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497 – Eureka!

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Luciano Pires -

Não raro as pessoas me perguntam: Luciano, onde é que você arranja inspiração para a cada semana trazer um programa novo sobre assuntos tão diferentes? Inspiração! Cara! Como eu gosto dessa palavrinha, meu!

Posso entrar?

Amigo, amiga, não importa quem seja, bom dia, boa tarde, boa noite. Este é o Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Este programa chega até você com o apoio do Itaú Cultural e do Auditório Ibirapuera que, como sempre, estão aí, a um clique de distância. facebook.com/itaucultural e facebook.com/auditorioibirapuera

E quem vai levar o meu e-book ME ENGANA QUE EU GOSTO são a Michelle e o Daniel, que estão longe, viu?

Lalá! Vamos fazer diferente. Troca essa trilha aí.

“Olá Luciano. Já tem uns dois anos que eu acompanho o podcast e várias vezes pensei em comentar mas nunca o fiz. Mas agora eu tive que vir aqui deixar meu agradecimento pelo trabalho incrível que vocês fazem. Nesse final de semana fiz uma viagem longa com o meu marido e vocês nos fizeram companhia durante quase 12 horas de estrada. A viagem que seria extremamente cansativa, por nao podermos fazer muitas paradas, ficou leve, interessante e produtiva, já que nos fez pensar e discutir assuntos variados, conforme íamos escolhendo os episódios. Então fica aqui o nosso muito obrigado, pelo trabalho maravilhoso e vida longa ao cafezinho. Abraços Michelle e Daniel de Sidney, Austrália”. 

Meu… Sidney! Austrália, cara! Fico aqui imaginando a Michelle e o Daniel circulando por aquelas estradas tipo assim Mad Max, do outro lado do mundo, ao som do Café Brasil…

Fascinante! Obrigado Michelle e Daniel por nos contar que estamos de alguma forma inspirando vocês. Entrem em contato para eu mandar o e-book!

Lalá, bota a camisinha.

Muito bem. A Michelle e o Daniel também receberão um KIT DKT, recheado de produtos PRUDENCE, como géis lubrificantes e preservativos masculino e feminino. Mas precisam passar pra gente um endereço no Brasil, tá bom? PRUDENCE é a marca dos produtos que a DKT distribui como parte de sua missão para conter as doenças sexualmente transmissíveis e contribuir para o controle da natalidade.  O que a DKT faz é marketing social e você contribui quando usa produtos Prudence.

Vamos lá então! Lalá! Hoje eu quero com o canguru perneta!

Na hora do amor, use

Lalá – Prudence.

Imaaaaginationnn….. cara, essa música ficou marcada para sempre em minha memória desde que ouvi pela primeira vez no Epcot Center da Disney, 30 anos atrás. A letra diz assim:

Uma fagulha de inspiração
Está no coração de toda criação.
Bem no começo de tudo que é novo
Uma pequena fagulha se acende para você.

Todos temos fagulhas, imaginações.
É assim que nossas mentes criam as criações.
Elas podem fazer com que nossos sonhos se tornem realidade.
Essas fagulhas mágicas, em mim e em você.

Imaginação, imaginação
Um sonho, pode se transformar em realidade
Apenas com aquela fagulha, em você e em mim.

E com essa trilha o nosso carrinho do Epcot passeava pelas grandes criações dos gênios ao longo da história… É irresistível, cara…

Imaaaaagination….

Ideias… ideias… não tem como não lembrar do “Eureka”, o termo grego que quer dizer “achei!”. E acho que você sabe da história do sábio grego Arquimedes que, ao entrar numa banheira, percebeu que conforme ele afundava a água subia até transbordar. Arquimedes concluiu então que o volume de água deslocado deveria equivaler ao volume de seu corpo que submergia e assim pode resolver um problema de como medir o volume da coroa do rei, que suspeitava ter sido engando pelo ourives da coroa, que teria substituído o ouro por prata. Até a descoberta da banheira, a solução seria derreter a coroa…

Arquimedes ficou tão eufórico com a descoberta que saiu correndo nu, pelas ruas de Siracusa, gritando Eureka, Eureka!

Arquimedes teve uma inspiração, um insight, uma iluminação, uma ideia.

Na maioria das vezes, as ideias desenvolvem-se através de um processo de filtragem e avaliação de nossos pensamentos e sentimentos. Mas às vezes surge uma iluminação, como que do nada, uma espécie de flash, um estalo, uma ideia que é inesperada mas surge de forma clara, apontando a solução de um problema. Esses momentos de inspiração são poderosos, alguns até transformadores, que levam as pessoas a mudar suas vidas de forma drástica. Largar um emprego, mudar-se para outra cidade, terminar um relacionamento, abandonar um hábito ou até mesmo redirecionar seu compasso moral. Lembra do programa O Bom propósito, quando eu disse que para um adulto é muito difícil mudar seus valores morais? Pois é. É preciso um momento de inspiração, um estalo, uma percepção forte que motive essa mudança.

Essa inspiração também pode ser criativa, gerando ideias brilhantes para começar um negócio, compor uma música, escrever um Podcast ou simplesmente resolver uma equação. Em todos esses casos, essa inspiração nada mais é que trazer à tona algo que estava escondido lá no fundo de sua mente…

O momento mais impactante do Podcast Café Brasil 275 – Bohemian Rahpsody acontece quando eu convido o ouvinte para um passeio pelo estúdio lá em 1973 durante a sessão de gravação da música e eu vou chamando cada instrumento, até chegar na voz de Freddie Mercury. Vamos lembrar?

Legal, né? Você ficou arrepiado com aquele momento, hein? Pois é… E talvez você tenha se perguntando como é que aquilo foi planejado, não é? Como foi a inspiração… eu vou contar.

Como sempre, entrei no estúdio com o texto pronto e os arquivos das músicas, e começamos a gravar e editar. Quando chegou naquele momento, me deu uma luz, larguei o texto de lado, inventei a viagem no tempo e fui descrevendo a cena, que fomos montando na hora. E deu naquilo. Pura inspiração.

De onde veio?

Bem, eu passara semanas mergulhado no Bohemian Rhapsody, ouvindo a música diariamente, pesquisando a história, procurando arquivos musicais. Quando entrei no estúdio com o texto, tinha em mãos todos os ingredientes preparados para fazer a receita. É aí que a mágica acontece… aquele acúmulo de informações, somado à minha experiência de vida, à busca incessante por ser criativo, excepcional, único e sensorial fez a sua parte. Enquanto meu cérebro processava de forma racional a leitura do texto, meu subconsciente trabalhava na busca por mais… É assim que entro em estúdio ou subo no palco para uma palestra, com a cabeça feita – aquilo que a turma chama de mindset – para buscar oportunidades de incluir no discurso, no texto, algo novo, surpreendente. Essa função é do subconsciente. E quando ele encontra a oportunidade, surge o flash…. o insight. Foi isso que aconteceu naquele dia. O insight foi “pô meu! E se em vez de fazer a coisa quadradinha, mostrando para as pessoas os instrumentos, eu levá-las comigo numa viagem no tempo?”. E se?

Pronto. Mágica feita. Pura inspiração. Resultado de um repertório somado à disposição para surpreender.

Sacou? A inspiração só surge quando a porta estiver aberta pra ela.

 

Quem assistiu a série Sons of Anarchy reconhece essa… são os The Forest Rangers, com uma versão inspiradíssima da Bohemian Rahpsody…

E aí vem a pergunta: Luciano, mas onde exatamente podemos buscar inspiração hoje em dia? Olha, tem gente que busca na leitura. Outros nas artes. Alguns em outras pessoas. Quando trabalhei como diretor de arte, nos anos 80, eu tinha uma espécie de exercício para estimular a inspiração. Abria dezenas de livros, com muitas ilustrações e ficava lá, folheando, examinando. Aquele estímulo visual me ajudava a encontrar ideias para os projetos nos quais eu estava empenhado. Hoje me inspira ver obras que as pessoas fizeram. Pode ser um museu, uma galeria de arte ou uma loja cheia de objetos. Pode ser uma música, uma foto, um e-mail. Pode ser uma frase, uma notícia de jornal ou simplesmente uma lembrança.

E sempre uso a internet. Um dia foi a televisão minha principal fonte de inspiração. Afinal, lá temos de tudo a cada segundo. Imagens, ideias, sons, cores, movimento. Diante da tv permanecemos hipnotizados, com aquele bombardeio incessante de estímulos. Mas fica claro que dali, pouco vem de inspiração. Mas vem.

Lembra do programa O bom propósito, outra vez? Usei um trecho da série Games of Thrones, que vi na televisão para ilustrar um conceito.

A TV poderia ser, sim, a fonte principal,  mas hoje em dia o negócio da TV não é mais inspirar. É chocar.

É a bomba que explode. Sangue. É o cara que acha que é Jesus.  O sujeito que chora da origem pobre. Mas…pensando bem, o problema não é só da TV. Toda mídia parece estar hoje mais interessada em chocar que inspirar.

Imagens fortes, títulos bombásticos, textos calamitosos, perguntas agressivas, saias justas ocupando a maior parte do espaço e do tempo. E gente colocada em situações constrangedoras. Barraco.

Como é que isso pode ser fonte de inspiração, hein?

Lembro-me da minha filha, pequenina, com seus três, quatro ou cinco anos de idade. Eu adorava chamá-la para ver um besouro, para ver o arco-íris, para ver uma ilustração num livro, para ver um cavalo pastando. Me amarrava naqueles dois olhinhos arregalados, na expressão de espanto, na exclamação de “nooooosssaaaaaaa” diante de algo que, para mim, era trivial…

E eu ficava imaginando sobre o impacto que aquele momento teria em sua vida. Será que ela estava vendo um cavalo ou um dragão? Um arco-íris ou a obra de um artista que pintou o céu?

E a partir daquele estímulo, com a imaginação destravada, ela vinha com desenhos, perguntas e histórias. A curiosidade infinita da criança.

Pouco depois, com o amadurecimento, besouros, cavalos, ilustrações ou o arco-íris não lhe causam mais espanto. Aqueles dois olhinhos passaram a só se arregalar diante daquilo que choca.

Na transição para adolescente, ela foi deixando de lado a inspiração…

Pois é assim a nossa realidade. Se cavalo não chama mais atenção, mostre o cavalo morto. Se besouro não chama mais a atenção, mostre ele venenoso. Se a ilustração não chama mais atenção, capriche na bunda. Se o arco-íris não chama mais a atenção, substitua-o por uma nuvem radioativa.

Não temos mais tempo para fantasias, para poesia, para reflexão.

É assim que a inspiração morre. Alias, morre não… ela nem nasce…

Casa de bamba
Martinho da Vila

Na minha casa todo mundo é bamba
Todo mundo bebe todo mundo samba (2x)

Na minha casa não tem bola pra vizinha
Não se fala do alheio, nem se liga pra Candinha (2x)

Na minha casa todo mundo é bamba
Todo mundo bebe todo mundo samba (2x)

Na minha casa ninguém liga pra intriga
Todo mundo xinga, todo mundo briga (2x)

Macumba lá na minha casa
Tem galinha preta, azeite de dendê
Mas ladainha lá na minha casa(2x)
Tem reza bonitinha e canjiquinha pra comer(2x)

Se tem alguém aflito
Todo mundo chora, todo mundo sofre
Mas logo se reza pra São Benedito
Pra Nossa Senhora e pra Santo Onofre
Mas se tem alguém cantando
Todo mundo canta, todo mundo dança
Todo mundo samba e ninguém se cansa
Pois minha casa é casa de bamba

Rararaa…que delícia, cara… você ouviu Martinho da Vila com CASA DE BAMBA, em show de sua filha Mart’nália. E sabe por que essa música está aqui, hein? Porque estou ouvindo o show dela enquanto escrevo o programa. E sabe de uma coisa? É a segunda vez que isso acontece no Café Brasil.

Conclusão? A Mart’nalia me inspira…

Alguns anos atrás estive em contato com o então deputado Índio da Costa, que tinha menos de 40 anos de idade e que me impressionou com sua história. Era um garotão de família rica no Rio de Janeiro, surfista, bom vivant até que aos 28 anos de idade sofreu um AVC. Foi parar no hospital e disse que só não morreu porque alguém lá em cima achou que não era a hora dele. Depois de passar pela experiência de quase morte, fez uma profunda reflexão sobre sua vida, seu propósito e tomou a decisão ainda no hospital de fazer com que a vida valesse realmente a pena. Entrou para a política e começou a impactar na vida de todos nós. Foi um dos principais articuladores do Ficha Limpa, por exemplo.

Sua vida pode ser explicada em antes e depois daquele momento de inspiração na cama do hospital, ativado pela experiência de quase morte.

Você conhece histórias assim, hein?

Bom, mas não é preciso chegar numa situação tão dramática como a de Índio da Costa. Esses momentos de epifania podem surgir a qualquer hora, em qualquer lugar, como resultado de um processo de reflexão inconsciente, mas que está acontecendo lá ó, no fundo da sua mente e que surge como se fosse uma mensagem revelada por alguém. Parece algo místico… Quem nunca ouviu falar de gente dizendo que ouviu um chamado divino, hein?

Nos últimos anos o estudo da neurociência cognitiva da inspiração nos deu pistas importantes de como é que essas coisas acontecem.

Em 2001 o neurocientista da Universidade de Washington, Marcus Raichle, observou cérebros em estado de descanso e descobriu que havia algo acontecendo numa parte mais escondida. Lá na área do inconsciente havia uma febril atividade, que queimava vinte vezes mais recursos metabólicos, digamos.. combustível… do que o cérebro consciente. Raichle descobriu que os circuitos teoricamente em repouso do cérebro são paradoxalmente ligados quando você para de pensar e entra em repouso. Sua consciência repousa, mas a maquininha lá no fundo está a mil. É como o Windows, com centenas de tarefas rodando em segundo plano. E é ali, naquela área livre que empregamos as melhores mecânicas criativas.

O cérebro é considerado uma máquina de predição. Ele lida com as ideias e sentimentos quase sempre da mesma forma, construindo modelos de tudo que ele espera que aconteça, faça e sinta e rapidamente recalcula as coisas quando está diante de uma novidade. Entendeu? O cérebro tenta transformar tudo em rotina, em hábitos, pois assim ele economiza energia.

Mas no subconsciente isso não acontece. Nele as ideias estão ativas, em turbilhões de conexões, filtragens e cruzamentos… até que de repente snap! Surge a ideia, a solução, a inspiração!

Eu chamo isso de cozinhar as ideias… quando estou lidando com problemas complexos, ou mesmo escrevendo um podcast, eu costumo deixar as ideias fluírem e depois boto o texto pra descansar e vou pensar em outras coisas. E sempre, eu disse SEMPRE, aparece uma ideia num momento que nada tem a ver com aquele texto. Surge o tal insight e eu mando um e-mail pra mim mesmo com a dica, que será incorporada ao texto na primeira oportunidade.

E isso acontece até quando estou dormindo, cara…

Com você, eu sei que não é diferente.

Aquele eureka de Arquimedes na banheira aconteceu depois de muuuuito tempo de reflexão. A experiência por ele acumulada estava sendo trabalhada em seu íntimo e observar a água foi o gatilho. Mas havia muita experiência e reflexão acumulada.

Acumule informações, dados, de todas as formas possíveis. Reflita sobre o problema. E deixe seu cérebro descansar… Mas lembre-se: se você acumular dados demais, vai ficar indefinidamente perdido num tsunami de informações. E se acumular dados de menos, vai sentir falta para tomar as decisões acertadas. Achar o timing correto é o segredo, que vai surgir com a prática.

Lembra do podcast O homem das estrelas, que fizemos em homenagem da David Bowie? Tem uma hora lá que eu digo que músicas legais ficaram de fora, mas que eu tinha que fazer um corte ou o programa nunca ficaria pronto. Pois é… O segredo então é saber quando mergulhar fundo no problema e quando se retirar dele. É um exercício fascinante.

Será que dá então para provocar a inspiração, o insight, o eureka? Bem, vamos lá.

Desligue-se do problema. Pare para refletir. Sai fora do tiroteio, meu! Dê tempo para o cérebro ativar o inconsciente.

Mexa-se. Vá fazer um exercício, ande um pouco. Faça com que o cérebro preste atenção no seu corpo, focando numa atividade física, deixando em paz a área inconsciente, que vai trabalhar no problema.

Saia do ambiente. Vá para outro lugar, viaje, visite um museu, distraia a atenção do problema e exponha-se a estímulos. Arquimedes achou a solução tomando um banho… Este texto, por exemplo… parei pra almoçar e quando voltei tinha tido a sacada da música da Disney pra abrir o programa…

Leia, assista, ouça coisas. podcasts, por exemplo… No programa passado, o Iscas Intelectuais ao Vivo, publiquei o depoimento de um ouvinte que teve um “eureka” assistindo nosso debate. E a partir dali mergulhou num projeto que certamente mudará sua vida. Mas ele se expôs a algo fora da sua casinha, sacou?

Tome nota. Desenhe. Rabisque. Eu sou maníaco por rabiscar, por anotar. E um dia olhar para aquele monte de coisas aparentemente sem sentido e fazer uma conexão.

E por fim, preste atenção nos sinais de seu inconsciente. Acredite neles. E parta para a ação. Aceite esses sinais como uma missão dada. E cumpra. Mesmo que a ideia não esteja completa.

Resumo: abra a porta para o subconsciente, curta as inspirações malucas, acostume-se a fazer conexões.

Louis Pasteur uma vez disse que “a sorte favorece a mente preparada”.

Prepare a sua.

É assim então, ao som de BOHEMIAN RAHPSODY, com a banda The Forest Rangers que vamos partindo em busca de mais inspiração.

Com o sempre inspirado Lalá Moreira técnica, a provocativa Ciça Camargo na produção e eu, que durmo inspirado e acordo inspirado, Luciano Pires na direção e apresentação.

Estiveram conosco a ouvinte Michelle, The Forest Rangers, Martinho da Vila com Mart’nália e um monte de músicas da Disney.

Este é o Café Brasil. Que chega a você graças ao apoio do Itaú Cultural e do Auditório Ibirapuera. De onde veio este programa tem muito mais. Visite para ler artigos, para acessar o conteúdo deste podcast, para visitar nossa lojinha no … portalcafebrasil.com.br.

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Pra terminar, uma frase de George Bernard Shaw

Alguns homens veem as coisas como elas são e perguntam “porquê?”. Eu sonho com coisas que não existem e pergunto “por que não?”.