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Luciano Pires -

Luciano Pires: Este episódio do LíderCast, chega a você com o apoio da Siemens. Você já ouviu falar em descarbonização? É a redução das emissões de gases, especialmente o dióxido de carbono, gerado pela queima de combustíveis fósseis. Descarbonizar a economia, é um desafio em escala global. A saída? Fontes de energia renováveis. A demanda pelo hidrogênio, por exemplo, deve aumentar 10 vezes até 2050. Veículos movidos a célula de hidrogênio, deverão ser 20% da frota total, cerca de 400 milhões de carros, 15 a 20 milhões de caminhões, e 5 milhões de ônibus. Tudo movido a hidrogênio, cara. A Siemens está atenta, desenvolvendo processos para a geração de hidrogênio verde. E entre suas soluções, está a linha de produtos [Silizar], que integra fontes de energia renováveis, como o sol, água, vento e biomassa no processo. A Siemens sabe integrar fontes de energia renováveis na indústria, e na mobilidade. E [para ser] sua parceira, para geração sustentável de hidrogênio. Conheça mais em siemens.com.br/stories, ou no Facebook Siemens no Brasil.

 

Bom dia, boa tarde, boa noite. Bem-vindo, bem-vinda, a mais um LíderCast, o PodCast que trata de liderança e empreendedorismo com gente que faz acontecer. Hoje, trazemos Rodrigo Galvão, que aos 35 anos de idade assumiu a posição de SEO da Oracle Brasil, e conduz a empresa para um modelo startup, com uma visão muito especial sobre gestão de recursos humanos.

Muito bem, mais um LíderCast. Esse aqui, para parir, foi difícil. O homem tem uma agenda complicada, mas a gente conseguiu finalmente estar aqui. Tem 3 perguntas iniciais que são as únicas que você não pode chutar de jeito nenhum. Essas, tem que ser na mosca. Seu nome, sua idade, e o que você faz.

Rodrigo Galvão: Bom, Rodrigo Galvão, tenho 36 anos, e hoje estou na posição de Presidente da Oracle do Brasil.

Luciano Pires: Presidente da Oracle do Brasil. Isso aí. Nasceu onde, Rodrigo?

Rodrigo Galvão: Sou Paulista, paulistano, e São Paulino.

Luciano Pires: Que lugar daqui de São Paulo?

Rodrigo Galvão: Eu nasci, na realidade, eu morava aqui na zona sul. Mas, eu nasci em um hospital no Brás. Minha família inteira é descendente de italiano, se estabeleceram lá.

Luciano Pires: Tem irmãos?

Rodrigo Galvão: Tenho irmãos.

Luciano Pires: E seu pai, sua mãe, faziam o que? Vou te explicar o porquê. Esse momento é aquele que eu vou descobrir o que que te fez, o que te construiu, tá? Então, seu pai e sua mãe, faziam o que?

Rodrigo Galvão: Bom, meu pai é jornalista. Minha mãe, é pedagoga. Então, são, trabalhou em multinacional durante muitos anos.

Luciano Pires: Sua mãe?

Rodrigo Galvão: Meu pai.

Luciano Pires: Seu pai, tá.

Rodrigo Galvão: Minha mãe lecionou em escolas. Então foi essa minha criação.

Luciano Pires: Legal. Teve no pai… já to vendo de onde veio o sangue aí. Você se formou em que?

Rodrigo Galvão: Eu sou formado em Administração de Empresa pela PUC de São Paulo.

Luciano Pires: E sua carreira começou onde?

Rodrigo Galvão: Eu mandei currículo a minha vida inteira. Mandei um currículo para a Oracle, e lembro quando eu estava no começo do segundo ano da faculdade, eu acabei enviando um currículo. Eu acabei saindo em direção ao estacionamento, e eu vi uns anúncios da Oracle, de empregos. E me chamou atenção da Oracle, que ele era muito simples, um anúncio que não tinha muitos detalhes da vaga em si no e-mail. E aquilo, a simplicidade do anúncio me chamou atenção.

Luciano Pires: Que ano era isso?

Rodrigo Galvão: Isso, estamos falando em 2001/2002. E daí eu mandei, acabei mandando meu currículo para lá, nem tinha currículo, meu primeiro emprego.

Luciano Pires: Você sabia quem era a Oracle?

Rodrigo Galvão: eu já sabia, obviamente. Eu tinha bastante ideia.

Luciano Pires: Isso aqui é um bate-papo, tá? Eu tenho alguns pitacos meu aqui. Só para te contar, a minha carreira começou assim também, fui executivo de multinacional durante 26 anos.

Rodrigo Galvão: Legal, onde você trabalhou?

Luciano Pires: E comecei respondendo um anúncio, sem saber que empresa era, no Estadão. Na época, a gente fazia isso aí. Eu trabalhei na Dana Corporation, fui executivo, diretor de Marketing e Comunicação da empresa, e comecei a carreira assim também, mandando um currículo despretensioso para uma grande empresa, que eu não sabia o que era. E você entra lá para ser o que?

Rodrigo Galvão: Aí foi engraçado, porque no dia seguinte do envio do meu currículo, acabou, eu recebi uma ligação, mandei um e-mail, recebi uma ligação marcando uma entrevista. E era um processo seletivo, não tinha o mínimo cacoete. Que eu acho legal, você não ter vícios é muito bacana. E era uma vaga no setor financeiro. Ali eu não tinha ideia se era aquilo que eu queria para a minha vida, ou não. Mas de fato quando eu cheguei na empresa, eu me apaixonei pela empresa em si, pelo prédio. Comecei a me apaixonando pelo prédio da Oracle. Era um prédio muito futurista. Os prédios hoje naturais de vidro, que todo mundo vê nas ruas, que são uma construção moderna, no passado, tinham menos. E na Oracle, já era muito futurista nesse sentido. E aquilo me chamou a atenção. E quando eu participei do processo seletivo, vi que era para a área financeira, me doei ao máximo para tentar entrar na empresa que eu já tinha gostado logo de cara.

Luciano Pires: Era uma seleção para uma vaga?

Rodrigo Galvão: Era uma seleção para uma vaga.

Luciano Pires: Quantos caras estavam na seleção?

Rodrigo Galvão: Ali, daquele grupo, eram 12 caras. E depois se transformaram em 7. E foi engraçado, porque ia diminuindo o grupo, ia ficando as pessoas. E você olhando para o lado… Na área financeira, me recordo que tinha um, até lembro o nome, Kitahara, um japonês. Falei cara, um japonês para vaga financeira, perdi, perdi a vaga. Era um cara super metódico assim, falei cara, perdi. Daí no fim das contas, depois de 3 dias, acho que foram 3 dias de dinâmica, eles me chamaram para uma sala, e me deram a notícia… na verdade, chamaram eu e o Kitahara, para a sala. E daí falaram, “poxa, a gente fez o processo seletivo, era uma vaga só, mas a gente gostou tanto de duas pessoas que são tão diferentes, que a gente ficou na dúvida qual era o perfil. Então, a gente resolveu contratar os dois. Abriu duas vagas, os dois estão contratados”. Poxa, ali foi o início da minha carreira corporativa.

Luciano Pires: Você já tinha trabalhado antes?

Rodrigo Galvão: tinha trabalhado na empresa de um amigo do meu pai, alguma coisa bem… não tinha trabalhado, no sentido macro da coisa, não. Tinha tido algumas experiências.

Luciano Pires: Você entra lá com que idade?

Rodrigo Galvão: Entrei com 19 anos. Quando eu me formei no colégio, para mim ficou muito claro, eu tive uma visão, algumas convicções pessoais que eu sempre tive desde moleque, que o que eu queria mesmo, era trabalhar, aprender na prática. Então, na hora de fazer a escolha de faculdade de manhã ou à noite, só me inscrevi nas faculdades para fazer o período noturno, porque eu queria mais rápido possível ir para o mercado de trabalho. Até por um pouco das referências que eu tinha, do meu pai, que foi executivo de multinacional. E aquilo que deixou, logo de cara, “cara, preciso ir”. E daí entrei na PUC – Pontifícia Universidade Católica, no período noturno, e aquilo viabilizou obviamente, para que eu pudesse trabalhar durante o dia. E pô, quando eu entrei na faculdade, foi a coisa mais… Quando eu entrei na Oracle, foi a coisa mais diferente que tinha, porque não tinha essa referência. Então, tudo era muito legal.

Luciano Pires: Legal. Você já começou com o pé direito, pé na porta.

Rodrigo Galvão: É, só que eu não tinha essa noção na época.

Luciano Pires: Um ambiente de grande corporação.

Rodrigo Galvão: Exatamente. Só que eu não tinha essa ideia exatamente qual que era… onde eu estava me metendo ali. Não tinha essa… a ideia da grandeza, de onde eu estava entrando. E aos poucos eu fui entendendo o que era aquilo.

Luciano Pires: Deixa eu te perguntar uma coisa, voltando lá atrás um pouquinho. Por que que você escolhido naquela seleção?

Rodrigo Galvão: Poxa cara, você acredita que é uma pergunta boa, cara. Eu estou para perguntar para as pessoas que me escolheram, que estão até hoje na Oracle. Eles me convidam muito para fazer… até o pessoal, a menina que trabalha comigo, sou muito convidado, sempre que dá eu vou, para fazer algumas palestras. Eu gosto muito de falar com a molecada, porque eu me vejo ainda… eu sou jovem, eu me vejo ainda como é importante esses contatos, essas referências do passado, que eu tive no passado, e eu tento trazer isso um pouco para o presente.

Luciano Pires: Você sabe que eu fiz uma coisa parecida com você, e eu fiquei na reta final, eu e um cara. Eu nunca vi o cara, estava separado, e fui fazer a última entrevista com o diretorzão da empresa, bigodudo. O cara senta lá, me contrata. E, anos depois, eu conversei com ele de novo. “Vem cá cara, porque que você me contratou?”. “Te contratei, porque seu currículo, você botou uma caricatura sua, você mandou na lateral. Quando eu olhei os currículos, tinha um currículo quadrado, e o seu tinha um desenho com uma caricatura. Eu falei, esse cara deve ser mais criativo, e me chamou para a vaga”.

Rodrigo Galvão: Eu acho que poxa, quando você é muito jovem, você ainda não tem… Você é aquilo, você é cru. Então isso é muito bom. Então, todo mundo ali, estava ali do jeito que veio ao mercado.

Luciano Pires: Quando você entra lá, e começa a conhecer aquele ambiente, quer dizer, pelo jeito que você fala, pelo olhar que eu estou vendo aqui, eu vi que você gostou de cara. Você chegou lá, viu o ambiente corporativo, achou aquilo lá interessante, né? E você entra com uma função pequenininha, e começa a crescer dentro da empresa, né? Quando é que você começou a entender que aquilo podia ser a sua carreira? Que aquela coisa, “cara, daqui há 20 anos, quando eu olhar para trás, eu vou estar aqui ainda”. Houve algum momento? Eu estou te perguntando isso, porque o seguinte. A garotada hoje em dia, aquela história, eu vou ficar 4 anos em cada lugar, vou pular de emprego em emprego, porque não se faz mais carreira em empresa grande, isso não existe mais, isso é bobagem. Hoje tem uma conversa assim. E eu falo ao contrário. Eu falo: “Não, cara, você pode fazer tudo isso numa empresa só, e se aposentar nela, e ser bem-sucedido”.

Rodrigo Galvão: Sem dúvida, não tenha dúvida nenhuma. Na realidade, uma das coisas que faz, pô, eu estar aqui hoje, inclusive, conversando com você, enfim, é justamente por poder passar a minha mensagem do que eu acredito sobre esses temas. Até você chega bastante empreendedores, alunos, executivos. Eu acho o seguinte, que a gente não tem… que o mundo é plural em todos os sentidos. Então, a sociedade tenta a gente colocar sempre dentro de padrões. Então, como se todo mundo para ser feliz tivesse que seguir os mesmos passos. Então, eu sou uma prova viva de que, na realidade, você pode ter crescimento dentro de uma única empresa, assim como não julgo, nem de alguma forma critico ou acho estranho outros executivos que tiveram carreiras diferentes da minha, indo de uma empresa para outra. Assim como eu acho que uma pessoa pode ser muito feliz fazendo aquilo que ela bem queira fazer. Então, não existe um único remédio para todas as doenças. Eu acho que cada um tem que, de verdade, seguir aquilo que quer, aquilo que vem do peito, que vem do coração, que vem de dentro para fora. Eu tive a sorte de me identificar muito com uma empresa, que foi a primeira empresa, mas poderia não ter me identificado. E não seria nada anormal, muito pelo contrário. O que a gente tem que hoje que ter… e você colocou em direção a sua pergunta, o que eu sonhava? Eu gosto muito de esportes, então eu sou um cara que sempre, desde criança, fui… meu pai me colocou muito no esporte. E isso me guiou a muitas coisas da minha vida. E uma das coisas que eu aprendi é que, no esporte, a gente tem que ganhar a cada jogo para chegar na final. Então, obviamente, você pode ter o objetivo de chegar, ser campeão, mas se você não ganhar o primeiro, segundo, terceiro jogo, passar da fase de grupo para ganhar, você não vai conseguir chegar até lá. Então, uma das perguntas que mais me fazem é essa, o que você quer? O próximo passo? Cara, eu vivo o passo presente. E encaro isso como um desafio. Cara, eu tenho que fazer o meu melhor nesse momento que eu estou fazendo, nesse ambiente em que eu estou vivendo.

Luciano Pires: Você estranhou o começo da nossa conversa aqui? Esse tipo de coisa que eu faço aqui é o seguinte, eu não tenho roteiro, não tenho papel e eu não sei nada da tua vida. A minha próxima pergunta será a razão da sua resposta anterior, que é exatamente o que você está fazendo, cara. Nós vamos vencendo etapa a etapa e construindo alguma coisa. Se você vence etapas e são bem-sucedidas, o teu tijolinho é robusto. E você cria raízes e pode fazer uma construção. Então, o que nós estamos fazendo aqui é exatamente o que você está falando aí, sabe? Uma construção passo a passo. E quando é que você olhou e falou: “Cara, vai dar para fazer uma carreira aqui”? Houve um momento em que você falou: “Cara, é aqui”? Porque eu imagino que, com dezenove anos de idade, bicho, o mundo é o teu… você tem todas as opções. Você pretende estudar fora, você poderia ter ido fazer alguma coisa, estaria aqui por algum tempo, mas preparar para alguma coisa além. Mas acho que houve um momento em que você falou: “Cara, aqui, eu vou botar toda a minha energia aqui”. Houve um momento de luz em que você falou: “Cara, é aqui”?

Rodrigo Galvão: Cara, até hoje, eu não sei se houve. Eu vivo, assim. Eu vivo um dia após o outro e não… enquanto eu estiver feliz, eu vou estar sempre fazendo o meu melhor. Eu acho assim, a gente tem que fazer aquilo que brilha aos nossos olhos. São conversas que eu tenho bastante com o pessoal que trabalha comigo. Eu falo: “Gente, vocês têm que achar”, porque a nossa profissão é algo que nos leva a algo muito maior do que só chegar ao final do mês e ganhar o nosso salário. Aquilo, na realidade, ele tem que ser guiado pelos seus objetivos pessoais. E a Oracle me permite, de verdade, através da minha profissão, fazer aquilo que eu acredito como pessoa. Então…

Luciano Pires: Como é que você evoluiu lá dentro?

Rodrigo Galvão: Não, eu fui passando, poxa. Logo depois que eu entrei na área financeira, eu percebi que não era ali o meu lugar. Eu falei: “Poxa, eu quero ir para a área comercial”. Tinha um tino ali, do pessoal do comercial falar, “Cara, eu preciso ir para essa área”. Aí começamos a conexão, porque tudo é conexão. Puxa a conexão, vai para o lado, vai para…

Luciano Pires: Você explicitou para alguém que você queria ir para a área comercial?

Rodrigo Galvão: Tudo tem que correr atrás, nada ai no colo, nada no colo. Tudo…

Luciano Pires: Esse é o insight que eu falo para a minha molecada.

Rodrigo Galvão: É isso.

Luciano Pires: Eu falo: “Cara, se você quer alguma coisa e guardar para você, ninguém vai adivinhar o que você quer. Então expõe o que você quer, porque alguém vai ouvir. E se você for um cara bom, está cheio de gente em volta te olhando”.

Rodrigo Galvão: Você tem toda a razão. No fim das contas, o que a gente tem que fazer é isso, é criar um ambiente no qual você consiga se conectar com as pessoas e que você mostra aquilo que você é, da maneira que você é. De alguma forma, assim, eu comparo… sempre que eu converso com os jovens, eu comparo a carreira com uma startup. Quando você abre uma startup, resolve ser empreendedor, quais são os seus maiores objetivos? Primeiro é criar um produto, algo que seja diferenciado que possa fazer você ter sucesso, vender e por aí afora. E, segundo, as conexões que você absorve, que você cria dentro do mercado, porque você precisa, no fim das contas, vender. Você precisa se conectar para que você tenha o seu negócio acontecendo. Isso em todos os sentidos. A nossa vida é igual. A gente… não importa o que for, se é digitalmente, se é pessoalmente. Cara, você tem que criar os ambientes que fazem com que você tenha os seus objetivos. Agora, isso não é, de maneira alguma, que algumas pessoas: “Ah, politicagem”. Isso não é politicagem. Isso aí é a vida, é o mundo. Aquela ação, né?

Luciano Pires: É que política tomou um… a política corporativa, que é algo do dia a dia da gente. O meu filho chega para mim: “Pai, me empresta o carro”. Isso é um jogo político. Eu e ele fazemos. Isso não é ruim.

Rodrigo Galvão: Não, não.

Luciano Pires: Foi estragada porque a gente imagina que política é aquilo que a gente vê lá.

Rodrigo Galvão: Isso, na realidade, a política… quando a gente está falando da questão corporativa, são as conexões, é você criar, é você entender qual que é, de verdade, o melhor caminho para você ir lá, quando, lá atrás, eu vi que o meu caminho era a área comercial. E segui, comecei a buscar pessoas que me inspiravam dentro da empresa. E ali estabeleci minhas conexões, que são as conexões verdadeiras. Eu acho que, ao longo da nossa carreira, a gente absorve conhecimento, a gente não muda aquilo que a gente é, os nossos valores, os nossos princípios como pessoas.

Luciano Pires: Você vai testando.

Rodrigo Galvão: Você vai testando. Você vai aplicando.

Luciano Pires: Você define alguns ícones na empresa que vão te indicar o como ser, e o como não ser. Ali eu estou vendo o meu exemplo negativo, tudo o que eu não quero é ser como aquele sujeito.

Rodrigo Galvão: No fim das contas, você tem a sua própria personalidade, você tem que criar aquilo que você acredita, sempre buscando aquilo que te fortalece, que, entre aspas, te mobiliza para frente, que você chega à empresa e fala: “Que demais trabalhar aqui”. E isso foi o que eu vi quando eu falei: “Pô, eu quero na área comercial”. E ali comecei a minha carreira dentro da área comercial. Passei por todos. Meu primeiro trabalho foi em sites, aí eu… blábláblá. Telemarketing.

Luciano Pires: Você trabalhou em telemarketing?

Rodrigo Galvão: Atender telefone, meu amigo. Inicial, bota lá, eu saí de estagiário, eu pedi financeiro, fui contratado pela Oracle dentro da financeira. Migrei para a primeira área comercial. Primeira área comercial era via telefone, ligava para cliente, faz ligação fria, famoso cold call. Liga, vai, fazia isso, porque eu queria ser o cara que mais fazia cold call. Então, assim, daí você vai estabelecendo, você vai mostrando aquilo que… primeiro jogo, primeira partida. Passei a primeira partida, aí agora vou para a segunda partida. Puta, alguém fala: “Esse cara aqui faz legal, eu quero te chamar”. Daí fui para venda de campo.

Luciano Pires: Olha o insight que você está dando aqui que é fundamental, cara. Que é aquele, que é um cara, senta na sua frente hoje, funcionário qualquer da empresa. O garoto novo chega lá, senta na sua frente para conversar com você, e está olhando para o SEO da empresa que, um dia, foi telemarketing, cara.

Rodrigo Galvão: É isso.

Luciano Pires: Não é um cara que chegou de cima, de paraquedas, e sentou ali, não tem a menor ideia do que está acontecendo. Você já passou por aquilo, entendeu?

Rodrigo Galvão: Cara, recentemente, eu desci… eu sempre passeio muito pela empresa. Eu acho que a gente tem… a liderança quando é uma liderança distribuída, você tem que, realmente, empoderar as pessoas, então sempre estou nos andares. Daí, há pouco tempo atrás, eu desci em um e fui à área que hoje… é que, assim, não é telemarketing. Eu usei a palavra telemarketing, mas é venda por telefone que é telemarketing. Você liga para tentar fazer desde [o passado]. Agora já está muito mais rebuscado, tem muito mais ferramenta tecnológica que isso acaba sendo… a conversão acaba sendo até mais certeira. E eu desci à área e, conversando com a molecada que hoje são os caras que fazem essa prospecção, e daí o cara não… já comecei a contar a minha história. Já se conhece, mas eu comecei… “Pô, você fez o quê? Dá o telefone aqui que eu ligo”. Sentei na cadeira, pus o telefone, fiz três ligações. Na terceira, consegui marcar uma visita, porque eu consegui criar não sei o que, mas lembrei do meu passado, cara. Assim, e a verdade é o seguinte, não importa… você tem que ter vivido para saber como pegar o telefone e ligar para alguém. Mas isso não significa que eu sou melhor ou pior do que alguém. Muito pelo contrário, eu sou aquilo que eu vivi. No fim das contas, eu acho que é um pouco esse contexto.

Luciano Pires: Cara, é aquela história. Outro dia eu escrevi um texto que diz o seguinte, se eu pedir um professor para me ensinar a andar de moto, a primeira coisa que eu vou pedir para ele é que ele me mostre as cicatrizes, cara. “Deixa eu ver os tombos que você tomou. O que você quebrou, cara?” O cara: “Nunca tomei um tombo”. Esse não é um professor excelente, cara. Eu quero saber o que passou. E essa construção faz parte. Um dia, você é chamado e é presenteado com uma promoção. E você ao invés de ser um lone ranger, o cara que está na rua, vendendo, etc. e tal, te chamam para conduzir uma equipe, eu não sei quando, a idade que você tinha.

Rodrigo Galvão: Isso. Daí nesse processo, nesse processo de crescimento, eu fui crescendo na empresa. Promoção é o que eu falo, no fim das contas a gente tem que ir atrás daquilo que a gente acredita. Então, eu acho que tem gente que não quer ser gestor, porque para você ser feliz, você não precisa ser o chefe. Para você ser feliz, você pode ser… você não precisa trabalhar numa multinacional. Você pode ter uma empresa, você pode ser um músico, você pode ser um escritor. Então, é legal dividir isso para não achar que dentro de uma corporação todo mundo… as pessoas são felizes quem é promovido a ser chefe de alguém. Não necessariamente. A maioria, muitas pessoas que trabalham comigo querem ser aquilo que elas são, elas querem ser o melhor naquele quesito. Eu, Rodrigo, tinha o objetivo de ter crescimento, porque eu sempre gostei muito desse negócio de lidar com a gente. Aí, um belo dia, eu sempre tive na minha mente, vamos passar espaço por espaço, mas eu tinha uma coisa muito clara para mim que, assim, eu fui me especializando em um determinado grupo de contas, de segmento. E eu sempre quis, deixei claro na minha mente que quando eu fosse virar gestor… eu era muito jovem. Eu sempre queria… eu ia querer ser gestor da área que eu conhecia, porque você ser gestor não é fácil, você lida com gente. Então, pô, não dá para você… você lida com vidas, com famílias. Então, falei: “Cara, não dá para eu querer ser gestor por ser gestor”, porque é legal… não é isso. Eu queria estar no lugar que eu pudesse fazer a diferença. E ali eu podia porque eu conhecia o mercado, conhecia o segmento, conhecia as pessoas. E aquilo me… aí tinham surgido outras vagas em outras áreas, porque eu trabalhava no maior segmento da empresa. Falei: “cara, quando chegar a minha vez vai chegar”. Aí um belo dia me chamaram: “Poxa…”

Luciano Pires: Te fizeram convite nas outras áreas?

Rodrigo Galvão: Sim. Na realidade, mais do que convite direto. Sabe o que é convite indireto? São aquelas pessoas que estão ali, falam: “Pô, você não quer?” Cara, sim.

Luciano Pires: Cara, eu recebi convite direto do Presidente da empresa. Assim, cara: “Você não quer vir para a área financeira?” E eu disse não. E eu falei não, lá atrás, que eu falei: “Cara, a minha carreira é naquela área da comunicação”. E eu não aceitei outro, com todos os colegas aceitando tudo, que naquela ideia que o pessoal tinha era a seguinte, quanto mais áreas eu passar, mais eu estarei preparado para assumir uma coisa maior na frente.

Rodrigo Galvão: É isso. Na realidade, é que você foi seguir os seus caminhos, as suas convicções. Tem gente que aceita.

Luciano Pires: E estava feliz, cara.

Rodrigo Galvão: Não tem dúvida.

Luciano Pires: Se eu chegar a Vice-Presidente de Marketing, eu estou feliz. Eu não quero estar lá na frente.

Rodrigo Galvão: Não tenho dúvida. Eu conto a história de que eu já neguei promoção maior do que a minha para morar fora do país porque não era o momento. E, poxa, porque meu filho estava nascendo, enfim. Cara, essa história de que você… que o cavalo só passa selado uma vez na sua frente, tem que agarrar… cara, mentira, senão não estaria sentado aqui.

Luciano Pires: Você pode escolher o cavalo.

Rodrigo Galvão: São os paradigmas que a gente tem que começar a quebrar porque todo mundo… eu acho que, às vezes, a gente realmente é feito… a gente está programado, programado, na verdade… “Para você ser você tem que passar por isso, aquilo”. “Para você ser feliz, para você ser bom profissional, você tem que fazer isso, MBA”. Cara, bicho, quem não quiser fazer MBA, talvez não vá querer fazer MBA. Não significa que você vai ser mais ou menos profissional por isso, porque, às vezes, tem outras prioridades na vida, tem questão financeira também que não é tão simples de equalizar. Então, eu acho que eu fui crescendo nesse segmento. E daí quando chegou a minha vez, eu falei: “Cara, agora é a minha vez”.

Luciano Pires: Você recebeu um convite para assumir o quê?

Rodrigo Galvão: A posição, a diretoria de vendas do mercado de telecomunicação.

Luciano Pires: Mas antes da diretoria, você fez uma gerência?

Rodrigo Galvão: É que, na realidade, é o primeiro nível de… é a gerência. Dentro da área comercial, pega o nome diretor, mas é diretor I, II, III, mas é como se fosse gerente, depois diretor, diretor sênior. Então, vai seguindo. Então, é uma gerência.

Luciano Pires: De repente, você estava à frente de uma equipe.

Rodrigo Galvão: Uma equipe de pessoas…

Luciano Pires: Na segunda-feira, você não era mais o peãozinho, que nem eles. Você chega lá agora como o cara. E, queira ou não, bicho, dentro do ambiente corporativo, como é a sociedade assim, você ganha um status hierárquico ali que, mesmo que você não queira, não adianta, cara. Você ganha o rótulo de que agora é o chefe. E, a partir dali, muda a conversa, as coisas começam a mudar, o sistema começa a te botar numa posição que, mesmo que você não queira, ele te empurra para ela. Alguém te treinou para assumir uma posição de gestor?

Rodrigo Galvão: Cara, assim, primeiro que eu acho que na hora tem uma coisa… eu vou falar do meu mercado, vou falar da Oracle. As pessoas sempre, nas posições que elas estão, elas se sentem muito valorizadas, então era um gerente sênior de vendas olhar um executivo de contas. As pessoas valorizam muito. Então, ninguém… a promoção para você ser gestor ou não tira [necessariamente] algo que é um mérito ou um demérito de alguma coisa. Então, isso sim. Então, quando eu era… se eu poderia ser… até hoje como gestor de… como executivo de conta que, pô, seria formidável, porque se fosse a minha escolha, seria demais. Mas o que você falou é verdade, que no dia para noite você acaba sendo o cara que tem que ajudar as pessoas a encontrar a sua diretriz. Tem uma coisa que eu sempre digo para as pessoas quando vêm falar comigo: “Pô, Rodrigo, eu queria ser gestor. O que você acha?” Não sei o quê. “Qual é o meu próximo passo?” A minha resposta sempre é muito simples, assim: “Você acha que… a resposta a gente vai dar, não é alguém. Você acha… você se enxerga sendo o próximo? Porque, se você se enxergar, é meio caminho andado”.

Luciano Pires: O primeiro passo está dado.

Rodrigo Galvão: “Porque você se enxergar significa que você acha que as pessoas a sua volta te enxergam”. Então, assim, o processo de liderança é um processo conquistado. Você não consegue conquistar cem por cento, mas é aquele negócio. Meu, eu sentei na cadeira sabendo que as pessoas sabiam que o próximo a sentar na cadeira era eu. Um pouco nesse sentido.

Luciano Pires: Essa consciência?

Rodrigo Galvão: Eu tinha, fui formando.

Luciano Pires: Essa sua análise racional, hoje, é muito confortável de ser feita. Lá atrás, cara, com vinte e um anos de idade, talvez comandando gente mais velha do que você? É complicado.

Rodrigo Galvão: É, mas é que o instinto… por isso que tem a base de qualquer coisa. Primeiro você tem que ter respeito. Eu acho que hoje o assunto diversidade é uma coisa muito ativa em todos os lugares, mas diversidade já é algo presente na nossa vida sempre. Então você respeitar as pessoas, as diferenças, as gerações, ela é fundamental. E, para mim, sempre tive muito claro que esse respeito é o que gera a credibilidade. Mas, fundamentalmente para mim, transparência, autenticidade e consistência. Você tem que ser transparente, você tem que ser autêntico, você tem que ser consistente. Ser o que você é, da forma que você é, falar da maneira que você pensa e sempre agir de acordo com o que você fala. Isso, para mim, é fundamental. E não é do dia para a noite que as pessoas… você não acha que virou gerente agora, as pessoas cem por cento vão… cara, é uma prova também. Então, as pessoas vão… você vai ter que começar a ganhar credibilidade, as pessoas tentarem entender. É um processo, então nunca acontece, apagou a luz e desligou a luz, apaga e desliga. Não é isso. Você…

Luciano Pires: Como é que você definiu o teu modelo de liderança? Você olhou para alguns? Você teve modelos?

Rodrigo Galvão: Várias pessoas.

Luciano Pires: No livro, ao vivo?

Rodrigo Galvão: Várias.

Luciano Pires: Alguém? Um mentor? Como que foi?

Rodrigo Galvão: Vários. Eu prefiro… os meus modelos de liderança são… eu prefiro muito mais na teoria do que na… muito mais na prática do que na teoria. Então, obviamente, que os livros te trazem embasamento, mas acho que as pessoas que… eu sempre tive na cabeça que eu olho para as pessoas e enxergo o que elas de melhor têm. E eu tentava encaixar dentro do meu perfil. Então… e tem um negócio que, para mim, é fundamental, que eu discuto muito, que eu brinco muito com as pessoas, assim. Cara, até hoje, eu agradeço demais os mentores que eu tive, no sentido de… alguns nem sabem.

Luciano Pires: Essa era a minha próxima pergunta. Você escolheu os seus mentores?

Rodrigo Galvão: Na minha mente, sim. Só para você ter ideia, quando eu… me convidaram para assumir a presidência da Oracle, aí, sim, passou um filme pela cabeça, porque, poxa, é uma história que você começou há dezessete anos. Você imagina, na época, eu tinha quinze anos de empresa. Você começa aquilo, fala: “Meu, que demais”. E aí você começa a ver as pessoas que são importantes. O primeiro cara que te chamou para ir para a área comercial, o cara que te trouxe para o campo, o cara que te trouxe para ser diretor, o outro que… pô. Então você fala: “Meu…” Você vai pegando um pouco de cada um desses caras, você fala: “Cara, que demais isso”. E todos eles, todos eles, os caras que foram importantes para mim, quando eu assumi a presidência, eles ficaram sabendo que eu tinha um agradecimento, que eu tinha uma gratidão. Eu tinha uma gratidão.

Luciano Pires: Esse (inint) [00:28:40.24] da gratitude…

Rodrigo Galvão: Não tenho dúvida nenhuma.

Luciano Pires: Ele é fundamental.

Rodrigo Galvão: Alguns deles são os meus pares hoje. Eu tenho o meu gestor hoje, que é o Presidente da América Latina que é o Luiz, é um cara, assim, que deu várias oportunidades para mim, o cara que… poxa, eu sigo. E eu falo para ele, mas no sentido muito mais de estar ali. Assim como eu tenho o meu par, hoje, que foi o meu chefe durante anos e que, meu, tem muito… peguei muito do estio dele também. Então, são caras, assim, que… eu acho que essa é a grande questão. O ser humano, acho que no fim das contas, a gente tem que sempre evoluir. E a evolução não significa que você vai deixar de… vai ser menor se você reconhecer que tem pessoas que te influenciaram, que te ajudaram muito.

Luciano Pires: Absolutamente. Você falou logo no comecinho, das conexões.

Rodrigo Galvão: É isso.

Luciano Pires: Essa é a construção da conexão.

 

Muito bem. Você está no LíderCast, um PodCast focado em liderança e empreendedorismo que proporciona conversas nutritivas com gente que está aí para provocar mudanças. O LíderCast faz parte do Café Brasil Premium, a nossa Netflix do conhecimento que redefine o termo “estudar” ao transformar o seu smartphone em sua plataforma de aprendizado contínuo. Você pratica uma espécie de MLA, Master Life Administration, recebendo conteúdo pertinente, de aplicação prática e imediata, que agrega valor ao teu tempo de vida. São videocasts, sumários de livros, PodCasts, e-books, eventos presenciais e a participação em uma comunidade nutritiva onde você faz um network com gente como você, interessada em crescer. Acesse cafedegraca.com para experimentar o Premium por um mês sem pagar.

 

Na tua carreira, você chegou a morar lá fora? Trabalhou na Oracle lá fora?

Rodrigo Galvão: Na realidade, eu tive experiências fora do país com a Oracle, enfim, mas onde eu morei mesmo, entre aspas, que eu fiquei cinco meses, quatro, cinco meses viajando foi no México, que eu tive uma passagem… foi até interessante, bastante tempo que fiquei, ficava indo e voltando, de lá para cá, mas era um momento de carreira que eu precisava fazer isso, que tinham alguns projetos acontecendo lá e eu precisava estar lá. Que depois até gerou aí um pedido de promoção, um pedido para que eu fosse promovido para morar no México, para gerenciar uma Vice-Presidência lá e eu acabei negando. Foi um dos que eu acabei negando. Então, fiz isso. Eu tive isso, me deu… porque, assim, questão cultural é muito interessante para a gente crescer também.

Luciano Pires: É isso que eu ia te perguntar. Eu trabalhei numa empresa de origem norte-americana, então durante vinte e seis anos eu lidei com os gringos direto, com os americanos direto e com a indústria de autopeças, automóveis, autopeças, no período em que o Brasil estava explodindo. E era um sistema que chocava com o brasileiro imediatamente. Vinham… o esquema de reporte americano, medindo tudo em dólar, e para cima da gente no pescoço: “Eu quero a planilha para daqui há quinze minutos”. E trombava com o jeito brasileiro. E a gente foi desenvolvendo, ao longo do tempo, um conhecimento ali que há um jeito brasileiro de ser e há um jeito norte-americano de ser. E a gente consegue meio que…

Rodrigo Galvão: É a cultura, cara.

Luciano Pires: Essa cultura. Então, esse estilo de liderança, você consegue enxergar hoje claramente quando você olha para lá, olha para cá? O que tem de bom?

Rodrigo Galvão: Eu acho que a questão maior é assim, a Oracle, especificamente falando, ela é uma grande startup.

Luciano Pires: Uma grande startup.

Rodrigo Galvão: Uma grande startup. Nosso SEO, na verdade, começou como uma startup. E o nosso founder, né?

Luciano Pires: Ou seja, essa ideia do empreendedorismo interno estava dentro?

Rodrigo Galvão: Até hoje é assim. Então, poxa, ele faz com que os países, as regiões tenham cada vez mais autonomia para fazer aquilo. Então, eu, Rodrigo, posso ser quem eu sou. Isso brilha aos meus olhos. Que nem eu estava falando agora, isso brilha. Poder estar no país e fazer as iniciativas, buscar o que eu acredito… porque a cultura ela é muito diferente em cada um dos países. Então a gente está discutindo aqui modelos de liderança, enfim, mas tudo está atrelado à forma com que o país encara aquilo. Então, aqui no Brasil, a gente é mais despojado. Então, assim, eu uso uma calça jeans, uma camisa, sabe? Num país tropical que não precisa… cara, aqui funciona, mas a cultura, a nossa cultura permite isso. Você vai para outro país aqui no nosso vizinho aqui, que ainda não tem essa cultura, talvez você querer fazer algo que não tenha aquilo é até um pouco deselegante, no sentido de desgastante. Então, não adianta a gente, mais uma vez, achar que, puxa, dá certo um jeito, vai dar certo porque é fabriquinha de fazer coisas. Não existe isso. Então, eu acho que essa pluralidade do mundo é principalmente o que me faz mais, assim, pô, que legal, que legal ir para os Estados Unidos e ver que o mercado lá funciona de um jeito, e saber que no Brasil posso fazer de outras coisas, mas também tem coisas que são sinérgicas. Então…

Luciano Pires: E no segmento que você atua, que é o segmento de tecnologia lá na ponta… cara, nós somos bons.

Rodrigo Galvão: Cara, somos…

Luciano Pires: Brasileiros dão nó em pingo d’água, cara. Eu estava vendo, essa semana, uns números relacionados a esse lance de startups no Brasil, de empresas de uso de mídias sociais e tudo mais, cara, os nossos números são absurdamente grandes, maiores que os americanos em muitos pontos. Você pega um guru americano, pega o guru brasileiro, o brasileiro é dez vezes maior do que o americano. Você pega um cara que é um influenciador social aqui no Brasil, tem doze milhões de seguidores. E os caras quando olham isso aqui: “Como é que vocês conseguem no Brasil?”

Rodrigo Galvão: Tem uma população muito grande também. São culturas. Estados Unidos também são muito fortes nesse quesito, mas, enfim, eu realmente acredito que cada região tem uma particularidade e a gente tem que saber surfar em cima dessa onda. A gente tem um mercado hoje da Oracle cem por cento em nuvem. A gente, pô, tem empresa que tem produtos de [inint] [00:34:36] to end, começo ao fim de tecnologia, tanto no mundo [inint] [00:34:39] quando mundo cloud, então, cara, uma transformação que o mundo passa, essa transformação digital, todo mundo faz, a gente vive isso. A gente é uma empresa que começou há quarenta anos. Então, como é essa transformação? Porque a transformação digital é cultural. É na cabeça, sociedade, pessoas. Então, eu acho que esse é… agora, a forma com que a gente faz aqui, por uma questão de cultura, é diferente do que foi feita no Japão, que é diferente do que é feita na Europa. E isso acho que é a grande… é o grande barato.

Luciano Pires: Você não tem um livro de regras?

Rodrigo Galvão: Não.

Luciano Pires: Você deve ter um livro de valores lá de fora. Com valores. Valores são esses, valores da Oracle são claros e devem ser parecidos no mundo todo.

Rodrigo Galvão: A gente tem valores, sim.

Luciano Pires: Mas a tua regra do dia a dia…

Rodrigo Galvão: A gente tem valores, claro, como empresa, mas a gente aqui na América Latina, a gente tem os nossos valores além desses valores que são corporativos. Sempre deixa claro aquilo que a gente acredita. Nossa grande missão… a palavra propósito. Eu não gosto muito da palavra propósito, porque propósito já virou… meio que todo mundo quer falar que tem propósito. É o que faz o meu coração bater, tem muito isso. É eu ser uma empresa que transforma o mundo por meio da inovação, emponderando as pessoas. Ponto. Emponderando as pessoas, volto a dizer, emponderando as pessoas, porque as pessoas estão no centro. A tecnologia veio para transformar o mundo. A tecnologia veio para fazer com que a gente, o nosso comportamento mudasse, o nosso consumo mudasse, mas as pessoas estão no centro do mundo. E essas pessoas é que vão fazer isso acontecer. Então, você imagina eu com uma empresa de tecnologia que faço essa transformação do mundo.

Luciano Pires: Você tem uma responsabilidade brutal na mão, porque a evolução tecnológica é muito mais rápida do que a evolução da cabeça, cara. A cabeça não evolui igual.

Rodrigo Galvão: É, mas a pessoa está no centro, então…

Luciano Pires: Sim, mas a cabeça não vai. Ela não segue. Eu estive num evento semana passada discutindo ética e peguei o trabalho do Instituto Millenium que joga uma discussão sobre ética em dois mil e cinquenta e três. E eu trouxe algumas coisas que estavam sendo discutidas lá. E teve um ponto lá que foi um barato lá na discussão que estava dizendo o seguinte, a inteligência artificial chegou, está aí a milhão e vai evoluir demais. Em dois mil e cinquenta e três, esse bichinho aqui vai pensar. Eu tenho um celular na minha mão que vai pensar. Ele tem inteligência, ele pensa. Um aparelho desse que pensa, ele tem direitos? Eu posso deixar na chuva um robô que pensa? Largado na chuva?

Rodrigo Galvão: Por isso que o ser humano está no centro do mundo. E vai continuar. Acho que a maior questão nessa linha um pouco do que você está dizendo é… indo nesse pensamento de que, pô, lá na frente a tecnologia cada vez mais presente… lá na frente, eu estou falando amanhã.

Luciano Pires: É isso aí.

Rodrigo Galvão: Cara, qual que é o nosso papel como responsável? Como responsável, como empresa, como executivo, como brasileiro para que as pessoas estejam preparadas, para esse emprego do futuro?

Luciano Pires: Sim, sim.

Rodrigo Galvão: Porque vai estar relacionado à tecnologia. E, cara, isso tem que estar assim nos ensinos das escolas, isso tem que estar ensinado, tem que estar na agenda das pessoas. Então, isso é uma coisa que me preocupa. Então, cara, como que a gente forma desenvolvedor para o mercado, como forma programador, como coloco isso? Então, parte de eu estar aqui hoje com você, fazendo… é porque são mensagens que a gente tem que fazer chegar nas pessoas, são mensagens que a gente tem que falar: “Gente, não é só você gerar conteúdo, mas você também dar oportunidade, gerar oportunidade”. Então, recentemente, a gente lançou aqui na Oracle o nosso programa de contratação, novo modelo de contratação de estagiários que chama Gen O, via… que a gente quer contratar as pessoas por seus valores e princípios, não mais por seu currículo. Então, cara, o que significa isso? Primeiro início, entrevista às cegas, blind interview, que, meu, eu não quero ver o seu rosto, eu não quero ver o seu sotaque, eu não quero saber em que escola você estuda, eu não quero saber nada disso. Eu quero saber…

Luciano Pires: O que você é, o que você gosta, o que te move.

Rodrigo Galvão: Quem você é, o que você gosta. Cara, se a gente tiver… são dezesseis vagas. Sete mil pessoas se inscreveram. Puta, demais, mas, cara, é um processo evolutivo, cara, que começou por estagiário, que pode ir… e que outras empresas comecem a fazer isso porque isso é gerar oportunidade, é você fazer pessoas que não possam ter acesso a algo, ter. Cara, o que isso gera, cara? Empresas, são pesquisas que dizem, não é o Rodrigo está dizendo, empresas que têm diversidade dentro dela, elas têm melhores resultados. Empresas que promovem a oportunidade de ter… isso reverte em dinheiro, reverte em resultado. Então, eu acredito muito nesse processo.

Luciano Pires: Tem um livro chamado The Good Ones. Eles contam esse processo, essa mudança toda que está acontecendo, contam algumas histórias. Os Estados Unidos [trazem] alguns exemplos, o Google da vida. E uma das empresas entrevista o cara e o cara fala o seguinte: “O que eu faço? Eu viro os currículos de ponta cabeça, eu começo do fim para o começo. Eu começo lá embaixo, eu quero ver o hobby do cara, tudo mais, para subir”. Ele falou: “E eu faço isso para não perder gente boa, porque eu acabo perdendo talentos fabulosos no meio de um processo antigo de revisão porque o cara não fez curso tal, porque o cara não tem tal coisa. Eu acabo perdendo um talento maravilhoso”.

Rodrigo Galvão: É isso.

Luciano Pires: E ele começa a inverter a…

Rodrigo Galvão: É isso.

Luciano Pires: Isso é uma virada, isso é uma virada.

Rodrigo Galvão: É isso. Esses são os novos paradigmas. É aí que a gente tem que estar, cara. A gente tem que acordar para isso, então gerar oportunidade, fazer com que as pessoas possam fazer. E é isso, é isso. Isso a gente só vai ter se a gente tiver conectado com o presente. E o presente é esse. Então, o mundo está em transformação, a tecnologia… pilares da transformação. Os consumos mudaram, os comportamentos mudaram, os negócios, as formas de fazer negócio mudaram. Cara, se você vai continuar tratando da mesma forma, contratando da mesma forma que você contratava antes, você vai continuar exercendo… não. Então, tem que fazer, a gente tem que buscar modelos distintos, modelos diferentes.

Luciano Pires: Deixa eu fazer uma provocação para você aqui. Você contrata garota de vinte anos de idade, leva ela à empresa, apresenta o lugar: “Aqui está, você vai ficar sentada aqui. Você tem o computador, está aqui o processo que vai fazer. Você vai seguir tudo isso aqui, está a aqui a tua relação de coisas que tem que fazer. Olha, tem um processo definido aqui que você tem que seguir. Siga o processo, porque se você não seguir, o auditor da ISO te pega”. E aí você vira para ela e fala: “Aproveita e inova”. Então, tem um nó no meio que eu digo que é um nó de transição. Nós temos uma transição passando agora de gerações que estão mudando, vem uma geração dessa de comando e de controle que está mudando para outra coisa que está dizendo que está aí. E nós estamos no meio desse processo. Então, tem um sistema de gerência que não está preparado ainda para esse modelo novo que está chegando e que dá esse monte de choque. A garotada entra lá achando que é uma maravilha. Quando começa a ter ordem, começa a… entra no trilho, não pode pisar para fora, tudo acaba [inint] [00:41:02].

Rodrigo Galvão: Por isso que eu acho que tudo é a questão da diversidade, tudo é questão da diversidade, tudo é questão de você conseguir, porque quando você coloca dentro do ambiente diversas pessoas, um aprende com o outro. Então, eu acho que é genial, genial a capacidade de execução e de criação de um millenium. Genial. Assim como eu acho que é genial a experiência e o controle de uma pessoa que vem de uma geração que está no mercado há mais tempo. Colocar esses dois caras juntos é a mistura perfeita. Colocar… assim, estou discutindo, aqui eu estou falando uma questão de geração, mas pode ser qualquer outro tipo de miscigenação, porque isso é importante. Então… ainda mais no país em que a gente está, em que a gente vive. Então, a gente tem que pensar isso como uma questão simples. E a partir do momento que a gente trata isso de uma forma normal e que a gente consiga fazer, vários dos problemas vão estar sendo resolvidos por si só, porque não existe nem oito nem oitenta. Sempre a gente acha um meio. Eu me incomodo um pouco com essa questão de a gente querer sempre achar um… sempre querer achar uma explicação para algo. “Ah, porque a geração A, porque a geração B”. Cara, não é isso, porque se fosse isso, não estaria sentado na cadeira que eu estou hoje porque eu sou um cara… sou millenium sênior, que eu tenho trinta e seis anos, então eu estou na rabeira do millenium. Cara, não é isso, cara. Eu acho que as coisas estão aqui na nossa cabeça, na forma que a gente age, na forma que a gente respeita, na forma que a gente trata o mundo. Então, eu acredito, de verdade, que a gente tem que se adaptar aos desafios que o mundo coloca hoje para a gente. Esses desafios…

Luciano Pires: Você precisa ler Samuel Johnson que, em mil setecentos e oitenta e três, recitou tudo o que você está dizendo.

Rodrigo Galvão: Ah, é?

Luciano Pires: Mil setecentos e oitenta e três. Ele já cantava essa bola toda, desenhando um mundo que hoje nós estamos retomando.

Rodrigo Galvão: É isso.

Luciano Pires: Está voltando para pegar lá atrás. Falou: “Cara, do que ele está falando?” Eu não acredito em gente que tenta explicar o mundo com uma fórmula.

Rodrigo Galvão: É isso.

Luciano Pires: É inexplicável. O mundo o que é? É essa riqueza toda.

Rodrigo Galvão: É isso, porque você pega um jovem. Você fala: “Pô, um jovem, ele é muito… ele quer as coisas rápidas, quer que aconteça”. Mas também esse mesmo jovem que quer tudo rápido, você dá um trabalho para esse cara fazer, um job para ele fazer, ele vai te entregar um negócio com uma perfeição numa rapidez que você… então, assim, tem os prós, tem os contras. A gente tem que saber colocar tudo isso na balança e entregar. Então… e o mesmo vale para qualquer outra geração, ou seja, lá o que for. Então, no fim das contas, eu acho que a grande questão é a gente quebrar paradigma. E da mesma forma que você falou… deu exemplo, coloca lá no computador, manda fazer, aquilo, aquilo. Assim, cara, é o mesmo exemplo do que acontece muito que é o seguinte, cara, você nasce criativo quando criança, daí você brinca, você vê o carrinho, você faz ele virar, não sei o que.

Luciano Pires: Aí vão te estragando.

Rodrigo Galvão: Aí você vai entrar na escola, vão falar: “Meu, é isso”.

Luciano Pires: Não pode.

Rodrigo Galvão: Primeiro você pede para ir ao banheiro. Isso aqui é assim, isso aqui… escrever dentro dessas duas linhas. Aí você tem que fazer o A redondinho desse jeito. Aí você entra na Universidade, você tem que passar… aí você chega no mercado de trabalho, o cara fala: “Puxa, eu quero que você seja criativo”. Aí o cara é mandado embora porque ele não é criativo. Pô, mas espera aí, ele foi treinado a vida inteira para não ser criativo e agora você quer que ele saia da caixa? Então, é um pouco desse conceito. E se a gente começar a discutir isso antes, a gente vai começando já quebrando paradigma na origem, não no efeito. Assim, eu, de verdade, acredito que são coisas que a gente tem que discutir, que tem que ser conversado, tem que ser discutido. E até agradecer aqui o espaço, o convite que… de vir aqui poder fazer um Podcast e colocar isso.

Luciano Pires: Nós estamos já chegando aqui no… vamos para o finalmente aqui. Eu tenho vinte anos de idade, estou num busão indo para um trabalho que eu não gosto. Vai me encher o saco de novo, e tinha o sonho de trabalhar na Oracle. O que vai acontecer comigo quando eu chegar lá? O que eu preciso estar preocupado com o que, para ter esperança de entrar numa Oracle?

Rodrigo Galvão: Cara, a sua pergunta é muito boa, é muito legal, porque sempre que eu faço palestra com os jovens, a maioria das vezes me perguntam isso. “Poxa, eu quero entrar, quero fazer”. A primeira coisa é a seguinte, a gente nunca deve desistir dos nossos sonhos. Nunca. E sonhar é muito bom, mas sonhar com os pés no chão. Quando você sonha com o pé no chão é melhor ainda, que você consegue entender… então, assim, cara, corre atrás do objetivo, isso faz parte. Então, você ser persistente, você ter… porra, disciplina para conseguir chegar nos seus objetivos é fundamental. Agora, você não pode esquecer e a gente não pode deixar de dizer que as empresas são infinitas, tem vagas infinitas. Então, às vezes você não vai conseguir trabalhar na Oracle, mas o fato de você querer ter trabalho na Oracle vai permitir com que você explore o mercado.

Luciano Pires: Mirei lá em cima.

Rodrigo Galvão: Eu mirei em alguma empresa que eu vou achar algo igual, semelhante. Então… e você vai… para eu chegar na área comercial, não entrei pelo financeiro?

Luciano Pires: Exatamente.

Rodrigo Galvão: Não foi isso um pouco? Não fui estagiário? Não passei um ano e meio…

Luciano Pires: No telemarketing.

Rodrigo Galvão: Não fui para o telemarketing para depois ir … para depois… cara, é a mesma coisa. É a mesma coisa. Para entrar numa empresa que eu quero, às vezes eu tenho que ir para um lado, eu tenho que ir para outro. Aí, sim, a gente vai conseguindo ter os nossos objetivos. Então…

Luciano Pires: Só não pode ficar sentado esperando o convite chegar no teu colo.

Rodrigo Galvão: Jamais, jamais ficar sentado. E, principalmente, isso é uma outra coisa que eu coloco, assim. A gente tem que ter, de verdade, muita consistência naquilo que a gente quer no começo ao fim, porque, em determinado momento, você obviamente… o mercado vai se abrindo, ele vai abrindo para você. E daí há um momento… no início, o nosso mercado é muito pequeno. Bom, então você vai indo nas opções. Depois quando o mercado vai abrindo, você tem que entender aquilo que você quer de verdade. O exemplo mesmo que você deu, eu vou para a área A, B, não, é aquilo que eu quero. Vai, porque é aquilo que vai fazer você ser feliz, porque daí é quando você… o brilho nos olhos que eu falo, quando a gente consegue unir os nossos propósitos pessoais a nossa profissão. Aí, meu amigo…

Luciano Pires: Você não trabalha mais.

Rodrigo Galvão: No dia seguinte, você vai se divertir. Aí você vai se divertir, você vai…

Luciano Pires: Eu passo dezoito horas aqui dentro.

Rodrigo Galvão: Você vai dar risada.

Luciano Pires: No domingo, eu não vejo a hora de chegar segunda-feira.

Rodrigo Galvão: Isso. Você vai dar risada, você vai fazer aquilo que, para você, é prazeroso, que para você… cara, é isso. E nunca deixando de esquecer que você é um ser humano, que você tem uma vida pessoal, equilíbrio pessoal e profissional. Tirar os paradigmas do passado de achar para você ser bom profissional você tem que trabalhar quinhentas horas. O dia que você quiser trabalhar quinhentas horas, você gosta daquilo, mas não porque você acha que aquilo é importante para você ter crescimento. Então, gente, assim, e mais uma vez, aqui nesse Podcast está demais. Mais uma vez, obrigado pelo convite, mas são os meus pensamentos. Isso não significa que outras pessoas podem pensar algo distinto e eu respeito completamente.

Luciano Pires: Nós estamos falando de você. Só para terminar aqui: o que vem pela frente, cara? O que você está construindo?

Rodrigo Galvão: Essa sua pergunta é excelente porque dizer exatamente do meu jogo, eu estou jogando um jogo. Lembra que eu falei do conceito? O que vem pela frente é eu conseguir continuar executando, daí eu estou falando pessoalmente, mas a Oracle continuar essa transformação que a gente vive hoje no dia a dia. Então…

Luciano Pires: Essas mudanças de ambiente político, essa loucura toda, você está cruzando isso…

Rodrigo Galvão: Totalmente. Essa coisa de fazer um… cara, puta, é uma empresa eu quero olhar para trás e falar: “Cara, que demais”. É uma empresa que ela independe da pessoa, personificação, e, sim, que ela roda de uma forma que não importa a pessoa que está sentada lá, tudo vai rodar da maneira que se quer. Vai, com respeito, processos, tudo isso… os processos já existem, mas a forma que se trata… o jeito, a coisa que… eu costumo dizer que é do de dentro para fora.

Luciano Pires: Sim. Tem gente que não gosta muito, mas está falando de cultura corporativa.

Rodrigo Galvão: É cultura.

Luciano Pires: Tem a cultura.

Rodrigo Galvão: É aquela cultura. Isso. A gente é ágil, sim, a gente é um celeiro de gente, sim, mas dá para você ser tudo isso com alegria, com… então, essa é a Oracle que eu quero. Eu quero que os clientes olhem e se admirem, assim como os funcionários têm orgulho de dizer que trabalham na Oracle, os clientes também têm orgulho de dizer que têm Oracle como parceira de tecnologia. Cara, você não vai conseguir isso no dia para a noite. A gente já tem muito disso, é uma empresa que é muito admirada no mercado, mas cada vez mais. O mercado é cada vez mais exponencial e exige mais, então, para mim, eu quero continuar construindo uma empresa cada vez mais humana.

Luciano Pires: Está indo bem, cara. É uma empresa admirável e eu estou tendo o privilégio de entender por que ela é admirável, com o pensamento assim, você impregnando a empresa de cima para baixo com essa tua visão, cara, isso é irresistível.

Rodrigo Galvão: É isso, é isso. Obrigado.

Luciano Pires: Você que não está… você está só ouvindo a gente aqui. Eu estou vendo o olho aumentar, estou vendo o jeito dele falar. Dá para ver o tesão que tem por trás dessa…

Rodrigo Galvão: Eu tenho um prazer demais, cara. E, assim, me sinto responsável. Acho que é a grande questão, me sinto responsável pelas pessoas que trabalham lá.

Luciano Pires: Legal.

Rodrigo Galvão: Na responsabilidade de que, poxa, eu quero que o cara chegue em casa feliz, porque a gente tem família, a nossa vida é mais do que trabalhar. E isso depende da gente, isso… o ambiente da empresa depende da gente.

Luciano Pires: Tomara que você contamine uma molecada toda para gerar bastante gente pensando assim.

Rodrigo Galvão: Eu não tenho dúvida.

Luciano Pires: A gente precisa de gente assim.

Rodrigo Galvão: Eu não tenho dúvida e agradeço mais uma vez. Espero que vocês que tenham ouvido aí o podcast, de alguma forma, se eu contribuir com um por cento do que eu falei aqui pode criar uma faísca em vocês, para mim eu já saio daqui felicíssimo de que, poxa, é um caminho. E que vocês… e daí falo também, costumo dizer também quando vou dar as palestras: “Cara, o dia que vocês chegarem lá, e vão chegar, não deixem de olhar para trás e fazer coisas que você acha que você gostaria que alguém fizesse por você”. Simples assim.

Luciano Pires: Gratitude.

Rodrigo Galvão: Gratitude. Devolva, poxa, faça, mostre, converse. Cara porque eu acho que é isso que faz a gente crescer cada vez mais, é isso que faz, poxa, que… pô, numa sexta-feira, fim da tarde, vir aqui…

Luciano Pires: A milhão.

[Falas sobrepostas] [00:51:02]

Rodrigo Galvão: Vir aqui conversar com você, porque eu sei, conversei com o time ali que te conhece, que você tem um grupo de pessoas que você impacta e que eu precisava passar a minha mensagem. É uma mensagem bacana e espero que de alguma forma…

Luciano Pires: A turma que terminar aqui vai querer saber de você. Você está o Linkedin?

Rodrigo Galvão: Eu estou no Linkedin.

Luciano Pires: Como é que está lá?

Rodrigo Galvão: Eu uso bem o Linkedin. Rodrigo Galvão. E você pode me achar lá. Eu coloco bastante post… vocês vão ver que basicamente o que eu estou falando aqui… eu falo da consistência do walk the talk, você s vão ver que são as coisas. Então, eu mostro as iniciativas que a gente está fazendo.

Luciano Pires: É no Linkedin? Você não tem o teu blog?

Rodrigo Galvão: Não, não tenho blog. Meu Instagram, não uso. Eu uso Linkedin mesmo…

Luciano Pires: O teu livro vai sair do Linkedin um dia?

Rodrigo Galvão: É lá, cara. E, assim, é basicamente isso que eu… ali tem uma visão corporativa, uma visão mais… não é corporativa, é uma palavra meio… mais séria, de uma questão do mercado de trabalho. Ali você consegue colocar umas ideias bem focadas naquilo que você acredita. Então, falar em empreendedorismo que são pilares que eu acredito, empreendedorismo, educação e inclusão, sendo que inclusão, para mim, é gerar oportunidades. Cara, esses três aí são… são três pilares que para mim estão no meu dia a dia. Então, você vai ver ali no Linkedin muitas iniciativas que a gente sempre está buscando, criar, geralmente, girar esse ecossistema e fazer com que ele rode a favor do nosso país. Acho que é importante.

Luciano Pires: Exatamente, vamos impregnar o nosso país aqui. Cara, muito obrigado pela visita.

Rodrigo Galvão: Valeu.

Luciano Pires: Parabéns.

Rodrigo Galvão: Obrigada.

Luciano Pires: Continua tocando aí que eu acho que a gente tem muito a ganhar.

Rodrigo Galvão: Obrigado, meu, obrigado. Abração.

Luciano Pires: Muito bem. Termina aqui mais um LíderCast. A transcrição deste programa você encontra no LíderCast.com.br. O LíderCast nasceu da minha obsessão pelos temas liderança e empreendedorismo. É em torno dele que eu construí a minha carreira com mais de mil palestras nas quais distribuo iscas intelectuais para provocar equipes e indivíduos, ampliar os seus repertórios e sua capacidade de julgamento e tomada de decisão. Leve o fitness intelectual para a sua empresa. Acesse lucianopires.com.br e conheça as minhas palestras.

 

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