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302 – A TV e a felicidade

302 – A TV e a felicidade

Luciano Pires -
Gratuito!
23,9 MB

Bom dia, boa tarde, boa noite. Escuta, qual é a importância da televisão na sua vida? Você assiste muito ou pouco? Usa-a como instrumento de informação ou entretenimento? Ah, os dois? O quê, não assiste? Bem, tem uns 100 milhões aí que assistem…

E no programa de hoje vamos refletir um pouco sobre ela, a telinha, que há muito virou telona e ainda ocupa uma parte importante da vida da maioria das pessoas.

Pra começar, uma frase de Groucho Marx:

Acho que a televisão é muito educativa. Todas as vezes que alguém liga o aparelho, vou para a outra sala e leio um livro.

O Café Brasil chega até você com o apoio de quem sabe que a cultura se expressa por diferentes formas e que o conteúdo importa mais que o meio. Itaú Cultural. www.itaucultural.org.br. Entre no site, veja a programação e deleite-se! Cultura não engorda.

[showhide title=”Continue lendo o roteiro” template=”rounded-box” changetitle=”Fechar o roteiro” closeonclick=true]

E o exemplar de meu livro NÓIS…QUI INVERTEMO AS COISA da semana vai para o Fabio Azevedo, que comentou o programa DESOBEDIÊNCIA CIVIL assim:

“Caro Luciano, ou deveria eu iniciar por “Cara!”? Não sei. Só sei que estou aqui, virando a noite em meu trabalho e, entre inércias e inspirações me deu vontade de finalmente superar a timidez, a metidez e a inércia para lhe escrever esta.

Moro nos Estados Unidos ha 4 anos e vivo só. Não tenho família aqui, só uma ex-mulher na Califórnia e uma ex-namorada que já voltou ao Brasil não antes de se tornar também adepta do “Olha já vai começar o pograma (…)”. Disse ela que nem mais ouve para não lembrar de mim, de tão marcante que era em nossos dias a sua presença. Você me fez trocar de iphone de tanto fazer parte, toda semana, de meu banho quente vaporizante que estraguei o iphone.

Então, além dos semanais, às vezes, talvez a cada 4, 6 meses, faço uma “maratona de café Brasil”, Lalá Moreira, Ciça e você. O momento de minha decisão foi, lá pelo quinto rererepodcast, foi a história do violão.

Sempre ficava querendo soar inteligente ou arranjava outro motivo para não participar. Acho q participar do seu “pograma” é na verdade também sair da inércia na própria vida. O seu programa traz esse divisor de águas para muitos de nós: “Vou agir ou vou ficar só ouvindo e aplaudindo?”. Isso ultrapassa a relação com o seu programa, é um chamado!

Pois então, é tanta coisa em que você toca q fica difícil escolher as palavras. Mas hoje, eu acho que a coisa mais importante q você me transmite é o tempo. A ideia do tempo, a dádiva do tempo. Sua urgência e seu chamado. Pois é, demorou muito tempo, mas eu respondi ao seu chamado. Obrigado”.

Pô, Fabio, Você levanta uma bola interessante com essa afirmação de  “querer soar inteligente” é um impeditivo pra muita gente mesmo, mas sem razão.

Comentários inteligentes são fundamentais, mas são aqueles escritos com o coração, com erros de gramática mas com emoção, que realmente fazem a gente aqui tremer. E olha aqui: casais que ouvem o Café Brasil unidos permanecem unidos! Algo não tá certo aí. E atenção, moçada, o Café Brasil NÃO estraga iPhones! O que estraga é o vapor da água que o ogro ai deixou entrar no aparelho… O Fabio ganhou um livro, pois comentou o programa! Vamos mexer aí?

Que delícia, né! Já que o tema hoje é televisão, nada como começar com um clássico das trilhas sonoras de novelas… TEMA DE AMOR DE GABRIELA, de Tom Jobim, aqui com a fantástico Divina Caffe…

Bem, começo com um texto chamado “O que a TV nos manda ver”, de Sandra Fernandes, que foi publicado no Correio do Metrô de Brasília.

Você já reparou que temos o hábito consolidado de sentar no sofá, ligar a TV e esperar por informações acerca do que está acontecendo no mundo, dia após dia, ouvindo, consumindo, mas nunca questionando?

Alguma vez já se perguntou que fatia dos acontecimentos mundiais, nacionais e locais está representada ali? Já pensou em quanta coisa fica fora dos noticiários? Já parou para refletir que existe alguém que decide o que entra no ar e o que não entra? Já se perguntou quais critérios essa pessoa usa para fazer essa triagem noticiosa decidindo o que será e o que não será repassado ao telespectador?

Será que aquilo que ela considera importante seria o mesmo que você consideraria importante? Se você pudesse selecionar as informações, será que escolheria as mesmas notícias? O que eles mostram ali realmente influencia sua vida?

É assustador pensar que tem alguém decidindo por nós o que iremos saber e aquilo de que não tomaremos conhecimento.

A quem servem esses senhores anônimos, mas conscientes do que fazem, levando mensagens a um público semi-adormecido? Precisamos acordar, despertar de nossa passividade e refletir acerca de como são fabricados, distribuídos e vendidos esses produtos chamados notícias, bens intangíveis, mas que nem por isso deixam de ser bens de consumo. Ligamos nossa TV despreocupadamente acreditando que iremos ouvir verdades. Será? Acreditamos que seus “conselhos” são bons. Será que são? Pensamos que as notícias veiculadas refletem realmente o que há de mais importante para saber. Será mesmo?

Você já reparou nos anúncios a que assiste enquanto espera pelo próximo bloco? Quem são aquelas empresas que investem milhões para veicular seus nomes e seus produtos naquele chamado horário nobre em que milhões e milhões de pessoas estão, tal qual você, sentadas assistindo aquele programa jornalístico? Claro, elas bancam o custo da produção televisiva que, todos sabemos, é muito alto e que nós recebemos gratuitamente em nossos lares. Mas, será que em algum momento não pode haver um choque entre os interesses deles, os patrocinadores e nosso direito de conhecer os fatos e suas verdades?

Se houver esse conflito, quem sairá ganhando, hein? Nós, simples consumidores – e no mais das vezes, nem consumidores somos porque não podemos comprar o que eles vendem? Ou os grandes e poderosos grupos que patrocinam os telejornais e enchem de glamour e de dinheiro os concessionários de canais de TV?

Aliás, vale lembrar que as TVs têm apenas concessões e que, portanto, prestam um serviço público por delegação do Estado.

Você já reparou que há varias formas de contar a mesma história? Várias abordagens, várias ênfases, vários significados? Já reparou que normalmente a primeira frase de uma matéria televisiva já determina de que forma ela deve ser interpretada e já prepara o caminho para a conclusão que deve ser tomada sobre o que foi dito? Já reparou que não há questões em aberto para você refletir? Tudo vem pronto, mastigado, resolvido. Em perfeita harmonia, como a roupa prêt-à-porter e como a comida fast-food, também alguém já lhe poupa o trabalho de pensar, de refletir, de analisar os fatos. O risco é você começar a acreditar que não tem capacidade para pensar, já que não lhe dão essa oportunidade.

Você já reparou que todos os dias as pessoas repetem, nas ruas, no trabalho, nos bares, a surrada frase “você viu… na TV ontem, que coisa horrível ou engraçada ou triste ou absurda?” E se você, naquela fatídica noite, precisou levar sua sogra para a rodoviária e perdeu o famigerado pautador de assuntos, passa a ser considerado um desprezível e desatualizado cidadão que não leu na cartilha da boiada a lição da noite anterior.

O curioso é que todos saem com a mesma opinião pasteurizada sobre os assuntos e ai de você se discordar do senso comum! Em suma, alguém decide sobre o que você vai conversar no dia seguinte e que impressão você vai causar no seu grupo social. Curioso, não? Mais curioso ainda é que tudo isso nos parece normal. Estranho é questionar essas coisas. Mas precisamos questioná-las. Não podemos permanecer adormecidos, passivos, conformados. Precisamos ansiar pela verdade simples, clara e objetiva e, sobretudo, não podemos deixar de considerar que toda mensagem é transmitida por alguém que está dentro de um contexto, que faz escolhas, que tem um objetivo ao transmiti-la.

É necessário que essas mensagens astutamente elaboradas cheguem a cabeças críticas e conscientes, e não apenas depósitos cerebrais de informações e interpretações pré-fabricadas.

Hummmmm… depósitos cerebrais de informações e interpretações pré-fabricadas é? Se você bobear é isso mesmo que você acaba sendo. E o papel deste humilde Café Brasil é exatamente botar umas pulguinhas atrás da sua orelha pra transformar o que seria um depósito numa fábrica de ideias. Não é mole, viu? Mas a gente é chato…

E aí? Já participou da promoção NAKATA, a marca de segurança para quem quer componentes de direção e suspensão para seus veículos?

Ó! Já rodou o primeiro mês e já saiu o primeiro vencedor. Ninguém menos que…Marcos Cordeiro. Que ganhou nada menos que um iPod touch e vai baixar o Café Brasil direto do iTunes.

Para concorreer nas próximas etapas, visite www.facebook.com/componentesnakata (nakata com K) e publique um relato de alguma situação pela qual você passou por falta de manutenção preventiva em seu carro. Ficou parado na rua? Trocou pneu na chuva? Atrasou o casamento? Pariu dentro do carro? É, meu, tem cada uma… A cada mês três melhores relatos serão escolhidos, e depois, o que tiver mais curtidores leva o iPod Touch novinho! De novo: www.facebook.com/componentesnakata. Conte sua história e peça pra turma curtir!

Arriscado é não usar Nakata. Exija a tecnologia original líder em componentes de suspensão. Tudo azul. Tudo Nakata.

E sobre o tema da mídia, em especial a televisão, quero trazer um texto do jornalista peruano César Hildebrandt, publicado no jornal peruano “LA PRIMERA”. Chama-se A TV E A FELICIDADE.

Ao fundo você ouvirá, é claro,  A FELICIDADE, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, com o piano de Antonio Adolfo.

Os professores de ciências sociais John Robinson e Steven Martin, da Universidade de Maryland, finalizaram um estudo gigantesco que abrangeu cerca de 30.000 adultos monitorados, por um período que vai do ano 1975 até 2006, 31 anos.

O objetivo da observação era estabelecer uma relação estatística e metodologicamente rigorosa entre o consumo de televisão e o grau de felicidade.  O estudo confirma o que alguns tinham intuído desde há muitíssimo tempo: os menos felizes vêem mais televisão (uns 30% mais, para ser exato). E a “caixa boba” opera como uma autêntica adição: fornece uma sensação passageira de bem-estar e garante um duradouro e às vezes culposo mal-estar. É que a TV separa suas vítimas dos prazeres da vida social e cultural, deteriora a comunicação entre os membros da família, fomenta o isolamento e constrói – ou ajuda a construir – uma realidade paralela que é um simulacro, uma aproximação ideológica e, muitas vezes, um sucedâneo mentiroso da realidade, administrado como um narcótico.

A televisão seduz especialmente as pessoas que têm dificuldades para se relacionar, e se oferece como um consolo que, a longo prazo, aguçará essa sensação de solidão que, em muitos casos, é solidão em parceria. A televisão fará mais forte e mais alto o muro erguido por esse sentimento de não pertencimento à comunidade.

As pessoas que na pesquisa demonstraram não se sentir contentes com seu casamento, encontraram no rito da televisão o pretexto perfeito para se afastar ainda mais do seu parceiro. É que o prestigio do “consumo informativo” da TV se mantém intacto. Mesmo apesar de outros estudos que demonstram que os noticiários televisivos priorizam a informação de acordo com o cunho político de cada emissora em lugar de adotar um olhar amplo e relativamente imparcial daquilo que realmente acontece no mundo.

O fato que a TV se ofereça como um meio vívido, fácil e sem outro requisito que o de falar a língua em que está se emitindo, faz com que os mais jovens se habituem a ela cada vez mais precocemente. Giovanni Sartori, o maior crítico da devastação cultural produzida pela televisão, tem escrito vários ensaios a respeito.

A Verdadeira Maionese
Hique Gomez e
Nico Nicolaiewsky.

Eu sei que pode ser que
Cair não caia,
Doer não doa,
Sofrer não sofra,
Mas mesmo que seja assim, eu quero igual
Mas muito mais

Vou me perder no labirinto da ilusão,
De lá não vou sair com as mãos abanando,
Sem encontrar aquilo que eu não conheci:
A verdadeira maionese,
A verdadeira maionese,
A verdadeira maionese…

Alguém pode dizer que
Não tem porquê,
Mas também não,
Nem porquê não,
Então pois que seja assim, que seja aqui,
Que seja já

Haverá sempre uma pergunta a responder,
Um tanto de invenção na realidade,
E enquanto isso eu continuo a procurar
A verdadeira maionese,
A verdadeira maionese,
A verdadeira maionese…

Sensacional! Tangos e Tragédias com  A VERDADEIRA MAIONESE, paródia a partir de jingles famosos feitos para a televisão. Só aqui….

Bem. Vamos retomar o texto do César Hildebrandt.

A Ciça pediu pro Lalá mudar o bg e trazer de volta aquele tema de amor da Gabriela. Tá bom. É bom demais…

O que é que os menos infelizes fazem nos momentos de ócio que os mais infelizes dedicam à TV? A pesquisa que comentamos diz sem rodeios: eles lêem jornais, por exemplo.

Existe uma relação direta entre a abstinência de leitura e o engasgamento com conteúdos televisivos.

Depois dessa pesquisa podemos dizer, a despeito do que choraminguem alguns resignados comentaristas de TV, que o que nasceu com um imenso potencial de melhorar a educação popular tornou-se um obstáculo para a informação e uma via endovenosa por onde goteja o tóxico da banalização. Incluindo a banalização do sofrimento, a guerra como espetáculo e a imbecilidade como discurso cotidiano. Em resumo, já podemos dizer que a TV é o método perfeito, ou mais perfeito, por ser massivo como nenhum outro, para alienar o homem.

Advertência
Nico Nicolaiewsky

Se você quer sinceridade
fique longe das canções
pois aqui nada é de verdade
nem o amor nem as paixões

a gente não sabe de nada
a gente só sabe cantar
a gente é como todo mundo
que sonha no fundo em ser um pop star

a gente não sabe de nada
a gente só sabe fingir
a gente finge que sabe
mas não é verdade que a gente só sabe mentir

E esse hein? É o Nico Nicolaiewsky com sua ADVERTÊNCIA falando de sinceridade nas canções… Acho que isso é o que falta para quem produz e distribui informações culturais. Tudo seria tão mais fácil se as coisas fossem o que parecem ser…

Bem, usei neste programa dois textos que dão uma visão sombria da televisão, não é? Pois é… é uma visão  necessária.

Mas eu acho que essa coisa da televisão emburrecendo não é isso tudo não. Faço sempre minhas críticas, mas tenho um alvo muito claro: as pessoas que detém o poder de usar a televisão como instrumento de educação, de desenvolvimento de cidadania, de espírito crítico, e não o fazem, optam pelo entretenimento do mais baixo calão. Mas mesmo assim, entendo que a culpa está mais no colo de quem se entrega à televisão do que a à televisão em si.

Se você é seletivo e procura na televisão programas que exigem certa inteligência, para serem assistidos, a tv deixa de ser um ente emburrecedor. Ah, mas esses programas não existem? Você que pensa. Existem e existem aos montes. Mas você tem que procurar, tem que botar pra gravar, tem que se esforçar.

Emburrecer é fácil e é grátis, afinal todo ser humano nasce burro, é só uma questão de voltar às origens. Desemburrecer, por outro lado, custa dinheiro, custa esforço, custa abrir mão de coisas tão… tão… tão preguiçosas…

A televisão não emburrece as pessoas. As pessoas é que se deixam emburrecer.

Essa discussão vai longe, viu? E tem pra mais programas, pode esperar.

Televisão
Arnaldo Antunes
Marcelo Fromer
Tony Bellotto

A Televisão
Me deixou burro
Muito burro demais
Oi! Oi! Oi!
Agora todas coisas
Que eu penso
Me parecem iguais
Oi! Oi! Oi!…

O sorvete me deixou gripado
Pelo resto da vida
E agora toda noite
Quando deito
É boa noite, querida….

Oh! Cride, fala pra mãe
Que eu nunca li num livro
Que o espirro
Fosse um vírus sem cura
Vê se me entende
Pelo menas uma vez
Criatura!
Oh! Cride, fala pra mãe!…

A mãe diz pra eu fazer
Alguma coisa
Mas eu não faço nada
Oi! Oi! Oi!
A luz do sol me incomoda
Então deixa
A cortina fechada
Oi! Oi! Oi!

É que a televisão
Me deixou burra
Muito burra demais
E agora eu vivo
Dentro dessa jaula
Junto dos animais…

Oh! Cride, fala pra mãe
Que tudo que a antena captar
Meu coração captura
Vê se me entende
Pelo menos uma vez
Criatura!
Oh! Cride, fala pra mãe!…

A mãe diz pra eu fazer
Alguma coisa
Mas eu não faço nada
Oi! Oi! Oi!
A luz do sol me incomoda
Então deixo
A cortina fechada
Oi! Oi! Oi!…

É que a televisão
Me deixou burra
Muito burra demais
E agora eu vivo
Dentro dessa jaula
Junto dos animais…

E eu digo:
Oh! Cride, fala pra mãe
Que tudo que a antena captar
Meu coração captura
Vê se me entende
Pelo menos uma vez
Criatura!
Oh! Cride, fala pra mãe…

Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!
Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!
Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!
Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!

Por hora vamos ficando aqui, ao som de TELEVISÃO, o clássico de Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer e Tony Bellotto, desta vez com os Titãs, num mix que o Lalá adorou…

Com Lalá Moreira na Zorra Total da técnica, Ciça Camargo no Domingão do Faustão da produção e eu aqui, zapeando como um maluco, Luciano Pires na direção e apresentação.

Estiveram conosco o ouvinte Fabio Azevedo, Sandra Fernandes, Cesar Hildebrandt, Titãs, Nico Nicolaiewsky, Tangos e Tragédias, Antonio Adolfo e o divino Divina Caffe.

O Café Brasil chega até você com o apoio de quem é um alternativa maravilhosa à telinha: o Auditório Ibirapuera. Lá você toma contato ao vivo com a experiência da música, ouvindo, vendo, sentindo na pele e na palpitação do coração, uma experiência criativa, excepcional, única e sensorial. Auditório Ibirapuera, www.auditorioibirapuera.com.br. Entre no site, veja a programação e dê uma pulinho lá. Seus neurônios vão agradecer…

Este é o Café Brasil, um programa que não quer estar nem certo, nem errado, quer apenas perguntar… por quê, hein?

Pra terminar, uma frase de Clive Barnes:

A televisão é a primeira cultura verdadeiramente democrática – a primeira disponível para todos e inteiramente governada por aquilo que o povo quer. E a coisa mais terrível, é o que o povo quer.

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