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Luciano Pires -

Quatrocentos e noventa e nove programas cara… este é o podcast que antecede o esperado 500. Quinhentos podcasts bicho, quem diria… Como venho há algumas semanas falando de propósito, de expectativas, vou nessa linha também, preparando a sala para o próximo programa, que promete ser marcante.

Posso entrar?

Amigo, amiga, não importa quem seja, bom dia, boa tarde, boa noite. Este é o Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Este programa chega até você com o apoio do Itaú Cultural e do Auditório Ibirapuera que, como sempre, estão aí, a um clique de distância. facebook.com/itaucultural e facebook.com/auditorioibirapuera.

E quem vai levar o meu e-book ME ENGANA QUE EU GOSTO é um casal que anda pelo mundo cara, a Rachel e Leo:

“Léo – Fala pessoal do Café Brasil, tudo bem?

Rachel – Oi Ciça, oi Lalá, oi Luciano!

Léo – Como é que estão as coisas por ai?

Rachel – A gente está mandando uma mensagem aqui, direto de Katmandu, do bairro de Thamel, não sei se o Luciano lembra disso, direto do Nepal. Vocês sempre fazem companhia aí, a gente está viajando o mundo desde 2013, de carro…

Léo – … faz três anos já que a gente está na estrada, já passamos por 64 países…

Rachel – … 110.000 quilômetros

Léo – …110.000 quilômetros dirigidos e temos a felicidade de dividir vários momentos com vocês. Vocês fazem companhia pra gente sempre, no rádio, sempre trazendo um conteúdo inteligente, com uma abordagem crítica, pra abrir a cabeça, né? Trazendo de volta o diálogo que é o que está faltando no país…

Rachel – …e no final acaba até trazendo coisas novas pra gente conversar, porque afinal, a gente é casado e é muito tempo na estrada e então é uma maneira até de trazer coisas novas e a gente acaba gerando discussão entre a gente, de pontos de vista e isso é muito bom, né Léo?

Léo – Exatamente. Estamos aqui sempre curtindo, já tivemos o privilégio de ler o livro do Meu Everest do Luciano, quase uma década atrás e desde lá, às vezes menos, às vezes mais, a gente acompanha o trabalho de vocês. Parabéns por estar… pelo alcance que vocês tem, por estar trazendo tanta massa crítica pras pessoas, a gente tá aqui, voltando pra Índia semana que vem e tocando pra Myanmar, a gente tem mais oito meses aqui de Ásia, dirigindo e é isso. A gente deixa nosso abraço, nosso agradecimento aí pelo programa e….

Rachel – … a gente mandou uma carta também, com os dois livros que a gente já fez sobre a viagem e espero que nos próximos dias esteja aí em mãos. 

Léo – É isso. continuem firmes e fortes aí que a gente faz a nossa parte aqui também. Abração, Léo e Chel, do ‘Viajo logo existo’ (http://www.viajologoexisto.com.br/) …

Rache – É isso aí. Abraço, pessoal

Léo – … aqui do Nepal. Valeu.”

Rachel e Leo, que legal cara, uma mensagem do Thamel, no Nepal… que desperta os meus mais íntimos instintos sabe… que inveja cara, que vontade de estar aí, que propósito fabuloso esse de vocês. A Rachel e o Leo decidiram largar os empregos e cair no mundo, visitando países de carro. Estão há mais de 3 anos na estrada, passaram por mais de 60 países e a esta altura devem estar lá por… sei lá, Myanmar, sei lá. Boa viagem, meus caros. Quando voltarem, passem por aqui!

Lalá, tá pronto? Bota a camisinha, vai…

Muito bem. Quando passarem por aqui, a Rachel e o Leo também vão ganhar um KIT DKT, recheado de produtos PRUDENCE, como géis lubrificantes e preservativos masculino e feminino. PRUDENCE é a marca dos produtos que a DKT distribui como parte de sua missão para conter as doenças sexualmente transmissíveis e contribuir para o controle da natalidade.  O que a DKT faz é marketing social e você contribui quando usa produtos Prudence. facebook.com/dktbrasil.

Vamos lá então! Ih cara! Hoje a casa tá cheia.  Vamos em grupo! Vem todo mundo aqui.

Na hora do amor, use

Todos – Prudence.

Quando comecei o Café Brasil, primeiro como programa de rádio em 2005 e depois como podcast em 2006, eu já tinha definido meu propósito: ajudar a desemburrecer o Brasil. Chamei essa missão de “despocotizar”, inspirado por meu livro Brasileiros Pocotó que por sua vez foi inspirado pelo funk tornado sucesso por Mc Serginho e Lacraia.

Eu havia observado que uma espécie de onda anti-intelectual tomava conta da cultura brasileira. Na verdade, eu sabia que isso vinha acontecendo há muito tempo, mas com o domínio das mídias de massa e principalmente com o comercialismo que tomou conta da cultura, parecia que a coisa estava piorando. A ciência, as artes e as humanidades em geral estavam sendo substituídas pelo entretenimento, pela ignorância, pelos donos da verdade e por uma certa ingenuidade forçada.

E então chegaram as mídias sociais….

Banana boat song
Harry Belafonte
Lord Burgess
William Attaway

Day-o, day-o
Daylight come and me wan’ go home
Day, me say day, me say day, me say day
Me say day, me say day-o
Daylight come and me wan’ go home

Work all night on a drink of rum
Daylight come and me wan’ go home
Stack banana till de mornin’ come
Daylight come and me wan’ go home

Come, Mister tallyman, tally me banana
Daylight come and me wan’ go home
Come, Mister tally man, tally me banana
Daylight come and me wan’ go home

Lift six foot, seven foot, eight foot bunch
Daylight come and me wan’ go home
Six foot, seven foot, eight foot bunch
Daylight come and me wan’ go home

Day, me say day-o
Daylight come and me wan’ go home
Day, me say day, me say day, me say day…
Daylight come and me wan’ go home

A beautiful bunch o’ ripe banana
Daylight come and me wan’ go home
Hide the deadly black tarantula
Daylight come and me wan’ go home

Lift six foot, seven foot, eight foot bunch
Daylight come and me wan’ go home
Six foot, seven foot, eight foot bunch
Daylight come and me wan’ go home

Day, me say day-o
Daylight come and me wan’ go home
Day, me say day, me say day, me say day…
Daylight come and me wan’ go home

Come, Mister tally man, tally me banana
Daylight come and me wan’ go home
Come, Mister tally man, tally me banana
Daylight come and me wan’ go home

Day-o, day-o
Daylight come and me wan’ go home
Day, me say day, me say day, me say day
Me say day, me say day-o
Daylight come and me wan’ go home

Taí a gravação original de Banana Boat Song, com Harry Bellafonte lá em 1956 cara, por coincidência ou não, exatamente no ano em que eu nasci…

Pouco menos de um ano antes de falecer, o escrito Umberto Eco falou sobre as consequências da chegada da internet, seus prós e contras. Perguntado se era possível controlar a internet, ele respondeu:

“Isso é uma situação impossível de fazer nos tempos em que vivemos. O que se deve é ponderar o que fazer desse universo. Há quem já tenha dito, e eu acho que tem razão, que se nos anos 40 houvesse internet não teria havido campos de concentração como o de Auschwitz porque todo mundo teria tido conhecimento. No entanto, no momento em que todos tem direito à palavra na internet ela é entregue aos idiotas, que de outro modo nunca seriam lidos noutro local. (…) a informação banaliza os acontecimentos. Eu dou um exemplo: a primeira vez que se viram na televisão imagens de uma criança negra cheia de fome e com moscas a rodeá-la foi um momento marcante, só que agora já ninguém liga devido à vulgarização. Alguém no outro dia proibia a divulgação de imagens dessas crianças negras com moscas à volta porque a sua repetição era perigosa. As pessoas habituam-se.”

Mas isso foi pouco, viu… Algumas semanas depois, durante o evento em que recebeu o título de doutor honoris causa em comunicação e cultura na Universidade de Turim, Umberto Eco afirmou que as redes sociais dão o direito à palavra a uma “legião de imbecis” que antes falavam apenas “em um bar e depois de uma taça de vinho, sem prejudicar a coletividade”.

E ele completou: “Normalmente, eles [os imbecis] eram imediatamente calados, mas agora eles têm o mesmo direito à palavra de um Prêmio Nobel (…) O drama da Internet é que ela promoveu o idiota da aldeia a portador da verdade”.

Eco foi duramente criticado por essa fala. Mas eu acho que nem teve tempo de se incomodar, pois faleceu sete meses depois. Preste atenção nisso que ele disse:

(…) O problema da internet é que produz muito ruído, pois há muita gente falando ao mesmo tempo. Me faz pensar quando na ópera italiana é necessário imitar o ruído da multidão e o que todos pronunciam é a palavra rabarbaro (se pronuncia rabárbaro). Porque imita esse som quando todos repetem rabarbaro rabarbaro rabarbaro, e o ruído crescente da informação faz correr o risco de se fazer rabarbaro sobre os acontecimentos no mundo. Haver muito ruído é o outro grande problema da informação contemporânea.”

Rabarbaro. Vamos ver se dá certo? Vem cá, turma…

Rabarbaro…..

Yes baby! Esse é Lelio Luttazzi, um dos primeiros compositores a incluir elementos de jazz na música italiana. Café Brasil, né cara. Nada menos que o Rabarbaro Blues. Que tal?

Opa, agora você ouve Banana boat numa versão de 1957, com o grupo The Tarriers.  Considera-se que foram eles que gravaram essa canção antes de Harry Belafonte. 

Então… rabarbaro, muito barulho, muita gente dando opinião, e todos com direito à mesma tribuna… Só podia dar no que estamos vendo, o tsunami de burrice afogando cada vez mais gente! Especialmente aqueles que não buscam boias, que nesse caso é a capacidade intelectual de criar filtros, de separar o que importa do que não importa.

Eu decidi dez anos atrás criar uma boia. E quando alguém me escreve dizendo “ô Luciano, que legal você compartilhar seu conhecimento, ajudar as pessoas, você é um cara altruísta!”

Não. Não sou. Eu criei uma boia pra mim dez anos atrás. Não sei se alguém cresceu mais com meu trabalho do que eu nesse período. Eu não sei se alguém aprendeu mais, estudou mais. Para fazer o podcast preciso pesquisar, ler muito, escrever mais ainda, rever o que eu escrevi, ouvir outras opiniões… até me sentir seguro para vir aqui e gravar. Esse é um processo de aprendizado contínuo, que me mantém vivo, ativo e feliz. E de alguma forma essa vida, essa energia e essa felicidade chega aí em você.

Não é?

Um presentinho aqui… Você sabe que estou usando a canção Day-o, também chamada de Banana Boat Song neste programa, pois ela foi a inspiração para a Melo do Pocotó, nossa vinheta de abertura nestes dez anos, não é? Durante um bom tempo achei que a canção era de Harry Bellafonte, mas acabei descobrindo que a gravação original é de um sujeito chamado Edric Connor, feita na Inglaterra em 1954 e lançada como Day Dah Light. Ouça:

Meu, não é fascinante, hein? E você sacou a jogada? Eu aprendi sobre essa música, por causa deste programa. Mas… ai o mané vai dizer: é meu!!! Prá que que ser isso hein? Bom. Se é assim com músicas, também é com conceitos de política e de economia, de psicologia, de educação. Fazer o Café Brasil me obriga a crescer. Tem que ser um privilégio, né?

Encontrei um texto precioso de Rubem Alves, que ele publicou em 2006 quando a Deputada Ângela Guadagnin tornou-se nacionalmente conhecida por causa da Dança da Pizza. Você lembra, hein? Você deve se lembrar do episódio em que ela dançou no plenário da Câmara dos Deputados, em comemoração à absolvição do colega João Magno das acusações de corrupção.

Candidata à reeleição em 2006, Ângela teve pouco mais de 37 mil votos e não conseguiu se reeleger. O texto de Rubem, depois de falar da cena grotesca da dança, diz assim:

As revelações sem fim já não surpreendem. São variações sobre um tema antigo. Por isso meu pensamento não se ocupa delas. Sinto apenas um espanto passageiro. Alguns têm a esperança de que, ao final de um longo processo de purificação, a democracia será finalmente lavada dos excrementos que a cobrem. Descreio. Concordo mesmo é com a sabedoria de Jesus: “É inútil costurar remendo novo nos buracos de um tecido podre. Pois o tecido novo encolhe e arrebenta o tecido podre, ficando seus buracos maiores ainda.”  As revelações nos mostram os buracos. Acontece que os buracos não são o problema. O problema está no tecido podre.

Nossa democracia é tecido podre. Palavra vazia. Coisa morta. Casca de cigarra. Somente os ingênuos acreditam nela.

A idéia da democracia é linda: o poder pertence ao povo. Numa pequena cidade esse ideal pode ser realizado de forma simples: reúnem-se os cidadãos numa praça e eles tomam as decisões diretamente. Mas em se tratando de um país é impossível reunir os seus cidadãos numa grande assembléia. Assim, criou-se um artifício: as decisões são tomadas por pessoas de confiança que o povo elege para representá-lo.

Mas, para que isso aconteça, é preciso que o povo abra mão do seu poder para, a seguir, transferi-lo aos seus representantes que irão então exercê-lo. Assim, ao votar, eu aceito ser castrado, vazio de poder,  enquanto o candidato em que votei passa a ser detentor da potência que antes eu tinha. Eu mesmo, que votei, fico agora sem poder. Se tentar exercer o meu poder diretamente serei preso como subversivo.  Sem poder, resta-me ser um expectador: contemplo a dança. Nada posso fazer porque ela, a deputada, dança e dançará impunemente, protegida pelo poder que seus eleitores lhe deram.

Trocadas as palavras antigas por palavras modernas, dir-se-ia que Santo Agostinho, há 1500 anos, era um comentarista da política brasileira.

Uma pausa no texto do Rubem Alves aqui. eu tenho que dar uma parada pra chamar sua atenção aqui.

PRESTENÇÃO, cara! O que vai a seguir são as palavras de Santo Agostinho há 1500 anos. Você ouviu direito!

Vou devagar: m i l  e  q u i n h e n t o s  anos atrás…

“Que são os bandos de ladrões senão pequenos reinos? Pois o bando é formado por homens; é governado pela autoridade de um príncipe; é mantido coeso por um contrato social; e os produtos dos saques são divididos segundo leis aceitas por todos. Se, pela inércia de homens fracos, este mal cresce ao ponto de se apropriar de lugares, estabelecer moradas, apossar-se de cidades e subjugar povos, ele passa a ter o nome de reino, porque agora ele realmente o é, não por dele ter sido eliminada a corrupção, mas porque a ela foi acrescentada a impunidade.”

E Rubem Alves termina assim o seu texto:

Não me entusiasmo com o remendo novo que vai ser costurado sobre os buracos. O que me desanima é saber que o tecido podre que vai continuar. O que quero é que o poder que me foi roubado me seja devolvido. O quero é ter poder para retirar do palco a bailarina e seu corpo de balé…

De novo, cara! Isso foi escrito dez anos atrás.

Quando Rubem Alves escreveu esse texto, aos 73 anos de idade, tinha atrás de si uma vida como escritor, educador, usando poesia para encantar as pessoas que o liam e ouviam. Era o homem que separara o aprendizado entre ferramentas e brinquedos, que via na educação a chance de dar asas e livras os jovens das gaiolas. Mas ali em 2006 estava um Rubem Alves amargo, desiludido. Consigo entender sua visão pessimista sobre nossa capacidade de jogar fora o tecido podre. Eu acho que quando eu chegar nos 73 anos, um guerreiro cansado, se olhar em volta e reparar que a situação continua como hoje, estarei pensando como ele…

Muito bem, por enquanto eu tenho gás pra queimar viu? E vou continuar batendo. Na semana que vem publicaremos o Café Brasil 500, abrindo caminho para chegar no 1000.  Em seguida lançaremos o livro Café Brasil – 10 anos, que tá dando um trabalho, cara… Depois eu reativo os videocasts, os hangouts e toda uma área de produção de vídeos, que tá quase pronta. Na sequência lançaremos a Confraria Café Brasil que vai mudar tudo. Uma nova área no site e assim vai…

E no meio do ano, eu completo 60 anos de idade.

Cara, 2016 promete…

Muito bem. É evidente que nada disso aconteceria se não houvessem ouvidos para nos ouvir. Você aí, que nos dá audiência, que baixa os programas, que conta para outros que a gente existe. E até você aí que entrou na Confraria e passou a assinar o Café Brasil está ajudando a gente a construir um projeto maior e muito mais ambicioso que esse que completa este ano 10 anos.

Vem mais por aí, meu caro, minha cara. Vem muito mais…

Pode vir quente que eu estou fervendo
Carlos Imperial
Eduardo Araújo

Se você quer brigar

E acha que com isso estou sofrendo

Se enganou meu bem
Pode vir quente que eu estou fervendo
Pode tirar seu time de campo
Que o meu coração é do tamanho de um trem
Iguais à você já apanhei mais de cem
Pode vir quente que eu estou fervendo

É assim então, ao som de Raul Seixas com o clássico de Carlos Imperial e Eduardo Araújo PODE VIR QUENTE QUE EU ESTOU FERVENDO, que vamos saindo, eu pelo menos, entusiasmado.

Com o energizado Lalá Moreira na técnica, a serelepe Ciça Camargo na produção e eu, que to aqui pensando nos próximos 500, Luciano Pires na direção e apresentação.

Estiveram conosco os ouvintes Rachel e Leo, mais os visitantes de Campinas, César, Lucas e o Uilian, Harry Bellafonte, Lelio Luttazzi, The Tarriers, Edric Connor e Raul Seixas.

Este é o Café Brasil. Que chega a você graças ao apoio do Itaú Cultural e do Auditório Ibirapuera. De onde veio este programa tem muito mais. Visite para ler artigos, para acessar o conteúdo deste podcast, para visitar nossa lojinha no … portalcafebrasil.com.br.

Não esqueça do Whatsapp. Mande uma mensagem no: 11 96429 4746. Se tiver fora do país, é o 55 11 96429 4746. Também estamos no Viber meu, com o Grupo Café Brasil.

Se você acha que vale a pena ouvir o Café Brasil e quer fazer parte desse projeto, ó dá pra contribuir, cara. É uma bobagem mensal que vai te apresentar um mundo completamente novo. Contribua na Confraria do Café Brasil. Acesse podcastcafebrasil.com.br e clique no link CONTRIBUA.

Pra terminar, uma frase lááááá de 2003 cara, de minha autoria:

Você acha que o Brasil está ficando burro? Resista!

Rabarbaro Rabarbaro Rabarbaro….

 

Olá, sou Luciano Pires e este é um trecho do Podcast Café Brasil. PRESTENÇÃO! O que vai a seguir são as palavras de Agostinho de Hipona, mundialmente conhecido como Santo Agostinho, um dos mais importantes teólogos e filósofos dos primeiros anos do cristianismo. Ele escreveu este texto 1500 anos atrás. Você ouviu direito! Vou devagar: m i l  e  q u i n h e n t o s  anos atrás… Ouça:

“Que são os bandos de ladrões senão pequenos reinos? Pois o bando é formado por homens; é governado pela autoridade de um príncipe; é mantido coeso por um contrato social; e os produtos dos saques são divididos segundo leis aceitas por todos. Se, pela inércia de homens fracos, este mal cresce ao ponto de se apropriar de lugares, estabelecer moradas, apossar-se de cidades e subjugar povos, ele passa a ter o nome de reino, porque agora ele realmente o é, não por dele ter sido eliminada a corrupção, mas porque a ela foi acrescentada a impunidade.”

Ouça mais no Podcast Café Brasil 499 – Rabárbaro, que você encontra em www.portalcafebrasil.com.br