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Luciano Pires -
Gratuito!
24 MB

De tempos em tempos a gente dá uma parada, faz uma espécie de introspecção e monta um programa que fica sendo um tipo de manifesto, que traga à tona aquilo que nos move, as raízes do Café Brasil. Tem muita gente que começou a ouvir o programa há pouco tempo e não sabe direito qual é a nossa praia. Então hoje vamos partir para mais uma dessas, inspirados por uma carta de uma ouvinte que tem 12 anos de idade e um pai pra lá de especial. Na trilha sonora, Enúbio Queiróz, um Cauby Peixoto de arrasar, Rhaissa Bittar, Antônio Nóbrega, um Alceu Valença de emocionar e o grupo Noite Clara. Apresentação de Luciano Pires.

[showhide title=”Ler o roteiro completo do programa” template=”rounded-box” changetitle=”Fechar o roteiro” closeonclick=true]

Bom dia, boa tarde, boa noite. De tempos em tempos a gente dá uma parada e faz uma espécie de introspecção por aqui. E monta um programa que fica sendo um tipo de manifesto, que traga à tona aquilo que nos move, as raízes do Café Brasil. Tem muita gente que começou a ouvir o programa há pouco tempo e não sabe da história. Então hoje vamos partir para mais uma dessas.

Pra começar, uma frase do cineasta Francis Ford Coppola:

Tudo que você constrói em larga escala ou com paixão intensa é um convite para o caos.

E quem lega o livro esta semana é alguém muito especial, e vocês saberão porquê. O email começa assim:

“Ola Luciano, meu nome é Ana Gabrieli Ganais Vitoria e tenho 12 anos.

Meu! Você faz idéia do que é receber um e-mail de alguém que tem 12 anos de idade? Mas, eu vou continuar, olha só.

Moro na cidade de Ji-Paraná – Rondônia, meu pai mora na Espanha, para os outros ele não é alguém muito importante afinal ele é só um trabalhador imigrante por lá. Mas para mim ele é a pessoa mais inteligente que eu já vi e ouvi. Apesar de ele ser mais um homem de classe baixa e sem muito estudo ele ama a cultura e estuda muito por si só.

Ele me disse que prestou vestibular uma vez e passou, mas não pode fazer a faculdade pois tinha que escolher entre trabalhar por nós ou estudar. Já sabe qual foi a opção dele né? Mas isso não vem ao caso.

Eu te escrevo por culpa de um presente que ele me enviou de lá no ano passado. Ele me mandou um computador e um iphone e eu fui correndo ver as músicas e jogos do iphone e na verdade tinha mais podcast do que álbuns musicais. Tinha todos os podcasts do café brasil, escribacafe e muitos outros. Eu me apaixonei por todos afinal eu também sou uma boa aluna na escola (a nota mais baixa que já tirei foi 8,5 em educação física).

Fui aluna destaque da escola Lauro Bennho Predige onde eu estudo por 2 anos consecutivos (pode consultar). Meu sonho é ser atriz, faço teatro há 5 anos e passei a amar essas músicas que você põe de fundo porque praticamente todas eu não conhecia. E cada vez que você toca uma nova eu corro para o youtube. Gostaria que meu estado tivesse mais cultura e incentivos culturais. Aqui na minha cidade não tem museus nem shows de Música Popular Brasileira, nem festas tradicionais,nem (?), nem (?), bom! Nem nada.

Eu acredito que a culpa dos adolescentes de hoje em dia não gostarem e nem terem cultura é dos próprios pais. Por exemplo: meu pai não me obriga a gostar do que ele gosta, na verdade ele não me obriga a nada, sempre me surpreende com a questão “é isso que você quer?”. Mas por outro lado ele sempre tenta colocar no meu caminho algo como se fosse por acaso, tipo os podcasts que mandou junto com as músicas no iphone, filmes que fala pra mim assistir e me pede para prestar atenção não só na aventura ou ação do filme e sim nos nomes dos personagens se forem épicos, nas vestes, no diálogo, nos cenários e etc.

Ele me ensina brincando, eu digo uma palavra como “rever” e ele me diz “tu sabe que rever é um palíndromo?”. Claro eu não sei o que é isso e me desperta a curiosidade então procuro saber porque ele só vai me falar o que é depois que eu descobrir. Mas o caso é que eu agradeço muito por ele ter me apresentado este podcast e a você Luciano pelo seu trabalho. Seu podcast deveria esta nos horários nobres das melhores rádios do Brasil ou quem sabe nas temáticas de sala de aula. Obrigada por existir.

Abaixo um poema ou musica “não sei” que meu pai escreveu para mim exercitar minha interpretação de texto para o concurso de redação estadual. No começo eu não entendi nada mas depois que ele me explicou eu simplesmente achei fantástico.”

Bem, eu não ia perder a chance de mostrar o poema que o pai da Gabrieli escreveu, não é? O título é “Pinxado no muro”, que aqui onde eu moro equivale a PICHADO NO MURO.

Ao fundo você tem ALVORECER, com a viola deliciosa de Enúbio Queiróz…

Eu vi escrito no muro
podre, sujo, mau feito,
descascado caindo os pedaços
rua feia, bairro feio, cidade feia pais???
mais era o muro
e era o que estava escrito no muro
e era lindo e tava tudo lá
e poucas palavras diziam tudo
e chovia e alagava a casa da dona do muro
mas a frase estava alta no muro
mas o muro era tão alto
mas era o que estava escrito no muro
mas era lindo
e por cima do muro se via um menino
sujo, machucado, manchado, arranhado
mas era o muro
o menino apenas brincava
e olhava com um olhar cansado
de quem andou em cima do muro
temendo o cai e não cai do muro
e eu estou em frente ao muro
lendo essas 4 palavras
que dizem tudo e não dizem nada
que perdem um pouco o significado
por que falta o final
que foi apagado, manchado, tampado
mas a mensagem ainda ficou no muro
e minha indecisão parece mais uma miragem
sao quatro palavras no muro
“pense bem, escolha o caminho”
a frase já dizia tudo
mas pra mim não dizia nada
porque nessa esquina
qualquer caminho vai para baixo
mas agradeço por ter olhos e saber ler,
assim posso saber o que estava escrito no muro
era o começo e não o fim do muro
e do caminho que temos que percorrer.

Sabiá
Luiz Gonzaga
Zé Dantas

A todo mundo eu dou psiu (Psiu, Psiu, Psiu)
Perguntando por meu bem (Psiu, Psiu, Psiu)
Tendo um coração vazio
Vivo assim a dar psiu
Sabiá vem cá também (Psiu, Psiu, Psiu)

A todo mundo eu dou psiu (Psiu, Psiu, Psiu)
Perguntando por meu bem (Psiu, Psiu, Psiu)
Tendo um coração vazio
Vivo assim a dar psiu
Sabiá vem cá também (Psiu, Psiu, Psiu)

Tu que anda pelo mundo (Sabiá)
Tu que tanto já voou (Sabiá)
Tu que fala aos passarinhos (Sabiá)
Alivia minha dor (Sabiá)

Tem pena d’eu (Sabiá)
Diz por favor (Sabiá)
Tu que tanto anda no mundo (Sabiá)
Onde anda o meu amor
Sábia…

A todo mundo eu dou psiu (Psiu, Psiu, Psiu)
Perguntando por meu bem (Psiu, Psiu, Psiu)
Tendo um coração vazio
Vivo assim a dar psiu
Sabiá vem cá também (Psiu, Psiu, Psiu)

A todo mundo eu dou psiu (Psiu, Psiu, Psiu)
Perguntando por meu bem (Psiu, Psiu, Psiu)
Tendo um coração vazio
Vivo assim a dar psiu
Sabiá vem cá também (Psiu, Psiu, Psiu)

Tu que anda pelo mundo (Sabiá)
Tu que tanto já voou (Sabiá)
Tu que fala aos passarinhos (Sabiá)
Alivia minha dor (Sabiá)

Tem pena d’eu (Sabiá)
Diz por favor (Sabiá)
Tu que tanto anda no mundo (Sabiá)
Onde anda o meu amor
Sábia…

(Psiu, Psiu, Psiu)
(Psiu, Psiu, Psiu)

(Psiu, Psiu, Psiu)

(Sabiá)
(Sabiá)
(Sabiá)

Sabiá…

Tem pena d’eu (Sabiá)
Diz por favor (Sabiá)
Tu que tanto anda no mundo (Sabiá)
Onde anda o meu amor
Sábia…

Hummmm…. Luiz Gonzaga e Zé Dantas num momento inspiradíssimo compuseram SABIÁ que Alceu Valença nos traz pra esse cafezinho…

Pois é… dizer o que de um email como este?

A Gabrieli tem 12 anos de idade e escreve como uma jovem adulta. Mora num lugar loooooooogeeee, embora o longe dependa do ponto de referência, né?

Mas ela fez uma escolha e nos dá uma lição. Aliás, ela encontrou seu sabiá no seu pai. Quando a gente quer, e tem um mentor, um sabiá, não há barreiras para a aquisição de cultura.

Gabrieli, você ganhou não um, mas dois livros, um pra você e um pro seu sabiá, que eu vou mandar com o maior prazer.

A Gabrieli, com 12 anos de idade escreveu pra nós. E você aí, o marmanjo?

“Pense bem, escolha o caminho…”. Escolha… Julgamento e tomada de decisão…

O Café Brasil, e de resto quase que a totalidade de meu trabalho, nasceu de uma preocupação com a (in)capacidade de análise, julgamento e tomada de decisão das pessoas. Com o emburrecimento generalizado da população e com a mediocrização de que vive como um bovino resignado.

Julgamento e tomada de decisão. Você encontrará essas palavras várias vezes quando tomar contato com meu trabalho, por uma simples razão: na raiz de todos os problemas, dos erros e acertos, do fracasso e do sucesso, está nossa capacidade de julgar e tomar decisões. De nada adianta um computador de última geração com o software mais avançado nas mãos de um profissional altamente treinado em sua operação, mas que tem uma capacidade medíocre de julgar e tomar decisões.

Gente treinada consegue fazer a coisa certa, na hora certa do jeito certo, não é? Pois é. Mas estou mais preocupado é em fazer a coisa necessária, na hora necessária e do jeito necessário. “Escolher o necessário” é muito mais complicado do que “escolher o certo”, se é que você me entende.

Escolher o necessário envolve aspectos técnicos, sociais, políticos, culturais e até estéticos, o que vai muito além dos treinamentos que as empresas proporcionam a seus funcionários. Treinar as pessoas nos aspectos técnicos dos processos é desenvolver apenas uma parte da capacidade de julgamento e tomada de decisão.

Escolher o necessário implica em escolher o que vai nos machucar, o que vai nos colocar em conflitos, o que vai nos colocar em choque com outras pessoas. O necessário nem sempre é o que o q gente quer, não é?

E escolher o melhor tem a ver com cultura.

– Cultura? Teatro, música e pintura?

Também. Mas a definição de “cultura” que está na raiz do Café Brasil, tem uma abrangência maior do que aquela que vemos por aí. Para nós aqui, “cultura” compreende quatro grandes áreas:

– A expressão: o idioma falado, as artes, a mídia, o folclore e a literatura

– A cidadania: a política e a organização social

– A educação: a escola formal e o aprendizado informal e

– O comportamento: as relações dos brasileiros entre si, com o meio-ambiente, com o trabalho, com o mundo, com a religião, etc.

Entendeu agora um pouco do caos do Café Brasil? Tudo que a gente não quer é que você fique aí parado, sabe? Sentado à beira do caminho….

Sentado à Beira do Caminho
Roberto Carlos
Erasmo Carlos

Eu não posso mais ficar aqui
A esperar!
Que um dia de repente
Você volte para mim…

Vejo caminhões
E carros apressados
A passar por mim
Estou sentado à beira
De um caminho
Que não tem mais fim…

Meu olhar se perde na poeira
Dessa estrada triste
Onde a tristeza
E a saudade de você
Ainda existe…

Esse sol que queima
No meu rosto
Um resto de esperança
De ao menos ver de perto
O seu olhar
Que eu trago na lembrança…

Preciso acabar logo com isso
Preciso lembrar que eu existo
Que eu existo, que eu existo…

Vem a chuva, molha o meu rosto
E então eu choro tanto
Minhas lágrimas
E os pingos dessa chuva
Se confundem com o meu pranto…

Olho prá mim mesmo e procuro
E não encontro nada
Sou um pobre resto de esperança
À beira de uma estrada…

Preciso acabar logo com isso
Preciso lembrar que eu existo
Que eu existo, que eu existo…

Carros, caminhões, poeira
Estrada, tudo, tudo, tudo
Se confunde em minha mente
Minha sombra me acompanha
E vê que eu
Estou morrendo lentamente…

Só você não vê que eu
Não posso mais
Ficar aqui sozinho
Esperando a vida inteira
Por você
Sentado à beira do caminho…

Preciso acabar logo com isso
Preciso lembrar que eu existo
Que eu existo, que eu existo…

Larará Larará Lararará!
Larará Larará Lararará!
Larará Larará Lararará!

 Rararararaa…aposto que você pensou que ia entrar o Erasmo, né? Pois é. Veio Cauby Peixoto…

Eu me divirto só de imaginar a expectativa de cada ouvinte, que nunca sabe que tema virá no próximo programa ou qual será a próxima música. A gente aqui toca e trata de tudo. Tá bom, de quase tudo.

Quando comecei a desenhar o Café Brasil, ouvi mais de uma vez a recomendação de buscar especializar-me num assunto. “Escolha um nicho e torne-se um especialista nele” era a recomendação.

Mas eu sempre achei isso pouco. Como assim “escolher um nicho”?

Eu sou cartunista, pô. Trato da sociedade como um todo. Não sou um cartunista de política, de economia, de meio ambiente ou de física quântica. Sou um cartunista da sociedade. Portanto tenho que abraçar o mundo! E tratar das coisas que nos dizem respeito.

E o que é o mundo além de um caos? Olhe em volta. Veja quantas diferenças nas pessoas. Falamos o mesmo idioma, mas gostamos de coisas diferentes. De comidas, de músicas, de filmes, de gente diferente. É no caos que mora a riqueza e a capacidade que os brasileiros tem de conviver bem com o caos, com as diferenças talvez seja única. E aí mora a explicação para o Café Brasil.

A gente aqui aposta no caos. Por isso você ouve As Pastorinhas do Noel Rosa e logo em seguida a Cássia Eller cantando Nirvana… Você pode até ficar chocado, mas é nesse caos que mora a riqueza. E é essa a riqueza que a gente tenta passar aqui, sacou?

Sei lá…de alguma forma essas reflexões podem  ajudar a gente em momentos-chave.

Caos
Rhaissa Bittar
Daniel Gali

Manda avisar que tá lá
Manda avisar que tô
Manda avisar que tô lá
Manda avisar, tá?!

Diga pro tom que vou já
Diga pro tom voltar
Diga pro tom que vou voltar
Diga pro tom, já!

Tô olhando pra baixo
Tô trobando tudo junto
Tô pensando lá pro alto
Tô pro outro lado do mundo

Tô segurando no vento
Tá me faltando ar
Tô pisando no sol
Tô andando no transporte público
E tô parada 

Por falar em Caos essa é a Rhaissa Bittar com CAOS dela e do Daniel Galli….

Mas essa opção pelo caos cobra um preço alto, viu? Experimente tentar responder a esta pergunta simples:

– Do que é que trata esse programa Café Brasil?

Pois é… Não é difícil? Agora imagine explicar isso para um possível patrocinador. Sentiu o drama?

Olha só a diferença… Se o Café Brasil fosse um podcast sobre economia era fácil. Se fosse sobre medicina era fácil. Se fosse sobre moda era fácil. Mas não é. É sobre o caos cultural… E quem é que vai botar dinheiro num negócio que não entende?

Então taí. Por isso a luta é tão difícil. A gente em certeza que está apostando em coisas necessárias, mas eu tenho aqui na parede de minha sala um quadrinho que mandei fazer em 2004, quando me estranhei com um dos gringos da alta direção da multinacional na qual trabalhei. Numa discussão em que defendia a manutenção de um investimento importante em marcas, ele soltou a frase que eu mandei emoldurar:

Abre aspas: Temos pessoas fazendo coisas legais de se ter, mas que não são necessidades. Fecha aspas.

Necessidades… O conceito do que era necessário daquele gringo era diferente do meu. Foi ali que eu entendi que era preciso começar a preparar meu vôo solo, que aconteceu 4 anos depois, quando fui correr atrás daquilo que eu julgava necessário.

Esse som maravilhoso aí ao fundo, no podcast,é o Antônio Nóbrega com BRINCANCO COM O CLARINETE, de Lourival Oliveira….Aquelas coisas necessárias que a gente toca aqui…Muito bem, onde eu quero chegar?

No pai da Gabrieli, lá de Ji-Paraná. O pai que está na Espanha e que um dia teve que fazer uma escolha entre estudar ou trabalhar. Pensando em sustentar a família ele optou por trabalhar, mas fez outra  escolha, com certeza pensando na Gabrieli. E suas escolhas estão espelhadas em suas atitudes. O que é que ele acha necessário para ela? Incentivá-la a curtir coisas nas quais meninas de 12 anos de idade não se interessam hoje em dia. E você sacou como ele faz isso?

Eu vou repetir o que ela escreveu:

”…meu pai não me obriga a gostar do que ele gosta, na verdade ele não me obriga a nada, sempre me surpreende com a questão “ é isso que você quer?”. Mas por outro lado ele sempre tenta colocar no meu caminho algo como se fosse por acaso, tipo os podcasts que mandou junto com as músicas no iphone, filmes que fala pra mim assistir e me pede para prestar atenção não só na aventura ou ação do filme e sim nos nomes dos personagens se forem épicos, nas vestes, no diálogo, no cenário e etc. Ele me ensina brincando”.

Ele me ensina brincando… Olha que interessante isso.

Imagine pegar uma criança em fase de alfabetização e colocar em suas mãos um livro sem ilustrações, maçante… Nunca mais ela vai querer chegar perto de um livro. Infelizmente, isso parece ser a regra.

Ser maçante, chato, em qualquer aspecto de nossa vida, é sempre a opção mais arriscada. É a forma de ser deixado de lado, esquecido, evitado.

No entanto, o que mais vemos no Brasil são programas chatos. Livros chatos. Processos chatos. Idéias chatas. Professores chatos. Alunos chatos… O Brasil está ficando chato.

Pois o pai da Gabriele, sem estudo, humildemente, sabe como driblar essa chatura, essa chatice. Ele sabe que precisa servir de exemplo, que há um futuro possível para a Gabriele que não a coloque diante da mesma escolha que ele foi obrigado a fazer…. E está investindo nisso.

E parece que está dando certo…

Escolhas… Como tem sido as suas? Quais tem sido as suas? Você já definiu seu propósito?

Quando chegar a sua hora, o que é que você vai deixar? Conforto material pra os seus, dinheiro no banco e uma casa própria? Só isso?

O pai da Gabrieli deve se preocupar com isso também. Mas ele também fez uma escolha: construir a Gabrieli, porque ele acha que isso é, mais do que a coisa certa, a coisa necessária a fazer.

Talvez este programa seja um presente para ele. Uma forma de dizer que ele está sendo bem sucedido em sua escolha. Através da Gabrieli ele está deixando o mundo um pouco melhor…

Cara, e isso é fazer muito!

Então… Olha que legal Gabriele, você acabou inspirando um programa inteirinho! Leve um grande beijo, mande um abração para seu pai e continue assim menina. E não esqueça de escrever mandando seu endereço pra gente enviar os livros.

Deixa eu brincar
Grupo Noite Clara

Bolinha de gude, futebol
Malacacheta, papagaio, pião
Pé de moleque, quebra queixo,
Bananinha, tia dá mais um
A vida assim é boa, minha gente
Não tem nem com que se preocupar               
Enquanto você se ocupa de ser gente grande, amigo
Eu quero brincar.
É na hora Tom e Jerry
Picapau, zeca urubu
Iabadabadu
Eu quero um beijo e um abraço
Não quero aperto de mão
Beijinho dá mais um
A vida assim é boa, minha gente
Não tem nem com que se preocupar
Enquanto você se ocupa de ser gente grande, amigo
Eu quero brincar.

E é assim, ao som de Rafael Franja, Rubens Allan e Claudio Donato que formam o grupo paulista NOITE CLARA, com DEIXA EU BRINCAR que nosso cafezinho vai saindo de mansinho.

Com o nutritivo Lalá Moreira na técnica, a saliente Ciça Camargo na produção e eu, o aspirante a vagalume Luciano Pires na direção e apresentação.

Estiveram conosco a Gabriele de Ji-Paraná, Enúbio Queiróz, Cauby Peixoto, Rhaissa Bittar, Antônio Nóbrega, Alceu Valença e o grupo Noite Clara.

Este é o Café Brasil, um programa ouvido por gente interessada em refinar sua capacidade de julgar e tomar decisões, gente que quer saber escolher a coisa necessária, na hora necessária, da formanecessária. Vem pra cá, meu. www.portalcafebrasil.com.br .

E pra terminar, uma frase do matemático e filósofo francês Blaise Pascal

Ninguém é tão ignorante que não tenha algo a ensinar. Ninguém é tão sábio que não tenha algo a aprender.  

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