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339 – Die gedanken sind frei

339 – Die gedanken sind frei

Luciano Pires -
Gratuito!
24,8 MB

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você, como eu, às vezes se pega imerso em pensamentos, não é? Mas você já parou para pensar nos pensamentos que você pensa? Por que pensa que pensa? Pois é, é assim que gente começa a filosofar. Vamos então dar uma viajada então por esse tema? Bem, não foi Heidegger quem disse que só é possível filosofar em alemão? Então segura…

Pra começar uma frase de Goethe:

É fácil pensar, é difícil agir, mas agir segundo o próprio pensamento é o mais difícil.

Este programa chega até você com o suporte de uma turma que sabe muito bem conduzir nossos pensamentos para lugares criativos, excepcionais, únicos e sensoriais: o Itaú Cultural. Acesse o www.itaucultural.org.br e dê uma olhada na quantidade de programas que eles colocam à sua disposição, de graça. Pra fazer seu pensamento voar…

[showhide title=”Continue lendo o roteiro” template=”rounded-box” changetitle=”Fechar o roteiro” closeonclick=true]

E o exemplar do meu livro NÓIS…QUI INVERTEMO AS COISA esta semana vai para o Bruno Menesis, que comentou assim o programa PINXADO NO MURO:

“Luciano, quando eu tinha 10 anos eu ia muito aos domingos ao trabalho do meu pai, que é frentista, e ficava o dia todo numa banca de jornal que tinham em frente ao posto de combustível. O jornaleiro era um senhor muito simpático e me deixava ler tudo o que eu quisesse e eu, claro, como todo bom garoto de 10 anos, partia correndo para os quadrinhos de super heróis e revistas sobre games.

Em uma das vezes, estava lá lendo um livreto de piadas, daquelas tipo Ary Toledo, enquanto conversava e ouvia música erudita com o jornaleiro. De repente entra um senhorzinho de bengala, cabelos brancos e gordinho, do tipo falador e contador de histórias. Ele pega, acredite se quiser, uma boa quantidade de jornais e revistas reservados com o jornaleiro e percebendo que eu era conhecido do vendedor de jornais passa a falar comigo. Fez aquelas charadas que deixam qualquer criança curiosa louca pra saber a resposta, e quando vai ver é boba e óbvia. Matava o tempo e ria, junto ao amigo, das minhas respostas.

Quando eu já estava me cansando da brincadeira e partindo para os detonados do playstation ele me pergunta:

– Garoto, você sabe qual é a única coisa na vida que ninguém consegue tirar de você, mesmo depois da morte?

Eu fique surpreso com a pergunta, e pra mostrar que eu era muito inteligente aceitei o desafio. Pensei, pensei, e fui soltando varias respostas, ganhando apenas um sorriso de canto de boca e um negativo com a cabeça. Inteligência, liberdade, amor, a verdade… e nada de acertar. Então o tiozinho coloca a mão a minha cabeça e diz:

– A unica coisa que ninguém tira de você mesmo depois de morto é o CONHECIMENTO.

Eu fiquei em silêncio, igual ao meme “poker face”, sem entender nada e depois fiz cara de sabichão. Ele riu, fez alguma gracinha que o tempo me fez esquecer e foi embora. Mas não sei porque, a pergunta e principalmente a resposta dele,   me deixou encucado por um bom tempo. Só depois de alguns anos, na escola, lendo um livro que era uma parábola sobre a ditadura no Brasil, que eu fui entender o que ele quis me dizer.

Depois desse episódio nunca mais vi esse senhor, muito provavelmente ele já subiu alguns andares até a banca de jornal do primeiro JORNALEIRO. Mas nunca conseguirei deixar de agradecer a ele pela forma sutil de me dizer que existem outros livros e revistas na banca que me trarão mais sorrisos do que o livro de piadas. Nunca contei essa história para ninguém, pensei que meus filhos seriam os primeiros, mas senti a necessidade de compartilhar isso aqui com você e os ouvintes. Abraço.

Bruno Menesis”.

Poxa Bruno, obrigado por dividir essa história aqui conosco. Acho que todo mundo tem algo parecido pra contar, de alguém que acende uma luz quando somos pequenos, e aponta um caminho, não é? Sorte sua que teve um jornaleiro no caminho…

O Bruno ganhou um livro, pois mandou conteúdo pro nosso programa, que tal? Quer tentar?

E vamos continuar com a campanha da Nakata? Se você acessar o www.facebook.com/componentesnakata , vai encontrar uma infinidade de conteúdos relacionados ao universo automotivo. Não importa se você é motorista ou pedestre, tem coisas lá muito legais. E se clicar no post da promoção, ainda concorrerá a um iPad, meu! É muito fácil: www.facebook.com/componentesnakata. Nakata sempre com K.

Arriscado é não usar Nakata. Exija a tecnologia original líder em componentes de suspensão. Tudo azul. Tudo Nakata.

Ah, pensar, pensar, como é bom pensar. Meu pensamento é meu. Ninguém pode me tirar, ninguém pode censurar. Convivemos com a liberdade de pensamento de forma tão natural que parece que sempre a tivemos, que sempre foi assim, uma espécie de direito natural, afinal, ninguém pode se meter com os meus pensamentos, não é? É. Mas liberdade de pensamento quer dizer muito pouco se não for acompanhada pela liberdade de expressão, que é uma coisa muito diferente. Afinal, de que vale um pensamento que não pode ser expresso, transformado em ação, hein?

Lembra-se do programa em que tratei de preconceito e discriminação? Pouco podemos fazer contra o preconceito, que pertence a cada um e fica escondido na mente. Quando ele se transforma em ação, vira discriminação, e aí é que o bicho pega.

Liberdade de pensamento e de expressão é a mesma coisa. Você pensa e guarda com você? Isso pode ser muito bom para a filosofia, mas tem pouca aplicação prática. Ninguém muda o mundo só com pensamento. O pensamento precisa ser exposto, compartilhado, discutido e colocado em ação. E estamos, ao menos nós que vivemos em sociedades que podem ser consideradas democráticas, tão acostumados com a liberdade de pensamento e expressão, que a gente esquece que para chegar até este ponto, muito sangue correu. Foram séculos e séculos persuadindo os poderosos de que manifestar uma opinião – e discuti-la livremente – era uma boa coisa.

Fiz uma assinatura do Netflix, um portal que permite assistir centenas de filmes pela internet. Ainda está começando no Brasil, mas esse seguramente é o futuro da televisão. Por 15 reais mensais você assiste o que quiser, quando e como quiser.

Estou há algum tempo assistindo à série OS TUDORS, que trata da vida do rei Herique VIII e suas seis esposas. Henrique VIII é conhecido como um dos reis que mais poder exerceu em seu tempo. Ele podia tudo. E fazia tudo.

A série é espetacular na reconstituição histórica, no roteiro, nas interpretações e faz realmente a gente pensar: houve um tempo em que você poderia ser morto por pensar. Em muitos momentos da série, cabeças são cortadas baseadas em acusações de que a pessoa teria pensado isto ou aquilo. Nenhuma prova definitiva, apenas testemunhos difusos de que teria havido um pensamento contrário àquilo que interessava ao rei. E bastava para o sujeito perder a cabeça.

De novo: para quem vive num país democrático, essa realidade está tão longe que não damos atenção a ela. É aí que está o perigo.

Sabe o que é isso que está tocando? É uma música alemã muito conhecida chamada DIE GEDANKEN SIND, que quer dizer OS PENSAMENTOS SÃO LIVRES. Há uma razão para esta música estar aqui… Vá ouvindo…

Eu disse die gedanken sind frei ahhhh e a Ciça olhou pra mim com uma cara feia porque eu fiz ahhhh.Eu fiquei um mês treinando até conseguir falar die gedanken sind frei. Esse ahhhh é uma manifestação de júbilo!!!

Existe um livro precioso chamado A HISTÓRIA DA LIBERDADE DE PENSAMENTO, escrito em 1914 pelo historiador e filólogo irlandês John Bagnell Bury, que explica na introdução o porque é tão difícil aceitar a liberdade de expressão:

“O cérebro médio é naturalmente preguiçoso e tende sempre a escolher o caminho onde encontra menor resistência. O mundo mental do homem médio consiste de credos que ele aceitou sem questionar e aos quais ele está firmemente fixado. Ele é instintivamente hostil a qualquer coisa que ameaçar a estabilidade do mundo que lhe é familiar. Uma nova ideia, inconsistente com seus credos, representa a necessidade de rearranjar a mente e esse processo é trabalhoso, requer um gasto doloroso de energia mental. Para ele e seus amigos, que formam a grande maioria, novas ideias e opiniões que causem dúvidas nos credos e instituições estabelecidas, parecem malignas, pois são desagradáveis.”

Se eu sou esse homem médio, e tenho poder, fico tentado a não permitir que ideias malignas e desagradáveis sejam expressas. E para isso posso lançar mão do conceito do “bem comum”, “da proteção aos mais fracos, pobres e desamparados”, “da sobrevivência da humanidade” e tantos outros argumentos lindos, imbatíveis, que se tornam pretextos para verdadeiros crimes contra as liberdades individuais.

Não vou me aprofundar nisso agora, mas é só dar uma olhada em volta pra ver como tem gente assanhada para cassar nossa liberdade de manifestar a discordância…

Die Gedanken sind frei

Die Gedanken sind frei, wer kann sie erraten,
sie fliegen vorbei wie nächtliche Schatten.
Kein Mensch kann sie wissen, kein Jäger erschießen
mit Pulver und Blei: Die Gedanken sind frei!

Ich denke was ich will und was mich beglücket,
doch alles in der Still’, und wie es sich schicket.
Mein Wunsch und Begehren kann niemand mir wehren,
es bleibet dabei: Die Gedanken sind frei!

Und sperrt man mich ein im finsteren Kerker,
das alles sind rein vergebliche Werke.
Denn meine Gedanken zerreißen die Schranken
und Mauern entzwei: Die Gedanken sind frei!

Drum will ich auf immer den Sorgen absagen
und will mich auch nimmer mit Grillen mehr plagen.
Man kann ja im Herzen stets lachen und scherzen
und denken dabei: Die Gedanken sind frei!

Ich liebe den Wein, mein Mädchen vor allen,
sie tut mir allein am besten gefallen.
Ich sitz nicht alleine bei einem Glas Weine,
mein Mädchen dabei: Die Gedanken sind frei!

Hummm..que tal? Tá ficando bom, né? Esse é o coral Prisma Vocale, de Leipzig …

Mas tão bom quanto falar sobre pensamento e liberdade, é ouvir quem sabe falar sobre o pensar. Como o nosso sócio, o mestre Rubem Alves, por exemplo…

É sempre assim: os pensamentos que eu penso de maneira deliberada, metódica e consciente são sempre comuns e banais. Eles nunca me surpreendem. Os pensamentos que me surpreendem são aqueles que aparecem repentinamente, sem que eu os tivesse chamado. Esses pensamentos são livres, vem quando querem, e só aparecem nos momentos de vagabundagem.

Pois, num desses momentos de vagabundagem, um pensamento me apareceu que fez uma ligação metafórica entre lâmpadas e inteligências que nunca me havia passado pela cabeça. Tratei, então, de seguir a trilha.

As lâmpadas servem para iluminar. Para isso são dotadas de potências de iluminação diferentes. Há lâmpadas de 60 watts, de 100 watts, de 150 watts, etc. Qual é a melhor lâmpada? Parece que as de 150 watts são as melhores porque iluminam mais. Também as inteligências servem para iluminar. Tanto assim que se diz “tive uma ideia luminosa!” E nos gibis, para dizer que um personagem teve uma boa ideia o desenhista desenha uma lâmpada acesa sobre a sua cabeça. E também as inteligências, à semelhança das lâmpadas, têm potências diferentes.

Os psicólogos inventaram testes para atribuir números às inteligências. A esses números deram o nome de QI, coeficiente de inteligência. Segundo as mensurações dos psicólogos há QIs de 100, de 150, de 200… Ah! Uma pessoa com QI 200 deve ser maravilhosa! Porque, como todo mundo sabe, inteligência é coisa muito boa. Todo pai quer ter filho inteligente. Mas as lâmpadas não são objetos de contemplação. Não se fica olhando para elas. Olhamos para aquilo que elas iluminam. Uma lâmpada de 150 watts pode iluminar o rosto contorcido de um homem numa câmara de torturas. E uma lâmpada de 60 watts pode iluminar uma mãe dando de mamar ao filho. As lâmpadas valem pelas cenas que iluminam. As inteligências valem pelas cenas que iluminam.

Há inteligências de QI 200 que só iluminam esgotos e cemitérios. E como ficam bem iluminados os esgotos e os cemitérios! E há inteligências modestas, como se fossem nada mais que a chama de uma vela – que iluminam o rosto de crianças e jardins! A inteligência pode estar a serviço da morte ou da vida. E a inteligência, pobrezinha, não tem o poder para decidir o que iluminar. Ela é mandada. Só lhe compete obedecer. As ordens vêm de outro lugar. Do coração. Se o coração tem gostos suínos, a inteligência iluminará chiqueiros. Se o coração gosta de crianças e jardins, a inteligência iluminará crianças e jardins. Essa é a razão por que é mais importante educar o coração do que fazer musculação na inteligência. Eu prefiro as inteligências que iluminam a vida, por modestas que sejam.

É verdade… A inteligência pode estar a serviço da vida ou da morte…

Outra pérola do Netflix é o documentário HITLER ON TRIAL – THE TRUTH BEHIND THE STORY – Hitler em julgamento – a verdade por trás da história. O documentário conta a vida de Hans Litten, um advogado judeu alemão, ferrenho combatente dos nazistas, que em 1931 intimou Adolf Hitler a depor como testemunha num tribunal, com a intenção de revelar a verdadeira face do monstro para o público.

Durante 3 horas Hans Litten enquadrou o ditador, deixando claro suas intenções. A coragem de Hans Litten é inacreditável. Hitler ficou tão marcado pela experiência que as consequências para Litten você pode imaginar. Assista o documentário, por favor.

Lá pelas tantas, já emocionado com a história, cheguei a um ponto do documentário em que fui às lágrimas. Para celebrar o 46º. aniversário de Adolf Hitler em 1935, foram realizadas celebrações em toda Alemanha. Nos campos de concentração não foi diferente. Preso num deles, Hans Litten, rodeado pelos soldados da SS vestidos de preto, escolheu comemorar a data recitando uma poesia chamada DIE GEDANKEN SIND FREI, pensamentos são livres. Esse poema, na verdade é a letra de uma canção alemã sobre a liberdade do pensamento, essa que domina a trilha sonora deste programa…

Não se sabe quem foi o compositor original, mas sabe-se que as raízes vêm da idade média. O poema em alemão é lindo e o momento do documentário em que cada um dos entrevistados recita um trecho é emocionante. Nem é preciso saber alemão para sentir o que se passa ali.

Uma poesia. Essa foi a derradeira arma que Hans Litten usou para combater seus carrascos. Em português não dá a rima, mas dei uma ajeitada, acho que vale a pena ouvir:

Os pensamentos são livres, quem pode adivinhá-los?
Passam voando como sombras noturnas.
Ninguém pode sabê-los, nenhum caçador pode atingi-los
E assim sempre serão: Livres, os pensamentos são!
Eu penso o que quero e o que me deleita,
ainda que reticente, sempre apropriado.
Meu querer e meu desejo, ninguém pode me negar
e assim sempre serão: Livres, os pensamentos são!
E ainda que me lancem ao mais escuro calabouço,
isso tudo será em vão,
porque diante de meus pensamentos todas as portas
e paredes cairão: Livres os pensamentos são!
Então eu vou renunciar de minhas tristezas para sempre,
e nunca mais me torturarei com caprichos.
Sempre se pode rir e brincar e ao mesmo tempo pensar,
de alguém, no coração: Livres os pensamentos são!
Eu amo vinho, e sobretudo minha mulher,
É a ela quem eu amo mais.
Não estou sozinho, minha taça de vinho,
E minha mulher comigo estarão:
Livres os pensamentos são!

E daí? Assiste o documentário, vai? HITLER ON TRIAL, no Netflix. Você deve estar pensando: que merchan, hein? O Netflix tá pagando? Nâo, não tá. Aqui não tem aquela babaquice da televisão, que tampa rótulos, inverte imagens e borra logotipos. Aqui a gente fala do que é bom e fala de graça. Mas acho que vou lá nos cara do Netflix e ver se descolo um patrocínio…

E vamos então mais uma vez com a Pellegrino Distribuidora? O que é que uma distribuidora de autopeças está fazendo no Café Brasil? Convidando você para conhecer seu Facebook, que tem informações legais para quem curte o universo da locomoção. Dê uma espiada no www.facebook.com/pellegrinodistribuidora. Pellegrino com dois eles. Clique no post da promoção e participe! Vai que você dá sorte e leva um tocador de mp3 automotivo, um GPS ou um iPad?

Pellegrino Distribuidora. Conte com a nossa gente.

Gostou? Que paulada, né?

Cuide bem de seus pensamentos. Defenda sua liberdade de expressão. Tá cheio de predadores aí do seu lado, todos vestidos de cordeiros, com voz macia, gestos suaves e um discurso emocionante. Mas eles querem te comer.

E é assim, ao som de die gedanken sind frei que este Café Brasil meio anarquista vai saindo de mansinho. Hoje foi, viu?

Com o pensador Lalá Moreira na técnica, a expressiva Ciça Camargo na produção e eu, este Hans Litten de Bauru, Luciano Pires, na direção e apresentação.

Estiveram conosco o ouvinte Bruno Menesis, Johan Goethe, Rubem Alves, Hans Litten, Adolf Hitler, Henrique VIII, J.B.Bury… tá pensando o que , hein? Este é o Café Brasil meu caro…
Vamos publicar a lista de músicas junto com este roteiro em www.podcastcafebrasil.com.br.

Este programa chega até você sob os auspícios – gostou dessa? Auspícios – do Auditório Ibirapuera, uma tribuna criada para que os homens e mulheres possam expressar livremente os pensamentos que criam com seus corações. Vale a pena ir lá. www.auditorioibirapuera.com.br. Conheça. Aprecie. Liberte-se. E depois me conta.

Este é Café Brasil. De onde veio, tem muito mais: www.portalcafebrasil.com.br.

E para terminar, não custa nada repetir:

Os pensamentos são livres, quem pode adivinhá-los?
Passam voando como sombras noturnas.
Ninguém pode sabê-los, nenhum caçador pode atingi-los
E assim sempre serão: Livres, os pensamentos são!
Die gedanken sind frei!

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