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Ciça Camargo -

Luciano             Mais um LíderCast começando agora e como sempre já virou moda, eu vou contar como é que essa figura chegou até mim, na verdade isso aqui foi uma, o que eu fiz com ele? Eu fiz uma sacanagem com ele, ele veio aqui gravar um vídeo com a Leila Navarro, no estúdio do Café Brasil, quando eles perguntaram para mim quanto custa o vídeo, eu falei custa uma entrevista contigo, então agarrei a figura, joguei aqui dentro e nós vamos conversar um pouquinho aqui, ele ainda não conhece o programa, o que vai ser muito bom porque promete sair um bate papo muito legal, eu começo com três perguntas que são as fundamentais, são as três que você não pode errar, que é: seu nome, sua idade e o que é que você faz?

Alfredo              Muito bom, Luciano, meu nome é Alfredo Rocha, tenho quarenta e catorze anos, tá certo?

Luciano             Essa é nova, quarenta e catorze?

Alfredo              Quarenta e catorze, tá bom e sou palestrante no Brasil há quase 30 anos.

Luciano             Palestrante profissional?

Alfredo              Profissional.

Luciano             Você ganha a vida fazendo palestra?

Alfredo              Ganho a vida fazendo palestra, tenho a felicidade, o prazer de ser um dos pioneiros nessa história de palestras no Brasil, que hoje é um grande negócio não é?

Luciano             É, é mesmo, por isso que eu catei a figura aqui, falei não vou deixar ele escapar de jeito nenhum, é um dos raríssimos profissionais que vive de palestra no Brasil hoje em dia e está aí há muito tempo. Eu acompanho a carreira do Rocha, sei lá, desde sempre, desde que eu me lembro, porque quando eu comecei a ver os palestrantes lá atrás, que eu imaginei que algum dia aquilo podia ser uma profissão também, acho que a meia dúzia que fazia, um deles já era o Rocha que estava começando ali. Mas vou te explorar um pouquinho aqui. Você nasceu aonde?

Alfredo              Eu nasci em Limeira, Luciano, em Limeira, uma cidade do interior de São Paulo.

Luciano             Então você fala poRta, poRco, FeRnando, com oRgulho…

Alfredo              Nossa… e tenho um irmão chamado Cráudio, o Craudião meu irmão.

Luciano             Eu sou de Bauru, então estamos em casa.

Alfredo              Então estamos em casa, a minha região, Limeira ali, próximo de Campinas e Piracicaba, a terra dos “caipirão” do Brasil. Lá você pergunta, por exemplo, alguém está na janela e você grita: “firme cumpadi”, não, é novela, porque o “firme” é depois da novela.

Luciano             Ótimo. Que seu pai e sua mãe faziam?

Alfredo              Meu pai é um colono, eu nasci na roça e minha mãe também, uma colona, morava na roça, minha mãe dona de casa, meu pai um colono e eu morei na roça também, passei a minha primeira infância até o início da minha juventude foi na roça é muito gostoso e me ajuda demais aquela passagem, aquela experiência que eu tive na roça, ela me ajuda demais hoje dentro dos meus textos, enriquece demais os meus textos, muito orgulho. Inclusive, tem palestrantes hoje de todo tipo, não é Luciano? Você tem palestrantes doutores, você tem palestrantes hoje acadêmicos, até ex presidentes da república fazem palestra.

Luciano             E ganha bem.

Alfredo              É isso mesmo.

Luciano             E aí tem “os matuto”.

Alfredo              É e tem nós, que somos os palestrantes aí pioneiros, muito interessante, muito gostoso esse trabalho.

Luciano             Então vamos lá, esse período teu na roça foi anos 60, que você estava na roça, qual era o sonho do Alfredinho?

Alfredo              Olha rapaz, o sonho era ser jogador de futebol, como todo menino, adoro futebol, mas aquela história de Aristóteles, você precisa tentar encontrar os seus talentos, apesar de eu jogar bola até bem, mas o talento não dava para ser um profissional e eu sempre comento nas minhas palestras, muito cuidado em você achar que você tem que fazer o que você gosta, a gente escuta muito isso de pais, de educadores, tem que fazer o que você gosta, muito cuidado, não é assim, se eu fosse fazer o que eu gosto eu ia ser um jogador de futebol…

Luciano             Ruim.

Alfredo              … ruim, provavelmente frustrado, então o meu talento, até que eu jogava bem, mas não tinha um talento para ser um profissional, já falar eu falava bem, porque eu colhia algodão, foi o meu primeiro trabalho lá nas fazendas do interior, eu colhia algodão menino e eu falava muito, o pessoal gostava de pegar rua perto de mim porque eu falava, eu cantava, falei caramba, é por aí, então vai a primeira dica, já que a gente está batendo um papo, mas vamos aproveitar passar umas dicas para os jovens ouvindo, então cuidado, tem que fazer o que gosta? Tem que fazer o que gosta. Não. Eu acredito que… estou na linha de Aristóteles, seria bom você encontrar o seu talento e deixar ele desabrochar…

Luciano             Cruze os dedos para que eles sejam o que você gosta.

Alfredo              É, porque, mas sabe o que acontece, Luciano, quando você faz o que você gosta, você faz bem feito e naturalmente você vai ganhar dinheiro você vai ter resultados, naturalmente as pessoas vão te elogiar, vai ser bom também para você. É gostoso ser elogiado e aí naturalmente você começa a gostar, então…

Luciano             Mas olha que insight interessante, quer dizer, se você fizer o que você gosta e não tiver talento para isso, é um motivo de frustração.

Alfredo              É complicado.

Luciano             É frustração, é frustrante, adoro fazer e não tenho talento para isso, não consigo fazer, o que eu tenho que fazer? Vou ter que mergulhar para aprender e ficar bom nisso. A molecada não tem paciência para isso, não tem paciência para isso, mas vamos lá, deixa eu te especular um pouquinho mais. Mas o molequinho lá, o Alfredinho lá queria se jogador de futebol, mas estava na roça, e aí? Você faz parte daquela turma que senta aqui na minha frente e fala assim o meu pai não teve educação, minha mãe não teve educação, mas os dois botaram na cabeça que eu teria educação e para mim foi obrigação ir para a escola estudar. Foi assim?

Alfredo              Não foi bem assim, Luciano, foi diferente, meus pais, o meu pai morreu muito cedo, então a minha grande influência foi minha mãe, a grande líder da minha família foi a minha mãe, ela…

Luciano             Tem irmãos?

Alfredo              … eu tenho mais 5 irmãos, dois faleceram e tenho mais três irmãos vivos e a grande líder em casa foi a minha mãe e ela sempre obviamente, a mãe sempre quer o melhor para o filho, mas o meu grande incentivo para buscar ideias, para estudar, para me desenvolver, foi certa ocasião na roça, quando chegou um fusca branco, inclusive na época chamava-se Fafá de Belém, lembra disso nos anos 70? A hora que eu vi aquele fusquinha branco, eu trabalhava na roça cuidando de cavalo, de boi, de cabra e fazia os trabalhos todos da roça, ainda menino e eu conheci o Wilson, um paulistano, Wilson Mileris…

Luciano             Que quando abria a boca falava porta, porco, com orgulho.

Alfredo              … é isso, de Sapopemba, então eu conheci o Wilson e o Wilson trabalhava numa imobiliária aqui em São Paulo e ele foi fazer um trabalho para o dono da fazenda onde eu morava e ele foi morar na colônia, ter uma experiência diferente e ele, toda a família dele, grande amigo Wilson, que eu mando um abraço se ele estiver ouvindo nesse momento, e conheci lá o Wilson, depois o Wagner, irmão dele que se tornou meu grande parceiro, tinha a minha faixa etária também, moço, é meu parceiro até hoje, o irmão Wagner. E foi o Wilson que me incentivou, a gente jogava futebol, lembra que eu falei que eu adorava futebol, e a gente tinha um time na fazenda e o Wilson jogava junto comigo e ali eu jogava até bem, não dava para ser profissional, mas jogava bem, e fizemos uma amizade e o Wilson percebeu que eu era muito curioso, eu perguntava muito “por que”, eu era um grande ouvinte inclusive, apesar de eu ser muito palestrante falar muito, palestrante quando vai na praia bronzeia até a língua, então palestrante fala demais, mas fora do palco, como eu sou tímido, então eu sou muito de ouvir e eu era muito curioso, e queria aprender coisa e perguntava para o Wilson e o Wilson percebeu que eu tinha um certo talento para conversar, lembra que eu falei do algodão, que eu conversava com a turma ali, e aí ele me ofereceu a oportunidade. Você não pensa em se desenvolver daqui a pouco crescer na vida, progredir e como…

Luciano             Você estava na escola?

Alfredo              … não, eu já tinha saído da escola, já tinha feito…

Luciano             Tinha feito o básico.

Alfredo              … tinha feito o básico e estava trabalhando na roça, já era um peão lá na roça, estava trabalhando como peão na roça, trabalhava com trator, trabalhava cuidando de gado, de cavalo como eu te falei e ali eu já não estava estudando mais, eu falei pô, progredir na vida, crescer na vida,  quem não quer? Todo mundo quer progredir, crescer e tudo mais, mas será que eu posso? É a dúvida de muita gente, porque a nossa primeira infância, nós escutamos muito que você não pode, você não vai conseguir, isso não é para você e imagina na fazenda, mais ainda, a gente era peão ali na roça, aí eu encontrei um cara, que era o Wilson ele falou não, você pode, você pode, yes i can, que o presidente Barack Obama usou recentemente, falei poxa, que legal, já que eu posso, então o  que eu preciso? Você precisa se informar, você precisa estudar, você precisa pesquisar e o primeiro passo é você sair daqui da roça, você está a fim? Falei puxa, estou a fim. Vai fazer o que? Vender. Beleza. Então a minha escola inicial foi o mundo das vendas.

Luciano             Você sai de lá para ir para onde?

Alfredo              Eu sai de lá da fazenda para morar na cidade de Limeira, saí da roça para morar na cidade de Limeira com a minha família, aí a gente já estava pensando mesmo em sair da roça, meus irmãos já estavam trabalhando já em algumas fábricas ali da região e eu era um dos últimos que estava trabalhando ainda na fazenda, porque na fazenda você tinha, como colono, você tinha casa para morar sem pagar, você tinha alguns benefícios, você tinha luz  elétrica e não precisava pagar, água não precisava pagar e aí a gente resolveu empreender, ou seja, sair da fazenda, eu já com essa proposta, quando o Wilson começou a me mostrar essas possibilidades, me deu um livro de presente, foi o primeiro livro que eu li, chamado “Fernão Capelo Gaivota”, fabuloso livro, já era a história de alguém que queria voar, que queria voar mais alto, você conhece o livro, você sabe, depois ele me deu o segundo livro que aí arrebentou, aí não consegui dormir a noite…

Luciano             Qual foi?

Alfredo              … que foi “O Maior Vendedor do Mundo”…

Luciano             Og Mandino.

Alfredo              … Og Mandino. Aí eu lembro, minha família toda na sala vendo televisão e eu bebendo no quarto, ainda menino, super garoto, bebendo os pergaminhos de Og Mandino e ali eu tive a convicção que era uma questão de decisão e atitude, duas palavras que eu sempre coloco nas minhas palestras, primeiro é decisão que só você pode tomar e lendo “O Maior Vendedor do Mundo” eu decidi ser um bom vendedor, não o maior vendedor do mundo, que eu não tenho essa pretensão, mas ser um bom vendedor. Tomei essa decisão e aí atitude de continuar os estudos, os livros, como disse o padre Antonio Vieira, Luciano, “os livros são os meus grandes mestres”, padre Vieira chamava de os mestres mudos, então eu me apaixonei pela leitura e até hoje a leitura, agora está mais fácil, porque tem o Youtube, então você está fazendo uma corrida e você tem condição de correndo hoje…

Luciano             Dá para você ouvir podcast.

Alfredo              … podcast,  olha aí, você esta escutando aonde? No carro, você está escutando esse podcast no carro, você está correndo, lavando louça, e um mundo novo, então. Mas os livros, eu sou muito grato a grandes livros, aí eu tive um outro grande livro, fabuloso livro e que foi o que me ajudou muito, como eu sou muito tímido, no relacionamento com as pessoas…

Luciano             Dale Carnegie

Alfredo              … percebe como você já sacou a minha linha de pensamento? Porque o grande detalhe, você ouvinte que está aí agora, nada vem do nada, não é isso, Luciano? Nada vem do nada, você já conhecendo um pouco o Alfredo Rocha, você já matou a xarada do livro qual é, é esse mesmo “Como fazer amigos e influenciar pessoas”.

Luciano             Que é um best seller há quê? 60 anos?

Alfredo              Mais de 60 anos.

Luciano             70 anos?

Alfredo              Mais, está no caminho dos 100 anos, não sei exatamente, mas está no caminho dos 100 anos.

Luciano             Mas continua vendendo, vende que é uma loucura e a base, quando você pega esse livro, você fala eu estou com um livro de 60 anos, de meio século, quase um século na mão e o que ele bota ali é tão fundamental porque ele não trata de técnicas, ele trata de valores, é um livro que fala de valores e a arte de fazer pessoa baseado nos teus valores e não em truquezinho, é fantástico esse livro.

Alfredo              É Luciano, hoje todo mundo critica tudo, você sabe disso, internet está aí e “Como fazer amigos e influenciar pessoas” é o livro mais vendido do mundo depois da bíblia, é o livro que mais vendeu no mundo, agora claro, intelectuais, acadêmicos, eles têm as suas críticas mas fiquem à vontade para criticar, porque faz parte, cada um…

Luciano             Você deve ser vítima do rótulo de auto ajuda, evidentemente que é, eu também não escapo de vez em quando, me botam rótulo também, como se isso fosse uma coisa ruim, mas por quê? Porque muita gente se aproveitou disso para ir fazer dinheiro fácil, etc e tal, mas não dá para você criticar um livro, eu não posso criticar um garoto que está na minha frente lendo Harry Potter e dizer para ele, por que? Ele está  lendo alguma coisa, começou por ali, aquilo abre para você o caminho, então pega na mão lendo, vá ler e esse livro serviu para muita gente, pô se você lê Sócrates que tem dois, três mil anos, pegar outro livro mais aqui, ele tem conteúdos ali que sempre servem para a gente lá, então…

Alfredo              Com certeza, você observa na nossa própria área de palestras, nunca Aristóteles, Sócrates e Confúcio esteve tão na moda como agora.

Luciano             Tem até filósofos que estão na moda, a coleção de filósofo hoje é o que mais ganha.

Alfredo              Inclusive você falou de ficar chateado de ser palestrantes motivacionais, auto ajuda que você comentou não é Luciano, a gente escuta muito isso mesmo, palestrante de auto ajuda, eu não fico nem um pouco chateado e a pergunta é essa mesmo que você aí deu início ao raciocínio, o que te ajuda? O que te ajuda é auto ajuda. Mas fique à vontade, eu imagino que os filósofos que estão aí, meus colegas de palco, que a gente cruza por aí nos palcos da vida fazendo palestra juntos, eles devem ficar mais chateados do que eu quando chamam as palestras deles de auto ajuda também, então, se está te ajudando, está tudo certo.

Luciano             É isso mesmo. Muito legal esse teu insight que você está me dando aí porque…

Alfredo              Primeira vez que eu falo, eu quero que você saiba que é a primeira vez que eu conto essa história…

Luciano             Você nunca deu uma entrevista?

Alfredo              Nunca, a mídia eu não costumo fazer entrevista, eu digo que o que eu tenho para falar não é muita coisa, mas eu tenho para falar dentro dos meus textos, dentro das empresas, ou nos congressos que eu participo por aí, mas está sendo um prazer falar com você aí, contar essa história.

Luciano             Mas aí junta dois matutos, o papo vai rolar. Mas vem cá, você está me dando um insight muito interessante que é essa questão de você citou os teus mentores como livros, então o Walter veio, te deu um empurrão e aí livro, livro…

Alfredo              O Wilson.

Luciano             … desculpa, o Wilson veio, te deu um empurrão, livro, livro, livro e de repente você está em Limeira, com que idade, 14 anos?

Alfredo              Já tinha um pouco mais, tinha na casa, chegando aos 18, 18 anos.

Luciano             18 anos, chega em Limeira lá e aí você tem que trabalhar, vou arrumar meu primeiro emprego, com diploma do primário na mão, não é? E o que é que você vai fazer da vida?

Alfredo              Então, vender.

Luciano             Sim, mas você bate aonde?

Alfredo              Então, o próprio Wilson me orientou e me deu um direcionamento para vender, o primeiro produto que eu vendi foi um produto que a gente chamava de os livros que falam, era um produto americano que chegou no Brasil chamado Sax Motivation Institute, eram fitas K7 contendo livros condensados, resumos de livros,  hoje chamados audiobooks, que hoje está na moda, mas nos anos, final dos anos 70, chegou no Brasil e foi a primeira coisa… era uma maletinha contendo 14 fitas K7’s  que a gente saía na rua, porta a porta, estilo Barsa, estilo enciclopédia Barsa, enciclopédia Britânica. Bom dia senhor, meu nome é Correia, eu creio que trago boas notícias para o senhor, porque meu nome é Alfredo Correia Rocha e para vender, bom dia, meu nome é Correia e creio que trago boas notícias, o senhor tem cinco minutinhos? Essa é a abordagem, aí começava a argumentação, a argumentação é de uma hora e dez, mais ou menos.

Luciano             Eu fui vítima disso, eu me lembro de uma vez que eu recebi, isso é fascinante, porque naquela época existia esse tipo de vendedor que é uma coisa que você nem imagina, o cara bater numa porta, alguém abrir uma porta para essa pessoa entrar para fazer uma venda que hoje em dia… mas havia naquela época de montão e eu me lembro uma vez que eu recebo na minha casa, o cara bate, eu deixo ele entrar e me entra um vendedor daquele aspirador de pó redondo e o cara senta na minha frente ali e aquilo dava para ver que ele estava fazendo para mim uma performance, não era uma venda e o cara vai e liga o negócio e puxa, ele vendeu, é evidente que ele vendeu porque aquele tête a tête ali, olhando no olho do cara e ele fazendo aquela sequência de vendas era um negócio fabuloso, que puta escola era aquilo e aquilo se perdeu e nós estamos vendo essa coisa ser recuperada hoje pela tecnologia, ela é que está entrando e tentando fazer esse papel,  mas não tem mais o sujeito na minha frente, olhando no meu olho, batendo no meu ombro, agora é uma coisa meio fria e a molecada não sabe o que é essa… o grau de cara de pau que você tem que ter para bater na porta do cara e falar meu nome é Correia, acho que eu tenho boas notícias, me dê cinco minutos e ficar uma hora e meia lá dentro…

Alfredo              Imagina um cara tímido como eu, foi difícil demais no começo…

Luciano             Mas deu certo?

Alfredo              … no começo, logo nas primeiras semanas eu falei uma frase que muitos ouvintes devem já ter falado se tentaram vendas: “ah eu não nasci para venda”, porque a timidez era tão grande no começo, nas primeiras semanas,  eu batia na porta e orava para não ter ninguém, tomara que não tenha ninguém, para não precisar falar, porque a timidez era muito grande, mas aí eu tive meus treinadores.

Luciano             Então, mas espera um pouquinho, se você tinha essa barreira da timidez gigante para te brecar, que força era essa que te impelia a ir adiante? O que era isso que te empurrava?

Alfredo              Então. Aí entra aquilo primeiro que eu falei que era a decisão de vencer no próprio livro de Og Mandino tem uma frase que eu gravei muito, lembra, “O maior vendedor do mundo”, a sua decisão de vencer, o fracasso jamais me surpreenderá se a minha decisão de vencer for suficientemente forte. Essa é uma das frases de Og Mandino que eu usava muito na época sabe, o fracasso jamais me surpreenderá se a minha decisão de vencer for suficientemente forte. Talvez você escute aí, você por falar ah, mas isso é babaquice, então beleza, tem um montão de babaca aí que saiu do nada e faz sucesso…

Luciano             É verdade, como é que é? O óbvio… como é que é? O Khalil Gibran falava o óbvio só é o óbvio depois que alguém o explicita, isso é óbvio, claro, até alguém falar ele é óbvio.

Alfredo              É isso aí, então…

Luciano             Mas aí você começa ali fazendo venda e aí?

Alfredo              … mas aí eu tive muito treinamento, o Wilson Mileris era um excelente treinador, eu tive grades treinadores, o Wilson Mileris, depois eu tive o Juca de Matos, estou citando nome de três grandes treinadores que eu tive. Depois eu tive o Othon, são pessoas que me treinaram, porque venda, hoje eu sei porque eu falo sobre esse assunto há muitos anos, inclusive tinha orgulho, a felicidade de ter no Youtube a palestra de vendas mais assistida, mais de 1 milhão e 100 mil views, não sei exatamente em que momento, em que dia você está assistindo, mas entra lá você vai ver no Youtube, o campeão de vendas, é uma palestra muito assistida, vem ajudando a muitos vendedores, mas lá na época eu achava que o vendedor nascia pronto, eu achava que vendedor era uma coisa nata e até hoje ainda, viu Luciano, algumas pessoas acham que venda é uma coisa nata, ah nasceu vendedor, não, não é.

Luciano             Ou então não dou certo para nada, vou trabalhar com vendas.

Alfredo              Ah isso é um pecado. Recentemente uma faculdade surgiu na mídia do Brasil inteiro, em todos os portais, não sei se você chegou a ver…

Luciano             Luciano Huck envolvido…

Alfredo              … uma faculdade que fez o seguinte, se você não fosse… o que você esta fazendo, o que você iria fazer? Uma das profissões que mais deram: vendas. Isso é um pecado.

Luciano             Esse é outra história, essa que eu falei do Luciano Huck, ele botou agora ali que como é que é? Complemente sua renda, seja um professor e ganhe dinheiro vendendo as suas aulas como professor. Foi um escândalo gigantesco, que é isso, professor como complementação de renda?

Alfredo              Então, essa faculdade lá do sul, ela fez com os alunos uma brincadeira, saiu na mídia aí no UOL, no Terra, no IG, nos principais portais, com certeza você viu, e a colocação era isso, se você não se formar em administração, se você não se formar em psicologia, se você não se formar em doutor, e aí, vai fazer o que da vida? Uma das que mais deu: ah aí eu vou ser vendedor mesmo. Ah, é um pecado. É um pecado porque não está entendendo nada, é gente que não entende nada sobre isso aí.

Luciano             Por que isso acontece, vamos lá, vou te dar, eu não sou vendedor, não sou da área de vendas, eu estou em outra praia, primeiro, precisa muito, todo mundo precisa de vendedor, o vendedor é uma profissão que é fundamental e necessária, todo mundo quer, quem é que não quer um bom vendedor? Todo mundo quer, então há uma oferta de vendedor que é gigantesca. Segundo, qual é a qualificação que precisa? Eu vou lá, eu aprendo o cara me dá um negocinho, eu saio falando, saio com o script na minha mão e vou vender, porque é tudo igual, aí começa a ignorância, achar que é tudo igual. Terceiro, eu posso passar por aí enquanto eu estou num perrengue, enquanto eu não arrumar um emprego bom, eu fico fazendo meu bico como vendas, que é transitório, entro ali deu, não deu. Terceiro, tem ali um fixozinho, se não der, der tudo errado, pelo menos o fixo eu garanti  o meu meio dia ali, então passa é quase que irresistível para ser uma coisa de passagem, estou passando, estou vendedor até arrumar um negócio melhor, essa é a visão que eu tenho de longe.

Alfredo              Perfeito, você matou a charada, agora veja bem, essa é a visão do velho vendedor, do passado, essa é a visão do passado, mas é a visão, quando eu falo a visão do passado, mas é uma visão mais comum até hoje na mente de todo mundo, vai fazer o quê? Vou prestar vestibular. E se não passar? Ah, vou ser vendedor mesmo. O mundo mudou muito, hoje venda é arte, quatro coisas importantes: venda hoje, primeiro venda é emoção, venda é emoção, venda é arte, venda é técnica e venda é ciência. Hoje, esses aparelhos de ressonância magnética funcional, o neuromarketing, a neurovendas, está cada vez mais esmiuçada, então hoje não basta falar ah, eu vou pegar um produto, uma pastinha e vou sair vender, não, hoje você precisa entender que venda é emoção, venda é arte, venda é técnica, venda é ciência. Luciano, uma curiosidade, quer ver, olha, aqui em São Paulo eu tenho muitos clientes, uma cliente que já me contratou algumas vezes, que já levou todos os funcionários dela para me assistir, líderes e funcionários operacionais, ela tem uma empresa de produtos odontológicos, produtos para dentistas, ela disse: Alfredo, eu quero contratar você, vou fazer uma palestra num grande hotel aqui em São Paulo, um dos melhores hotéis aqui de São Paulo e os convidados da palestra serão os meus clientes, bom, quem são os clientes dela? Dentistas. E ela me disse o seguinte, agora eu quero que você trabalhe com eles num assunto que eles precisam demais, inclusive muitos deles estão achando que ser dentista não é bom, só que eu que sou empreendedora, sei o motivo, você que é palestrante corporativo, palestrante de empreendedorismo, de liderança e vendas, você sabe o motivo, eles não sabem vender, então eu quero contratar você, e ela me contratou. Setecentos e cinquenta, dentistas, moças e rapazes e a palestra foi sobre vendas e foi legal porque uma palestra sobre vendas e eu  comecei justamente a palestra dizendo isso, todo mundo vende, todo mundo vende, o engenheiro deveria fazer um curso de vendas, o advogado, todo mundo vende e para fazer uma brincadeira, uma sacanagem que eu sempre gosto nas minhas palestras, eu fui na minha dentista, a Débora, que fica aqui na Aclimação, fiz um orçamento, ficou oito mil, quase nove mil reais, eu precisava trocar duas próteses aqui atrás e dar uma geral, oito mil e novecentos reais. Eu disse gente, vou falar sobre vendas, eu quero dizer que todo mundo vende, quer ver como vendem? E joguei na tela a foto do orçamento, olhei para os setecentos e cinquenta e fiz uma pergunta simples, quem é que vai me dar de presente esse tratamento, por favor, os homens façam uma fila desse lado, as mulheres dessa lado, que eu vou entrevistar e vou ver quem é que eu vou escolher, ninguém levantou o braço, eu disse está vendo como vocês vendem? Porque quem não vende dá e vocês não dão nada, vocês vendem, vocês vendem o serviço de vocês, o talento de vocês, a habilidade de vocês, enfim, a expertise de vocês, todo mundo vende, o presidente da república, quando ele vai na China, ele vai fazer o que na China? Ele vai vender.

Luciano             Eu tive sentado nessa cadeira aí o Bruno Soalheiro, que é psicólogo e ele, hoje ele montou um site, etc e tal que tenta mostrar para psicólogos que o psicólogo tem que ser um empreendedor e a conversa dele era exatamente, ele falou o cara se forma em psicologia e ele acha que vender é uma coisa que não cabe a ele, o cara tem até vergonha disso, imagina, como é que um psicólogo vai se vender, se começarem a vender demais o sindicato dos caras vem, então ele fala, eu criei um negócio para mostrar que ele tem que ser um empreendedor, o que ele está lidando é um business, se ele ajuda pessoas é natural que ele ganhe por isso, agora botar isso na cabeça dos caras e me parece se você pegar médico é tudo a mesma coisa, é muito parecido.

Alfredo              A mesma coisa.

Luciano             Onde já se viu sair vendendo e até tem restrições, o conselho de medicina, dentista deve ter mil restrições, você não pode botar um anúncio lá, tem restrições em cima disso como se a venda fosse um negócio ruim.

Alfredo              Mas Luciano, sabe porque isso? Só para reforçar, viu Luciano, é importante, acho que a gente está prestando um serviço aqui agora, por que as pessoas têm essa visão? Porque ainda estão na mentalidade do vendedor do passado, qual era a mentalidade do vendedor há quarenta, cinquenta anos? O que era vender? Vender é vencer o cliente. Isso não é vender.  Vender não é vencer o cliente, ele comprou, ah perdeu. Eu vendi, eu venci. Ah ele não comprou, perdi. Eu não vendi eu perdi. Isso não é vender. Primeiro passo sobre venda é entender o que é vender, vender é servir às pessoas, vender primeiro é servir às pessoas, claro, aí você vai fazer o quê? Aí você vai criar desejo, se tem uma coisa que o ser humano tem é desejos nessa vida, mas vender primeiro é servir, se a gente tem essa mentalidade, o médico, ele está lá para servir. Eu levei a minha mãe, na época, em três médicos e a minha mãe, eu tive que trocar, o primeiro não deu certo, o segundo não deu certo, o terceiro não deu certo e aí no quarto, Dr. Paulo foi o médico que a minha mãe.. por que? Porque além de ser tecnicamente muito bom, ele sabia vender a ideia para a minha mãe que aquele tratamento era um bom tratamento, ele tinha uma comunicação, sabe, com a minha mãe, porque vender é se comunicar, você pode vender um produto, mas você pode vender uma ideia, o médico, além do remédio que ele dá, ele vende a ideia para a pessoa que aquele remédio, sabe, tem ali uma tecnologia, tem uma ciência ali, tem muito estudo ali, isso conta demais.

Luciano             Tem um papel educador nessa história toda, vou dar o meu insight aqui, quando eu estava montando o meu projeto do Café Brasil Premium que viria a ser o que é hoje o Café Brasil Premium, o sistema de assinatura e tudo mais, eu fui começar a trabalhar com o tal do inbound marketing, aquela coisa toda, eu liguei para uma empresa que faz toda a parte de serviço de pagamento, etc e tal e fiz o inverso, então em vez de eu procurar uma agência para me atender, eu fui, procurei uma empresa que trabalha com a parte de pagamento e falar quem são as agências que atendem legal, o cara me deu cinco nomes, eu liguei para as cinco, chamei as cinco, três vieram. Duas já não apareceram, das três que vieram, duas sentaram na minha frente, vamos fazer, vamos agitar, a terceira sentou na minha frente, me ouviu e o cara falou o seguinte, eu acho que não, como assim não? Não, antes disso aí, você tem que saber se isso está certo, eu não sei se esse é o teu negócio, eu, se fosse você, não faria agora, eu proponho fazer para você uma consultoria, vou te vender uma consultoria, você compra, no final dela você vai saber se esse é o teu negócio ou não porque eu vou te ajudar. Eu comprei, eu chamei os caras para comprar A, comprei B e depois comprei o A, porque o cara que sentou na minha frente e falou eu quero antes disso aí, junto com você, aí você fala isso é que é um vendedor, é um consultor que sentou comigo e aí nós dois em conjunto fomos desenvolvendo até chegar no final e falar realmente eu tenho um produto que pode funcionar e aí o projeto saiu lá na frente.

Alfredo              Eu pergunto para você, ele te serviu?

Luciano             Claro.

Alfredo              Vender é isso, vender é servir. Agora, para você servir, você precisa fazer isso que ele fez com você, entender a sua necessidade, entender, ouvir, o que era vender no passado? Lembra a conversa? Pô, você dá para vendas. Por quê? Pô você fala mais que papagaio na chuva. Não, vender é ouvir, é ser um consultor, você soltou a palavra aí importantíssima que a gente trabalha muito, o que um consultor faz? A primeira coisa que um consultor faz é ouvir e depois? É orientar, informar e ajudar o cliente tomar a melhor decisão, foi o que ele fez com você, isso é vender, agora então o dentista faz isso, médico faz isso? Eu só sei de uma coisa sobre o assunto vendas: uma colocação importante para você, ouvinte, o mundo caminha sobre rodas, as rodas do mundo são as vendas. Se todos os vendedores do mundo parassem de, Pittsburgh University, uma colocação da Pittsburgh University, se todos os vendedores do mundo parassem de vender por apenas um minuto, ao mesmo tempo, haveria um atraso de 100 anos na evolução do planeta terra. Então é importante que você raciocine sobre isso, o mundo caminha sobre rodas e as rodas do mundo são as vendas e todos nós vendemos.

Luciano             Vamos lá, o garotão está vendendo em Limeira, vamos lá, está  aprendendo a vender…

Alfredo              Até hoje, até hoje vendendo, eu sou um vendedor.

Luciano             … eu quero saber o seguinte, vamos tentar chegar lá, trinta anos atrás, quando bate em você uma luz que diz o seguinte, eu acho que eu vou viver fazendo palestra, como é que foi, como é que chegou ali?

Alfredo              Quando eu fazia as apresentações de vendas, como eu lembra, eu gostava muito de ler, de estudar, aquela pasta com aquelas fitas que resumiam livros, eu conhecia, ali dentro estava o livro resumido, eu conhecia o livro total, eu tinha um conhecimento muito grande, então a minha apresentação era praticamente uma aula. E falava sobre um livro de Benz Witlen, que até eu citei agora há pouco aqui, eu posso, yes i can, de Barack Obama, lembra no começo da entrevista? Esse é um livro de Bens Witlen, chamado Sim eu posso. Eu bebi o livro, eu conhecia todo o livro, Og Mandino, eu tinha os pergaminhos na ponta do meu cérebro, todos, eu gravava e ao fazer a minha apresentação de vendas, quando eu falava para uma pessoa, muitos falavam assim, escuta, dá para você voltar aqui amanhã e falar para o meu pessoal isso aí? Na época eu não entendia, como assim falar para o pessoal do senhor? Não, falar o que você está falando aqui para os meus vendedores, falar o que você está falando. Eu vou te dar um exemplo real, eu meninão, ai comecei a sair de Limeira e ir para o Brasil, aí eu já estava na casa dos dezenove anos, eu fui para o Rio Grande do Sul fazer uma campanha no Rio Grande do Sul, que tinha um amigo que tinha um padre que era cunhado dele, a gente vai lá, Alfredo, fica lá com os padres lá, a gente sai vender, eu e meu amigo Nelson Martins de Piracicaba, se você ouvir Nelsão, entra com contato comigo, saudade de você. E fomos viajar, fomos para lá e eu fui numa fábrica e eu fiz a demonstração para a moça de recursos humanos, para comprar minha maleta com as 14fitas K7, ela disse assim, dá para você voltar, de novo, isso repetia constantemente, dá para você voltar amanhã e fazer essa apresentação aqui de novo? Eu vou comprar sua maleta, e não era barato não, eu vou traduzir em dinheiro de hoje para você aqui, era próximo de 1000 dólares, uma enciclopédia você sabe, era coisa cara, ela disse eu vou comprar, mas se você voltar amanhã aqui e fazer essa apresentação, eu voltei na fábrica, eu vou falar até o nome da fábrica, chama-se Micheletto, existe até hoje, fábrica de parafuso, ela disse você volta amanhã aqui e faz essa apresentação, eu compro. Falei volto. Vou fazer uma venda, a gente ganhava bem, a comissão era boa. A hora que eu voltei lá tinha uma sala em U, com umas 35 pessoas e eram os gerentes da fábrica, os líderes da fábrica, a hora que eu cheguei em U, tem problema de você…  falei não tem problema…

Luciano             Isso é trinta anos atrás?

Alfredo              … é, isso é trinta anos atrás, trinta e dois, trinta e três anos atrás, eu era meninão.

Luciano             Quer dizer, nem ela, nem você sabiam…

Alfredo              É, que eu já estava sendo treinado para ser palestrante, ela nem sabe que ela me ajudou, eu sei que eu fiz uma palestra ali para aqueles onze líderes, falando o texto, porque o texto era decorado, era um texto, de vendas, mas muito afiado, muito decorado e eu falava com entusiasmo e fiz a palestra para os onze ali, falei caramba, esse negócio de falar, o pessoal gosta, curte. E aí eu comecei a vender, vendi cursos de oratória, inclusive eu vim aqui assistir o Polito, hoje o Polito é meu amigo, inclusive um abração para o Polito, estive lá com o Polito várias vezes, mas eu vim assistir aqui o Polito, depois eu vendi cursos de colegas meus que já eram mais velhos, vendi cursos do Othon, grande amigão meu, Othon que é palestrante até hoje, pioneiro também, vendi cursos do Wilson, eu fiz muito curso de oratória, isso me ajudou muito a desenvolver a comunicação, junto com o Wilson, ele me treinava, e aí beleza, falei pô… foi assim, falando com os clientes, chegou uma hora que eu comecei a vender consórcio, eu queria ter uma experiência empresarial, como eu tinha o objetivo de falar de alguns assuntos coorporativos, vendas já fazia parte da minha profissão, então estava fácil, mas eu queria muito falar sobre liderança, porque para mim, liderança é o fator decisivo para o sucesso de tudo, aí eu fui trabalhar  numa empresa, como eu  gostava muito de  Fortaleza, de praia, fui morar em Fortaleza, falei vou morar por aqui, vou trabalhar por aqui e fui trabalhar em Fortaleza, num grande grupo empresarial em Fortaleza, como líder de equipe, comecei como supervisor, depois logo virei gerente…

Luciano             Que idade?

Alfredo              … ah tinha vinte e três anos, nessa casa aí, eu já era precoce como líder nessa época e o legal que eu treinava minha equipe, minha equipe vendia mais e correu a ideia do grupo e aí eu conheci o dono e acabei fazendo um treinamento para os novecentos funcionários do grupo, quer dizer, eu era líder de vendas, mas treinei o grupo todo, falei caramba, eu estou no caminho nesse negócio, aí…

Luciano             Quer dizer, o que começa a ser uma palestra para você vender um produto, de repente se transforma no produto.

Alfredo              É perfeito.

Luciano             Mas quando foi que você sacou falou dá para ganhar dinheiro, dando treinamento para os caras e não vendendo produto.

Alfredo              Então, eu vendi alguns palestrantes, eu vendi, por exemplo, o Wilson Mileris tinha um curso de oratória, eu vendi o curso dele, o Othon, por isso eu falei que eu sou um dos pioneiros, porque esses caras começaram o mercado de palestras no Brasil, o mercado de palestras no Brasil, viu ouvinte, todos esses que vir na cabeça que você conhece, que são famosos, não foram eles que iniciaram o mercado de palestras no Brasil, o mercado de palestras no Brasil começou com esse pessoal que eu estou falando para você e o professor Othon, aqui em São Paulo, montou-se uma equipe e eu adorava São Paulo vir morar para cá e comecei a vender, porta a porta aqui em São Paulo, o professor Othon.

Luciano             Isso é anos 80?

Alfredo              Anos 80, 83. Aí eu já estava com uns vinte e cinco anos, nessa casa, acho que não… um pouco menos, vinte e quatro, por aí, anos 80, inclusive adorava assistir Perdidos na noite, no Teatro Zácaro, que eu morava ali pertinho, você lembra de Perdidos na noite, Faustão, eu morava ali perto e eu vendia os cursos do professor Othon.

Luciano             Quem está por aí que é dessa época ainda…

Alfredo              O professor Othon está por aí.

Luciano             … Marins…

Alfredo              O Marins veio um pouco depois.

Luciano             Mas esse pouco depois é dois, três anos depois.

Alfredo              Dois, três anos depois.

Luciano             Eu me lembro do Marins nos anos 80 já como palestrante mesmo, ele estava vendendo um produto palestra.

Alfredo              Exatamente, o Marins veio logo na sequência, o Marins dava aula e ele veio logo na sequência, os eventos, esses eventos abertos em teatro, quem começou foi o professor Othon e nós botávamos mil e quinze pessoas nos anos 80 no Elis Regina. Mil e quinze. Deixa eu falar onde começou, começou no Maksoud Plaza, uma equipe de vendas na tua, bom aí eu deixei de vender as pastinhas, comecei a vender palestras e comecei a vender…

Luciano             Você vendia o evento, dia tal a tal hora esteja em tal lugar.

Alfredo              Maksoud Plaza, 1983, por aí, 84, quinhentos lugares, no Teatro do Maksoud, até hoje, quinhentos lugares. Chegou um dia que tinha quinhentos dentro e quinhentos querendo entrar, porque a gente fazia convites de graça para conhecer e aula inaugural, inclusive quem criou isso foi Dale Carnegie, aula inaugural gratuita, então a gente saía, nós jovens, saíamos convidar as empresas para um encontro de empresários e as pessoas vinham, assistiam a palestra de graça e aí a gente ia lá entregar o certificado e vender as matrículas.

Luciano             Já vendia a sequência que seria o curso.

Alfredo              Só que eu não gostava dessa história de visitar o cliente, fazer uma puta de uma abordagem e convidar de graça, falei pô, isso não está legal, pô eu faço um puta de um argumento, eu tenho que vender, o instinto de vendedor é vender, para fazer isso vou ter que começar o meu negócio, aí em 1990, fiquei de 83, 84 até 90, aí em 1990 virei Correia, peguei 90, fiz um papel de pão, falei agora está na hora de eu começar a falar, já tinha passado por todos esses, vendendo essas palestras, vendendo a pastinha com as fitas lá atrás, depois as palestras, depois de ter trabalhado nessa empresa como líder, que eu queria ter uma experiência de líder dentro de empresa, falei agora estou preparado para iniciar, eu tinha vinte e sete anos.

Luciano             Então e na tua cabeça continuava sendo: estou vendendo um treinamento. Não era vendendo uma palestra. Era vendendo um treinamento.

Alfredo              Um treinamento, treinar.

Luciano             Quando é que essa coisa vira palestra do jeito que a gente conhece hoje aí de entro, sento num lugar, fico ali uma hora e meia, duas horas e vou embora depois.

Alfredo              Na verdade eram palestras, só que eram treinamentos assim de três dias sabe, a princípio, três horas por dia, depois virou, o mundo foi mudando, a velocidade das mudanças e quando eu comecei em 90, em 1990, eu já fazia, eu fazia ainda palestras em dois dias, três horas por noite e essa história desses grandes eventos com vários palestrantes, ele começou no Brasil em meados de 90, em 94, 95, 96, aí começaram a contratar vários, estilo HSM, só que com palestrantes brasileiros, mas aí era cada um individual, o Marins para lá, o Othon para lá, Alfredo Rocha para lá e quando eu comecei em 90, quem é que vai vender eu? Só eu mesmo, então.

Luciano             E o Alfredão começou a vender o Alfredo. E aí você tinha que num determinado dia botar X pessoas dentro de um teatro. Então vamos só comentar aqui, quando a gente fala hoje em dia, você que está aí alucinado para virar palestrante que é o que mais tem no Brasil hoje é palestrante, todo mundo é palestrante, que está imaginando o seguinte, eu sou palestrante para quê? Para uma empresa me contratar, dia X eu estou lá, falo para trinta pessoas, vou embora para minha casa e ganhei meu dinheiro ali, esse é o modelo que o pessoal olha daqui. O modelo que o Alfredo está falando não era assim, era um modelo que era o seguinte: muito bem, assinei um contrato com um teatro, eu tenho uma sala vazia na quarta feira às oito horas da noite e agora eu vou ter que enfiar trinta caras lá dentro, ou trezentos caras lá dentro, não é que uma empresa vai me chamar para ir lá, se eu não fizer trezentas vendas, eu tenho casa vazia e aí você sai para vender…

Alfredo              Exatamente isso, Luciano.

Luciano             Que doidera, e aí?

Alfredo              Isso em 1990, quase trinta anos atrás e aí o que aconteceu? Eu contei para todo mundo, falei eu vou, agora está na hora de eu virar palestrante que eu já tenho uma experiência bastante grande em vendas, uma boa experiência em vendas, já trabalhei dentro de empresa, agora eu vou vender eu, ninguém vai confiar em mim, só eu mesmo, então eu fiz um papel de pão, fui para o meu interior, fiz um papel de pão, como a gente chamava na época, uma folha de sulfite, coloquei lá o curso chamava-se “Motivando todos para as vendas”, apresentador, palestrante Alfredo Rocha, slogan: “o mais jovem palestrante do Brasil”, tirei cópias, botava na minha pastinha e eu saía dia a dia, porta a porta, bom dia, senhor, lembra do bom dia senhor? Meu nome é Correia? De novo, bom dia senhor, meu nome é Correia e creio que trago boas notícias, o senhor tem cinco minutinhos? E aí começava o meu argumento.

Luciano             Quero convidar o senhor para quarta feira, às oito horas da noite me ouvir.

Alfredo              Não, aí é que está o detalhe, Luciano. Bom dia, meu nome é Correia. Começava o argumento de vendas, vai acontecer aqui, sempre com trinta dias para a promoção de evento, para você ter vinte e poucos dias úteis para, de segunda a sábado, bom dia, meu nome é Correia, mas não falava que era eu, eu nunca falava que era eu o palestrante.

Luciano             Ah, então o Alfredo Rocha estava no papel, não tinha uma fotografia…

Alfredo              Não tinha foto.

Luciano             … e você era o  Correia vendedor.

Alfredo              Eu era o Correia. Alguns curiosos e não eram poucos, viu Luciano, perguntavam, o Correia, quem é esse Alfredo Rocha, o mais jovem palestrante do Brasil que eu nunca ouvi falar. Eu nunca falava que era eu, eu dizia o seguinte: senhor, o senhor terá uma surpresa lá no dia. Só isso que eu posso falar para o senhor, é um recado do Alfredo Rocha, o senhor terá uma surpresa no dia, só tem uma observação que ele pediu, se o senhor não gostar 100% do dinheiro o senhor recebe de volta no final da palestra. E assim começou a minha carreira, rapaz, no dia do evento, era interessante, porque no dia do evento, as pessoas que estavam na sala, eu comecei com cento e cinquenta pessoas, duzentas pessoas, depois foi logo para trezentas, quatrocentas, que um contava para o outro, mas no começo, no mínimo cem.

Luciano             Aonde isso?

Alfredo              Isso lá no interior de São Paulo, cidades do interior, Mogi Mirim, Limeira, depois eu fui para Ribeirão, Orlândia.

Luciano             Quer dizer, para promover um evento desse em Orlândia, você tinha que ficar um mês lá.

Alfredo              Um mês, ficava no hotelzinho, pegava hotelzinho e ficava lá e vamos promover e aí antes de começar a palestra, todo mundo que estava na sala, a maioria eu tinha visitado e antes de começar a palestra eu dava o recado, bom pessoal, vocês todos me conhecem, muito prazer, Alfredo Rocha, o Correia e eu queria dizer para vocês o seguinte, aquela surpresa, vocês lembram? A surpresa é essa, eu sou o Correia que vende e sou o Alfredo Rocha que palestra, como eu disse a vocês, vocês tinham a surpresa, quero que vocês saibam que não enganei ninguém, aqui está minha carteira de identidade, meu nome é Alfredo Correia Rocha, tiro o Correia para vender e Alfredo Rocha para palestrar, mas aí vinha um detalhe, agora tem um desafio, eu vou falar sobre vendas, como é que você sai de casa e vem assistir um cara falar sobre vendas se o cara não vende, pelo menos uma coisa vocês já sabem, eu vendo. E aí nunca ninguém pediu o dinheiro de volta, falei puxa, estou no caminho.

Luciano             Que barato, tem que ser matuto para ter essa cara de pau.

Alfredo              Eu tinha um amigo que estudava numa grande universidade lá em Limeira, isso nos anos 90, meu amigo Glauber, abração para o meu amigo Glauber querido, ele estudava, ele fazia administração, ele me conheceu em uma das minhas palestras, falou você topa, eu consigo você entrar em sala em sala para vender a sua palestra lá na faculdade. Falei mas claro. Eu sei que os professores ficavam p da vida a hora que eu entrava na sala para falar do curso, eles não gostavam muito, mas ele tinha amizade com o diretor, o diretor liberou entrar, eu vendia, venda é maravilhoso.

Luciano             E aí você vai fazendo, vira um negócio, você começa a fazer…

Alfredo              Ah… montei uma máquina de vendas, uma equipe.

Luciano             Ai então, deixa antes eu chegar nela aqui, um belo dia você bate o olho e fala o seguinte: muito bem, se eu trabalhar direitinho eu vendo uma palestra por mês, doze por ano, isso é muito pouco, não dá para viver disso aí, e aí você fala bom, vou ter que escalar esse negócio aqui, como é que é? E você tem que abrir um mercado que não existia ainda.  O que você fez?

Alfredo              Eu tinha um grupo de amigos que a gente trabalhava vendendo juntos outros palestrantes, lembra que eu comentei? Um grupo de amigos, gente que também era bom em vendas e palestras, inclusive muitos deles melhores do que eu em vendas de palestras, eu confesso a você que o meu grande fator de sucesso foi eu ter chamado essa turma, chegou uma hora, depois de quase um ano, eu falei gente, eu estou fazendo um negócio aqui, eu mesmo estou falando, vem ver. Aí chamei, aí mais sete, oito pessoas que tinham liderança, que eram excelentes em vendas e eu disse a eles, venham para cá e assistam meu trabalho, tem  um detalhe, aqui não é comissão não, aqui você é sócio 50%, você sai na rua, vão vender e o que der…

Luciano             Vendeu, tira despesa o que sobrar a gente racha.

Alfredo              … tira a despesa, 50% para mim, 50% para vocês, ah a hora que vieram esses sete, oito feras em vendas, aí fica fácil, aí começaram a montar as equipes deles e começamos a nos espalhar pelo Brasil, nos anos 90 eu cheguei a ter cento e noventa vendedores espalhados pelo Brasil me vendendo.

Luciano             Você fechou um negócio, um contrato alguma coisa assim com o teatro Imprensa, não foi uma coisa assim?

Alfredo              Bom, isso já é o ano 2000, nós já chegamos no ano 2000.

Luciano             Você veio evoluindo então, mas continuou nesse projeto de vou encher teatro de pessoas.

Alfredo              Isso, teatros pelo Brasil.

Luciano             Então teu cliente era a pessoa física, não era uma empresa?

Alfredo              Não, empresas, principalmente empresas.

Luciano             Você vendia para empresa.

Alfredo              Para empresas, para os funcionários.

Luciano             Me dá dez…

Alfredo              Comprava cadeiras, a gente vendia cadeiras.

Luciano             Mas não é que você ia lá na empresa fazer a palestra, não, eles mandavam os funcionários para o teatro no dia tal.

Alfredo              Isso, em cidades menores do interior cinema, ou clube, aí o que aconteceu? Dividiu o Brasil, norte, sul, leste oeste e esses meus parceiros, líderes, cada um as suas regiões, com as suas equipes, promovendo, aí começou palestra uma atrás da outra, eu já não vendia mais, eu vendi só os primeiros oito, nove meses, aí comecei a não ter mais agenda para vender, na rua, porta a porta, aí já era minha equipe, aí ficamos aí de 90 criando a marca, desenvolvendo textos e eu comecei a ampliar temas, comecei falando de vendas, logo comecei a falar sobre liderança e comecei a ampliar meus termos e sempre de olho em São Paulo. Eu lembro que eu tinha trabalhado em São Paulo, trabalhado como vendedor lotando Maksoud Plaza, lotando Elis Regina na época que isso não existia, falei pô, uma hora vou chegar em São Paulo, mas eu queria chegar aqui forte, aí em 2001 eu chego no Teatro Imprensa e foi um sucesso muito grande…

Luciano             Então, mas comenta um pouquinho disso aqui, você então veio para São Paulo já tendo a tua escola, já sabendo como é que funcionava, aí você precisava de um lugar para não ter que ficar batalhando pelo teatro a cada vez.

Alfredo              Aí estava consagrado já, estava bem consagrado já o meu estilo, ou seja, o método que eu criei, o método de transferir as ideias que eu desenvolvi, método esse que eu até gostaria de dar um en passant nele, que contempla quatro princípios: primeiro, a simplicidade, não preciso  nem explicar porque, de onde eu vim, então a simplicidade, apesar que tem uma frase da Clarice Lispector que me ajuda demais nessa hora, fabulosa frase de Clarice Lispector, ela diz assim: “não se enganem, dá um trabalho danado ser simples”, Clarice Lispector, fantástica.

Luciano             Eu vou te dar uma frase do Mario Lago, ele falou uma vez, ele falou “o maior trabalho que eu tenho ao escrever meus textos é quando eu termino o texto eu tenho que reduzir o tamanho dele para deixar ele simples”, ele falou essa é a trabalheira que dá e é verdade, nós que escrevemos a gente sabe, eu sento, vomito o texto e aí dá uma trabalheira deixá-lo simples e o pessoal acha que é ao contrário, vem cá, se em vez da  palestra de uma hora e meia você precisa de trinta minutos, dá para cobrar mais barato? Ela é mais cara. É muito mais difícil fazer.

Alfredo              Então, esse método a hora que eu percebi que o meu método, as empresas aprovaram, eu criei nos anos 90…

Luciano             Espera aí, lembra, simplicidade…

Alfredo              Ah sim, simplicidade, meu método contempla quatro princípios: a simplicidade, a objetividade, na minha filosofia de treinamento é que treinamento precisa ser seta e não círculo, sabe é o mundo moderno exige, as empresas precisam de objetividade, então eu sempre… a  imagem que eu crio é essa, ser seta, não círculo, fica dando volta; terceiro, o conteúdo, tem uma preocupação, Luciano, e você que já, você ouvinte que já me assistiu pessoalmente, você sabe disso, eu tenho uma preocupação gigantesca com conteúdo que eu me proponho a falar, se eu me proponho a falar de inovação, eu quero dar uma ideia muito legal sobre esse tema, dentro da carga horária que eu tenho e o quarto princípio é o humor, inclusive eu uso uma outra palavra, a descontração, a  palestra é descontraída, sem nenhum palavrão, não tenho nada contra, tem colegas meus que falam palavrão o tempo todo e você adora, mas eu se eu falar um palavrão fica ridículo, porque não seria eu, então, mas tem muita descontração, muito humor sem um palavrão e sem também nenhuma piada, que eu não sei contar piada, mas eu tenho uma capacidade de transformar os acontecimentos do dia a dia…

Luciano             É o matuto.

Alfredo              …  é, é isso aí.

Luciano             Isso é o matuto do interior, contando os causo dele.

Alfredo              Você matou a charada, é os causo, causo que dentro das empresas…. o que me projetou para o mercado corporativo que é o meu grande mercado, foi o texto que eu criei a pedido de um cliente querido, porque é importante ouvir as necessidades do cliente, porque vender é isso, é servir, é satisfazer necessidades, eu falava para a equipes de vendas e eu falava para líderes e ele falou certa ocasião, isso lá em 91, 92, ô Alfredo, você precisa criar um texto para os meus funcionários. Eu lembro até hoje onde foi, foi numa pizzaria na cidade de Birigui, eu tinha terminado uma palestra sobre liderança para seiscentos líderes na sala e a gente foi jantar ele fez esse pedido, eu falei o senhor pode ter certeza que eu vou trabalhar em cima disso e foi a minha grande sacada, nos anos 90 eu criei uma palestra chamada “Motivando todos para a qualidade” e que a gente chamava de P a P, do presidente ao porteiro, do porteiro ao presidente e essa palestra, ela me levou para dentro das maiores empresas do mundo, as maiores multinacionais do planeta, do mundo, no Brasil, as principais empresas brasileiras e até hoje, agora mesmo aqui, semana passada, eu fiz duas palestras motivando todos para a qualidade, paixão de fábrica, então essa trilogia que eu trabalho, Luciano, liderança, vendas e motivação de todos, eu falei puxa, está na hora agora de ir para São Paulo, porque agora eu estou preparado, os clientes aprovaram o trabalho, aí eu cheguei em São Paulo em 2001 e bom, já vim preparado com uma equipe, veio eu primeiramente e a minha namorada na época, a Gisele, aproveito para agradecer também a querida Gisele, que a gente não está mais junto mas é uma pessoa que eu tenho um carinho, um amor muito grande, ela veio para cá, a princípio sozinho, eu e ela só vendendo, mas vendendo cadeiras, assim como avião, eu estava num avião uma certa ocasião, falei caramba, esse avião  aqui tem quase 200 lugares, tenho certeza que não foi só essa companhia aérea que vendeu, são várias agências que venderam esses assentos e até hoje é assim, falei eu vou fazer isso em São Paulo, eu já estava pensando em vir em São Paulo, vou fazer isso em São Paulo, cheguei em São Paulo, fiz uma reunião no hotel e convidei várias pessoas que trabalharam no treinamento para vender cadeiras para elas, aí a Gisele, minha vendedora na rua visitando os clientes e vendendo cadeiras para esses colegas e aí falei bom, preciso achar um teatro e ficar fixo nesse teatro, conheci o pessoal do Teatro Imprensa e a filha do Silvio na época, é uma pessoa bacana que ajudou bastante lá a gente, o Ênis, que era o gerente do teatro, que é meu amigo até hoje, e fechei um contrato com o Teatro Imprensa, fiquei nove anos no Teatro Imprensa.

Luciano             Então, que loucura e qual era a periodicidade dos eventos?

Alfredo              Eram três, quatro palestras por mês.

Luciano             Quase uma por semana.

Alfredo              É quase uma por semana, aí eu montei um televendas, porque…

Luciano             Qual era a capacidade do teatro lá?

Alfredo              … acho que era quinhentas e trinta e seis pessoas.

Luciano             Eu me lembro, eu ouvi essa história na época, eu falei não posso… não, porque ele tem um telemarketing, falei não posso acreditar que o cara está vendendo palestra no varejo e não fui atrás para ver como é que era mas eu fiquei curioso, como assim? É um modelo que estava muito longe daquilo que eu estava trabalhando na época. Aí você passou a vender não mais cara a cara.

Alfredo              É, você observa, Luciano, o mundo vai mudando e a gente precisa acompanhar as mudanças do mundo, não é? Aí chegou a época do fax, lembra? Pô, a onda do fax, a pessoa manda um fax, aí montamos, agora é telemarketing, pô, fui querer entender o que é essa história de telemarketing, o que é essa história de vender pelo telemarketing, pelo fax, fui entender e montei uma máquina de vendas de telemarketing.

Luciano             Quer dizer, o teu vendedor que conseguia fazer três, quatro visitas no dia passou a fazer vinte e duas, vinte e três.

Alfredo              Nossa, veio um tal de fax, depois veio um tal de e-mail, nossa, facilitou demais. Aí a Gisele era minha líder da equipe, eu cheguei a ter… eu tive um escritório ali na Praça da República que era máquina de vendas, era premiação, dava carros de presente para a minha equipe, para motivar a equipe e tudo mais e os teatros lotados e digo para você uma coisa, eu parei com o projeto no Teatro Imprensa por alguns motivos, mas o principal, o Teatro Imprensa fechou. Isso eu senti demais, foi um pecado. E claro, aí a minha carreira começou a tomar um outro vulto também.

Luciano             Você falou também que foram nove anos, quer dizer, você vai de 2001 a 2010, um a dez. Foi um período interessante.

Alfredo              Foi muito legal. E como São Paulo, se você acontece em São Paulo, você acontece para o Brasil, aí o que aconteceu a partir de 2007, 2008? As empresas começaram a me contratar in company, o meu boca a boca começou a ficar muito forte, repito, pelo meu conteúdo, pelo meu método, pela minha simplicidade, pela minha objetividade, ou seja, método. Eu acredito que em treinamento não tem milagre, tem método, cada um e esse nosso método deu certo no Brasil e dá até hoje, graças a Deus. E aí as empresas, hoje o meu grande negócio, faço eventos abertos em congressos ainda, muitos. Não tenho mais as minhas equipes, lembra aqueles meus líderes que eu trouxe? Viraram empreendedores, donos do seu negócio, hoje as principais empresas de vendas de palestra no Brasil, várias delas trabalharam comigo, hoje tem muita gente, tem muita empresa fazendo algumas fazendo muito bem feito pelo Brasil e hoje o meu grande negócio são os seminários in company, o meu boca a boca, eu sou pouco conhecido na mídia, até agradeço a oportunidade, o convite, porque agora também já é o próximo passo, que é agora a mídia digital, eu estou aqui inclusive conversando com você já porque…

Luciano             Inventou uma moda aí junto com a Leila, vai fazer um evento…

Alfredo              … porque faz parte de um trabalho novo que eu estou desenvolvendo, desse trabalho, uma palestra que eu vou fazer com a Leila Navarro que vai ser transmitida via internet para o Brasil todo…

Luciano             28 de?

Alfredo              28 de novembro.

Luciano             Então provavelmente esse programa aqui já terá ido ao ar, então pode fazer o teu merchan.

Alfredo              Legal, esse é um trabalho, dia 28 de novembro no Teatro Folha em São Paulo, duas palestras, uma minha, uma da Leila Navarro, que nós vamos transmitir ao vivo para o Brasil todo, para o mundo todo através desse mundo novo que está aí que é a internet, você está…. muitos aqui escutando a gente pela internet, então esse é um trabalho, mas eu estou trabalhando pesado, hoje dentro desses eventos corporativos eu tenho milhares de empresas que são minhas clientes que solicitaram trabalhos dentro dessa área de treinamento online. Então, só voltando um pouquinho antes, hoje o evento corporativo é 80, quase 90% da minha agenda, evento in company, dentro de empresa e hoje o meu foco é fazer o quê? Desenvolver temas. Com a Leila eu vou fazer uma palestra de transmissão simultânea ao vivo, mas hoje eu tenho uma série de treinamentos consagrados dentro de empresas, disponível para as pessoas assistirem online.

Luciano             Meu caro, todo mundo virou palestrante nesse país aqui, eu nunca vi tanto palestrante, todo mundo no currículo hoje tem isso aí, fulano de tal, homem, palestrante e aí vem o resto. Fulana de tal, mulher, palestrante e vem o resto, e também apareceram algumas propostas de cursos para formar palestrantes rapidamente, então venha. Acabei de receber essa semana aqui, você pode ganhar até duzentos mil reais por mês fazendo palestra, faça o curso, etc e tal, e um monte de gente foi lá porque eu sento ali no palco, vejo o Alfredo Rocha subir, ele fica lá em cima uma hora, uma hora e pouco, ganha uma grana, pô o que ele faz eu faço também, é muito fácil isso aí, eu vou ganhar dinheiro fazendo isso aí. Você tem visto isso acontecer? Me fala a respeito.

Alfredo              Nossa, eu digo para você uma coisa, tem uma brincadeira que eu faço, na verdade não é brincadeira que na minha palestra não tem nada de brincadeira, tudo tem uma mensagem, ninguém ri por uma piada, ninguém ri de graça, tem sempre um motivo e eu digo  o seguinte hoje sobre esse assunto que você tocou, palestrante no Brasil hoje, você balança uma árvore, não cai folha e nem fruto, cai palestrante, está dando em árvore e eles não se machucam, porque ao cair, eles caem embaixo e embaixo está forrado de coachings, então é muito curioso, então é assim, as pessoas acham isso, pô eu vou ser…. você tem toda razão nessa observação que você fez, agora tem muita gente que não é da área sabe, não tem… voltando lá atrás, no inicio da nossa entrevista, lá de Aristóteles, lá do talento, a pessoa não tem talento para aquilo sabe, ela está buscando fazer porque dá dinheiro ou porque está todo mundo fazendo, então vou fazer também, é curioso, é estranho, eu nem sei o que te falar, eu acho que tem exagero danado aí.

Luciano             O que é ser palestrante?

Alfredo              Olha, ser palestrante primeiro que eu acho que você precisa ter um propósito mesmo, muito grande de servir e de deixar as ideias irem na frente.

Luciano             Alfredo, quanto daquele momento que você está em cima lá no palco é esse propósito de servir e ajudar, quanto é a vaidade de estar recebendo o aplauso, de falar mobilizei o pessoal, quanto é? Como é que é isso?

Alfredo              Olha, eu vou falar para você uma coisa, Luciano, eu acredito que tirando ator, atriz, depois jogador de futebol, eu acho que os caras mais vaidosos do planeta somos nós, eu acho que a gente está ali, sabe, como atores, atrizes, porque primeiro que a gente ganha mais que eles e segundo que a gente é aplaudido por plateias às vezes muito seletas, líderes de empresas às vezes, você faz um seminário para líderes, são  seiscentos líderes te aplaudindo, seiscentos líderes admirando e tudo mais, então a vaidade realmente ela existe, ela é muito grande. Eu diria para você, se você me perguntar, fala os seus defeitos, o primeiro é que eu sou vaidoso, eu acho que todos nós somos vaidosos, agora tem uma frase, não sei de quem é, que diz assim: “eu tenho consciência que dentro de mim existem os piores instintos, agora eu preciso ter a inteligência de saber dominá-los”. E uma mensagem que eu falo, eu vou repetir uma coisinha que eu falei agora há pouco aqui e pega o gancho, eu peço a Deus, eu oro para que quando eu entre no palco as ideias venham na frente e eu digo para a plateia, se você já me assistiu e está ouvindo, você já ouviu eu falar isso, eu não sou guru, se você entrar e ver a minha apresentação, 1992 era essa, eu não sou guru, porque guru não existe, não existe guru, três milhões de pessoas me assistiram, se eu fosse guru, três milhões de pessoas eu teria mudado a vida. Eu não mudei a vida de ninguém, então eu tenho uma preocupação muito grande de deixar claro, então o que é ser palestrante, é você conseguir dominar a sua vaidade, apesar de saber que ela é muito grande e é gostoso, claro que é prazeroso a vaidade, nós somos vaidosos mesmo, mas eu tenho que ter inteligência de saber que as ideias que vem à frente, as ideias estão na frente, são as ideias que faz, o que a gente faz? A gente leva as ideias, agora aquelas ideias, três milhões de pessoas assistiram, algumas pessoas, aquelas ideias serviram para elas e mudaram a vida delas, aquelas ideias com atitude delas, mudou a vida delas, mas eu tenho consciência, Luciano, total disso que são as ideias, jamais sou eu, eu o único cara que eu pude realmente transformar a vida, foi a minha. Nem da minha mãe, nem dos meus irmãos que eu tanto amo e o único cara que eu tenho convicção que eu posso transformar a vida é a minha, eu acho muito estranho porque principalmente alguém que está começando agora nessa área de palestras, você percebe que ele vem na frente sempre porque o aplauso é assim, você vai se achando, chega uma hora no palco que você não se acha, você se tem certeza e nesse momento…

Luciano             Quanto mais aplauso tiver mais certo você fica.

Alfredo              … é e pô e…

Luciano             Você sabe que eu penso muito a respeito dessa coisa toda, inclusive eu costumo até dizer na palestra, provavelmente quando eu terminar de falar aqui você vai olhar para a minha palestra e vai falar tudo o que esse cara falou eu já li num lugar, eu já vi em algum lugar, mas desse jeito eu não tinha visto ainda e a maneira como ele encadeou as coisas me deu um insight que eu não tinha tido embora eu tenha passado por isso. E o paralelo que eu faço é um chef de cozinha, todo mundo sabe o que é pudim, todo mundo gosta de pudim, agora o pudim do Alfredo… o pudim do Luciano é maravilhoso, qual é melhor? São pudins maravilhosos, mas tudo é pudim, então o que está lá dentro é a mesma matéria prima, é tudo igual, o jeitão de fazer é que é… vou comer o do Alfredo, porque o do  Alfredo… apareceu uma cerejinha aqui que eu nunca vi, mas é um pudim, então é esse talento de você pegar o conhecimento que está disponível e com internet então ele está todo aí e encadear de uma forma tal que você quebra a resistência das pessoas, que você bote o humor que a pessoa fala puta, finalmente eu consegui entender esse conceito aí porque esse cara me mostrou de um jeito que eu já vi, mas desse jeito eu não tinha visto e aí me deu um insight. Você é um educador, é um educador.

Alfredo              Como eu sou vendedor, eu digo que eu sou um vendedor de ideias, eu vendo as ideias de um jeito que eu acredito, mas repito, Luciano e ouvintes, as ideias elas não são minhas, Luciano, eu sou um intérprete, um organizador.

Luciano             Esse é o ponto.

Alfredo              Sabe, isso que eu sou.

Luciano             Esse é o ponto, meu caro, esse é o ponto, eu também costumo bater muito nessa tecla, fala Luciano, o que você faz? Você quer saber o que eu faço? Eu sou um editor, meu trabalho é editar, eu cato as ideias que estão por aí edito as ideias e ao editá-las eu consigo transformar numa coisa mais palatável para as pessoas, agora isso que eu estou falando aqui, Sócrates falou lá atrás, outro fulano falou, o cara escreveu no livro lá e não há demérito nenhum, ah você não tem ideias próprias? A minha ideia própria é essa costura, eu consigo costurar as coisas e falar por que é uma coisa depois da outra, não fico enchendo de citações, de vamos lá, senta na minha frente eu vou começar duas mil e quinhentas citações em quinze minutos, não, qual é que é? E aí eu botei uma coisa na cabeça que é o seguinte, o meu approach para as pessoas, Alfredo, olha que negócio legal eu descobri, vamos ver juntos? Esse é o meu approach, entendeu? Descobri, olha que coisa legal que eu descobri, vamos ver juntos, eu descobri acho isso e descobri tal coisa, tó, e você completa o meu trabalho, entendeu? Então é na tua cabeça depois fazendo raciocínio, pegando aquelas sementinhas que foram jogadas e você vai terminar, quando é que termina o trabalho do Luciano? Eu não sei, é na cabeça da pessoa que me ouviu, um vai me ouvir e falar bullshit, cansei de ouvir isso aí, fala um monte de bobagem, o outro vai ouvir e falar me deu a luz e a partir daqui eu vou mudar minha atitude, vou mudar a minha vida, qual foi o meu mérito? Foi de mostrar para ele alguma coisa que por um acaso eu achei em algum lugar, então eu diria que esse é o grande lance do palestrante e você matou a pau quando você colocou a ideia entra na frente, então eu não vou lá para ver o Zé, eu vou para ouvir e música do Zé, entendeu? O Zé canta super bem, eu saí de lá feliz da vida não é pela figura que estava lá, é pela música, pelo que ele me fez sentir.

Alfredo              Não quero fazer esse colocação, eu não quero passar uma imagem, repito, da vaidade, a vaidade existe, a gente tem a vaidade da gente e é gostoso você ouvir as pessoas, sabe a coisa mais gratificante que eu recebo como palestrante? É essa coisa mais gratificante, aconteceu semana passada em Franca, quando a Jéssica, a filha do Lazinho, veio me assistir e disse assim: meu pai fala de você desde que eu era pequenininha e ele aplica muitas das ideias que você fala na empresa dele e até que enfim hoje eu e meu irmão viemos assistir você, então isso, e estou narrando o que aconteceu a semana passada em Franca, que é um fato real. Lazinho é meu cliente querido, um abração para o Lazinho, eu não conhecia a Jéssica e isso acontece muito, então isso é gratificante por quê? Eu não tenho filho, mas eu sei que você quer o melhor para a sua filha, então se o pai trouxe o filho e isso acontece dezenas, centenas de vezes, é sinal que eu devo estar fazendo direito o meu trabalho. Mas sempre voltando com o pé no chão, tenho consciência que eu tenho um talento, você comentou muito bem, eu sou um contador de causo, eu conto bem os causos, eu organizo bem as ideias, então esse é meu talento, eu interpreto bem, apesar de eu não ser um ator, mas eu interpreto bem, eu tenho esse mérito, eu reconheço e sei do meu mérito, agora todo momento tem que segurar a vaidade em excesso porque eu tenho convicção mesmo, os poderes estão nas ideias, tem uma frase linda que eu gosto de usar, que na verdade é uma frase de Paulo Freire que eu mudei um pouquinho e a frase que eu mudei inspirado na de Paulo Freire é a seguinte: as ideias não melhoram o mundo, as ideias melhoram as pessoas, as pessoas melhoram o mundo e nós vivemos no mundo das ideias, mas não no mundo das ideias de Platão lá atrás, nós vivemos no  mundo das ideias hoje, rico no mundo de hoje não é quem tem dinheiro, inclusive tem algumas pessoas que são tão pobres que só tem dinheiro, rico no mundo de hoje é quem tem informação, tem ideias boas, legais para enfrentar esses desafios do futuro que não está mais no futuro, o futuro chegou.

Luciano             E tem a atitude de fazer acontecer. Peguei a ideia e fui fazer acontecer.

Alfredo              E olha que legal você aí que está nesse podcast até o final, nós já falamos bastante e se você está aí ouvindo até agora, o mérito é do Luciano, mérito é meu? Não, nós estamos fazendo aí a nossa parte, o mérito é seu…

Luciano             Nós estamos contando causo.

Alfredo              … nós estamos contanto nossos causos, contando a nossa história, o mérito é seu.

Luciano             Agora o mérito é maior ainda quando terminar de ouvir e falar o seguinte: pô ouvi uns negócios, me deu uns insights, vou fazer alguma coisa a respeito, entendeu? Alguma mudança vou aplicar aqui. Quem quiser encontrar essa grande figura, como é que acha? Vamos lá. Primeiro dá a palestra que você vai fazer com a Leila.

Alfredo              Estou num projeto com a minha amiga Leila Navarro, que também é uma grande palestrante no Brasil, nós estaremos juntos no dia 28 de novembro no Teatro Folha, aqui em São Paulo, a noite, vai começar às sete, a chegada do pessoal, sete e meia começa a palestra, são duas palestras, falo uma hora, depois entra a Leila Navarro e encerra o evento com mais uma hora de palestra, então são duas palestras motivacionais e você pode estar ao vivo no Teatro Folha, com a gente, ou você que está ouvindo aí em qualquer lugar do Brasil ou do mundo, você pode entrar no site motivacaoparatodos.com.br e nesse site você tem as informações como é que você adquire a sua senha para assistir aí no seu computador, no seu tablet ou no seu smartphone, esse é um projeto que eu tenho com a Leila para novembro, se Deus quiser.

Luciano             E o Alfredo Rocha, como é que a gente acha?

Alfredo              Então, você que quer assistir comigo as minhas palestras, ao vivo está um pouco complicado, entra no meu site alfredorocha.com.br lá você vai encontrar o primeiro treinamento que eu lancei, esta prontinho já, disponível para você, é um curso para líderes, chamado Liderança e gestão de pessoas para alta performance, um curso online com quatro horas de duração, com muito conteúdo, contendo esse método que eu falei para você que é a simplicidade, objetividade, conteúdo e descontração, em vídeo, só em vídeo, dividido essas quatro horas em trinta videoaulas que você pode adquirir também lá. Entre no meu site alfredorocha que você tem lá os caminhos. E quero agradecer, Luciano, agradecer o convite, eu estou estreando aqui a minha história, primeira vez que eu conto, estou há quase trinta anos e realmente é a primeira vez que eu conto a minha história…

Luciano             Esse é o LíderCast, meu caro.

Alfredo              … é, o LíderCast, muito bom.

Luciano             Eu quero me despedir de você, mas eu quero que você se despeça do ouvinte aqui, use o seu bordão aqui é o Correia… como é que é?

Alfredo              Bom dia, boa tarde e boa noite, muito prazer, meu nome é Correia e creio que trago boas notícias para o senhor.  O senhor tem cinco minutinhos?

Luciano             Grande Alfredo Rocha, obrigado.

Alfredo              Obrigado também, Luciano, abração.

Transcrição: Mari Camargo