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333 – Lidando com as críticas

333 – Lidando com as críticas

Luciano Pires -
Gratuito!
24 MB

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você é criticado ou critica? Ah, os dois? E é criticado e critica por que? Por algum fundamento lógico ou subjetivo? Bem, vamos mais uma vez falar dela, da crítica, que é fundamental para nos orientar nas decisões do dia a dia.

Pra começar, uma frase do poeta e crítico francês Nicholas Boileau:

A crítica é fácil, a arte é difícil.

Este programa chega até você com o suporte de quem sabe muito bem o valor que a arte tem: o Itaú Cultural. Acesse o www.itaucultural.org.br e dê uma olhada, por exemplo, nas enciclopédias. São milhares de oportunidades de ter contato com a arte e de graça!

[showhide title=”Continue lendo o roteiro” template=”rounded-box” changetitle=”Fechar o roteiro” closeonclick=true]

E quem leva o exemplar do NÓIS…QUI INVERTEMO AS COISA da semana, é Rodolpho Pacolla, que nos conta uma história interessante sobre a questão da crítica.

Ô Lalá! Vamos trocar o som do fundo ai?

“Fala pessoal?! Maravilha? Não sou do tipo que saio expondo minhas opiniões por ai. Estudo artes visuais com habilitação em licenciatura, tenho somente 23 anos, e muito pequeno ainda nas ideias.(…) Ontem estava em uma aula de didática na faculdade, friso que é um curso de GRADUAÇÃO de PROFESSORES, entendam bem PROFESSORES.

Minha sala é constituída de três grupos, o grupo do fala mal, o grupo do “não intendo” e o grupo neutro do qual faço parte e que fica exatamente no meio.

Bem, um professor dissertou sobre um método de apresentação e o grupo do ”fala mal” caiu matando, crucificando o coordenador e os professores anteriores, simplesmente porque esse método diferenciava-se do método anterior. Mas, ao mesmo tempo o outro lado estava expondo suas opiniões dizendo que esse método não se aplica nunca, que não imagina como isso é possível ser feito e etc. Me senti em um curral, só ouvia grunhidos, relinchos e mugidos, quadrúpedes fazendo algazarra e balbuciando a ignorância da sua educação limitada.

Eu acredito que os cursos superiores são locais de apresentação de ideias, você deve tomar de referência o que quer pra sua vida, mas essas pessoas ignoram isso. Não escutam, não respeitam, entendem que tem razão sobre qualquer conteúdo, afinal são universitários, não conseguem dar a mínima atenção para alguém que estudou mais que eles e quer passar algo para que possamos ensinar um dia. Para que possamos fazer do país um lugar um pouco melhor, afinal somos “professores”.

Mas, o que me entristece demais é esta justa ignorância, ninguém quer ouvir ninguém, estamos formando professores burros, que mal sabem seu papel em classe. Não sabemos a diferença entre curso técnico e acadêmico, não respeitamos o modo de expressar do outro, não temos educação para nos expressar.

Não tento moralizar nada, mesmo porque sou um destes ignorantes em classe, mas a revolta é gigantesca de saber que cada pessoa ao invés de usar seus recursos (internet, cursos) para ser alguém na vida, para construir algo, está disseminando a burrice. Eu, parando pra pensar um pouco mais sobre o que escrevo aqui, não sei se há coerência em tudo, mas gostaria de deixar esse meu desabafo em um local onde sei que tem pessoas que se preocupam com a intelectualidade, se preocupam em absorver conhecimento, pois se digo isso em classe (como fiz) ou no facebook (como também fiz) sou discriminado porque não concordo com a crítica pela crítica. Não suporto esse modo fútil de levar a vida (e a propósito, eu trabalho no âmbito desse mundo, numa agência de publicidade).

Obrigado por esse espaço, e espero que esse meu vômito seja de alguma importância e que traga alguma reflexão, por mais sutil que seja.”

Valeu Rodolpho! Obrigado pelo texto, que acabou inspirando este programa. Você ganhou o livro e nós ganhamos uma bela reflexão.

Alô ouvinte! Viu como é fácil fazer parte integrante do Café Brasil?

E vamos e vamos e vamos na promoção da Nakata, a marca dos componentes de suspensão e direção para o seu carro! Se você acessar a página da Nakata no Facebook, clicar no post da promoção e seguir as regras, vai concorrer a um iPad, meu caro! Um iPad! Acesse www.facebook.com/componentesnakata, Nakata sempre com K, e boa sorte!

Arriscado é não usar Nakata. Exija a tecnologia original líder em componentes de suspensão. Ah, uma dica: agora chegaram também as bombas d´água e óleo Nakata! Tudo azul. Tudo Nakata.

Muito bem, hoje vamos mais uma vez tratar de críticas, como já fizemos no programa 99 de 2008. Mas, quando o assunto é crítica, nunca é demais voltar ao tema, não é?

Hoje especificamente vamos ver como receber críticas. Num programa futuro vou tratar do como fazer críticas.

Pra começar, vamos ao texto O QUE É CRÍTICA, de Carlos Klimick, publicado no blog www.historias.interativas.nom.br. Não é com, é nom.

Ao fundo você ouvirá O QUE EU GOSTO DE VOCÊ, de Sílvio César, com o 3 Na Bossa.

É comum termos uma visão negativa do termo “fulano só sabe criticar, por isso surgiu a expressão “crítica construtiva”, mas criticar não é o mesmo que falar mal. Vamos primeiro à definição do termo:

Crítica – a palavra crítica (do grego crinein) significa separar, julgar. A crítica é uma avaliação que julga o mérito estético de uma obra de arte, a lógica de um raciocínio, a moralidade de uma conduta etc.

O trabalho de um crítico é trazer uma avaliação a partir de seus conhecimentos de uma determinada obra ou teoria. Isso permite que pessoas com menos tempo ou conhecimentos, avaliem se querem ou não ler o livro, ver o filme, assistir a peça ou palestra, ouvir o podcast, por aí vai.

Normalmente, mesmo que seja muito respeitado, o crítico não pode apresentar uma avaliação puramente subjetiva, mas deve embasar sua opinião com determinados aspectos objetivos. Isso é importante, porque alguns críticos de renome podem levantar ou arruinar carreiras artísticas com suas avaliações, e devem usar esse tipo de poder com critério e seriedade. Por esses motivos, muitas empresas que produzem ou comercializam essas obras tentam cooptar o crítico para obter avaliações positivas sobre seus “produtos”.

As estratégias vão desde a legítima tentativa de persuasão, através de explanações e conversas, até ofertas de presentes e outras barganhas ao jornalista, o que envolve questões éticas.

A crítica tem duas vertentes: a objetividade e a subjetividade.

A subjetividade se aproxima do que chamamos de “gosto”, um sentimento, um prazer ou asco que temos em relação a algo que se refere a uma identificação interior. Por isso que se diz que gosto não se discute.

Critérios objetivos buscam uma racionalidade, uma avaliação a partir de um padrão com o qual a narrativa, obra de arte, teoria, é comparada. Os critérios desse padrão são uma decisão histórica e variaram muito ao longo do tempo. Basicamente são determinados por uma elite que os estipula de acordo com a tradição ou então postulados teóricos vigentes em sua época. Isso para determinar se uma obra é “arte”, “marcante”, “significativa”, “de qualidade” e merece receber verbas do governo, por exemplo.

As obras ditas “comerciais” tem sua legitimidade dada por suas vendas, o que implica em dizer que agradaram ao público. Mas, como muitos membros da elite consideram que o povo em geral é inculto, de gostos simples e facilmente manipulável pela mídia, esse sucesso não é sinônimo de qualidade.

Exemplos de critérios objetivos para um filme, por exemplo, são:

Enredo bem construído: os eventos se encaixam numa sequencia lógica de causa e efeito, são significativos e não há “furos”

Personagens densas: tem personalidade e motivações bem definidas, escapando dos clichês quando são centrais para o enredo

Bons atores e atrizes: expressam convincentemente diferentes emoções e personalidades no seu uso da voz e da linguagem corporal

Boa direção: enredo, personagens e atores são articulados de forma a dar o máximo possível do filme, cenas de ação, humor e drama são convincentes belas imagens os recursos disponíveis em cinema ou TV são bem utilizados etc.

Uma possibilidade é avaliar a obra em relação ao fim ao qual ela se destina. Por exemplo, uma comédia romântica da Sandra Bullock ou um filme de ação do Vin Diesel que tem como objetivo principal fazer com que um determinado público se divirta no cinema e por algum tempo esqueça seus problemas cotidianos e saia animado depois do filme, pode ser considerado bom se atingiu esse objetivo. Já um filme de Coppola ou David Lynch, que tenha como meta levar a questionamentos profundos pessoais e sociais a um outro tipo de público e não consegue fazer isso, pode ser considerado um filme ruim.

Por fim, nas críticas lembre-se sempre de ser gentil. Se alguém gostou de um filme, história em quadrinhos, música, livro, etc e você não, não diga que tal obra é uma merda. Primeiro, é uma merda para você e não para aquela pessoa. Segundo, se ela gostou é porque uma parte dela se identificou com a obra e sua opinião estará indiretamente dizendo que aquela parte dela é uma merda pelo menos que gosta de merda. Ser gentil, usar de eufemismos, não é hipocrisia. Ser “politicamente correto” nas críticas é respeitar os sentimentos do outro.

Erva Venenosa
Leiber/Stoller

Parece uma rosa
De longe é formosa
É toda recalcada
A alegria alheia incomoda…

Venenosa!
Êh êh êh êh êh!
Erva venenosa
Êh êh êh êh êh!
É pior do que cobra cascavel
O seu veneno é cruel
EL! EL! EL!..

De longe não é feia
Tem voz de uma sereia
Cuidado não a toque
Ela é má pode
Até te dar um choque…

Venenosa!
Êh êh êh êh êh!
Erva venenosa
Êh êh êh êh êh!
É pior do que cobra cascavel
O seu veneno é cruel
EL! EL! EL!..

Se porta como louca
Achata bem a boca
Parece uma bruxa
Um anjo mau
Detesta todo mundo
Não pára um segundo
Fazer maldade é seu ideal
Oh! Oh! Oh!…

Como um cão danado
Seu grito é abafado
É vil e mentirosa
Deus do céu!
Como ela é maldosa…

Venenosa!
Êh êh êh êh êh!
Erva venenosa
Êh êh êh êh êh!
É pior do que cobra cascavel
O seu veneno é cruel
EL! EL! EL!…

Se porta como louca
Achata bem a boca
Parece uma bruxa
Um anjo mau
Detesta todo mundo
Não pára um segundo
Fazer maldade é seu ideal
Han! Han! Han! Haaaan!
-Xá prá lá!…

Erva venenosa!
Erva venenosa!
Venenosa! Venenosa!
Venenosa! Venenosa!
Erva venenosa!
Erva venenosa!
Erva venenosa!
Erva venenosa!…

Rá…direto dos anos oitenta, você ouve ERVA VENENOSA com a banda Herva Doce que fez um baita sucesso em 182 com essa versão de Poison Ivy, clássico dos The Coasters de 1959. Aqui é o CaféBrasil. É claro que você vai ouvir o original, né? Lalá!

Poison Ivy
Leiber/Stoller

She comes on like a rose but everybody knows
She’ll get you in Dutch
You can look but you better not touch

Poison iv-y-y-y-y, poison iv-y-y-y-y
Late at night while you’re sleepin’ poison ivy comes
a’creepin’
Arou-ou-ou-ou-ou-ound

She’s pretty as a daisy but look out man she’s crazy
She’ll really do you in
If you let her under your skin

Poison iv-y-y-y-y, poison iv-y-y-y-y
Late at night while you’re sleepin’ poison ivy comes
a’creepin’
Arou-ou-ou-ou-ou-ound

Measles make you bumpy
And mumps’ll make you lumpy
And chicken pox’ll make you jump and twitch
A common cold’ll fool ya
And whooping cough can cool ya
But poison ivy, Lord’ll make you itch!!

You’re gonna need an ocean of calamine lotion
You’ll be scratchin’ like a hound
The minute you start to mess around

Poison iv-y-y-y-y, poison iv-y-y-y-y
Late at night while you’re sleepin’ poison ivy comes
a’creepin’
Arou-ou-ou-ou-ou-ound

Measles make you bumpy
And mumps’ll make you lumpy
And chicken pox’ll make you jump and twitch
A common cold’ll fool ya
And whooping cough can cool ya
But poison ivy, Lord’ll make you itch!!

You’re gonna need an ocean of calamine lotion
You’ll be scratchin’ like a hound
The minute you start to mess around

Poison iv-y-y-y-y, poison iv-y-y-y-y
Late at night while you’re sleepin’ poison ivy comes
a’creepin’
Arou-ou-ou-ou-ou-ound

la da la da la da
la da la da la da

Pois é… mas esse lance de criticar o gosto dos outros é complicado, viu?

Quando meu filho era criança, gostava daquelas coisas que a televisão mostrava na época, as boy bands e coisas parecidas. Um dia, quando ele tinha seus 15 ou 16 anos, mostrei um CD de rock. Era um CD do Grand Funk, aquele

com o clássico THE LOCO-MOTION…

The Loco-Motion
Grand Funk Railroad

Everybody’s doin’ a brand-new dance, now
(Come on baby, do the Loco-motion)
I know you’ll get to like it if you give it a chance now
(Come on baby, do the Loco-motion)
My little baby sister can do it with me;
It’s easier than learning your A-B-C’s,
So come on, come on, do the Loco-motion with me.
You gotta swing your hips, now. Come on, baby.
Jump up. Jump back. Well, now, I think you’ve got the knack.
Now that you can do it, let’s make a chain, now.
(Come on baby, do the Loco-motion)
A chug-a chug-a motion like a railroad train, now.
(Come on baby, do the Loco-motion)
Do it nice and easy, now, don’t lose control:
A little bit of rhythm and a lot of soul.
So come on, come on, do the Loco-motion with me.
Move around the floor in a Loco-motion.
(Come on baby, do the Loco-motion)
Do it holding hands if you get the notion.
(Come on baby, do the Loco-motion)
There’s never been a dance that’s so easy to do.
It even makes you happy when you’re feeling blue,
So come on, come on, do the Loco-motion with me.

The loco motion

Todo mundo está fazendo uma dança nova, agora
(Venha baby, faça o loco-motion)
Eu sei que você vai gostar se você se permitir
(Venha baby, faça o loco-motion)
Minha irmãzinha consegue fazer isso comigo
É mais fácil que aprender o A-B-C
Então venha, venha, faça o loco-motion comigo
Você tem que movimentar seu quadril agora, vamos baby
Pule pra cima, pule pra trás. Bem, agora acho que você pegou o jeito
Agora que você consegue fazer isso, vamos fazer uma corrente, agora
(Venha baby, faça o loco-motion)
Um movimento chug-a-chug igual a um trem, agora
(Venha baby, faça o loco-motion)
Faça isso gentilmente, agora, não perca o controle
Um pouco de ritmo e muito soul
Então venha, venha, faça o loco-motion comigo
Se movimente pelo chão num loco-motion
(Venha baby, faça o loco-motion)
Faça isso de mãos dadas se quiser
(Venha baby, faça o loco-motion)
Nunca houve uma dança tão fácil de se fazer
E ainda te deixará feliz quando estiver se sentindo triste
Então venha, venha, faça o loco-motion comigo

Então eu fui cruel. Soltei

um The Who….Baba O´Riley

Baba O’ Riley
The Who

Out here in the fields
I fight for my meals
I get my back into my living
I don’t need to fight
To prove I’m right
I don’t need to be forgiven

Don’t cry
Don’t raise your eye
It’s only teenage wasteland

Sally, take my hand
Travel south crossland
Put out the fire
Don’t look past my shoulder

The exodus is here
The happy ones are near
Let’s get together
Before we get much older

Teenage wasteland
It’s only a teenage wasteland
Teenage wasteland
Oh, oh
Teenage wasteland
They’re all wasted!

Baba O’ Riley

Aqui fora nos campos
Eu luto pelas minhas refeições
Eu tenho minhas responsabilidades no meu modo de viver
Eu não preciso lutar
Para provar que estou certo
Eu não preciso ser perdoado

Não chore,
Não levante seu olhar
É só a devastação adolescente

Sally, pegue minha mão
Bem, viaje até o sul, cruzando a território
Apague o fogo
E não olhe acima de meu ombro

O êxodo está aqui
Aqueles felizes estão próximos
Vamos ficar juntos
Antes de ficarmos muito velhos

Devastação adolescente
É só a devastação adolescente
Devastação adolescente
Oh, oh
É só a devastação adolescente
Eles estão todos bêbados!

Vi os olhinhos do garoto brilhando… e a pergunta “pai, o que é isso?” me deu a certeza de que eu havia acertado na mosca. O Dani mergulhou naqueles sons e tem um gosto musical hoje que me dá o maior orgulho.

Pois é. Mas, a irmã dele…

Camaro Amarelo
Munhoz e Mariano

Agora eu fiquei doce, doce, doce, doce
Agora eu fiquei dodododo doce, doce

Agora eu fiquei doce, doce, doce, doce.
Agora eu fiquei dodododo doce, doce.

E agora eu fiquei doce igual caramelo,
To tirando onda de Camaro amarelo.
E agora você diz: vem cá que eu te quero,
Quando eu passo no Camaro amarelo.

Quando eu passava por você,
Na minha CG você nem me olhava.
Fazia de tudo pra me ver, pra me perceber,
Mas nem me olhava.

Aí veio a herança do meu véio,
E resolveu os meus problemas, minha situação.
E do dia pra noite fiquei rico,
To na grife, to bonito, to andando igual patrão.

Agora eu fiquei doce igual caramelo,
To tirando onda de Camaro amarelo.
E agora você diz: vem cá que eu te quero,
Quando eu passo no Camaro amarelo.

E agora você vem, né?
Agora você quer.
Só que agora vou escolher,
Tá sobrando mulher.

E agora você vem, né?
Agora você quer, ha.
Só que agora vou escolher,
Tá sobrando mulher.

Quando eu passava por você
Na minha CG você nem me olhava.
Fazia de tudo pra me ver, pra me perceber,
Mas nem me olhava.

Aí veio a herança do meu “véio”,
E resolveu os meus problemas, minha situação.
E do dia pra noite fiquei rico,
“To” na grife, “to” bonito, “to” andando igual patrão.

Agora eu fiquei doce igual caramelo;
“To” tirando onda de Camaro amarelo.
Agora você diz: vem cá que eu te quero;
Quando eu passo no Camaro amarelo.

E agora você vem, né?
Agora você quer.
Só que agora vou escolher,
“Tá” sobrando mulher.

E agora você vem, né?
Agora você quer.
Só que agora vou escolher,
“Tá” sobrando mulher.

Agora eu fiquei doce igual caramelo;
“To” tirando onda de Camaro amarelo.
E agora você diz: vem cá que eu te quero,
Quando eu passo no Camaro amarelo.

E agora eu fiquei doce, doce, doce, doce.
E agora eu fiquei dodododo doce, doce.

E agora eu fiquei doce, doce, doce, doce.
E agora eu fiquei dodododo doce, doce

Com minha filha eu nunca consegui. E ela é hoje adoradora de sertanojo, daquelas de ter CDs no carro pra ouvir aquelas coisas horríveis que a turma teima em chamar de sertanejo universitário. Tenho um amigo, o Alaor Coutinho, que diz que se já são ruins enquanto universitários, imagina quando eles se formarem…

Bem, essa coisa aí ao fundo é CAMARO AMARELO, de Munhoz e Mariano. Putz…o mundo acabou mesmo… Lalá, por favor….

Deixa eu explicar uma coisa aqui. Eu e o Lalá só não tocamos aqui o Camaro amarelo porque a preconceituosa da Ciça Camargo não gosta.

Muito bem. Eu tenho discussões de quando em quando com a Gabi a respeito de seu gosto horroroso para música. Mas ela gosta de verdade, canta as letras e empesteia meu equipamento de som com aquilo. Mas ela gosta. E acha que o som que eu ouço é que é uma merda. E foi criada num ambiente onde se ouvia o melhor que a música pode oferecer. Mas melhor sob o ponto de vista de quem? O meu. Que não é o mesmo que o dela.

Afinal de contas, gosto se discute? Bem, isso é tema para um outro programa.

Muito bem… a cada vez que me pego criticando o gosto musical de minha filha fico com uma espécie de dúvida. Eu critico o gosto dela, ela critica o meu. Mas eu tenho mais bagagem que ela, mais experiência e repertório, portanto o meu gosto deve ser melhor que o dela… Mas, será que é possível usar esse adjetivo “melhor” para as questões de gosto?

Bem, isso dá uma discussão imensa e como eu disse, eu vou fazer um outro programa. O que eu quero hoje é refletir sobre como é que a gente deve avaliar as críticas.

Saber avaliar as críticas é fundamental. Olha só.

Primeiro: Avalie sobre o que trata a crítica. É sobre você ou sobre algo que emana de você, como seu trabalho, sua opinião, seu comportamento? É sobre você ou sobre um grupo que você admira ou ao qual pertence? Há uma diferença brutal entre um “eu sou errado” e um “eu fiz algo de errado”, sacou? E se a crítica for a um grupo que você admira ou ao qual pertence? A seu time de futebol,por exemplo,  aos judeus aos negros? Entender à que se dirigiu a crítica é o primeiro passo para saber como agir em relação a ela.

Segundo: quem é a pessoa que está criticando? É alguém que você respeita, alguém inteligente ou sábio? Ou é um idiota? Se quem criticou você for uma pessoa que você respeita e admira, vale a pena dar uma olhada cuidadosa na crítica. Se for um idiota, gaste seu tempo com outra coisa. Quando eu saco que quem me critica é um idiota, calo a boca e saio de cena. Meu tempo de vida é precioso demais para gastar com qualquer um.

Terceiro: qual é o espírito da crítica? A crítica chegou num tom que demonstra carinho e cuidado com você ou é apenas um julgamento ríspido? O tom da crítica pode indicar se o crítico gosta ou não de você, se está preocupado em ajudar ou apenas em incomodar. Afinal, o crítico pode ser um invejoso, um malicioso, ou ter alguma intenção não declarada que vai além da crítica. O tom da crítica demonstra se ela é construtiva ou destrutiva e ajuda você a decidir como recebê-la. Não é fácil reconhecer isso, mas muitas vezes uma crítica dura de alguém que ama você significa apenas que ela quer o seu melhor.

Quarto: Em que circunstâncias ocorreu a crítica? Era uma situação de estresse? A pessoa que criticou estava sob alguma pressão, havia sofrido algum dissabor? Uma pessoa irritada seguramente fará uma crítica de uma forma que não faria em condições normais de temperatura e pressão. E quando lidamos com críticas, a forma com que elas são feitas determina como vamos recebê-las. Uma crítica bem colocada na forma é uma das coisas que mais precisamos, mas da qual menos gostamos. Saber recebê-la, entender o contexto e as intenções de quem a proferiu é fundamental para decidir o que fazer com ela.

Muito bem. O exercício de descobrir quais críticas são válidas e quais são inválidas é fundamental e ele fica até prazeroso conforme você amplia e sofistica seu repertório. Quando você define que uma crítica foi válida, ganha de presente um indicador para melhoria. Por exemplo, se você perde a cabeça com facilidade e sai ofendendo as pessoas, e aceita a crítica a esse comportamento, você se torna apto a prever seu comportamento futuro. E a corrigi-lo. Sacou?

E parando um pouco com as críticas, vamos contar uma história boa sobre a Pellegrino Distribuidora. Olha só. Já saíram dois iPads. Tem mais quatro, cara! Se você acessar o Facebook da Pellegrino no www.facebook.com/pellegrinodistribuidora e procurar o post sobre a promoção  e participar, é muito fácil. Você pode ganhar um iPad, GPS, mp3 pro seu automóvel e coisa e tal.
Olha só. Café Brasil e Pellegrino proporcionando brindes de primeiríssima.

Pellegrino Distribuidora. Conte com a nossa gente.

Ficamos assim então: críticas são necessárias. E quando recebê-las, não responda imediatamente. Reflita sobre a crítica depois, quando o sangue não estiver fervendo. Pergunte a você mesmo se ali não está uma dica para melhoria. E imagine sempre: e se a pessoa que criticou estiver certa?

Agindo assim você transforma pedras em tijolos e constrói seu castelo.

E lembre-se sempre: receber uma crítica de uma pessoa inteligente é mil vezes melhor que receber um elogio de um idiota.

Ah, e pra terminar, um hino dirigido a quem critica…

Eu Bebo Sim
Luiz Antônio e João do Violão

Eu bebo sim Eu tô vivendo
Tem gente que não bebe
E tá morrendo

Eu bebo sim Eu tô vivendo
Tem gente que não bebe
E tá morrendo

Tem gente que já tá com o pé na cova
Não bebeu e isso prova
Que a bebida não faz mal
Um pro santo, desce o choro, a saideira
Desce toda a prateleira
Diz que a vida tá legal

Eu bebo sim Eu tô vivendo
Tem gente que não bebe
E tá morrendo

Eu bebo sim Eu tô vivendo
Tem gente que não bebe
E tá morrendo

Tem gente que detesta um pileque
Diz que é coisa de moleque
Cafajeste ou coisa assim

Mas essa gente
Quando tá com a cara cheia
Vira chave de cadeia
Esvazia o botequim

Eu bebo sim Eu tô vivendo
Tem gente que não bebe
E tá morrendo

Eu bebo sim Eu tô vivendo
Tem gente que não bebe
E tá morrendo

Bebida não faz mal a ninguém
Água faz mal à saúde

E é assim então, ao som de EU BEBO SIM, de Luiz Antônio e João do Violão,  com a divina Elizeth Cardoso – uma música que jamais seria gravada hoje em dia – que o Café Brasil que adora críticas de gente inteligente vai saindo de mansinho.

Com o excelente Lalá Moreira na técnica, a excepcional Ciça Camargo na produção e eu, que vou assim, mais ou menos, Luciano Pires na direção e apresentação.

Estiveram conosco o ouvinte Rodolpho Pacolla, Carlos Klimick, Herva Doce, 3 Na Bossa, Elizeth Cardoso, The Who, The Coasters e Grand Funk… Pode uma coisa dessas? Só aqui, né?

Este programa chega até você com o apoio de quem lida diariamente com a crítica: o Auditório Ibirapuera, um templo construído para honrar a música e as artes como manifestações da alma dos homens e mulheres que querem falar o que não se diz apenas com palavras. www.auditorioibirapuera.com.br. Acesse o site, olhe a programação e vá lá exercer seu espírito crítico. A matéria prima que o Auditório Ibirapuera oferece é de primeira…

E pra terminar, uma frase de Santo Agostinho, que eu desconfio já usei num outro programa:

Prefiro os que me criticam, porque me corrigem, aos que me elogiam, porque me corrompem.

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