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310 – João Brasileiro Médio

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Luciano Pires -
Gratuito!
24,7 MB

Bom dia, boa tarde, boa noite. Eu não sei se você concorda, mas acho que a humanidade vive uma luta eterna entre o conhecimento e a ignorância. E às vezes eu tenho a impressão que a segunda está ganhando… Mas porque será, hein? Não é muito melhor ter o conhecimento, saber das coisas, entender como o mundo funciona? Às vezes parece que não… Mas uns gregos trataram disso há uns três mil anos. É sobre isso que vamos falar hoje.

E para começar, uma frase do ex-presidente norte americano Abraham Lincoln:

Deus deve amar os homens medíocres. Fez muitos deles.

Este programa chega até você com o apoio de quem faz um trabalho profundo para trazer à tona as manifestações artísticas e culturais de gente que quer ser tudo, menos medíocre: Itaú Cultural. www.itaucultural.org.br. Entre no site e verifique a quantidade de projetos que estão á sua disposição para ampliar sua visão de mundo.

[showhide title=”Continue lendo o roteiro” template=”rounded-box” changetitle=”Fechar o roteiro” closeonclick=true]

E quem ganhou o exemplar de meu livro NÓIS…QUI INVERTEMO AS COISA na semana foi o Rogére Lemos, lá de Ilhéus / BA (facebook.com/rogere.lemos) , que escreveu um texto delicioso. Olha só:

“Caro Luciano

Comecei a ouvir seu podcast no final de 2011 e, apesar do pouco tempo, já me identifico totalmente com o pensamento geral do programa. Isso porque eu já o tinha, muito antes de saber da sua existência. Por não me conter em pensar somente, acabo diariamente expressando minhas ideias para amigos e familiares e a opinião acaba sendo geral: “que cara chato”! Percebi que por vezes não posso falar abertamente, porque nem sempre o público está preparado para receber tal opinião. Por isso, achei no Café Brasil meu ponto de relaxamento. Onde minhas ideias finalmente se encontram com outras similares e posso assim baixar minha guarda no dia-a-dia. Logo abaixo, segue para você uma carta do João Brasileiro Médio, sujeito muito comum que encontro todos os dias onde quer que eu vá.

Luciano,

escrevo para dizer o quanto odeio o seu programa. Fala sério, essa história de fitness intelectual parece coisa de quem não tem o que fazer. Você por acaso não acha que já é um baita trabalho descobrir quem matou Odete Roitman? Olha, meus nervos vão a mil quando é dia de paredão. Aquele aparelho lá que mede os batimentos dos bebebês ia quebrar se tivesse medindo os meus. Fora isso já me atualizo sempre, sempre mesmo, com o jornal do meio dia (e olha que me submeto a ficar vendo tragédias enquanto como) e o Jornal Nacional. Você quer dizer que assistir o William Bonner TODOS os dias não é suficiente? Em que mundo você vive? Tem coisa mais “cult”? Sei quantas pessoas morreram no fim de semana, é só perguntar. Como evitar golpes? Assisti uma matéria completa no Fantástico sobre isso. Ja sei como reagir (ou não reagir) a um assalto no trânsito. A Globo faz um trabalho espetacular para o social.  Quando tem algum sequestro famoso eu fico ligado o tempo todo. E sobre bichos? Lógico que sei tudo, da Amazônia ao Pantanal. E você? Me responde, quem é o alienado da história? Pra não deixar dúvidas do quanto estou antenado com o mundo, eu sou fã do Jô Soares, okay? Assisto todos os programas. Esse é o meu diferencial. E olha que eu faço isso tudo mesmo sem muito tempo. Estou estudando alucinadamente para o concurso. Meu sonho é ter uma vida estabilizada para poder ter mais qualidade de vida. E qualidade de vida, meu amigo, é ter tempo pra assistir um bom programa de tv, ver meu futebol, tomar uma cerveja gelada e dormir tranquilo com minha consciência. Então não me venha dizer que sou alienado. Tenho opinião própria e não deixo ninguém me influenciar. E te dou um conselho: assista mais o jornal e pare de falar sobre coisas banais.

Pocotamente,

João Brasileiro Médio

Bom, Luciano, essa foi a carta que o João me fez prometer que enviaria para você. Nesse momento, ele está ocupado vendo o paredão.”

Rarararaa… Rogére, adorei o João Brasileiro Médio! E eu sei que milhões de pessoas subscreveriam o que ele escreveu, sem pestanejar. Obrigado pela inspiração para este programa!

O Rogére ganhou um livro, viu? Você também pode ganhar um se escrever pra gente. É fácil…

E então, vamos firmes na promoção NAKATA, a marca de segurança para quem quer componentes de direção e suspensão para seus veículos? Você pode concorrer a nada menos que um iPod Touch pra baixar o Café Brasil direto do iTunes! Para isso, visite www.facebook.com/componentesnakata (nakata com K) e publique um vídeo sobre automóveis. Qualquer vídeo. A cada mês três vídeos serão escolhidos para a final e o que tiver mais curtidores leva o iPod Touch novinho!

De novo: www.facebook.com/componentesnakata. Conte sua história e peça pra turma curtir!

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Muito bem… Vamos então recorrer a Platão, o filósofo e matemático grego que viveu entre os anos 428-347 antes de Cristo e que, junto a seu mentor Sócrates e a seu pupilo Aristóteles, construiu as fundações do que chamamos de filosofia.

Uma de suas obras principais chama-se A REPÚBLICA. É um conjunto de dez livros nos quais, sob a forma de um diálogo tendo como primeira pessoa Sócrates, Platão trata de justiça e política.

No sétimo livro, Platão criou uma metáfora chamada O Mito da Caverna para descrever a situação geral em que se encontra a humanidade. Platão imaginou os homens presos desde a infância no fundo de uma caverna, imobilizados por correntes que os obrigavam a olhar sempre a parede em frente. Nessa parede eles veriam a projeção de sombras, originadas pelas coisas que aconteciam fora da caverna.

Alguém carregando um vaso, um jumento caminhando, pessoas conversando, etc. O único contato com a realidade externa seriam as sombras projetadas na parede. E Platão concluía que era exatamente assim que a humanidade vivia: tomando as sombras como a realidade, ignorando o que realmente se passava no mundo lá fora.

Se alguém pudesse se libertar das correntes e sair da caverna, experimentaria em primeiro lugar o impacto da luz do sol: ficaria ofuscado, cego, sem nada ver. Conforme fosse se acostumando à luz, no entanto, começaria a ver as formas, os contornos, os objetos e por fim, um outro mundo com luzes, cores, movimentos, formas e sons que ele desconhecia. Nessa transição, deixaria para trás a ignorância ao ver escancarar diante de si o universo da ciência, que eles chamavam de gnose e do conhecimento, que eles chamavam de episteme.

Enquanto isso, os outros ficavam lá dentro da caverna, pensando que o mundo eram as sombras…

Então… Tendo acordado, sendo curioso e insistindo num olhar questionador, o indivíduo começa a ter uma visão integral, a definir os objetos até atingir o conhecimento, que não se limita a apenas entender os objetos. O conhecimento significa entender os conceitos morais que regem a sociedade, como o belo, o bem e a justiça. Aquelas coisas que não dá para medir, tá ligado?

Com a metáfora do Mito da Caverna, Platão quis demonstrar algumas coisas.

Primeiro, que é difícil, doloroso chegar ao conhecimento. São necessários sacrifícios para romper com as correntes que nos mantém na ignorância e encontrar a saída da caverna. E ele divide esse processo da saída da ignorância em etapas.

Primeiro vem a opinião, quando a pessoa sai da caverna e tem contato com o mundo exterior. Sem enxergar direito e sem familiaridade com o novo mundo, a pessoa tem uma visão difusa, parcial, incapaz de captar a totalidade do novo universo. Na medida em que se acostuma ao novo mundo, a pessoa vai ampliando a percepção do mundo, do jeitinho que Geraldo Vandré cantou em DISPARADA, com aquele verso famoso.

Mas o mundo foi rodando / Nas patas do meu cavalo
E os sonhos / Que fui sonhando
As visões se clareando / As visões se clareando
Até que um dia acordei.

Disparada
Geraldo Vandré

Prepare o seu coração
Prás coisas
Que eu vou contar
Eu venho lá do sertão
Eu venho lá do sertão
Eu venho lá do sertão
E posso não lhe agradar…

Aprendi a dizer não
Ver a morte sem chorar
E a morte, o destino, tudo
A morte e o destino, tudo
Estava fora do lugar
Eu vivo prá consertar…

Na boiada já fui boi
Mas um dia me montei
Não por um motivo meu
Ou de quem comigo houvesse
Que qualquer querer tivesse
Porém por necessidade
Do dono de uma boiada
Cujo vaqueiro morreu…

Boiadeiro muito tempo
Laço firme e braço forte
Muito gado, muita gente
Pela vida segurei
Seguia como num sonho
E boiadeiro era um rei…

Mas o mundo foi rodando
Nas patas do meu cavalo
E nos sonhos
Que fui sonhando
As visões se clareando
As visões se clareando
Até que um dia acordei…

Então não pude seguir
Valente em lugar tenente
E dono de gado e gente
Porque gado a gente marca
Tange, ferra, engorda e mata
Mas com gente é diferente…

Se você não concordar
Não posso me desculpar
Não canto prá enganar
Vou pegar minha viola
Vou deixar você de lado
Vou cantar noutro lugar

Na boiada já fui boi
Boiadeiro já fui rei
Não por mim nem por ninguém
Que junto comigo houvesse
Que quisesse ou que pudesse
Por qualquer coisa de seu
Por qualquer coisa de seu
Querer ir mais longe
Do que eu…

Mas o mundo foi rodando
Nas patas do meu cavalo
E já que um dia montei
Agora sou cavaleiro
Laço firme e braço forte
Num reino que não tem rei

Você ouviu DISPARADA , de Geraldo Vandré e Théo de Barros, na interpretação do Quinteto Violado. Aquelas coisas que a gente ouve sabe onde?

Ai que gostoso… esse que você está ouvindo no podcast é o Conrado Paulino com seu violão mágico interpretando Caetano Veloso. A música é Luz do Sol…

Bem, o que podemos aprender com o Mito da Caverna de Platão? Que existem dois mundos: o visível e o inteligível. Sacou? Visível, aquele que a gente vê. Inteligível, aquele que a gente entende.

O João Brasileiro Médio vive no mundo visível, aquele no qual a maioria da humanidade está presa: no interior da caverna, iludida, achando que a realidade são as sombras. Esse é o mundo onde é fácil permanecer, até porque as correntes nos prendem a ele e quem se conforma e se adapta viverá a vida ali. O mundo visível é regrado pelos sentidos, pelo olhar, pelo tato, pelo gosto. Só admite aquilo que é possível ser sentido na carne, medido, tocado, comparado… É o mundo do homem comum, do homem médio, do medíocre.

O mundo inteligível, por outro lado, é muito mais complicado. É o mundo da inteligência, da razão, do homem curioso que busca entender o mundo em que vive. É o mundo do sábio. E é para poucos…

E um dia o sábio decide voltar à caverna e contar a seus antigos companheiros acorrentados sobre o mundo que viu lá fora. Diante da descrição das luzes, cores e formas descritas, você já sabe como reagiriam os acorrentados, não é? Ridicularizariam o sábio, até mesmo hostilizando-o. O que é que aquele louco queria ao descrever aquelas coisas absurdas? O que ele dizia não era compatível com o mundo das sombras. Aquele sujeito era perigoso… cuidado com ele!

E Platão então descreve o desconforto dos homens sábios ao conviver com os homens comuns: não recebem crédito, não são levados a sério, são motivos de sarro e galhofa. São tratados como excêntricos e extravagantes, quando não loucos… E não raro, tratados como ignorantes, afinal todo mundo sabe que o mundo são as sombras, não é mesmo?

Sombras de Veludo
Mário Marcos
Antônio Marcos

Na cidade grande
Um prédio cresce em cada esquina,
Feito de concreto, ele alucina,
Esconde o céu e o sol,
Esconde até o coração,
Escuro e frio, ele invade o chão!
Estes edifícios na cidade
São os homens,
Todos coloridos e poetas,
E eu calado e tonto
Sou apenas um qualquer:

//Sombras de veludo
Vão dizendo tudo,
Que eu não sei dizer!// (4 x)

Na cidade grande
Existe sempre uma vitrine,
Onde se despejam as vaidades
E o sonho a qualquer preço,
A todo preço, uma ilusão,
Na rua a vida é uma liquidação!
Todas as vitrines
Da cidade me comovem,
Todas as pessoas nas vitrines
São felizes,
E eu calado e tonto,
Sou apenas um qualquer:

//Sombras de veludo
Vão dizendo tudo,
Que eu não sei dizer!// (8 x)

Meu caro, você sabe o que é isso que você ouviu? É a Vanusa cantando Sombras de Veludo, composição de Mário Marcos e Antônio Marcos que ela gravou em 1974. Se tudo que você sabe sobre a Vanusa é que ela errou quando cantou o hino nacional, significa que você vive nas sombras, meu caro…

Pois então… diante da ignorância, do escárnio, da pilhéria, o que é que  o sábio deveria fazer? Virar as costas e deixar pra lá? Aposto que você conhece muita gente que preferiu agir assim, cansada de lutar, não é? Mas Platão insiste: o sábio deve compartilhar seu conhecimento com os homens comuns, pois se optar por desistir servirá para nada. Ele deve ter a missão de ajudar a sociedade a evoluir através do conhecimento, e não guardá-lo para si.

Mas Platão foi ainda mais fundo. Considerando que os sábios, exatamente por saberem distinguir o visível do inteligível, o falso do verdadeiro, as sombras da realidade, manifestariam indiferença pelo poder, desprezariam cargos públicos. Os sábios, interessados no belo, no bem e no justo estariam acima da mesquinharia da luta pelo poder, dos interesses escusos dos homens medíocres. E caberia a eles, os sábios, a tarefa de dirigir, a tarefa de comandar a sociedade.

Putz… Se estivesse vivo, Platão seria chamado de preconceituoso por umas patrulhas aí.

Que delícia fica Disparada nas cordas de Paulinho Nogueira…   

Muito bem… Agora que você conhece, ou relembrou, o Mito da Caverna, já pode tentar se localizar. Você está dentro da caverna vendo o mundo pelas sombras ou já botou a cabeça pra fora? Opa! Não saiu da caverna, mas já encontrou quem saiu? E está resistindo às coisas que esse sábio está dizendo?

Então que tal lembrar do canadense Hans Selye em 1936 estudou o estresse em animais? Selye descreveu os sintomas das respostas físicas e comportamentais dos animais como Síndrome geral de adaptação. E a decompôs em três fases sucessivas: alarme, resistência e esgotamento.

Primeiro os animais se alarmavam. Apavorados reagiam ao estímulo estressante, não raro com violência. Depois manifestavam resistência, inconformados. Até que, esgotados, apresentavam sintomas de doenças sérias como artrites, úlcera, hipertensão e problemas cardíacos.

O que podemos aprender com Hans Selye e o Mito da caverna? É o seguinte: quando surgir diante de você um sábio com uma conversa absurda, totalmente em desacordo com o mundo das sombras que você conhece muito bem, saiba que tuas reações serão exatamente o alarme e a resistência. E nesse ponto, é bem provável que você tente eliminar o sábio. E se não o fizer, possivelmente você chegará ao esgotamento. E aí você escolhe. Ou mantém-se atrelado às correntes e vive a vidinha comum nas sombras, ou abraça a tese do sábio e parte para conhecer um mundo novo.

Ficar no meio do caminho significa desenvolver doenças, ficar estressado, sacou?

A carta do João Brasileiro Médio descreve o mundo de quem vive acorrentado na caverna. Mas também pode descrever o mundo de quem saiu da caverna, conheceu uma outra realidade e desistiu. Deixou o cérebro numa geladeira e passou a “deixar a vida me levar”, sacou? De quem se conformou e prefere assistir as sombras que a televisão transmite, achando que aquilo é o mundo real.

No final, é tudo uma questão de escolha. Os caminhos para quebrar as correntes e sair da caverna estão à sua disposição, basta querer. Mas saiba que é um caminho difícil, doloroso e, especialmente nestes dias, cheio de emboscadas preparadas pelo pessoal que quer que você continue nas sombras.

Este nosso Café Brasil é uma humilde contribuição para quem quer achar o caminho de saída da caverna. A gente que sabe que ainda não saiu de vez, que só conseguiu dar uma olhadinha lá fora, mas fazemos questão de voltar toda semana pra contar pras pessoas. Se você também saiu da caverna, ajude a gente. Os acorrentados não sabem que estão presos…

Os Cegos Do Castelo
Nando Reis

Eu não quero mais mentir
Usar espinhos que só causam dor
Eu não enxergo mais o inferno que me atraiu
Dos cegos do castelo me despeço e vou
A pé até encontrar
Um caminho, o lugar
Pro que eu sou
Eu não quero mais dormir
De olhos abertos me esquenta o sol
Eu não espero que um revólver venha explodir
Na minha testa se anunciou
A pé a fé devagar
Foge o destino do azar
Que restou
E se você puder me olhar
E se você quiser me achar
E se você trouxer o seu lar
Eu vou cuidar, eu cuidarei dele
Eu vou cuidar
Do seu jardim
Eu vou cuidar, eu cuidarei muito bem dele
Eu vou cuidar
Eu cuidarei do seu jantar
Do céu e do mar, e de você e de mim

Eu não quero mais mentir
Usar espinhos que só causam dor
Eu não enxergo mais o inferno que me atraiu
Dos cegos do castelo me despeço e vou
A pé até encontrar
Um caminho, o lugar
Pro que eu sou
Eu não quero mais dormir
De olhos abertos me esquenta o sol
Eu não espero que um revólver venha explodir
Na minha testa se anunciou
A pé a fé devagar
Foge o destino do azar
Que restou
E se você puder me olhar
E se você quiser me achar
E se você trouxer o seu lar
Eu vou cuidar, eu cuidarei dele
Eu vou cuidar
Do seu jardim
Eu vou cuidar, eu cuidarei muito bem dele
Eu vou cuidar
Eu cuidarei do seu jantar
Do céu e do mar, e de você e de mim

E é assim então, ao som de OS CEGOS DO CASTELO, o mega sucesso dos Titãs composto por Nando Reis que este Café Brasil filosófico vai saindo de mansinho.

Tente aplicar o Mito da Caverna a seu dia a dia. Repare no comportamento das pessoas que estão liderando nossa sociedade. Mas não precisa ir tão longe… Repare nas pessoas que estão à sua volta, seus companheiros de trabalho, sua família, seus colegas na escola, seus professores… Veja se você consegue descobrir quem está acorrentado, quem já saiu da caverna, quem pode servir de guia para apontar a saída, mas principalmente, quem quer que você permaneça lá no fundo, ignorante e conformado…  E quando descobrir, reaja!

Com o iluminado Lalá Moreira na técnica, a platônica Ciça Camargo na produção e eu, que tateio em busca da saída, Luciano Pires, na direção e apresentação.

Estiveram conosco o ouvinte Rogére Lemos com seu amigo João Brasileiro Médio, Quinteto Violado, Vanusa, Conrado Paulino, Paulinho Nogueira e Titãs.

Este programa chega até você com o suporte de quem já sabe que um dos caminhos para sair da caverna pode ser mostrado pela música Auditório Ibirapuera. www.auditorioibirapuera.com.br. Acesse o site, escolha um dos shows e vá até lá conhecer alguns sábios que podem mostrar caminhos…

Este é o Café Brasil. Um programa que quer ser um toco de vela para iluminar uns caminhos.

E pra terminar, uma frase dele mesmo, Platão:

Tente mover o mundo. O primeiro passo será mover a si mesmo.

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