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Luciano Pires -

apoio dkt

O LíderCast chega até você com apoio da DKT Brasil que lidera diversas ações de marketing social para incentivar o combate às doenças sexualmente transmissíveis e facilitar as políticas de planejamento familiar.  Acesse www.dktbrasil.com.br.

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Luciano                    Mais um LíderCast, dessa vez com alguém que, eu conheço faz um bom tempo e que trabalha na minha área, então hoje vai ser uma delicia aqui. Vamos àquelas perguntas tradicionais: seu nome, atenção para a sua idade, se não quiser você depois explica e eu quero saber o que você faz?

Ana                           Olá, meu nome é Ana, você quer o sobrenome também para matar as pessoas? Não

Luciano                    Eu quero que o pior de tudo é o seu sobrenome né?

Ana                           então vamos lá, meu nome é Ana Tikhomiroff e eu brinco que meus pais foram super espertos, porque Ana é pequenininho e aí quando eu falo o sobrenome ai todo mundo já morre, eu tenho que soletrar letra por letra, mas enfim, eu sou dona de um banco de palestrantes, chamado Palestrarte. Então eu trabalho agenciando palestrantes para os eventos empresariais e a minha idade, o que eu posso dizer é assim, que eu tenho bastante tempo já, já errei bastante, tive tempo para errar e acertar bastante, então eu acho assim…

Luciano                    Que dificuldade que mulher tem para…

Ana                           Não, acho que a idade não é uma pergunta que se faça.

Luciano                    Tá bom, mas vamos conversar então. Então Ana você é dona da Palestrarte. A a Palestrarte é hoje uma das mais bem conceituadas, mais importantes agências de palestrantes no Brasil que faz basicamente o quê?

Ana                           É assim, a gente é uma consultoria, a gente fala que é uma consultoria para o cliente, eles procuram um palestrante, eles tem um evento, passam um briefing para a gente e baseado no briefing que eles passam, a gente com conhecimento de mercado, conhecimento de palestrantes faz as indicações, seja por tema, valor de honorários, então a nossa ideia é entender o que o cliente quer, que nem sempre é fácil e a  partir disso a gente passar.

Luciano                    Legal. Você está nesse ramo há quanto tempo?

Ana                           Nesse ramo há 13 anos, nessa parte, nessa área de fazer esse link do cliente com os palestrantes.

Luciano                    Você é, há 13 anos você é dona da Palestrarte, é isso?

Ana                           Há 13 anos eu sou dona da Palestrarte.

Luciano                    Então vamos lá. Você começou a Palestrarte 13 anos atrás, numa época em que não havia muitos bancos de palestrantes no Brasil, você trabalhava em que?

Ana                           Eu trabalhava em multinacional, na área de tecnologia.

Luciano                    É mesmo? E o que te levou a partir para esse…

Ana                           Poxa, para a área de palestras?

Luciano                    É, você assistiu uma palestra um vez, ficou encantada e falou quero…

Ana                           Olha, na realidade eu sempre gostei de palestra, na empresa que eu trabalhava a gente levava muito palestrante, eu inclusive fui responsável por contratar palestrantes na última empresa que eu trabalhei e eu lembro de uma palestra que eu assisti do Marins, na época, faz muito tempo, que mudou minha cabeça de várias formas, então quando eu resolvi que não aguentava mais trabalhar em multinacional, eu não queria mais trabalhar. Na realidade eu não queria mais ser funcionária, eu já tinha sido empreendedora antes, eu comecei a pesquisar o que eu gostava e eu adorava palestra e foi exatamente isso, naquela época tinha muito pouca coisa aqui no Brasil.

Luciano                    Que idade você tinha naquela época?

Ana                           Então, eu não lembro, cara, minha memória é muito ruim.

Luciano                    Ô dureza cara. Deixa eu te explicar porque que eu pergunto. Eu pergunto pelo seguinte aqui, é legal nessa exploração que eu faço com as pessoas é importante a gente saber mais ou menos que idade a pessoa teve quando tomou determinada decisão, então tomou uma decisão com 35, com 40 é totalmente diferente de tomar uma decisão com 20, então eu já entrevistei aqui uma executiva que aos 22 anos de idade, alta executiva numa baita multinacional, chuta tudo e vai ser empreendedora, quer dizer, uma decisão dessas com 22 anos de idade é muito diferente de fazer com 35, então eu sempre especulo um pouco, vou tentar te pegar no meio do caminho, vamos ver se uma hora a gente chega lá.

Ana                           Se me pegar não tem problema não, tudo bem.

Luciano                    Vamos lá. Um dia então você achou que aquilo era legal, você entendeu que o mercado não tinha e pela tua dificuldade como contratadora, você entendeu que havia um problema ali para ser resolvido, não é? E foi partir para abrir o seu próprio negócio.

Ana                           Exatamente, na verdade até, quando eu saí dessa última empresa, que eu fui demitida, nem pedi demissão, graças a Deus eu fui demitida, que até esse daí pode ser um papo para depois, talvez eu estivesse trabalhando lá até hoje se eu não tivesse sido demitida, então foi a melhor coisa para mim porque me deu o empurrão que eu precisava para partir para o meu projeto. O que aconteceu? A ideia era montar uma assessoria para palestrante porque na verdade as pessoas que eu conheci falavam, poxa, é tão difícil chegar na empresa, falei ah, de repente uma assessoria e a pessoa que montou, eu comecei com um sócio na Palestrarte, ele era assessor de imprensa, como é a gente não tinha muita informação ainda a ideia inicial foi essa, mas como eu sempre gostei de pesquisar muito e aqui não tinha muita coisa, eu fui para o mercado americano e lá tinha muita coisa, aí eu consegui contato com algumas pessoas, foi uma coisa bem louca, eu sei que em uma semana, depois de eu começar um contato com uma pessoa da Califórnia, eu peguei um avião e fui para Los Angeles e lá eu comecei a aprender. Então assim, essa pessoa com quem eu falei, ela era dona de uma escola para palestrantes, então eu comecei a mudar um pouco o pensamento e falar, ah, legal, então eu posso montar a minha empresa para ensinar palestrantes, eu fui com esse intuito, mas aí eu pensei, mas quem sou eu para ensinar alguém a ser palestrante se nem palestrante eu sou, enquanto eu estava lá, essa pessoa me perguntou se eu não queria conhecer uma outra pessoa, que era a Dot Walters. A Dot Walters é uma, era, ela já faleceu, uma senhora que praticamente começou o mercado de palestrar nos EUA e  que trabalhava com os bancos de palestrantes, eu fui passei uma tarde com ela e aí foi que começou a surgir a ideia de montar alguma coisa então que pudesse ajudar o palestrante chegar até a empresa e a empresa achar o palestrante ideal para o evento.

Luciano                    Que legal, então você foi pioneira mesmo, quer dizer, e não tinha um modelo aqui no Brasil para você seguir então.

Ana                           Não tinha, nossa, não, foi super complicado o início, as pessoas não sabiam o que era, o palestrante não entendia, muita gente não entendia qual era o conceito, foi um começo bem difícil.

Luciano                    A gente vai voltar ai, quero saber o seguinte aqui. Você foi demitida por incompetência técnica, por atitude, por mercado, o que te fez sair da empresa?

Ana                           Por atitude, eu estava extremamente infeliz nessa última multinacional que eu trabalhei, eu fiquei um ano nessa empresa e eu praticamente estava pedindo para ser demitida, todo dia. Então foi atitude mesmo, eu acho que era, inconscientemente eu estava falando, pelo amor de Deus me demite, me demite porque eu não vou ter a coragem de pedir demissão, eu tinha acabado de casar, estava começando a minha  vida, falei como é que eu vou ser demitida agora, como é que eu vou me demitir, então a gente acaba, você não está contente com o que faz, você demonstra e eu tentava de todas as maneiras mudar algumas coisas dentro da empresa, até alguém que trabalhou comigo na época vai lembrar. Eu comecei um jornal interno dentro da empresa porque a comunicação era péssima, as pessoas entre departamentos não se falavam, então eu comecei a tentar mudar algumas coisas, mas quem trabalhou em uma multinacional ou trabalha conhece que tem politicagem, tem algumas coisas, então eu era vista como meio que uma rebelde lá dentro, e aí quando eu comecei, as coisas começaram a ser barradas e eu comecei a perceber que o que eu fazia era legal, mas para a empresa, dentro do perfil da empresa não era, aí eu fiquei muito infeliz de ver que eu não ia conseguir mudar nada e que não era o que eu queria mais, eu já estava cansada mesmo.

Luciano                    Esse teu plano B,  você começou a trabalhar nele enquanto estava empregada ou não você saiu e agora eu vou vero que eu vou fazer da vida?

Ana                           Exatamente, eu saí, eles me mandaram embora na sexta feira 6 horas da tarde que era para eu ter o final de semana para pensar na vida…

Luciano                    Foi surpresa?

Ana                           … foi surpresa, assim, eu tinha uma expectativa que alguma hora isso ia acontecer, inclusive eu vou até contar uma história rápida: uma semana antes de eu ser demitida, o presidente da empresa veio falar comigo, é uma história meio longa, mas assim, quando eu entrei lá, eu entrei na  empresa sendo secretária da presidência, daí é porque eu falava inglês e espanhol, então foi uma porta de entrada lá, eu estava vindo de uma outra multinacional também, mas aí eu trabalhava na área de marketing, treinamento, aí fui para essa empresa trabalhar lá, não era o que eu queria, o que eu fiz? Eu consegui mostrar que eu podia ir para outro departamento, fui transferida para o marketing da América Latina, eu adorava trabalhar com marketing América Latina. Depois de 9 meses, o presidente desceu, a gente brincava que ninguém queria ficar no nono andar, porque era onde ficava a presidência, ninguém queria ficar, eu estava no oitavo andar, você descia você era promovido, descer era promover e o presidente veio falar comigo, Ana, então, eu estou precisando de alguém que volte a fazer planilha e ligação, não sei o que lá e você tem tanto perfil, você fala espanhol, inglês, eu precisava que você voltasse para mim,  para trabalhar lá e eu falei, não quero, olha, não é o que eu quero, aí eu praticamente assinei a minha carta de demissão. Então foi exatamente isso que aconteceu, uma semana depois fui mandada embora porque eles queriam me tirar do que eu gostava de fazer para voltar para uma área que eu não queria, que não tinha nada a ver comigo, que para mim seria não ser promovida, eu estaria sendo rebaixada, na minha cabeça, então foi por isso.

Luciano                    Legal, sexta feira a tarde você é demitida.

Ana                           6 horas da tarde sou demitida.

Luciano                    Chega em casa, quero saber aquele momento, você chegou em casa e falou o seguinte, muito bem, segunda feira de manhã eu não tenho mais emprego, não tenho para onde ir, o que é que eu vou fazer da vida agora? Eu quero saber o que aconteceu na cabeça e como é que foi isso?

Ana                           Primeiro a dificuldade de contar para as pessoas que tinha sido demitida, por mais que assim, primeiro fala putz, foi demitida, que chato, então eu não quis contar nem para a minha mãe naquela época, lógico que meu ex marido hoje, mas tive que falar, aí passou o final de semana sem eu contar para ninguém e pensando, conversando o que eu ia fazer, mas é o que eu te falei,  eu sempre gostei muito de pesquisar, já na hora eu comecei a olhar e falar e esse meu sócio foi demitido no mesmo dia que eu, também trabalhava na mesma empresa, então nós fomos demitido juntos, eu falei para ele, calma, vamos fazer alguma coisa juntos, então eu comecei, foi o que eu te falei, eu comecei a ver, a gente começou a montar essa ideia da assessoria, aí  conversa com um, conversa com outro, eu comecei a ver que talvez não fosse isso, mas assim, o final de semana foi de muito estudo, muita parar e pensar, ok, eu não estava contente lá, o que aconteceu foi bom, então vamos partir para ver o que  eu quero fazer, então eu não quero mais ser funcionária, então vamos ter um negócio próprio…

Luciano                    Isso é a pergunta que eu ia te fazer, quer dizer, não passou pela tua cabeça, agora vou pegar meu currículo e vou mandar para outras empresas para trabalhar de novo, na tua cabeça estava claro que você queria ser dona do teu próprio negócio.

Ana                           Estava, claríssimo para mim que ali era exatamente o que eu precisava para partir para aquela fase que eu queria, eu não queria mais…

Luciano                    Tua família é assim?

Ana                           Minha família é, minha família é de publicitários, aliás eu sou a única que não fui para essa área, mas são todos empreendedores, dono de empresa também.

Luciano                    Então já tinha uma escolinha ali.

Ana                           Já, meu pai foi um belo professor, um belo professor nessa área.

Luciano                    Legal, interessante essa tua postura quer dizer, você olha aposta que aquele negócio pode funcionar, pega um avião e vai para os EUA, isso foi um investimento que você fez importante.

Ana                           Foi, muito louca.

Luciano                    Porque você falou, se eu não tenho informação no Brasil, vou achar onde tem e vou atrás.

Ana                           Exatamente. Foi bem assim mesmo.

Luciano                    Que a tua ideia era o seguinte, eu não sei se eu volto de lá com um negócio pronto, eu quero aprender o que tem, então você botou investimento, quanto tempo durou isso?

Ana                           Lá na Califórnia eu fiquei duas semanas.

Luciano                    Duas semanas pesquisando, aí você voltou para o Brasil já estava claro na tua cabeça que ia ser um banco…

Ana                           Não, não estava claro, eu voltei com uma assim, juro, uma mala cheia de livro, muita coisa, muito material, naquela época não tinha, era fita cassete, muita fita cassete, livros, ó, você já vai pegar coisa da minha idade…

Luciano                    Já estou pegando…

Ana                           … está vendo, estou dando dicas. E eu voltei com uma mala cheia sem saber o que fazer, então assim, demorei uns 3,ainda 4 meses até falar, espera ai, não tem nada a ver com assessoria de palestrante, não tem nada a ver com escola para palestrante, o negócio é banco de palestrante.

Luciano                    Sim, onde eu vou ganhar uma comissão…

Ana                           Exatamente.

Luciano                    … sobre o agenciamento que eu farei de profissionais que estão por aí. Muito bem. Não tinha muita gente fazendo isso na época no mercado. Aliás deixa eu dar uma pausa aqui, porque o mesmo cara que fez você dar um pontapé na tua carreira foi o cara que me encantou, eu me lembro da primeira palestra que eu vi, de eu ficar de boca aberta foi o Marins, anos 80, eu estava como executivo na empresa, fui  assistir o evento e fiquei sentado lá vendo aquela figurinha passeando no meio das mesas e fazendo, eu falei cara, que loucura, mas não passou na minha cabeça tipo assim, é isso que eu quero fazer quando crescer, mas eu me lembro de ter ficado absolutamente encantado com aquilo, o Marins ele abriu o caminho para muita gente aí, então se eu estou aqui hoje eu também devo um pouco para ele. Não tinha muito palestrante na época, quer dizer, é interessante que você vem aqui monta uma agência onde a tua matéria prima não tinha muita gente fazendo, aliás, o Marins já devia ter a estrutura dele, devia ter 3 ou 4 caras fazendo na  época. E aí você volta e fala, muito bem, alo Marins, eu sou a famosa Ana qualquer coisa e eu comecei um negócio, vem comigo, como é que foi isso aí? Que cara de pau é essa?

Ana                           Foi muito louco. Não se eu te contar que eu era extremamente tímida além do que, é que eu mudei muito, mas você imagina pessoa tímida, chegando com uma ideia na cabeça que tinha que vender a ideia para esses palestrantes, dizer o que eu ia fazer, sem nada concreto, eu comecei no escritório na minha casa, a empresa chamava TKM Speakers, era  a junção do meu sobrenome com o do meu  sócio, falava de speakers, as pessoas pensavam em auto falante ainda, o cartãozinho, eu tenho cartão até hoje, muito legal, então eu comecei a bater de porta em porta e o que aconteceu? Tinha para as empresas eu tinha o meu histórico de ter trabalhado em multinacional, então eu tinha alguns contatos, mas para o palestrante eu tinha que ter uma convicção no que eu estava falando e uma certeza que o negócio ia dar certo porque eu tinha que vender uma ideia, eu vendi uma ideia, não vendi um negócio pronto, não tinha nem site, então eu lembro uma noite, a minha mãe ligou para mim meia noite, Ana, está tendo uma entrevista do Antônio Carlos Teixeira, você já ouviu falar? Olha que legal, super interessante, fala de inovação, anotei lá, no dia seguinte procurei, achei, liguei para ele, marquei uma reunião, foi um dos primeiros palestrantes, ele já conhecia o conceito de speakers bureau americano, ele adorou a ideia, então assim, é o que eu conto, se você não acredita no teu negócio, não adiante nem começar.

Luciano                    Claro, ninguém vai acreditar naquilo e pessoalmente… Até porque você não chegou aqui para dizer o seguinte, existe um negócio assim eu vim para melhorar, você chegou e falou, tem um treco que não existe…

Ana                           Um novo conceito…

Luciano                    … e eu vou fazer…

Ana                           … totalmente novo…

Luciano                    … e tem uma outra coisa importante, quer dizer, a tua posição é uma posição interessante porque você na verdade você tem dois clientes, o palestrante é teu cliente e você ganha dinheiro a partir do palestrante e o cliente que quer contratar o palestrante também é teu cliente, então você está no meio dos dois, eu tenho que agradar tanto ao palestrante que é o cara que vai fazer a palestra contra o cara que está me contratando. O que te deixa numa saia justa, porque são duas expectativas totalmente distintas, quer dizer, de um lado você está dando um suporte, uma prestação de serviço, para uma pessoa física, que por mais que eu tenha uma empresa de palestras, sou eu o Luciano Pires que vou palestrar e de outro lado você tem uma multinacional com todas as carências dela e você está no meio do caminho fazendo o jogo ali. Como é que começou isso? Na verdade como começou você já contou, quero saber o seguinte, qual foi a primeira que você marcou e que você chegou lá, consegui contratar a primeira e aqui vai?

Ana                           Poxa foi muito legal, eu não lembro, eu acho que a primeira foi até uma empresa de varejo pequena e foi mesmo com o Antonio Carlos Teixeira porque foi um dos primeiros palestrantes e eu lembro que foi muito legal a sensação de falar, fechou, eu não tinha nem nota fiscal, era muito caseiro aquilo, então foi complicado, eu não lembro, eu lembro que eu pedi ajuda para um amigo, a gente começou a pedir ajuda mesmo, porque multinacional você não tem como fechar um negócio, os palestrantes não tinham site, para ter ideia, não tinha nem site naquela época, pouquíssimos tinham site…

Luciano                    Tô chegando na idade dela…

Ana                           É… então, faz 13 anos, não espera, isso faz 13 anos, há 13 anos, normal, então o primeiro fechamento eu acho que foi depois de uns 6 meses de começar a ter empresa, de mudar. Primeira coisa que eu fiz foi montar o site e muito legal, do site dei sorte, porque o site que a gente montou dava a ideia de uma empresa muito maior, de muita gente, muitos funcionários, então isso foi muito  legal, porque isso também gerou um pouquinho de muito mais confiança da empresa como questão do site.

Luciano                    Você fecha o primeiro, aí o Teixeira conta para a turma que tem uma tal de Ana que (onomatopeia) começam a chegar os outros, você foi demandada ou teve que ir buscar essa turma toda?

Ana                           Não, eu fui buscar, no início eu tive que buscar, inclusive a gente está até comentando, o Cláudio Tomanini foi um dos primeiros palestrantes, ele foi meu professor num curso e ele foi um dos primeiros palestrantes também a acreditar no que eu estava oferecendo ali e isso ajudou bastante porque ele já fazia palestra para empresa, então também foi falando  para as pessoas, funcionou muito no boca a boca, ali naquela época não tinha muito o que fazer, era boca a boca mesmo, era tentar apresentar o projeto para as pessoas e que as pessoas acreditassem naquilo que eu estava falando, é, não tem outro jeito.

Luciano                    E aí a crescer devagarinho.

Ana                           Aí fazer direitinho, aí as coisas vão fluindo.

Luciano                    Muito bem, aí chegamos nos dias de hoje, mas eu quero fazer um paralelo com você agora aqui, bom, 13 nos atrás, vamos lá, esse mercado mudou muito, muito em 13 anos, mudou barbaramente e a gente consegue ver em alguns momentos que são momentos de virada, então ele  muda em duas pontas, ele muda  na ponta do palestrante, que se naquela  época havia poucos  palestrantes, hoje tem palestrante que não acaba mais até porque é meio que irresistível para mim, que sou diretor de uma empresa, chegar lá, contratar um palestrante, chegar  lá ficar sentado ouvindo aquele cara, fala pô, esse cara subiu aí,  falou uma hora, ganhou uma grana, para fazer o que esse merda faz eu faço também e esse cara começa a botar minhoca da cabeça e fala, também vou fazer isso aí e vou me tornar uma palestrante, no momento em que ele sai da  empresa ou perde o emprego que foi o que aconteceu barbaramente, especialmente de 2008 para cá, todo mundo que sai da empresa, cara, vou ganhar dinheiro sendo palestrante,  porque é muito fácil ganhar dinheiro assim. E isso inunda o mercado de palestrantes e hoje se naquela época você tinha que batalhar para achar um outro, hoje tem de montão aqui,  eu imagino que se você, a tua dificuldade antigamente era encontrar palestrantes, hoje é selecionar os que chegam para você…

Ana                           Exatamente.

Luciano                    … e do ponto de vista do cliente, era uma coisa interessante porque palestra era um negócio novo, era um negócio sensacional, cresceu muito na época porque todo mundo queria aquilo, só que hoje já meio que encheu um pouco o saco, as empresas já não estão tão, não demandam como demandavam antigamente, evidentemente tem muito mais demanda do que tinha porque o volume aumentou, mas eu cansei de encontrar cliente agora dizendo para mim, cara, eu não contrato mais palestrante porque já me encheu o saco, eu já vi todos etc e tal. Como é que você assistiu essa evolução, como é que você viu isso acontecer, como é que você foi formatando e reformatando teu negócio para essas mudanças todas?

Ana                           Então vamos lá, então o que eu falei, quando comecei eram poucos palestrantes então não tinha a empresa era, já sabia não tinha aquela gama para escolher, eram poucos nomes, então os palestrantes não tinham site, não tinham vídeo, era ah eu vi tal  pessoa, eu quero contratá-lo, era assim que funcionava, era alguém viu, alguém falou, acabou. Depois que foi mudando um pouco a demanda, as empresas queriam ver, já não contratavam mais sem ver alguma coisa, isso criou a demanda do palestrante começar a fazer um vídeo, começar a ter alguma coisa, ter site, então mudou, eu acho assim, que o mercado foi se tornando mais profissional, á medida que foram aparecendo outros palestrantes e eu sempre falava, desde que eu comecei, poxa, precisa ter uma renovação de mercado, são sempre os mesmos nomes, está precisando aparecer alguém. Aí de repente começou a ter um enxame de novas pessoas e  é como você falou, muita gente despreparada, então quando, no início, que eu tinha que correr atrás do palestrante, hoje em dia eu não  estou cadastrando mais, não tenho mais condição,  por que? Meu trabalho não é simplesmente pegar uma pessoa falar, ah tá, vou te representar, coloquei lá no site, não vi o trabalho, não conheço, eu não posso fazer isso, eu tenho que ver, então demanda um tempo e uma responsabilidade muito grande, então eu não coloco lá ninguém sem ao menos eu bater um papo, conhecer, ter referências e as pessoas que entram em contato  com a gente, muitas estão iniciando e tem essa ideia que você falou, eu vou começar lá, eu cai da escada, quebrei a perna e  estou bem hoje, eu vou ser palestrante, eu estou brincando mas as coisas que aparecem para a gente, muitas são nesse sentido…

Luciano                    Eu sei que é.

Ana                           … e  aí é difícil, porque assim, eu também tenho que lidar um pouquinho com o ego, porque mesmo que a pessoa não esteja  no mercado hoje, ela já tem o ego, ele já se acha, então eu preciso ter um jogo de cintura também primeiro para explicar o mercado que é, eu criei uma área hoje só para lidar com novos palestrantes, eu tenho uma pessoa responsável por isso, pronto, primeiro porque eu estava ficando numa saia justa muito grande de dizer ah, a  Ana diretora da Palestrarte diz que não quer mais, poxa ela é… ela é… não é…

Luciano                    Está se achando, né?

Ana                           … é, ela não quer, então assim, eu criei uma pessoa, então está lá uma pessoa criada que ela cuida disso de uma forma super delicada que precisa, a gente dá atenção, mas é muita gente e difícil selecionar, são poucos os que a gente olha e fala poxa, esse aqui tem chance no mercado, então as empresas querem mais por menos e os palestrantes querem tudo por nada, mais ou menos isso. Meio que respondi a outra pergunta…

Luciano                    Não, a gente está no caminho, estamos no caminho sim, eu queria expressar um pouquinho mais essa questão dessa responsabilidade, só para a gente situar aqui, tem milhares de pessoas ouvindo a gente aqui, a pessoa que está ouvindo, não necessariamente é palestrante, não é contratador, é um cara que  assiste  palestra mas é bom entender como é que essa dinâmica funciona e esse lance da responsabilidade para mim é o grande mote que tem ali, o que acontece? Minha empresa está organizando um evento, não me importa que evento seja, esse evento é uma convenção de vendas, lançamento de produto, não me importa o que é, em um determinado momento há necessidade de ter ali alguma coisa acontecendo, essa alguma coisa é o seguinte, olha, vai ter o jantar, então eu vou me preocupar com a comida (onomatopeia) vai ter uma música ambiente, eu preciso de uma banda, alguma coisa assim para tocar ali, vamos ter o receptivo, etc e tal e também precisamos de uma atração ali, por que palestra? Eu tenho a minha opinião, para mim palestra é um canhão, é aquele momento em que você junto tudo aquilo que você quer fazer concentra em uma hora, uma hora e meia, se você pegar um palestrante bom, ele pega aquele teu conteúdo todo ele concentra aquilo num material que ele já tem e ele dá uma mensagem legal que quando a pessoa sair de lá vai falar, puta vida cara, tudo o que esse cara falou eu já ouvi, mas desse jeito eu não tinha ouvido ainda e cara, ficou claro para mim qual era o ponto, então  é um tiro de canhão que você dá aquele tiro e que passou aquela uma hora e pouco, as pessoas vão embora, se  a palestra for boa fica na cabeça, se não for desapareceu ali. Mas imagina a posição do cara que está organizando o evento e que vai ligar para a Ana e falar: Ana, eu  preciso botar um sujeito, uma mulher durante uma hora da frente dos meus 300 clientes e essa pessoa vai ter que dar o recado lá e se essa  pessoa pisar na bola a culpa é minha, se essa pessoa for mal a  culpa é minha, quando terminar o evento eu vou ouvir a turma reclamando ou dando os parabéns, quer dizer, o nível de risco é um negócio brutal porque você pode destruir o evento ali ou pode  fazer a coisa funcionar muito bem. Então esse é o contratador, do  outro lado está a Ana, sentadinha ali falando, meu Deus do céu, seu disser para esse cara levar o Zé e o Zé for um horror, ele vai dançar e a culpa é minha Ana e o meu negócio está na reta, então há um lance de responsabilidade aí que me parece que o sujeito mais responsável ou aliás, mais confortável, é o palestrante, entendeu? Por que o que acontece se a palestra for ruim? Pô, esse cara não me contrata mais, a Ana não vai querer mais saber de mim, mas tem um monte de gente fazendo palestra, só que é o seguinte, eu não  vou perder o emprego, não vou ter um monte de gente em volta de mim dizendo que foi uma merda, porque ninguém fala com o palestrante, vão falar para você e para o outro cara lá, tem que ter uma consciência muito clara dessa responsabilidade, como é que você  lida com ela e me conta algum caso que você já passou e que você  sentiu essa saia justa, não quero saber nome de palestrante, não quero nada disso, eu quero saber  situações em que você entrou para saber como é que você lidou com isso.

Ana                           Assim, para mim o importante é quando a gente pega o briefing do cliente, tentar entender, como eu te falei, nem sempre… o próprio cliente as vezes passa um briefing vem difícil porque nem mesmo ele sabe o que quer.

Luciano                    Quero motivar a turma.

Ana                           É então, exatamente, até ah eu quero uma peça motivacional, tem 500 mil maneiras de você motivar, eu acho assim, palestra sempre é motivacional, porque motivação é você mudar alguma coisa, então todas as palestras para mim sempre vão ser, até economia é motivacional, porque dependendo do que o cara falar você vai sair animado ou não, acabou. Então assim, os briefings, eles são muito curtos, a gente tem que correr atrás para tentar pegar, fazendo perguntas, a gente tem uma listinha lá de perguntas que tem que fazer, tipo telemarketing, aquelas perguntas tem que tirar alguma coisa do cliente dali, porque a maior parte dos briefings não são completos, então aí já parte a primeira dificuldade, partir de um briefing completo, como é que eu acerto o  palestrante, então a gente trabalha com opções, então eu passo, dentro daquilo que o cliente me passou, eu passo algumas ideias e aí o que acontece? Quando você passa a ideia, o cliente começa a ver do que ele está lendo, ele começa a pera ai, isso aqui não é o que eu quero, então ele começa a entender o que ele realmente quer então quer e aí começa a ajudar, então a gente passa as primeiras opções, aí ele seleciona,  gostou desse, desse, que foram selecionados baseado no que ele  me passou do perfil da empresa, perfil do público, quais são as  expectativas, qual é o segundo passo? Colocar o cliente em contato com o palestrante, antes de qualquer coisa, porque é aí que a gente, se tem alguma dúvida, termina aí.

Luciano                    E ali nasce a segurança.

Ana                           E ali nasce a segurança da pessoa que está contratando, da minha e até do palestrante que está tendo contato direto, eu acho assim, que a única maneira de minimizar esse risco de alguém lá fazer um evento e uma palestra que não tem nada a ver com o que eles queriam é você fazer esse contato, trocar ideia, o cliente conversar e às vezes, na conversa, surge uma ideia completamente diferente daquela inicial, então o palestrante ia falar sobre, sei lá, trabalho em equipe, no fim não era isso, então assim, esse é o passo principal, é aí que vai.

Luciano                    Eu já mudei palestra subindo para o púlpito…

Ana                           Imagino.

Luciano                    … cheguei na hora, virei para o cliente e falei, cara, você me brifou errado, vou trocar a palestra, pelo amor de Deus, vou trocar e eu subo no  palco e falo, gente eu fui chamado para fazer a palestra A, eu estou vendo vocês e acho que vai ser muito mais legal… dá um segundinho, troquei a palestra e fiz ali na hora, porque a gente desenvolve esse meio de campo ali. Mas, deixa eu voltar um pouquinho atrás, naquele lance do briefing porque eu acho que serve para qualquer coisa da vida da gente, então não importa se é palestra, não importa o que é, eu tenho uma necessidade e  preciso falar dela para poder adquirir o produto certo, eu notei que houve uma mudança muito grande ao longo dos anos e que eu digo o seguinte, caiu muito a qualidade dos contratadores de palestra, então se há 10 anos eu era chamado para falar com um gerente geral ou presidente, o superintendente, e você estava na frente dele e o cara falava o seguinte, olha aqui, eu tenho uma equipe assim, assim e eu preciso disso, disso e eu quero como resultado final X, hoje em dia isso se perdeu, é difícil chegar nesse cara, eu como palestrante quase nunca consigo chegar no, sabe, no dono do evento, eu paro no meio do caminho e alguém que é um sub, se bobear é o sub do sub que chega para mim e fala, eu tenho uma hora e meia e eu preciso motivar a turma, então vem um briefing de pé quebrado que se a gente que é palestrante tem um jogo de cintura e chega lá e faz a coisa muito bem, me faz perder oportunidade brutal de levar na veia, eu vou acertar exatamente o que o cara queria, quer dizer, quanto mais rico é o briefing, mais eu posso fazer um trabalho bem prestado, o que é um briefing rico para você?

Ana                           É um que, primeiro chegue com as informações precisas, porque é o que eu falei, às vezes você recebe um briefing e o dono do evento vai falar com você e o briefing é completamente diferente daquele que chegou para a gente, então um briefing rico é aquele que tem informação de quem são as pessoas que estão lá, o que está acontecendo na empresa, porque eles querem a palestra, qual é o objetivo, o que eles fizeram nos anos anteriores, porque eles vão fazer esse ano, se a empresa está bem, se está ruim, mesmo que… não é o tema não é economia mas o palestrante precisa saber  como é que as pessoas estão, qual é o ânimo da empresa, então é assim, quanto mais informação melhor, quanto menos informação, é o que a gente está falando, mais difícil conseguir achar um palestrante, então eu acho que o detalhe da informação e a informação certa é realmente, você vê que a  pessoa que está passando o briefing para você conhece a empresa, porque muitas vezes não é o caso, é alguém que recebeu uma informação de um outro departamento, que chegou para ela que passou para outra, então a informação chega toda quebrada e na hora de a pessoa passar para a gente, como ela não é a dona do evento, ela não sabe, ela está falando o que outra pessoa falou, então chega para a gente completamente alterado e as vezes completamente errado.

Luciano                    E aí você tem aquele lance da responsabilidade lá atrás que se fez em pedacinho e se perdeu no meio do caminho.

Ana                           Só um exemplo, já chegou, às vezes chegam uns briefing para a gente assim, eles querem um nome específico, eu quero Max Gehringer para falar sobre economia, matou, a gente já sabe que ai…

Luciano                    Que não é o Max?

Ana                           … não é o Max, entendeu? Então aí a gente percebe que a informação não tem nenhuma informação, porque o Max não vai falar de economia e assim são as coisas e assim que chegam os briefing para a gente.

Luciano                    Sim. Você já teve casos aí de saia justa com esse tipo de coisa?

Ana                           De briefing errado?

Luciano                    De briefing errado, de palestrante chegar lá e…

Ana                           Não, a gente teve de briefing errado assim, por sorte, como eu falei que a gente arca sempre a reunião do palestrante com o cliente, isso minimizou, mas da gente receber, passar o briefing para o palestrante, marcar a reunião, o palestrante foi lá com o briefing que eu passei, aí ele liga depois, Ana, fui para a reunião, mas o briefing que me passaram não tem nada a ver com o que você me falou, eu falei como assim? Ah, porque eu falei com não sei quem, não sei quem, quer dizer, a pessoa que me passou o briefing passou totalmente errado e na hora que chegou lá, que o palestrante recebeu o briefing certo, ele foi preparado para uma coisa e era outra completamente diferente, não foi culpa minha mas eu acabo assumindo a responsabilidade, porque eu que passei um briefing que foi passado para mim, então eu falei, não dá para a gente fechar nada se não tiver essa conversa.

Luciano                    Deixa eu só expressar essa coisa do briefing, vou dar  uma dica para as pessoas que estão ouvindo a gente inclusive, eu quando ligo para fazer briefing com o cliente, eu falo, antes de você começar a conversar eu quero te fazer 3, 4 perguntas, primeira pergunta: qual é o nome oficial do evento? É a primeira que eu faço, não mas como assim? Qual é o nome oficial? Porque se ele disser para mim o seguinte, olha é o seminário, não é uma convenção, é uma reunião, no nome do evento eu já opa, já senti onde  é que eu entrei…

Ana                           Tamanho, o que é né?

Luciano                    … quantas pessoas vão estar aí? Outra coisa, em que ligar eu estou do evento, eu estou abrindo, fechando, eu estou no meio, o que tem antes de mim, o que tem depois de mim? Saber antes de eu entrar é um café ou o café vem depois de mim? E a pessoa que ouve aquilo fala, mas são bobagens, como é que é a sala? A sala que eu vou estar, como é que é? É um auditório ou é uma sala preparada? Então são bobagens que a pessoa não pensa no momento mas eu, como palestrante, estou ouvindo isso tudo e já estou montando na minha cabeça que raio de comportamento eu tenho que ter, que tipo de linguagem eu vou usar, eu não vou chegar lá e falar o seguinte, olha, eu serei aqui como eu… não, eu vou usar uma linguagem adaptada para esse tipo de evento, esse tipo de  plateia, vou falar dentro do auditório do jeito diferente que eu falo numa salinha em U para 30 pessoas e as pessoas se esquecem disso, essas informações acabam se perdendo e fazem toda a diferença ali. Muito bem, vamos lá  agora, quando você busca um palestrante, quais são os atributos que você está vendo hoje em dia, eu imagino eu sejam diferentes do que era há 3 anos, mas o que é hoje para você um bom palestrante? Que você fala, cara, legal, aprendi a confiar e legal porque os atributos são os… quais?

Ana                           Primeiro tem que ter uma pessoa que tem que ser, empatia, tem que ser cativante, para ser palestrante você tem que passar isso porque você não pode ser uma pessoa que as pessoas vão olhar e falar que antipático, você pode ter um mau conteúdo mas a maneira que você passa parece que é muito soberba, tipo sou o maior, eu sou o cara, eu sou o cara. Para mim o importante é conhecer muito bem o que está falando, como eu falei que quando eu montei a empresa, acreditar naquilo que ele está falando, não ser  simplesmente pegar eu estudei mas eu não apliquei, eu não pratiquei, então precisa ter a prática e a teoria e  eu busco isso, então por exemplo, ontem eu conversei com uma pessoa que não é conhecida e por que ele me interessou? Porque a maneira dele se colocar é eu estou pronto para aprender, ele tem qualidades que eu notei exatamente o que eu falei, ele tem empatia, ele tem o conhecimento, ele tem uma presença de palco muito boa, precisa trabalhar um pouquinho a maneira como ela vai direcionar o conteúdo dele para a empresa, por isso que eu falo as vezes que é difícil pegar um palestrante porque as vezes a pessoa é conhecida mas não é um bom palestrante, então as vezes as pessoas se desanimam a seguir a carreira fala, poxa, ninguém me conhece, não tem nada a ver,  você precisa ter essas  qualidades. Eu acho que para mim, o que eu busco hoje, o principal é isso, pessoas e quem já está no mercado, pessoas que tenham aí histórias de sucesso e que tenham histórias de fracasso também, que eu acho que é legal, é você fracassar ajuda no crescimento.

Luciano                    Saber como tirar o aprendizado disso.

Ana                           É, exatamente, então é importante se falar putz eu sou o cara que nunca errei, não interessa acho que isso em tudo, a gente erra para poder depois acertar, então para mim os pontos importantes são esses, as vezes não é nem tanto o nome, não precisa ser famoso, pelo contrário, quando eu montei a minha empresa a ideia era trabalhar nomes não conhecidos, logicamente que por uma condição de mercado se eu fosse trabalhar só com nome conhecido eu já tinha fechado as portas porque a empresa quer nomes conhecidos, então é uma porta de entrada para eu poder então fazer…

Luciano                    Até porque o nome conhecido diminui a responsabilidade, quando eu chego, se eu trouxer o Max, é o Max, ninguém vai me questionar, agora eu levei lá o Zé Bodão, quem mandou trazer esse cara ai, então o risco aumenta muito quando você leva alguém desconhecido lá. Mas deixa eu voltar um pouco atrás ali, quando você,  vamos trocar, vamos bater bola aqui nós dois, para mim o palestrante é um tripé, ele tem que lidar com um tripé, o tripé é o conteúdo  que eu tenho, é a entrega do conteúdo e é o meu marketing para esse conteúdo, então eu tenho três coisinhas funcionando ali. Então eu encontro muita gente que tem um conteúdo fenomenal e tem entrega ruim, encontro gente que tem uma entrega fenomenal e tem um conteúdo ruim e que chega lá dá um show maravilhoso, termina o show você fala, legal, e se fosse Zezé de Camargo e Luciano fazendo um show musical que eu ficaria encantado,  choraria e terminei  legal, quando eu cheguei em casa eu vou me lembrar, vou assobiar a música mas mudou alguma coisa na minha vida? Não, não mudou nada. E o marketing está se transformando num momento que eu diria para você que a coisa hoje mais, eu não vou dizer para você que é fundamental, mas mudou barbaramente do que era há 13 anos, nesses 13 anos atrás eu dependia de alguém me ver para contar para você que eu era bom. Hoje em dia eu tenho de Youtube a Facebook, o diabo acontecendo então eu posso hoje em dia fazer o barulho muito maior do ponto de vista do marketing. Como é que você vê essa questão de conteúdo e entrega, porque conteúdo é uma coisa, se eu estudar e se eu aprender, se eu ler um monte de livros, se eu fizer aula, se eu tiver experiência de vida, afinal das contas eu vou ter conteúdo, eu entrevistei o Aquiles Priester, baterista, ele falou para mim, cara, durante eu estudei 2 anos, 11 horas por dia bateria, ninguém chega no final de 2 anos com 11 horas  por dia de estudo sem virar um monstro na bateria porque é impossível não aprender, então conteúdo a gente consegue arrumar, presença de palco, você falou uma coisa importante aí, falou pô, o cara tem que brilhar etc e tal, vem cá, a gente nasce com isso, presença de palco é algo que eu subo lá e saio falando, eu consigo criar uma persona que eu chego lá e vou fazer o papel do palestrante quando eu descer eu sou outro, de onde vem isso, isso a pessoa nasce com isso ou a gente consegue aprender?

Ana                           Eu acho que muitos nascem com isso, mas eu acho que dá para aprender também, eu acho que qualquer um pode chegar lá mas tem que se esforçar, eu posso falar hoje isso porque eu sou palestrante também. Eu estou fazendo palestra, então assim, eu estou, é o que eu falo, eu brinco que quando eu comecei, eu tenho até uma entrevista dizendo não gente, eu jamais vou ser palestrante, eu só vou chegar, eu só trabalho com a parte de divulgação, mas você se eu vendo palestrante e eu não tive experiência de ir para o palco é muito diferente, então hoje quando eu vou para o palco, logicamente que a minha palestra hoje é muito mais, eu falo de empreendedorismo mas é muito mais uma ideia, eu não cobro para fazer a palestra, não é essa intenção, não é o meu ganha pão, mas é sentir o que é você estar lá na frente para eu poder entender o que o cliente quer e o que o palestrante sente, então eu nasci com isso, uma pessoa que tinha vergonha de falar no telefone com quem eu não conhecia? Não, eu não nasci com isso mas eu aprendi a me virar, eu tive restaurante, eu tive loja, que é o que eu falei, a gente vai errando e acertando e com isso as coisas vão mudando, então eu fui mudando ao longo da minha vida, desses vinte e poucos anos que eu tenho…

Luciano                    A bicha é esperta…

Ana                           … então assim, eu fui aprendendo, então são coisas que você consegue aprender mas eu acho que tem pessoas que nascem com isso, que você fala, a pessoa te hipnotiza, o Marins é um que te hipnotiza, o que eu te falei, o Marins mudou a minha vida porque uma palestra que ele fez, ele tinha uma coisa chamada universidade, era alguma coisa que você fazia um curso on line e eu fiz esse curso dele e eu mandei um e-mail para ele na época dizendo, professor, as coisas que você falou aqui mudaram a minha cabeça, eu estava trabalhando numa multinacional, não nessa última que eu fui demitida, estava numa outra multinacional e aí eu fui percebendo, depois da  palestra dele, o que eu realmente queria da minha vida, então eu acho que é isso, eu acho que você tem o aprendizado, você pode fazer cursos, pode treinar, praticar e quanto mais você praticar essas qualidades vão aparecendo.

Luciano                    Apareceram vários cursos de palestrante que prometem formar um palestrante, faça um curso comigo e você vai aprender como é o palestrante e vai ganhar x mil reais para fazer uma palestra de uma hora, etc e tal e vai fazer 10 por mês, 60 mil reais estão garantidos  para você todo mês etc e tal. Será que isso funciona?

Ana                           Eu sou totalmente contra, quando vejo isso me dá uma tristeza de ver que muita gente vai colocar um dinheiro que às vezes nem tem, acreditando num sonho e numa mensagem que é mentirosa porque não tem como você prometer para uma pessoa que você vai fazer um curso e que ela vai fazer x palestras por mês e ganhar 10 mil reais ou 20 mil reais, não existe isso, primeiro que eu sempre falo, quando alguém pergunta para mim, que valor eu posso vender minha palestra? Eu falo, não é você que vai saber, é o mercado que vai dizer quanto você vale, eu te dou uma ideia, agora quantas palestras a pessoa vai fazer por mês, não tem como você garantir, então eu acho assim, é um tema delicado para mim que eu mexo com isso, mas a minha opinião pessoal é que isso não vale, não vale a pena você investir nesses cursos que dão, que prometem coisas que não podem ser prometidas, estão prometendo,  não tem garantia.

Luciano                    Eu recebo muito e-mail de muita gente que me pergunta como é que faz e pergunta, vale a pensa fazer o curso, eu falo olha, é o seguinte, esse curso é legal porque você vai ter gente falando sobre um tema importante para você, mas você não vai sair de lá formado palestrante, então quanto custa o curso? Então pega uma fração desse dinheiro, para comprar um livro chamado “Palestrante de Ouro” do Alan Weiss, leia o que está naquele livro que você vai ter o curso pronto na tua mão e é evidente que aquilo é o mercado americano, ou seja, eu diria que 30% do que tem lá você não vaio conseguir aplicar no Brasil, mas 70% serve basicamente. Ah mas e como é que eu faço para aprender a fazer palestra? Eu falo, palestre, qual é o jeito? Só tem um jeito, faça palestra. Mas como? Se você for na missa, peça para ler lá o pedacinho, não lembro como é que chama, se tiver uma festa de aniversário, pega o microfone e fale alguma coisa, se tiver na empresa, na tua escola, seja o porta voz da turma e não tem outra forma a não ser você se jogar lá, é que nem piscina, tenho que entrar na água então eu me atiro e a hora que eu tiver no palco eu vou me virar lá em cima, mas é um negócio que é complicado porque tem um estudo ai que diz que o primeiro maior medo do ser humano é falar em público, o segundo maior medo é tubarão, aí vem aquelas coisas assim e é uma coisa interessante, então agora falando para quem assiste um palestrante, fica encantado com aquilo, como eu  fiquei com o Marins, como você ficou com o Marins, o que é aquilo que está acontecendo no palco naquela hora, quer dizer, eu diria o seguinte, eu faço um paralelo com o artista, com o cantor que  sobe no palco, pega um banquinho, pega um violão, canta e te tira do mundo e você, de repente você está com o olho cheio de lágrima, você está chorando porque está vendo alguém cantar, como é que essa coisa me atinge desse jeito, o que esse cara está fazendo lá? Esse cara é o resultado de um processo gigantesco de preparação, ele foi aprender a tocar violão, ele foi aprender a colocar a voz, ele foi aprender a usar o sentimento dele, evidentemente tem um ou outro que essa coisa é crua, mas a maioria deles tem um trabalho muito grande de empenho, o palestrante é igual, então quando eu vejo um cara subir no palco e arrebentar a boca do balão eu olho para aquilo e falo, meu como é fácil fazer, não cara, não é fácil…

Ana                           Tem muita coisa por trás…

Luciano                    … tem um baita tempo, é que nem assistir o Neymar no Barcelona no domingo, o Neymar não é 90 minutos de futebol no domingo, o Neymar é a semana inteira treinando, é a vida inteira se  privando de uma porrada de coisa, é ficar dentro de avião para lá e para cá, é ouvir abobrinha, é ser jogado de um lado para o outro, então para chegar naquele momento do brilho  do palco tem todo um ambiente atrás que não é fácil de ser, por isso que não dá para você fazer um cursinho e falar vem aqui…

Ana                           … estou pronto e vou ganhar X…

Luciano                    … exatamente e faço e vou ganhar X. Vamos falar um pouquinho aqui do mercado brasileiro, você começou a tua carreira a partir de uma experiência que você teve lá nos EUA, que tem um mercado 50 anos adiante do nosso aqui, absolutamente profissional em todos os sentidos e o Brasil eu vejo patinando, cadê as palestrartes do Brasil? A gente viu apareceram várias delas, depois desapareceram, o negócio não rola, fica aquela história de que o banco de palestrantes, uma menina sentada num lugar com telefoninho e na verdade não é muito mais que isso, essa coisa não explodiu de um lado, de outro lado os próprios palestrantes, a gente não vê também uma evolução como aconteceu nos EUA, os caras tem lá National Speakers Association, é uma loucura…

Ana                           Tem as associações, inclusive tem uma de banco de palestrantes…

Luciano                    … tem revista, os caras publicam uma revista, então o negócio é altamente profissionalizado mas é num nível tal que eu realmente eu fico de boca aberta, eu assisto coisas, eu estudo muito o mercado dos caras lá e vejo um cara ensaiar o momento em que ele derruba o lápis na palestra, quer dizer, o lápis caiu da mão dele e aquilo foi ensaiado, quer dizer, aquilo é uma stage performance, o cara está como se estivesse na Broadway e no Brasil ainda é meio no peitaço, mas o que me chama a tenção é o seguinte, eu não vejo evolução, eu faço palestras, sei lá, há 20 anos, profissionalmente, para valer, eu entrei de cabeça para valer em 2008, mas eu já fazia desde 2003, 2004 e de lá para cá eu não consegui assistir a evolução, não encaminhou, não evoluiu, na verdade o mercado entupiu de gente, ficou confuso, os cachês é uma coisa maluca, ainda tem neguinho dando balão na gente que me vem, me compra por 10, me vende por 30, é uma coisa maluca, por que será que acontece, a gente não consegue aprender com os caras lá fora, é falta de maturidade do contratador, como é que você enxerga essa bagunça toda?

Ana                           Eu acho que assim, não é culpa de um só, é culpa de todos, eu acho que o contratador, é culpa do palestrante, é uma bagunça geral esse mercado, até comentei com você que tem essa Associação Internacional do Banco de Palestrantes, que eu faço parte, todo ano eles fazem uma reunião nos EUA, junta pessoas do mundo inteiro, donos de bancos de palestrantes falar sobre o mercado, para mim eu volto de lá deprimida, eu volto numa depressão enorme porque a gente vê que a realidade nossa é muito longe, não só dos EUA, mas da Europa, de todos os bancos de palestrantes, o que a gente vive aqui, ninguém tem nem noção e eles não conseguem entender a bagunça do nosso mercado, eu já tentei explicar diversas vezes e não adiante, eles não conseguem, então assim, todo ano que eu vou o pessoal vai todo animado e eu vou triste porque eu sei que eu vou voltar deprimida, então assim, o nosso mercado é uma bagunça, primeiro porque é um querendo passar a perna no outro, tirar vantagem do outro. Eu escrevi um artigo, saiu no Valor, deve  fazer uns 7 anos, falando sobre ética, que está extremamente atual, continua a mesma coisa atual, falando mesmo da falta de ética dos contratantes, dos palestrantes, das agências. Eu acho que isso é muito maior aqui do que em qualquer outro lugar, lá eles tem as 500 mil associações, tem prêmios para os palestrantes, tem processo de avaliação, que aqui não tem, aqui tudo o que tentou ser iniciado não deu certo, porque as pessoas  não se unem, não só na área de palestra, mas eu acho que isso é geral, a gente percebe por aí manifestações, etc e tal, as pessoas não se unem, então como é uma coisa que as pessoas estão muito mais interessadas… no meu eu estou preocupada com o meu bem próprio, os outros que se danem,  eu percebo muito isso, não tem uma união de classe, não tem uma união de empresas, os próprios bancos de palestrantes, hoje eu posso contar nos dedos aqueles que são meus parceiros mesmo, a gente tem parceiros que são concorrentes, concorrente e parceiro e é muito legal isso, porque a gente cresce junto…

Luciano                    Claro, e um puxa o outro…

Ana                           … um puxa o outro, mas são poucos aqueles que eu confio, eu posso trabalhar com eles, porque tem muito essa mentalidade eu  sinto isso nos palestrantes também, então essa falta de evolução do mercado eu acho que está muito nessa questão que é do brasileiro? É também, por tudo o que a gente vivencia e eu acho que teria que mudar muita coisa para a gente conseguir ter alguma coisa mais profissional…

Luciano                    Você acha que isso tem a ver com o problema de ego porque o palestrante, eu se eu trouxer outro palestrante e botar ele não cabe nesse quartinho que eu estou aqui, eu e ele não vamos caber os dois aqui dentro, não dá…

Ana                           Pois é, tem muito…

Luciano                    … tem um problema que até dá para entender, até dá para entender, porque o tipo de coisa que a gente faz realmente, se eu não tiver o controle, teu ego vai parar na China. E talvez seja isso que seja um impedidor…

Ana                           … problema, também é…

Luciano                    … o problema.

Ana                           … também é, então assim,  o que você falou das empresas que já abriram e fecharam, o que a gente apostou muito na Palestrarte? Relacionamento, por que que a gente está até hoje ainda bem no mercado, bem posicionado? Porque as pessoas que a gente administra ou que a gente agencia, muitos se tornaram nossos amigos, porque a gente tem um discurso consistente, a gente conhece todos eles, eles sabem a nossa forma de trabalho e assim. E tem alguns palestrantes que viram para mim e falam assim, ah mas eu não pago comissão para vocês porque vocês não vão fazer trabalho nenhum, tipo, eu já  sou tão  conhecido que eu não preciso de ninguém e a pessoa, quando alguém me fala isso, aí eu percebo a mentalidade e o ego, porque da mesma forma que talvez ele não precise, tem 500 outros que não sabem quem ele é, que não sabem como chegar que vão me procurar, eu vou querer vende-lo? Não vou, porque não está valorizando o meu trabalho e eu acho que a gente tem que valorizar o trabalho não só do palestrante como de quem também faz esse trabalho, então é como eu te falei, eu acho que envolve muito essa questão.

Luciano                    É uma questão de visão, quer dizer, eu estou vendo você como uma oportunista que entrou no meio do caminho, entrou entre eu e o cliente para ganhar o dinheiro…

Ana                           Exatamente, você não vai fazer nada, vai cair ali, a pessoa vai ligar.. ah ta bom, desligou o telefone acabou o meu trabalho. A pessoa não está vendo realmente qual é o meu trabalho, não é esse, tem tudo por trás, é o Neymar da vida, não são os 90 minutos, ali não é assinar o contrato, tem todo um trabalho, tem 13 anos aí de mercado, tem todo o trabalho que a gente vem fazendo para continuar com o nome legal, que as  pessoas falem bem da gente tanto o contratante quanto o palestrante, então isso é muito legal.

Luciano                    para quem está me ouvindo aqui agora, alguns minutos atrás, antes de entrar aqui, a Ana e a …

Ana                           Catarina.

Luciano                    … e a Catarina estavam arrancando os cabelos aqui porque um palestrante está preso na marginal de Pinheiros, na marginal do Tietê, não consegue chegar no aeroporto e não vai ter outro voo e elas estão descabeladas aqui para resolver isso ai, quer dizer, tem alguém no bastidor importante para colocar o cara lá e o cara fazer o trabalho dele bem feito.

Ana                           A gente sofre com o cliente, então assim, a gente está sofrendo com ele e com o palestrante que está desesperado tentando chegar, então não é só vida boa.

Luciano                    Sim, é um trabalho interessante, o pessoal me pergunta, quanto você cobra, eu falo eu não cobro para fazer palestra, palestra é diversão eu cobro para viajar, eu cobro para viajar, a viagem é um saco, me botar lá no fim do mundo é um saco, a palestra em sim é diversão, que é um negócio fantástico, aqui eu queria entrar num outro lado importante dessa carreira,  que agora que você me contou que você já está fazendo palestra, você já sentiu o gostinho, eu imagino você como lidando com os palestrantes. Eu recebo e-mails todo dia, eu vou para evento eu encontro gente todo dia e os caras chegam para mim e me olham com o olhinho brilhando e falam cara, você mudou minha vida, eu ouvi teu programa, teu programa mudou minha vida, cara aquela entrevista foi fundamental (onomatopeia) e você de repente começa a lidar com uma coisa que não é a satisfação de eu ter feito um trabalho de venda legal e vendi um produto que resolveu o problema dele, não é a satisfação de ter montado uma planilha legal que fez com que a empresa… é uma satisfação de você encontrar um ser humano diante de você e falando o seguinte: cara, você falou uma coisa que mudou a minha vida que nem você fez com o Marins lá atrás, o Marins recebe aquele e-mail, lê e fala cara, tem uma Ana, que eu não sei quem é, que mora não sei aonde, que está dizendo para mim que eu fiz algo que mudou a vida dela e as pessoas não conseguem entender o tamanho do impacto que é para nós, eu não sei se, deve ter palestrante que já está que nem médico de pronto socorro, o cara chega sem o braço e o cara olha para aquilo e dane-se, mas  tem outros que, como é o meu caso, eu fico absolutamente emocionado com essas coisas, isso me dá mais força para continuar adiante, o que é um aspecto interessante dessa carreira do palestrante, quer dizer, o palestrante não é o cara que vai lá para ensinar alguém a usar uma planilha Excel, é claro que tem muitos que fazem isso, mas esse cara é um técnico que foi dar uma aula, o palestrante é alguém que acha que vai chegar lá e vai falar alguma coisa e que vai…

Ana                           Mudar de alguma forma…

Luciano                    … olha o tamanho dessa responsabilidade, quer dizer, eu tenho um amigo meu, o Ricardo Jordão, ele faz o evento Epicentro, agora, a gente fez agora, eu fui lá, foi muito legal e o Ricardo chega lá falou assim, eu vou medir o sucesso do Epicentro pelo número de e-mails de gente me dizendo que pediu demissão na segunda feira. Quer dizer, qual é a ideia do cara? Eu vou mudar a vida dessas pessoas, então, que loucura que é isso, qual é o tamanho da responsabilidade, quer dizer, não é qualquer um que consegue viver com isso, que consegue não deixar com que o ego se transforme numa coisa brutal e mais que isso, que tenha consciência do tamanho da responsabilidade, porque eu posso mudar para o bem ou para o mal e envolve um tipo diferente de consciência que eu com 59 para 60 anos, consigo olhar para trás e falar, eu consigo entender isso aqui, mas o garoto de 24, 25,no auge daquela molecada, vamos fazer, vamos fazer, talvez não  tenha consciência do tamanho que é essa encrenca. O que você tem a dizer sobre essa… você vê essa turma toda, você conversa com todo mundo, você conhece todos os palestrantes, como é que é, que gente é essa? Que tipo de gente é essa com que você tem contato, que é um ser humano…

Ana                           Dos palestrantes mesmo?

Luciano                    … palestrante, quem é essa gente?

Ana                           São pessoas comuns, são pessoas comuns que tem as suas histórias, que tem a vivência e realmente eu já vi muita palestra e eu já vi a reação das pessoas e é muito legal ver essa reação, muita gente muda mesmo, alguma coisa que falou ali pegou num momento que a pessoa está vivendo que aquilo vai gerar uma mudança total na vida, não é aquele momento que mudou a vida dela, mas a partir dali, da mensagem que foi passada que ela vai mudar e eu  percebo, então, tem palestrantes que estão no mercado há muito tempo, que nem você falou, você ainda se emociona e eu percebo que tem muitos ainda que veem isso e quando as pessoas vão falar, que tem o prazer de ficar tirando foto, dando autógrafo, porque é exatamente isso, é muito legal você ter a capacidade de mudar a vida de alguém, não é todo mundo que tem essa oportunidade.

Luciano                    O pessoal pergunta para mim, outro dia eu fui fazer um evento, o cliente comprou 200 livros e no final do evento eu sentei e autografei os 200 livros e o cara chegou para mim e falou, cara, você não fica com o saco cheio? Eu falei, bicho, como é que eu posso ficar de saco cheio com alguém que chega sorrindo para mim, me agradece e está esperando… como é que pode ser ruim uma coisa dessa, eu saio daqui 10 anos mais novo,  isso só me remoça, eu não estou vindo aqui me encher o  saco, eu não estou vindo aqui para a pessoa dizer não gostei de você, como é que eu posso ser indiferente à uma reação de “olha, gosto de você, muito obrigado, adorei tua palestra”, não tem como, não há dinheiro que pague isso.

Ana                           É, o que eu acho, eu acho exatamente isso, porque como eu falei, quando eu estou dando palestra eu tenho essa sensação e eu faço muito para universidade, eu adoro falar para pessoas de universidade, contando, depois até conto a minha história para você num outro papo, mas a minha história é exatamente para isso, porque a gente tem a percepção, a gente fala, eu não vou conseguir fazer isso, eu não tenho capacidade de fazer isso e não tem nada a ver, então acho que você, se  você tem uma história legal para contar que vá motivar as  pessoas a elas entenderem que tem sim e que  é o que os palestrantes fazem, você tem o direito, você tem o dever de passar essa mensagem e de estar à disposição das pessoas e dar essa continuidade, você vira um deus lá no palco, eu brinco, é um super star mesmo, por isso que tem o ego, essa questão do ego.

Luciano                    Eu fiz aqui uma entrevista com o Cássio, da Reino Editorial e o Cássio terminou a entrevista de uma forma brilhante, ele falou assim, cara o maior desperdício é o livro que não foi escrito. É o texto que não foi escrito, é a história que não foi contada, é aquela coisa e quando você morreu, você levou com você e às  vezes eu me pego perguntando, quem sou  eu para querer subir num palco aqui, contar para essas 300 pessoas como é que pode, não pode, como é que deve, que não deve, falo cara, eu não estou subindo ali para cagar regra, eu estou subindo ali para fazer uma reflexão de alguma coisa que me perturba, uma coisa que eu encontrei o caminho que eu fiz e que deu certo para mim e que não sei se você vai fazer e nem sei se você fizer vai dar certo como deu para mim, mas o fato de você estar ali inspira as pessoas, eu não gosto de usar motivação, motivação para mim é de dentro para fora, então é problema teu, eu vou chegar lá e vou contar uma história, eu te inspiro e você faz porque essa inspiração, você pode sair de lá puta da vida comigo u pode sair de lá, cara, vou fazer também, você se auto motivou ali, então eu acho que isso é uma coisa abençoada essa…

Ana                           Essa capacidade.. é como eu falei, são poucas pessoas que tem essa possibilidade de mudar a vida de tanta gente e tem gente que não usa da melhor forma mas  é muito legal e eu vejo isso, eu vejo reação, os palestrantes  eles mandam alguns e-mails que eles recebem depois do evento para a gente, aí você  fala, poxa, eu legal, o trabalho foi bem feito mesmo…

Luciano                    E todo mundo ficou satisfeito…

Ana                           … e todo mundo ficou contente, a mensagem foi passada, então é muito joia.

Luciano                    Ana, futuro. Para onde vai esse caminho aí, por exemplo, eu estou vendo agora que está crescendo essa coisa do treinamento online, tem muita gente assistindo palestras online, tem muita empresa que, pela dificuldade de reunir todo mundo, custo, etc e tal, em vez de chamar um palestrante, falar para 300 caras, está comprando palestra e passando na tela para 300 caras. É legal porque te dá a chance de o sujeito que está no fim do Brasil ter acesso a um negócio que ele não teria se ele não tivesse na cidade de São Paulo, porém aquela sensação, eu vou assistir a lady Gaga pela TV ou vou assistir a lady Gaga dentro do Madson Square Garden, é totalmente diferente uma coisa da outra.

Ana                           Nada a ver.

Luciano                    Como é que você vê o futuro, essa coisa do á distância, da internet e tudo mais, ela vai diminuir, vai aumentar esse mercado, ela é uma ameaça, uma oportunidade, como é que você vê isso?

Ana                           Eu não vejo como ameaça, eu vejo como oportunidade inclusive porque tem pessoas que, mesmo que queiram ver presencial, não vão conseguir, então é uma chance de pessoas que não teriam a oportunidade de ver, assistir, teve uma reunião que eu fui, nessa dessa associação dos bancos de palestrantes, que eles apresentaram, isso faz um tempo já, faz uns 5 anos, eles apresentaram uma tecnologia que era o palestrante aparecia em 3D, era super interessante, acho que chegou até a ter alguma coisa aqui, o palestrante não estava ali mas parecia que ele estava e todo mundo falou nossa, isso vai revolucionar, não vai ter não sei o que, hoje não tem ninguém usando isso, então não foi para a frente, por que? Nada substitui o presencial, nada substitui você estar ali com a pessoa, terminou apalestra e você trocar um aperto de mão, você tirar uma foto e isso o online não permite, você vai ter o conteúdo, mas você não tem isso, então é que nem o jornal, o impresso e o online, então ah vai acabar o jornal, eu não acho que vai, eu por exemplo sou uma pessoa extremamente tecnológica, mas eu não consigo ler jornal na tela, eu tenho que ler no papel, então eu acho que isso sempre vai acontecer, eu acho que é uma oportunidade de mais pessoas verem, então quem não pode, de repente vai chegar em outros lugares mas não vai substituir o presencial e isso vai só ajudar, então eu vejo como uma ferramenta que vai ajudar o mercado.

Luciano                    Você acha que o mercado de palestras cresce? Vai crescer?

Ana                           Eu acho que sim, acho que sim.

Luciano                    Vai crescer? Ele deu uma barrigada, ele cresceu bastante e, eu diria, o pico foi lá para 2008, teve a crise de 2008 e ele nunca mais voltou a ser o que era, ele deu uma baita barrigada e não voltou mais, eu diria a você que nem em volume e nem no valor pago por palestra, o ticket caiu, caiu a qualidade dos contratadores e caiu também o volume, eu não me refiro ao volume, eu acho que o volume de eventos sempre tem porque aumenta o número de empresas, mais empresas assistem, mais elas querem, mas aquela empresa que fazia 10 por ano, hoje está fazendo 6, 7 e não e só  por causa da crise, é  porque parece meio que saturou um pouquinho aquilo lá, mas você vê  esse mercado crescendo,  como é que é lá fora,  quando você vê  lá fora?

Ana                           O mercado lá está sempre crescendo, tem muita palestra, muito palestrante mas uma coisa muito mais formal do que aqui, muito mais… inclusive porque aqui, uma coisa muito diferente que eu noto lá, é quando a empresa vai falar com o palestrante, eu queria ver  tal data, você podia reservar para mim? Não é só reserva para mim, que minha conta é essa aqui, você liga e reserva 20 palestrantes porque o cliente não sabe quem ele quer, lá eles só reservam se o cliente faz uma carta formal dizendo que ele tem interesse real na contratação, então o que acontece com isso? As pessoas não fazem uma reserva simplesmente por fazer, faz porque realmente tem interesse, então a partir do momento que você faz uma reserva, você está meio que bloqueando a agenda e aqui funciona isso, as vezes a pessoa pede para bloquear e nem avisa para você que o evento já foi fechado e que não vai ser aquela pessoa, e lá isso já não acontece, então eu falo eu brinco muito quando eu vou encontrar as pessoas lá eu falo, vocês não tem noção de como a vida de vocês é fácil, a nossa lá no Brasil…

Luciano                    É porque o contrato social deles é totalmente diferente do nosso, lá quando você diz o seguinte, Ana, eu vou passar na tua casa, eu passo. Aqui no Brasil, sei lá se vai dar, e não é diferente no nosso relacionamento profissional. Eu á peguei coisas do arco da velha como palestrante, você chegar e falar cara, espera aí, como é que alguém pode tratar alguém desse jeito e a gente vê que está muito distante, essa  consciência da responsabilidade do negócio,  quer dizer, eu estou fazendo com você um compromisso assumido, eu vou cumprir e o Brasil é tudo meio no tapa, é meio nas coxas. Mas você vê um futuro legal, você vê que as coisas vão andar?

Ana                           Eu vejo, eu tenho que apostar nisso, eu tenho a tendência de ser otimista, mas eu vejo, eu continuo achando que vai ser um mercado que talvez mude um pouquinho, eu acho que os palestrantes mesmo estão buscando outros produtos, quem só fazia palestra hoje está fazendo workshop, está fazendo coisas diferentes, buscando novidades, eu acho que isso é o que vai fazer a diferença, até mesmo de esse online, há um diferencial, é uma parte, então eu acho que o mercado ainda vai mais, a gente busca opções também.

Luciano                    É isso ai. Ana, sou um palestrante, quero ser representado pela Palestrarte, como é que eu posso te impressionar?

Ana                           Me impressionar, olha, hoje em dia, vou ser super sincera, está difícil me impressionar, porque é tudo muito igual, me impressionaria alguma coisa diferente, alguma coisa que não tenha no mercado ou a maneira da pessoa falar comigo, é difícil, muito difícil, vou ser sincera, então é mais assim mesmo, se alguma coisa diferente, ter um produto próprio, alguma coisa, um diferencial seu, que até foi engraçado, vou até fazer um parêntesis aqui, eu fiz uma entrevista uma vez na Globonews e a pessoa me entrevistou fez essa mesma pergunta, eu falei gente, olha, tem que ter um diferencial, juro para você, até hoje eu recebo e-mail das pessoas falando assim, vi tua entrevista, olha o meu diferencial é tal, porque as pessoas não sabem dizer, quando eu perguntar, qual o teu diferencial? As  pessoas não sabiam dizer, se você não sabe o  seu diferencial, você cai na mesmice de todo mundo, mas não é me dizer, ah  eu sou um super vendedor, isso não é diferencial, então é um trabalhinho de casa aí, qual  é o seu diferencial, mas não uma resposta pronta.

Luciano                    Legal. Se eu quiser  entrar em contato com você, como é que eu faço, me dê o site, onde é que eu encontro a Ana?

Ana                           Vamos lá, o site é www.palestrarte.com.br e os telefones 5096-3222, 5543-2775, São Paulo, para falar comigo também tem meu e-mail: [email protected], mas não sou eu que faço a seleção dos novos palestrantes, a gente tem uma pessoa lá que é a Patrícia, patrí[email protected]

Luciano                    Está no Facebook?

Ana                           Estou, não sei…

Luciano                    Ah e também está no Linkedin…

Ana                           Linkedin…

Luciano                    No Linkedin tem a idade…

Ana                           No Linkedin tem idade, quem quiser saber está lá.

Luciano                    Ana, obrigado de você ter vindo aqui, espero que tenha gostado, vamos ver se a gente manda bala nesse universo das palestras e dá um jeito nele, arruma e deixe bonitinho aqui no Brasil.

Ana                           Se Deus quiser, é isso aí, obrigada.

Luciano                    Beijo.

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Transcrição: Mari Camargo