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321 – Me engana que eu gosto

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Luciano Pires -
Gratuito!
23,9 MB

Bom dia, boa tarde, boa noite. Quanto vale seu voto? O que faz a pessoa que você escolheu para te representar? Como é que eles gastam seu dinheiro? Como funciona o processo de decisão de onde e como aplicar o nosso dinheiro? Quantas perguntas, né? É. E vamos tentar responder neste pograminha.

Pra começar, uma frase do matemático, médico e filósofo francês Jean-Baptiste le Rond D´Alembert:

A arte da guerra é a arte de destruir os homens, e a política é a arte de enganá-los.

Este programa chega até você com o suporte de quem sabe que a arte de verdade, aquela que inspira, motiva, enleva, emociona e ensina é a que vem do fundo da alma, do coração. A expressão artística. Itaú Cultural. www.itaucultural.org.br. Acesse o site, dê uma olhada na programação e mergulhe num outro mundo possível.

[showhide title=”Continue lendo o roteiro” template=”rounded-box” changetitle=”Fechar o roteiro” closeonclick=true]

E o exemplar do meu livro NÓIS…QUI INVERTEMO AS COISA desta semana vai para…para… a Aline Mezzalira, que comentou assim o programa DESOBEDIÊNCIA CIVIL:

“Um dia eu e meu avô montávamos iscas de queijo com chumbinho para matar os ratos que habitavam seu jardim e então eu estranhei que ele fez uma única isca sendo que sabíamos que havia mais ratos. Perguntei:

– Por que, vô, por uma única isca sendo que tem vários? Nosso objetivo não é acabar com todos?

E então ele me respondeu:

– Filha, os ratos são pragas que sobrevivem há anos porque são espertos. Eles deixam que um, apenas um, coma antes qualquer alimento e o observam. Se nenhum “mal” acontecer a ele os outros comem, mas se ele morrer, eles não vão comer!

Então entendi que seria desperdício colocar várias iscas em um mesmo local!”

Foi isso que me veio à mente enquanto ouvia o Podcast, Luciano. E então entendi o por quê: as pessoas falam e falam nas redes sociais e esperam que alguém vá primeiro, para ver o que acontece, pois elas tem medo. O medo é porque elas não tem informação, não sabem ao certo seus direitos e nem mesmo o poder que tem nas mãos. Então ai fica fácil dizer,

– Ah,  eu não vou “reivindicar nada” porque vou ser preso, morto, ameaçado e etc.

Mas se esquecem que quem tem o “poder” hoje na verdade somos nós, por que somos nós, ou pelo menos deveríamos ser, quem escolhe seus representantes no governo.

É um grande emaranhado onde puxar a ponta é o mais difícil.”

Pois é Aline… você fala da consciência cidadã, da liberdade individual e da consciência de que os bandidos não chegaram lá sozinhos, mas foram escolhidos pelo povo. Ou seja: nós. Pô, mas eu não escolhi nenhum daqueles bandidos… Pois é. Esse é o resultado da interpretação da democracia como o regime em que o poder está com a maioria. Por isso esperneio tanto aqui no Café Brasil.

A Aline ganhou um livro por comentar o programa. Você não quer se arriscar a ganhar um também? É tão fácil…

E vamos que vamo distribuindo iPods Touch para alguns felizardos que estão participando da campanha da Nakata, a marca que realmente importa quando se trata de componentes de suspensão e direção para seu carro.

Acesse www.facebook.com/componentesnakata, clique no post da promoção e siga as instruções. É muito fácil! www.facebook.com/componentesnakata, Nakata com k.

Arriscado é não usar Nakata. Exija a tecnologia original líder em componentes de suspensão. Tudo azul. Tudo Nakata.

Em 1959 o premier da Austrália, Joe Cahill, estava doente e sabia que tinha pouco tempo de vida. Abraçou então um desafio: fazer com que o projeto da Ópera de Sidney, o fantástico prédio cuja imagem hoje representa o país, se tornasse realidade. Seu compromisso foi de iniciar as obras rapidamente de forma que, se seu partido perdesse as eleições, não haveria como cancelar o projeto. Cahill sabia que o orçamento do projeto, de 58 milhões de dólares australianos, não seria aprovado.

Anunciou então que a obra custaria sete milhões e começou a construção antes mesmo que todos os desenhos estivessem prontos. Não demorou para que os fatos começassem a superar a ficção e os valores foram subindo. Num determinado momento, Jorn Utzon, o arquiteto responsável pelo fantástico projeto, foi demonizado. Entre outros problemas, a culpa do estouro do orçamento seria dele, de seu design e mau gosto. Foi uma campanha tão forte que Utzon deixou a Austrália em 1966, prometendo nunca mais voltar.

A data para inauguração do projeto era 1963, ao custo total dos tais sete milhões de dólares australianos. O prédio foi inaugurado em 1973 ao custo de 102 milhões… Você leu certo sim: cento e dois milhões de dólares australianos. E para piorar, as interferências políticas e mudança do arquiteto fizeram do Opera House um local excelente para shows de rock, convenções e orquestras de câmara, mas inadequado para óperas clássicas. A Ópera de Sidney não era adequada para óperas. Em 2001, Utzon foi chamado de volta para consertar os problemas e em 2007 propôs uma reforma completa no complexo.

Bem, vamos lá: de sete para 102 milhões são aproximadamente 1400% de estouro no orçamento original. Corrupção, desvio de verbas e serviços fantasmas nunca apareceram como problemas principais.

A história debita o estouro do orçamento a uma decisão política, seguida da troca do arquiteto, dificuldades de construção e outros problemas técnicos. Questionados quase quarenta anos depois, vários australianos defendem a “trapaça” do orçamento, pois sem ela o projeto jamais seria aprovado e aquele monumento ícone do século 20 não existiria…

Projetos multimilionários fazem com que muita gente ganhe, honestamente ou não: engenheiros, arquitetos, construtores, paisagistas, advogados e políticos entre outros. Cria-se então a figura do “me engana que eu gosto”: todos sabem que o orçamento apresentado é insuficiente, mas a obra “precisa” ser feita para o bem geral da nação. Nenhum dos envolvidos se vê como desonesto ou corrupto e nós, povo, compramos as promessas, felizes com os cenários idílicos de um futuro precioso que jamais será cobrado de quem prometeu. Deliberadamente cegos para as trapaças, aceitamos projeções de custos subestimadas e de ganhos superestimadas. O resultado é um custo altíssimo para a sociedade, mas sem o qual “as obras de arte não seriam construídas.” E o interesse público torna-se refém do privado. Conhece esse filme? Pois é.

O Velódromo construído no Rio de Janeiro ao custo de R$ 14 milhões para os Jogos Pan Americanos de 2007 (lembra? Parte das obras que seriam aproveitadas para as Olimpíadas de 2016?) acaba de ser declarado inadequado pelo Comitê Olímpico Internacional. Previa-se uma reforma de R$ 70 milhões, mas já se fala na construção de um novo velódromo com custo superior a R$ 115 milhões. E isso é só o velódromo. É só Olimpíadas. Ainda tem a Copa. O trem bala. A transposição do São Francisco. O Pré Sal…

É… Me engana que eu gosto.

Me engana que eu gosto

Marquinho Sathan
Nivaldo Duarte
Serginho do Cavaco.

Eu gosto, que eu gosto
Me engana, me engana, me engana
Que eu gosto, eu gosto
Me engana, me engana, me engana
Que eu gosto, eu gosto
Me engana, me engana, me engana
Que eu gosto, eu gosto
Quem é carioca esta satisfeito
Pois esse é o jeito pra que reclamar
Se é bom o governo é bom o prefeito
Cidade tranqüila como essa não há
O meu capital esta sempre sobrando
Não sei até quando ele vai ser assim
Por mais que eu gaste
Esta sempre aumentando
Por mais que eu gaste
Nunca chaga ao fim
Eu gosto, que eu gosto
Me engana, me engana, me engana
Que eu gosto, que eu gosto
Me engana, me engana, me engana
Que eu gosto, que eu gosto
Me engana, me engana, me engana
Que eu gosto, eu gosto
A turma do rock se diz brasileira
E é sempre a primeira da mpb
Não sofre nenhuma influência estrangeira
É até filiada ao pmdb
Se chico buarque nasceu em caxias
Caitano veloso em maria angú
Gal costa passeando em madureira
Maria bethânia sambando em bangú
Eu gosto, que eu gosto
Me engana, me engana, me engana
Ee eu gosto, que eu gosto
Me engana, me engana, me engana
Que eu gosto, que eu gosto
Me engana, me engana, me engana
Que eu gosto, eu gosto
Se chego em casa atrasado de porre
minha nega morre de satisfação,
não faz cara feia, até me penteia,
pois não tem ciúmes aqui do negão;
Eu sou gente boa,
sou gente pacata,
mas sou quem desata o nó no final,
e tudo que eu digo sem eira nem beira,
é só brincadeira é fundo de quintal……pois é.
Eu gosto, que eu gosto
Me engana, me engana, me engana
Que eu gosto, eu gosto
Me engana, me engana, me engana
Que eu gosto, eu gosto
Me engana, me engana, me engana
Que eu gosto, eu gosto

Opa! O sambista Roberto Ribeiro debutando no Café Brasil junto com o Satã! Você ouve ME ENGANA QUE EU GOSTO, de Marquinho Sathan, Nivaldo Duarte e Serginho do Cavaco. Um pouco de samba no Café Brasil….

Mas como será que funciona a máquina que decide onde e quando e como aplicar o dinheiro em obras? Bem, uma pista está no artigo “Quero meu voto de volta” de meu amigo Alexandre Pelegi…

Ouça só:

O jornal Correio Braziliense, algum tempo atrás, deu tintas aquilo que alguns sabem, poucos imaginam, e a maioria desconhece: o financiamento de campanhas eleitorais está diretamente ligado a uma ingente troca de favores. Melhor seria chamar esta prática de “investimento eleitoral”, como fazem os jornalistas que redigiram a matéria. Gustavo Krieger e Lúcio Vaz produziram uma reportagem que engrandece a profissão de repórter. Pena que tão poucos leem jornais no Brasil.

Vamos aos fatos. Os jornalistas realizaram um cruzamento entre as listas de doadores de campanha e a composição das comissões permanentes da Câmara. E chegaram a uma impressionante coincidência…

Para quem não entende o funcionamento do legislativo, as comissões setoriais são estratégicas. A matéria do Correio explica o motivo: “É nelas que nascem e morrem as propostas que mais interessam aos financiadores de campanha”. Mas vamos às coincidências. Segundo o jornal, “a Comissão de Minas e Energia conta com uma aguerrida bancada de deputados financiados por mineradoras.

Na de Agricultura, predominam os parlamentares bancados por empresas de fertilizantes, agrotóxicos e produtos similares. Na de Finanças, marca presença a bancada dos bancos. E nas comissões que lidam com obras públicas o mais difícil é encontrar parlamentares que não tenham recebido alguma contribuição de construtoras.”

Para ser mais rasteiro, mas não menos exato, poderíamos afirmar que os interesses econômicos dos financiadores prevalecem sobre os compromissos assumidos com os eleitores. O voto dado pelo cidadão acaba sufocado pela vontade suprema ditada pelo interesse do… patrão..

Como bem lembra a matéria do Correio, “os deputados brigam, barganham e até trocam de partido para conseguir um lugar na comissão que melhor atende seus interesses. E os de seus patrocinadores.”

A conclusão é simples, mas não menos escandalosa – a fidelidade partidária foi trocada de há muito pela imposição financeira. O voto do eleitor, em casos como este, não passa de um aval explícito a uma malandragem camuflada.

Para quem adora o discurso da ética, eis aí um bom tema para debate. Ouvi dizer que os nobres parlamentares almejam limpar a imagem do parlamento. Poderiam começar por revelar, sem subterfúgios, nem dissimulação, quais são os verdadeiros interesses que determinam a atuação de cada um.

Fico a imaginar uma reforma política que instituísse, à semelhança do Consumidor, o Código de Defesa do Eleitor. Em se sentindo ludibriado, o cidadão ganharia automaticamente o direito a retirar o seu voto. Sendo seguido por outros insatisfeitos, o deputado acabaria cassado, sem traumas, nem intermináveis processos.

Você pode alegar que o voto é secreto. Continuaria sendo. Nossa criativa justiça eleitoral, que já inovou na urna eletrônica, não teria dificuldades em criar mecanismos de vinculação automática, e confidencial, entre cada eleitor e seus candidatos.

Ganharíamos o insuperável e legítimo direito de punir mensaleiros, aloprados, sanguessugas e traidores contumazes. Afinal, quem tem o direito de eleger, tem maior direito ainda em remover… Pelo bem da democracia e do dinheiro do contribuinte.

Verdadeiro Canalha
Bezerra da Silva

Canalha, tu é um verdadeiro canalha…
Canalha, tu é um verdadeiro canalha.
Você vive de trambique,
Deita na sopa
E se atrapalha,
Olha aí, seu canalha…
Canalha, tu é um verdadeiro canalha…
Canalha, tu é um verdadeiro canalha.
Se elegeu com votos da favela,
Depois mandou nela
Metê bala,
Isso é que é ser canalha…
Canalha, tu é um verdadeiro canalha…
Canalha, tu é um verdadeiro canalha.
Rapinou o dinheiro do povo,
Saiu esbanjando
E fazendo bandalha,
Veja bem, seu canalha…
Canalha, tu é um verdadeiro canalha…
Canalha, tu é um tremendo canalha.
Comprou carrão,
Fazenda e mansão
E o povo na miséria comendo migalha,
Veja bem, seu canalha…
Canalha, tu é um verdadeiro canalha…
Canalha, tu é um verdadeiro canalha.
Está livre a poder de propina,
Porém a justiça divina
Não falha,
Veja bem, seu canalha…
Canalha, tu é um verdadeiro canalha…
Canalha, tu é um verdadeiro canalha.
O truco se acaba
Meio retrocesso,
Verás o reverso da medalha…
Canalha, tu é um verdadeiro canalha…
Canalha, tu é um verdaderio canalha.
Viver de moleza é muito bom,
Quero ver você
Encarar uma batalha,
Vai trabalhar, canalha!
Canalha, tu é um verdadeiro canalha…
Canalha, tu é um verdadeiro canalha.
E no dia do judas tu fica na tua,
Se tu for pra rua
A galera te malha,
Fica em casa, canalha!
Canalha, tu é um verdadeiro canalha…
Canalha, tu é um verdadeiro canalha.
Comeu, bebeu, fumou e cheirou,
Depois caguetou
O cabeça-de-área,
Olha a bala, canalha…
Canalha, tu é um verdadeiro canalha…
Canalha, tu é um verdadeiro canalha.
Nunca vi ninguém dá dois em nada
E também se ver
Cadeado não fala,
Aprendi isso, canalha…
Canalha, tu é um verdadeiro canalha…
Canalha, tu é um verdadeiro canalha.
E depois daquele par de chifres
Em que altura está
O meu chapéu de palha,
Já viu isso, canalha?
Canalha, tu é um verdadeiro canalha…
Canalha, tu é um verdadeiro canalha.
O calado tá errado…
E falando nem se fala…
Cala a boca, canalha!!!
Canalha, tu é um verdadeiro canalha…
Canalha, tu é um verdadeiro canalha.
De repente o bicho pegou,
Tu se empirulitou
E jogou a toalha,
Sai correndo, canalha!!!
Canalha, tu é um verdadeiro canalha…
Canalha, tu é um verdadeiro canalha

Vixe! Essa é VERDADEIRO CANALHA, composição de Bezerra da Silva, aqui com o Pedro Luís e a Parede. Pois é…

Hummmm…mas que ideia legal! O Código de Defesa do Eleitor! Nos protegendo dos mentirosos, bandidos e desonestos que nós colocamos lá? Eu acho que seria ótimo. Mas antes, talvez a gente devesse, como eleitor, como o responsável por escolher quem vai nos representar, ter um pouco mais de vergonha na cara…

Muito bem, mas o que é nós, pobres eleitores, podemos fazer? Votar, né? Mas mesmo o voto é relativo, pois só podemos votar em quem eles permitem concorrer, não é?

Talvez a saída esteja em outras áreas… como diz muito bem o cientista político Alberto Carlos Almeida num trecho de seu artigo COMO COMBATER A  CORRUPÇÃO, publicado originalmente na revista Época.

A maior arma contra a corrupção é a existência de instituições que efetivamente a combatam. Mídia e opinião pública são instituições, porém não é a elas que me refiro, mas sim a Ministério Público, Justiça, Tribunais de Contas, Tribunais Regionais Eleitorais, a Agências Reguladoras, leis, departamentos de ensino e pesquisa em nossas universidades que estudem fraudes, ao Conselho Nacional de Justiça, a procuradorias, corregedorias etc.

Quanto mais ativas são essas instituições, menos os políticos do respectivo Estado enriquecem, menor é o gasto com pessoal como proporção da receita do Estado e menor é o deficit primário daquela unidade da Federação.

A interação entre Poder Judiciário ativo, Tribunais de Contas atuantes, procuradores públicos militantes, com o auxílio da mídia local e da opinião pública, é imbatível quando se trata de limitar a margem de manobra dos políticos no uso do dinheiro público. A lição é clara: quem quer combater a corrupção precisa apoiar o fortalecimento das instituições que controlam o poder dos políticos.

Os cinco Estados que têm as instituições de controle mais fortes são Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e São Paulo. O lanterninha é o Maranhão de Sarney, antecedido por Roraima, Rio Grande do Norte, Piauí e Alagoas. Isso mostra que as famílias Sarney e Collor não são fenômenos isolados, que pairam sobre o mundo sem ligação alguma com suas instituições. Pelo contrário, os Sarneys só existem porque, em seu Estado, não foram desenvolvidas as instituições que os combateriam.

O Virus da Corrupção
Bezerra da Silva

REFRÃO
Ele vai subir novamente lá no morro
Apertando mão em mão, pedindo voto de novo.
A rapaziada já sabe que é o ladrão do dinheiro do povo!
Toda favela já sabe que é o ladrão do dinheiro do povo!

Quando ele está em campanha
Diz que vai resolver toda situação.
Depois de tá eleito adianta o seu lado
E dá uma banana para o meu povão
Perde a credibilidade, a moral e o pudor
Tira o pão da boca das crianças
Do aposentado e do trabalhador!

Ele vai subir novamente lá no morro
Apertando mão em mão, pedindo voto de novo.
A rapaziada já sabe que é o ladrão do dinheiro do povo!
Toda favela já sabe que é o ladrão do dinheiro do povo!

Na eleição passada,
Através do morro ele se elegeu.
Nada fez pelo pobre favelado
E num boeing de luxo desapareceu.
Foi comemorar a vitória em sua mansão
No distrito federal.
Eu só fui saber que ele estava vivo
Pq saiu como corrupto no jornal.

De norte a sul,
De leste a oeste meu irmão.
Como tem político contaminado
Com o vírus da corrupção! (2x)

Ele vai subir novamente lá no morro
Apertando mão em mão, pedindo voto de novo.
A rapaziada já sabe que é o ladrão do dinheiro do povo!
Toda favela já sabe que é o ladrão do dinheiro do povo!

E agora é ele mesmo, o grande Bezerra da Silva que era um cronista social. Aqui com VÍRUS DA CORRUPÇÃO. Nada é novidade, não é? Essa é de 1996…

Sacou? A maquininha está lá, funcionando a todo vapor. Os caras sabem como ela funciona e tiram proveito. São políticos profissionais na arte de enganar os eleitores e defender o seu. Só teremos alguma chance se dermos força para as instituições que podem ter algum controle sobre seus desmandos…

Por isso, reforçando as palavras de Alberto Carlos Almeida, passe a olhar com mais interesse e carinho as atividades do Ministério Público, a Justiça, os Tribunais de Contas, os Tribunais Regionais

Eleitorais, as Agências Reguladoras, as leis, os departamentos de ensino e pesquisa em nossas universidades que estudem fraudes, o Conselho Nacional de Justiça, a procuradorias, as corregedorias. Cara, essas organizações, entidades e regras estão aí do seu lado!

Unimultiplicidade
Ana Carolina
Tom Zé

Neste Brasil corrupção
pontapé bundão
puto saco de mau cheiro
do Acre ao Rio de Janeiro
Neste país de manda-chuvas
cheio de mãos e luvas
tem sempre alguém se dando bem
de São Paulo a Belém
Pego meu violão de guerra
pra responder essa sujeira
E como começo de caminho
quero a unimultiplicidade
onde cada homem é sozinho
a casa da humanidade
Não tenho nada na cabeça
a não ser o céu
não tenho nada por sapato
a não ser o passo
Neste país de pouca renda
senhoras costurando
pela injustiça vão rezando
da Bahia ao Espírito Santo
Brasília tem suas estradas
mas eu navego é noutras águas
E como começo de caminho
quero a unimultiplicidade
onde cada homem é sozinho
a casa da humanidade

E é assim, ao som de BRASIL CORRUPÇÃO, parceria de Ana Carolina com o Tom Zé, na voz sempre forte da Ana, que o Café Brasil que quer que você seja um agente de cobrança à quem deveria nos representar bem, vai saindo de fininho.

Com o honesto Lalá Moreira na técnica, a honrada Ciça Camargo na produção e eu, o investigativo Luciano Pires na direção e apresentação.

Estiveram conosco a ouvinte Aline Mezzalira, Alexandre Pelegi, Alberto Carlos Almeida, Bezerra da Silva, Roberto Ribeiro com Marquinho Sathan, Pedro Luís e a Parede e a Ana Carolina.

Este programa chega até você com o suporte de uma dessas obras construídas pelo poder público que acertam em cheio: o Auditório Ibirapuera, um templo dedicado a honrar a expressão artística da gente. Acesse www.auditorioibirapuera.com.br e dê uma olhada na programação. Acredite: vale muito a pena conhecê-lo.

Este é o Café Brasil, um programa que quer ajudar a gente a parar de fazer papel de trouxa.

Pra terminar, uma frase do escritor e humorista canadense Laurence J. Peter:

Você pode enganar todas as pessoas algum tempo e algumas pessoas todo o tempo. E isso é suficiente.

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