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Luciano Pires -

Quem se expõe a falar para muita gente tem de ter uma boa armadura emocional, saber que nem sempre será bem compreendido, amado, bem recebido. Sempre, sempre haverá quem não concorde com seus argumentos, quem não goste de sua cara, quem não suporte a sua voz. Algumas pessoas sofrem quando percebem que estão sendo questionadas, atacadas… quando descobrem que não são amadas. E daí?

Posso entrar?

Amigo, amiga, não importa quem seja, bom dia, boa tarde, boa noite. Este é o Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Este programa chega até você com o apoio do Itaú Cultural e do Auditório Ibirapuera que, como sempre, estão aí, a um clique de distância. facebook.com/itaucultural e facebook.com/auditorioibirapuera.

E quem vai levar o exemplar de meu livro ME ENGANA QUE EU GOSTO é o Tiago de Campinas

“Olá Luciano. Bom dia, boa tarde, boa noite. Aqui quem fala é o tiago de Campinas. Acabei de escutar o episódio Fêmeas e macho e resolvi mandar essa mensagem. Faz tempo que eu queria mandar alguma coisa pra você. Escuto o cafezinho tem muito tempo já, muito muito tempo. eu queria te dizer que, na verdade, eu não concordo com você. Não sobre esse episódio, mas sobre muitas coisas. Eu acho muito bom poder te dizer isso, porque o grande barato acho que nãp é a gente precisar concordar com tudo que a outra pessoa fala mas, é legal saber ouvir as pessoas. E é por isso que eu continuo te ouvindo, porque eu não concordo com muitas coisas, mas concordo com muitas outras e venho sentindo uma tristeza de ver que hoje, parece que tudo está ficando polarizado, que é contra algum aspecto, quem é a favor, quem é contra o governo, pró governo, quem é a favor…. Eu acho que as pessoas estão se esquecendo de dar o direito pras outras de expressar as opiniões, sem precisar rebater simplesmente, ou dizer que elas não deveriam estar dando aquela opinião. Eu sei que é clichê mas, eu posso não concordar com uma opinião mas, defendo muito que a outra pessoa possa dizer. E é isso que eu queria dizer. Eu queria dizer que eu escuto sempre o Café Brasil, eu gosto muito, eu gosto muito de concordar, mas adoro quando eu discordo de vocÊ e isso não me faz achar que você não deveria estar dizendo as coisas que você diz e muito menos achar que é ume estupidez e eu sinto falta disso hoje, de nas conversas, nas redes sociais das pessoas simplesmente debatere,  não acharem que as pessoas não deveriam ter um pensamento diferente delas. Acho que a gente cresce com isso. Então parabéns, seu programa é muito bacana, eu escuto ele sempre e espero escutar por muito tempo ainda, vida longa pro cafezinho, grande abraço, tchau, falô!”

Que legal, Tiago. Saiba que eu acho muito bom poder ouvir isso assim, ó: não concordo com muita coisa do que você diz, mas preciso ouvir quem pensa diferente. É assim que a gente aprimora ou muda nossas posições e argumentos. É esse o espírito deste cafezinho. Continue aí discordando, ouvindo e crescendo junto com a gente.

Muito bem. O Tiago receberá o Kit DKT, que está recheado de produtos PRUDENCE, como géis lubrificantes e preservativos masculino e feminino. PRUDENCE é a marca dos produtos que a DKT distribui como parte de sua missão para conter as doenças sexualmente transmissíveis e contribuir para o controle da natalidade. O que a DKT faz é marketing social e você contribui quando usa produtos Prudence. facebook.com/dktbrasil.

Vamos lá então! Ô dois, hoje eu quero em harmonia

Na hora do amor use:

Lalá e Ciça – Prudence.

Lembra dessa fala que euu usei no programa 433 – Minha ideia, minha obra, hein? O Chico Buarque, manifestando  sua surpresa ao descobrir pela internet que não era amado por todo mundo, como sempre achou que fosse. Precisou da área de comentários das mídias sociais para descobrir a quantidade de gente que não gosta dele. Aparentemente, o Chico levou essa descoberta na boa, acho até que ele está cagando e andando para o que pensam dele, viu? E pra falar a verdade, no lugar dele, naquela cobertura de frente pra Lagoa, eu acho que eu estaria também. Quando a gente passa de uma certa idade, o que os outros pensam ou deixam de pensar sobre a gente perde o sentido, sabe?

Mas abri o programa com aquela fala do Chico para retomar esse tema, que inclusive abordei num de meus artigos. Vamos a ele?

“Seu podcast fede a auto ajuda, deixa-nos nos com a nossa melancolia e pena de nós mesmos seu babaca que fica dando lição de moral.”

Este é o comentário, reproduzido exatamente da forma como foi escrito, que um certo Lucas Vilanova, que não sei quem é, publicou na área de comentários do Podcast Café Brasil.

Como sempre faço, examinei detidamente a crítica à procura de algo que me ajudasse a melhorar o podcast. Não achei nada que prestasse. E o sujeito voltou à carga em outro podcast. Apaguei e bloqueei. Não valia a pena gastar meu tempo com ele.

No dia seguinte, terminei uma palestra num grande evento em São Paulo. Palestra de 20 minutos, em condições técnicas complicadas, que me deixou bastante frustrado. Mas encontrei no evento uns cinco assinantes do Café Brasil que me rodearam e ficaram conversando, o que melhorou meu astral. Boto a mochila nas costas e vou saindo, quando sou interceptado por uma garota:

– Luciano Pires?

– Sim.

– Preciso falar uma coisa pra você.

O nome dela é Lisiane e, entre embargos na voz e soluços, começou a me contar que cerca de 12 anos atrás chegou em São Paulo, vinda do Maranhão, junto com a mãe. As duas arrumam emprego como empregadas domésticas num casarão em Arujá, na grande São Paulo. Ela conta que o salário era uma miséria, mas que para ela representava tudo. Guardava todo o salário e pela manhã ouvia o Primeiro Programa, na rádio Nova Brasil, do qual eu era colunista. Ela conta que adorava meus comentários e que acabou comprando meu livro Brasileiros Pocotó quando do lançamento em 2004. E o livro e os comentários abriram sua cabeça. Ela passou a usar quase todo o salário para pagar a mensalidade de um curso de administração de empresas numa faculdade em Guarulhos. Impressionado com sua força de vontade, o patrão convidou-a a trabalhar na empresa dele, uma confecção, onde ela fazia de tudo um pouco. E assim foi indo. Fez um MBA em finanças e agora acabara de abrir sua própria empresa.

– Eu tinha que te dizer isso!

E com os olhos marejados e a voz falhando, Lisiane me agradecia pelo bem que fiz a ela, pela motivação e inspiração para sua história de vida.

Dei-lhe um longo e apertado abraço, emocionado, e quase sem poder dizer alguma coisa, a não ser “parabéns”. Enquanto isso eu me lembrava do comentário do Lucas Vilanova, me chamando de babaca e dizendo que meu programa “fede a auto ajuda”.

Fui pegar meu carro e permaneci dentro dele por alguns minutos, com os olhos cheios d’água e um nó na garganta, ainda emocionado pela Lisiane.

Qual tipo de reação você acha que levo em consideração para orientar meu trabalho? A da Lisiane ou a do Lucas?

Quanto vale aquele momento com a Lisiane? E aquele com os cinco assinantes do Podcast que me rodearam?

Pois é. Liguei o som do carro e botei pra tocar um CD de Raul Seixas. E ele mandou, na letra de No fundo do quintal da escola:

Não sei onde eu to indo
Mas sei que eu to no meu caminho
Enquanto você me critica, eu to no meu caminho.

Ganhei o dia.

Encontrei então um texto muito oportuno chamado Esperança, de Rodrigo Casagrande que é professor de pós graduação do ISAE/FGV na disciplina de Liderança e Desenvolvimento de Equipes. Ele diz assim:

O excelente livro ¨Foco¨, de Daniel Goleman, traz uma situação vivenciada por Larry David, criador das séries de sucesso Seinfeld e Curb Your Enthusiasm, a qual me parece bem apropriada para abordar um ponto chave para o sucesso dos líderes: gerar esperança.

Goleman nos conta que Larry é do Brooklin, mas viveu a maior parte da sua vida em Los Angeles. Numa rara estada em Manhattan, para filmar episódios de Curb – em que interpreta ele mesmo – David foi a um jogo no Yankee Stadium. Eis que, quando houve uma pausa no jogo, as câmeras exibiram a sua imagem nos telões. O estádio, em peso, levantou para aplaudi-lo. Estamos falando de quase 50 mil pessoas. Isso é que é ser ovacionado.

Porém, quando David estava indo embora, ainda no estacionamento do estádio, alguém colocou o corpo para fora de um carro que passava e bradou a plenos pulmões: ¨Larry, você é um imbecil!¨. No caminho para casa, Larry David ficou obcecado com aquele único encontro: ¨Quem é aquele cara? O que foi aquilo? Quem faria isso? Por que dizer uma coisa daquelas?¨.

Foi como se os milhares de fãs carinhosos com os quais ele teve contato naquela noite não existissem, apenas aquela única pessoa. Considero este relato impressionante, pois desnuda uma característica presente em grande parte das pessoas: a suscetibilidade à negatividade, beirando o autoflagelo. Isso pode ser muito perigoso. Goleman discorre que focar nas coisas negativas ou positivas funciona como uma alavanca para determinarmos como o nosso cérebro opera, e isso tem relação direta com a sensação de bem estar ou para o caminho para uma depressão.

O fato é que, parafraseando Eça de Queiroz, ¨para criticar, somos implacáveis¨ e isso vale para a autocrítica. Além disso, tenho a sensação de que as pessoas estão cada vez mais carentes, o que pode gerar fragilidades e incapacidade para administração dos momentos de frustração. Penso que esta abordagem é muito significativa para enaltecermos a importância dos líderes ressonantes, aqueles que geram um prisma positivo nas equipes. Isso porque um dos papéis fundamentais do líder é gerar esperança, e a esperança causa mudanças positivas em nosso cérebro e libera hormônios geradores da sensação de bem estar, nos diz Richard Boyatzis, professor da escola de administração da Case Western.

O fato é que o líder é o termostato emocional da sua equipe. A dois quilômetros de distância a equipe já consegue perceber o estado emocional do líder. Por conta disso, é preciso que o líder tenha consciência da importância do amparo emocional que precisa prover. Ao gerar esperança vai propiciar uma boa atmosfera de trabalho. Por outro lado, é preciso também reconhecer o efeito devastador que suas críticas poderão causar no comportamento das pessoas, dependendo da sua forma e conteúdo.

Pagu
Rita Lee
Zélia Duncan

Mexo, remexo na inquisição
só quem já morreu na fogueira sabe o que é ser carvão
eu sou pau pra toda obra, Deus dá asas à minha cobra
minha força não é bruta, não sou freira nem sou puta
nem toda feiticeira é corcunda, nem toda brasileira é
bunda
meu peito não é de silicone, sou mais macho que muito homem
nem toda feiticeira é corcunda, nem toda brasileira é bunda
meu peito não é de silicone, sou mais macho que muito homem
ratatá …
sou rainha do meu tanque, sou pagu indignada no palanque
fama de porra-louca, tudo bem, minha mãe é Maria ninguém
não sou atriz, modelo, dançarina
meu buraco é mais em cima
porque nem toda feiticeira é corcunda, nem toda brasileira é
bunda
meu peito não é de silicone, sou mais macho que muito homem
nem toda feiticeira é corcunda, nem toda brasileira é bunda
meu peito não é de silicone, sou mais macho que muito homem
ratatá …

Ratatá.. Eu sou pau pra toda obra, Deus dá asas à minha cobra, minha força não é bruta… Rita Lee e Zelia Duncan cantam Pagu, parceria das duas que remete à Patrícia Rehder Galvão, a Pagu, que são era suscetível à negatividade...

Pois é… O Rodrigo Casagrande trouxe um tema interessante: a suscetibilidade para a negatividade. Suscetibilidade é a tendência para se sentir ofendido com alguma coisa. A pessoa suscetível é a que tem disposição para se ressentir de coisas sem significância. Qualquer coisa que você disser e que a pessoa entender como uma crítica, a deixará melindrada.

Suscetibilidade à negatividade é então, a inclinação a se sentir ofendido com qualquer opinião, gesto ou atitude que a pessoa considere que foi negativo à si própria. Por exemplo, um comentário onde o sujeito me chama de babaca imediatamente me deixa indignado. Menos pelo babaca, mais pela ofensa gratuita de quem não me conhece. E se minha armadura emocional não está em dia, vou me deixar abater… e transformar aquela crítica numa fonte de sofrimento, de quebra da auto estima.

Já tratei desse tema em vários programas, em especial o 308 – Espelho e ainda tem gente que me escreve dizendo que me importo demais com críticas, que dou espaço à elas, que isso e que aquilo. Bem, eu trato a crítica como um elemento fundamental da vida em sociedade. Aliás, eu sou um advogado da crítica como elemento de liberdade, de livre expressão, de manifestação da liberdade individual. Por isso falo tanto dela, da crítica. Por isso tenho tanto cuidado com ela.

E agora uma modinha de viola… você ouve TINHOSA, com o Tavinho Moura, lá das Minas Gerais…

Mas o tema aqui hoje é a suscetibilidade para a negatividade, então vamos lá: lidar com críticas drena nossas energias, em parte porque, para muitos de nós, a negatividade não é algo natural. A maioria absoluta das pessoas tem a expectativa de que seu futuro será melhor que a média, que seremos aceitos e queridos. Por isso quando aparece alguém criticando, todo mundo presta atenção. É uma questão evolucionária: emoções negativas indicam perigo!

Outra coisa: o – como a gente dizia lá em Bauru – o amargor da crítica é contagioso. Os seres humanos imitam as expressões e comportamento uns dos outros, criando uma espécie de contágio emocional. É isso que acontece naquelas áreas de comentários das mídias sociais e mesmo naquelas reuniões na sua empresa: basta um comentário crítico para levar todos para uma espécie de espiral destrutiva. E mais: quando percebemos que estamos diante de um crítico, nos preocupamos com a possibilidade de sermos o próximo alvo e canalizamos nossas energias para nos proteger. Além de ser cansativo, isso é um saco! Nos impede de defender um determinado ponto, para nos proteger. E o crítico profissional sabe disso, consegue destruir uma boa conversa, uma boa troca de ideias, com uma crítica, uma ofensa, uma opinião desestabilizadora, que atinge os suscetíveis à negatividade. No ambiente das mídias sociais – onde se incluem os podcasts – onde você não tem as referências não verbais para perceber as reais intenções de quem opina, a hostilidade é como um rastilho de pólvora…

Quantas vezes você já viu isso acontecer?

Muito bem. O que fazer então com esse indivíduo negativo que quer liquidar sua auto estima? Bem, eu faço assim: se decidir dialogar, uso o humor para reduzir as tensões. Retruco de forma respeitosa. Se o sujeito me escreve dizendo que tenho péssimo gosto musical, retruco dizendo: “pois é, gosto é uma coisa estranha, não é? Cada um tem o seu…”e mando meu ponto de vista. E por fim, quando me vejo na posição de crítico, pergunto o que é que vou agregar de bom ao debate? Não raro, eu simplesmente deleto a resposta que escrevi, simplesmente por que não vi nada nela que valesse a pena.

Por fim: eu uso a crítica a meu favor, escrevendo um texto a partir dela. Como o que deu origem a este programa. E assim, muita gente tira proveito disso.

Viu só como é simples?

E agora eu vou repetir um texto que eu acho que eu já usei umas dez vezes aqui no Café Brasil e que eu pretendo usar mais mil.

No mundo de hoje, o confronto, a crítica e até mesmo o ódio são mais socialmente aceitos que as expressões de apreço. Isso é muito ruim, porque apreço é uma atividade que cria valor. O apreço energiza as pessoas, faz com que elas excedam seus objetivos e limites percebidos. Quando substituímos o apreço pela negação, pela contrariedade, pela ofensa, pelo rancor, só temos o confronto que paralisa, intimida e canaliza a energia para a defesa. E assim, todos perdem.

Na próxima vez em que você for abrir a boca, escrever um comentário ou simplesmente fazer um gesto, pense se vai construir ou destruir.

Muito obrigado
Djavan

Obrigado por tudo quanto
Você me fez por nada
Por nada se mata
E morre de amor
Não quero parecer com nada
No mundo porque

Apesar da entranha ferida
Donde eu saí pro nada
Do nada também se nasce
Uma flor com todo seu poder
De colocação e magia

Tudo isso é uma questão de saber
Saber viver
Tudo isso é uma questão de amar
Pra entender
Tudo isso é uma questão de querer
Reconhecer
Que quem sabe tudo
nada há de ser, nesse compasso
Há espaço pra quem quiser viver

Muito obrigado
Muito obrigado BIS
Muito obrigado
Por tudo que eu tenho passado

Então é assim, ao som de MUITO OBRIGADO, de e com Djavan que vamos chegando ao final do papo de hoje.

Suscetibilidade à negatividade. Você tem, hein?

Com sensível Lalá Moreira na técnica, a bocuda Ciça Camargo na produção e eu, este gentleman Luciano Pires na direção e apresentação.

Estiveram conosco o ouvinte Tiago, Rodrigo Casagrande. Rita Lee e Zélia Duncan, Tavinho Moura e Djavan.

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Este é o Café Brasil, que chega a você com o apoio do Itaú Cultural e do Auditório Ibirapuera. De onde veio este programa tem muito mais. Visite para ler artigos, para acessar o conteúdo deste podcast, para visitar nossa lojinha no … portalcafebrasil.com.br.

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Estamos tentando levantar fundos para lançar no começo de 2016 um livro, um e-book e um podbook com o melhor dos 10 anos do Café Brasil. Esta aqui é a última semana para encerrar o prazo e estamos quase chegando lá. Já tem mais de 90%.  Falta um pouqinho, cara. Só falta você, vai!!! Digite no Google Café Brasil 10 anos – o livro e veja que projeto legal.

E para terminar, uma frase do advogado e jurista norte americano Harold Medina:

Criticar os outros é algo muito perigoso; nem tanto pelos erros que você pode cometer ao criticar, mas pelo fato de você poder estar revelando algumas verdades a seu respeito.