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251 – Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil

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Luciano Pires -
Gratuito!
24 MB

Como em todos os nossos programas especiais, não teremos aqui no dlog o texto completo. Mas todas as informações e letras das músicas estão aqui. Divirtam-se!

Bom dia, boa tarde, boa noite. Bem vindo a mais uma edição especial do nosso Café Brasil! Mensalmente estamos produzindo um programa especial, com duração maior que os costumeiros vinte e cinco minutos e com a participação de convidados. A cada programa um tema diferente e hoje vai pegar fogo…

Vamos falar do políticamente incorreto!

E pra começar, repito aqui uma frase do historiador franco-americano Jacques Barzun, que usei no encerramento do programa Cassando Lobato:

O politicamente correto não legisla a tolerância. Apenas organiza o ódio.

[showhide title=”Continue lendo o roteiro” template=”rounded-box” changetitle=”Fechar o roteiro” closeonclick=true]

E vamos então ao sorteio da semana. Quem ganhou um exemplar do livro GUIA POLITICAMENTE INCORRETO DA HISTÓRIA DO BRASIL devidamente autografado pelo autor foi… Tiago, que comentou o programa CASSANDO LOBATO desse jeito:

E vamos então ao sorteio da semana. Quem ganhou um exemplar do livro GUIA POLITICAMENTE INCORRETO DA HISTÓRIA DO BRASIL devidamente autografado pelo autor foi… Tiago, que comentou o programa CASSANDO LOBATO desse jeito:

“Olá Luciano, o podcast “Cassando Lobato”, se me apresentou como uma interessante coincidência. Tenho 26 anos e estou terminando meu mestrado em direito penal, em São Paulo (na PUC). Quando comecei o curso esperava que fosse ali encontrar, como se espera em qualquer universidade que se preze, um grupo de pessoas que pensa e que tem consciência de que esta mania do politicamente-correto-extremado é uma bobagem.

Qual não foi o meu assombro, porém, ao descobrir, em uma das disciplinas na qual me matriculei no semestre passado, que a mania se transformou em doutrina.

O que você menciona em seu programa (em tom de ironia) a respeito do “afrodescendente”, do “desprovido de pigmentação mais evidente” e, até mesmo do “deficiente vertical”, só não é lei por falta de empenho de nossos congressistas, segundo a nobre professora que lecionava o curso. Apelidei o curso de “Teoria do pocotismo I”.

A situação mais cômica, no entanto, se deu pelo fato de que havia cinco africanos intercambistas, que participaram de todo o semestre conosco. Obviamente, não mencionei isto ao longo das aulas (até pelo receio de que o extremismo se estendesse às minhas notas), porém, pensava a todo tempo como deveria me referir aos “afrodescendentes africanos” que ali estavam. Deveria eu cometer o ultraje de chamá-los de negros, ou o que é pior, de pretos, ou deveria adotar o termo politicamente correto, correndo o risco de cometer uma gafe ridícula? Preferi o silêncio.

O mais interessante é que a minha curiosidade se estendeu aos colegas africanos, e, quanto a isto, não tive forças para me conter. Em um intervalo entre as aulas, durante uma agradável conversa, perguntei a um deles o que pensava a respeito da coisa. E o colega me foi categórico. Com aquele carregado sotaque português, disse: que se dane esta besteira, eu sou preto!

Acho que tudo o que você mencionou em seu programa sobre “analisar o passado sobre as regras do presente” foi muito claro e correto, e eu deveria indicar seus podcasts à professora. Prefiro, porém, deixar aqui meu comentário e minha contribuição, agradecendo-lhe pelo grandioso prazer que me tem oferecido com seus programas.”

Pois é, Tiago. Hoje a gente falar desse tema do politicamente correto, acho que você vai gostar. E você aí, que não ganhou o livro, já sabe, né? Pra concorrer é só comentar o nosso podcast em www.portalcafebrasil.com.br .

Pois bem… com uma moda de viola deliciosa do Índio Cachoeira, chamada O BANDEIRANTE vamos dar largada à nossa viagem de hoje…

E não é que fui convidado para gravar um audiolivro? Aliás, já gravei… Trata-se do GUIA POLITICAMENTE INCORRETO DA HISTÓRIA DO BRASIL, pelas Editoras Leia e Selo Cultura.

Rapaz, gravar um áudio livro não é fácil. Foram cerca de sete horas de gravação e mais um montão de horas de edição, mas no final valeu muito a pena.

Eu tenho mais é que agradecer ao Patrick da Livraria Cultura, que teve a sensibilidade de perceber que o tema do livro tem tudo a ver com o trabalho que eu faço neste Café Brasil. Pra vocês sacarem qual é a do livro, a apresentação é assim:

Zumbi tinha escravos.

Santos Dumont não inventou o avião.

João Goulart favorecia empreiteiras.

A origem da feijoada é europeia.

Aleijadinho é um personagem literário.

Antes de entrar em guerra, o Paraguai era um país rural, atrasado, opressor e burocrático.

Quem mais matou índios… foram os índios.

Nesta pequena coletânea de pesquisas históricas sérias, irritantes e desagradáveis, escolhidas com o objetivo de enfurecer um bom número de cidadãos, o jornalista Leandro Narloch se propõe a um esforço de historiador militante… só que na direção oposta.

Uma provocação. Um olhar curioso e menos acomodado que desmonta e joga tomates nas versões encampadas pela História oficial.

Meu nome é Luciano Pires e eu vou acompanhar você numa viagem inusitada a uma História do Brasil que nunca foi contada.

Divirta-se! Sinta-se provocado! Fique indignado! Reclame! Xingue! Só não fique indiferente!

E aí, você acha que com uma proposta dessas vai querer ouvir o áudio livro? Eu quero…

Bandeirante Fernão

Ai a bandeira Fernão Dias com seus homens escolhidos
Com Zé Dias Borba Gato bandeirante destemido
E o capitão João Bernal, padre Veiga decidido
Foram os guias da bandeira ai ai ao sertão desconhecido

Também Matias Cardoso Garcia Paes Francisco Dias
E Antonio Prado Cunha foram servindo de guia
Junto Antonio Bicudo entraram na mataria
Índio escravo e mamelouco ai ai animais de montaria

Frei Gregório Magalhães deu benção e deu alento
Dizendo a missa campal frente ao mosteiro são bento
E o bandeirante partiu com grandes carregamento
Cargueiro de munição ai ai fumo em rolo e mantimento

Ai a bandeira avançou na serra da mantiqueira
Cataguaz camanducaia pela selva brasileira
Porluco e sapucaí foi avançando a bandeira
Passou sabará bossú ai ai pela mata traiçoeira

Vituruna e paraupeba o bandeirante seguia
Rio das velhas e roça grande sumidouro prosseguia
Passando por tucumbira e a mata da pedraria
Cerro frio e rio doce ai ai foram chegar na bahia

Morreu na selva em delirio o bandeirante Fernão
Sete anos de martírio em conquista do sertão
No lugar das esmeraldas que só foi uma ilusão
Surgiu São Paulo grandioso ai ai o diamante da nação

Uia! Você ouviu BANDEIRANTE FERNÃO, com Dino Franco e Mouraí, falando muito bem dos Bandeirantes, que a gente primeiro aprendeu que eram heróis e depois decobriu que eram bandidos, ladrões e assassinos… Mas sera que era isso mesmo?

Vamos ver com quem sabe? Quem escreveu o GUIA POLITICAMENTE INCORRETO DA HISTÓRIA DO BRASIL foi o jornalista Leandro Narloch, que eu tenho o prazer de receber aqui no nosso Café Brasil especial.

Araruna

Araruna anarê ê
Araruna anarê
Araruna anarê (bis)
In’y keu’y köwaná
Araruna anarê

Araruna barsare nikãre
Araruna mã dare wüsare
Aeore mã waiá
Mã dare wüsare
Aeore mã waiá

Iwadjuwé araruna
Iwadjuwe araruna
Araruna mã waiá
Iñi keu’y köwaná
Araruna mã waiá

Mã torí yü tutigü
Mã ürsá perkámen pü

Mã torí yü tutigü
Mã ürsá perkámen pü
Mã tori yü tutigü
Mã ürsá perkámen pü
Mã tori yü tutigü

Araruna anarê ê
Araruna anarê
Araruna anarê
In’y keu’y köwaná
Araruna anarê

(araruna, arara azul, voa.
Será que essa arara azul é minha?
É minha ou sua?
Araruna canta agora, araruna vamos trabalhar.
Aeore vai, nós vamos trabalhar,
Aeore vai, araruna, arara azul, voa.
Será que é minha ou sua arara azul?)

Zumbi – A felicidade guerreira

Zumbi, comandante guerreiro
Ogunhê, ferreiro-mor capitão
Da capitania da minha cabeça
Mandai a alforria pro meu coração

Minha espada espalha o sol da guerra
Rompe mato, varre céus e terra
A felicidade do negro é uma felicidade guerreira
Do maracatu, do maculelê e do moleque bamba

Minha espada espalha o sol da guerra
Meu quilombo incandescendo a serra
Tal e qual o leque, o sapateado do mestre-escola de samba
Tombo-de-ladeira, rabo-de-arraia, fogo-de-liamba

Em cada estalo, em todo estopim, no pó do motim
Em cada intervalo da guerra sem fim
Eu canto, eu canto, eu canto, eu canto, eu canto, eu canto assim:

A felicidade do negro é uma felicidade guerreira!
A felicidade do negro é uma felicidade guerreira!
A felicidade do negro é uma felicidade guerreira!

Brasil, meu Brasil brasileiro
Meu grande terreiro, meu berço e nação
Zumbi protetor, guardião padroeiro
Mandai a alforria pro meu coração

E é assim, ao som de Zé da Velha e Silvério Pontes interpretando DIPLOMATA, de Pixinguinha, que este  Café Brasil especial que tratou de uma visão politicamente incorreta da história do Brasil, vai saindo de cena de mansinho… Ah, escolhi o Diplomata em homenagem ao Leandro, né?

Com o histórico Lalá Moreira na técnica, a monumental Ciça Camargo na produção e eu, o incorreto Luciano Pires na direção e apresentação.

Estiveram conosco o ouvinte Thiago, Leandro Narloch e seu Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, Gilberto Gil, Marlui Miranda, Índio Cachoeira, Dino Franco e Mouraí e A Trombonada.

Quer mais? Compre o Audio Livro GUIA POLITICAMENTE INCORRETO DA HISTÓRIA DO BRASIL, de Leandro Narloch, narrado por este que voz fala… Os links para saber mais sobre o livro estão no www.portalcafebrasil.com.br. Lá nós também estamos tentando botar a história de volta aos trilhos…

Este é o Café Brasil, um programa que quer que você fique esperto, sabe? Somos ouvidos por gente que busca conhecimento, por formadores de opinião, por quem se importa… E seria o máximo ter a marca de sua empresa, de seu produto, de seus serviços aqui, você não acha? Vem pra cá, ô. Patrocine o Café Brasil e ajude a gente a  botar mais minhocas na cabeça do povo. É baratinho e rende, viu?

E pra terminar, em vez de uma frase vou com uma música que tem tudo a ver: O SAMBA DO CRIOULO DOIDO, de Stanislaw Ponte Preta.

Samba do crioulo doido

Foi em Diamantina
Onde nasceu JK
Que a Princesa Leopoldina
Arresolveu se casá
Mas Chica da Silva
Tinha outros pretendentes
E obrigou a princesa
A se casar com Tiradentes

Lá iá lá iá lá ia
O bode que deu vou te contar
Lá iá lá iá lá iá
O bode que deu vou te contar

Joaquim José
Que também é
Da Silva Xavier
Queria ser dono do mundo
E se elegeu Pedro II
Das estradas de Minas
Seguiu pra São Paulo
E falou com Anchieta
O vigário dos índios
Aliou-se a Dom Pedro
E acabou com a falseta

Da união deles dois
Ficou resolvida a questão
E foi proclamada a escravidão
E foi proclamada a escravidão
Assim se conta essa história
Que é dos dois a maior glória
Da. Leopoldina virou trem
E D. Pedro é uma estação também

O, ô , ô, ô, ô, ô
O trem tá atrasado ou já passou

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