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330 – Agora ou nunca

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Luciano Pires -

 

Bom dia, boa tarde, boa noite! Pois é… e o mundo não acabou, não é? Tá tudo igual ao que era antes… Então vamos em frente que atrás vem gente!

E ai, hein? você está esperando que as coisas aconteçam ou está agitando pra fazer acontecer? Tá chorando ou vendendo lenços? Ah, não tem razão pra estar otimista? Então tá… Vamos nessa levada hoje.

Pra começar, uma frase de Millor Fernandes:

No Brasil o otimista dorme com medo de acordar pessimista.

Este programa chega até você com o suporte de quem sabe que para o Brasil seguir adiante é necessário valorizar a cul-tu-ra! O Itau Cultural, que investe naquilo que restará quando tudo que é material se for: nossa identidade cultural. www.itaucultural.org.br, entre no site e veja a imensidão de projetos que mostram que ainda temos jeito…

E quem ganhou o livro esta semana foi uma argentina que fala do Brasil! A Daniela Adriana Mello, que comentou o programa O QUE É BRASILIDADE assim:

“Olá Luciano!!  Falando da “Brasilidade” eu gostaria muito de dar a minha opinião apesar de não ser brasileira, sempre estou procurando a representação do “brasileiro” nas minhas aulas (não sei se você lembra que eu comentei que sou professora de português para estrangeiros em Buenos Aires).

Frequentemente pergunto aos meus alunos : Por que você escolheu estudar português? Na maioria das vezes eles respondem: ” Porque gosto da música brasileira, o tom da língua transmite alegria, “boa onda”= alto astral, otimismo e muita graça ” ou  “porque estive no brasil e não gostei de ter que falar inglês para me comunicar sendo o português uma língua tão rica e que reflete o “jeito” de ser do brasileiro”. Então eu pergunto: “e como é o jeito de ser do brasileiro?” nas respostas sempre tem: “alegre, divertido, amável, amigável, apaixonado, alto astral, otimista e … nacionalista”, esta última característica sempre presente na ideia que os alunos têm do brasileiro é o que eu acho ser a principal marca da “brasilidade”. É a paixão que o brasileiro tem pelo seu país, seu idioma, sua cultura tão rica e diversificada nessas imensas regiões cada uma identificada por suas particularidades geográficas e culturais.

O brasileiro é para nós essa pessoa que transmite a vontade de viver cada dia como se fosse o último das nossas vidas e o primeiro de cada semana!! Muitas vezes no intervalo quando eu falo espanhol e logo continuo com o português os alunos dizem: “é notável a mudança!! do tom baixo para o: alto! parece que tudo é festa quando você fala português”.

É claro que eu também acho que não é somente o ar de festa que faz a brasilidade, é mais bem uma mistura de tudo isso que falaram, comentaram e comentei aqui no seu programa fazendo do “jeitinho” brasileiro a identidade registrada do Brasil no mundo!

Meus parabéns uma vez mais pelos seus programas!! e muito obrigada!, MAIS UMA VEZ, por contribuir com o meu trabalho na sala de aula!!

Da sua fiel ouvinte do país vizinho. Daniela Mello”

Ola Daniela! Que bueno saber que los hermanos argentinos, quando não se trata de futebol, tem essa imagem de nosotros!

Pois é… acho que muitos brasileiros estão precisando e um estágio na Argentina pra entender o que é o Brasil! A Daniela de Buenos Aires ganhou um livro pois comentou um programa. E você? Tá afim?

E a promoção da Nakata, a marca dos componentes de suspensão, direção e freios para seu carro, hein? O primeiro iPad já foi…

Mas, a promoção continua, basta que você acesse a página da Nakata no www.facebook.com/componentesnakata  e clique no post da promoção. É fácil participar e você concorre a um dos 5 iPads que ainda serão presenteados nos próximos meses.

Arriscado é não usar Nakata. Exija a tecnologia original líder em componentes de suspensão. Ah, uma dica: agora chegaram também as bombas d´água e óleo Nakata! Tudo azul. Tudo Nakata.

E então… Será que o Brasil real é aquele em que milhões de pessoas pedem que as TVs e rádios coloquem no ar as baixarias cotidianas, pois o povo gosta é de porcaria? Ou será um Brasil de milhões de pessoas que nem pensam em ligar para essas mesmas TVs e rádios, pedindo algo que preste?

Será o Brasil dos milhões de miseráveis? Ou dos milhões de pertencentes a uma classe média em ascensão?
O Brasil, meus caros, é das minorias. O Brasil é dos que gritam mais alto. Não importa se estão em menor número, se estão equivocados, se estão fora da sociedade. Importa que gritem mais alto.

Vinte manés ligando pra rádio, determinam a programação.

Algumas centenas de aparelhinhos medindo audiência, determinam a programação. Cem manifestantes chutando porta ou invadindo terras, determinam a legislação. Mil bandidos praticando violência, desestabilizam a sociedade.

Repare você como são pequenos grupos que determinam os acontecimentos que refletem no nosso dia a dia.

Será isso a democracia?

Em parte. A democracia pressupõe liberdade, igualdade, a troca entre os cidadãos. Mas quando só as minorias se manifestam ruidosamente, temos uma situação curiosa, em que as exceções passam a ser regra.

E assim pensamos que vivemos num país muito pior do que na verdade é.

E você, hein? É a regra, da minoria barulhenta que tem uma porcaria de emprego e uma porcaria de vida numa porcaria de país?

Ou faz parte da maioria silenciosa, a exceção que se ocupa em viver de forma construtiva, criar e progredir, em vez de gritar e chorar?

Não tenho medo da vida
Gilberto Gil

Não tenho medo da vida, mas, sim, medo de viver
Eis a loucura assumida, você há de imaginar
É que a vida atou-se a mim desde o dia em que eu nasci
Viver tornou-se, outrossim, o modo de desatar
Viver tornou-se o dever de me desembaraçar

A vida é somente um dom independente de quem
Seja capaz de gritar seu nome, alto e bom som
A vida seria um tom, uma altura a se atingir
Viver é saber subir, alcançar a nota lá
Lá no ponto de ferir, se preciso, até sangrar

Não tenho medo da vida, mas medo de viver, sim
A vida é um dado em si, mas viver é que é o nó
Toda vez que vejo um nó, sempre me assalta o temor
Saberei como afrouxá-lo, desatá-lo eu saberei?
A vida é simples, eu sei, mas viver traz tanta dor!

A dor na carne e na alma, a calma a se propagar
A durar dia após dia, a varar noite, a dormir
A ver o amor a vir a ser, a ter e a tornar
A amanhecer de novo e de novo um novo dia…
Isso às vezes me agonia, às vezes me faz chorar

Que tal o mestre Gilberto Gil com NÃO TENHO MEDO DA VIDA? Viver tornou-se outro sim… isso sim…

Outro dia escrevi um texto, chamado A EXCEÇÃO, em que eu falava das pessoas que, em vez ficar reclamando da vida ou da má sorte, estavam produzindo e fazendo acontecer. Pois um leitor lá da Malásia, Osvaldo Coelho, me escreveu com um depoimento de impressionar. Eu acho até que já usei num dos programas mais antigos, mas vale a pena ouvir de novo:

O Lalá! Vamos trazer ai o Yamandu e o Dominguinhos…. com PERIGOSO, de Orlando Silveira e Esmeraldino Salles…

“Sou profissional da área de telecomunicações. Trabalho já há 20 anos no exterior como “contractor”. Eu sou um brasileiro ex-peão que subia torre de microondas na década de 70. Abandonei o ginásio – jubilado – no terceiro ano.

Aos 19 anos entrei na CTB. Parei de trabalhar com outros peões pois achava que poderia fazer algo melhor.

Arranjei emprego onde pudesse trabalhar com técnicos e engenheiros e chupar o cérebro deles. Ai eu vi que eles – apesar de terem saído da POLI e da USP- não estavam com essa bola toda. Resolvi competir com eles e ganhar o dinheiro deles. Eu gastava mais dinheiro com livros que com comida. Lia 5 livros por semana.

Subi a auxiliar técnico, passei a técnico, dai a técnico senior. Estudei inglês aos sábados pela manhã por dois anos e meio. Saí do Brasil e fui ser engenheiro de projetos da Siemens Alemã na África. Estudei em duas bibliotecas, a do Consulado Americano e a do British Council durante 4 anos dos oito e meio que fiquei lá.

Dai  passei a supervisor, passei a “project manager”, e hoje, desde que trabalhei para a Stratex Networks e para a Motorola,  eles me chamam de “Transmisson Project Director”. Mas ganhar mais dinheiro que cara que tem PhD não é o suficiente. Ainda quero chegar a CEO ou COO de uma companhia antes de parar de fazer este negócio aqui”.

Agora ou nunca
Ana Carolina

 Não existe a lei da gravidade
Nunca é a hora da verdade
Nunca se responde uma pergunta
Nunca é o dia de São Nunca
Nunca é
Agora ou nunca é
Nunca
Quem é livre não quer liberdade
Não existe a lei da gravidade
Pode viajar de avião
Pode colocar os pés no chão
Nunca é…
Não existirá eternidade
Não existe a lei da gravidade
Nunca existiu o paraíso
Nunca é o dia do juízo

Que tal a Ana Carolina com seu AGORA OU NUNCA? Pois é….

Quanto será que o Osvaldo teve de sorte na sua carreira? Foi sorte ele decidir que não queria ficar no meio dos peões? Foi sorte procurar trabalhar com gente de maior gabarito para poder crescer? Foi sorte gastar mais com livros do que com comida? Foi sorte estudar inglês aos sábados? Foi sorte gastar horas e horas estudando em bibliotecas?

Talvez ele tenha tido sorte em ser chamado para trabalhar em empresas importantes. Mas só foi chamado por ter se preparado para isso. Só foi para o exterior porque decidiu estudar inglês.

Fica claro num depoimento como esse, independente, de um brasileiro que está na Malásia, que essas exceções é que deveriam servir como modelo para os brasileiros que aqui estão lutando para vencer.

Mas neste país conformado, parece que as exceções nunca serão regra.

Acho que quem se mete a escrever suas ideias, tem a obrigação de também disseminar as idEias de outros, sempre que achar oportuno.  Pois pensando assim, para fechar o ano, escolhi um texto delicioso, de Gilberto Freyre.  Cometi a suprema ousadia de adaptar um pedacinho, mas acho que serei perdoado: o texto chama-se O OUTRO BRASIL QUE VEM AÍ e vou lê-lo

ao som de NIKOLAS KRASSIK e os Cordestinos com Triunfando

“Eu ouço as vozes
eu vejo as  cores
eu sinto os passos
de outro Brasil que vem aí
mais  tropical
mais fraternal
mais brasileiro.
O mapa desse Brasil em vez das cores dos Estados terá as cores das produções e dos trabalhos.
Os homens desse Brasil em vez das cores das três raças terão as cores das profissões e regiões.
As mulheres do Brasil em vez das cores boreais terão as cores tropicais.
Todo brasileiro poderá dizer: é assim que eu quero o Brasil, todo brasileiro e não apenas o bacharel ou o doutor, o preto, o pardo, o roxo e não apenas o branco e o semi branco.
Qualquer brasileiro poderá governar esse  Brasil
lenhador
lavrador
pescador
vaqueiro
marinheiro
funileiro
carpinteiro
contanto  que seja digno do governo do Brasil,
que tenha olhos para ver pelo  Brasil,
ouvidos para ouvir pelo Brasil,
coragem de morrer pelo  Brasil,
ânimo de viver pelo Brasil,
mãos para agir pelo Brasil,
mãos de  escultor que saibam lidar com o barro forte e novo dos Brasis
mãos de  engenheiro que lidem com tratores europeus e norte-americanos a  serviço do Brasil
mãos sem anéis (que os anéis não deixam o homem criar nem trabalhar).
mãos livres
mãos criadoras
mãos fraternais de todas as  cores
mãos desiguais que trabalham por um Brasil sem Valérios,
sem Waldemares
sem Cachoeiras
Sem mãos de jogadores
nem de especuladores nem de mistificadores.
Mãos todas de trabalhadores,
pretas, brancas, pardas, roxas, morenas,
de artistas
de escritores
de  operários
de lavradores
de pastores
de mães criando filhos
de pais  ensinando meninos
de padres benzendo afilhados
de mestres guiando  aprendizes
de irmãos ajudando irmãos mais moços
de lavadeiras  lavando
de pedreiros edificando
de doutores curando
de cozinheiras  cozinhando
de vaqueiros tirando leite de vacas chamadas comadres dos  homens.
Mãos brasileiras
brancas, morenas, pretas, pardas,  roxas
tropicais
sindicais
fraternais.

Eu ouço as vozes
eu vejo as  cores
eu sinto os passos
desse Brasil que vem  aí.
é só você querer.

Canta Brasil
Alcyr Pires Vermelho
David Nasser

As selvas te deram nas noites teus ritmos bárbaros
E os negros trouxeram de longe reservas de pranto
Os brancos falavam de amor nas suas canções
E dessa mistura de vozes nasceu o teu canto

 Brasil, minha voz enternecida
Já dourou os teus brasões
Na expressão mais comovida
Das mais ardentes canções

Também, na beleza deste céu
Onde o azul é mais azul
Na aquarela do Brasil
Eu cantei de norte a sul

Mas agora o teu cantar
Meu Brasil quero escutar
Nas preces da sertaneja
Nas ondas do rio-mar

Oh! Este rio turbilhão
Entre selvas e rojão
Continente a caminhar
No céu, no mar, na terra!
Canta Brasil!!

Na beleza deste céu
Onde o azul é mais azul
Na aquarela do Brasil
Eu cantei de norte a sul

 Mas agora o teu cantar
Meu Brasil quero escutar
Nas preces da sertaneja
Nas ondas do rio-mar

 Oh! Este rio turbilhão
Entre selvas e rojão
Continente a caminhar
No céu, no mar, na terra!
Canta Brasil!!

 No céu, no mar, na terra!
Canta Brasil!!

No céu, no mar, na terra!
Canta Brasil!!

No céu, no mar, na terra!
Canta Brasil!!

Hummm….Você está ouvindo o clássico CANTA BRASIL de  Alcyr Pires Vermelho e David Nasser com Geraldo Azevedo e Moraes Moreira. Que legal, né?

Pois então… aquele texto que acabo de ler foi escrito por Gilberto Freyre em 1926. Quase noventa anos depois, precisa de comentários?

E não fique parado aí. Vá até a promoção da Pellegrino Distribuidora, uma das maiores distribuidoras de componentes automotivos do Brasil. Você pode ganhar sabe o que, hein? Um iPad. Acesse: www.facebook.com/pellegrinodistribuidora, Pellegrino sempre com dois eles e clique no post da promoção. É muito fácio. Concorra a um iPad, GPS e mp3 automotivos.

Pellegrino Distribuidora – conte com a nossa gente.

E então meu amigo Sidnei Oliveira publica um texto delicioso nas Iscas Intelectuais do Portal Café Brasil, que cabe aqui como uma luva. O nome é “O jovem, a esperança e o carrinho amarelo”. É uma mensagem singela para quem não quer deixar a vida lhe levar…

A intenção era apenas abastecer meu carro, mas quando olhei atentamente para aquele pequeno adesivo no vidro, percebi que o dia teria um ritmo diferente, pois precisaria trocar o óleo, antes de ir para o escritório. Enquanto era atendido, observei um enorme cartaz na parede anunciando uma promoção antiga, que prometia uma pequena réplica de um carrinho amarelo. Mesmo vendo que a promoção já havia acabado, fiquei interessado. Talvez ainda houvesse alguma sobra no estoque. Tinha convicção de que aquele carrinho ficaria ótimo em minha coleção.

Puxei conversa com o jovem que me atendia, tentando conquistar sua simpatia. Não demorou muito para perceber que o rapaz era diferenciado. Fazia faculdade e curso de inglês. Trabalhava naquele posto há apenas um mês, pois estava se recuperando de um acidente. Disse que considerava aquele trabalho temporário, pois tinha esperança de encontrar um novo trabalho em breve.

Eu elogiei sua determinação e tentei amenizar sua preocupação lembrando que todo trabalho é temporário, mesmo aqueles que duram anos. Aproveitei que ele gostou de minha observação e lancei minha expectativa, dizendo que também tinha esperança de que ele conseguisse um carrinho amarelo da promoção para mim.

Ele decidiu devolver minha observação dizendo que eu não deveria ter esperança, bastaria esperar que a sorte ajudasse.

Vendo que eu fiquei reflexivo com o comentário, o rapaz retornou com meu cartão e disse:

– Doutor, quando a gente tem esperança, precisamos fazer nossa parte, precisamos acreditar, ter fé. E acreditar dá muito trabalho, não dá pra ficar parado esperando.

E completou:

– Quando apenas esperamos, não fazemos nada, apenas aguardamos a sorte, que no caso do senhor, foi boa. Olha aqui o carrinho amarelo que o senhor esperava ganhar.

Fiquei realmente muito contente, não apenas com o carrinho amarelo, mas também com a reflexão que veio de brinde através daquele jovem potencial.

Será que estamos esperando as coisas acontecerem, ou temos esperança de que as coisas irão acontecer de qualquer forma? A resposta irá diferenciar as pessoas que estão fazendo seu destino daquelas que estão apenas contando com a sorte.

A propósito, quando estava no elevador para o meu escritório, um senhor viu o carrinho amarelo em minha mão e muito empolgado, quebrou o silêncio do elevador com elogios, afirmando que sempre procurou aquele modelo para sua coleção. A companheira dele sorria ao lado, como que apoiando o pequeno sonho daquele senhor.

Ele disse:

– Tenho fé que um dia vou conseguir um igual a este.

Minha reação foi instantânea.

Dei-lhe o carrinho amarelo e ganhei de volta o sorriso mais alegre e cheio de esperança que eu podia receber naquele dia.

Pois é… chegamos ao fim de mais um ano, o sétimo ano do Café Brasil, criado com a intenção de trazer um pouco de reflexão, humor, poesia, música brasileira, filosofia…um pouco das coisas que deixamos de lado na loucura de nosso dia a dia. Não sei o que você achou do Café Brasil. Mas eu sei o que EU achei. Estou me divertindo um bocado. Fiz um monte de amigos. Conheci músicos, escritores, poetas, gente muito interessante. E conheci você… Mas…na verdade, não conheço você. Não vejo seus olhos, não escuto sua voz, não sinto seu toque… mas sinto sim, que do lado de lá deste microfone existe uma inteligência. Duas inteligências. Dezenas de inteligências. Centenas… milhares… Inteligências que, um dia, juntas, farão o novo Brasil que vem aí.

Que seu ano novo seja gordo, alegre, nutritivo.

Do your thing behave yourself
Tim Maia

Yes I’ll hope I will provide you
Happiness is going to stay
Loneliness won’t last forever
Don’t be shy, don’t be afraid

Do your thing
Behave yourself
Do your thing
Behave yourself

Don’t waste time with life in illusion
Don’t waste love with hope
I’ll guess makes you get a wrong business
till you find a better way

Do your thing
Behave yourself
Do your thing
Behave yourself

Don’t waste time with life in nonsense
Happiness is going to stay
Loneliness won’t last forever
Don’t be shy

Yes I’ll hope I will provide you
Happiness is going to stay
Loneliness won’t last forever
Don’t be shy, don’t be afraid

Do your thing
Behave yourself
Do your thing
Behave yourself

Do it! (repetido)

You’ve got to do it!
And you’ve better do it!

Faça suas coisas. Comporte-se

   Sim vou esperar que vou te dar
Felicidade vai ficar
Solidão não vai durar para sempre
Não se acanhe, não tenha medo

Faça suas coisas
Comporte-se
Faça suas coisas
Comporte-se

Não perca tempo com a vida na ilusão
Não desperdice o amor com esperança
Vou achar que faz você ter a coisa errada
até encontrar uma maneira melhor

Faça suas coisas
Comporte-se
Faça suas coisas
Comporte-se

Não perca tempo com a vida em nonsense
Felicidade vai ficar
Solidão não vai durar para sempre
Não seja tímido

Sim vou esperar que vou te dar
Felicidade vai ficar
Solidão não vai durar para sempre
Não se acanhe, não tenha medo

Faça suas coisas
Comporte-se
Faça suas coisas

Comporte-se
Faça! (Repetido)

Você tem que fazê-lo!
É melhor fazê-lo!

E é assim, ao som de Tim Maia com DO YOUR THING BEHAVE YOURSELF que mais um Café Brasil chega ao fim.

Com o agitado Lalá Moreira na técnica, a espevitada Ciça Camargo na produção e eu, o impaciente Luciano Pires na direção e apresentação.

Estiveram conosco a ouvinte Daniela, lá da Argentina, Gilberto Gil, Geraldo Azevedo com Moraes Moreira, Yamandu Costa com Dominguinhos, Nicolas Krassik com os Cordestinos, Ana Carolina e o nosso síndico: Tim Maia.

Este programa chega até você com o suporte de quem sabe que esperança não é estratégia e arregaça as mangas pra fazer acontecer: o Auditório Ibirapuera. Acesse www.auditorioibirapuera.com.br e conheça uma programação que vai mostrar para você que o Brasil é muito mais rico do que aparece na imprensa. E é uma riqueza que ninguém nos tira: cultura.

Pra terminar, que tal uma frase do grande escritor Jorge Amado?

O Brasil é sério, mas é surrealista.

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