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342 – Ainda a cultura

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Luciano Pires -
Gratuito!
24 MB

Bom dia, boa tarde, boa noite! E daí? Tá convencido de que pancadão é cultura? Bem, você não precisa gostar dele, mas que é cultura é… Pois hoje vou continuar nessa praia. Falando de cultura outra vez, tentando não fazer julgamento de valor. É dificul, viu! E vou caprichar na salada musical, prepare-se!

Pra começar, uma frase do escritor francês André Maurois:

Cultura é o que fica depois de se esquecer tudo o que foi aprendido.

Este programa chega até você com o apoio do Itaú Cultural, que sabe muito bem que incentivando a cultura, garante a produção de obras capazes de nos instigar, motivar e inspirar. De nos fazerem pessoas melhores. www.itaucultural.org.br. Acesse o site e dê uma olhada num mundo diferente desse que você vê por aí.

E você, já acessou o facebook da Nakata para participar da promoção que pode te dar nada menos que um iPad? www.facebook.com/componentesnakata, Nakata com K. Acesse a página e clique no post da promoção. É muito fácil participar. A Nakata é a marca dos componentes de suspensão e freios para seu carro com um monte de conteúdo no Facebook.
Arriscado é não usar Nakata. Exija a tecnologia original líder em componentes de suspensão.

Tudo azul. Tudo Nakata.

[showhide title=”Continue lendo o roteiro” template=”rounded-box” changetitle=”Fechar o roteiro” closeonclick=true]

E o exemplar do meu livro, … NÓIS QUE INVERTEMO AS COISA, desta semana vai para dois leitores, ou dois ouvintes, que vão ter seus e-mails lidos no programa.

Ô Lalá, é comprido aqui. Vamos trocar o música de fundo, hein?

Começo então com o Francis Ortolan, que comentou assim o programa PANCADÃO É CULTURA?

“Existe também um outro tipo de produto cultural que não se encontra nessas classificações de cultura alta ou baixa. Talvez, dependendo do ponto de vista, se classifique nas duas.

São as obras com múltiplos níveis de complexidade, conquistam o leitor/expectador com uma mensagem simples, mas contemplam outros conteúdos mais complexos em seus níveis mais profundos.

Um leitor “comum” de “O Nome da Rosa” de Umberto Eco, por exemplo, vai encontrar um bom romance policial, uma história de assassinato com algumas passagens de sexo.

Outro leitor, um pouco mais culto, poderá encontrar um trabalho de pesquisa inteligente sobre a história da idade média. Um terceiro leitor, estudante de Semiologia, achará aplicações dos estudos do próprio autor na área, inclusive algumas brincadeiras e trocadilhos muito específicos para os que estudam a área profundamente.

Esse tipo de obra consegue aumentar sua faixa de público, mas também, ajuda o consumidor mais simples a se desenvolver. Ele, que a principio, veio apenas para se divertir, pode perceber que tem algo mais atrás da mensagem superficial e inclusive se sentir um gênio por descobrir o que é apenas a próxima camada de uma gigantesca cebola de significados.”

Pois é Francis… Você usou um exemplo mais sofisticado que o meu e disse em palavras mais elegantes e profundas o que eu quis dizer com o exemplo das passistas no programa do Faustão. É isso aí. Esse lance da descoberta das camadas é fascinante e só quem já experimentou o prazer de descobrir os signos escondidos sabe o que é, não é?

Então. E veio também o Marco Aurélio Saraiva também comentou o PANCADÃO É CULTURA…

“O programa foi neutro, e eu até entendo o porque. Ainda assim, algumas questões ficaram em aberto. Quando olhamos para a cultura nos casos mais extremos, ficam claras algumas questões que não foram abordadas no programa.

É certo que em algumas ocasiões a “alta cultura”, segundo a definição do programa, não é conveniente. Se eu saio na noite do Rio de Janeiro para me divertir, com certeza não vou esperar ouvir Mozart na boate. Nem gostaria que acontecesse. Mas também é certo que, mesmo em um episódio do Café Brasil que deveria mostrar ambos os lados das diferentes culturas, nenhum “pancadão” de verdade foi tocado. Não ouvi os funks chamados “proibidões”, nem os axés mais chulos, nem os forrós universitários mais baixos. Por quê? Provavelmente por que muitos se sentiriam ofendidos e deixariam de ouvir no meio.

Eu, por exemplo, quando saio para uma boate, odeio ouvir os funks mais baixos. Não aguento estar presente em um ambiente onde as mulheres se deixam banalizar e todos riem ao som de letras que fazem apologia à violência, sexo imoral e drogas. Existe um limite onde a “baixa cultura” deixa de ser “cultura” e passa a ser uma ofensa. Não consigo considerar como cultura uma música, filme ou o que seja que denigre a imagem de outrem ou mesmo fere a consciência de alguém.

Por outro lado, não vejo a “alta cultura” chegando a este ponto. É claro que muitos não gostam da música clássica ou apreciam filmes “cult”, mas ao mesmo tempo, não vejo nenhum destes sentindo-se mal ou ofendidos em um ambiente com uma música dessas de fundo ou um filme destes em um telão. Podem se sentir entediados… mas aí entramos no papo abordado no programa: “Gosto não se discute?”.

Uma coisa é certa: quando chamamos alguém de “culto”, com certeza não é por que este aprecia a bunda de mulheres com nomes de frutas.”

Rererere… concordo contigo Marco, gostar de bunda não é sinal de ser culto. Isso dá um trocadilho ótimo… Quando você diz que o programa foi “neutro”, significa que não falei mal de nenhum tipo de manifestação cultural? Se isso é ser neutro, foi intencional. Não havia a intenção de julgar o valor de qualquer obra. O que fiz questão de mostrar foi que tudo é manifestação cultural – inclusive esse pancadão de baixaria que eu não tocarei por aqui. Cabe a cada um fazer suas as escolhas e aquilo que eu chamei de “alta culra”  escolher e aquilo que chamei de “alta” cultura é que vai ajudar a escolher o melhor.

Presta Atenção
Projota

Por favor sem repressão, nem depressão
Em regressão
Segue meu povo a cada ano novo
Sem exceção
O excesso de egocentrismo acessa o seu organis
Avessa á sua vontade
Hipnotismo, rouba a sua atenção
Preste atenção
Ao que diz o seu coração
A vida é música
Me ajude a fazer a canção
Leve o joelho ao chão
Quebre o espelho, então
As arma, um dano, um mano
Não muda meu plano
Não assa meu pão
A oração salvou mais gente do que a Cruz Vermelha
Sua maldade em sua mente
Então será pentelha
Seu coração te aconselha:
Entre tanta maldade encontrar liberdade
A verdade amassou a vontade
Te muda então mude pra algo melhor
Meu povo derruba suor
O governo derruba meu povo
Ao invés de suor derrubemos governo, chegue
Derrubemos de novo
São Paulo, Rio, Taiti ”cos ovo”
A minha vida me fez nuvem
Homens tremem quando chovo
Senhor me faça bem e que esse bem eu retribua
Senhor me faça mal e desse mal me reconstrua
Senhor me faça sol e que eu traga a luz na escuridão
Senhor me faça escuro então o sol será em vão
Aqui se tenta sem melhor em tudo
Sempre sonhei em atacar
O mundo só me deu escudo
Aprendi a defender, na defesa fui sagaz
Cansaram de me atacar
Do meu escudo então nasceu a paz
Embaralhe com atenção
Paus, espadas, ouros
Tá na hora de tirar um coração
Me diga que não foi em vão
Aqui derramei minha alma
Dê um gole e beba sem moderação
Nós somos música
Eu pisco pra contar o tempo da batida
Tenho menos medo de um assassino que um suicida
É fácil tirar uma vida
Difícil é fazer uma vida se transformar, se mudar pra melhor
O meu maior medo é ser digno de dó
Toque o piano, me permita cantar
Respire, inspire e me permita ser o ar
Meu sonho é tão real que eu quase consigo tocar
Mas chega de tentar, falô
Agora é hora de acordar
Senhor me faça bem e que esse bem eu retribua
Senhor me faça mal e desse mal me reconstrua
Senhor me faça sol e que eu traga a luz na escuridão
Senhor me faça escuro então o sol será em vão

Que tal, hein? Você está ouvindo Juliana D’Agostini e José Tiago Sabino Pereira, o Projota, rapper, compositor e produtor paulistano. Juliana é paulistana também e toca uma variação sobre tema de Rachmaninov, enquanto Projota mostra seu rap, no projeto Tribos.. O projeto Tribos é composto de oito vídeos que misturam música clássica com arte popular.

Bem, vamos lá. Tentar englobar no termo “cultura” as questões antropológicas, sociológicas e carnavalescasm mais aquilo que Sócrates chamava de “sabedoria” é arriscado. Uma parece ser tangível, visível, passível de ser comparada, medida. A outra é… bom a outra é sabedoria. Vamos ver se vou por um caminho do meio hoje, sem esgotar o assunto…

Uma das melhores defesas contra o choque que certos produtos culturais causam na gente é o conhecimento. Conhecer aquilo que você vai experimentar. É muito fácil olhar de fora e criticar. Isso acontece muito com a música clássica, chamada de chata por quem desconhece. Mas se você mergulha um pouco na história, percebe quem foram os gênios, como a música clássica é feita, quais os impactos que ela causa, as coisas começam a tomar sentido. Se você duvida, ouça o podcast Café Brasil O EFEITO MOZART… Consigo perceber nitidamente como fui aos poucos aprendendo a gostar de música clássica, de jazz. Agora estou experimentando ópera. E já me peguei, por mais de uma vez, com os olhos cheios d´água, mesmo sem entender nada do que estava sendo cantado. Parecido com o que aconteceu com você quando ouviu o poema OS PENSAMENTOS SÃO LIVRES em alemão aqui no Café Brasil. Não precisa entender o que eles dizem para se emocionar, basta conhecer o contexto. Sacou?

Gangnam Style
Psy

Najeneun dasarowun inganjeogin yeoja
Keopi hanjaneui yeoyureul aneun pumgyeok ittneun yeoja
Bami omyeon shimjangi ddeugeowojineun yeoja
Geureon banjeon ittneun yeoja

Naneun sanai
Najeneun neomankeum ddasarowun geureon sanai
Keopi shikgido jeone wonsyat ddaerineun sanai
Bami omyeon shimjangi teojyeobeorineun sanai
Geureon sanai

Aremdawo sarangseurowo
Geurae neo hey, geurae baro neo hey
Areumdawo sarangseurowo
Geurae neo hey, geurae baro neo hey
Jigeumbuteo gal ddaekkaji gabolkka

Oppan Gangnam style
Gangnam style
Oppan Gangnam style
Gangnam style
Oppan Gangnam style
Eh sexy lady
Oppan Gangnam style
Ehh sexy lady, oh, oh
Eh, eh, eh, eh, eh, eh

Jeongsokhae boijiman nol ddaen noneun yeoja
Iddaeda shipeumyeon mukkeottdeon meori puneun yeoja
Garyeottjiman wenmanhan nochulboda yahan yeoja
Geureon gangjakjeogin yeoja

Naneun sanai
Jeonjanha boijiman nol ddaen noneun sanai
Ddaega dweimyeon wanjeon michyeobeorineun sanai
Geunyukboda sasangi ultungbultung han sanai
Geureon sanai

Aremdawo sarangseurowo
Geurae neo hey, geurae baro neo wey

Areumdawo sarangseurowo
Geurae neo hey, geurae baro neo hey
Jigeumbuteo gal ddaekkaji gabolkka

Oppan Gangnam style
Gangnam style
Oppan Gangnam style
Gangnam style
Oppan Gangnam style
Eh sexy lady
Oppan Gangnam style
Ehh sexy lady, oh, oh
Eh, eh, eh, eh, eh, eh

Ttwineun nom geu wie naneun nom
Baby baby
Naneun mwol jom aneun nom

Ttwineun nom geu wie naneun nom
Baby baby
Naneun mwol jom aneun nom

You know what i’m saying

Oppan Gangnam style
Eh sexy lady
Oppan Gangnam style
Eh sexy lady
Oppan Gangnam style, eh eh
Oppan Gangnam style

Estilo de Gangnam

Uma mulher que é quente e amorosa durante o dia
Uma mulher elegante que saiba apreciar uma boa xícara de café
Uma mulher que o coração aqueça quando chega a noite
Uma mulher que mostre essa mudança

Eu sou um cara
Um cara que é quente durante o dia, que nem você
Um cara que toma seu café todo dia antes mesmo que ele esfrie
Um cara que o coração explode quando chega a noite
Esse tipo de cara

Bonita, adorável
Sim você, ei, sim é você, ei
Bonita, adorável
Sim você, ei, sim é você, ei
Agora vamos até o fim

Oppa tem o estilo de Gangnam,
O estilo de Gangnam
Oppa tem o estilo de Gangnam,
O estilo de Gangnam
Oppa tem o estilo de Gangnam
Eh garota sexy
Oppa tem o estilo de Gangnam
Ehh garota sexy, oh, oh
Eh, eh, eh, eh, eh, eh

Uma mulher que pareça inocente, mas que quando joga, joga pra valer
Uma mulher que saiba jogar o cabelo na hora H
Uma mulher que não se mostra, mas é mais sexy do que aquelas que mostram tudo por aí
Um mulher sensual assim

Eu sou um cara
Um cara que parece educado, mas que quando tem que jogar, joga pra valer
Um cara que vai a loucura na hora H
Um cara que tem mais ideas do que músculos
Esse tipo de cara

Bonita, adorável
Sim você, ei, sim é você, ei

Bonita, adorável
Sim você, ei, sim é você, ei
Agora vamos até o fim

Oppa tem o estilo de Gangnam,
Estilo de Gangnam
Oppa tem o estilo de Gangnam,
Estilo de Gangnam
Oppa tem o estilo de Gangnam
Ehh garota sexy
Oppa tem o estilo de Gangnam,
Ehh garota sexy, oh, oh
Eh, eh, eh, eh, eh, eh

Acima do homem que corre está o homem que voa,
Baby baby,
Eu sou um cara que sabe uma coisa ou duas

Acima do homem que corre está o homem que voa,
Baby baby,
Eu sou o homem que sabe uma coisa ou duas

Você sabe do que estou falando

Oppa tem o estilo de Gangnam
Ehh garota sexy
Oppa tem o estilo de Gangnam
Ehh garota sexy
Oppa tem o estilo de Gangnam, eh eh
Oppa tem o estilo de Gangnam

Rererere… que tal aquela Gangnan Style que você não suporta mais, numa versão de duas japonesinhas? Janice e Sonia, que formam a dupla Jayessle que é um sucesso no Youtube e mostra como os produtos culturais são dinâmicos…

Vou usar aqui umas dicas do escritor e professor norte americano de estudos interculturais Lloyd Kwast, missionário batista que por anos ensinou em Camarões, e aprendeu na prática o que significa lidar com culturas diferentes das suas.

Kwast criou um modelo para ajudar a dar o passo inicial na identificação de culturas diferentes. Seu modelo tem camadas em diferentes níveis.

A primeira camada com a qual temos o contato é o COMPORTAMENTO – O que é feito? É quando reparamos no comportamento das pessoas e suas atividades. A roupa que vestem, as atitudes, o linguajar.

Observar as atividades das pessoas num baile funk do pancadão, numa balada sertaneja ou num concerto de música clássica já começa a dar pistas sobre a lógica por trás de seu comportamento. Qual é a lógica de um sujeito usar chapéu, bota de cano alto e cinturão com fivelão dentro de uma balada no centro da cidade de São Paulo? Ou um senhor usar um smoking e sapatos de cromo alemão para assistir a um concerto?

A segunda camada são os VALORES – O que é bom e o que é melhor? Ao questionar as razões para o comportamento das pessoas, o que as levou àquelas escolhas como sendo “aquilo que deve ser feito”, podemos entender os valores que as movem. Por exemplo: compreender que o rap e o hip hop surgem como expressão de uma determinada classe social e que o jeito de falar, de vestir, a temática deles representa os valores de um grupo de pessoas de uma determinada região, de gente que também quer trabalhar, ter sucesso, proteger seus filhos e colaborar pra um mundo melhor. Calma! Já caiu o disjuntor? Segura aí.

Smoke on the water
Deep Purple

Smoke On The Water
We all came out to Montreaux
On the Lake Geneva shoreline
To make records with a mobile
We didn’t have much time

Frank Zappa and the Mothers
Were at the best place around
But some stupid with a flare gun
Burned the place to the ground

Smoke on the water, fire in the sky
Smoke on the water

They burned down the gambling house
It died with an awful sound
Funky & Claude was running in and out
Pulling kids out the ground

When it all was over
We had to find another place
But Swiss time was running out
It seemed that we would lose the race

Smoke on the water, fire in the sky
Smoke on the water

We ended up at the Grand Hotel
It was empty, cold and bare
But with the Rolling truck Stones thing just outside
Making our music there

With a few red lights and a few old beds
We made a place to sweat
No matter what we get out of this
I know we’ll never forget

Smoke on the water, fire in the sky
Smoke on the wate

No domingo não
Manos Hadjidakis
Romeu Nunes

Eu passo os dias
Esperando o domingo
E a semana parece não ter fim
As horas lentas vão passando
E eu passo escondendo
O amor que vivem em mim

Tudo me é indiferente
Somente a lembrança
Do dia que há de vir
Encho esse dias tão vazios
Sombrios, tão tristes
Sem ter para onde ir

Mas no domingo
O sol tem mais calor
O céu é mais azul
E o amor é mais amor
Porque meu bem
Domingo tua eu sou
E noutro mundo estou
Pois és só meu também

Segunda feira
Terça
Quarta
Quinta
Sexta
Sábado

Mas no domingo
O sol tem mais calor
O céu é mais azul
E o amor é mais amor
Porque meu bem
Domingo tua eu sou
E noutro mundo estou
Pois és só meu também

 Que sacanagem! Eu adoro fazer o cérebro da turma fritar com esses sustos musicais, culturais.

Primeiro você ouviu o clássicasso SMOKE ON THE WATER do Deep Purple, com o ator Daniel de Oliveira, lá do filme Cazuza… Você é dessa tribo? Você gosta?

Em seguida, na nossa salada musical-cultural do Café Brasil veio com uma Hebe Camargo lá em 1960 com NO DOMINGO NÃO, versão de Romeu Nunes para o clássico Never on Sunday. Que delícia!

Muito bem. A terceira camada são os CREDOS. O que é verdade? Certos credos influenciam diretamente os valores que influenciam o comportamento. Quais são os credos de um grupo de jovens negros, de baixa renda, moradores em regiões periféricas onde a bandidagem está mais presente do que o estado? Em que eles acreditam? O que os leva a falar daquele jeito, dançar daquele jeito?

A última camada, a mais profunda, é VISÃO DO MUNDO – O que é real? É a forma como interpretamos a realidade, a maneira como nos vemos em relação ao mundo. Inclui noções sobre a existência humana, o bem o mal, o divino e o sobrenatural.

Comportamento, valores, credos e visão do mundo. Olhe para aquela turma do baile funk e tente exercitar as camadas do modelo de cultura de Kwast. Imagine que a cultura é aprendida das pessoas que estão à nossa volta, através dos diferentes credos, valores, tradições e comportamentos que são passados de geração em geração.

Bom, tá dando pra sacar? Tentar apreciar o hip hop sem saber o que existe por trás dele, que tipo de cultura o gerou, é entregar a análise ao gosto/não gosto. E isso é pouco. Quando você não conhece o objeto de sua análise, será escravo de seu senso estético e vai ficar horrorizado quando chegar no Nepal e descobrir que eles não usam papel higiênico. Ou ver um chinês comendo um gafanhoto. Aquele gafanhoto, antes de ser um nojo, é herança de seus avós, de um período em que, quem não comesse gafanhoto, morria de fome…

Ai que delícia essa Hebe! Essa música é trilha de um filme grego famoso… Um dia eu conto a história.

Muito bem, vamos agora a quem derrubou o disjuntor. Preste atenção, olha só.

EU NÃO ESTOU DIZENDO QUE VOCÊ TEM QUE GOSTAR OU ACEITAR TUDO. Ponto

De novo.

EU NÃO ESTOU DIZENDO QUE VOCÊ TEM QUE GOSTAR OU TEM QUE ACEITAR TUDO. Entendeu? Não?

Outra vez, vai. EU NÃO ESTOU DIZENDO QUE VOCÊ TEM QUE GOSTAR OU TEM QUE ACEITAR TUDO, pô.

Não estou dizendo que o ouvinte Marco Aurélio tenha que frequentar um ambiente onde as mulheres se deixam banalizar e todos riem ao som de letras que fazem apologia à violência, sexo imoral e drogas. Não estou dizendo que aquele rap que diz pra dar tiro em policial tem que ser apreciado. Não estou dizendo que é uma manifestação cultural normal que algumas tribos de índios matem crianças que nascem defeituosas. Ou que uma cultura proíba mulheres de se expressar, dirigir ou se vestir como queiram. Existe sim um limite, que é definido por meus credos e valores, pelas leis e pelo respeito aos meus semelhantes.

Mas sempre, atenção, SEMPRE, vou tentar descobrir de onde, por qual razão veio esse comportamento. E de quando em quando, terei surpresas e aprenderei a suportar, e quem sabe até curtir, algo que eu desprezava simplesmente desconhecer.

E você, hein? Sabia que se acessar a página da Pellegrino Distribuidora no Facebook, pode concorrer a um iPad, a um GPS e a tocadores de mp3 para ouvir o melhor da música, qualquer que seja seu gosto? Acesse www.facebook.com/pellegrinodistribuidora, Pellegrino com dois eles.clique no post da promoção e boa sorte!

Pellegrino Distribuidora. Conte com a nossa gente.

Ficamos assim então: cultura é o jeito de vida de um grupo de indivíduos. É aquilo que os une, que possibilita que se adaptem, sobrevivam, vivam juntos em harmonia. É claro que existem forças manipuladoras, que por uma questão de comércio querem te enfiar certas manifestações culturais pela goela, mas isso fica para outro programa.

Você não precisa gostar das manifestações culturais de todo mundo, mas fique sabendo de uma coisa: os componentes esquisitos daquele grupo que você desaprova, estão te olhando… Para eles, o esquisito é você.

Saudade da minha terra (Adeus Paulistinha)
Goiá e Belmonte

De que me adianta viver na cidade
Se a felicidade não me acompanhar
Adeus, paulistinha do meu coração
Lá pro meu sertão, eu quero voltar
Ver a madrugada, quando a passarada
Fazendo alvorada, começa a cantar
Com satisfação, arreio o burrão
Cortando estradão, saio a galopar
E vou escutando o gado berrando
Sabiá cantando o jequitibá

Por nossa senhora,
Meu sertão querido
Vivo arrependi por ter deixado
Esta nova vida aqui na cidade
De tanta saudade, eu tenho chorando
Aqui tem alguém, diz
Que me quer bem
Mas não me convém,
eu tenho pensado
eu digo com pena, mas esta morena
não sabe o sistema que eu fui criado
To aqui cantando, de longe escutando
Alguém está chorando,
Com rádio ligado

Que saudade imensa do
Campo e do mato
Do manso regato que
Corta Campinas
Aos domingos ia passear de canoa
Nas lindas lagoas de águas cristalinas
Que doce lembrança
Daquelas festanças
Onde tinham danças e lindas meninas
Eu vivo hoje em dia sem Ter alegria
O mundo judia, mas também ensina
Estou contrariado, mas não derrotado
Eu sou bem guiado pelas
mãos divinas

Pra minha mãezinha já telegrafei
E já me cansei de tanto sofrer
Nesta madrugada estarei de partida
Pra terra querida que me viu nascer
Já ouço sonhando o galo cantando
O nhambu piando no escurecer
A lua prateada clareando a estrada
A relva molhada desde o anoitecer
Eu preciso ir pra ver tudo ali
Foi lá que nasci, lá quero morrer

E é assim então, ao som do clássico Saudade da Minha Terra, que ficou famosa como ADEUS PAULISTINHA, da dupla Goiá e Belmonte lá em 1954 com Chitãozinho, Xororó João Paulo e Daniel, que o Café Brasil multicultural vai saindo de mansinho.

Com o hiphopeiro Lalá Moreira na técnica, a operística Ciça Camargo na produção e eu, o MC Luciano Pires na direção e apresentação.

Estiveram conosco os ouvintes Francis e Marco Aurélio, Juliana D’Agostini e Projota, Daniel de Oliveira, a dupla Jayessle Cover, Chitãozinho e Xororó com João Paulo e Daniel e… Hebe Camargo! Que salada!

Este programa chega até você com o apoio de quem lida diariamente com manifestações culturais de todo tipo: o Auditório Ibirapuera, um templo construído para honrar a cultura como manifestação da alma dos homens e mulheres que querem falar o que não se diz apenas com palavras. www.auditorioibirapuera.com.br. Acesse o site, olhe a programação e vá lá conhecer outras culturas.

E pra terminar, uma frase de ninguém menos que John Kennedy:

Se a arte é feita para regar as raízes de nossa cultura, a sociedade deve deixar o artista livre para seguir sua visão, onde quer que ela o leve…

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