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301 – Eu nunca te amei, idiota

301 – Eu nunca te amei, idiota

Luciano Pires -
Gratuito!
24 MB

Bom dia, boa tarde, boa noite. Já ouvi alguém dizer que os idiotas nunca sofrem, pois não tem capacidade de perceber certos problemas que atormentam quem tem dois neurônios. E eu acho que é isso mesmo, sabe. Mas parece que muito mais gente concorda e já fez a opção pela idiotização. Estamos sendo invadidos por uma horda de idiotas! É sobre isso que o programa de hoje tratará.

E pra começar, uma frase de Stanislaw Ponte Preta:

Ser imbecil é mais fácil.

O programa de hoje chega até você com o auxílio luxuoso de um parceirão que mexe com um treco aí que é meio perigoso, sabe … Cultura. É ela que faz a gente mudar o mundo. Itaú Cultural, www.itaucultural.org.br. Acesse o site, veja a programação, tire o traseiro da cadeira e vá lá. Cultura pra dar, não pra vender…

[showhide title=”Continue lendo o roteiro” template=”rounded-box” changetitle=”Fechar o roteiro” closeonclick=true]

Hoje o exemplar de meu livro NÓIS…QUI INVERTEMO AS COISA via para… para… Ora essa, vai para um comentário feito no iTunes pelo Lucas…

“Olá Luciano, meu nome é Lucas, tenho 26 anos e minha cidade natal é perrrrtinho da sua: Lençóis Paulista. Fiquei extremamente feliz ao escutar Fábrica de Líderes, no qual você cita um aprendizado lá na minha terra e da minha família. Hoje exerço papel de liderança em um Hospital, onde sou físico médico. Faço mestrado em gestão da qualidade e estou muito conectado a esse tema Acho que um dos maiores desafios do líder hoje é promover o Kaizen, isto é, a melhoria contínua no ambiente de trabalho (e pessoal também!).

Segue uma história: “O Tesouro de Bresa”.

Um pobre alfaiate compra um livro com o segredo de um tesouro. Para descobrir o segredo ele tem que decifrar todos os idiomas escritos no livro. Ao estudar e aprender esses idiomas, começam a surgir oportunidades, e ele lentamente (de forma segura) começa a prosperar. Depois, é preciso decifrar os cálculos matemáticos do livro. É obrigado a continuar estudando e se desenvolvendo, e a sua prosperidade aumenta. No final da história, não existe tesouro algum – na busca do segredo, a pessoa se desenvolveu tanto que ela mesma passa a ser o tesouro. O processo de melhoria não deve acabar nunca, e os tesouros são conquistados com saber e trabalho. Por isso, a viagem é mais importante que o destino.

Forte abraço e obrigado por participar ativamente do meu Kaizen.”

Eeeeee…. Eu é que digo obrigado Lucas. A história do Tesouro de Bresa é ótima e merece ficar pendurada na parede. O Lucas ganhou um livro, pois escreveu para o programa. Vamos escrever também?

Eu nunca te amei idiota
Alvin L.

As coisas mudam
E eu espero
Que nada aconteça
Mas sempre acontece
Toda vez
Que eu perco a cabeça…

Eu digo frases que parecem
Ter saído de uma novela
E de repente lá se vai a TV
He!
Pela janela…

Eu nunca te amei idiota
Eu nunca te amei
Lá Rárárárá
Eu nunca te amei idiota
Eu nunca te amei
Lá Rárárárá…

Cinzeiros voando
Livros rasgados
Discos quebrados no chão
Desta vez é pra sempre
Até!
Alguém implorar por perdão…

Eu escondi seu retrato
Embaixo do meu travesseiro
He!
Vá embora, quebre a cara
Eu queimei seu dinheiro…

Eu nunca te amei idiota
Eu nunca te amei
Lá Rárárárá
Eu nunca te amei idiota
Eu nunca te amei
Lá Rárárárá…(2x)

As coisas mudam
E eu espero
Que nada aconteça
Mas sempre acontece
Toda vez
Que eu perco a cabeça…

Eu digo frases que parecem
Ter saído de uma novela
E de repente lá se vai a TV
He!
Pela janela…

Eu nunca te amei idiota
Eu nunca te amei
Lá Rárárárá
Eu nunca te amei idiota
Eu nunca te amei
Eu nunca te amei
Eu nunca te amei idiota…

Eu nunca te amei…(3x)
Nunca te amei!…(2x)
Nunca!
Nunca te amei
Heee! Só você que pensa
Eu nunca te amei idiota
Nunca te amei!…

Que tal hein? Abro o programa com EU NUNCA TE AMEI IDIOTA, de Alvin L. Esta é a gravação original, lançada em 1995 pela SEX BEATLES, banda carioca formada em 1990 e que fez a cabeça de muita gente como Marina Lima e Renato Russo. Essa música fez sucesso mais recentemente na voz de Ana Carolina, mas aqui, é o Café Brasil, você ouve a versão original…

Muito bem, vamos então tratar do assunto?

Ao fundo você ouvirá TRIUNFANDO, com o violinista francês  Nicolas Krassik e os Cordestinos…

Antigamente, o idiota era o idiota. Nenhum ser tão sem mistério e repito: – tão cristalino. O sujeito o identificava, a olho nu, no meio de milhões. E mais: – o primeiro a identificar-se como tal era o próprio idiota. Não sei se me entendem. No passado, o marido era o último a saber. Sabiam os vizinhos, os credores, os familiares, os conhecidos e os desconhecidos. Só ele, marido, era obtusamente cego para o óbvio ululante.

Sim, o traído ia para as esquinas, botecos e retretas gabar a infiel: – “Uma santa! Uma santa!”. Mas o tempo passou. Hoje, dá-se o inverso. O primeiro a saber é o marido. Pode fingir-se de cego. Mas sabe, eis a verdade, sabe. Lembro-me de um que sabia endereço, hora, dia etc. etc.

Pois o idiota era o primeiro a saber-se idiota. Não tinha nenhuma ilusão. E uma das cenas mais fortes que vi, em toda a minha infância, foi a de uma autoflagelação. Um vizinho berrava, atirando rútilas patadas: – “Eu sou um quadrúpede!”. Nenhuma objeção. E, então, insistia, heróico: – “Sou um quadrúpede de 28 patas!”. Não precisava beber para essa extroversão triunfal. Era um límpido, translúcido idiota.

E o imbecil como tal se comportava. Nascia numa família também de imbecis. Nem os avós, nem os pais, nem os tios, eram piores ou melhores. E, como todos eram idiotas, ninguém pensava. Tinha-se como certo que só uma pequena e seletíssima elite podia pensar. A vida política estava reservada aos “melhores”. Só os “melhores”, repito, só os “melhores” ousavam o gesto político, o ato político, o pensamento político, a decisão política, o crime político.

Por saber-se idiota, o sujeito babava na gravata de humildade. Na rua, deslizava, rente à parede, envergonhado da própria inépcia e da própria burrice.

Não passava do quarto ano primário. E quando cruzava com um dos “melhores”, só faltava lamber-lhe as botas como uma cadelinha amestrada. Nunca, nunca o idiota ousaria ler, aprender, estudar, além de limites ferozes. No romance, ia até ao Maria, a desgraçada.

Vejam bem: – o imbecil não se envergonhava de o ser. Havia plena acomodação entre ele e sua insignificância. E admitia que só os “melhores” podem pensar, agir, decidir. Pois bem.

O mundo foi assim, até outro dia. Há coisa de três ou quatro anos, uma telefonista aposentada me dizia: – “Eu não tenho o intelectual muito desenvolvido”. Não era queixa, era uma constatação. Santa senhora! Foi talvez a última idiota confessa do nosso tempo.

De repente, os idiotas descobriram que são em maior número. Sempre foram em maior número e não percebiam o óbvio ululante. E mais descobriram: – a vergonhosa inferioridade numérica dos “melhores”.

Para um “gênio”, 800 mil, 1 milhão, 2 milhões, 3 milhões de cretinos. E, certo dia, um idiota resolveu testar o poder numérico: – trepou num caixote e fez um discurso. Logo se improvisou uma multidão. O orador teve a solidariedade fulminante dos outros idiotas. A multidão crescia como num pesadelo. Em quinze minutos, mugia, ali, uma massa de meio milhão.

Se o orador fosse Cristo, ou Buda, ou Maomé, não teria a audiência de um vira-lata, de um gato vadio. Teríamos de ser cada um de nós um pequeno Cristo, um pequeno Buda, um pequeno Maomé. Outrora, os imbecis faziam plateia para os “superiores”. Hoje, não. Hoje, só há plateia para o idiota. É preciso ser idiota indubitável para se ter emprego, salários, atuação, influência, amantes, carros, jóias etc. etc.

Quanto aos “melhores”, ou mudam, e imitam os cretinos, ou não sobrevivem. O inglês Wells, que tinha, em todos os seus escritos, uma pose profética, só não previu a “invasão dos idiotas”. E, de fato, eles explodem por toda parte: são professores, sociólogos, poetas, magistrados, cineastas, industriais. O dinheiro, a fé, a ciência, as artes, a tecnologia, a moral, tudo, tudo está nas mãos dos patetas.

E, então, os valores da vida começaram a apodrecer. Sim, estão apodrecendo nas nossas barbas espantadíssimas. As hierarquias vão ruindo como cúpulas de pauzinhos de fósforos. E nem precisamos ampliar muito a nossa visão. Vamos fixar apenas o problema religioso. A Igreja tem uma hierarquia de 2 mil anos. Tal hierarquia precisa ser preservada ou a própria Igreja não dura mais quinze minutos. No dia em que um coroinha começar a questionar o papa, ou Jesus, ou Virgem Maria, será exatamente o fim.

É o que está acontecendo. Nem se pense que a “invasão dos idiotas” só ocorreu no Brasil. Se fosse uma crise apenas brasileira, cada um de nós podia resmungar: – “Subdesenvolvimento” – e estaria encerrada a questão. Mas é uma realidade mundial. Em que pese a dessemelhança de idioma e paisagem, nada mais parecido com um idiota do que outro idiota. Todos são gêmeos, estejam uns aqui, outros em Cingapura.

O texto que eu acabo de ler foi escrito por Nelson Rodrigues, em 1968… Ah se o Nelsão estivesse vivo hoje, o que será que ele diria?

Vamos à nossa promoção? Acesse www.facebook.com/componentesnakata, (Nakata com k) uma página desenvolvida pela Nakata para levar até você uma porção de informações importantes sobre manutenção preventiva de automóveis e segurança no trânsito. Conte ali uma historinha curta de uma situação de aperto que você passou ou sobre a qual ficou sabendo, que envolva algum problema de falta de manutenção preventiva no seu carro ou no carro de outra pessoa. Todo Mês as três melhores histórias serão escolhidas e aquela que tiver mais curtidores vai levar um iPod Touch, um aparelhinho maravilhoso com o qual você vai poder baixar as músicas preferidas e o podcast  Café Brasil direto do iTunes.

De novo: www.facebook.com/componentesnakata. Conte sua história e peça pra turma curtir! Arriscado é não usar Nakata. Exija a tecnologia original líder em componentes de suspensão. Tudo azul. Tudo Nakata.

Opa! Vamos de gafieira? Que tal PAU NO BURRO, com o Raul de Barros? Essa é dele e de A.Guedes…

E então encontro o texto Um elogio aos idiotas escrito por Carlos Cardoso Aveline no site centroraja.org.br. Aqui vai um trecho dele.

Na vida acelerada do mundo de hoje, todos desejam ser espertos, vivos e astuciosos.  Ninguém quer ficar para trás – quando você está indo, os outros já estão voltando. Ninguém mais diz frases com segundas intenções: dizem coisas com terceiras, quartas e quintas intenções. Frases que, com sorte, um leigo no assunto precisa de várias horas para decifrar e talvez dois ou três dias para imaginar uma resposta à altura.

Em compensação, alguém que diz diretamente aquilo que pensa acaba provocando escândalo e mal-estar. É imediatamente catalogado como perigoso e tratado como idiota. A sinceridade parece contrariar as normas da convivência e da boa educação modernas. Assim, as pessoas bem educadas são amáveis, mas nem sempre se deve acreditar no que dizem.

A idiotice é um tema vasto, com muitos aspectos diferentes, e está inscrita com destaque na cultura brasileira. Um exemplo disso são as tradicionais piadas de português. Elas são uma projeção da brasilidade. No fundo, os portugueses idiotas das piadas somos nós. Os episódios que envolvem Manuel, Joaquim e Maria são todos parte da alma do nosso país – tanto é assim que só são conhecidos no Brasil. Em Portugal, ao contrário, circulam piadas de brasileiros.

É certo que, quando examinamos a questão da inteligência e da idiotice, surgem algumas perguntas indiscretas. O que é inteligência? O que é burrice? Quantos tipos há de idiotas?

Podemos dizer que inteligência é a capacidade de perceber o real. Como há realidades muito diferentes no mundo, não existe um tipo único de inteligência. Cada situação da vida requer um tipo específico de percepção, e por isso as inteligências são múltiplas. A idiotice e a burrice podem ser definidas como a incapacidade de perceber o real, e são tão variadas quanto as inteligências. Há, portanto, muitos tipos de idiotas. Alguns deles, inclusive, são espertalhões. Sim, há muitos idiotas que passam por inteligentes, e também grande número de pessoas inteligentes que passam por idiotas.

Além disso, quem é inteligente em uma área da vida pode ser burro em outras. Você é esperto em política e burro na hora de jogar futebol. Sua namorada pode ser menos intelectual que você, na hora de discutir filosofia, mas há aspectos da vida em que ela coloca você no chinelo. Há coisas que seus filhos fazem bem melhor que você, como, talvez, compreender as sutilezas de um videogame ou computador. Felizmente, ter sabedoria não é saber tudo. Ter sabedoria é saber o mais importante – e administrar bem os seus talentos.

Dos inúmeros tipos de idiotas, um dos mais interessantes foi examinado por François Rabelais, o escritor francês do século 16. Ele abordou a imbecilidade doutoral específica dos “eruditos” que usam palavras complicadas para não dizer coisa alguma. Um deles – conta Rabelais – fez certo dia uma longa pesquisa para saber “se uma entidade imaginária, zumbindo no vácuo, é capaz de devorar segundas intenções.” Outro queria saber “se uma ideia platônica, dirigindo-se para a direita sob o orifício do caos, poderia afastar os átomos de Demócrito”. Um terceiro investigava “se a frigidez hibernal dos antípodas, passando numa linha ortogonal através da homogênea solidez do centro, podia, por uma delicada antiperístase, aquecer a convexidade dos nossos calcanhares”. Rabelais qualifica tais idiotas eruditos como professores cegos de discípulos cegos, “que tateiam em um quarto escuro à procura de um gato preto que não está lá”.

Tais indivíduos eram precursores de Rolando Lero, o grande erudito que iluminou a televisão brasileira nos anos 1990. (http://www.youtube.com/watch?v=41AyLjrHjGA)

Que delícia… Rolando Lero, personagem interpretado pelo grande Rogério Cardoso e que hoje pode ser encontrado por todo lado, interpretado por milhões de pessoas…

Bem, retomando o texto de Carlos Cardoso Aveline, a partir do ponto em que ele fala da imbecilidade doutoral específica dos “eruditos” que usam palavras complicadas para não dizer coisa alguma.

Não é de todo impossível encontrar esse tipo de pesquisador fazendo teses de pós-doutorado em certas universidades.

Conheço seres humanos que têm tanto medo de parecer burros que aplaudem – ou pelo menos fingem que compreendem – esse tipo de raciocínio longo, difícil, sem significado algum. Mas tal constrangimento é desnecessário: deixando de lado o medo de parecer idiotas, perderemos menos tempo fingindo e seremos mais felizes.

Você Fingiu
Genival Cassiano

Foi você quem me deu
Todo amor que sonhei
Foi você, foi você
Foi você, foi você
Mas um dia
Aquele amor morreu

Eu não sei que fazer
Pra você me querer
Eu não sei
Não, não, não sei
Eu não sei
Não, não, não
Não, não sei
Sei que o nosso amor
Se acabou

Você fingiu
(Você fingiu)
Você jurou me amar
(Você fingiu)
Você mentiu
(Você fingiu)
Você jurou gostar
(Você fingiu)
Você fingiu
(Você fingiu)
Você jurou me amar
(Você fingiu)

Agora vem pedindo
(Você não gosta)
O meu perdão
(Você não gosta)
Agora é tarde
Inês é morta

Mas você tem que pagar
Por todo mal
Por todo mal que me fez
Que me fez
Uou, uou, uou
Uou, uou
Que me fez
Ahhhh
Que me fez

Não quero mais você
Você só me fez sofrer
Não quero mais
Não quero mais você
Não quero mais você

Olha só! Você ouve VOCÊ FINGIU, de Genival Cassiano, o Cassiano, com OS DIAGONAIS, um das bandas pioneiras do soul music brasileiro, que contava – além do Cassiano, com Hyldon, Luís Vagner e Carlos Dafé. Foi back band do Tim Maia, que também gravou essa música…quer ver?

E então encontro um texto assinado como O Buda. Não sei onde veio, se é do próprio Buda,mas a mensagem é bem legal…

Não acredite em qualquer coisa só porque você a ouviu. Não acredite em qualquer coisa só porque ela foi dita por muitos. Não acredite em qualquer coisa simplesmente porque ela está escrita em seus livros religiosos.

Não acredite em qualquer coisa por causa da autoridade de seus professores ou pessoas mais velhas. Não acredite em tradições, pois elas foram manipuladas por muitas gerações. Mas após observar e analisar, quando você concluir que tudo está conforme a razão e conduzindo para o bem e o benefício de todos, então aceite. E viva para ela.

Pois é… Existem idiotas e idiotas. Eu tenho plena consciência de que sou um perfeito idiota em certos aspectos de minha vida, e não farei nenhum esforço para deixar de sê-lo. Na minha avaliação, o esforço não vale a pena. E essa é a grande questão: a capacidade de saber-se idiota e avaliar se vale a pena fazer algo a respeito. Isso tem a ver com aquela palavrinha que de quando em quando eu repito aqui no Café Brasil: equilíbrio. Às vezes é preciso ser idiota.

Aliás, parafraseando Stanislaw Ponte Preta, é muito mais fácil ser idiota. Só não dá pra deixar a estupidez tapar a visão…

E é assim, ao som de EU NUNCA TE AMEI IDIOTA, desta vez com o vozeirão da Ana Carolina, que o Café Brasil que tratou da idiotice vai saindo de mansinho.

Com o pensativo Lalá Moreira na técnica, a meditabunda Ciça Camargo na produção e eu, o “sei lá” Luciano Pires na direção e apresentação.

Estiveram conosco o ouvinte Lucas, Nicolas Krassik e os Cordestinos, Ana Carolina, Os Diagonais, Tim Maia, Raul de Barros, Sex Beatles e Rolando Lero com o Professor Raimundo.

O Café Brasil chega até você com o apoio de ninguém menos que o Auditório Ibirapuera, um lugar onde a gente é tudo menos idiota. Lá a Música Popular eleva espíritos, massageia a alma, captura pensamentos, exercita a mente… www.auditorioibirapuera.com.br, um santo remédio para quem está sentindo uns sintomas de idiotice! Acesse o site, veja a programação e corra pra lá!

Este é o café Brasil, um programa feito pra quem não quer ser idiota. Simples assim. Acesse www.portalcafebrasil.com.br pra ver

Pra terminar, uma frase de Nelson Rodrigues:

Criou-se uma situação realmente trágica: – ou o sujeito se submete ao idiota ou o idiota o extermina.

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