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269 – O benefício da dúvida

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Luciano Pires -

Foi Santo Agostinho quem disse: “Se me engano, chego à conclusão que existo, pois aquele que não existe não se pode enganar, e, precisamente porque me engano, sinto que existo”. Você lida bem com quem tem opiniões diferentes das suas? A gente deveria torcer para perder nas discussões em que entramos, pois assim sairíamos com idéias novas. Quando ganhamos, permanecemos como entramos… Continuando uma série que trata da liberdade de expressão, o programa da semana vai falar dos donos da verdade, aquela turma que tem opinião sobre tudo e que se convence que suas opiniões são incontestáveis. Você conhece gente assim? Então ouça este programa. Na trilha sonora Anjos do Inferno, Olímpio Rocha, Paulo Padilha, Zé Rodrix, Ricardo Herz, Paulo Autran e… Adolf Hitler! Pode? Apresentação de Luciano Pires.

[showhide title=”Ler o roteiro completo do programa” template=”rounded-box” changetitle=”Fechar o roteiro” closeonclick=true]

Bom dia, boa tarde, boa noite! Você lida bem com quem tem opiniões diferentes das suas? Costumo dizer que torço para perder nas discussões em que entro, pois assim saio com ideias novas. Quando ganho, permaneço como entrei…

Continuando uma série que trata da liberdade de expressão, o programa começa com uma frase de um anônimo que representa muito bem estes nossos dias:

Defendo ardentemente a liberdade de pensamento e morra aquele que não pensa como eu.

E quem ganhou o exemplar de meu livro NÓIS…QUI INVERTEMO AS COISA foi a Marisa Anunciação, que escreveu assim:

“Luciano, Adoro seus escritos. Mas quando li “o benefício da dúvida”, tendo como personagem central o dono da verdade de Ferreira Gullar, pensei logo que ninguém melhor do que você para escrever sobre o malefício da certeza, tendo como personagem o dono da mentira, que seria assim uma antítese. Considero que seria muito bom! Aguardo!”

Obrigado pela dica Marisa! Você ajudou a fazer um programa e só por isso ganhou um livro! E você ai, hein, preguiçoso? Vai ou não vai escrever pra gente?

O dono da verdade

Eu conheço uma figura
Você deve conhecer
Mas se você não se lembra
Veja só como ele é:
Ele diz que sabe tudo
Ele diz como é que deve ser
Ele tem a solução pro seu problema
Ele só não sabe resolver
Ele é o dono da verdade
Ele de tudo quer saber
Ele é o dono da verdade
Não faz e não deixa ninguém fazer
Ele chega de mansinho
Fingindo que nada quer
Mas só espera uma chance
Pra tentar lhe convencer
E ele diz que tem certeza
E ele diz que não pode falhar
Ele é o cara que acende a fogueira
Você é que na certa vai se queimar
Ele é o dono da verdade…
Ele escolhe a hora certa
Pra ensinar a coisa errada
Você faz o que ele manda
E no fim só dá mancada
E ele diz: não é bem isso
E ele diz: você não entendeu
E quando você vai pedir ajuda
Ele diz que o problema é todo seu
Ele é o dono da verdade…

Opa! O DONO DA VERDADE com o José Rodrigues Trindade, o Zé Rodrix. Que tal, hein?

Pois então, é evidente que preciso pegar carona na dica da Marisa com o texto “O benefício da dúvida”, do Ferreira Gullar, não é?

O som maravilhoso que você vai ouvir ao fundo é ARTIMANHAS E ARMADILHAS do cearense Olímpio Rocha, uma preciosidade que está no CD homônimo que ele lançou em 2001.

Difícil é lidar com donos da verdade. Não há dúvida de que todos nós nos apoiamos em algumas certezas e temos opinião formada sobre determinados assuntos é inevitável e necessário. Se somos, como creio que somos, seres culturais, vivemos num mundo que construímos a partir de nossas experiências e conhecimentos. Há aqueles que não chegam a formular claramente para si o que conhecem e sabem, mas há outros que, pelo contrário, têm opiniões formadas sobre tudo ou quase tudo. Até aí nada de mais o problema é quando o cara se convence de que suas opiniões são as únicas verdadeiras e, portanto, incontestáveis. Se ele se defronta com outro imbuído da mesma certeza, arma-se um barraco.

De qualquer maneira, se se trata de um indivíduo qualquer que se julga dono da verdade, a coisa não vai além de algumas discussões acaloradas, que podem até chegar a ofensas pessoais. O problema se agrava quando o dono da verdade tem lábia, carisma e se considera salvador da pátria. Dependendo das circunstâncias, ele pode empolgar milhões de pessoas e se tornar, vamos dizer, um “fuhrer”.

Brrr! Que medo! Isso que vc ouviu no podcast, é um trecho de um discurso de Hitler como eu nunca  havia ouvido ainda. Ele tranqüilo, falando com o público que até ri dele.

Eu mandei esse trecho pra um amigo meu que entende alemão e ele me mandou uma pequena tradução. Diz que é um trecho de um discurso no qual Hitler faz menção a um suposto plano do judaísmo mundial e internacional. Algo que ele já havia profetizado de pretender exterminar as raças e povos europeus. Mas quem será exterminado, será o judaísmo mundial. Hitler diz: haviam rido dele, Hitler, e de suas profecias. Mas que agora, os muitos que haviam rido já não riem mais e os poucos que ainda riem, em breve também não o farão mais.

E ao fundo você ouviu, é claro, MARCHA SOLDADO, com o Ricardo Herz…

E continuando com o texto de Ferreira Gullar.

As pessoas necessitam de verdades e, se surge alguém dizendo as verdades que elas querem ouvir, adotam-no como líder ou profeta e passam a pensar e agir conforme o que ele diga. Hitler foi um exemplo quase inacreditável de um líder carismático que levou uma nação inteira ao estado de hipnose e seus asseclas à prática de crimes estarrecedores.

A loucura torna-se lógica quando a verdade torna-se indiscutível. Foi o que ocorreu também durante a Inquisição: para salvar a alma do desgraçado, os sacerdotes exigiam que ele admitisse estar possuído pelo diabo se não admitia, era torturado para confessar e, se confessava, era queimado na fogueira, pois só assim sua alma seria salva. Tudo muito lógico. E os inquisidores, donos da verdade, não duvidavam um só momento de que agiam conforme a vontade de Deus e faziam o bem ao torturar e matar.

Foi também em nome do bem – desta vez não do bem espiritual, mas do bem social – que os fanáticos seguidores de Pol Pot levaram à morte milhões de seus irmãos. Os comunistas do Khmer Vermelho haviam aprendido marxismo em Paris não sei com que professor que lhes ensinara o caminho para salvar o país: transferir a maior parte da população urbana para o campo. Detentores de tal verdade, ocuparam militarmente as cidades e obrigaram os moradores de determinados bairros a deixarem imediatamente suas casas e rumarem para o interior do país. Quem não obedeceu foi executado e os que obedeceram, ao chegar ao campo, não tinham casa onde morar nem o que comer e, assim, morreram de inanição. Enquanto isso, Pol Pot e seus seguidores vibravam cheios da certeza revolucionária.

É inconcebível o que os homens podem fazer levados por uma convicção e, das convicções humanas, como se sabe, a mais poderosa é a fé em Deus, fale ele pela boca de Cristo, de Buda ou de Maomé. Porque vivemos num mundo inventado por nós, vejo Deus como a mais extraordinária de nossas invenções. Sei, porém, que, para os que creem na sua existência, ele foi quem criou o tudo e a todos, estando fora de discussão tanto a sua existência quanto a sua infinita bondade e sapiência.

A convicção na existência de Deus foi a base sobre a qual se construiu a comunidade humana desde seus primórdios, a inspiração dos sentimentos e valores sem os quais a civilização teria sido inviável.

Em todas as religiões, Deus significa amor, justiça, fraternidade, igualdade e salvação. Não obstante, pode o amor a Deus, a fé na sua palavra, como já se viu, nos empurrar para a intolerância e para o ódio.

Não é fácil crer fervorosamente numa religião e, ao mesmo tempo, ser tolerante com as demais. As circunstâncias históricas e sociais podem possibilitar o convívio entre pessoas de crenças diferentes, mas, numa situação como do Oriente Médio hoje, é difícil manter esse equilíbrio.

Ali, para grande parte da população, o conflito político e militar ganhou o aspecto de uma guerra religiosa e, assim, para eles, o seu inimigo é também inimigo de seu Deus e a sua luta contra ele, sagrada. Não é justo dizer que todos pensam assim, mas essa visão inabalável pode ser facilmente manipulada com objetivos políticos.

Isso ajuda a entender por que algumas caricaturas – publicadas inicialmente num jornal dinamarquês e republicadas em outros jornais europeus – provocaram a fúria de milhares de muçulmanos que chegaram a pedir a cabeça do caricaturista. Se da parte dos manifestantes houve uma reação exagerada – que não aceita desculpas e toma a irreflexão de alguns jornalistas como a hostilidade de povos e governos europeus contra o islã, – da parte dos jornais e do caricaturista houve certa imprudência, tomada como insulto à crença de milhões de pessoas.

Mas não cansamos de nos espantar com a reação, às vezes sem limites, a que as pessoas são levadas por suas convicções. E isso me faz achar que um pouco de dúvida não faz mal a ninguém. Aos messias e seus seguidores, prefiro os homens tolerantes, para quem as verdades são provisórias, fruto mais do consenso que de certezas inquestionáveis.

Declaração em juízo

peço desculpas de ser
o sobrevivente.
não por longo tempo, é claro.
tranqüilizem-se.
mas devo confessar, reconhecer
que sou sobrevivente.
se é triste/cômico
ficar sentado na platéia
quando o espetáculo acabou
e fecha-se o teatro,
mais triste/grotesco é permanecer no palco,
ator único, sem papel,
quando o público já virou as costas
e somente baratas
circulam no farelo.
reparem: não tenho culpa.
não fiz nada para ser
sobrevivente.
não roguei aos altos poderes
que me conservassem tanto tempo.
não matei nenhum dos companheiros.
se não saí violentamente,
se me deixei ficar ficar ficar,
foi sem segunda intenção.
largaram-me aqui, eis tudo,
e lá se foram todos, um a um,
sem prevenir, sem me acenar,
sem dizer adeus, todos se foram.
(houve os que requintaram no silêncio).
não me queixo. nem os censuro.
decerto não houve propósito
de me deixar entregue a mim mesmo,
perplexo,
desentranhado.
não cuidaram que um sobraria.
foi isso. tornei, tornaram-me
sobre – vivente.
se se admiram de eu estar vivo,
esclareço: estou sobrevivo.
viver, propriamente, não vivi
senão em projeto. adiamento.
calendário do ano próximo.
jamais percebi estar vivendo
quando em volta viviam quantos! quanto.
alguma vez os invejei. outras, sentia
pena de tanta vida que se exauria no viver
enquanto o não viver, o sobreviver
duranvam, perdurando.
e me punha a um canto, à espera,
contraditória e simplesmente,
de chegar a hora de também
viver.
não chegou. digo que não. tudo foram ensaios,
testes, ilustrações. a verdadeira vida
sorria longe, indecifrável.
desisti. recolhi-me
cada vez mais, concha, à concha. agora
sou sobrevivente.
sobrevivente incomoda
mais que fantasma. sei a mim mesmo
incomodo-me. o reflexo é uma prova feroz.
por mais que me esconda, projeto-me,
devolvo-me, provoco-me.
não adianta ameaçar-me. volto sempre,
todas as manhãs me volto, viravolto
com exatidão de carteiro que distribui más notícias.
o dia todo é dia
de verificar o meu fenômeno.
estou onde não estão
minhas raízes, meu caminho
onde sobrei,
insistente, reiterado, aflitivo
sobrevivente
da vida que ainda
não vivi, juro por deus e o diabo, não vivi.
tudo confessado, que pena
me será aplicada, ou perdão?
desconfio nada pode ser feito
a meu favor ou contra.
nem há técnica
de fazer, desfazer
o infeito infazível.
se sou sobrevivente, sou sobrevivente.
cumpre reconhecer-me esta qualidade
que finalmente o é. sou o único, entendem?
de um grupo muito antigo
de que não há memória nas calçadas
e nos vídeos.
único a permanecer, a dormir,
a jantar, a urinar,
a tropeçar, até mesmo a sorrir
em rápidas ocasiões, mas garanto que sorrio,
como neste momento estou sorrindo
de ser – delícia? – sobrevivente.
é esperar apenas, está bem?
que passe o tempo de sobrevivência
e tudo se resolve sem escândalo
ante a justiça indiferente.
acabo de notar, e sem surpresa:
não me ouvem no sentido de entender,
nem importa que um sobrevivente
venha contar seu caso, defender-se
ou acusar-se, é tudo a mesma
nenhuma coisa, e branca.

Certeza é ilusão

Certeza é truque
Certeza é ilusão
Certeza é miragem
Certeza é ficção
Certeza é mito
Certeza é mentira
Certeza é blefe
Certeza é tentação
Certeza é marketing
Certeza é apelação
Certeza é papo
Certeza é palavrão
Certeza é nada
É o mesmo que não
Certeza é jogo sujo
Certeza é golpe baixo
Certeza é cara de pau
Certeza é bobagem
Certeza é figura de linguagem
Certeza certeza mesmo só no fim
Leve sua certeza para longe de mim
Certeza é o contrário
Certeza mesmo só existe no dicionário
Certeza é só no dicionário

Uau… essa é CERTEZA É ILUSÃO, de e com o paulista Paulo Padilha. Você prestou atenção na letra?

E ali atrás você ouviu DECLARAÇÃO EM JUÍZO, de Carlos Drummond de Andrade, na voz de Paulo Autran, com a valsa RESSURREIÇÃO de Zequinha de Abreu e Ruy Borba com Os Violinos Mágicos ao fundo.

Será que assim eu neutralizo o choque daquele Adolf Hitler?

A Marisa me pediu para falar do malefício da certeza, tendo como personagem o dono da mentira, que seria assim uma antítese.

Bem, que tal começar com Santo Agostinho, que um dia disse assim?

“Se me engano, chego à conclusão que existo, pois aquele que não existe não se pode enganar, e, precisamente porque me engano, sinto que existo”.

Num programa anterior eu falava das leis, perfeitas no papel e imperfeitas na aplicação, tarefa conduzida pelos homens. E citei Albert Einstein, que afirmou que eram três as forças que movimentavam a humanidade: o medo, a estupidez e a ignorância. E eu acredito piamente nele.

Mas acho que temos que acrescentar umas subcategorias aí, por exemplo, aquelas que os pensadores indianos classificaram como “grupo dos seis inimigos”: a luxúria, a raiva, a ganância, a arrogância, a ilusão e a cobiça.

Krishna, um mensageiro de Deus que viveu na índia há 5 mil anos declarou que a luxúria, a raiva e a ganância são os três portões para o inferno… E não tem jeito: onde existir um ser humano existirá essa coleção de valores negativos que fazem parte de nosso ser.

É no exercício do medo, da estupidez, da ignorância, da luxúria, da raiva, da ganância, da arrogância, da ilusão e da cobiça que se encontra a raiz da intolerância, da incapacidade de conviver com os que pensam diferente da gente.

Bem e no nosso universo profissional, hein? Canso de conhecer gente em cargos de poder nas organizações, que administra seus negócios e suas equipes, baseada em meias verdades. Ou meias mentiras.

Gente que, para quem não conhece, parece ser profundamente conhecedora de verdades absolutas, firme e confiável.  Tem sido triste ver equipes lideradas por esses “aloprados corporativos”, como diria aquele lá.

Aloprados incapazes de fazer julgamentos baseados em fatos, em evidências. Essas pessoas normalmente superestimam o poder, não aprendem com as falhas, não conseguem realizar as ações necessárias, relevam as dificuldades… Trabalham baseadas em suas percepções da realidade. E normalmente limitam-se a repetir as soluções que funcionaram no passado.

Daí a sensação cada vez mais presente de que estamos experimentando uma invasão dos “pocotós” profissionais, gente que está nivelando por baixo as organizações. Implementando a covardia. Deixando de lado a nobre atividade do pensar, em troca da adoção das fórmulas prontas e acabadas. Dos modismos corporativos.

Essa gente é um problema. Agarra-se às meias verdades, sem perceber que está agarrando também meias mentiras…

Pior. Sem perceber a diferença entre uma e outra….

Qual é a saída? Eu só conheço uma, que mesmo assim é limitada: o conhecimento, que permite eliminar reduzir os efeitos da ignorância, o que já é um excelente começo.

Escapando da ignorância lidamos melhor com a verdade e podemos controlar o medo, exercitar a humildade, escapar das ilusões e ter a capacidade de escolher se seremos ou não gananciosos, arrogantes, cobiçosos e raivosos. Percebeu?

Ter consciência de nossos defeitos é o primeiro passo e para isso temos que lutar contra a ignorância. Por isso alimentar a dúvida é um exercício de fitness intelectual, sacou?

Se eu puder aconselhar, lá vai: mergulhe no aprendizado da lógica. Não para se tornar um chato, mas para ter a capacidade de ligar causa com conseqüência e assim perceber os donos da mentira pelo cheiro.

Uma dica: tenho um livrinho de cabeceira que é uma delícia. Chama-se SENSO CRÍTICO, de David W. Carraher e foi editado em 1983. Usa linguagem simples e exemplos do dia a dia para nos ensinar os princípios do raciocínio e da argumentação.  Se bobear, você encontra até gratuitamente na internet.

No mais é ter paciência de entender que somos todos imperfeitos, mas jamais nos conformar com isso. Não gostou? Grite!

Duvide-o-dó

Eu juro e tenho a certeza
E sou capaz de apostar
Quem zombar do meu amor
Cedo ou tarde há de voltar
Você diz que vai embora
E que vai me abandonar
Duvide-o-dó
E faço pouco, sinhá!
O meu beijo vale um ponto
Meu carinho um ponto e seis
Todo mundo sabe disso
E você sabe também
Mas para me contrariar
Diz que vai me abandonar
Duvide-o-dó
E faço pouco, sinhá!

E é assim, com um som lá de 1941, o DUVIDO-O-DÓ, de Antonio de Almeida e Cyro de Souza com os Anjos do Inferno, um grupo vocal e instrumental carioca cujo nome surgiu como uma gozação à orquestra Diabos do Céu dirigida por Pixinguinha nos anos 20, que este Café Brasil que tratou de verdades, defeitos e ignorância vai saindo de mansinho.

Tem uma pulga aí atrás da orelha? Que bom…

Com Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e eu, Luciano Pires na direção e apresentação.

Estiveram conosco a ouvinte Marisa Anunciação, Ferreira Gullar, Anjos do Inferno, Olímpio Rocha, Paulo Padilha, Zé Rodrix, Ricardo Herz, Paulo Autran e… Adolf Hitler! Pode?

Este e o Café Brasil, um programa que sabe que se você quer chegar perto da verdade precisa estar sempre em dúvida. Um programa ouvido por gente que sabe o que quer, formadores de opinião, gente que valoriza seu tempo, pois sabe que tempo é vida. Vem pra cá… www.portalcafebrasil.com.br

E para terminar, uma frase de Wilson Mizner, dramaturgo e escritor estadunidense:

Respeito a fé, mas é a dúvida que educa.

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