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Luciano Pires -
Gratuito!
82,6 MB

Bom dia, boa tarde, boa noite. Bem vindo a mais um Café Brasil especial, daqueles que são compriiiiidos, mas que sempre trazem algo diferente. O programa de hoje não foi feito por mim, pelo Lalá e pela Ciça.

Ele traz dentro de si um outro podcas, o TELHACAST, com o Thiago Miro, a Kell Bonassoli e o Jota que me convidaram para ser entrevistado na Série ARQUIVO CONFIDENCIAL, uma espécie de ESTA É A SUA VIDA dos podcasts… Rararar, essa citação é só pra quem tem minha idade.

Pra começar, uma frase de ninguém menos que The Beatles na canção We Can Work It Out:

A vida é muito curta e não há tempo para chateações e brigas, meu amigo!

Este programa chega até você com o apoio sempre essencial do Itaú Cultural, que sabe como ninguém que é na cultura que estão nossas raízes. Acesse o www.itauculutral.org.br  e veja a infinidade de programas que o Itaú Cultural patrocina. Deve ter alguma coisa ai pertinho de você!

[showhide title=”Continue lendo o roteiro” template=”rounded-box” changetitle=”Fechar o roteiro” closeonclick=true]

E o exemplar desta semana de meu livro NÓIS QUI INVERTEMO AS COISA (ô meu! Esse livro está ficando cada dia mais atual) vai para  Lenin Marques Colares, que comentou o programa ORDEIRA ANARQUIA.

Meu nome é Lenin, e é só até onde vai o meu socialismo, comunismo ou coletivismo compulsório, sou socialista no nome porque não foi escolha minha, e gostaria que o pessoal que foi assitir o Faustão parasse de ler o meu comentário aqui (ironia).

Tenho 20 anos, sou filho de professora e órfão de pai e ano passado cometi uma decisão difícil ao largar uma faculdade no quinto semestre porque não aguentava mais estar rodeado de tanta mediocridade, irracionalidade, enrolação e incompetência, onde pensar estava começando a ser ruim e repetir discursos de livros pedagógicos ultrapassados era recompensado com notas boas. Esse ano eu presto o vestibular novamente, mas dessa vez para um curso em que há mais possibilidade de encontrar pessoas competentes como colegas.

Me emocionei logo no início do programa com a citação de Ayn Rand. Recentemente descobri a Ayn Rand ao ler um dos livros da coleção Guia Politicamente Incorreto da editora LEYA, o GPI da filosofia. Em um texto de Luiz Felipe Pondé fiquei extremamente curioso para ler o livro A Revolta de Atlas. Li ele muito rápido porque fiquei absolutamente extasiado com as ideias da filósofa que exaltavam a razão e a liberdade acima de tudo, contrariando a imposição opressora de igualdade. E isso me levou a uma torrente de pesquisas quando eu vi quem patrocinava a publicação do livro. E entre todos eles eu descobri o Instituto Mises Brasil.

O livro As Seis Lições do economista austríaco que deu nome ao instituto já está a caminho de casa no momento em que lhe escrevo.

Conheci o Café Brasil faz umas duas semanas quando escutei o programa sobre Stairway to Heaven e foi uma grande coincidência eu baixar esse programa sobre a ordeira anarquia.

Esse ano decidi recomeçar a minha vida, meu plano é fazer Relações Internacionais pelos conteúdos estudados no curso, mas meu objetivo é a iniciativa privada e encontrei no seu programa o estímulo à racionalidade que eu procurava.

Enquanto eu escutava o Café Brasil 303 a minha cabeça ficou perto de um colapso devido ao fluxo de ideias que ia surgindo. Se eu fosse comentar tudo aqui daria umas 10 páginas do word. Contudo quero agradecer pelo estímulo à reflexão e por divulgar ideias e pensadores tão brilhantes. Graças ao seu programa descobri o Hayek, que depois vi que está intimamente ligado com toda a ideologia liberal de Mises.

Luciano, acredito que por inciativas como a sua e de seus patrocinadores ainda há esperança para os pocotós (termo que eu aprendi aqui) que podem escutar o programa e fugir do senso comum, mas o principal é que pessoas que às vezes já pensam por si só mas começam a se afogar em meio a uma maioria pocotó podem ser salvas graças a essa boia salva-vidas que é o Podcast Café Brasil. Pelo menos isso foi o que aconteceu comigo.

A partir desse programa passo a acompanhar vocês nessa caminhada rumo à luz e sou grato por me mostrarem o caminho. Só tenho um pedido. Gostaria que em algum programa você lesse a frase de Thomas Jefferson que leio todos os dias de manhã.

Muito bem. Muito bem. Então vamos aqui, olha só que loucura no Café Brasil. A pedido de Lenin, a frase de Thomas Jefferson.

“Joga fora todos os medos de preconceitos servis, sob os quais as mentes dos fracos se curvam. Coloca a razão firmemente no trono dela, e apela ao tribunal dela para todos os fatos, todas as opiniões. Questiona com coragem até a existência de Deus porque, se houver um, ele deve aprovar mais o respeito à razão que o medo cego.”

O Lenin ganhou um livro. Sabe por que? Porque comentou o Café Brasil.

E a promoção que dá um iPod Touch para os ouvintes? É uma promoção da Nakata, a marca dos componentes de suspensão e direção para o seu carro. Preste atenção: os preguiçosos não se mexeram e nunca foi tão fácil ganhar um iPod Touch. Acesse o www.facebook.com/componentesnakata  o Nakata sempre com k e siga as instruções da promoção. É muito fácil… De novo: www.facebook.com/componentesnakata.

Arriscado é não usar Nakata. Exija a tecnologia original líder em componentes de suspensão. Tudo azul. Tudo Nakata.

Bem, vamos lá. O recheio deste programa é o próprio Telhacast, gravado e editado de uma maneira totalmente diferente do Café Brasil, num estilo de edição que transformou minha costumeira metralhadora verbal numa metralhadora giratória, cara! Mas acho que o conteúdo é legal, dá uma perspectiva histórica de quem faz o Café Brasil e mostra um Luciano Pires fora do esquema do Café Brasil.

Com vocês, TELHACAST.

Como o programa desta semana é diferente de nosso esquema normal, seguem abaixo os personagens, eventos, os links para acessar os podcasts citados e as letras das músicas do programa.

A revolta de Atlas
Aconcágua
Adoniran Barbosa
Bauru
Benito Di Paula
Copersucar
Demônios da Garoa
Emerson fittipaldi
Ferrorama
Forte apache
Frederick August von Hayek
Hebe Camargo
Henfil
Irineu Toledo
Jô Soares
Juca Kfouri
Led Zeppelin
Leonardo da Vinci
Linotipo
Luiz Felipe Pondé
Marília Gabriela
Mário Bonatti
Maurício Pereira
Mises Brasil
Mona Lisa
Navarino
O Pasquim
Olavo de Carvalho
Orlando Villas Boas
Pião
Polo norte
Professor Marins
Queen
Raul Seixas
Rhaissa Bittar
São Paulo
Seul
Stevie Wonder
Taubaté
Telhacast
The Beatles
Thomas Jefferson
Wilson Fittipaldi Júnior
Zeca Baleiro
Ziraldo

Os podcasts citados:

Stairway to heaven – http://www.podcastcafebrasil.com.br/podcasts/300-stairway-to-heaven

Papo de gordo – http://papodegordo.mtv.uol.com.br/

Jurassicast – http://jurassicast.com.br/

Masmoracast – http://cinemasmorra.com.br/category/podcast/masmorracast-podcast/

Rapaduracast – http://www.rapaduracast.com.br

 

Pif-Paf
Rhaissa Bittar

Me disseram que estavas com outra lá na batucada
Me disseram que estavas sorrindo sem se incomodar
Já percebi que você é de bamba, que gosta do samba e de batucar
Mas acontece que eu não sou sandália pra você pisar em cima e depois me largar

Me disseram que estavas bebendo até de madrugada
Me disseram que estavas alegre, rindo sem parar
Já percebi que você é malandro, que vive jogando e não quer trabalhar
Mas eu não sou a dama do baralho que usas no pif-paf para descartar

Ai, malandro, cê tá me irritando
Pif-paf! Que patife! Tá querendo jogar
Mas comigo não, malandro

Ai ai ai ai, malandro! Fica rebolando
“Tic dum dum dum”, até parece um pandeiro
E tá pedindo pra apanhar

Trem das Onze
Adoniran Barbosa

Quais, quais, quais, quais, quais, quais,
Quaiscalingudum
Quaiscalingudum
Quaiscalingudum

Não posso ficar
Nem mais um minuto com você
Sinto muito amor
Mas não pode ser
Moro em Jaçanã
Se eu perder esse trem
Que sai agora às onze horas
Só amanhã de manhã

E além disso mulher
Tem outra coisa
Minha mãe não dorme
Enquanto eu não chegar

Sou filho único
Tenho minha casa pra olhar

Bam zam zam zam zam zam
Quaiscalingudum
Quaiscalingudum
Quaiscalingudum

Quaisgudum, tchau

Caos
Rhaissa Bittar
Daniel Galli

Manda avisar que tá lá
Manda avisar que tô
Manda avisar que tô lá
Manda avisar, tá?!

Diga pro tom que vou já
Diga pro tom voltar
Diga pro tom que vou voltar
Diga pro tom, já!

Tô olhando pra baixo
Tô trobando tudo junto
Tô pensando lá pro alto
Tô pro outro lado do mundo

Tô segurando no vento
Tá me faltando ar
Tô pisando no sol
Tô andando no transporte público
E tô parada

Samba do Arnesto
Adoniran Barbosa

O Arnesto nos convidou pra um samba, ele mora no Brás
Nós fumos não encontremos ninguém
Nós voltermos com uma baita de uma reiva
Da outra vez nós num vai mais
Nós não semos tatu!
No outro dia encontremo com o Arnesto
Que pediu desculpas mais nós não aceitemos
Isso não se faz, Arnesto, nós não se importa
Mas você devia ter ponhado um recado na porta
Um recado assim ói: “Ói, turma, num deu pra esperá
Aduvido que isso, num faz mar, num tem importância,
Assinado em cruz porque não sei escrever”

Ouro de tolo
Raul Seixas

Eu devia estar contente
Porque eu tenho um emprego
Sou um dito cidadão respeitável
E ganho quatro mil cruzeiros
Por mês…

Eu devia agradecer ao Senhor
Por ter tido sucesso
Na vida como artista
Eu devia estar feliz
Porque consegui comprar
Um Corcel 73…

Eu devia estar alegre
E satisfeito
Por morar em Ipanema
Depois de ter passado
Fome por dois anos
Aqui na Cidade Maravilhosa…

Ah!
Eu devia estar sorrindo
E orgulhoso
Por ter finalmente vencido na vida
Mas eu acho isso uma grande piada
E um tanto quanto perigosa…

Eu devia estar contente
Por ter conseguido
Tudo o que eu quis
Mas confesso abestalhado
Que eu estou decepcionado…

Porque foi tão fácil conseguir
E agora eu me pergunto “e daí?”
Eu tenho uma porção
De coisas grandes prá conquistar
E eu não posso ficar aí parado…

Eu devia estar feliz pelo Senhor
Ter me concedido o domingo
Prá ir com a família
No Jardim Zoológico
Dar pipoca aos macacos…

Ah!
Mas que sujeito chato sou eu
Que não acha nada engraçado
Macaco, praia, carro
Jornal, tobogã
Eu acho tudo isso um saco…

É você olhar no espelho
Se sentir
Um grandessíssimo idiota
Saber que é humano
Ridículo, limitado
Que só usa dez por cento
De sua cabeça animal…

E você ainda acredita
Que é um doutor
Padre ou policial
Que está contribuindo
Com sua parte
Para o nosso belo
Quadro social…

Eu que não me sento
No trono de um apartamento
Com a boca escancarada
Cheia de dentes
Esperando a morte chegar…

Porque longe das cercas
Embandeiradas
Que separam quintais
No cume calmo
Do meu olho que vê
Assenta a sombra sonora
De um disco voador…

Ah!
Eu que não me sento
No trono de um apartamento
Com a boca escancarada
Cheia de dentes
Esperando a morte chegar…

Porque longe das cercas
Embandeiradas
Que separam quintais
No cume calmo
Do meu olho que vê
Assenta a sombra sonora
De um disco voador…

Boneca de palha
Rhaissa Bittar
Daniel Galli

O Ary falava daquela boneca
Da cor do azeviche e da jabuticaba
Que acabava com o nego de branco
Mas vejam que essa vida não acaba
Tava eu na feira de Embu das Artes
E numa barraquinha bem atrás de um Buda
Vi chacoalhando uma boneca de palha
Toda espalhafatosa e toda cabeluda

Chacoalho que me chacoalho
Me espalho e me desembrulho
Mas não me espeto com qualquer paspalho
Quero um moço que me amasse sem fazer barulho

Tô com vontade de te dar um malho
Cê tá perdido, até parece agulha
Queria ter nascido um espantalho
Isqueiro quebrado não faz fagulha

Qual o seu nome, boneca?
É Célia. Que falsete!
Até parece que tomou gás hélio
Eu num consigo mais tirar o olho
Põe as barbas de molho, cê tá muito velho

Chacoalho que me chacoalho
Me espalho e me desembrulho
Mas não me espeto com qualquer paspalho
Quero um moço que me amasse sem fazer barulho

Tem dó desse maltrapilho
Oh, minha boneca de palha
Que brilha no meu estribilho
Que brilha, que brilha quando chacoalha

Chacoalho que me chacoalho
Me espalho e me desembrulho
Mas não me espeto com qualquer paspalho
Quero um moço que me amasse sem fazer barulho

Um dia útil
Maurício Pereira

de manhã eu levantei, fiz xixi
li o jornal
sem escovar o dente

tomei café com leite (como sempre correndo)
me arrumei, fui trabalhar
nem lembrei de dizer tchau pro povo lá de casa

fui tocar música com meus amigos músicos
aí eu canto (o dia inteiro eu canto)
e canto, e canto, e canto, e canto

às vezes pra ninguém porque é ensaio
às vezes pra ninguém mesmo não sendo ensaio
mas sempre junto com meus amigos músicos

e quando vai a multidão
parece que eu sou tão importante
depois acaba tudo
e eu volto quieto pra casa

e quando eu chego lá em casa
tá todo mundo dormindo
tá tudo escuro
escuro pra burro

eu fico olhando a rua pela janela de casa
é madrugada
eu sozinho com eles dormindo

desligo
a última luz da casa
vou dando trombada
até o quarto dos moleques

beijo eles, um por um
cubro eles, um por um
tropeço um bocado
pra chegar na minha cama

eu dou
um beijo leve e demorado
nos cabelos
da minha mulher que dorme

eu tiro a roupa
eu deito acordado
eu tô nu
eu me cubro
olhos arregalados numa fresta de luz no teto

e eu sonho sozinho
com meu coração pequenininho
minha compreensão também pequenininha
do conjunto das coisas todas

eu, com medo da morte, e tudo mais
sonhando sozinho, eu me pergunto
se quando a gente canta alguém presta atenção na letra

mas eu tento tentar dormir
aí vem aquele monte de dúvidas
que a gente tem quando trabalha como artista

e vem fé e vem tristeza e vem alegria
e tesão e neura e fantasia
e dionísio e ditadura

e eu não sei, não sei, não sei, não sei…
eu pego no sono
eu preciso dormir um pouco
e sonhar muito

porque se o cara não descansa ele não canta direito
e não leva sustança
pro coração do cidadão comum

e amanhã é mais um grande dia
um dia comum de muito trabalho
um dia grande
que nem um diamante

um longo dia belo
um baita dia duro e lindo
eu ganho pra estar brilhante
num dia útil

um dia útil
um dia útil
um dia útil

Muito bem, é assim então ao som de UM DIA ÚTIL com meu amigo Maurício Pereira que este Café Brasil especial, o Café Brasil Telhacast ou o Telhacast Café, vai saindo de mansinho.

Com o curioso Lalá Moreira na técnica, a sonolenta Ciça Camargo na produção e eu, Luciano Pires, na direção e apresentação.

Estiveram conosco o ouvinte Lenin Marques Soares, o Thiago Miro, a Kell Bonassoli e o Jota. E na trilha, o Telhacast

Este programa chega até você com o apoio do Auditório Ibirapuera um daqueles lugares raros onde a gente vai para divertir a mente, para ouvir sons, ver movimentos, apreciar a expressão artística do ser humano. www.auditorioibirapuera.com.br. Acesse o site para ver a programação e dê a você um presente daqueles…

Este é o Café Brasil na versão Esta É A Sua Vida. Agora a gente volta ao normal, né. www.portalcafebrasil.com.br.

Pra terminar, uma frase do padre e professor Mario Bonatti:

A vida tem a cor que você pinta.

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