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434 – O bom dinheiro

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Luciano Pires -

Amigo, amiga, não importa quem seja, bom dia, boa tarde, boa noite. Este é o Café Brasil e eu sou o Luciano Pires. Vamos falar de novo de dinheiro? Grana? Bufunfa? Aquela coisa atrás da qual quase todo mundo corre, mas que ainda tem gente que odeia? Afinal, dinheiro é do bem ou do mal, hein?

Posso entrar?

O podcast Café Brasil chega até você com o apoio do Itaú Cultural e do Auditório Ibirapuera que estão aí, olha, a um clique de distância. www.facebook.com/itaucultural e www.facebook.com/auditorioibirapuera.

E o exemplar de meu livro NÓIS… QUI INVERTEMO AS COISA, acompanhado do apimentadíssimo kit DKT vai para….para.. o ouvinte Pugas, de Uberlândia, que manda um comentário-sugestão que muita gente faz e que vou aproveitar para responder

(Comentário Claudio Pugas)

Pois é, caro e preguiçoso Pugas, quer que a gente dê um jeitinho, né? Depois você me leva um queijim na cadeia? Olha só, muita gente escreve pedindo a playlist, pedindo os arquivos, pedindo que disponibilizemos as músicas de alguma forma. Outros sugerem que a gente lance uma série de CDs com as músicas que usamos no programa… A gente pensou nisso logo no começo, cheguei até a me mexer para ver como fazer, mas trombamos com uma estrutura complicada que torna as soluções quase impossíveis. A tentativa de fazer um CD acabou quando vimos o pesadelo que seria adquirir os direitos de cada música tocada. É impossível, a menos que tivéssemos uma estrutura grande, com gente especializada mas, não dá.

O Café Brasil paga religiosamente o ECAD, o escritório central de arrecadação de direitos autorais, para poder utilizar livremente músicas no programa. É assim há pelo menos 6 anos. Mas essa é uma medida paliativa. Há altas contestações com relação à representatividade do ECAD. Os podcasts dos Estados Unindos, por exemplo, raramente usam músicas. Lá não existe um ECAD, mas vários. Quem quiser tocar músicas tem que pagar a associação dos compositores, a dos cantores, a dos arranjadores, a dos músicos, a dos produtores… é um inferno e a turma opta por só usar músicas livres, o que limita grandemente as opções. Imagine o Café Brasil só usando músicas livres… Até daria para fazer, mas reduziria nossa margem de ação enormemente.

No Brasil temos só o ECAD, que nos dá uma licença para tocar músicas e só tocar. Não podemos distribuí-las.

Com o surgimento do iTunes e outros sistemas de vendas de música pela internet, surgiu uma luz no final do túnel: fizemos até uma experiência de, no roteiro dos programas, colocar os links para quem quiser comprar as músicas. É uma ação limitada, já que grande parte do que tocamos aqui não está à venda, mas já era um começo. Estamos vendo como fazer.

Por enquanto Pugas, a dica é: anote o nome da música e vá para o Google…

Muito bem. O Pugas ganhou, além do meu livro, um kit de produtos DKT com a marca Prudence! E todo mundo sabe que os produtos Prudence têm a mais completa linha de preservativos e géis lubrificantes do Brasil, distribuídos pela DKT , não sabeé?  Quando você compra um produto PRUDENCE você apóia a DKT em suas iniciativas de promover programas de prevenção a doenças sexualmente transmissíveis e de motivação ao planejamento familiar! Acesse facebook.com/dktbrasil e conheça mais a respeito.

Na hora do amor, use PRUDENCE.

Como o tema do programa de hoje é dinheiro, me lembrei de um lance pitoresco que aconteceu alguns meses atrás, aqui mesmo no Café Brasil. No programa O ÚLTIMO DIA, tocamos a música do mesmo nome, de Paulinho Moska, que é ótima, lembra?

Pois um de nossos ouvintes, um norte americano, escreveu perguntando sobre a música. Passei os dados básicos, nome da música, do cantor… e alguns dias depois ele me escreveu de novo, dizendo que não conseguia achar a música para comprar. O que é que fiz eu, o brasileiro? Recomendei a ele que baixasse do Youtube, que havia várias versões por lá.

E ele respondeu que não, que queria comprar a música, que escreveu no site do Paulinho Moska, sem resposta. Ele não se sentia confortável de baixar a música sem recompensar o autor…

O que para mim, brasileiro, é a coisa mais natural do mundo, para ele é inaceitável.

Quem produz merece ser recompensado.

Bom, como eu pago o ECAD, não me senti um criminoso… Mas que eu fiquei envergonhado, eu fiquei…

Muito bem. Vou usar um texto baseado num artigo de Peter Schiff, presidente da firma de investimentos Euro Pacific Capital.

Ao fundo você ouve NÃO QUERO DINHEIRO, de Tim maia, no remix Ibiza Sunset. de Marcelo Memê Mansur.

No início, era cada um por si.  Cada indivíduo comia ou vestia apenas aquilo que ele fosse capaz de coletar ou caçar. E então surgiu o escambo, que foi o primeiro avanço: se eu tivesse um peixe, trocava pela panela de barro que você fez. Ou pela peça de couro. Mas o escambo era limitante. Como trocar um peixe pela panela de barro se o dono da panela não precisa de um peixe?

E então o homem criou o dinheiro.

O dinheiro surgiu naturalmente na sociedade, como uma maneira de auxiliar as transações econômicas voluntárias.  Foi uma das maiores invenções da humanidade.  O dinheiro não apenas facilitou às pessoas adquirirem o que queriam, como também tornou o ato de poupar muito mais possível. Se antes você não podia acumular os peixes que sobravam, podia agora acumular o dinheiro excedente para gastá-lo em um momento posterior.

Embora poupar seja hoje um ato desprezado pelas elites políticas, trata-se de um elemento essencial para o progresso econômico.  Ao facilitar às pessoas o ato de poupar, o dinheiro efetuou duas medidas cruciais.  Primeiro, ele inspirou mais diligência e empreendedorismo: havia agora um incentivo para se trabalhar mais duro para ganhar em um dia mais do que você poderia gastar em um dia.  Segundo, a poupança possibilitou a empreendedores ambiciosos fazer grandes investimentos em capital: máquinas que economizavam trabalho humano, armazéns e transportes.

Se o poupador não tivesse grandes planos em mente para o seu dinheiro, ele ainda assim poderia fazer com que ele fosse produtivo: bastaria emprestá-lo para terceiros.  Financiamento era algo praticamente impossível sem dinheiro.  É claro que você poderia dar um porco para o seu vizinho este ano em troca de um porco e de uma galinha no ano seguinte, mas haveria muito mais espaço para conflitos: “Este porco não é tão saudável quanto o porco que eu dei a você ano passado.”

Não havendo espaço para variações de qualidade, você pode emprestar seu dinheiro tendo a confiança de que, o que você receberá em troca no futuro, terá a mesma qualidade que você emprestou.

O dinheiro também tornou a especialização algo mais fácil.  Se você fosse realmente bom em algo — por exemplo, fabricar pregos (utilizando o famoso exemplo de Adam Smith) —, você poderia agora ganhar a vida apenas fabricando pregos.  Sem o dinheiro, alguém que passou o dia inteiro fabricando pregos teria de encontrar alguém com comida em excesso que quisesse pregos, alguém com abrigo sobrando que quisesse pregos, alguém com excesso de roupas que também quisesse pregos naquele momento, e por aí vai.

Porém, quando o dinheiro é introduzido, o vendedor de pregos necessita encontrar apenas pessoas com dinheiro que queiram pregos, e diferentes pessoas que possuam os bens que o vendedor de pregos queira comprar e que queiram dinheiro em troca.  Facilitar a especialização cria eficiências.  A especialização permite a divisão do trabalho, de modo que as pessoas passam a agir de acordo com suas habilidades e seus interesses.  A produtividade aumenta.  De incontáveis maneiras, o dinheiro aperfeiçoa a sociedade.

E um dia o homem adotou o ouro como moeda.

Nenhuma autoridade teve de declarar que o ouro era dinheiro.  Ele surgiu espontaneamente como meio de troca e em vários casos venceu a concorrência contra outras moedas. O ouro nem sempre venceu à custa da exclusão de todos os outros tipos de dinheiro, mas foi provavelmente o mais bem sucedido dinheiro que já existiu, graças não a algum decreto superior, mas sim aos seus próprios atributos.

E isso é extremamente importante: o dinheiro não vem do governo; ele surge na própria sociedade.

O dinheiro não vem do governo…ele surge na própria sociedade… sacou? É, mas tá cheio de gente por aí com discurso de ódio ao dinheiro, como se o dinheiro fosse a origem de todos os males. E existem outros que gastam sem piscar 8 ou 10 reais numa lata de cerveja mas se recusam a pagar 2 reais para baixar uma música… ou um podcast. Para esses, um trecho de um diálogo de um empresário com um sujeito num grupo de odiadores de dinheiro pode servir muito bem.

Atenção: daqui para a frente você vai precisar de atenção redobrada, pois o texto é daqueles densos, pesados. Ele diz assim:

Já procurou a origem da produção? Olhe para um gerador de eletricidade e ouse dizer que ele foi criado pelo esforço muscular de criaturas irracionais. Tente plantar um grão de trigo sem os conhecimentos que lhe foram legados pelos homens que foram os primeiros a fazer isso.

Tente obter alimentos usando apenas movimentos físicos e descobrirá que a mente do homem é a origem de todos os produtos e de toda a riqueza que já houve na terra. Mas o senhor diz que o dinheiro é feito pelos fortes em detrimento dos fracos? A que força se refere? Não à força das armas nem à dos músculos.

A riqueza é produto da capacidade humana de pensar. Então a riqueza é feita pelo homem que inventa um motor em detrimento daqueles que não o inventaram?

O dinheiro é feito pela inteligência em detrimento dos estúpidos? Pelos capazes em detrimento dos incompetentes? Pelos ambiciosos em detrimento dos preguiçosos?

O dinheiro é feito – antes de poder ser embolsado pelos pidões e pelos saqueadores – pelo esforço honesto de todo homem honesto, cada um na medida de suas capacidades. O homem honesto é aquele que sabe que não pode consumir mais do que produz. Comerciar por meio do dinheiro é o código dos homens de boa vontade.

O dinheiro se baseia no axioma de que todo homem é proprietário de sua mente e de seu trabalho. O dinheiro não permite que nenhum poder prescreva o valor do seu trabalho, senão a escolha voluntária do homem que está disposto a trocar com você o trabalho dele.

O dinheiro permite que você obtenha em troca dos seus produtos e do seu trabalho aquilo que esses produtos e esse trabalho valem para os homens que os adquirem, nada mais que isso.

O dinheiro só permite os negócios em que há benefício mútuo segundo o juízo das partes voluntárias.

O dinheiro exige o reconhecimento de que os homens precisam trabalhar em benefício próprio, não em detrimento de si próprios. Para lucrar, não para perder. De que os homens não são bestas de carga, que não nascem para arcar com o ônus da miséria. De que é preciso lhes oferecer valores, não dores. De que o vínculo comum entre os homens não é a troca de sofrimento, mas a troca de bens.

O dinheiro exige que o senhor venda não a sua fraqueza à estupidez humana, mas o seu talento à razão humana. Exige que compre não o pior que os outros oferecem, mas o melhor que ele pode comprar. E, quando os homens vivem do comércio – com a razão e não à força, como árbitro ao qual não se pode mais apelar –, é o melhor produto que sai vencendo, o melhor desempenho, o homem de melhor juízo e maior capacidade – e o grau da produtividade de um homem é o grau de sua recompensa. Este é o código da existência, cujos instrumento e símbolo são o dinheiro. É isto que o senhor considera mau?

O dinheiro exige do senhor as mais elevadas virtudes, se quer ganhá-lo ou conservá-lo. Os homens que não têm coragem, orgulho nem amor próprio, que não têm convicção moral de que merecem o dinheiro que têm e não estão dispostos a defendê-lo como defendem suas próprias vidas, os homens que pedem desculpas por serem ricos – esses não vão permanecer ricos por muito tempo. São presa fácil para os enxames de saqueadores que vivem debaixo das pedras durante séculos, mas que saem do esconderijo assim que farejam um homem que pede perdão pelo crime de possuir riquezas. Rapidamente eles vão livrá-lo dessa culpa.

Então, o senhor verá a ascensão daqueles que vivem uma vida dupla, que vivem da força, mas dependem dos que vivem do comércio para criar o valor do dinheiro que eles saqueiam.

Esses homens vivem pegando carona com a virtude. Numa sociedade em que há moral, eles são os criminosos, e as leis são feitas para proteger os cidadãos contra eles. Mas, quando uma sociedade cria uma categoria de criminosos legítimos e saqueadores legais – homens que usam a força para se apossar da riqueza de vítimas desarmadas – então o dinheiro se transforma no vingador daqueles que o criaram. Tais saqueadores acham que não há perigo em roubar homens indefesos, depois que aprovam uma lei que os desarme. Mas o produto de seu saque acaba atraindo outros saqueadores, que os saqueiam como eles fizeram com os homens desarmados. E assim a coisa continua, vencendo sempre não o que produz mais, mas aquele que é mais implacável em sua brutalidade. Quando o padrão é a força, o assassino vence o batedor de carteiras. E então essa sociedade desaparece, em meio a ruínas e matanças.

Quer saber se este dia se aproxima? Observe o dinheiro: ele é o barômetro da virtude de uma sociedade. Quando há comércio não por consentimento, mas por compulsão, quando para produzir é necessário pedir permissão a homens que nada produzem – quando o dinheiro flui para aqueles que não vendem produtos, mas têm influência –, quando os homens enriquecem mais pelo suborno e favores do que pelo trabalho, e as leis não protegem quem produz de quem rouba, mas quem rouba de quem produz – quando a corrupção é recompensada e a honestidade vira um sacrifício –, pode ter certeza de que a sociedade está condenada.

Essa afirmativa de que o dinheiro é a origem do mal, que o senhor pronuncia com tanta convicção, vem do tempo em que a riqueza era produto do trabalho escravo – e os escravos repetiam os movimentos que foram descobertos pela inteligência de alguém e durante séculos não foram aperfeiçoados. Enquanto a produção era governada pela força e a riqueza era obtida pela conquista, não havia muito que conquistar. No entanto, no decorrer de séculos de estagnação e fome, os homens exaltavam os saqueadores, como aristocratas da espada, aristocratas de estirpe, aristocratas da tribuna, e desprezavam os produtores, como escravos, mercadores, lojistas… industriais. Se me perguntarem qual a maior distinção dos americanos, eu escolheria – porque ela contém todas as outras – o fato de que foram eles que criaram a expressão “fazer dinheiro”. Nenhuma outra língua, nenhum outro povo jamais usara estas palavras antes, e sim “ganhar dinheiro”.

Antes, os homens sempre encaravam a riqueza como uma quantidade estática, a ser tomada, pedida, herdada, repartida, saqueada ou obtida como favor. Os americanos foram os primeiros a compreender que a riqueza tem que ser criada. A expressão “fazer dinheiro” resume a essência da moralidade humana, porém foi justamente por causa dessa expressão que os americanos eram criticados pelas culturas apodrecidas dos continentes de saqueadores. O ideário dos saqueadores fez com que pessoas como o senhor passassem a encarar suas maiores realizações como um estigma vergonhoso, sua prosperidade como culpa, seus maiores filhos, os industriais, como vilões, suas magníficas fábricas como produto e propriedade do trabalho muscular, o trabalho de escravos movidos a açoites, como na construção das pirâmides do Egito. As mentes apodrecidas que afirmam não ver diferença entre o poder do dólar e o poder do açoite merecem aprender a diferença na sua própria pele, que, creio eu, é o que vai acabar acontecendo. Enquanto pessoas como o senhor não descobrirem que o dinheiro é a origem de todo o bem, estarão caminhando para sua própria destruição.

Quando o dinheiro deixa de ser o instrumento por meio do qual os homens lidam uns com os outros, então os homens se tornam os instrumentos dos homens. Sangue, açoites, armas – ou dólares. Façam sua escolha, o tempo está esgotando.

Putz… que porrada, não é? É. Mas eu só li um pedacinho, viu? Esse diálogo está no livro A REVOLTA DE ATLAS, de Ayn Rand que, se você ainda não leu, por favor, LEIA. Mas cuidado viu … socialistas podem entrar em coma.

Pois então, o objetivo deste programa foi botar você para pensar no lado bom do dinheiro: fazer dinheiro de forma honesta para melhorar a sociedade, obter independência, remunerar justamente aquilo que você valoriza. E nunca, jamais, sentir vergonha ou culpa por conseguir honestamente acumular riqueza. Ah, como esse assunto dá pano pra manga…

Mas cuide do apetite, viu? Tim Maia já disse: dinheiro não compra amor sincero.

E é assim então, ao som de NÃO QUERO DINHEIRO, de e com Tim Maia, que este programa vai saindo de mansinho.

Com o milionário Lalá Moreira na técnica, a cheia de amor Ciça Camargo na produção e eu, que estou mais preocupado com quanto as coisas valem e não quanto custam, Luciano Pires na direção e apresentação.

Estiveram conosco o ouvinte Pugas, Paulinho Moska, Memê e o síndico Tim Maia, que ironicamente nunca se entendeu com o dinheiro…

E não esqueça que a Pellegrino, que é uma das maiores distribuidoras de auto e moto peças do Brasil, distribui também conhecimento sobre carreira e gestão em sua página no Facebook. Acesse facebook.com/pellegrinodistribuidora e experimente.

Pellegrino distribuidora. Conte com a nossa gente.

Este é o Café Brasil, que chega até você com o apoio do Itaú Cultural e do Auditório Ibirapuera.

De onde veio este programa tem muito mais. Visite para ler artigos, para acessar o conteúdo deste podcast, para visitar nossa lojinha… no www.portalcafebrasil.com.br.

E se fizer um comentário usando a sua voz, use o WhatSapp. É o 11 96789 8114. De novo: 11 96789 8114. Tecle aí!

Para terminar, Tim Maia:

O mundo só será bom no dia em que todo dinheiro acabar. Mas que não me falte nenhum enquanto isso não acontece.