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273 – O sorriso de Duchenne

273 – O sorriso de Duchenne

Luciano Pires -

O programa da semana vai tratar de sorrisos. E por tabela, de felicidade. Fala a verdade, existe algo mais irresistível que um sorriso? E olha só: sorrisos não custam nada para quem dá, mas valem muito para quem recebe. Vamos tratar da psicologia do sorriso, da anatomia do sorriso e das diferenças entre os sorrisos genuínos e aqueles forçados. Acho que você vai até sorrir durante o programa! Na trilha sonora, Celso Fonseca, Virgínia Rosa, Nelson Ayres, Ulisses Rocha, Toninho Ferragutti, Cascatinha e Inhana, Juvenal dal Castel, Milton Nascimento, Erasmo Carlos e Luiz Gonzaga. Uma festa! Apresentação de Luciano Pires.

[showhide title=”Ler o roteiro completo do programa” template=”rounded-box” changetitle=”Fechar o roteiro” closeonclick=true]

Bom dia, boa tarde boa noite. Eu daqui, de dentro da cabine de gravação, vendo, pelo vidro, o sorriso do Lalá, o sorriso da Ciça e trazendo pra vocês esse tema para o Café Brasil: o sorriso.

Vamos começar com uma frase de Victor Borge, músico dinamarquês:

Um sorriso é a distância mais curta entre duas pessoas.

O exemplar de meu livro NÓIS QUI INVERTEMO AS COISA desta semana vai para … para … para … atenção… o Édio Oliveira, que comentou o programa POSSUIR OU SER POSSUÍDO assim:

“Já ouvi o episódio há alguns dias, mas apenas hoje pude me sentar para comentá-lo. Sabe que o tema que você propôs acabou indo ao encontro de um período delicado que venho atravessando em minha vida.

Atingido pelo desemprego há cerca de seis meses, minha esposa e eu nos vemos diante da necessidade de escolher algumas coisas das quais teremos que abrir mão até a nossa situação financeira voltar a se estabilizar.

No fundo, no fundo, encaro isso como uma dura lição.

Lição que fica um pouco mais fácil de superar quando você tem a chance de refletir se é você que possui ou se você é possuído por aquelas coisas que chama de suas.

Então acho que cabe aqui o meu agradecimento pelas palavras que acabaram soando como o apoio de um verdadeiro amigo em um momento difícil.

Grande abraço, Édio Oliveira.”

Olá Édio. Espero que você já tenha passado por essa situação difícil e fico feliz por saber que o Café Brasil de alguma forma tenha ajudou você a encarar os desafios.

O Édio comentou o programa e ganhou um livro. Que tal você fazer o mesmo?

Sorrisos… Outro dia me peguei refletindo…que outra atividade, além do esporte, é capaz de nos levar das lágrimas aos sorrisos numa fração de segundo? Talvez o teatro. Ou o cinema. Mas ali, os atores têm controle absoluto sobre o texto, sobre o ritmo, sabem os momentos em que devem provocar o choro ou a alegria. Estão atuando. Já o esporte não tem roteiro. Tem regras. A gente nunca sabe o final da peça ou as surpresas que vão aparecer. Nem os atores… Talvez resida aí o segredo dessa capacidade de jogar com as emoções da gente. Pois da lágrima, a gente pula para o sorriso… E parece que cada campeão tem um sorriso que marca sua personalidade.

Você já reparou no sorriso do Guga? Do Ronaldinho Gaúcho? Do Robinho? Do Robson Caetano? E o do Popó? O do Pelé? Do Emerson Fittipaldi? Do Piquet? Da Daniele Hippolito, até do Anderson Silva quando enche de pancada seus adversários lá no octógono do MMA?

Cara, acaba de me ocorrer que talvez exista alguma ligação mágica entre o sorriso marcante e o sucesso!!

Você reparou, na Copa do mundo de 2002, que nós ganhamos, nos sorrisos do Denílson, Vampeta, Edílson, Ronaldo, Ronaldinho, Roberto Carlos e Rivaldo? Não eram sorrisos comuns. Eram arreganhados. Botavam pra fora aquela arcada dentária imensa, transbordando da cara de seus autores… E, com certeza, estão na raiz daquele penta. Ou daria para imaginar aquele alemão horroroso, carrancudo e chato, com a taça nas mãos?

E eu aprendi: quando o Brasil entrava em campo eu olhava para o semblante do Ronaldo Fenômeno pra ver se existia ali um sorriso… Sorrindo ele demonstrava estar tranqüilo e pronto pra se divertir. Brasil campeão!

Teu sorriso

Aonde anda o teu sorriso?
Em que olhos foi parar?
Teu sorriso vê a vida e a vida
Te encanta o olhar
Aonde anda o teu sorriso?
Alegria de viver
Meu sorriso ganha vida
Quando penso em você
Escancara o teu sorriso
Alegra o meu coração
Traz a luz do teu sorriso
De volta prá mim
Aonde vou sem tem sorriso?
Que perigo te perder
Pelas ruas da cidade
Que amanhece sem você
Passa o tempo e eu não consigo
Ver o tempo se perder
Só penso no teu sorriso
Sorrindo prá não sofrer
Escancara o teu sorriso
Alegra o meu coração
Traz a luz do teu sorriso
De volta prá mim

Uau que som gostoso! É o carioca Celso Fonseca, que está na estrada há uns trinta anos e já tocou com Deus e o mundo. A música chama-se TEU SORRISO, dele e Ronaldo Bastos. É ótima pra começar este programa…

Pois então, o sorriso diz muito da personalidade da pessoa, não diz? Repare no sorriso do Renan Calheiros. No sorriso do Roriz. No de Paulo Maluf. Você vai notar que ele não sai frouxo, alegre. É nervoso. Falsificado. Passa pra gente uma sensação estranha…

Você lembra da última visita do Papa? Até chegar ao Brasil, era o Joseph Ratzinger carrancudo. Aqui, desmanchou-se em sorrisos. Um sorriso difícil, meio forçado, mas que bastou pra ganhar o coração dos brasileiros…

E o Lula? Passou vinte anos carrancudo e só ganhou quando começou a sorrir. Mas, pensando bem, hoje quando vejo o Lula sorrindo, fico preocupado… O que será que eles aprontaram dessa vez?

Sorrisos

Tanto tempo eu não vejo você.
A própria maledicência esqueceu de nós.
Só penso em você de longe em longe, sempre a sós.
Você, se pensa em mim, não deixa ver.
É um caso bem conhecido de amor que não deu,
Mas o final foi feliz, porque o destino não quis,
Mas o bom senso venceu.
Tanto tempo eu não vejo você.
A própria maledicência esqueceu de nós.
Só penso em você de longe em longe, sempre a sós.
Você, se pensa em mim, não deixa ver.
É um caso bem conhecido de amor que não deu,
Mas o final foi feliz, porque o destino não quis,
Mas o bom senso venceu.
O rio da vida correu deu volta à terra.
A cachoeira desceu, não sobe mais a serra.
Você sorri de olhos claros pra quem ficou com o que é meu.
E eu sorrio a quem diz que o final foi feliz,
Porque o bom senso venceu.
O rio da vida correu deu volta à terra.
A cachoeira desceu, não sobe mais a serra.
Você sorri de olhos claros pra quem ficou com o que é meu.
E eu sorrio a quem diz que o final foi feliz,
Porque o bom senso venceu.

Você ouve Virginia Rosa com a deliciosa SORRISOS, de Paulo Vanzolini…

Li num estudo realizado por pesquisadores das Universidades de Harvard e California informações interessantes sobre a forma como a felicidade se espalha através das redes sociais.

Alguns pesquisadores já haviam estudado o contágio das gargalhadas e agora queriam saber se o “estar feliz” também era contagioso. Olha só o que apareceu.

Ao fundo você ouvirá TEU SORRISO, com Nelson Ayres, Ulisses Rocha e Toninho Ferragutti, o Trio 202. A música é de Ulisses Rocha e também é deliciosa…

Os pesquisadores descobriram que quando uma pessoa fica feliz, um amigo que esteja próximo tem 25% mais chance de ficar feliz também! A esposa tem 8% a mais de chance e os vizinhos mais próximos tem 34%!

Eles descobriram que as interações que temos com outras pessoas são contagiosas em termos de felicidade. E, surpreendentemente, eles descobriram que os efeitos prolongam-se além das pessoas com as quais mantemos contato direto. Quando uma pessoa fica feliz o efeito na rede social pode atingir três níveis, chegando a amigos dos amigos.

E olha só que interessante: os pesquisadores estudaram as conexões de 5000 indivíduos em três ocasiões separadas, entre 1984 e 2003. Antes da internet portanto.

Nessas ocasiões os participantes responderam os questionários que trataram de depressão e saúde emocional.  Para medir a felicidade as pessoas responderam a quatro questões, entre elas uma que dizia: quantas vezes durante a semana passada você diria: eu aprecio a vida? Me sinto esperançoso com relação ao futuro?

Quando as respostas foram tabuladas, determinando como as pessoas felizes e as infelizes estavam conectadas nos espaços sociais, surgiu uma informação interessante. As pessoas no centro das redes sociais tendem a ser mais felizes. Os pesquisadores concluíram que as pessoas que estão no centros das redes sociais estão mais expostas às ondas de felicidade que se espalham pelas redes.

Bom, se esse estudo mostrou esse resultado em tempos pré-internet, imagine hoje! Se você tem muita gente no Facebook, no twitter, você é um candidato a estar sempre feliz, já pensou?

É claro que a coisa não é tão fácil assim. Emoções são passageiras, a felicidade é difícil de definir e muitas vezes é questão situacional. Por essas razões, estados emocionais são difíceis de serem medidos. Mas que esse estudo é curioso, isso é. Na verdade eu acho que ele está certo. Sempre que estou na presença de gente feliz me sinto bem.

São as ondas de felicidade me contaminando.

Vamos olhar o sorriso do ponto de vista da anatomia, olha só.

O sorriso começa em nossos corredores sensoriais. Um sussuro em nossos ouvidos. A visão de um amigo na plataforma do metrô. A mão sentindo a pressão de outra mão.

Esses dados emocionais são canalizados para o cérebro, excitando a região temporal esquerda anterior, irradiando-se para a superfície da face onde dois músculos entram em ação: o zigomatico maior, que fica na bochecha, puxa os lábios para cima. E o orbicular do olho, que ficam em volta da cavidade ocular, apertam os cantos do olhos. O evento é curto, dura entre 2/3 de segundo a 4 segundos. Mas quem o vê normalmente devolve o sorriso.

Outros músculos podem simular o sorriso, mas apenas a combinação do zigomatico e o orbicular produz uma genuína expressão de emoção positiva.

Os psicólogos chamam esse sorriso de “sorriso de Duchenne”, em homenagem ao anatomista francês Guillaume Duchenne, que estudou as expressões emocionais estimulando vários músculos faciais com correntes elétricas.  Duchenne concluiu que é possível provocar uma reação do músculo zigomatico, mas que apenas as doces emoções da alma conseguem forçar a contração do orbicular. Se eles não atuarem durante um sorriso, desmascaram o sentimento.

A intensidade de um sorriso verdadeiro pode indicar a possibilidade de felicidade conjugal, bem estar pessoal e até mesmo vida mais longa.

Também sabemos que uma variedade de variáveis, como idade, gênero, cultura e posição social, influenciam a freqüência não só a característica de um sorriso, mas também seu papel nas relações sociais.

Os cientistas descobriram que uma das mais simples expressões humanas é belamente complexa.

Felicidade

Ó meu amor
Ó meu amorzinho
Venha cá meu bem
Me fazer carinho.
Ó meu amor
Ó meu amorzinho
Venha cá meu bem
Me fazer carinho.
Nós dois juntinhos
Oh! Que prazer
Que felicidade
Oh! Meu bem querer.
Nós dois juntinhos
Oh! Que prazer
Que felicidade
Oh! Meu bem querer.
Nossos filhinhos
Têm união
Que felicidade
No meu coração.
Nossos filhinhos
Têm união
Que felicidade
No meu coração.

Que tal a felicidade de Cascatinha e Inhana? Rararaa….Você ouviu A FELICIDADE, de Henricão e Alberto Conde. Fala a verdade. Onde mais você ouve essas coisas hein?

E agora é o som de um amigo que eu ganhei por causa do Café Brasil, o Juvenal dal Castel, lá de Porto Alegre, com FELICIDADE PEQUENINA que nos embala. Um abraço ao Juvenal, que me mandou dois CDs preciosos. Esta aqui está num deles, o Vertente Sul Instrumental!

Por muitas décadas os pesquisadores acharam que sorrisos refletiam uma grande variedade de emoções, não sendo apenas uma expressão de felicidade.

Esse credo persistiu até os anos 1970 quando Paul Ekman e Wallace Friesen, psicólogos da Universidade da Califórnia em São Francisco, capturaram as coordenadas musculares de 3000 expressões faciais e comprovaram a tese do sorriso de Duchenne, que estava esquecido, de que existe uma diferença entre o sorriso genuíno e outros tipos de sorrisos.

Ekman e Friesen confirmaram a ligação entre emoções positivas e o verdadeiro sorriso de Duchenne. Ou seja: existe o sorriso verdadeiro e os sorrisos falsos, coisa que a gente já sabia, mas não sabia dos detalhes, não é?

Pesquisadores de saúde mental notaram que toda vez que uma emoção positiva surgia, o sorriso de Duchenne aparecia. E hoje alguns pesquisadores acreditam que o sorriso genuíno não é apenas uma demonstração passageira de uma emoção, mas uma janela para a dispoosição interna da pessoa.

Um sorriso verdadeiro é uma janela para a alma da gente.

Uma outra pesquisa realizada com fotos de estudantes na universidade demonstrou que as mulheres que estamparam os sorrisos de Duchenne nas fotos em que tinham 21 anos de idade, tinham mais bem estar e satisfação matrimonial aos 52 anos de idade.

Olha que coisa interessante: as fotos que batemos de nossos amigos, de forma despretenciosa, registram não só as emoções do presente, mas muito do nosso futuro!

Um recente estudo baseado em fotos de jogadores de baseball em 1952 também é revelador: os pesquisadores determinaram a idade de cada jogador na época de sua morte e descobriram que a intensidade dos sorrisos explicava 35% da variabilidade de sobrevivência. Em outras palavras, os jogadores que apresentaram o sorriso de Duchenne tinham metade das chances de morrer do que os outros.

Sorriso é vida!

Sorriso

Assim escreveu
Maître Eckhart
Um frade dominicano alemão
Do século XIV
O pai sorri para o filho
E o filho sorri para o pai
E o sorriso faz nascer o prazer
E o prazer faz nascer a alegria
E a alegria faz nascer o amor

O sorriso dela

Todo mundo, todo mundo está chegando
Só pra ver o sorriso dela
Milhares de pessoas na janela
Só pra ver o sorriso dela
E levante o dedo quem não gosta
Do sorriso dela
Do sorriso dela
Do sorriso dela

Velho dorminhoco acorde: também venha ver
O sorriso dela
Levante bem seus olhos, você tem que ver
O sorriso dela
Não tem povo mais feliz, do que o que tem
O sorriso dela
O sorriso dela
O sorriso dela …

Que tal, hein? Você ouviu uma parceria inédita entre Milton Nascimento e Erasmo Carlos, de autoria do DJ Lalá Moreira. A música é SORRISO de Milton Nascimento e também O SORRISO DELA, com Erasmo Carlos, dele e Roberto Carlos. Cara, o Erasmo tem que ser examinado em detalhes, tem sempre uma surpresa.

Então… As pessoas sorriem quando estão com medo, paquerando, horrorizadas ou mortificadas. Também sorriem quando estão mentindo. E um especialista treinado consegue distinguir um sorriso honesto de um sorriso mentiroso.

Há uma série bem sucedida na televisão, chamada “Lie to me”, em que os investigadores desvendam crimes interpretando as expressões faciais dos suspeitos, que é baseada no trabalho de Paul Ekman.
Fingir sorriso, portanto, é inútil.

O sorriso mais famoso do mundo, o da Mona Lisa, o famoso quadro pintado por Leonardo Da Vinci, é intrigante exatamente por proporcionar diversas interpretações. Aquele sorriso é perturbador, especialmente porque se você olhar diretamente para ele, ele desaparece… O que será que ela estava pensando enquanto esboçava aquele sorriso?

Várias pesquisas também demonstraram que quem sorri durante a discussão de temas pesados, como a morte de uma pessoa amada, presta um bom serviço ao próprio corpo. Quem consegue dar um sorriso genuíno, apresenta níveis menores de estresse, com reflexos inclusive na atividade cardiovascular!

Todos ser humano tem os músculos necessários para o sorriso. O hardware está lá. Uma criança com 10 meses de idade apresenta um falso sorriso para um estranho, e um genuíno sorriso de Duchenne quando vê o rosto da mãe. Décadas atrás pesquisadores mostraram como uma criança com apenas três meses de idade reage às expressões faciais da mãe.

Sorriso cativante

Quando chego no meu rancho
Vejo minha moreninha
De sorriso cativante
Eu sacudo a poeira da estrada
E os contratempos da vida
Deixo em lugar distante
Minha paz tá ali dentro
Essa moreninha é meu calmante
Troço gostoso é o amor
E coisa gostosa é querer bem
É uma fogueira bem acesa
E a quentura da fogueira só faz bem
Quando chego perto da morena
Sinto que eu pego fogo também

Esse programa está no clima que eu queria! Sabe quem nós estamos ouvindo? Luiz Gonzaga. A Ciça acaba de me informar que o Luiz Gonzaga tinha o apelido de Velho Lua, porque a cara dele era a cara de uma lua sorridente. Você está ouvindo SORRISO CATIVANTE de Dominguinhos e Anastácia com velho Lua sorridente.

Então. Só lembrando que uma daquelas pesquisas mostrou outro fator importante e provocador de sorrisos. Sorrimos mais quando temos gente por perto!

E então, que tal? Você conhecia esses detalhes sobre o sorriso? Eu adorei fazer este programa, pois aprendi um monte! Espero que este programa deixe um sorriso de Duchenne aí na sua cara.

Com o sorridente Lalá Moreira na técnica, a gargalhante Ciça Camargo na produção e eu, o duchennístico Luciano Pires na direção e apresentação.

Estiveram conosco o ouvinte Édio de Oliveira, Celso Fonseca, Virgínia Rosa, Nelson Ayres, Ulisses Rocha e Toninho Ferragutti, Cascatinha e Inhana, Juvenal Dal Castel, Milton Nascimento com Erasmo Carlos e Luiz Gonzaga.

Este é o Café Brasil, um programa ouvido por gente muito especial, que não tem tempo a perder com baixarias, fofocas e entretenimento de baixa categoria. A gente aqui sorri o sorriso de Duchenne porquê amamos o que fazemos e nos divertimos com isso.

Pra terminar, um provérbio escocês:

O sorriso custa menos que a eletricidade e dá mais luz.

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