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Luciano Pires -

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Leila                       Leila Navarro.

Luciano                   A risada já é conhecida, a Leila vai trocar comigo algumas figurinhas aqui. Como a gente já se conhece há um bom tempo, acho que vai rolar bem legal esse papo aqui. Vou começar com as perguntas que eu sempre faço: Leila Navarro já disse quem é, eu quero saber o que é que você faz e quanto anos você tem, se é que você vai dizer para mim

Leila                       Não, dá para falar sim. Não, eu faço muita coisa, mas sempre quando eu coloco profissão, quando vou num hotel, eu coloco palestrante, mas na realidade a gente faz muito mais, ser palestrante é ser meio que artista, a gente tem que pintar o sete, enfim, então eu faço muita coisa, mas o meu foco, o meu negócio, a minha a minha profissão hoje, a minha vocação é palestrante. E eu estou com 62 anos, cheguei lá…

Luciano                   62 anos…

Leila                       62, não parece né, que coisa, eu sei.

Luciano                   Sabe por que que eu peço para as pessoas, tem gente que fica não conformada aqui quando eu pergunto a idade, mas eu faço questão de pegar essa idade porque a gente, ao longo da conversa, eu vou perguntar a você que quantos anos você tinha, que idade você tinha lá, porque esse parâmetro de em que idade eu tinha quando tomei determinadas decisões faz uma diferença brutal na hora de você conhecer a história das pessoas, então por isso eu já parto desse princípio, então a Leila hoje tem 62 anos, é uma das palestrantes, se não for a palestrante mulher mais conhecida do Brasil e faz parte de um grupo bastante pequeno, não são muitas mulheres que fazem palestra por ai, mas é escritora, faz vídeo, pinta e borda, tem um programa de rádio e etc e tal, etc e tal, viaja para a Índia toda hora, mas vamos lá para o comecinho. Eu sei que você tem uma história de vida fantástica que é o que me interessa aqui, saber em que momento que você começa a fazer acontecer na tua vida, você passa a ser dona das suas iniciativas e eu me lembro que você começa lá atrás, você é uma senhora dona de casa que é fisioterapeuta, uma coisa assim, conta esse comecinho, como é que foi?

Leila                       Então é engraçado, porque o meu sonho era fazer medicina, queria fazer medicina, mas naquela época, a gente fala naquela época, mas era bem naquela época sim, fazer medicina era uma coisa muito difícil e dai abriu a faculdade de fisioterapia e eu namorava com um cara que fazia faculdade, fazia medicina na Unicamp e ele falou, abriu fisioterapia na USP, eu nem sabia o que era fisioterapia, eu falei, gente fisioterapia, tenho mais chance de entrar e eu não podia entrar numa faculdade particular, eu tinha que entrar numa universidade que fosse gratuita, pública, então eu fui ver o que era fisioterapia, falei assim, se meu objetivo é ajudar as pessoas, tirar a dor das pessoas, ah, não preciso ser médica, posso ser fisioterapeuta, se o objetivo é esse. E dai eu fui ser fisioterapeuta, eu fui a segunda turma da USP, que foi a primeira faculdade de fisioterapia no Brasil, eu fui a segunda turma da USP de fisioterapia e curti muito, fui uma grande fisioterapeuta, mas eu tenho um detalhe muito interessante, eu não gosto de ser comodity, sério, onde está todo mundo fazendo, pois é lá que eu não vou, mas eu não sei quem pos isso dentro de mim, acho que eu já nasci assim, entendeu? Então assim, eu perco o interesse, eu gosto de desafio, eu gosto da provocação, eu gosto, sabe de uma coisa meio empreendedora, então quando eu fui fisioterapeuta, quando eu me formei na faculdade, estava me formando, eu já fui trabalhar como fisioterapeuta respiratória, eu fui ser primeira…

Luciano                   Respiratória?

Leila                       … respiratória, eu fui ser a primeira fisioterapeuta que trabalhou na UTI do Hospital Sírio Libanês, a UTI nem existia, era o começo da UTI também, UTI o que que é? Unidade de Terapia Intensiva e eu trabalhava na UTI do Hospital Sírio Libanês, eu estava me formando e comecei já a fazer estágio lá e lá tinha os melhores professores, eram todos professores, livre docentes da USP, era a nata e eles nos outros países já existia fisioterapeuta em terapia intensiva e eu comecei, eu fui lá, falei que eu queria fazer isso, tal, não sei o que, eles abriram esse espaço para mim, eu comecei a fazer estágio e eles foram me ensinando, foi abrindo e eu fui a primeira fisioterapeuta a trabalhar em terapia intensiva no Brasil e o que é mais engraçado, Luciano, eu não sabia que eu ia ser palestrante, mas eu comecei a frequentar congressos de fisioterapia onde eu contava do meu case, porque eu era a única fisioterapeuta, fui a primeira, em UTI e num hospital daquele nível, com todos os livre docentes, eu fazia palestra, eu no final da palestra todo mundo ficava em pé e me aplaudia e assim, é um negócio tão engraçado porque assim, eu não era, lógico que eu não era engraçada naquela época mas eu acho que a minha palestra tinha alguma coisa especial, acho que eu já tinha o dom de comunicação que eu não sabia, eu não conferia a mim isso e eu já comecei a perceber que existia alguma coisa, mas o meu desejo, olha que interessante, era ser professora universitária, porque eu gostava de falar, eu gostava de estar com as pessoas, o meu desejo era ser professora universitária.

Luciano                   Nada mais do que uma palestrante lá na frente dos alunos e fazendo a cabeça da moçada, que idade você tinha na época?

Leila                       Na época eu tinha 30…. devia ter uns 32 anos.

Luciano                   Ah, você já estava madura, já era madura…

Leila                       E dai, então, mas porque eu estava casada, eu era fisioterapeuta, trabalhava na UTI do Hospital Sírio Libanês, mas daí eu já tive filhos, mudei para Arujá e fui ter uma clínica de fisioterapia, mas dai o que aconteceu? Eu falei assim, bom, eu quero ser professora, então eu fui na USP para poder ser professora da USP, só que eles queriam só período integral, então como eles queriam período integral o que que aconteceu? Eu fui ser professora, como eu mudei para Arujá, que lá que meu marido era cirurgião daquela cidade, eu fui procurar para ser professora na OMEC, que era em Mogi das Cruzes e eu consegui ser professora na OMEC e na época eu estava na programação neurolinguística, menino, o que que aconteceu? Eu sou muito louca, eu gosto de aplicar as coisas, já fazer, eu dava recursos terapêuticos lá no Einstein, naquela época os alunos se vestiam de branco, eu dava no terceiro ano, os caras tudo de branco se achando tudo doutor e eu começava dar aula e eu fazia coisas diferentes, eu queria provocar as pessoas e os alunos começaram conversando lá no fundo, eu não tive dúvida, subi em cima da mesa dando aula, que eu tinha preparado com tanto carinho, subi em cima da mesa dando a aula, comecei a tirar a roupa e os alunos lá no fundo que estavam todos conversando começaram a olhar para mim, dai eu desci da mesa e continuei dando a aula e dai eles começaram a prestar atenção, então eu comecei a perceber que eu tinha algumas coisas meio diferentes, que eu era um pouco ousada, a prova, professora o que nós temos que estudar para a prova? Falei não, vocês não tem que estudar nada para a prova, fizeram as aulas? Vieram nas aulas? Não precisa estudar para a prova, na prova eu vou dar as respostas e vocês vão dar as perguntas, gente, eu fazia tanta coisa inovadora na universidade que eu achava que eu podia fazer e eu queria sair da caixa e acho que a universidade não gosta, conclusão, os alunos fizeram um abaixo assinado para me tirar da universidade…

Luciano                   Para te tirar da universidade?

Leila                       … é, e foi a minha grande vitória, porque na hora que eu sai, lógico, fiquei triste de os alunos fazerem abaixo assinado, de repente não foram todos, mas quer dizer, foi a maioria, uma faculdade particular, não interessa o professor que faça você pensar, não interessa o professor que faça você sair da caixa, não interessa, interessa o professor que é quadradinho e faça aquilo que eles esperam, porque naquela época, hoje muitas universidades ainda são assim, mas o que quer dizer, eles querem fingir que aprendem, o professor  finge que ensina, então é tudo bem para todo mundo, está pagando, está resolvendo, vamos passar as pessoas, então existe uma certa pressão de quem passa, de quem não passa e eu não queria estar nisso, para mim, na realidade, foi bom eu ter saído da universidade, não vou falar que eu não fiquei um pouco chateada, mas isso dai logo em seguida aconteceu outra coisa, eu comecei a trabalhar em empresa, começou o mercado empresarial começou a abrir para mim e no mercado empresarial eu podia fazer essa coisa diferente que eu fazia, eu podia fazer com que as pessoas saíssem da caixa, com que elas ousassem mais, com que elas usassem todo o seu potencial, que elas tivessem coragem para isso.

Luciano                   Da onde vem isso Leila, de onde vem isso, o que que é, tem alguma coisa a ver com a sua educação, com seus pais? De onde vem isso? Essa loucura, que isso é loucura, isso não é… é uma loucura controlada, digamos assim, mas é uma loucura, se você sobe em cima da mesa para tirar a roupa, na frente dos estudantes, evidentemente você não ficou nua, mas foi só uma coisa teatral…

Leila                       Comecei… é, comecei a tirar a roupa, quer dizer, os caras começaram a parar de falar…

Luciano                   … o que que essa louca está fazendo, né?

Leila                       …  quer dizer, é que era para chamar a atenção, porque não tinha sentido eu falar, parem de falar, quem está falando vai para fora, eu não acho que é assim que um professor chama a atenção.

Luciano                   Mas então, isso exige, essa dose de loucura, você tem que ter uma coragem para encarar essas coisas, você sabe que vão falar de você e todo mundo vai falar nas tuas costas, que você é aquela maluca, é a louca que vem etc e tal e não é todo mundo que tem… as pessoas não suportam isso, po, eu quero ficar bem com todo mundo, pera ai, eu não vou pagar mico, eu não vou fazer essa loucura, até porque não é de bom tom fazer isso e essa louca vem e começa a fazer. De onde vem isso?

Leila                       Olha que eu faço terapia há muito tempo mas eu não sei te responder essa pergunta, mas eu estou aqui pensando…

Luciano                   Seu pai e sua mãe, têm alguma coisa a ver com isso?

Leila                       … não, não, eu estou aqui pensando, eu acho que isso é uma coisa meio que minha mesmo, mas o meu avô…

Luciano                   Você bateu a cabeça … quando tinha 5 anos de idade.

Leila                       … não, mas o meu avô, o meu avô falava uma coisa para a gente, que eu achei muito interessante, porque veio isso na minha cabeça agora. Quando eu fui arranjar meu primeiro emprego, que eu fui trabalhar no Hospital Sírio Libanês, eu cheguei lá e o diretor administrativo, porque fazia estágio e ai eu comecei a ser contratada e o diretor administrativo do hospital me chamou na sala dele, então quando eu cheguei lá ele falou assim, quanto que a senhora quer ganhar aqui? Não, não sei se foi bem assim mas ele falou alguma coisa de salário tal e dai ele, acho que ele falou o salário, eu falei não, que eu achava que tinha que ganhar mais porque era o salário base, sei lá, fui discutir o salário com ele, dai ele falou assim, olha, se a senhora quer trabalhar aqui a senhora não pode ser tão ambiciosa assim e ele me deixou numa situação tão, eu fiquei tão impotente, tão sem jeito, tão pequena e aquele dia eu saí de lá e fui falar com o meu avô e o meu avô falou assim para mim: olha, quando você se sentir mal da frente de uma pessoa, na sua cabeça você imagina que aquela pessoa  está sentada, com a calça abaixada, sentada na privada fazendo cocô, e eu acho que é isso que eu imagino, eu acho que imagino que todo mundo é igual todo mundo tem o mesmo medo, tem a mesma dor, pode escorregar, pode comer s, por exemplo, eu fui criada no Bixiga, então de vez em quando eu como uns ss, eu faço alguns equívocos, procuro prestar atenção porque como eu trabalho com comunicação, as vezes escapa algumas coisas mas se isso acontece comigo pode acontecer com uma outra pessoa, quer dizer, dá um branco, já me deu duas vezes branco em palestra, o que que faz quando te dá branco? Quando te dá branco você vai relaxando, relaxando para ver se o branco vai embora e vem o colorido porque não é fácil, então assim, eu acho que essas coisas podem acontecer com todo mundo quando você trabalha espontaneamente, gente, me deu branco, vou começar de novo, vou voltar dali, eu acho que… se você mostra que você é igual ao outro, então por exemplo, eu sempre coloquei essa coisa nas palestras e na minha vida, então eu falo que eu sou gorda, eu falo que, eu conto das minhas, das minhas, das minhas fraquezas, das minhas debilidades…

Luciano                   Isso é uma coisa importante que é bom quem está ouvindo a gente saber, quer dizer, a Leila que eu conheço no dia a dia é igualzinha a Leila do palco, a diferença é que você não está com lantejoula, com plumas e paetês aqui como você faz a palestra, mas você é igualzinha, é a mesma Leila, a conversa é a mesma, não está inventando moda lá. Mas eu quero bater um pouquinho mais, volta nessa tecla aqui, quer dizer, você falou do medo, de a gente ter medo, dessa coragem, você falou uma coisa legal que é essa de você meio que debochar a pessoa que está tentando se impor a você, no momento em que eu imagino lá sentado na privada lá e fazendo seu, fazendo a sua obra, eu já estou debochando e nessa eu já tiro a coisa da frente, né?

Leila                       Que é a coisa, essa coisa do humor interno é uma coisa assim, eu rio de mim mesmo e rio das situações e provoco isso internamente, porque o humor é uma inteligência na realidade, é você brincar com os dois lados do cérebro, o que é possível e o que não é, o lógico o analógico e você está brincando um pouco com isso, então as vezes eu rio sozinha, eu no carro eu rio sozinha porque me vem sacadas, me vem ideias e eu assim, eu já não sou assim sabe, que eu perco o amigo e não perco a piada mas perco o amigo? Não, eu não perco o amigo, se eu tiver que fazer uma piada que vou perder o amigo eu não perco o amigo, mas eu gosto de fazer a piada, eu gosto de brincar, então assim, mas é uma coisa minha.Por exemplo, eu chego num restaurante, o garçom vem falar comigo e eu as vezes faço uma brincadeira com o garçom que ele não está esperando, eu faço uma brincadeira com as pessoas, desde assim, do porteiro até o presidente de uma empresa, as vezes eu posso estar numa reunião e se eu percebo que tem uma oportunidade eu dou uma brincada mas porque faz parte de mim, entendeu?

Luciano                   Legal, tem uma frase que eu gosto de usar sempre, eu não me lembro mais quem falou, onde é que eu li, que diz o seguinte: que o sonho do tímido é passar desapercebido, então tudo que o tímido quer e que ninguém o veja, ninguém o olhe, ninguém… e você está me dando o lado totalmente oposto, que o que eu quero é brilhar né?

Leila                       … eu quero… eu não quero ser transparente, eu não quero ser invisível, quero ser vista, eu quero marcar, eu quero fazer a diferença, mas também eu não percebo assim, tem uma coisa importante que eu sempre falo nas minhas palestras, tem quase 8 bilhões de pessoas nesse planeta, desses 8 bilhões, mais ou menos a metade são mulheres, dessas mulheres, 8 são top model, mas somente uma é Leila Navarro, eu sou única, mas único é cada um de nós, é que quando eu me reconheço como única eu respeito o outro como único e eu acho que esse é o meu grande diferencial, porque embora eu seja toda assim exagerada tal, eu sou uma pessoa que eu tenho humildade, eu respeito as pessoas no seu diferencial porque eu também sou diferente, eu falo assim olha, você pode me chamar de feia, gorda e burra, eu não ligo, porque feia eu sei que eu não sou, burra eu sei que eu não sou, e gorda eu sei que estou, quer dizer, a coisa mais importante é eu saber o que eu tenho, o que eu sou, o que eu não tenho o que eu não sou, então isso fica muito mais fácil. Então eu acho que na hora que eu encarei as minhas debilidades, as minhas dificuldades e sei lidar com elas, eu ando para a frente. Então você fala, Leila, você é gorda, eu falo está bom, essa parte eu já sei, vamos para a segunda parte, Leila, você come S, falei de vez em quando eu como, acho que eu tenho uma fome danada que eu como S, quer dizer, olha uma coisa engraçada que aconteceu comigo, essa coisa ia contar no final mas vou contar agora. Quando eu fiz 60 anos de idade, porque nós estamos lá mas a gente volta, coisas de mulher, vai para lá e pra cá, quando eu fiz 60 anos de idade eu me dei conta que eu vou morrer um dia, até os 60 anos de idade a vida ia, ia, ia e eu tinha tantos projetos, isso e aquilo e tanta coisa que eu não, nem pensava que eu ia morrer, eu estava indo mais, sagitariana  e tal, mas andando para  frente com o projeto, quando eu fiz 60 anos eu falei, gente, que engraçado esse negócio tem data de validade e quando eu me dei conta que eu ia morrer um dia eu falei assim, gente, mas eu gosto tanto de viver, que a outra vez que eu vou voltar a viver eu já sei o que eu quero ser na próxima encarnação, na próxima encarnação eu ser uma cantora pop star, eu quero cantar em todos os lugares, com 400 mil pessoas, eu quero eu mesma fazer as minhas músicas, seriam músicas transformadoras e fiquei brincando e viajando na maionese, bom, eu estou viajando na maionese, chega uma estagiária na minha empresa, uma menina de 20 anos de idade, estagiária de jornalismo e ela fala assim para mim, nossa, como você fala depressa, acho que ela nem sabia quem é Leila Navarro, mas eu comecei a falar depressa, falei nossa, falo depressa mas eu ganho bem, então ela falou assim, olha, eu queria dar uma sugestão para você, você podia ir na minha fono, eu tenho uma fonoaudióloga muito boa para você falar mais devagar, eu achei ótimo e eu fui na fono dela, porque eu sou uma pessoa, que eu te falei, eu tenho humildade eu escuto as coisas porque eu acho que tudo pode ser um sinal e eu fui na fono, quando eu cheguei na fono, a fono dela ensina você a respirar, falar tal, fazer dicção não sei das quantas, através de canto e eu comecei a fazer aula de canto que nunca tinha feito na minha vida e dai eu vi que eu sou afinada, eu falei gente, eu sou afinadinha, eu canto, que coisa fantástica, se eu canto e não tenho vergonha eu vou começar a ensaiar nessa vida para a próxima encarnação, toda quinta feira eu não vou mais dar palestra, eu vou numa boate, num pub e vou pagar para cantar, nem que seja pra falar olha, você paga quanto para a pessoa cantar aqui, eu pago eu canto aqui para você e comecei a brincar que já comecei a ensaiar nessas vida cantar e eu queria cantar não no karaokê, eu queria cantar num lugar, queria ver público, queria sentir como é que era. Bom, a história não acabou ai, eu estou lá, eu faço ortomolecular, aos 60 anos algumas pessoas como eu fazem ortomolecular que é para você manter aqui algumas coisas, enfim, eu estava fazendo ortomolecular  e você toma soro, algumas pessoas tomam soro fazendo ortomolecular, então eu estou lá com um monte de gente, que tem mais ou menos uma idade que está se cuidando para viver até os 100 anos de idade, tomando soro ortomolecular e lá você não troca cartão, você está lá conversando e eu estava contando dessa história, que eu vou cantar nem que tenha que pagar para cantar, do meu lado está uma loira poderosa, que eu nem sabia quem era, ela fala para mim, não Leila, você não precisa pagar para cantar, você pode cantar nas minhas casas de show, eu falei mas quem é você? Ela falou assim, Lilian Gonçalves, a Lilian Gonçalves é filha do Nelson Gonçalves, se os nossos ouvintes não sabem quem é, e a Lilian Gonçalves tem três casas de show aqui em São Paulo que são assim um espetáculo. Ela é considerada a empresária da noite, uma pessoa muito especial, você pode cantar nas minhas casas, já pode começar já, falei não não, mas eu estou preparando meu repertório, bom, conclusão, no fim do ano eu faço 63 anos, 63 anos é 7×9 é o nono setênio, eu vou fazer uma festa de aniversário lá na Lilian Gonçalves…

Luciano                   Na Biroska.

Leila                       … na Biroska, onde eu vou fazer uma apresentação de um show que eu estou criando o repertório e esse repertório desse meu show, o que que vai ser? Nessa encarnação eu sou palestrante, na outra eu vou ser cantora, então o que que eu fiz? Eu vou contar a história dos amores da minha vida e vou cantando essas músicas, então eu vou contando como é que era antes do amor, no amor e depois do amor e são coisas engraçadas que acontecem, tem músicas divertidas, tem música romântica, tem música… enfim, então eu vou fazer um misto da Leila que fala e que é divertida com a Leila que canta e que é corajosa a ponto de cantar. Eu acho que isso que eu estou te contanto é um pouco assim o que aconteceu muito na minha vida, uma coisa vai encaixando na outra e você vai arriscando e você vai se abrindo e você vai escolhendo que caminho que você quer, porque a vida são escolhas, eu acho que a gente colhe o que escolhe.

Luciano                   Como você é abusada não? Hein? Como você é abusada, como você é metida, como você é aparecida, que pessoa insupoôrtável. Suas histórias são sempre malucas, essa tua capacidade de estar buscando se reinventar o tempo todo, de tentar essas loucuras…

Leila                       Se você não quer cair da cadeira agora, eu vou te contar mais, dai o que aconteceu? Olha o que aconteceu, eu criei uma coisa que chama viagem sabática com Leila Navarro e eu já levei duas vezes um grupo para a Índia, mas eu resolvi que em 2016 eu não ia levar as pessoas para a Índia, só em 2017, porque em 2016 eu ia fazer um sabático na Europa,  que apareceu uma oportunidade, então o que que aconteceu? Uma pessoa da minha equipe falou assim, Leila, já que você não vai levar ninguém para a Índia, porque geralmente fica 15 dias na Índia, 17 dias, por que você não faz um cruzeiro aqui no Brasil? Eu falei cruzeiro? É, um cruzeiro de 4 dias, as pessoas querem viajar com você, eu falei nossa, eu não sou Roberto Carlos, eu sou a Leila Navarro, Roberto Carlos tem emoções em alto mar, pois eu criei felicidade em alto mar e estou fazendo um cruzeiro agora em fevereiro. As pessoas vem ficar comigo em alto mar, gente, é genial, foi genial, o que acontece? O cruzeiro é assim, são 3 noites e 4 dias que as pessoas vão no navio comigo, tem toda a programação do navio, já estou fazendo propaganda aqui da minha viagem, tem toda a programação do navio e elas vão passar cada noite elas vão ter um trabalho comigo, a primeira noite é uma palestra, na segunda noite é jantar com Leila Navarro, em vez de jantar com o comandante vai jantar com Leila Navarro, faz um jantar dos poderosos, do empoderamento e no último dia vai ser o show de canto né, vai ser esse show de música, mas durante o dia, dois dias tem um workshop, mas as pessoas vão poder aproveitar, porque num navio tem muita coisa para fazer, na realidade as pessoas tem que aprender a ser feliz, a ser positivas, virar o jogo, então vai ter essa viagem felicidade em alto mar…

Luciano                   Leila, eu fiz um programa no Café Brasil há um tempo atrás, chamado Serendipidade. Esse termo é um termo em inglês que foi traduzido para cá e que é muito interessante, aliás a dica para quem quiser, ouça o programa porque ficou um barato aquele programa. E a serendipidade é aquela história do eu estou procurando A e encontro B, sem querer e sem ter a menor ideia daquilo, eu descubro uma coisa fantástica e essas coisas acabam até mudando a minha vida, então a gente fala po, o que que foi? Foi um lance de serendipidade, eu não vim aqui para isso e acabei encontrando e ali eu discuto o seguinte, quer dizer, nada disso é por acaso, quer dizer, você só encontra aquilo que você não estava procurando porque você estava procurando alguma coisa, você estava disposta, estava pronta para aquilo e que leva para remeter para um outro programa que eu fiz chamado Sorte e azar, quer dizer, aquela pessoa que chega para você po Leila, apareceu um cara que conhece esse negócio de navio e tudo mais na tua frente e te fez essa proposta, que puta sorte, como você é sortuda, que sorte você tem e eu bato na tecla de que esse negócio de sorte é muito relativo, quer dizer, você constrói a situação tal para que tá um monte de coisa pulando e de repente ali você captura aquilo que tem a ver com essa história do universo que conspira a seu favor, mas tem a ver muito mais com a predisposição sua, quer dizer, eu estou aberta para as possibilidades, o que pintar eu vou pegar, tem gente que não consegue enxergar as coisas, eu estou aberto mas eu não enxergo nada do que pinta popor que? Na verdade eu não estou aberto, eu estou focado em alguma coisa e o que tiver fora daquilo eu não enxergo e tem gente que está totalmente aberta, que de repente faz uma virada na vida porque reconhece que há algum valor ou alguma possibilidade e tem coragem de fazer esse tipo de mudança, para isso tem que ter muito amor próprio. Eu vi que você, você é um poço de auto estima, se é uma coisa que você não tem é uma baixa estima, esse fato de você ter auto estima te dá força para ser poderosa, para encarar aquelas loucuras, para chegar na frente da turma lá e dançar num palco, de novo. Eu vou tentar buscar de novo lá atrás né, um dia você não era assim, teve um momento que você não, você não tinha o dinheiro que você tem, não tinha a fama, não tinha teu nome, não tinha nada disso, você era uma mulher, uma garota comum e que de repente, um belo dia, você faz uma primeira loucura e ao fazer essa primeira loucura você deve ter sido triturada, como foi com os alunos que mandaram você sair da escola lá, qual é a força que faz você insistir na loucura? Como é que você faz a loucura toma porrada, chega um grupo de garotos e fala eu não quero mais  essa mulher porque ela é uma maluca, tira ela daqui, e você no dia seguinte está fazendo loucura de novo noutro lugar, que força é essa, o que que é isso?

Leila                       Sabe que aconteceu uma coisa engraçada né, legal esse papo porque vai… isso é uma terapia, vai provocando a gente. Eu achava lindo as pessoas que tem frase, um monte de pensadores tem frase e quando eu conheci o Gabriel o Pensador eu falei gente eu quero alguém me chame de pensadora, eu acho tão lindo isso e a primeira frase que eu escrevi, que é uma frase minha, que eu criei, é assim: “Quando as coisas não acontecem do jeito que você quer, é porque vai acontecer melhor do que você pensou”, e é muito interessante, porque quando as coisas… não… acontece uma coisa que você não está querendo, porque você estava querendo outra coisa, naquela hora você fica com medo, fica revoltado, fica triste, enfim, quando passa um tempo e você olha e fala, gente, que fantástico, ainda bem que aconteceu aquilo porque eu não teria chegado aqui se não tivesse tido aquele corte, quer dizer, já pensou eu continuando professora universitária? Eu tenho que agradecer todos esses alunos que fizeram aquilo para mim, é um presente eles terem feito aquele abaixo assinado. Se não eu ia continuar professora universitária, eu sempre conto na palestra, que eu acho assim, que quando eu descobri a Leila Navarro, foi quando foi na minha separação, porque assim, eu casei, eu nasci eu era Leila Maria Fernandes Navarro e quando, naquela época, assim sei lá, você é a filha do seu pai né, então você é a filha do Vicente Navarro, dai quando eu casei eu era esposa do fulano de tal e você casa, porque assim, meu pai falava assim para a gente, não, mulher tem que fazer uma faculdade só para acompanhar o homem, para ter um certo nível, mas mulher… quer dizer, não se focava em que mulher ganhava dinheiro naquela época, que mulher ia ter um diferencial, gente, o mundo mudou muito, é que eu esqueço, mas mudou muito e dai eu casei, tive três filhos e tal e meu casamento acabou, o cara chegou uma hora para mim e falou assim, Leila eu quero um tempo, falei gente, como é que o cara quer um tempo, como é que ia dar um tempo, uma poderosa…

Luciano                   Tempo… tempo… tempo… não, eu vou perguntar, eu tenho que fazer uma pergunta, você não esperava que isso acontecesse?

Leila                       Não, imagina…

Luciano                   Você não enxergou nada…

Leila                       … eu era romântica, eu era, eu achava que ele era meu príncipe encantado,  foi o primeiro homem da minha vida, foi para quem eu dei minha virgindade, a gente era tudo, era um médico, eu queria ter casado com um médico, a gente tinha uma vida maravilhosa, era tudo perfeito, eu era a nora perfeita, o casamento perfeito, para a família inteira aquilo perfeito, para mim, eu não sei onde é que eu estava que eu não percebia, é muito duro isso, porque na minha vida acontece as coisas assim, as vezes eu não percebo, acho que eu fico muito no meu mundo aqui, não sei o que é, acho que com o tempo a gente vai aprendendo mais, mas enfim, eu era muito romântica, eu levei um susto, levei um susto, eu não esperava, mas quando ele falou assim que queria um tempo, imediatamente eu falei assim, gente, se o cara quer um tempo que que eu vou fazer? Eu vou sair daqui, vou embora, aliás, ele vai embora eu vou ficar aqui com todo esse…. com os 3 filhos, com tudo isso, falei assim, não, não vou aguentar,  me senti muito mal, que que eu fiz, eu tinha um sonho de ir para os EUA fazer um curso lá, falei bom, eu te dou o tempo, você fica aqui, você toma conta das crianças, eu tinha uma clínica de fisioterapia, toma conta da clínica de fisioterapia, toma conta do sítio, que eu tomava conta de tudo porque ele não tinha tempo para nada que ele era médico cirurgião, então falei você toma conta de tudo que eu estou indo para os EUA fazer um curso e dai ele topou e eu não achava que ele ia topar mas arrisquei, porque o cara quer um tempo e eu faço tanta coisa agora o cara sai e eu vou ficar aqui, quer dizer, eu assustei, enfim, falei isso, deu certo, ele ficou e eu fui dai as pessoas falaram, ah mas quando você voltar ele vai tirar as crianças de você, vai tirar isso de você, vai tirar, eu falei gente, o que é do homem o bicho não come, vai tirar nada, mas eu também eu fiz no susto, não é que foi tão pensado sabe, foi uma coisa que veio aqui no susto, me pegou de susto e eu falei, bom, não, talvez pelo sei lá, pelo orgulho, falei assim, bom, vou ficar chorando aqui, o cara vai embora, então vamos ver se ele aguenta todo esse pepino e eu fui fazer um curso nos EUA e quando eu voltei…

Luciano                   Quanto tempo depois?

Leila                       … depois de 3 meses, 4 meses, quando eu voltei, que também não era… quando eu voltei o casamento acabou e esse curso que eu fiz nos EUA era uma coisa muito importante, foi o curso que mudou a minha vida, porque eu comecei a trabalhar, eu sai da clínica de fisioterapia e comecei a trabalhar comércio do rolfing e integração estrutural, que era uma coisa que eu trabalhava praticamente como se fosse uma terapeuta, com indivíduos… executivos, pessoas muito interessantes que queriam fazer essa transformação na sua vida e isso foi me dando um espaço e dai eu fui trabalhar com qualidade de vida e tal, foi dai que eu fui indo para a área empresarial…

Luciano                   Era rolfing então?

Leila                       … é, método rolfing…

Luciano                   Rolfing?

Leila                       Você conhece?

Luciano                   Quem não sabe o que é rolfing, rolfing é o seguinte, rolfing é uma massagem que doi pra cacete…

Leila                       Você fez rolfing já?

Luciano                   Eu fiz, eu fiz…

Leila                       Ah é muito bom, porque é uma coisa de integração estrutural.

Luciano                   Ah é inacreditável, inacreditável…

Leila                       Porque é uma transformação mesmo, e nossa, quantas pessoas eu vi transformar na minha mão, nossa foi uma coisa linda porque olha, fisioterapeuta, dai eu virei rolfista e de rolfista eu acabei virando palestrante, mas assim, eu sempre estudei comportamento humano porque eu gostava disso, então enfim, passei por terapia corporal, enfim, foi… é que a gente contando aqui parece que foi tudo rápido mas não, as coisas tem um caminho, um estudo, umas coisas e você tem que estar preparada para a coisa chegar, você imagina…

Luciano                   Mas e a armadura emocional nesse momento, quando alguém chega para você assim e provoca essa ruptura, que eu acredito muito nisso, acho que a vida da gente muda muito quando  tem uma ruptura, tem uma… Você perde um ente querido, você tem uma separação, tem um acidente, tem uma doença grave, quando acontece isso é que a gente se mexe e muitas rupturas acontecem. Aí, no teu caso foi uma separação e a pior parte dessa ruptura é exatamente aquilo que eu chamo de armadura emocional, quer dizer, eu me vesti com uma armadura tal que eu não desmoronei emocionalmente, que tem tudo a ver com aquela história dos meninos fazerem um abaixo assinado para tirar você da escola. Então alguém disse para você, não te quero mais e você olha e fala, bom, até aqui minha vida era assim e a partir de hoje não é mais, eu não tenho mais a casa que eu tinha, a rotina acabou, meus filhos estão ai, meu marido não está mais, eu estou sozinha, eu vou ter que me virar, como e que você lida com essa armadura emocional, isso é importante, as pessoas saberem até eu escrevi meu livro, o “Diário de um Líder” e tem um momento lá que eu conto exatamente isso, o momento em que eu saí da empresa e deixei de ser o executivo, o Luciano da Dana, com aquele puta cartão de visita maravilhoso e passei a ser o Luciano, que não tinha mais, por trás dele, aquela baita daquela marca e isso emocionalmente é um impacto brutal, como é que você lidou com isso, como é que você lida com essa armadura?

Leila                       É engraçado, porque eu era a esposa do dr. fulano de tal e dai de repente não era mais nada, eu era Leila Navarro e foi muito interessante porque foi quando eu assumi a Leila Navarro, é lógico, teve muita dor, mas eu tinha 3 filhos para cuidar e isso ajudou muito porque quando você tem 3 filhos, que tinham, o menino tinha 6 anos, uma menina de 12 anos, uma menina de 13 anos que é uma fase que você precisa dar muita atenção com as coisas da puberdade para adolescência e o menino começando a entrar na alfabetização e tal, então era uma época que eu precisava der muita atenção para as crianças e eu estava sozinha, tinha que me virar, então eu tinha uma empregada, que eu digo assim, que ela durou o meu casamento acabou ela continuou, era como se ela fosse a mãe e eu fosse o pai, porque eu era provedora, eu é que mantinha, eu ia atrás e eu dizia, acho que eu fui mais pai dos meus filhos do que mãe e essa moça, a Cida, que trabalhava comigo, ela que sabia tudo, ela acompanhava lição das crianças, sabia com quem que eles falavam no telefone, vê se estava fumando escondido, alguma coisa e ela me contava tudo e eu era o pai, eu tinha que chegar e eu que dava bronca e falava tal, então assim, foi muito interessante porque eu tive que descobrir um lado masculino meu e talvez até profissionalmente, ser empreendedora, ir atrás, fazer, realizar, acontecer, foi uma coisa que eu virei pai, eu virei homem da família, entendeu?

Luciano                   É um negócio interessante que você está me falando, quer dizer, você se agarrou… você teve um propósito naquele momento o teu propósito, na verdade, foram 3 pessoas que eu amo profundamente e às quais eu preciso prover, quer dizer, focado nisso o resto é bobagem. O resto, o que vier eu traço. Quando você não tem nada em que se agarrar, só tem desespero. Eu escrevi um artigo essa semana falando exatamente disso, falando do momento que o Brasil vive, que é um momento complicadíssimo e que tem muita gente caindo fora, indo embora do Brasil e ali eu fazia até uma provocação ali, falando cara, o que que faz alguém ir embora do país? Larguei, vendi tudo, desisti, fui morar noutro país porque eu não aguento mais isso aqui, quer dizer, a pessoa desistiu, não há nada mais que a prenda aqui, eu quero é tratar minha vida noutro lugar porque aqui não serve mais, não dá mais e ali eu comento, falo bom, no momento em que eu não tenho mais um propósito para continuar, eu não tenho uma fé, eu não tenho uma causa social política, eu não tenho alguém que eu amo, eu vou virar as costas e vou embora, quer dizer, eu vou morrer, morro para o Brasil, vou mudar a minha vida em outro lugar e você naquele momento em que quando estava tudo virando de cabeça para baixo, ficou claro para você ali aqueles 3 bichinhos, as 3 figurinhas…

Leila                       Olha, você sabe que até hoje eu não sei como é que pai sente, porque eu sou mãe, eu não sou  pai, mas assim, é uma coisa interessante, porque até hoje, se tem 3 pessoas que ligam no meu celular e eu paro qualquer coisa que eu estiver fazendo, são meus filhos, até hoje que eles são adultos, minha mãe está viva, se a minha mãe ligar e eu estiver numa reunião, estiver fazendo uma coisa, eu não atendo a minha mãe, olha que coisa que eu estou te falando, mas os meus 3 filhos é uma coisa assim… não é responsabilidade, não é controle, é uma coisa maior, não tem nome entendeu?…

Luciano                   É mãe…

Leila                       … E eles tem uma, a gente tem uma relação tão bacana, eu sei que eles não vão me ligar por uma bobagem num horário que eles sabem que eu devo estar trabalhando, então, existe uma coisa, se estão precisado de mim sabe, eu acho que eu sou… eu quero que eles contem comigo, eu acho que para mim é minha maior satisfação é quando eu vejo que os meus filhos hoje já adultos, 36 anos, 35 anos e o Pedro com 28 anos, que eles podem contar comigo, não é contar com o meu dinheiro, é contar comigo, com a minha visão, com a minha confiança, com a minha companhia, com a minha… com o meu estar do lado, estar do lado, ser companheiro nos momentos, enfim, a vida é feita de vários momentos, então assim, para mim, quer dizer, também tem gente que não tem filho, mas para mim os meus filhos me deram uma força muito grande, que daí eu nem fiquei com raiva do meu ex marido, nem tinha tempo de pensar, porque eu tive que trabalhar e tinha as crianças e foi muito engraçado, porque eu tinha, quando eu comecei a ser palestrante eu queria ir no Jô Soares, eu queria ir no Jô Soares, eu queria ir no Jô Soares, eu falava não, no dia que eu for no Jô Soares e o dia que eu fui no Jô Soares minha mãe me ligou, falou assim, ah, você está indo no Jô Soares, quem você gostaria que visse era o seu ex marido que você gostaria que visse, de fato, estava o Brasil inteiro me vendo mas quem eu queria… ta vendo, eu venci, eu cheguei lá, eu fui, então eu acho que a raiva é uma coisa interessante, quando você usa a raiva positivamente, porque a raiva ela é uma coisa que te movimenta para a frente, você pode dar um murro numa pessoa e sair correndo como você pode fazer com que essa raiva se transforme em atitude para você fazer, construir e ter força para ir para a frente…

Luciano                   Eu digo é o seguinte, quer dizer, qualquer sentimento que você consiga canalizar para te tirar da indiferença é que faz toda a diferença, quer dizer, vamos trazer de novo para esse momento aqui que o Brasil está vivendo, nós estamos todos vendo o país numa… tá uma confusão, está uma confusão tremenda, tem gente se dando muito bem, tem gente quebrando a cara e está uma confusão e na hora da confusão, da bagunça, dessa zona toda, quem consegue ver claramente sabe, eu vou transformar essa minha angústia em  alguma coisa produtiva, são os caras que vão começar a encontrar algum caminho ali então primeiro ponto, qual é o meu propósito aqui, nós estamos conversando, você vem me visitar hoje aqui, você está vendo aqui o novo estúdio do Café Brasil, as loucuras que eu estou fazendo, uma hora você perguntou para mim, e para o Luciano Pires, você está fazendo o que? E eu falei para você, eu estou totalmente focado em fazer isso aqui dar certo, ah mas e o passeio? Não tem passeio, não tem, o meu foco é aqui e quando eu estou aqui eu não estou trabalhando, eu estou curtindo assim barbaramente e eu tenho certeza absoluta que esse propósito é o que faz com que as coisas aconteçam  para mim, nada é por acaso, começa a pintar coisa que você fala, de onde veio? De onde veio? Veio dessa consciência de ter um propósito, os mais esotéricos dizem que com isso tem uma energia que puxa outra energia que …., ai as coisas começam a acontecer, eu não sei se é bem assim que funciona mas eu sei que há uma predisposição para que coisas legais aconteçam e as coisas legais acabam acontecendo, com você é assim também?

Leila                       Comigo é assim também, você está aberto, mas eu acho que tem uma coisa muito importante, você tem que saber… eu gosto de bússola, eu vi que você estava mostrando no seu site, eu vi que você pôs um artigo lá que tem uma bússola, eu gosto muito de bússola, acho que bússola é uma simbologia muito importante para mim, até se eu fizer uma tatuagem um  dia no meu corpo vai ser uma bússola porque eu acho que você tem que ter um norte, quando você tem um norte você não se desnorteia, o negócio mexe,  tem crise, tem isso, tem aquilo, você está  indignado, sente dor, sente medo mas você tem um norte a coisa mexe mas você sabe para onde você quer ir, você sabe onde você quer chegar, então acho que o importante é você ter esse norte, você ter esse sentido de vida, eu diria que é uma coisa de ter um sentido de viver claro, o que você veio fazer aqui? Qual é a sua missão? O que te dá sentido, o que te dá energia? O que faz essa coisa valer a pena?

Luciano                   Falar isso aos 62 anos de idade é fácil. Como é que você fala isso aos 22? Aos 24? Aos 17?

Leila                       Eu não sei, olha que coisa interessante, ah você está me fazendo lembrar de coisas boas, eu com 15 anos de idade eu era bandeirante, eu dava aula no MOBRAL e eu fazia parte da comunidade de jovens cristãos, eu fazia muito trabalho, eu era voluntária da Gota de Leite, eu morava em Santos, então assim, eu fui uma pessoa, quer dizer, a minha família não era assim mas eu era assim, dizer, minha mãe ainda fala, você veio meio diferente e eu vim assim, era o meu jeito, quer dizer, eu já tinha essa coisa de querer ajudar os outros. O meu ídolo, que era minha ídala, era a Madre Thereza de Calcutá, por isso que eu queria ser médica, eu queria ajudar as pessoas, eu queria ser médica na Amazônia, eu tinha… quer dizer, que depois mudou tanto eu você está me fazendo lembrar de 15 anos, depois as coisas foram mudando, mas eu estive na Índia, eu fui conhecer o trabalho da madre Thereza de Calcutá e eu fiquei dois dias lá trabalhando com as crianças porque, gente, é uma coisa maravilhosa você ter um sonho, você ter uma vocação, você sentir, o que você veio fazer e você ir atrás daquilo. Então eu acho que eu assim meio não fui que nem a Madre Thereza de Calcutá que foi clara onde… o que ela tinha que fazer, mas eu acho que na minha vida eu sempre tive isso claro, de poder ajudar as pessoas, quer dizer, de poder ajudar a tirar a dor das pessoas, eu achava que eu queria tirar a dor física, hoje eu percebo que eu no fim eu tenho um talento para tirar a dor emocional das pessoas…

Luciano                   Mas é uma coisa interessante que você vem de uma coisa absolutamente tátil e física que você é fisioterapeuta, você lida com a estrutura do corpo, você vai fazer rolfing, que é lidar com a estrutura do corpo e de repente está lidando com a cabeça das pessoas e fazendo uma série de coisas ali. Aí Leila, tem uma menina, de 24 anos de idade, tem um garoto de 24 anos de idade ouvindo a gente aqui, esse garoto trabalha num emprego que não é o que ele queria fazer na vida dele, ele tem que fazer porque é de onde ele tira o dinheiro dele, mas ele está gastando tempo demais para ir trabalhar, está dentro de um ônibus, chega lá o chefe dele é um saco, o lugar que ele está não é um lugar legal mas ele não tem como sair de lá porque ele precisa daquilo agora. E ai? Essa pergunta que eu vou fazer para você é uma sacanagem, todo mundo me faz, a molecada: como é que eu faço, eu chuto o pau da barraca, e ai? Como é que se mexe na direção de encontrar esse norte? Deixa eu só botar mais uma coisinha aqui, mais uma coisinha que eu botei muito clara há muito tempo atrás, eu acho que eu tive sempre clara na minha casa, na minha vida, eu estava indo para algum lugar, eu vou usar uma analogia aqui, eu sabia que eu estava indo para a África, se você perguntasse para mim o seguinte: é Namíbia, Congo ou África do Sul? Eu falava não tenho a menor ideia, estou indo para a África. Onde você vai chegar? Eu não sei, cara, mas eu estou indo para a África e eu defini isso lá atrás, com 17 anos de idade e retomei o caminho, cheguei na África aos 50 e poucos, que é uma coisa bastante genérica e vivi uma porrada de experiências no meio do caminho, mas um belo dia eu fixei, que eu vou para a África, fazendo essa analogia, como é que você traz isso para a tua vida e também para esse menino aqui que está desesperado, ele não sabe se ele está no caminho certo e ai? Como é que a gente age?

Leila                       Então, eu acho que a gente, eu até os 63 anos eu não, 62, que eu vou fazer 63, eu não sei se eu estou no caminho certo, eu acho que eu vou… o caminho se faz ao caminhar, eu sou uma pessoa que eu não preciso saber tudo, ter certeza de tudo, planejar tudo para começar a andar, não. Eu vou experimentando, eu gosto de ir experimentando, eu vou, eu vou, eu vou fazendo processo, eu vou planejando e vou processando e acontecendo, experimentando e fazendo as escolhas, eu acho que a vida é escolher todos os dias, olha eu acho que gente, a gente pode ser feliz em qualquer lugar, eu acho que a gente pode ser feliz com chefe chato, no emprego que você não está gostando, mas se você tem um plano para depois, eu estou fazendo isso aqui agora porque depois eu vou fazer tal coisa, porque depois eu vou chegar em algum lugar, você tem que ter um planejamento estratégico da  sua vida, você tem que ter uma ideia do que você quer e mudar isso o tempo inteiro, não tenha medo de mudar, muda, desmuda, não tem problema nenhum, agora o importante é você ter sonhos. A pessoa que não tem sonho morreu e esqueceu de deitar, está morto. O sonho é mais importante, então enquanto você tiver sonho você tem que ter esperança e se dá um jeito, então se está num trabalho que você não gosta, está tudo terrível, está tudo, está tudo preto, eu queria falar para você, relaxa, não, relaxa não, relaxa e começa a olhar dos lados, entendeu? Começa a olhar dos lados porque as vezes você está reclamando tanto, reclamando tanto que você não consegue nem perceber que tem coisa boa do seu lado, as vezes tem alguém te dando um sinal e você não consegue perceber, porque você está tão no negativo e as pessoas quando estão no negativo o cérebro se fecha, quando você está no positivo as coisas se abrem, você vê que as coisas na sua vida, até você com 24 anos, apareceram quando? Quando você estava distraído, as coisas não aparecem quando você quer muito uma coisa a coisa não vem, você sabe que aconteceu uma coisa comigo ano passado muito interessante, eu estava… um amigo meu tinha… quebrou, um cara da nossa idade, o cara quebra, o cara quebra, ele quebrou, começou a mandar gente embora e dai eu telefonei falei como é que você está? Ele disse olha, vou vender meu carro, falei para ele: você está sem carro? Como é que você  vai fazer? Pô Leila, eu tenho que pagar as contas, vender o carro, gente, quando você vê um cara que é seu amigo tal, vender o carro eu pensei, putz, se eu tivesse dois carros eu emprestava um carro para esse cara, sabe, dá aquela dor em você, você também não sabe o que fazer, você não pode.. não dá pra gente resolver a vida dos outros. Dai eu peguei, fui no shopping, estava perto do dia dos pais, eu fui na shopping, eu fui comprar não sei o que, dai a moça falou, olha está vendo aquela Cherokee, se você gastar mais dinheiro, se você comprar mais não sei o que, você pode ganhar um cupom para a Cherokee, falei é? Pois eu vou ganhar aquela Cherokee, se eu ganhar aquela Cherokee eu fico com ela e empresto meu carro para o meu amigo, porque eu não sou boba nem nada, gente, mas eu estava, sabe quando você está com aquela dor, aquela coisa dentro de você? E eu sei que eu comprei, falei para mulher, ela falou assim, olha Leila, vamos fazer o seguinte, porque eu já era cliente lá, aqui tem umas notas que os clientes não quiseram, vou te dar essas notas você pode trocar, gente, eu sei que eu troquei as notas, fui lá, pus no coiso, mas eu pus com tanta convicção que eu ia ganhar, com tanta convicção que eu ia ganhar e na segunda feira eu ganhei a Cherokee. Nossa! Mas eu fiquei tão contente, tão contente quando eu ganhei a Cherokee, por que que eu estou contando isso? É porque é o seguinte, quando você conta para alguém que tem cabeça de rico, para alguém que é positivo, por isso que eu estou falando é importante ser positivo, que você ganhou uma Cherokee num sorteio, a pessoa fala assim, nossa, que legal, eu nunca conheci ninguém que ganhou, que bacana, a pessoa vê isso como uma inspiração, ela fala pô, que legal, então as pessoas ganham, mas que bacana, a pessoa se inspira com seu sucesso, se inspira com uma coisa bacana que aconteceu com você, olha o que acontece, a pessoa positiva ela se inspira com o sucesso do outro, com a história do outro, com as coisas do outro, a pessoa negativa o que que ela faz?…

Luciano                   Inveja…

Leila                       … inveja, fala não acredito, não é possível, não acredito, como é que pode? Então é muito importante a gente ter a mente aberta, ver o positivo, ver o outro lado das coisas, eu até oriento as pessoas, uma coisa, uma metáfora que eu acho que é mais fácil, porque às vezes você está numa situação que eu não estou sabendo da situação que você está, eu estou pensando nesse menino de 24 anos, que eu não estou sabendo da sua situação, mas eu queria falar uma metáfora bacana que eu acho que pode te ajudar, talvez você não fez isso, mas nós aqui, eu e o Luciano fizemos, quando a gente era pequeno a gente escolhia feijão, a mãe comprava feijão, a gente espalhava o feijão na mesa, punha um caldeirão no colo, e tá feijão bom, feijão a parte, o ruim, e sempre tinha muito feijão bom e um pouquinho de feijão ruim, gente, eu acho essa metáfora ótima porque a vida é assim, a vida é um mar de oportunidades, ela é um mar de feijão bom, mas se você ficar olhando para o feijão ruim, você perde a oportunidade de ver os feijões bons, e se ficar no ruim, você fica nossa, mas o que está fazendo essa pedrinha aqui e você fica nessa discussão, nessa coisa pequena que você, o seu cérebro fica pequeno, encurtado, e você não tem luz, você escurece. Então é importante o seguinte: você abrir a mente e abrir a mente que hoje tem internet, conversar com pessoas, conversar é escutar, escutar exemplos de pessoas, escutar podcast, não é verdade? Isso é importante, porque você vai escutando você vai vendo, pô, mas o cara conseguiu isso, nossa aquele cara deu uma virada, quantas pessoas, ontem gente, eu estava vendo o Silvio Santos, quer dizer, começou lá aonde? Quer dizer, as pessoas… é legal ver o Silvio Santos, o cara começou lá, talvez como você está ai, com 24 anos de idade…

Luciano                   E a gente está num jeito tão, tão complicado e eu estou experimentando muito isso no Facebook, hoje em dia, se você usa algum desses exemplos que você está usando aqui, as pessoas caem de pau em cima para dizer não, mas esse cara é exceção, se você falar é exceção, Silvio Santos é exceção, a maioria está arrebentada, está fodida e você está pegando uma exceção e trazendo. Eu falo cara, mas o volume de exceção que eu encontro é gigantesco, aonde eu vou eu encontro exceção de todo lado, então espera um pouquinho, é tanta exceção que eu acho que não é mais exceção, é regra, tem tanta gente que… é claro que é uma minoria que dá muito certo, sempre vai ser assim, a vida inteira mas tem uns que dão, eu acabei de fazer um evento grande agora, para o SEBRAE e fiz em Marabá, e cheguei lá e antes de eu começar, subiu uma… chamaram uma senhora para fazer a apresentação, o nome dela é Jeanne, de uma cidadezinha perto de Marabá ali e ela contou a história dela, ela foi eleita a mulher de negócios do ano do SEBRAE lá do Pará, e ela mostrou as fotos do negócio dela, ela, olha, cheguei aqui com meu marido, com a mão na frente e atrás, eu não tinha dinheiro para comprar um pãozinho e a gente se esforçou, tudo o que a gente tinha, que a gente chegou aqui muito pobre, nós conseguimos comprar uma terrinha e nessa terrinha a gente botou duas vaquinhas e ela mostra as fotos, cuidava das vaquinhas e não sei o que e ela foi mostrando como é que ela foi botando ordem naquilo lá até o dia que ela parou e falou, cara, desse jeito eu não vou longe, eu vou precisar aprender. Foi lá no SEBRAE, fez o curso, chamou, os caras orientaram e ela vai mostrando como é que ela vai expandindo o negócio, como é que ela vai colocando, cercando, aprende a alimentar o boi e o boi não se cria solto como ela fazia e ela vai mostrando aquilo até que chega uma hora ela bota uma foto de um trator maravilhoso, esse trator eu comprei e eu quero agradecer em público aqui ao banco que me financiou esse trator aqui, eu pude comprar esse trator, ai todo mundo ah que legal, que legal, ai ela põe uma foto de um segundo trator, maior ainda e fala, esse aqui eu comprei a semana passada à vista e ai a plateia explode de bater palma e você olha para ela e fala, cara vem cá, essa mulher veio de uma região junto com mais um monte de gente, fazendo o que ela faz tem um monte de gente, passando problemas tem milhares iguais a ela, que estão… por que que ela deu certo? Ah mas ela é exceção, por que que ela é exceção, se ela teve acesso a tudo que os outros tiveram, por que que ela deu certo e os outros não? É sorte isso?

Leila                       Então, tem uma palavrinha que a gente fala muito em empreendedorismo, tem uma palavrinha que é importante, é persistência, é persistência, se você no primeiro impasse que tiver você já relaxar, já largar a mão, falar isso não é para mim, eu tenho que procurar outra coisa, quer dizer, a gente tem que saber, a gente tem que ter foco e a gente tem que ter persistência, saber até quando que a gente tem que lutar por aquilo e até quando a gente fala não, isso aqui não é para mim eu agora vou escolher isso aqui porque eu acho que agora é isso aqui que eu quero, porque eu falei, mudar não tem problema agora, também a gente não pode não persistir qualquer probleminha que você tenha você já desistir, então a gente tem que ter noção qual que é o momento certo que eu tenho que eu vou continuar ou que eu não. Isso eu cheguei à conclusão que isso não é mais para mim que o que eu quero é aquilo outro, eu estou na minha quarta carreira profissional, não tem problema nenhum, os futurólogos dizem que pode ter de 8 a 10 carreiras, quer dizer, depende da pessoa, a vida hoje tem tantas, acontece tanta coisa, você vai se conhecendo é uma extensão de vida tão grande que você pode ter várias carreiras durante sua vida, agora, você não vai desistir de uma carreira, não, é que você chegou num ponto que não tem mais o que aprender aquilo, aquilo não tem mais, não te dá mais satisfação, não te preenche mais, por que? Porque aquilo já foi, acabou, obrigado então a gente vai fazer outra coisa. Eu falei de sonho, sonho é muito importante eu nunca me esqueço, um dia eu estava no avião, tinha um cara do meu lado e ele tinha sido promovido, estava morando… saindo de São Paulo, ia morar em Florianópolis, e eu perguntei para ele assim, quais são os seus sonhos? E  ele falou assim para mim, dona, eu não sonho em ser milionário, eu não sonho ter uma mansão, eu não sonho em ter um iate, uma lancha, falei então morra desgraçado, eu não perguntei quais não são os seus sonhos, eu perguntei quais são os seus sonhos, então você que está escutando a gente aqui agora, quais são os seus sonhos? Sonhou pequeno, realizou pequeno, sonho grande realizou grande, porque é engraçado, a realização da gente é do tamanho dos sonhos da gente, se a gente sonha estilo mais, não porque eu queria tanto viajar, mas é… não mas eu não vou conseguir, é melhor ir para a Praia Grande, quer dizer, você mesmo começa a sonhar e você mesmo começa a jogar água fria no seu sonho não acreditando em você, se você não acredita em você, quem vai acreditar? Você fala de auto estima mas eu acho que uma coisa que é importante a gente ter e eu acho que é uma coisa que eu tenho para chegar onde eu cheguei, chama-se autoconfiança e a autoconfiança, você meu jovem que está me escutando, ah agora eu estou pensando nos jovens de 24 anos, você que está me escutando, como é que a gente faz para ter autoconfiança? A autoconfiança a gente tem o seguinte, quando a gente reconhece o que a gente aprende e aonde a gente tem sucesso, tudo que você está aprendendo na sua vida, reconheça sabe, fala po, isso eu aprendi, isso eu aprendi, vai pondo aqui dentro de você é seu isso, esse é a sua riqueza, tudo o que você vai aprendendo, que você vai conhecendo e assim é… e a duras penas, com o suor do seu rosto, com a dor da sua tristeza, enfim, do seu corpo, enfim… e quando você reconhece o seu sucesso, pô, reconhece o seu sucesso, festeje, celebre, as pessoas não celebram o que elas sonham tanto para chegar a algum lugar quando chega, putz grita celebre, porque o seu cérebro tem que registrar isso tudo, seu corpo tem que registrar porque isso vai deixando você cada vez mais autoconfiante, com o seu sucesso e com o seu aprendizado, porque você não veio para errar, ou tu veio para aprender ou para ter sucesso e esse reconhecimento sabe, que é tão importante, ensinar para os filhos da gente isso, para criar cada vez mais autoconfiança, quando a criança chega em casa, a gente tinha que perguntar, o que você aprendeu hoje? O que foi bom que aconteceu hoje? E é quando a pessoa vai reconhecendo essas coisas positivas porque no dia acontece um monte de coisa positiva mas no fim a gente encontra alguém, putz, que duro hoje hein? Putz que trânsito hoje hein? Putz que calor… Você viu o que fizeram lá? Prenderam todo mundo, você viu… gente, quer dizer, acontece tantas coisas positivas mas a gente parece que escolhe ficar falando só do negativo…

Luciano                   Até porque nós somos expostos a isso o dia inteiro, se você está navegando na internet ou está na televisão, é essa… é o ruim, é o torto, é o errado, é o mal acabado que está sendo exposto para nós o tempo todo…

Leila                       Mas é muito triste isso…

Luciano                   … e isso para fazer cabeça da gente é um pé… quem é que aguenta ainda, tem o dia que você para e fala meu, para cara, eu quero escutar uma música, deixa pra ver se eu consigo sair fora desse ambiente que é o ambiente que está sendo criado em torno de nós e você sobreviver num ambiente desse é muito complicado porque isso pega nas pessoas, então… eu estava discutindo outro dia, o pessoal me perguntando dessa crise brasileira, eu falo cara, essa crise brasileira é uma crise de confiança cara, mas não é assim a minha crise é porque eu não confio no dirigente do meu país, não, é uma crise de confiança na minha capacidade de fazer acontecer, porque estão botando na minha cara todo dia que eu sou um merda e que vou ser roubado, que o que eu faço não vai levar a nada, que eu vou batalhar que nem um desgraçado para chegar no fim do mês eu não ter dinheiro para pagar minhas contas, eu não tenho mais confiança que eu sou capaz de fazer e isso acaba com a nação, isso destrói a nação, então fugir desse tsunami de más notícias é um negócio muito complicado e ao mesmo tempo não sou uma Poliana de ah, não, vai dar tudo certo. Não, não vai dar tudo certo, tem um monte de coisa dando errado e tem um monte de coisa dando certo eu quero estar do lado do que vai dar certo, então está crise para todo mundo, para mim não está, se alguém pergunta para mim, como é que está o ano para você? Eu falo cara, está dureza, está complicado o ano mas eu olho para trás e falo meu, espera um pouquinho, o ano está um horror, mas eu lancei um livro, eu lancei um podcast novo, um puta projeto novo, eu construí um estúdio em 4 meses, 5 meses no começo do ano eu fiz isso e como é que pode estar ruim o ano? Está complicado, está pesado mas espera, olha quanta coisa sendo construído e eu acho que é isso que falta mesmo para a gente olhar e avaliar essas coisas, que é ver de onde você veio para te empurrar adiante. Deixa eu botar mais um tema só aqui para a gente caminhar para o final: Eu queria que você botasse a questão do tempo nessa equação nossa aqui, esse menino de 24 anos tem pressa, ele está desesperado, ele quer ter o cargo de gerente hoje, ele quer ganhar o que ganha um gerente hoje, ele quer fazer a viagem hoje, ele quer hoje, ele quer tudo agora, imediatamente, já e com isso ele acaba não focando em coisa nenhuma e a gente aqui do alto dos nossos 60 e tantos a gente olha para trás e se há uma coisa que a gente entende é de tempo, porque a gente olha o quanto a gente já viveu, com é que você  lida com essa questão do tempo, de plantar a semente, saber que para virar árvore vai levar 10, 15, 20 anos, como é que você lida com isso?

Leila                       Eu falei que eu faço o caminho eu faço ao caminhar e eu, tem uma coisa que eu acho que é muito importante nessa coisa do tempo viu, para qualquer idade, é você estar inteiro no tempo, eu acho que o grande problema das pessoas cara, elas ficam tão aflitas hoje com o tempo, é porque elas estão em um lugar ao mesmo tempo em outro, em outro, falando, e ainda mais com esse negócio hoje da conexão na sua mão, quer dizer, a pessoa está com você mas não está com você, então você não está consciente desse momento presente que nós estamos vivendo, você não curte, você não tem prazer, então não tem nem orgasmo, porque você não pode ter orgasmo desse jeito, sua cabeça está num lugar, seu corpo está em outro, não tem orgasmo, nem Viagra não resolve, quer dizer, a coisa mais importante, eu, na minha maturidade aqui, a palavra mágica e que se eu soubesse eu acho que eu tinha sido mais feliz na minha vida é de estar consciente, realmente presente aonde eu estou. Daí você faz um tempo valer a pena e você não fica preocupada que o tempo não vai dar, que não vai dar tempo, que não vai dar tempo, porque você está aqui agora, gente, o tempo passou, passou, não existe mais, o único tempo que eu tenho é esse aqui agora, o futuro depende de como eu estou vivendo esse tempo e se eu estou aqui não vivendo o tempo, eu tenho certeza que lá na frente eu passe pela vida e não percebi, tem muita gente que… acontece isso com  você? Escuta isso, você está andando no carro, de repente você chega num semáforo e você fala assim, gente, mas eu já cheguei aqui? Nossa, você não teve consciência daquele pedaço que você passou, agora se isso acontece de vez em quando, tudo bem, mas eu acho que isso está acontecendo muito com as pessoas, as pessoas não estão presentes, elas não sentem, elas vão no médico o médico fala assim, mas quais são os sintomas, como é que você começou a sentir isso? Ai doutor, nem sei. Mas como é que você dorme? Ai doutor, nem sei. A pessoa não está conectada com ela mesmo, eu acho que esse é o grande problema, a gente está conectado com tudo hoje, como todas as redes sociais, com todos os aparatos eletrônicos que a gente tem, mas a gente não está conectado com a gente mesmo. Então eu comecei a ensinar para as pessoas a fazer uma coisa muito bacana, é você pegar o seu braço direito, pegar os seus dois dedos, o dedo indicador e o dedo médio do braço, da mão esquerda e colocar, sentir o pulso do seu braço direito, quando você sente o seu pulso e começa a respirar no ritmo do seu pulso, gente, isso é uma grande conexão com você mesmo, antes de uma reunião, antes de começar a ficar reclamando, antes de ficar nervoso numa fila do banco, antes de ficar nervoso dentro do metro, conecta com você mesmo, sinta o seu pulso, ai bate um coração, você é um ser humano que está vivo, tem todo um sistema fantástico, inteligente e que vibra e que pode ser feliz, agora você está desconectado de você gente, não dá nem… ai você vai reclamar do que? Então se conecta com você, não quer dizer que isso vá mudar a realidade, mas você vai se sentir muito melhor. E quando você sente melhor você começa a ver as coisas melhor, porque tudo está dentro da gente. Eu acredito piamente que a gente que cria a realidade da gente, se você sai chateado, aborrecido, pô, você já sai já vendo tudo errado, agora quando você sai contente, quer dizer, como a quanto está apaixonado, é ver tudo lindo. Olha que chuva, mas que trovão maravilhoso, quer dizer agora, se você está… e o que que é isso? É uma inteligência, a gente pode mudar esse negativo para o positivo, não é só porque eu penso no positivo que eu não vejo as realidades, eu vejo a realidade, mas dai o que é que eu faço? Vamos mudar, vamos procurar o feijão bom nisso, o feião ruim eu já vi, está bom, deixa ele para lá, não está me servindo de nada, vamos ver onde está o feijão bom, sempre tem feijão bom e é nas crises que a gente acaba tendo grandes sacadas. Eu estou percebendo quando as pessoas me encontram falam Leila como é que está? Como é que está? Todo mundo quer perguntar como é que está, falo assim, estou me reinventando e eu acho que estou com a cintura fina de tanto rebolar porque se tem uma coisa que a gente está fazendo nesse país é se rebolar e você se reinventa, porque você, desse jeito não dá, tá bom, vamos voltar aqui e vamos experimentar como é que dá. É como quando você está escalando uma montanha, você chegou num ponto, se você não consegue subir mais o que você tem que fazer? Descer um para ver, procurar outra saída e é assim que nós estamos, mas isso é a vida gente, isso é a vida, eu acho que vai ter uma hora que nós vamos falar assim, foi um grande presente, eu acho que o Brasil não vai continuar sendo o mesmo depois do que nós estamos passando e tem uma dor que eu estou sentindo, que não é a dor da falta de confiança, Luciano, é uma dor que eu nunca senti e que eu estou como brasileira, aos 62 anos de idade eu estou sentindo essa dor, mas é uma dor que dói, é uma dor da indignação sabe, eu estou indignada e isso está me fazendo crescer, porque eu nunca, como brasileira, senti isso que eu estou sentindo e isso está me fazendo, está mexendo nas minhas entranhas sabe, eu acho que isso vai acontecer uma grande mudança no nosso país, porque isso vai mexendo, vai mexendo e você vai ter que fazer alguma mudança, vai ter que acontecer alguma coisa.

Luciano                   Eu acho que sim, eu estou me lembrando aqui de uma frase do Ivan Lessa, que dizia o seguinte: o Brasil a cada 15 anos esquece tudo o que aconteceu nos 15 anos anteriores, se você pensa na tua história, pensa na minha tudo, a gente vê cara, olha, 15 anos atrás o que que tinha acontecido, a gente passou por momentos complicados, a gente derrubou um presidente em 1990 e alguma coisinha e a gente fez constituição, então o Brasil chega num momento de ruptura, acontece alguma coisa, agora mudou e de repente as coisas retomam a frente, mas isso acho que é um processo constante e que não para nunca, nós estamos dentro de um trem, esse trem está andando e ele não vai parar, cabe  mim escolher o que eu vou fazer, eu sento aqui e fico esperando ele chegar nalgum ponto, trem não é bom porque o trem tem trilho, bota num navio, é um navio, eu posso ser tripulante do navio ou posso ser o passageiro do navio, o que que o passageiro quer fazer? Pô, eu quero tomar um sol, eu quero ir jantar com a Leila, eu quero assistir o evento da Leila hoje a noite, quero fazer umas comprinhas, quero me divertir, agora quem define para onde o navio vai, quanto tempo ele vai, é o tripulante, quer dizer, o que que eu quero ser desses dois ai, que papo de auto ajuda Leila! Que conversa é essa de auto ajuda, para com isso, que coisa horrorosa, você é auto ajuda?

Leila                       Eu não acho que eu sou auto ajuda, eu acho que eu sou auto desenvolvimento, eu acho assim, o meu foco é que as pessoas tenham auto conhecimento e auto desenvolvimento, quanto mais eu me conheço, eu me torno mais capaz, tenho mais auto confiança em mim, arrisco mais experimento mais e vejo que a vida é fantástica, isso aqui é uma grande experiência, é uma grande escola, hoje está aqui, nós estamos aqui um pouco tristes porque nós perdemos um colega, um grande amigo, amigo e colega, o qual com 74 anos de idade e um cara que defendia, defendia a família e que falava do amor e da família, da educação de uma maneira muito especial…

Luciano                   Isami Tiba…

Leila                       … quem ama educa, quem ama educa…

Luciano                   Isami Tiba…

Leila                       O Isami Tiba é uma história, uma história e eu tive hoje lá e vi o Isami deitadinho naquele caixão e falei assim, gente, nunca mais vou ouvir esse cara, ver esse cara, falar com esse cara, mas hoje as pessoas morrem, mas elas deixam livro, deixam DVD, deixam CD, está tudo ai registrado, quer dizer, ele está indo mas deixou muita coisa aqui, a vida é assim, a vida é um sopro, é muito rápida, por isso eu quero voltar a falar para você, a coisa mais importante é você perceber que a maior companhia para você é você mesmo, se você junto com você, você está bem, qualquer outra, qualquer pessoa que vier junto com você, você vai fazer história, entendeu? Agora quando você não está se aceitando, não está se gostando, não se suporta, dai fica difícil, então a coisa é o auto conhecimento, é a auto estima, é auto disciplina, é a auto confiança, é o auto tudo porque a partir de mim que eu vou conseguir criar a minha própria realidade e eu achava uma coisa engraçada porque no avião o cara fala assim para você, se tiver uma pane no avião primeiro o que você faz? Primeiro você põe o oxigênio em você e depois no outro. Quando eu era mais jovem falei imagina, tem que ajudar o outro, não, primeiro você tem que ajudar você, você tem que se sustentar, você tem que se bancar, ser adulto é isso, é você se bancar, é você colocar você os seus pés no chão e você suportar, isso é ser adulto, não é ficar, qualquer coisinha, ah a culpa é dele, a culpa é dele, não o que que faz, olha que país que eu nasci, não sei o que, pô, caramba, nasceu aqui é assim, nós estamos aqui por algum motivo existia para nascer aqui e isso faz a gente crescer e experimentar, eu estou sofrendo essa indignação, 62 anos de idade e estou aqui… isso mexe comigo, é que eu tenho mais coisas para fazer aqui, não é? Então eu acho que é por ai, Luciano, eu sou uma pessoa que eu não acho que a coisa, essa coisa da auto ajuda não é e nem eu acho assim que assim, estou falando para as pessoas assim, não, a realidade é outra, não, a realidade é o que é, só que eu posso olhar a realidade de diversas maneiras…

Luciano                   Escolha…

Leila                       … escolha…

Luciano                   … escolha, escolha, escolha. Legal, se você perguntar para mim o que eu quero fazer, eu quero, o dia que eu morrer, que as pessoas lamentem, lamentem, pô aquele não precisava ter ido, como a gente fez quando a gente soube do Isami. Bom, vamos para o finalmente? Vamos ao jabá, vamos ao jabá. Quem quiser saber da Leila, encontrar a Leila, falar com a Leila, visitar a Leila … procura a Leila aonde?

Leila                       Nossa, eu estou nas redes sociais, eu sou uma mulher que tenho um portal, www.leilanavarro.com.br , mais o meu Facebook, estou chegando lá igual ao Luciano, adoro gente no Facebook, adoro estar lá, me comunicando com as pessoas, eu sinto que as pessoas estão pertinho da gente, ou pelo Facebook ou pelo site, pelo portal, vocês me encontram, daí de lá vocês tem vários caminhos, várias coisas que eu faço e que a gente pode estar trocando, eu faço muito hangout, faço muitas coisas e quero estar junto com as pessoas, podendo trocar o que eu sei e poder ainda aprender com as pessoas também.

Luciano                   Muito bom. Minha amiga Leila Navarro no LíderCast, muito obrigado, viu?

Leila                       Obrigado a você, adorei o papo e espero que o pessoal que escutou ai tenha aproveitado um pouquinho.

Luciano                   Com certeza. Um beijo.

Leila                       Um beijo.