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Luciano Pires -

O programa da semana trata da língua que falamos e que aos poucos modificamos. Você também acha que a língua que falamos é uma espécie de organismo vivo que vai sendo modificado com o tempo? Acho que não há dúvidas sobre isso, não é? A questão é saber se está sendo modificado para melhor ou para pior. Ou se está sendo utilizado como instrumento político. Aliás, dá até para questionar a noção de pior ou melhor. Também tratamos da angústia de achar que escrevemos errado… Na trilha sonora Victor Batista, Ricardo Herz, Geraldo Azevedo, Paulo Moura com Armandinho, Altamiro Carrilho, Marlene e o índio Lillíssacar. Coisas de Café Brasil, né? Apresentação de Luciano Pires.

[showhide title=”Ler o roteiro completo do programa” template=”rounded-box” changetitle=”Fechar o roteiro” closeonclick=true]

Bom dia , boa tarde, boa noite. Você também acha que a língua que falamos é uma espécie de organismo vivo que vai sendo modificado com o tempo? Acho que não há dúvidas sobre isso, não é? A questão é saber se está sendo modificado para melhor ou para pior. Ou se está sendo utilizada como instrumento político. Aliás, dá até para questionar a noção de pior ou melhor. Vamos nessa onda hoje.

Pra começar, uma frase de Oliver Wendell Homes, médico, professor e escritor estadunidense:

Cada língua é um templo em que se encerra a alma dos que a falam.

E quem ganhou o livro esta semana foi o meu amigo Bóris Deprê, mais um assanhado podcaster que habita a podosfera brasileira. Ele comentou o podcast CAÇANDO LOBATO assim:

“Mais um episódio sensacional, ácido e bem humorado, mas que fala de um assunto seríssimo.

Dizer que os professores não estão preparados para trabalhar com Lobato nas escolas é assinar um atestado de incompetência, ao mesmo tempo que se assemelha ao “se a lâmpada está queimada, o novo padrão é escuro”, é empurrar a sujeira para debaixo do tapete e preferir nos espantar (aos poucos que ainda se espantam) ao invés de buscar resolver o problema com real empenho.

Ignorar o folclore e a visão da época em que as histórias foram escritas e tomar decisões como essa, revela o despreparo não só dos docentes, mas dos dirigentes da nossa educação, não sei até se não querem apenas encontrar um motivo para se promoverem em cima de decisões “importantes” pra não dizer estúpidas.

Alguém levou em consideração as lições de amizade, de respeito aos mais velhos? O incentivo à imaginação, à criação, à liberdade que a criança deve ter de pensar? E que a cada dia, enfurnados em apartamentos minúsculos, cercados de eletrônicos, nossos filhos estão perdendo o gosto pela vida simples, por valores que muitas vezes deixamos de lado pela correria do dia a dia, e que só perceberemos quando eles forem adultos, e cometerem os mesmo erros com seus filhos?

É um círculo vicioso, que se não começarmos a mudar com urgência, não vai se resolver por si só. Demanda esforço de cada um a cada dia.

Lembro dos bons tempos, onde Pedrinho e Narizinho eram nossos heróis, e o cheiro dos quitutes de Tia Anastácia atravessava o limite da televisão, e as histórias de Dona Benta alimentavam nossa imaginação.

E quando nossa “ficção” era baseada em lendas e contos, amendrontados pela cuca e pela mula sem cabeça, mas contando com o apoio incondicional de uma boneca de pano, um ser provindo de uma espiga e de um saci pererê.

Bons tempos, e não nos tornamos seres monstruosamente racistas ou preconceituosos por isso.

Obrigado por esse chacoalhão em nossas cabeças, Luciano.”

Olha só. O Boris parou de fazer o seu podcast pra comentar o nosso. E você ai, que só escuta podcast, por que é que não comenta também?

Canto de reza
Victor Batista

Viva o canto dessa terra
Viva o povo deste lugar
Viva a viola e zabumba
Viva

Olha só, é ao som de CANTO DE REZA, do Victor Batista lá das Minas Gerais, num CD que eu achei por acaso lá em Pirinópolis, lá em Goiás, que eu começo o programa de hoje.

Eu escrevo. Escrevo desde que me lembro e nunca fui o melhor aluno de português nas escolas. Acho que meu domínio da gramática dá pro gasto.

Tenho dificuldades com vírgulas, com crases, com o porquê e com diversos outros detalhes que fazem com que a cada disparo de um texto meu para os leitores, um frio no estômago apareça. Disparo o artigo pensando “qual é a cagada fiz desta vez?”. Mas não vejo alternativa.

Acho que melhorei muito com o tempo, e ainda vou melhorar mais, mas tomei a decisão de expor meu português claudicante quando me deparei com o mesmo tipo de angústia em outros escritores. A maioria deles muito mais importantes do que eu jamais serei.

E para não fugir à regra, encontrei conforto no mestre Rubem Alves, que um dia aliviou meu sono. Ele escreveu assim:

“Cheguei onde estou por caminhos que não planejei. É um lugar feliz com o qual nunca sonhei. Nunca me passou pela idéia que eu viria a ser escritor… Sou ruim em gramática, erro a acentuação. E há mesmo uma pessoa que se dedicava a escrever-me longas cartas para corrigir meu português. Parou de escrever. Acho que desistiu. Como é bem sabido, eu, um mau aluno, especialmente quando o professor quer ensinar-me coisas que eu não quero aprender. Pena que o dito professor, voluntário, nunca tivesse feito comentário algum sobre o que eu escrevia. Concordo mesmo é com Patativa do Assaré: ” É melhor escrever errado a coisa certa do que escrever certo a coisa errada…”

E sobre essa questão dos erros, o Gabriel Perissé publicou outro de seus deliciosos textos nas Iscas Intelectuais do Portal Café Brasil. Trata-se de MEUS ERROS PREFERIDOS.

O som que você ouve ao fundo é É de Gonzaguinha, com o violinista Ricardo Herz.

As crianças erram. Porque são humanas. Mais humanas do que nós, adultos adulterados.

Odiamos errar. Queremos a perfeição. E por isso deixamos de aprender com a mesma rapidez com que aprendíamos na infância.

Mas os erros revelam verdades. Especialmente os linguísticos.

Uma criança outro dia me perguntou se existe mesmo o tal de abdominável homem das neves. Ouviu algo a respeito num programa de TV sobre o Himalaia. Será abdominável o monstro porque faz abdominais deitado na neve?

Dias desses, uma menina aqui em São Paulo viu dentro de uma estação do metrô uma sala de vidro. Trata-se de um posto tira dúvidas. Qualquer passante com dificuldades em português e matemática pode entrar e, gratuitamente, receber uma breve aula particular sobre fatoração ou análise sintática, raiz quadrada ou ortografia. Ao ler o cartaz com os dizeres “Tire aqui suas dúvidas de português e matemática”, a criança disse ao pai: – Ah, então é daqui que as pessoas vêm tirar suas dúvidas! Pai, deixa eu pegar uma pra mim!

O erro nos ajuda a acertar com esmero. Um erro não é mero equívoco. Erra redondamente quem menospreza o poder criativo do erro.

Uma professora me contou que, no início de sua carreira, faz mais de 30 anos, tinha em sala de aula um aluno que falava “truxe” em vez de “trouxe”. O menino vivia trazendo coisas: “Professora, eu truxe o lanche! Professora, eu truxe o caderno! Professora, eu truxe a lição de casa!”

A professora repetia, com um sorriso bondoso, que era errado dizer “truxe”. Que o certo era “trouxe”. Que a gramática é que estava certa. O aluno também sorria, ouvia mas não entendia a correção. Fazia expressão de “caixa-d’água”, indecifrável. E continuava trazendo coisas: “Professora, eu truxe um bilhete da minha mãe! Professora, eu truxe uma flor para a senhora!”

Até que um dia, com a paciência esgotada, quando mais uma vez o “truxe” se fez, a professora exigiu que o menino escrevesse no caderno quinhentas vezes: “eu trouxe”, “eu trouxe”, “eu trouxe”… E que trouxesse o exercício-castigo no dia seguinte, sem falta!

E o menino não faltou. Lá estava ele, diante da professora. O olhar tranquilo, a alegria do dever cumprido, as quinhentas linhas devidamente alinhadas. Um começo de bolha no dedo, por escrever com força e realizar a tarefa:

– Professora, aqui está. Eu truxe os trouxe!

Mas as questões da língua que falamos sempre me atraem. Por isso trago um texto de Carine Vieira, que escrevia nas Iscas Intelectuais do Café Brasil. Ela partiu de um texto de Marilena Chauí chamado “Convite à Filosofia”.

O dom da comunicação é uma dádiva e como tantos e tantos atributos pode ser usado para o bem e para o mal. No diálogo Fedro, Platão dizia que a linguagem é um pharmakon. Esta palavra grega, que em português se traduz por poção, possui três sentidos principais: remédio, veneno e cosmético.

Platão considerava que a linguagem pode ser um medicamento ou um remédio para o conhecimento, pois, pelo diálogo e pela comunicação, conseguimos descobrir nossa ignorância e aprender com os outros: ajudamos, curamos, resolvemos.

Pode, porém, ser um veneno quando, pela sedução das palavras, nos faz aceitar, fascinados, o que vimos ou lemos, sem que indaguemos se tais palavras são verdadeiras ou falsas.

Enfim, a linguagem pode ser cosmético, maquiagem ou máscara para dissimular ou ocultar a verdade sob as palavras. Como cosmético tenho um exemplo claro e atual: os políticos. É quando mascaramos as situações, os fatose osacontecimentos para torná-los mais “bonitos”. Sabe quando os discursos políticos nos enganam, fingindo fazer algo impossível (como prometer salário mínimo de mais de mil reais)? Pois é bem isso aí mesmo. É quando usamos a ironia – não para ofender – mas para enganar. Pra que serve um cosmético? Para embelezar, melhorar, aprimorar. E é assim mesmo que a palavra usada como cosmético funciona.

Na abertura da sua obra Política, Aristóteles afirma que somente o homem é um “animal político”, isto é, social e cívico, porque somente ele é dotado de linguagem. Só temos uma sociedade e cultura graças à comunicação. É a comunica que nos fez gerar relações sociais. Através da linguagem verbal e não verbal. E por ser de extrema importância podemos perceber que é um claro instrumento de dominação.

Na época da colonização, um modo da metrópole efetivar sua dominação era impondo a língua-pátria. No Brasil não foi diferente. Inclusive, a primeira atitude de dominação pela linguagem foi através do Marquês de Pombal, em 1877, quando proibiu o ensino de qualquer língua, em todo território nacional, que não fosse o português. Isso porque as línguas mais faladas em nosso país eram o tupi e o tupinambá. Nos EUA temos um exemplo interessante, após a independência, foi criado o dicionário de inglês americano, para se diferenciar da Inglaterra, sua antiga metrópole.

Mas, até hoje temos casos claros e explícitos de dominação. Uma delas é através do pedantismo. Pedantismo. Sempre achei essa uma palavra feia. Feia mesmo. Pe-dan-tis-mo, o significado também é. Ao utilizar palavras rebuscadas, expressões complexas, inclusive em outro idioma, faz-se valer de uma cultura de dominação pelo saber: “eu sei mais que você”, “eu tenho mais estudos”, e por aí vai. Não que eu defenda ser simplório. Longe disso. Apenas devemos refletir sobre ser conveniente ou não. Para que ser rebuscado entre pessoas humildes e sem tanto conhecimento?

Esse rebuscamento sem precisão também incide sobre o profissionalismo. Imagine uma conversa informal com um médico que somente use termos técnicos que não sejam de fácil compreensão? Seria perfeito em uma convenção médica, mas informalmente deixa a desejar. Sem contar a má impressão. E há muitos casos assim. Diversos profissionais se utilizam dessas expressões técnicas para se impor, para se mostrar, chamar atenção. E isso também é um modo de dominar, de oprimir.

A comunicação é realmente uma dádiva. Ela pode ser remédio, veneno, cosmético, de acordo com seu falante – e também de seu ouvinte. A oratória faz culminar amores, desprezo, desilusões. Tudo com simples palavras. Mas, você é quem escolhe como serão suas palavras. Remédio, veneno, cosmético ou dominação?

ABC do Sertão
Luiz Gonzaga

Lá no meu sertão pros caboclo lê
Têm que aprender um outro ABC
O jota é ji, o éle é lê
O ésse é si, mas o érre
Tem nome de rê

O jota é ji, o éle é lê
O ésse é si, mas o érre
Tem nome de rê

Até o ypsilon lá é pissilone
O eme é mê, O ene é nê
O efe é fê, o gê chama-se guê
Na escola é engraçado ouvir-se tanto “ê”
A, bê, cê, dê,
Fê, guê, lê, mê,
Nê, pê, quê, rê,
Tê, vê e zê

Lá no meu sertão pros caboclo lê
Têm que aprender outro ABC
O jota é ji, o éle é lê
O ésse é si, mas o érre
Tem nome de rê

O jota é ji, o éle é lê
O ésse é si, mas o érre
Tem nome de rê

Até o ypsilon lá é pissilone
O eme é mê, O ene é nê
O efe é fê, o gê chama-se guê
Na escola é engraçado ouvir-se tanto “ê”
A, bê, cê, dê,
Fê, guê, lê, mê,
Nê, pê, quê, rê,
Tê, vê e zê

A, bê, cê, dê,
Fê, guê, lê, mê,
Nê, pê, quê, rê,
Tê, vê e zê

Atenção que eu vou ensinar o ABC
A, bê, cê, dê, e
Fê, guê, agâ, i, ji,
ka, lê, mê, nê, o,
pê, quê, rê, ci
Tê, u, vê, xis, pissilone e zê

Que maravilha, não é? Você ouviu ABC DO SERTÃO, do grande Luiz Gonzaga com Zé Dantas, aqui com Geraldo Azevedo.

Alias: em 2012, Luiz Gonzaga, o Mestre Lua completaria 100 anos. Vamos ouvir um pouquinho?

E meu amigo Minás, que escreve – muito bem – nas Iscas Intelectuais do Portal Café Brasil, manda um recado:

Altas “filosofias” à parte,eu quero repisar o que venho dizendo há muito, inclusive aqui no podcast: quem faz o idioma é quem fala e quem escreve, e a gramática só tem a função de tentar botar ordem na suruba – jamais a de criar regras pétreas que pretendam antecipar o comportamento da língua. Não me refiro a coisas como “nóis vai, nóis vêm”, mas a coloquialismos e estrangeirismos inevitáveis: “Me liga”, ao invés de “Ligue-me”, know-how em vez de “saber como” e por aí afora.

O pior caminho é o inglório empenho de se ficar apontando erros uns dos outros. De que adianta “puxar a orelha” de alguém que se considera corretíssimo e apesar disso escreve, por exemplo, “e etc.” – quando etc. não admite o “e”, pois vem do latim “et coetera” que quer dizer “e mais”? Claro que há limitações de bom senso: quem fala em público ou escreve para o público deve cuidar ao menos de certos princípios básicos. E, sendo altamente herético, acho que ninguém deve seguir os passos de um Machado de Assis – já que, convenhamos, ele não escrevia em brasileiro, mas em português – e assim suas obras geniais deveriam ser “traduzidas” para que não sejam de leitura tão artificial e chata.

Que podem fazer os gramáticos diante de um Guimarães Rosa? Arrancar os cabelos? Ou declarar que se trata de um escritor totalmente “errado”?

Erros de gramática
Marino Pinto

Só não achou a chave do piano
Para não tocar o que o sambista fez
Os versos rasgou argumentando
Quanto erro há aqui de português
Se um deles falava de saudade
A concordância fez-se no meu coração
Que crime cometeu, eu sei quem mais sofreu
Quem mais sofreu, foi a minha canção
Se ele juntasse os pedacinhos novamente
Naquela parte de piano que rasgou
Ele teria certamente
A dedicatória que meu coração ditou
Se os versos fiz com pouca prática
A melodia fiz com muita dor
Não se corrige em erros de gramática
Quando se fala de amor

Uia! Olha só quem vem no Café Brasil, Marlene! Com ERROS DE GRAMÁTICA, do Marino Pinto, que está num elepê de 1959 chamado A EXPLOSIVA… Viu só? Não se corrige erros de gramática quando a gente fala de amor…

Que tal? É ao som de Paulo Moura e Armandinho com FALANDO DE AMOR DE Tom Jobim,

que eu trago um trechinho de uma excelente entrevista do Millôr Fernandes deu há muito tempo no Estadão:

O jornalista perguntou: Você teve problemas como ex-ministro Aldo Rebelo?

E o Millôr responde: Escrevi alguma coisa quando ele fez a tal lei proibindo estrangeirismos. Ora, quando os portugueses chegaram a este país trouxeram a língua deles, e pronto. Se não, até hoje estaríamos falando nhangatu, na base do “nós não sabe falar português”.

Mas de onde veio a bronca do ministro? Diz o jornalista.

E o Millôr responde: ele baixou a tal lei e eu escrevi que aquilo era idioletice. O homem se sentiu ofendido e me processou. As pessoas não têm obrigação de saber o que é idioletice, mas o ministro tem. Ele pediu uma indenização de R$ 30.200, já quantificando o que queria receber! Não disse que ele é um idiota, mas pergunto: no politicamente correto não se pode dizer que um sujeito é idiota? Esse pessoal do governo não sabe que existe poesia, prosa e língua falada. Você escreve poesia. Você escreve prosa. Mas você fala a língua. Fala e vai modificando a língua.

Grande Millôr… Idioletice… agora você aprendeu mais uma. Mas cuidado ao começar a usar o novo termo por aí. Ele é uma criação do Millôr, que pegou a palavra idioleto, que significa “fala de um único indivíduo”, e aplicou o sufixo “ice”. Idioletice. Ficou legal, mas ninguém vai entender. Como o agora Ministro, vão achar que você está xingando…

Esse assunto da língua como organismo vivo jamais chegará a um consenso. Quem leu o “Triste fim de Policarpo Quaresma”, de Lima Barreto sabe o que aconteceu quando Policarpo tentou eliminar tudo que era não-nativo: concluiu que deveríamos voltar a falar tupi…

Isso ai não é tupi. É Lillíssacar, cantor e compositor da nação indígena Fulni-Ô, de Pernambuco, cantando DEUS NOS DEU NOSSO IDIOMA PARA SER FALADO. A língua dele é o Yaathé, do tronco lingüístico Macro-Jê. Tá pensando o que, meu? Café Brasil é  Cul-tu-ra, aqui a gente mistura tudo!

E é ao som de MISTURA E MANDA, de Nelson Alves com Altamiro Carrilho que vamos ficando por aqui, botando mais uma pulguinha aí.

Como em tantas outras áreas, nessa questão do idioma que nós falamos eu sempre digo: o problema está no excesso… Ô Ciça, excesso é com “xis”, e dois esses, né?

Com o literato Lalá Moreira na técnica, a ilustrada Ciça Camargo na produção e eu, o idioletador Luciano Pires na direção e apresentação.

Estiveram conosco o ouvinte Bóris Deprê, Rubem Alves, Millôr Fernandes, Gabriel Perissé, Carine Vieira, meu amigo Minás, Victor Batista, Ricardo Herz, Geraldo Azevedo, Paulo Moura com Armandinho, Altamiro Carrilho, Lillíssacar, Luiz Gonzaga e Marlene, pode?

Este é o Café Brasil, um programa ouvido por gente que quer mais que o óbvio, quer mais que o irrelevante, quer mais que o banal. Aqui a gente distribui iscas intelectuais pro seu cérebro ficar em forma.

Vem pra cá: www.portalcafebrasil.com.br .

E pra terminar, uma frase de quem? Millôr Fernandes:

A língua é a mais complexa, a mais milagrosa, a mais estranha, a mais gigantesca e variada invenção humana. Nada menos sujeito a tutelas autoritárias.

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