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316 – Loucos, sonâmbulos e descrentes

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Luciano Pires -
Gratuito!
24,5 MB

Bom dia, boa tarde, boa noite! Olha em volta… tem alguém parecido com você? Esse seu cabelo parece com o de alguém? Seu sapato tá na moda? Você fala de um jeito que parece o de outras pessoas? Tá imitando alguém é? Pois é… é sobre esse assunto que vamos reinar hoje: imitação. Talvez o programa sirva pra você entender porque é que algumas coisas acontecem do jeito que acontecem…

E para começar uma frase do escritor Marty Rubin:

Papagaios imitam seus donos. E os donos consideram isso um sinal de inteligência…

E este programa chega até você com o suporte de quem sabe que a arte imita a vida…ops… ou é a vida que imita a arte? Bem, eles talvez tenham a resposta: Itaú Cultural. www.itaucultural.org.br. Acesse o site, conheça a variedade de programas culturais patrocinados pelo Itaú Cultural. Deve ter algo acontecendo perto de você.

[showhide title=”Continue lendo o roteiro” template=”rounded-box” changetitle=”Fechar o roteiro” closeonclick=true]

E o exemplar de meu livro NÓIS… QUI INVERTEMO AS COISA da semana vai para um ouvinte que comenta quase todos os programas. O Alex Leitte, que comentou assim o programa JOÃO BRASILEIRO MÉDIO:

“Interessante este tema.  Brasileiro médio, sentado na frente da TV sendo domesticado pela mídia (ou mírdia?). Pra mim parece algo de “Admirável Mundo Novo”, do Huxley.

Quando eu era novo, Dona Rose – minha professora de história – disse: quanto mais burro o povo, mais fácil manobrá-lo.

Era uma mensagem dura. Os alunos, recém adolescentizados – naquela época virávamos adolescentes aos 14 e não aos 10 como hoje – não conseguiam entender direito aquela mensagem. Hoje, vendo TVs com imposto reduzido pra vender em 52x nas Casas ETC, dá pra entender o que queria dizer a D. Rose.

Como cultivar Joões Brasileiros ACIMA da Média? Acho que precisaríamos eliminar as televisões, hã???

Abraços aLx”

Bom, caro Alex, não vejo a eliminação das ferramentas de disseminação da burrice como solução, não. Tem é que melhorar o conteúdo daquilo que a ferramenta distribui. O problema é com os cabecinhas que tem o poder de distribuir coisas nutritivas e escolhem distribuir porcaria. Bem, nenhuma novidade… Mas vamos lá. O Alex comentou mais um programa e ganhou um livro. E você aí, ô boca aberta?

Vamos então à campanha da Nakata? Você ainda não se animou a tentar ganhar um ipod Touch? Olha só, quatro pessoas já ganharam um! E tem mais 2…ops. Tem mais quatro! A Nakata ampliou a premiação. Agora quem pode ganhar é você e o seu mecânico preferido.

Acesse www.facebook.com/componentesnakata – (nakata com k) – e veja lá como fazer para concorrer. Nunca foi tão fácil.

De novo: www.facebook.com/componentesnakata. Arriscado é não usar Nakata. Exija a tecnologia original líder em componentes de suspensão. Tudo azul. Tudo Nakata.

E nas minhas pesquisas, eu tomei contato com a obra do sociólogo francês GABRIEL TARDE (1843-1904), pai da microssociologia.

Gabriel viveu entre 1843 e 1904 e seu trabalho foi eclipsado pelas ideias das escolas estruturalistas, como as de Marx, Durkheim, Weber, entre outros, que prevaleceram no século 20.

Sua obra principal foi “As Leis da imitação”, que ele escreveu em 1890. Chega a dar arrepios quando você lê o que Gabriel Tarde escreveu há mais de 100 anos atrás e aplica à internet, por exemplo.
Em As Leis da imitação, Gabriel Tarde diz que todas as semelhanças são devidas a repetições, que ele classifica em três tipos:

Primeiro as repetições vibratórias. No mundo químico, físico, astronômico, as semelhanças atômicas, ondulatórias e gravitacionais, por exemplo, decorrem de movimentos periódicos vibratórios.

Depois vem as repetições hereditárias. No mundo vivo da natureza as semelhanças resultam da transmissão hereditária, da geração intra ou extra orgânica.

E por fim as repetições imitativas. No mundo social as semelhanças são os frutos da imitação. Imitação, preste atenção nesse termo.

Portanto, as repetições vibratórias, hereditárias e imitativas constituem as três formas básicas do que Tarde chama de Repetição universal e são responsáveis pela produção das semelhanças de origem física, biológica e social.

Essas ideias levaram Tarde à seguinte definição da sociedade: “Uma coleção de seres com tendência a se imitarem entre si, ou que, sem se imitarem, se parecem, e suas qualidades comuns são cópias antigas de um mesmo modelo”.

Sacou? Uma coleção de seres que se imitam entre si. Se você é ouvinte habitual do Café Brasil já deve ter ouvido a gente falar disso…

Papagaio sabido
Pixinguinha
C. Araujo

Olha o galo prazenteiro
Cantando no galinheiro
E o louro falador
Promovido a professor

Um papagaio sabido
Que era muito falador
Foi por seu dom escolhido
Para ser o professor

Do galo e das galinhas
Do pato e das marrecas
Dos gansos e das franguinhas
E da perua sapeca

Olha o galo prazenteiro
Cantando no galinheiro
E o louro falador
Promovido a professor

Quando o louro foi chegando
Lá no meio do terreiro
O galo cantarolando
Foi descendo do puleiro

O louro desconfiado
Vendo o gado lhe rodar
Ficou meio atrapalhado
Começou logo a falar

Olha o galo prazenteiro
Cantando no galinheiro
E o louro falador
Promovido a professor

Seu galo deixa de prosa
Que essa joça me incomoda
Veja que eu não sou da roça
Pro senhor me fazer roda

Vai deixando de festinha
Ó seu galo cantador
Olha que eu não são galinha
Eu vim pra ser professor

Olha o galo prazenteiro
Cantando no galinheiro
E o louro falador
Promovido a professor

Que tal? Você está ouvindo PAPAGAIO SABIDO de Pixinguinha, que está num CD delicioso chamado PIXINGUINHA PARA CRIANÇAS…

Em “Leis da Imitação”, Gabriel Tarde analisa o processo de formação de opinião a partir das relações entre os indivíduos. E é Cesar Maia o ex governador do Rio de Janeiro, quem explica que nos termos de hoje, os meios de comunicação, aquilo que chamamos de mídia, distribuem informações que são filtradas pelos indivíduos.

Ao escolher as informações que poderá assumir como opinião sua, o indivíduo as testa com alguém em cuja opinião confia. Havendo uma resposta positiva, ele encampa a informação como opinião própria e a repassa para outro indivíduo que repete o procedimento e assim vai… Um contaminando o outro.

Esse processo ocorre em pontos infinitos, que vão formando fluxos de opinião. Alguns fluxos simplesmente desparecem, mas outros se ampliam e vão avançando com diversas intensidades, transformando-se naquilo que chamamos hoje de viralização, de vírus. Eu já tratei disso no programa 283 – AI SE EU TE PEGO.

E a forma como Gabriel Tarde,classificou os indivíduos que promovem a disseminação dos tais fluxos de opinião é ótima. Ele classificou os indivíduos em três tipos:

– os “loucos”, que iniciam os tais fluxos de opinião

– depois, os “tímidos” ou “sonâmbulos”, que são repassadores de fluxos, ou imitadores,

– e por fim, os “tolos”, ou “descrentes”, que pouco repassam os fluxos recebidos.

Viu só? São os loucos que começam o barulho, os sonâmbulos repassam através da imitação e os tolos ou descrentes não dão bola.  Você pode aplicar esse modelo a diversas áreas do conhecimento.

É assim que funciona a moda, por exemplo: um louco cria um sapato com um design estranho, alguns sonâmbulos pioneiros o imitam, outros sonâmbulos seguem a tendência e logo o desenho é assimilado pela sociedade construindo um sucesso em vendas. E todas as mulheres começam a usar o mesmo sapato.

Para Tarde, a imitação difunde-se em ondas concêntricas. Por esse processo se formam as instituições e a opinião pública. Se um grupo social afirma ideias, outros podem repassá-las por “imitação”.

Imitação
Batatinha

Ninguém sabe quem sou eu
Também já não sei quem sou
Eu bem sei que o sofrimento
De mim até se cansou
Na imitação da vida
Ninguém vai me superar
Pois sorrio da tristeza
Se não acerto chorar
Mesmo assim eu vou passando
Vou sofrendo e vou sonhando
Até quando despertar

Dona solução
Reveja meu caso com atenção
A esperanaça que é forte
Mora no meu coração

Sabe quem é que você está ouvindo? É um dos maiores nomes do samba baiano, Oscar da Penha, mais conhecido como Batatinha, com IMITAÇÃO. Batatinha começou a carreira em 1943 e é adorado por gente como Maria Bethânia, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Chico Buarque….

No site www.infopedia.pt há um capítulo muito interessante sobre imitação.

Em determinado momento eles dizem: Inicialmente, a imitação era entendida como uma conduta não criativa, não inteligente e, portanto, com pouco interesse. Mais tarde, com a teoria da aprendizagem social do psicólogo canadense Albert Bandura, a imitação passou a ser alvo de estudos profundos ao se provar as inúmeras vantagens que a ela proporciona para a aprendizagem.

A imitação favorece a aprendizagem de comportamentos que de outra forma teriam uma fraca probabilidade de serem apreendidos.

De acordo com Bandura, no processo da imitação ocorrem dois momentos: um primeiro momento com a aquisição, durante o qual o sujeito aprende por observação o comportamento de um modelo, ou seja, o comportamento de outra pessoa. Num segundo momento ocorre a fase da performance, quando o sujeito reproduz o comportamento observado no modelo.

Olha que delícia… esses que você está ouvindo são Hamilton de Holanda  e Fernando César com IMITAÇÃO, composição de Alencar Sete Cordas…uma delícia… Olha a dica aqui: entre no www.podcastcafebrasil.com.br procure ali o link da Cafepedia e encontre o verbete do Alencar Sete Cordas. Você vai ver um vídeo que a Ciça colocou ali, do Alencar tocando numa festa de aniversário entre os amigos, ali, que é imperdível.

Alguns dos principais fatores que contribuem para a realização de uma imitação são:

Primeiro, o afeto na relação modelo-sujeito. Por exemplo, uma criança reproduz mais facilmente os comportamentos do pai ou da mãe. Imitamos as pessoas que admiramos, amamos e respeitamos. A semelhança inicial entre o modelo e o sujeito, é um outro ponto. Um comportamento é mais imitado se o modelo que o produz é do mesmo sexo que o sujeito, por exemplo. Uma periguete imita outra periguete…

O status do modelo. Quanto maior for o status do modelo mais facilidade há em imitá-lo. Basta ver a quantidade de gente que usa os cabelos ridículos do Neymar ou Justin Bieber, que tem status de celebridades.

E por fim, os incentivos ou punições que são experimentados única e exclusivamente pelo modelo e a partir dos quais o observador aprende. Você vê o modelo quebrar a cara e evita fazer igual, sacou?

Pode-se dizer que a imitação possui principalmente três funções.

Primeiro ela pode aumentar a rapidez e a eficácia de uma aprendizagem.

Em segundo, ela pode desempenhar uma função de desinibição ou inibição. Desinibição quando imitamos algo que nunca fizemos ou que pensávamos que não poderíamos fazer. E inibição quando a observação do comportamento de outra pessoa pode fazer com que determinado comportamento em nós nunca mais se repita.

E em terceiro, a imitação pode assumir um papel de facilitação ao aparecimento de respostas já anteriormente experimentadas e socialmente aceitáveis.

No mundo corporativo o processo da imitação recebeu um nome elegante: benchmarking. Quem pratica o benchmarking está à procura das melhores práticas para imitá-las e assim queimar etapas na busca pela eficiência. Se você tem um problema que um vizinho seu já resolveu, é mais fácil copiar a solução que ele encontrou e assim economizar tempo e recursos, não é? Claro que é. Mas…

Nada no mundo é igual
Edvaldo Santana

Você tá envenenada pela mina da novela
E pela cinderela que ainda mora com você
Reclama que cansou de partilhar a mortadela
E que ultimamente nada mais lhe dá prazer
Agora que a família não se mete mais em nada
E que meu novo disco pode até acontecer
Não há outra saída se não dar muita risada
Pra não deixar que a vida fique presa no HD
E …  nada no mundo é igual
E a loucura real tá no canal da solidão
Ê … nada de perto é normal
Nem um poder virtual pode garantir sua satisfação
A mídia passa o tempo  protegendo  sua tela
Que a mina da novela tá no seu computador
Dizendo que os meninos já não ficam mais com ela
E que tá tão difícil encontrar um grande amor
Agora que o mundo cabe inteiro numa cela
Com chip lap top mp carregador
A sua cabecinha pensa que você é ela
Na hora vem o filme da mulher que se matou

Ah, esse é o grande Edvaldo Santana. Essa é NADA NO MUNDO É IGUAL. Vai prestando atenção na letra.

Olhemos então para os meios de comunicação, que são os mais importantes distribuidores de informação. Os jornais, revistas, rádios, televisões, internet, obedecem à lógica da audiência, que é quem define sua rentabilidade e competitividade. Quanto maior a audiência mais caro eu posso cobrar dos anunciantes que querem falar com ela.

Os meios de comunicação não formam opinião, mas reforçam opinião formada. Entendeu? Meios de comunicação não formam opinião, apenas reforçam a opinião formada. São eles que levam as ideias dos loucos para mais e mais sonâmbulos, que assim começam a imitar e formam as grandes ondas ou fluxos de opinião.

Quando os meios de comunicação propagam esses fluxos, aceleram enormemente a velocidade de transformação deles em opinião pública. Fluxos que constituiriam opinião pública em, por exemplo, dois anos, podem ser acelerados pela TV e formar opinião em duas horas.

Retome aquele exemplo do sujeito que cria um sapato com um design diferente. Uma atriz usa o sapato na novela das nove na Rede Globo e no dia seguinte a venda do produto explode e toda menina quer um igual.

Lembra da dancinha da obra prima AI SE EU TE PEGO, que estava restrita a um grupo de apreciadores de arte sofisticada e que, ao ser reproduzida pelo Neymar e pelo Cristiano Ronaldo se transformou em febre mundial? Aplique esse raciocínio também aos tais “memes” que temos visto surgir na internet e pronto.

Entendeu como é que funciona? O louco cria, o sonâmbulo copia. Essa é a lógica da internet. E não só da internet.

Someone to light up my life
Tom Jobim
Vinícius de Moraes

Go on your way with a cloudless blue sky above
May all your days be a wonderful song of love
Open your arms and sing of all the hidden hopes you’re ever treasured
And live out your life in peace
Where shall I look for the love to replace you?
Someone to light up my life
Someone with strange little ways
Eyes like a blue autumn haze
Someone with your laughing style
And a smile that I know will keep hauting me endlessly
Sometimes in stars or the swift flight of sea-birds
I catch a moment of you
That’s why I walk all alone
Searching for something unknown
Searching for something or someone to light up my life
That’s why I walk all alone
Searching for something unknown
Searching for something or someone to light up my life

Se Todos Fossem Iguais A Você
Tom Jobim
Vinícius de Moraes

Vai tua vida
Teu caminho é de paz e amor
A tua vida
É uma linda canção de amor
Abre os teus braços e canta
A última esperança
A esperança divina
De amar em paz

Se todos fossem
Iguais a você
Que maravilha viver
Uma canção pelo ar
Uma mulher a cantar
Uma cidade a cantar, a sorrir, a cantar, a pedir
A beleza de amar
Como o sol, como a flor, como a luz
Amar sem mentir, nem sofrer

Existiria a verdade
Verdade que ninguém vê
Se todos fossem no mundo iguais a você

Ufa… espera eu recobrar o fôlego… sabe quem é? É a diva Sarah Vaughan no Café Brasil…cantando SOMEONE TO LIGHT UP MY LIFE. A Ciça e o Lalá estão revoltados aqui, perguntando o que essa música tem a ver com o programa. Essa é a versão de SE TODOS FOSSEM IGUAIS A VOCÊ de Tom Jobim e Vinícius de Moraes. Sacou? Iguais a você… imitação…

Muito bem. Para quem é esperto, fazer-se de louco é um excelente método para influenciar os sonâmbulos. E já existe até uma indústria de loucos, criadora de modismos, que conhece os canais de distribuição dos fluxos de opinião e cria do nada uma onda. Olhe para os lados e você verá um monte de gente ganhando milhões com sua capacidade de explorar essa característica que todos temos de imitar um ao outro…

Vamos então retomar a classificação do Gabriel Tarde:

– os “loucos”, que iniciam os fluxos de opinião

– os “sonâmbulos”, que são repassadores de fluxos, ou imitadores,

– e os “tolos”, ou “descrentes”, que pouco repassam os fluxos recebidos.

Para entender realmente esses rótulos é necessário fazer um exercício pensando com a cabeça da sociedade. Como é que a sociedade vê quem tem opinião própria, não está atrelado às regras, não é uma pessoa previsível, gosta de experimentar o novo e não se importa com a opinião dos outros? Como louco, maluco.

Como é que a sociedade vê quem só imita os outros, que não tem opinião própria, que está aí como um bovino resignado ruminando e com o olho no outro bovino à espera de um movimento para copiar?

Como o tímido ou sonâmbulo, que é muito útil, pois pode ser manipulado.

E como é que a sociedade vê quem resiste em copiar os modismos, comportamentos e atitudes dos outros? Como tolo ou descrente… Se todo mundo faz, porque você não faz também, hein?

Então… louco, sonâmbulo ou descrente.  Você é o quê?

Papagaiada
Grupo Ácaba

Tucano tem o bico grande
So come fruta madura
Por isso bico cresceu
Por isso bico cresceu
Pica pau tem o bico curto    
Mais forte que nem machado
Pra fazer oco no pau (4 x)
Periquito, papagaio,  canto rica, papo branco ?
Currupaco  papaco amulher do macaco
Ela fuma ela dança ela cheira tabaco
No toco do jenipapo foi curado meu umbigo
Da folha do sabugueiro
Da folha do sabugueiro
Meu sarampo acabou, a catapora secou
Da folha da bananeira (4 x)
Da barriga fedegoso pandego capim cidreira (2 x)
Currupaco  papaco amulher do macaco
Ela fuma ela dança ela cheira tabaco (2 x)
Tudo que a branca faz
A negra também inventa
Tudo que a branca faz
A negra também inventa
Tudo que a branca faz
A negra também inventa
Tudo que a branca faz
A negra também inventa
Periquito, papagaio,  canto rica, papo branco ? (2 x)
Currupaco  papaco amulher do macaco
Ela fuma ela dança ela cheira tabaco (2 x)

Muito bem, é então ao som de PAPAGAIADA com o Grupo Ácaba, direto do Pantanal de Mato Grosso do Sul que vamos começar a arrumar as coisas pra ir embora.

Você viu como é? Imitar é normal, faz parte da natureza humana, é natural e é até bom. Desde que você saiba que está imitando. E escolha como, quando o que e porque imitar e deixe de pensar pela cabeça dos outros. Esse tema das imitações é fascinante… eu vou voltar a ele no futuro, pode esperar.

Com o inimitável Lalá Moreira na técnica, a original Ciça Camargo na produção e eu, o descrente…ou será crente? Luciano Pires na direção e apresentação.

Estiveram conosco o ouvinte Alex Leitte, Pixinguinha, Batatinha, Edvaldo Santana, Grupo Ácaba, Hamilton de Holanda com Fernando César e… atenção… Sarah Vaughan! É, meu, tá pensando que tá onde? No Café Brasil, é claro…

Este programa chega até você com o suporte de quem sabe onde estão os loucos que criam mundos que nunca vimos antes, o Auditório Ibirapuera. www.auditorioibirapuera.com.br. Acesse o site, olhe a programação, escolha um show e vá lá conhecer um lugar onde existe espaço para a mais nobre das manifestações humanas: a arte.

Este é o Café Brasil. Aqui tem loucos, tímidos, sonâmbulos, tolos e descrentes. Mas cada um escolhe o que vai ser  …

Pra terminar, um pouco do nosso grande escritor Machado de Assis:

Um espartano, convidado a ouvir alguém que imitava o canto do rouxinol, respondeu friamente:
– Já ouvi o rouxinol.

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