo mundo tem a capacidade de agir a respeito.

E digo que a cola que une essas duas coisas, a consciência do certo e do errado e a capacidade de agir a respeito, é uma coisinha chamada caráter.

O que  existe em comum entre as falas do Hudson, do Piotto e do Sidnei, em última instância, nada mais é do que isso: caráter.

Caráter é um conjunto de características e traços relacionados à maneira como você, como um indivíduo ou um grupo age ou reage. É um feitio moral. É a firmeza e a coerência das suas atitudes.

Quem não tem caráter ou é mau caráter, é um indivíduo que não tem firmeza de princípios ou de moral.  Quando alguém assim assume as rédeas, é pela omissão de outras pessoas que ao não agir, permitem que o mau caráter seja aceito e até perpetuado. E preste atenção: “aceito” não significa “aceitável”. “Aceito” significa que você escolheu não fazer nada a respeito.

Agora pare um pouco, respire fundo e olhe pro Brasil.

Entendeu?

Eu tenho o poder
Marcelo D2

É, eu tenho poder
Posso mudar porque eu tenho poder
Ponha suas mãos para o ar e diga eu tenho poder
Se eu quero, eu posso porque eu tenho o poder

Amigo
Não dá boi que o momento é agora
Se você ficar de fora, tu não conta história
A trajetória dos amigo implica a glória
Se tu quer fazer história essa é a hora, filho
É que eu tô suave na nave
Nos beats cumpadi eu vou rimando até o sol nascer
Na companhia do melhor eu, tô na vibe
É só disso que eu preciso pra viver
Mas sem massagem
Porque alguns tropeços atrasam sua viagem
Isso não é viagem, já disse Sabotage
Rap é compromisso eu faço disso a minha imagem

É, eu tenho poder
Posso mudar porque eu tenho poder
Ponha suas mãos para o ar e diga eu tenho poder
Se eu quero, eu posso porque eu tenho o poder

Quando eu sigo o que fala o meu coração
As coisas geralmente fazem sentido
Porque, quando se vive em regime de repressão
Quem tem ideias novas representam o perigo
Desculpe mãe a rebeldia é o que me move
“Cê” sabe que eu uso a mente ao invés de usar um revolver
Enquanto os que mudam o mundo são considerados loucos
Dinheiro dizem que é bom
Tão bom e na mão de poucos, né?
Crescimento intelectual
Com isso que me preocupo o resto é material
E se é isso material o que você sempre quis
Vai lá filhão tenta sorte mas tenta pra ser feliz

É, eu tenho poder
Posso mudar porque eu tenho poder
Ponha suas mãos para o ar e diga eu tenho poder
Se eu quero, eu posso porque eu tenho o poder

É, eu tenho poder
Posso mudar porque eu tenho poder
Ponha suas mãos para o ar e diga eu tenho poder
Se eu quero, eu posso porque eu tenho o poder

Povo, “cês” tão pronto?
“Cês” tão pronto pra poder?
Pra poder curtir o som?
Prontos para o dia D?
Me diz

Diz que tem, vai
Diz que tem o poder
Diz que tem
Diz que tem o poder
Diz que tem, vai
Diz que tem o poder
Diz que tem, diz que tem, diz que tem o poder

E é assim então, ao som do EU TENHO O PODER, de e com o Marcelo D2, que este Café Brasil vai saindo assim ó… na batida perfeita…

Com o animado Lalá Moreira na técnica, a agitada Ciça Camargo na produção e eu, o provocador Luciano Pires, na direção e apresentação.

Estiveram conosco o ouvinte Hudson Alencar, Adalberto Piotto, Sidnei Alcântara Oliveira, Gutemberg Guarabyra, Sandy Weltman tocando In my life dos Beatles no ukulêle e o Marcelo D2.

O Café Brasil só chega até você porque a Nakata, também resolveu investir nele.

A Nakata, você sabe, é uma das mais importantes marcas de componentes de suspensão do Brasil, fabricando os tradicionais amortecedores HG. E tem uma página no Facebook repleta de informações interessantes para quem gosta de automóveis. Dê uma olhada lá que vale a pena: facebook.com/componentesnakata.

Tudo azul? Tudo Nakata!

Este é o Café Brasil. Que chega a você graças ao apoio do Itaú Cultural e do Auditório Ibirapuera. De onde veio este programa tem muito mais. Visite para ler artigos, para acessar o conteúdo deste podcast, para visitar nossa lojinha no … portalcafebrasil.com.br.

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Bom, nasceu a Confraria você já sabe, eu não canso de repetir e a turma tá vindo, eu diria pra você o seguinte: vem também. Tem um monte de coisa legal acontecendo tem um monte de gente legal se encontrando e tá nascendo um treco ali, que se eu fosse você  eu corria, cara. Acesse o portalcafebrasil.com.br e clique no banner FITNESS INTELECTUAL PARA QUEM QUER O CÉREBRO TANQUINHO.

E para terminar, aquela frase que eu amo usar…

Chega de iniciativa, precisamos de acabativa.