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320 – Sobre o tempo

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Luciano Pires -
Gratuito!
24 MB

Bom dia, boa tarde, boa noite. Não sei que idade você tem, mas os mais maduros certamente já perceberam que conforme a gente envelhece o tempo parece passar mais rápido, não é? Deve ser a consciência de que estamos usando o estoque e um dia ele acabará… É sobre isso que vamos navegar no programa de hoje.

Pra começar, uma frase do biógrafo dos filósofos gregos Diógenes Laertius, que disse isto lá por 250 antes de Cristo:

Tempo é a coisa mais valiosa que um homem pode gastar.

O programa de hoje chega até você com o suporte de quem sabe muito bem valorizar nosso tempo com aquilo que o homem tem de mais fascinante: a sua arte. É o Itaú Cultural. www.itaucultural.org.br. Acesse o site, veja a programação e aplique muito bem o seu tempo.

[showhide title=”Continue lendo o roteiro” template=”rounded-box” changetitle=”Fechar o roteiro” closeonclick=true]

E o exemplar de hoje de meu livro NÓIS QUI INVERTEMO AS COISA vai para o Bruno Henrique, que comentou assim o programa AGORA É TARDE:

“Olá, Luciano.

Exatamente hoje faço “mesversário” de Café Brasil. E estou me presenteando ao externar um comentário.

Conheci seu podcast há exatos dois meses, através de um amigo que me indicou o inesquecível Iniciativa e Acabativa. Achei o programa tão provocador que fui atrás de conhecer a mídia podcast.

Sou profissional de informática há anos e, pasme!, até então nunca havia me interessado em podcasts! Achava uma das coisas mais inúteis da informática! Hoje tenho o privilégio da regular assinatura do seu cafezinho e você o privilégio de figurar como o único podcast do meu Zune (pow, Luciano, o iTunes não é o único player do mercado, hein!? Tá ganhando algum da Apple por fora?! Rsrsrs)

Vim comentar o Agora é tarde, não porque é um de meus episódios preferidos ou dos que mais me tocaram, mas pelo fascínio que o tem a exerce.

O primeiro texto do programa abre uma discussão riquíssima sobre como as inovações tecnológicas mudaram nossas vidas e como lidamos com o tempo ganho. Ganho?

Mudamos mesmo nossa percepção do tempo? Temos mais tempo hoje que à época de Getúlio, citado pelo texto? E, se temos, o percebemos? Como gastamos esse excesso ganho? É por essas e outras que ouço o Café Brasil: para pensar.

E é para pensar que externo aqui uma pequena “isca” para, quem sabe, ter um novo episódio tratando do tema: nossa percepção do tempo. Perdoe-me se este tema já se encontra esgotado nesta comunidade, mas FELIZMENTE ainda não conheço todos os episódios publicados. Tenho muito a escutar e aprender por aqui.

Pois bem, todos nós já percebemos que o tempo passa mais rápido à medida que envelhecemos. Por que isso? Temos sempre a sensação de que não temos tempo para nada e que ele passa rápido demais! Será o trabalho? Serão as responsabilidades? Ou serão as tecnologias desenvolvidas justamente para nos dar mais tempo? Não sei. Mas deixo aqui um artigo que trata do tema, por Airton Luiz Mendonça, publicado no Estado de São Paulo. O texto trata da relação entre nosso cérebro e o tempo e creio que enriquece a comunidade do nosso cafezinho.

Obrigado por me fazer usar melhor meu tempo, provocar reflexões e, muitas vezes, puxar minha orelha! Rsrs…. Um abraço!”

Opa. Eu percebo muito bem essa coisa do tempo passando cada vez mais rápido, Bruno. E quero agradecer seu comentário. Foi ele que inspirou o programa de hoje!

Pois então, o Bruno ganhou dois presentes: um livro por ter comentado um programa e um programa inteirinho baseado numa inspiração dele. Que tal você também comentar?

E vamos à promoção Nakata, que vai chegando ao final de sua primeira fase? Que tal ganhar um iPod Touch?

Quem levou na última rodada foi a BIANCA FAVERO, que ganhou dois iPods, um pra ela e outro para o mecânico dela. Que legal. Para participar acesse www.facebook.com/componentesnakata, Nakata sempre com K, e clique no post da promoção para conhecer as regras. É muito fácil concorrer e a esta altura já foram entregues seis iPods Touch pra gente que participou. Lembre-se www.facebook.com/componentesnakata.Nakata!.

Arriscado é não usar Nakata. Exija a tecnologia original líder em componentes de suspensão. Tudo azul. Tudo Nakata.

Em 2008 fiz uma das minhas viagens malucas. Fui até o Polo Norte pra ver como é. E quando digo Polo Norte é polo norte mesmo, não é Ártico. Fiquei em pé lá, nos 90 graus norte, sobre uma crosta de gelo.

A viagem foi feita de navio, um quebra gelo nuclear russo que navegou por 10 dias em meio ao mar congelado da região. Uma das coisas mais intrigantes que vivi foi o fato do dia ter 24 horas naquela

região e período do ano. O sol jamais se põe. Ele tangencia o horizonte e sobe de novo. É muito estranho “não ter noite…”.

Eu achei que não haveria problema, bastaria obedecer à rotina do corpo e do dia a dia, com café da manhã, almoço e jantar. Na hora de dormir, era só fechar a janela, apagar a luz e fingir que era noite.
Mas que engano…

Nosso corpo e mente não podem ser enganados assim tão facilmente. Eu deitava e não pregava o olho. Nos primeiros dias achei que era questão de fuso horário, mas logo vi que não era assim. Sem o anoitecer, meu corpo não reconhecia que era hora de dormir. E não adiantava deitar e apagar a luz…

Intrigante isso. A passagem do tempo tem realmente a ver com esses ciclos da natureza, o que sempre levanta a questão: será que o tempo pode passar mais rápido?

Oração ao tempo
Caetano Veloso

És um senhor tão bonito quanto a cara do meu filho
Tempo, tempo, tempo, tempo, vou te fazer um pedido
Tempo, tempo, tempo, tempo
Compositor de destinos, tambor de todos os ritmos
Tempo, tempo, tempo, tempo entro num acordo contigo
Tempo, tempo, tempo, tempo
Por seres tão inventivo e pareceres contínuo
Tempo, tempo, tempo, tempo és um dos deuses mais lindos
Tempo, tempo, tempo, tempo
Que sejas ainda mais vivo no som do meu estribilho
Tempo, tempo, tempo, tempo ouve bem o que te digo
Tempo, tempo, tempo, tempo
Peço-te o prazer legítimo e o movimento preciso
Tempo, tempo, tempo, tempo quando o tempo for propício
Tempo, tempo, tempo, tempo

De modo que o meu espírito ganhe um brilho definido
Tempo, tempo, tempo, tempo e eu espalhe benefícios
Tempo, tempo, tempo, tempo
O que usaremos pra isso fica guardado em sigilo
Tempo, tempo, tempo, tempo apenas contigo e migo
Tempo, tempo, tempo, tempo
E quando eu tiver saído para fora do círculo
Tempo, tempo, tempo, tempo não serei nem terás sido
Tempo, tempo, tempo, tempo
Ainda assim acredito ser possível reunirmo-nos
Tempo, tempo, tempo, tempo num outro nível de vínculo
Tempo, tempo, tempo, tempo
Portanto peço-te aquilo e te ofereço elogios
Tempo, tempo, tempo, tempo nas rimas do meu estilo
Tempo, tempo, tempo, tempo

Que legal, né? Essa delicia é a maranhense Rita Ribeiro com ORAÇÃO AO TEMPO, um dos clássicos compostos por Caetano Veloso e que eu não canso de tocar aqui no Café Brasil….

Pois então…  Quando somos crianças temos a impressão que o tempo é algo que demoooooora a passar, não é? Temos todo o tempo do mundo e as tarefas das quais não gostamos parece que demoram demais. Quem não sem lembra daquelas viagens que fazíamos com nossos pais em que ficávamos o tempo todo perguntado:

– Pai, Mãe, tá chegando?

Tudo parecia grande demais, longe demais, demorado demais… Até que a gente começa a crescer.

Com a maturidade vem um novo modo de ver o mundo, de contar as horas, de viver o tempo. E aos poucos vamos percebendo que o tempo vai ficando mais curto. As coisas passam mais rapidamente.

Parece que faltam horas no dia. E quanto mais responsabilidades assumimos, mais parece que o tempo está voando…

Será que essa é uma sensação apenas psicológica? Ou será física também, como aquela da minha viagem ao Polo Norte? Talvez seja tudo uma questão de como medimos o tempo…

Como essa música é bonita… essa gravação está no DVD TECNOMACUMBA e vale a pena você ver o clipe. O link está no texto deste roteiro que publicamos em www.podcastcafébrasil.com.br. (DVD Tecnomacumba – http://www.youtube.com/watch?v=w_stljZHqps)

Nosso patrono Rubem Alves tem uma reflexão interessante sobre a forma de medir o tempo. Ele diz assim:

O tempo se mede com batidas. Pode ser medido com as batidas de um relógio ou pode ser medido com as batidas do coração.

Os gregos, mais sensíveis do que nós, tinham duas palavras diferentes para indicar esses dois tempos. Ao tempo que se mede com as batidas do relógio – embora eles não tivessem relógios como os nossos – eles davam o nome de chronos. Daí a palavra “cronômetro”.

O pêndulo do relógio oscila numa absoluta indiferença à vida. Com suas batidas vai dividindo o tempo em pedaços iguais: horas, minutos, segundos. A cada quarto de hora soa o mesmo carrilhão, indiferente à vida e à morte, ao riso e ao choro.

Agora, os cronômetros partem o tempo em fatias ainda menores, que o corpo é incapaz de perceber. Centésimos de segundo: que posso sentir num centésimo de segundo? Que posso viver num centésimo de segundo?

Diz Ricardo Reis, no seu poema “Mestre, são plácidas” (que todo dia rezo): “Não há tristezas nem alegrias na nossa vida”. Estranho que ele diga isso. Mas diz certo: o tempo do relógio é indiferente às tristezas e alegrias.

Há, entretanto, o tempo que se mede com as batidas do coração. Ao coração falta a precisão dos cronômetros. Suas batidas dançam ao ritmo da vida – e da morte. Por vezes tranqüilo, de repente se agita, tocado pelo medo ou pelo amor. Dá saltos. Tropeça. Trina. Retoma à rotina. A esse tempo de vida os gregos davam o nome de kairós – para o qual não temos correspondente: nossa civilização tem palavras para dizer o tempo dos relógios: a ciência. Mas perdeu as palavras para dizer o tempo do coração.

Chronos é um tempo sem surpresas: a próxima música do carrilhão do relógio de parede acontecerá no exato segundo previsto. Kairós, ao contrário, vive de surpresas. Nunca se sabe quando sua música vai soar.

O Tempo Voa
Kleiton e Kledir

O relógio move o tempo
E faz bater meu coração
Num compasso diferente
A cada nova estação
Mas aí, por um momento
Sempre vem um pensamento
Que me leva a outro lugar
Saio do tempo presente
E viajo simplesmente
Só de relembrar

Nós deixamos na metade
Muita coisa por fazer
E às vezes dá vontade
De voltar pra resolver
É que quando estamos juntos
Qualquer coisa vale muito
Se é que dá pra me entender
Tudo isso na verdade
Se chama felicidade
E não é fácil de esquecer

Voa, o tempo voa
Voa, meu amor
E eu não tô falando a toa
É que muita coisa boa
Vai ficando para traz

Voa, o tempo voa
Voa, meu amor
E se Deus nos abençoa
Sei que muita coisa boa
Ainda vai rolar.

Que tal? O TEMPO VOA, com Kleiton e Kledir, o que você achou? O tempo voa mas ainda muita coisa boa vai rolar…

E que legal o texto do mestre Rubem Alves, não é? Viver de surpresas… que tal? Bem, aqui então vai o artigo que o Bruno me enviou, de Airton Luiz Mendonça publicado no jornal O Estado de São Paulo com o título de “Sobre o tempo!”.

O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos. Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas, sem relógio… você começará a perder noção do tempo. Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea.

Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol. Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar: nosso cérebro é extremamente otimizado. Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho.

Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia. Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar conscientemente tal quantidade. Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no índice de eventos do dia e portanto, quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muito mais recursos para compreender o que está acontecendo.   

É quando você se sente mais vivo. Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e “apagando” as experiências duplicadas.

Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada vez mais rapidamente.

Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito complicado, nossa atenção parece ser requisitada ao máximo.

Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais ou até falando ao celular ao mesmo tempo. Como acontece? Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente) o cérebro já sabe qual marcha trocar (ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa, no lugar de repetir realmente a experiência). Em outras palavras, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente. Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa… são apagados de sua noção de passagem do tempo…

Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida. Conforme envelhecemos, as coisas começam a se repetir – as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações… enfim… as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo.

Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década.

Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a … r-o-t-i-n-a. Não me entenda mal. A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos.

Felizmente há um antídoto para a aceleração do tempo: M & M (Mude e Marque). Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um ritual, uma festa ou registros com fotos. Mude de paisagem, tire férias com a família (sugiro que você tire férias sempre e, preferencialmente, para um lugar quente, um ano, e frio no seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas. Tenha filhos (eles destroem a rotina) e sempre faça festas de aniversário para eles, e para você (marcando o evento e diferenciando o dia).   

Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes. Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências diferentes. Seja diferente.

Se você tiver dinheiro, especialmente se já estiver aposentado, vá com seu marido, esposa ou amigos para outras cidades ou países. Veja outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos… em outras palavras…   V-I-V-A. Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo. E se tiver a sorte de estar casado ou casada com alguém disposto a viver e buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais interessante e muito mais v-i-v-o… do que a maioria dos livros da vida que existem por aí.

Cerque-se de amigos. Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes, com religiões diferentes e que gostam de comidas diferentes.

Enfim, acho que você já entendeu o recado, não é? Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade, emoção, rituais e vida.

Time Is On My Side
Norman Meale

Time is on my side (Yes it is)
Time is on my side (Yes it is)
Now you always say that you want to be free
But you’ll come running back, you’ll come running back
You’ll come running back to me

Yeah, time is on my side (Yes it is)
Time is on my side (Yes it is)
You’re searching for good times, but just wait and see
You’ll come running back…

Go ahead, baby, go ahead. Go ahead and light up the town
And baby, do anything your heart desires
Remember, I’ll always be around
And I know like I told you so many times before
You’re gonna come back
Yeah, you’re gonna come back, baby
Knockin’, yeah, knockin’ right on my door, yeah!

Time is on my side (Yes it is)
Time is on my side (Yes it is)
Cause I’ve got real the love, the kind that you need
You’ll come running back…

Yeah, time, time time is on my side (Yes it is)
I said, time, time, time is on my side (Yes it is)
I said, time, time, time is on my side

O Tempo Está Ao Meu Lado

O tempo está do meu lado (sim, está!)
O tempo está do meu lado (sim, está!)
Agora você fica dizendo que quer ser livre
Mas você voltará correndo, você voltará correndo
Você voltará correndo pra mim

O tempo está do meu lado (sim, está!)
O tempo está do meu lado (sim, está!)
Você está procurando diversão, mas espere e verá
Você voltará correndo…

Continue! Continue e ilumine
a cidade
E querida, faça tudo que seu coração desejar
Lembre-se, eu estarei sempre por perto
E eu sei, eu sei como eu lhe falei tantas vezes
Sim, você vai voltar, baby
Batendo, batendo bem na minha porta, sim!

O tempo está do meu lado (sim, está!)
O tempo está do meu lado (sim, está!)
Porque eu tenho o amor verdadeiro , o tipo que você precisa
Você voltará correndo (diga que vai, querida)

Tempo, tempo, tempo está do meu lado(sim, está!)
Tempo, tempo, tempo está do meu lado (sim, está!)
Eu disse: tempo, tempo, tempo está do meu lado

E o som aí ao fundo? É TIME IS ON MY SIDE. Eu aposto que você pensou que eu ia tocar os Rolling Stones, né? Pois é…isso e óbvio. Mas aqui é o Café Brasil, pô. Primeiro você ouviu na versão smooth jazz e agora na gravação original de outubro de 1963, seis meses antes dos Stones. Composição é de Jerry Godoroy que assinou com o pseudônimo de Norman Meale, e a interpretação é do trombonista Kai Winding com os vocais das Gospelaires, Dionne Warwick, Dee Dee Warwick e Cissy Houston a mãe da Whitney.

Tá claro pra você que são suas escolhas que determinam a velocidade do tempo? Se você é um conformado, rotineiro, previsível, já virou engrenagem do relógio. E o tempo voará sem que você perceba…

É assim que este cafezinho vai saindo de mansinho. Com o apressado Lalá Moreira na técnica, a tranquila Ciça Camargo na direção e eu, o ansioso Luciano Pires na direção e apresentação.

Estiveram conosco o ouvinte Bruno, Airton Luiz Mendonça, Rubem Alves, Rita Ribeiro, Kleiton e Kledir, os Rolling Stones com sua guitarra e Kai Winding com as Gospelaires. Que salada, né? Do jeito que eu gosto…

Este programa chega até você com o suporte de uma turma que tem o dom de fazer com que o tempo dure uma eternidade, especialmente quando você está lá dentro, curtindo a arte em sua plenitude. Eu estou falando do Auditório Ibirapuera, um lugar que valoriza o tempo de vida da gente. www.auditorioibirapuera.com.br.

Este é o Café Brasil. A gente aqui não se preocupa com a velocidade com que o tempo anda, mas com a qualidade do que você está fazendo com ele. www.portalcafebrasil.com.br.

E pra terminar, uma frase de Rubem Alves:

É irônico: a vida só acontece através do tempo. Mas toda a vida é uma luta para impedir que o tempo passe…

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