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331 – E o mundo não acabou

331 – E o mundo não acabou

Luciano Pires -
Gratuito!
22,9 MB

Bom dia, boa tarde, boa noite… Pois é, o mundo não acabou então o Café Brasil não acaba também. Foi um barato a reação dos ouvintes à nossa pegadinha sobre o fim do podcast. Por um lado me diverti com a pegadinha e por outro me emocionei com as mensagens que chegaram antes, durante e depois que a turma descobriu que era só um sarro. Vamos fazer o programa de hoje em cima das mensagens dos ouvintes. Acho que tem uma lição legal ali.

Pra começar, uma frase do teólogo inglês Isaac Watts:

Não há arrependimento no túmulo.

Este programa chega até você com o suporte de quem sabe que a cultura é a riqueza que precisa ser preservada, ou vamos nos arrepender. Itaú Cultural. Acesse o www.itaucultural.org.br para ver os programas que são patrocinados e vá lá conhecer. Ou você vai se arrepender.

Olha só a boa notícia. O Itaú Cultural acaba de renovar o patrocínio com o Café Brasil. Bem vindo a 2013.

E como este é um daqueles programas que traz uma porção de comentários dos ouvintes, não vamos ter sorteios. Cada ouvinte aqui mencionado vai ganhar um livro, mas tem que escrever pra gente mandando os dados ou não vai receber o brinde, ok?

E ai, hein? Já visitou a página da Nakata no Facebook? Ô meu! Tem um iPad lá esperando por você. A Nakata é a marca dos componentes de suspensão e direção e agora de bombas d’água e óleo para o seu carro.

Se você acessar o www.facebbok.com/componentesnakata, Nakata sempre com k e clicar no post da promoção e seguir as  instruções tcham tcham ran RAM, concorrerá a um dos 5 iPads que ainda restam na promoção, ao loingo dos prócimos 5 meses. Que tal? Um iPad, meu!

Arriscado é não usar Nakata. Exija a tecnologia original líder de componentes de suspensão. Tudo azul, tudo Nakata.

[showhide title=”Continue lendo o roteiro” template=”rounded-box” changetitle=”Fechar o roteiro” closeonclick=true]

Olha que legal. Essa é LAMENTOS, de Pixinguinha, daquele CD Bach e Pixinguinha com Mário Sève e Marcelo Fagerlande, que é sensacional…

Então, quando a tal data do fim do mundo se aproximou eu não resisti em pregar uma peça nos ouvintes do Café Brasil. Confesso que fiquei meio assim, achando que podia ser algo de mau gosto, mas o moleque venceu. Molecagem é comigo mesmo e criei o programa O FIM DO PODCAST CAFÉ BRASIL. Botei no Facebook e tuitei a intenção de terminar com o podcast e fiquei me divertindo com as reações. Na verdade, havia nessa brincadeira uma série de intenções.

Eu queria saber se a turma se importava. Queria saber do impacto que a notícia teria em quem ouve o programa. Queria saber o quanto o programa era querido. E queria dar uma lição nos procrastinadores… E não deu outra.

A reação foi divertida, teve gente que achou ruim, a maioria se divertiu com a pegadinha, outros já sacaram a ironia, mas o mais legal foi a certeza de que o Café Brasil hoje cumpre um papel importante na vida de muita gente. Que ele faz falta. Que construímos uma relação de cumplicidade. Que muita gente sabe do roteiro publicado.

A piada foi legal. E nos ensinou muito sobre a dinâmica do podcast. E espero que tenha ensinado a você algo importante sobre esse lance de dar importância aquilo que temos, enquanto temos.
Sabe aquela frase que sua avó dizia sobre “não adianta chorar sobre leite derramado”? Pois é….

Eu insisto sempre aqui com aquele lance dos comentários no programa, pela importância que eles tem.

E recentemente, os colegas do podcast Aerocast lançaram a edição 19, que reuniu ouvintes de podcasts que costumam comentar os programas. Um programa ótimo, verdadeiro manual sobre como ouvir podcasts. Um depoimento chamou a atenção. Foi o ALX, Alessandro Leite, grande comentador de podcasts.

Vou reproduzir aqui o trecho, para que você, ouvinte de podcast, saiba de outro ouvinte porque é tão importante sua participação.

Que tal? Recomendo a você que ouça o AeroCast, o episódio em questão é o 19, e está no www.aerolitos.com.br. Parabéns ao Léo, Bruna, Muka e Mickael que fazem o Aerocast e ao ALX, Igor Gudima e o Fernando Minotto pelo Manual do Ouvinte de Podcasts que eles produziram.

Muito bem. Eu vou pedir ajuda aqui pra Ciça pra gente então passar a comentar aqui os e-mails que a turma mandou falando do fim do Podcast Café Brasil.

Ai ao fundo você vai ouvir ao som da Orquestra Popular de Câmara com SUÍTE PARA PULAR DA CAMA.

Começo com o Italo Rodrigo.

“Caraca bicho, faz isso não, já estava pasmo, estupefato pensando em uma única palavra: porque?

Porque o podcast que foi a minha inspiração, para também falar as massas ainda que sejam massinhas, para falar o que vale a pena e que me fez criar (ainda gravando o piloto) o Legado Podcast que será lançado em fevereiro, porque o podcast que me fez pensar e ver que na verdade se eu faço parte do mundo eu sou responsável por ele também. Porque ele acaba assim do nada?

Aí quando vi que era apenas uma brincadeira me peguei em outra reflexão, porque precisamos tanto nos apoiar em alguma coisa, porque quando aquilo em que acreditamos se desfaz, se perde ou se corrompe, nosso chão estremece, nossa crença deveria ser maior do que aquilo que a representa não é?
é isso aí meu amigo sempre refletindo…”

E então vem o Hidelbrando Aparecido Correa.

“Luciano, não quero nem ganhar seu livro, pois acho que não mereço pelas “inúmeras” vezes (talvez duas) que esse preguiçoso, mas assíduo ouvinte ouve o seu programa, mas confesso que dessa vez devo dizer: QUE BAITA SUSTO!!!

Eu espero que continues ainda por muito tempo responsabilizando-se por tornar os nossos dias bem melhores, alimentando nossas esperanças de que um dia esse país se tornará um país muito melhor. E o caminho eu não tenho nenhuma dúvida: é o da descopotização!!!!

Bem Luciano, teria ainda muito a te escrever, mas deixarei para a próxima vez, assim não cansarei a quem eventualmente leia o meu comentário. Obrigado pela oportunidade e até a próxima.”

Então o Alexandre Luiz Machado que disse.

“Puxa vida Luciano… Quer me matar de susto antes do “mundo acabar”… Quando li o post, me deu uma tristeza, uma coisa ruim. Me perguntei: Acabar? Como assim? Porque?

Porque nos deixar órfãos de alegria, cultura e uma amizade que embora a maioria não te conheça pessoalmente, você faz partes de nossas vidas ! Mesmo triste resolvi ouvir, e quando você soltou aquela piadinha diga-se de passagem “MUITO SEM GRAÇA”, me senti aliviado, mas …. NUNCA MAIS FAÇA ISSO !!!

Brincadeiras a parte, muito obrigado por mais um programa e abraços.

Do seu fã paulista de Taubaté e que agora que vive em Fraiburgo, Santa Catarina!”

Vem então a Glaucia Cecília Rosa, de Blumenau.

“Conseguiu assustar mesmo! Nem tive paciência pra esperar o download do episódio, ainda bem que tem o roteiro escrito! Que vergonha né, só comentar perante o fim. Mas quando não fizemos isso hein Luciano? Como diz minha vó: “depois que morre vagabundo vira santo”.

Todos nós só percebemos o que nos faz falta exatamente quando a “coisa” em si acaba. Tudo que já passou é sempre melhor, “o defunto era a melhor pessoa”, “na minha época era tudo melhor”. Ainda bem que dessa vez foi só um susto, só um puxão de orelha pra que a gente demonstre com mais frequência a importância do trabalho alheio em nossas vidas. Muito obrigada Luciano por dedicar seu tempo dividindo e cuidando do nosso conhecimento. Obrigada por nos dar atenção!”

Chegou então a vez do Olivar Erlam.

“Olá Luciano que susto hein!!! meu nome é olivar tenho vinte trés anos e moro na zona leste de são paulo, mais especificamente no Itaim paulista. Quando vi que o podcast chegaria ao fim veio logo na minha cabeça e agora eu ainda não comentei nenhum programa.  Mas para o meu alivio vou ter a sorte de enviar este singelo agradecimento pelo ótimo trabalho que você faz. Conheci o podcast através de um grande amigo o Douglas, desde então tenho ouvido frequentemente o podcast porém, nunca havia comentado nenhum programa já comecei a escrever mas nunca tive coragem de enviar. Que vergonha foi preciso você fazer essa pequena brincadeira para eu resolver sair da inércia e comentar !!! mas valeu daqui pra frente prometo sempre comentar os programas.  Enfim continue o ótimo trabalho que vocês fazem!”

Hum…só quero ver…

E aí vem o Mayk Coelho.

“Olá Luciano, foi preciso que me desse um susto, para que eu postasse meu primeiro comentário. Descobri por acaso o café brasil, procurando um app sobre café, isso mesmo, café. Para conhecer baixei o 311- Maus professores, já sendo provado pelo titulo e adorei, hoje tenho todos, mas ainda nao cheguei nos episódios deste ano, pois lógico estou vendo desde o inicio.

Mas hoje que iria começar a ouvir os episódios de modo alternado me deparei com o titulo: O fim do podcast café brasil. Antes de baixa-lo e antes que a tristeza tomasse conta de mim, os comentários abaixo me deram um imenso alívio, ufa!!!!

Bom, já que estou aqui, quero lhe parabenizar pelo belíssimo trabalho e dedicação para nos trazer todo esse conteúdo, e agora com a radio café brasil então… ótimo material. Um grande abraço e deixe-me baixar este episódio pra ouvir o que aprontou desta vez.”

E o Daniel Martins? Comentou antes de saber que era pegadinha e deixou uma mensagem de esperança.

“Não sei se a parada é para férias, parece que sim, mas mesmo que fosse uma parada definitiva, vejo como parte de um ciclo de mudanças, a saída da rotina, e principalmente que as pessoas que tiveram pensamentos mudados através dos podcasts possam seguir e pensar agora por si próprias, e estender a mais gente esses toques para se pensar e observar a vida.”

Vem então a Carol Alves, também com uma mensagem de esperança.

“Todo ciclo tem começo, meio e fim… que geralmente é porta para um novo começo… e agora me pergunto, o que vem a seguir? Qual o próximo capítulo? Teremos, pelo menos, a oportunidade de re-ouvir os programas do acervo? Teremos novas modalidades de reflexão e relacionamento? (quantas perguntas…)”

Tem uma resposta pra Carol aqui. Todos os programas estão no www.podcastcafebrasil.com.br. E mesmo que um dia acabe, vão continuar por lá.

Chega então o Rodrigo Silva, também com esperança.

“Luciano! Espero que continue com os mesmos ideais. Disseminando TUDO o que você passou para nós, com o objetivo de transformar esta nossa sociedade brasileira num povo melhor. Caso contrario, muitas das suas palavras, conselhos e sabedoria não terão mais efeito hoje. Você é um mestre, e tem milhares de pessoas que te apoiam. Torço pra ser passageiro. Torço por você. Um grande abraço!”

Rararara… e então veio o Velho Brazuca… Imagine um gaúcho bigodudo, pilchado e com seu mate em mãos escrevendo.

“Luciano, que Sacanagem comigo. Tenho 60 anos. Quase infartei. São 6h 30min da manhã e com meu chimarrão inseparável vim para o note ouvir o Café Brasil. O titulo me causa muitas interrogações para o motivo.

Enquanto escuto o início minha cabeça gira procurando uma explicação e sentindo um vazio. Olha meu querido amigo Luciano, eu tenho 60 anos.

Como meu velho cérebro vai se alimentar sem suas iscas? Peço, que leia este mail, não precisa nem citar meu nome. Enviei inúmeros comentários durante estes anos, pois lhe acompanho desde o primeiro podcast e os programas de rádio transmitidos pela rádio club de Canela. Vem de longe nossa caminhada.

Há um mês atrás enviei para o Itaú  parabéns pelo apoio cultural a você e hoje, a primeira coisa que eu ia fazer ao ouvir o início do programa era de novo pressionar o Itaú para segurar sua onda e não parar esta maravilhosa fábrica de  produtos  de nutrição mental.

E a frustação então, de nunca ter ganho um livrinho seu, puxa. O nóis que invertemo as coisa, meu sonho de consumo.

Quer que eu batalhe um patrocinador aqui em Porto Alegre pra tu não parar com o cafezinho? Quem sabe uma fábrica de café? Vou tentar descobrir se existe uma marca de café chamada CAFÉ BRASIL e convencê-lo a lhe patrocinar junto com a Nakata e a distribuidora de Peças Pellegrino (eu quero um GPS) e mais o Ibirapuera.

Tu, Luciano, não tem o direito de parar o NOSSO Café Brasil, porque este podcast já nos pertence, pertence a todos os seus fiéis ouvintes.
Nem to falando das Iscas que sempre recebo na newslleter, desde a primeira.

Meu amigo, que alivio quando tu declarou que era balela. Me ocorreu aquela coisa, como se fosse o ultimo dia de vida. O quê eu faria se fosse meu último dia de vida. O que deixei de fazer. Aliás, Luciano, faça um programa sobre isto. “O que fazer se soubéssemos que tínhamos apenas somente mais um dia de vida?” As coisas que deixei de fazer.

Desculpe , este mail foi de improviso , no susto, sem correção, sem nada, fui jogando o texto. Tu vai ter que copidescar. Tenho que encerrar , meu chimarrão está esfriando.

Abração de verdade. Segue nesta missão de desemburrecer o país.

EM TEMPO: Lucianão, acuse a leitura deste mail assim que chegares. OK?  vai chover de mensagens hoje, te prepara para os orfãos.”  

Rarararraa…. não é uma delícia?

E que tal começar o ano novo com um iPad novinho? Quem dá a oportunidade é a Pellegrino, uma das maiores distribuidoras de autopeças do Brasil! Acesse o facebook da Pellegrino: www.facebook.com/pellegrinodistribuidora, Pellegrino sempre com dois eles. Clique no post da promoção e mande ver. Tem iPad, GPS e MP3 automotivos. E aproveite que a página deles tá cheia de conteúdo interessante!

Pellegrino Distribuidora. Conte com a nossa gente.

E é assim então, ao som de LAMENTOS, desta vez com o grupo VOU VIVENDO que este Café Brasil da esperança vai saindo de mansinho.

Com o aliviado Lalá Moreira na técnica, a assustada Ciça Camargo na produção e eu, o cara da pegadinha Luciano Pires na direção e apresentação.

Estiveram conosco o pessoal do Aerocast e os ouvintes, Ítalo, Hildebrando, Alexandre, Glaucia, Olivar, Mayk, Daniel, Carol, Rodrigo e o Velho Brazuca. E na triilha sonora, a Orquestra Popular de Câmara, Mário Sève e Marcelo Fagerlande e o grupo Vou Vivendo.

E um recado: tomei a decisão de comprar uma briga que vai me custar caro.

Eu estou colocando os livros que escrevi e cujos direitos eu possuo para e-book, à venda no www.portalcafebrasil.com.br praticamente pela metade do preço dos e-books que “eles” estão oferecendo por ai. Quer saber? Quem me importa é quem me lê, quem está em busca de ideias, de conhecimento, de inspiração, de provocação. É para esses que eu devo satisfação. Os outros gostam menos de livros que de dinheiro.

Este programa chega até você com o suporte do Auditório Ibirapuera, que ao proporcionar um espaço fantástico para quem quer apresentar suas artes, alimenta nossa esperança de que existe um outro mundo possível. Acesse o www.auditorioibirapuera.com.br, dê uma olhada na programação, escolha um dos eventos e depois me conte…

Pois então… este é o programa da esperança, de alerta para o futuro, que aproveita o susto que você tomou ao saber que o Café Brasil ia terminar e você nunca tinha comentado o programa….

Vou então terminar com um famoso poema-testamento atribuído ao poeta argentino Jorge Luis Borges, mas que não é dele não e nos coloca para pensar naquilo que estamos deixando passar por achar que não temos tempo.

Se eu pudesse viver novamente a minha vida,
na próxima trataria de cometer mais erros.
Não tentaria ser tão perfeito, relaxaria mais.
Seria mais tolo ainda do que tenho sido
na verdade, bem poucas pessoas levariam a sério.
Seria menos higiênico. Correria mais riscos,
viajaria mais, contemplaria mais entardeceres,
subiria mais montanhas, nadaria mais rios.
Iria a mais lugares onde nunca fui,
tomaria mais sorvete e menos lentilha,
teria mais problemas reais e menos imaginários.
Eu fui uma dessas pessoas que viveram
sensata e produtivamente cada minuto da sua vida.
Claro que tive momentos de alegria.
Mas, se pudesse voltar a viver,
trataria de ter somente bons momentos.
Porque, se não sabem, disso é feito a vida:
só de momentos – não percas o agora.
Eu era um desses que nunca ia a parte alguma
sem um termômetro, uma bolsa de água quente,
um guarda-chuva e um pára-quedas
se voltasse a viver, viajaria mais leve.
Se eu pudesse voltar a viver,
começaria a andar descalço no começo da primavera
e continuaria assim até o fim do outono.
Daria mais voltas na minha rua,
contemplaria mais amanheceres
e brincaria com mais crianças,
se tivesse outra vez uma vida pela frente.
Mas, percebam, tenho 85 anos
e sei que estou morrendo.

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