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Luciano Pires -

Luciano       Você que me ouve talvez já conheça o portal Café Brasil que é o meu, não digo, é um portal, mas é um site que eu diria que é assim, é um ambiente onde eu reúno aquelas coisas que eu acho que são muito legais e eu tenho ali entre várias coisas que eu tenho lá, um grupo de amigos que escreve o portal há um bom tempo e tem gente que escreve sobre todos os temas que você pode imaginar, mas tem alguns que são especiais, né? Porque tem temas que têm muito a ver com uma visão que eu tenho de mundo e tudo o mais, um deles, uma delas, na verdade, né?… que eu convidei para estar comigo há um bom tempo atrás, eu conheci de um jeito meio… meio diferente porque na verdade eu nunca conheci pessoalmente e ela já está, já fazia, já mandava texto, a gente já tinha um contato por intermédio de terceiros e um dia eu fui conhece-la assim num encontro, num hotel, no intervalo de um treinamento que essa mulher maluca não parava, ela não saia de avião, era em São Paulo, é Rio de Janeiro, uma coisa louca, uma coisa louca, uma agenda maluca e eu fui lá bater um papo, conversei, falei pô, que interessante cara, um dia a gente vai conversar um pouco mais a respeito, né? E aqui no LíderCast, vocês sabem qual é a ideia, a gente vem aqui para discutir sobre liderança e não por acaso o tema do trabalho dela é muito focado nessa questão da liderança. Então nossa convidada está aqui na minha frente hoje, chegando diretamente do Rio de Janeiro e a primeira pergunta básica que é composta de 3 partes é a seguinte: quem é você? Eu quero saber seu nome, quero saber, se você puder dizer, a sua idade, o que é que você faz, me conta qual é a tua, por que que você está aqui?

Waleska      Pois é, é um prazer enorme estar aqui com você, você falou uma coisa que me fez rir né, a gente realmente começou a trabalhar juntos sem ter esse encontro, essa coisa do face to face e foi quando isso aconteceu parecia que a gente já se conhecia há anos né?

Luciano       Essa é a mágica né da internet… é isso aí.

Waleska      É a mágica, essa coisa da proximidade, né? Como isso estreita, né, essas distâncias. Bom gente, boa tarde, eu sou a Waleska Farias, acabei de chegar do Rio, vim aqui, estou em solo paulista, minha segunda casa, para lançar o “Líder Integral”, vai ser amanhã…

Luciano       Livro novo no pedaço.

Waleska      Livro novo no pedaço, o “Líder Integral” porque o bom ser humano prefere o bom líder, a gente lançou Rio, está lançando hoje, amanhã, desculpa São Paulo e depois Curitiba, Fortaleza, enfim… O propósito é a gente estar de mochileiro corporativo divulgando esse livro, falando um pouco, levando um pouco desse tom de liderança para as pessoas, um tema vasto e muito carente. E eu estou aí, eu sou autora, hoje eu sou autora, palestrante, coach, trabalho como também (confuso, há um ruído na gravação) fazer administração de grandes fortunas na área de private bank e joguei tudo para cima, na primeira oportunidade para trabalhar com desenvolvimento humano.

Luciano       Quando é que você fez isso?

Waleska      Há quase 9 anos atrás.

Luciano       9 anos atrás.

Waleska      Ralei muito o joelho em pedra, sai de private bank…

Luciano       Você pode falar a sua idade ou não?

Waleska      Aha essa pergunta é… né… assim… ela provoca… risos…

Luciano       É, provoca, sabe por que que eu pergunto isso? Pergunto pelo seguinte, a maioria das pessoas que vem aqui está tocando seu próprio negócio e em algum momento rompeu com o que vinha lá atrás. Eu gosto de saber com que idade foi a decisão do rompimento, entendeu? A Daniela do Lago esteve comigo aqui e ela rompeu aos 22 anos, quer dizer, com 22 anos ela chutou tudo e era, estava muito bem numa montadora e fez isso com 22 anos, quer dizer, é muito jovem para chutar o pau da barraca, né? Você deve ter feito isso com pouco mais de….

Waleska      Fiz, fiz com um pouco mais…

Luciano       …  e isso indica algumas coisas, né? Quer dizer, quando você define com que idade você chutou o pau da barraca, isso define um pouco de quem você é, de o que é que te motivou a fazer esse tipo de coisa, né? Dependendo em que fase da vida você está, você age de um jeito ou de outro, então pega uma menina de 22 anos, falo… cara, eu posso chutar o pau com 22 anos da barraca, eu chuto o pau para onde eu quiser, porque eu tenho a vida inteira pela frente, eu posso errar quanto eu quiser, chutar aos 40, chutar aos 50 aí o bicho pega, né?

Waleska      É verdade.

Luciano       … já não tenho tanto tempo para errar assim, né? Então por isso que eu faço essa pergunta, mas ela não é definitiva…

Waleska      Não, mas olha só, vamos lá, eu saí do mercado financeiro próxima aos 35 anos e venho aí trabalhando e fiz um trabalho assim, já tive picos e já dei umas desviadas e desviadas não quer dizer que você na verdade esteja falindo, esteja dando errado, mas às vezes até por uma questão estratégica você às vezes tem que descer dois degraus para depois subir um lance de escada, né?

Luciano       Claro.

Waleska      … ser catapultada para um outro piso.

Luciano       Então, uma decisão dessa aos 35 anos de idade, tomada por uma mulher, é… madura, você já tinha uma carreira consolidada, você já tinha filho, né? Já estava… o que que faz uma pessoa com esse grau de maturidade, com uma carreira consolidada, chutar tudo e partir para um outro caminho? Mudou? Por que você largou o mercado financeiro…

Waleska      Exatamente.

Luciano       … para ir cuidar de gente. Qual é o trigger, qual é o gatilho?

Waleska      É… disse a minha psicanalista que a gente só muda por duas situações, eu costumava dizer que era pelo amor ou pela dor, ela fala que amor é zona de conforto e ninguém muda, que a gente só muda pela dor ou pela culpa e teve uma hora que doeu muito, porque assim… eu olhava para o que eu fazia e eu falo assim, gente eu estudei, eu quis tanto estar aqui, eu fiz tanta… sabe eu já fiz tantas conquistas, mas eu hoje eu olho para o espelho e falo assim, podia ser diferente, isso começou a me incomodar muitíssimo.

Luciano       O que que faltava?

Waleska      Faltava tesão. Tesão assim, aquela coisa de… você sabe, vou levantar e vou trabalhar, é aquela coisa que faz assim… gente eu estou gripada, eu estou meio febril mas eu vou tomar um remédio, eu vou tomar um chá de alho com limão e eu vou trabalhar porque aquilo ali me… sabe… tem um gosto naquilo, tem um retorno e não você dizer assim, humm… amanheci meio fungandinho, liga para o banco e fala que eu não estou bem hoje, que eu estou gripada, estou afônica.

Luciano       Você conhece o Max Geringer?

Waleska      Aha claro.

Luciano       O Max é um grande amigo, eu fui bater um papo com ele uma vez, eu estava para sair da empresa que eu trabalhava, 26 anos eu fiquei e chutei o pau da barraca aos 52 anos de idade, né? E eu fui conversar com o Max, né? Falei Max como é que é? E ele me disse uma coisa que eu nunca mais esqueci, ele falou: cara, você sabe que chegou a hora de cair fora, o dia que você acorda de manhã sem tesão para ir trabalhar…

Waleska      Pois é isso aí.

Luciano       …  você levantou de manhã e falou, puta que pariu, outra vez lá vou eu… está dado o sinal, chegou a hora de você cair fora, porque acabou exatamente isso, acabou o tesão e ai você tem que buscar um outro tesão, né? E aí, e muita gente não entende o que é isso, né? Muita gente fica escrava porque, cara eu tenho conta para pagar, né? Eu tenho um monte de compromissos, é isso que eu sei fazer, como é que eu vou largar isso aqui tudo e cair no mundo? Outra, se eu falar com 10 pessoas, 9 vão dizer que eu estou louco para largar isso tudo, onde já se viu?

Waleska      Foi o que eu mais ouvi.

Luciano       Imagino… eu ouvi também.

Waleska      Meu ex marido dizia: “olha se você largar”… eu recebia luvas de migrar carteiras de investidores de um banco para outro banco e ele dizia: “se você pedir demissão eu separo de você”. Bom… acabou separando sem eu pedir demissão, né? Mas assim, aquilo ali me ajudou mais ainda a dizer, olha, você não pode, se você não for fiel ao seu propósito ninguém vai ser, ou seja, você queria uma coisa para manter uma outra você vê e acabou que a coisa nada deu certo e foi no meio, foi em meio a isso tudo que eu pude de fato perceber que uma coisa capenga não segura a outra, sabe? Não é sustentáculo, é na verdade é escora. E dali eu falei assim, eu preciso fazer alguma coisa por mim e aí vem uma, é um clichê, mas assim é uma frase que eu adoro, né? Assim: quando você faz a sua parte o universo conspira a favor e é muito interessante isso, isso funciona tá?

Luciano       É claro, olha com quem você está falando…

Waleska      Pois é, quando eu olho para você eu helo, é isso mesmo.

Luciano       Claro que é.

Waleska      E assim, e aí de repente eu conheci uma pessoa que falou, gente, você é talhada para trabalhar com pessoas e faz o seguinte, pede demissão, eu casei de novo, pede demissão e eu te suporto aí, te dou uma força porque você nasceu…

Luciano       Essa pessoa é o novo marido…

Waleska      É o…. foi na verdade o segundo e ex marido… risos… mas enfim, foi muito importante porque assim, naquele momento ele entrou, me oferecendo e depois de um tempo a pessoa começa a olhar e dizer assim, tá, mas quando você vai dar certo? E aí é que a coisa começa a ficar complicada porque assim, você sair de, você sai de um patamar para o outro, onde você vai começar, né? Colocar pedra sobre pedra para construir a tua nova moradia é complicado, então assim…

Luciano       Sim e você não saiu de uma fábrica de tijolo para outra fábrica de tijolo…

Waleska      Não

Luciano       … você saiu do tijolo para o leite, quer dizer…

Waleska      Para o leite, é verdade.

Luciano       … quem era a Waleska Farias…

Waleska      Exatamente.

Luciano      … nesse novo lugar que ela foi, do zero…você começou…

Waleska      E olha, muito interessante o que você está falando, que me chamaram para fazer um quadro, uma pessoa me conhecia e falou, gente, vem, olha tem um quadro no Fantástico que acabou não dando muito ibope mas foi ao ar, chamado Liga das Mulheres. E eu cheguei, olha, eu sou coach e sabe, sou consultora de carreira e na verdade, antes eu não sabia nem se eu era coach e consultora de carreira, eu fazia isso mas eu não tinha convencionado e quando eu cheguei lá, eu digo que era a fase que eu tinha que ligar o play para explicar quem eu era. Muito interessante, né? E ela olhava e dizia assim, gente, mas você trabalhou em várias instituições financeiras, me fala um pouco disso, porque essa coisa do dinheiro exerce uma influência na vida e a mulher hoje, a participação da mulher na renda familiar… ou seja, todo mundo que me via queria que eu falasse do mercado financeiro. Eu falei gente apaga, apaga porque eu sou uma outra pessoa e aí hoje eu falo, né? Quando eu pego pessoas para trabalhar construção de carreira ou carreira solo através de processo de coaching, eu falo não se apaga nada, porque tudo o que você fez representa quem você é hoje.

Luciano       Sim, que te trouxe até aqui.

Waleska      Que me trouxe até aqui, aí você fala…

Luciano       Inclusive os erros, inclusive as falhas.

Waleska      É claro, principalmente, principalmente, né? Eu vou te falar os meus maiores acertos, eles foram originados através de grandes erros, porque é assim, quando você faz um erro, se você comete um erro grande assim, né? Aquela coisa que ecoa, você para e fala assim, meu Deus o que que me fez errar tanto? E aí você olha para trás e…

Luciano       Pera.. pera.. pera… você falou um negócio mágico! Fez a cagada, para e olha porque é que eu fiz…

Waleska      Exatamente.

Luciano       … pouquíssima gente faz essa reflexão, sabe? Deixa eu parar, por que é que eu errei? E nesse processo de parar e ver o porque eu errei, eu aprendo com o erro…

Waleska      Com certeza.

Luciano       … e tem gente que não… errei, quebra cara e vai errar de novo lá na frente porque não faz esse trabalho de reflexão em cima do erro, né? Deixa eu voltar lá atrás que tem um negócio muito legal aqui que eu quero explorar um pouquinho mais. Tomar decisão de fazer essa mudança quando todo mundo diz que você é louca, que não vai, que você tem…. exige uma dose de coragem brutal, não é uma coisa que você faz de um dia para o outro né?

Waleska      Certamente.

Luciano       Como é que é isso? Como é que você constrói essa coragem? Você já deu uma pista, teve um momento em que chegou alguém e falou “estou contigo, vai nessa” e isso para você foi muito importante para dar um empurrão, né? Mas até então você vinha construindo…

Waleska      Vinha…

Luciano       … e enchendo um balde, um dia o balde… como é que é esse processo?

Waleska      O universo só te responde quando existe, é o eco, ele na verdade é um eco, e se a pessoa que veio e falou assim, cara, sai, eu te suporto um tempo, te dou esse esteio aí, essa estrutura para que você possa tocar adiante e se lançar como consultora de carreira, enfim, que a gente nem sabia na época como é que ia ser configurado isso, mas o que que eu comecei? Eu comecei a fazer curso de programação neurolinguística, eu lia muito, eu trabalhava muito com conceito subjetivo…

Luciano       Cara, isso quando?

Waleska      Isso antes de sair do banco.

Luciano       Legal

Waleska      Ou seja, final de semana o pessoal ia à praia, eu ia fazer curso de alinhamento energético para trabalhar com musculatura emocional, o pessoal: “vem cá, você pirou né…”

Luciano       Pirou.

Waleska      … pirou, como assim musculatura emocional? Porque eu começava a ver, e olha como é que é isso, o banco na verdade, eu era quem eu era, só para você ter ideia, eu trabalhei uma época no Citybank, no private do City e aí o pessoal falava assim “gente, estão começando os trainees essa semana, passa para a Waleska que ela tem saco de recepcionar”, porque eu fazia… Bráulio, Bráulio era o copeiro lá, o garçom do private, ele dizia: “não, vamos montar um café da manhã”… eu digo “vamos, vamos recepcionar porque a gente tem que acolher as pessoas”. Olha… como assim? Quem… essa coisa do acolhimento, do cuidado com o outro já existia e ali foi muito importante, porque eu comecei a testar quem eu era e colocar para fora quem eu era, externar isso…

Luciano       Mas você já tinha uma ideia clara de que lá na frente alguma coisa te esperava, quer dizer…

Waleska      Tanto que eu fazia isso…

Luciano       … e você começou a se preparar para isso, né?

Waleska      Exato, e foram alguns anos.

Luciano       Muito bem, se lá na frente eu quero, eu começo a me preparar agora, o que é uma dica importantíssima, que é aquela, muito bem, a minha situação hoje, estou no ponto A e pelas minhas reflexões eu concluo que eu quero estar no ponto B, quando? Anos. Vai levar 2, 3, 5, 6 anos, mas o momento em que eu decido que eu vou estar lá, preciso começar a me preparar e você faz isso em paralelo, quer dizer, vou ser… durante o dia eu vou ser Clark Kent e a noite eu vou ser super homem, né? Na minha hora vaga o que é que eu vou fazer? Eu vou curtir as coisas. Hoje em dia então eu vou montar um blog, eu vou pesquisar, vou fazer o diabo para construir o meu repertório para poder chegar no ponto B, o dia que eu estiver preparado para isso né?

Waleska      E o mais interessante, eu vou fazer um parêntesis, esse ponto B ele não estava tão formatado ainda para mim…

Luciano       Claro.

Waleska      … dizia assim, olha, eu vou ser um dia consultora de carreira… coach e consultora de carreira e imagem, eu vou ser autora, eu vou falar sobre liderança, vou falar sobre os desafios da… nunca eu pensava, eu fazia muito porque eu dizia assim, eu quero, era como se fosse uma fonte de prazer, fazer aquilo, porque quando eu estudava, ou que eu fazia um curso desse em final de semana, eu pegava um livro de programação neurolinguística, de neurociência cognitiva, aquilo me embevecia, me encantava…

Luciano       Que bom.

Waleska      … então isso é uma dica, começa a ver hoje o que que na verdade te salta aos olhos, que faz com que você queira dormir mais tarde para fazer aquilo, queira que chega o final de semana para que você possa terminar ou iniciar aquele livro…

Luciano       Que te deu tesão…

Waleska      Exatamente.

Luciano       … porque assim você contamina todo mundo.

Waleska      Pois é, porque tem gente que fala assim, ah, mas eu vou deixar, mas eu não sei se vai dar certo e se é o que eu quero, não, é uma construção, é um processo. Você começa a identificar hoje o que que mexe com uma pessoa, o que te dá tesão, porque assim, saber o que a gente não quer já aproxima a gente do que a gente quer…

Luciano       Sim.

Waleska      … já é ali uma… sabe, já é uma trilha.

Luciano Você já escolheu a o que você vai renunciar né e muito disso é o que está te prendendo, eu até fiz um programa na semana passada, o Café Brasil que a pessoa que me escreveu falava isso, o medo de que não pode dar certo é o que me impede de fazer coisas que possam dar certo, quer dizer, eu tenho tanto medo de errar que eu fico prisioneiro no lugar que eu estou. Eu tenho um amigo que tem uma história deliciosa que é mais ou menos essa tua praia ai, quer dizer, o cara faz a engenharia, se forma, pega o canudo, vai trabalhar como engenheiro e é profundamente infeliz, porque o negócio dele era ser músico e de repente lá na frente, aos trinta e tantos, com carreira tudo, ele chuta o pau da barraca e vai ser músico, ele ganha muito menos do que ele ganharia se ele tivesse lá, os amigos que ficaram na engenharia estão muito melhor que ele, ele tem um carro bagaça, a vida dele é terrível, porque nunca sabe se vai entrar dinheiro, se não vai ganhar e você olha para a cara dele o cara está feliz da vida, sabe por que? Porque da tesão pra ele fazer aquilo e lá ele era um prisioneiro, então ele chegou num ponto que ele falou, cara, quanto vale? Né, quanto vale aquela gaiola de ouro maravilhosa, onde eu tenho tudo que eu quero, mas estou preso e aqui fora eu estou solto, é mais difícil, eu tenho que voar, tenho que brigar para achar comida, para achar alimento, se eu ficar doente eu não tenho como me socorrer mas cara, eu tenho um texto legal que ala sobre isso né, o sabiá e o canarinho né, o canarinho lindo, cantando, maravilhoso, com comida, tudo numa gaiola e o sabiá feio, que não canta, voando né, lá em cima, pousa onde quiser, quer dizer, cada coisa tem um preço né, então se eu cheguei num momento que eu falo cara, eu preciso ser sabiá e foi assim eu eu… eu escrevi esse texto quando eu sai da empresa né, depois de 26 anos como canarinho, que canta, que é uma beleza preso, eu resolvi ser sabiá e ai fui voar, para lugares que eu nunca poderia ter ido com todos os riscos e problemas que vem atrás. Pergunta para mim se eu quero voltar para a gaiola?

Waleska Jamais.

Luciano Então. Pergunta para mim se eu ganho mais hoje que eu ganhava lá? Não. Tenho muito medo, muito mais insegura a minha vida, não tenho o que eu tinha lá, de jeito nenhum. Dinheiro por dinheiro, se eu botar no papel eu ganho menos do que eu ganhava lá. Pergunta se eu quero voltar?

Waleska Mas ai é referencial de valor né Luciano?

Luciano É acordar de manhã e falar, cara, não vejo a hora, cara não chega a hora de eu ir trabalhar cara, (confuso) que pena que eu tenho que parar agora, porque estar lá é um tesão, né?

Waleska E assim e é preciso se ter coragem para isso assim e assim, eu respeito muito, eu trabalho com pessoas ainda nessa inércia, ainda em cima do muro, muita gente me procura para mentoria ou para o coaching, tentando identificar assim, o que que você fez para você chegar até aqui ou então o que que eu faço porque aquele texto sobre a infelicidade, a crença de ser feliz, aquilo mexeu comigo, aquele programa que você falou sobre a questão da auto gestão se era o cavalo ou o cavaleiro da minha vida lá no Encontro da Fátima Bernardes, eu não consigo mais pensar se eu sou o cavalo ou o cavaleiro e eu acho que eu sou só cavalo, há muito tempo eu deixei de ser cavaleiro porque as minhas decisões, as rédeas da minha vida não estão nas minhas mãos, isso vai gerando uma angústia, então assim, você olhar, por mais que você gostaria muito de estar unindo o útil ao agradável né, viajar de primeira … de classe executiva…

Luciano Carro do ano…

Waleska … carro do ano, e não bagaça…

Luciano … celular…

Waleska … né poder tomar um vinho né todo final de semana um vinho específico, então. Mas você fala assim, gente mas qual é o preço?

Luciano Quanto custa isso? Quanto custa isso?

Waleska E a gente entra essa frase, expressão é a que eu mais amo, porque eu costumo dizer, Luciano, que na vida basicamente tudo se resume em dois conceitos, o primeiro é custo-benefício, que é pessoal a intransferível, cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é, só você sabe o que que é isso, o seu amigo o que que é aquilo, eu o que que eu vivo hoje, porque, mas a gente não pode sabe, achar que todo mundo tem que seguir isso e isso é a construção de cada um…

Luciano Sim, até porque ….

Waleska … pela amor, pela dor, pela culpa, enfim…

Luciano … o meu modelo não vai servir para você nunca…

Waleska … é um modelo.. não é, não, claro que não, e segundo, assim, a partir do momento que eu faço um custo-benefício, eu vou trabalhar o que? Negociação de comércio no princípio da auto negociação, olha só cara, tudo bem, eu vou sair do emprego, mas ó mulher, a gente ó, acabou o negócio de salão,

Luciano Acabou o vinho… acabou..

Waleska … acabou o vinho, a gente vai passar um tempo aqui no arrocho, não vamos viajar esse ano, filho, olha só, aquela colônia ou então o intercâmbio vai ter que esperar um pouco, então ou seja, são negociações, faz parte de você. Se você não estiver inteiro nessa decisão, vai soar falso, vai ficar fake par as pessoas que você vai falar, então assim, quando você está muito ali imbuído dessa realização, você acaba chegando e as pessoas te dão esse acolhimento, esse apoio, por mais…

Luciano Você contamina, você contamina…

Waleska Com certeza, você está tão inteiro e por isso líder integral, como ser íntegro sem ser integral é isso que vai mexer, porque você quando se posiciona dessa forma, se você for a favor, ninguém é contra, porque aquilo não vai mexer com você, você está ali, olha é isso e vamos lá e quando você confia as pessoas também olham e falam, nossa…

Luciano Que força né, que força é essa né?

Waleska … recentemente eu encontrei com uma amiga que trabalhou há muito tempo atrás lá comigo, ela falou assim, nossa, éramos 12, 12 pessoas saíram e eu vejo assim, quem de fato fez valer o que queria foi você e hoje a pessoa mais realizada, nossa você ouvir isso é tão gratificante né, porque você fala assim, gente, realmente agora tem um preço, tem um preço.

Luciano Claro… claro.

Waleska Só que assim, ninguém, nem todo mundo está disposto ou acha que é válido pagar esse preço e ai é de cada um né, isso é muito particular, isso é de cada um, a gente não pode imprimir isso como um sabe, um ritmo natural…

Luciano E esse preço tem um negócio que envolve família, envolve… eu sei as horas que eu fiquei fora de casa, quanto eu fico hoje, eu sei como é que é, tem realmente tem um preço mas tem aquela história toda do seu preço interior né, quer dizer, eu, o dia que eu morrer, como é que vai ser né, eu vou olhar para trás e falar, cara me arrependo de não ter feito ta ta ta ta ta será que vale a pena isso né? Eu acho que não né e tem um outro negócio interessante, quer dizer, nesse momento é muito importante quem está do teu lado né, então se quem está do teu lado diz, se você partir para essa eu largo de você, você tem mais um obstáculo a romper ali…

Waleska Ou então, ou talvez mais desculpa até, você me falou, me veio aqui o insight, as vezes até você se questionar se essa é a pessoa certa para estar ao seu lado né?

Luciano … isso que eu ia dizer agora, falei então pera ai, houve uma demonstração…

Waleska Pois é.

Luciano … de quem está ali, se quer o teu bem ou não…

Waleska Exatamente.

Luciano … né, é isso ai, se ela quer o teu bem ou não.

Waleska Foi tudo junto, foi o marido, foi o ex marido, foi o emprego, foi tudo e foi um momento onde eu, sabe, eu me vi como uma fênix, ressurgindo das cinzas, porque eu fui para o fundo, foi marido, foi dinheiro, foi tudo e eu, quando você se vê diante daquilo, e ai, você não queria tanto? Agora tem um espaço, não veio na configuração dourada e emoldurada que você queria.

Luciano Você voltou para a pista de pouso.

Waleska Exatamente.

Luciano Quanto tempo levou para decolar de novo?

Waleska Olha, assim, com 2 anos eu já tinha tirado a cabeça d’água, já respirava, mas assim, a estabilidade mesmo, uma, um reconhecimento, essa credibilidade, eu acho que vai ai para perto de 5 anos.

Luciano Então vamos lá, vamos fazer nossas contas aqui, aos 35 você chuta o pau da barraca e só vai botar a cabeça para fora e de olhar falar, deu certo, aos 40…

Waleska Exatamente.

Luciano … então não foram 5 meses?

Waleska Não.

Luciano Quer dizer, não tem nada rapidinho assim, ninguém vai ficar milionário do dia para a noite, aliás, até tem gente que fica, mas é…

Waleska Tem gente que fica, tem alguns empreendedores…

Luciano … té aquela 0,0000% que acerta na boca..

Waleska …tem alguns empreendedores ai que….

Luciano … mas isso é, isso é o pico da curva, te tira fora…

Waleska Exatamente.

Luciano … isso não é normal, isso é anormal né? O que que é normal? Normal é ralar 5 anos né? Eu tenho, o meu exemplo, por exemplo o exemplo do Café Brasil, é o podcast que nasceu e cresceu, levou 7 anos para o negócio andar…

Waleska É isso ai.

Luciano … entendeu, durante 7 anos eu investi naquilo e botei um monte de tempo e dinheiro ali porque eu acreditava, falava cara, um dia esse negócio vai dar certo e foi funcionar 7 anos lá na frente. De novo, não são 7 meses. São 7 anos, quer dizer, esse componente de você entender que esse é um investimento que não é de curto prazo, que você não vai ser gerente , dono, diretor amanhã de manhã, que você tem que construir isso e ninguém vai fazer por você né, e de repente nessa opção que você tomou de eu vou ser empreendedor e dono da minha vida, no dia que você botou o avião no chão, você olhou em volta e fala po, não tem um departamento de pessoal para resolver para mim, não tenho departamento financeiro, dia 15 não vai ter uma graninha na minha conta né, como é que vai ser e agora? E o plano de saúde eu vou ter que fazer, eu vou ter que ir atrás, e ai cara? E o mundo desmonta inteirinho né? Bom, eu tenho um amigo meu que veio conversar comigo há um tempo atrás e veio falar, é alto executivo numa empresa e falou, cara eu estou pensando em sair, eu vim conversar com você porque você saiu um dia e eu queria que você me contasse o que é, como é que é essa história de resolver sair e ir embora né? E eu falei para ele, falei cara, tem um monte de coisa para ser feita mas a primeira coisa que você tem que começar a fazer a partir de hoje é o seguinte: crie uma armadura emocional né, que que é isso? Uma armadura emocional cara, por que? Porque amanhã de manhã, você não tem mais o nome da empresa, você não tem mais o cartão, você vai ter demandas que você não tem hoje, você vai ter todo mundo e você vai se achar um merda, porque você que era o cara que chegava e era recebido com louros, vai ficar na sala de espera, no meio dos motoboys cara, você tirou sua gravatinha, o diretorzão, e vai ficar uma hora e meia esperando um cara que não vai te atender e isso vai acabar com a tua auto estima cara, crie uma armadura emocional. Aconteceu com você isso?

Waleska Muito engraçado né, você falando de criar uma armadura emocional, mas eu vou te falar, é o esfregaço da areia que constrói a pérola né, então assim, essa questão da armadura emocional ela vem como um processo também, primeiro que se a gente pensar nisso muito antecipadamente, claro que a gente tem que ter o mínimo de bom senso e uma certa noção de que isso vai acontecer, quando você tira o seu crachá que você rasga o seu cartão de visita, você começa a ser um alguém da Pereira, da couves, da…. enfim…

Luciano É um ninguém né.

Waleska … é um ninguém.

Luciano O Rubem Alves tem um texto muito legal, você pergunta, quem é você, eu sou o Rubem Alves, da onde? Ele fala da rua Augusta número 35, não, não perguntei o endereço, da onde o que? Eu sou de mim, eu não sou na empresa tal né.

Waleska Isso é muito complicado…

Luciano É.

Waleska … então assim, a primeira coisa né, Freud quando questionado sobre o que o indivíduo normal deveria fazer ele falou, amar e trabalhar. A primeira coisa que as pessoas perguntam é seu nome né, aliás assim, olha, eu quero te apresentar, esse é o Luciano, oi, olá, prazer eu sou a Waleska, e segundo o que que você faz, inclusive você começou o nosso bate papo assim né, aqui é a Waleska, vamos saber oq eu que você faz, de onde é que você veio, enfim, se apresenta, a gente precisa se apresentar, então quando a gente fala a questão do nome né, é assim, olha eu sou essa pessoa, mas assim, é assim como, é a convenção, mas assim, coo você vai ser reconhecido e a sua credibilidade vem, nesse sentido de missão mesmo né, assim você, eu existo para isso, então essa questão de trabalho é muito importante, como é que você vai então tirar o crachá que você estava há 17, 18 anos trabalhando naquela empresa, rasgar o cartão e todo mundo que sabia que você trabalhava lá vai te ver agora como quem?

Luciano Você não tem mais o sobrenome corporativo né?

Waleska E vou te falar, muita gente vem procurar o coach, vem procurar, fazer mentoring exatamente porque assim, olha, eu comecei.. algumas pessoas se antecedem, são mais precavidos, já se planejam melhor, mas eu pego assim, 60% dos casos de pessoas que já saíram, num rompante e sabe assim, olha eu vou, no susto e ai começa a ver que meu Deus do céu, dei com os burros n’água e ai é assim, como é que eu faço? Eu volto? Eu tenho que voltar e a angústia de ter que voltar de cabeça baixa né, como looser, poxa, eu sou um fracassado, e isso as vezes faz com que eles procurem ajuda e a gente vai falar olha, nem tudo está perdido, calma, vamos começar a ver o seguinte, vamos primeiro, vai lidar o que você quer, qual é o objetivo central? Vamos legitimar isso, é isso mesmo que você quer? E ai, a partir dai ver o que você tem, tira tudo que você tem hoje de subsídio para a gente ver como é que a gente começa a estruturar melhor isso…

Luciano Calibrar né, quer dizer…

Waleska Claro.

Luciano … pode ser que seja isso que você quer, mas não desse tamanho, não já…

Waleska Com certeza.

Luciano … não nesse prazo né…

Waleska Não já.

Luciano … isso.

Waleska Olha só que bacana que você falou, não já. Algumas vezes, Luciano, eu falo olha só, pelo que você me disse foi bacana, você quer, mas assim, não é factível, não se sustenta, então vamos fazer o seguinte? Volta para lá e espera um pouco mais, faz uma reserva, porque a pessoa vai, aluga sala, coloca.. manda fazer um cartão de visita, paga um site e ai de repente cadê que o negócio não aconteceu. Não. Tem toda ai um backstage, tem muita coisa no backstage a ser trabalhado que você não pode ficar só colocando a cara na rua, na janela, mas e ai? Como é que eu me lanço se eu era private banker, agora eu sou coach, consultora de carreira? O que me credibiliza será agora? Mas essa é uma outra função, tem algumas coisas que a gente precisa se estruturar melhor para poder se lançar em…

Luciano Você me deu o insight agora que tem a ver com essa minha história né, que foi o quando é que eu percebi que eu precisava começar a me preparar para alguma coisa que vinha na frente, quer dizer, eu levei 8 anos para sair da empresa né, desde o momento que eu tomei a decisão, que eu falei eu vou embora, eu fiz um plano para 5 e levei 8 anos para sair né e nesse processo de 8 anos, a principal coisa que eu fiz foi fazer com que meu nome pessoal, eu Luciano Pires, fosse tão grande ou maior do que o nome da empresa onde eu estava, então eu era o Luciano Pires da Dana, isso me credibilizava no mercado e quem é, é o Luciano Pires da Dana, se você tirasse o Dana, eu não era nada, né? E o que eu fiz durante 8 anos? Foi fazer o Luciano Pires crescer até que o dia que eu tirasse o “da Dana”, o Luciano Pires continuava né…

Waleska Com certeza.

Luciano … então foi um trabalho insano de me projetar, quer dizer, eu comecei a escrever, comecei a fazer, aquela história do Clarck Kent e Super Homem né, então de dia eu trabalho, faço o meu trabalho aqui como diretor executivo da empresa e a noite eu estou estudando, estou escrevendo, estou fazendo um livro, estou fazendo o diabo para construir essa coisa que um dia lá na frente… eu até brigo, falo assim, eu cheguei na empresa sem nenhum papel dizendo estou fora e no dia seguinte eu levantei no mesmo horário e fui trabalhar, só que em vez de ir para o escritório da empresa eu fui para o meu, né…

Waleska É isso ai.

Luciano … levou 8 anos.

Waleska Aliás é 1% inspiração e 99% obstinação.

Luciano Obstinação

Waleska Não é transpiração não, você tem que se obstinar, transpiração vem como consequência, não é determinação, é obstinação, é assim, eu vou dar certo.

Luciano Agora vamos lá, vamos lá, vamos lá. Waleska, muito legal, po interessante, legal, mas isso é muito fácil para você, que é uma pessoa que tinha formação, você devia ter uma escola, foi bem formada, a família devia ter posses, você teve chance de estudar, você fez outro idioma, você deve ter morado fora do país, você tinha mil experiências, teve toda oportunidade do mundo e pôde então se dar ao luxo de chutar tudo e ter tratado da sua vida. Eu sou um coitado, eu não tive chance de fazer nada, minha vida sempre foi isso, eu estudei num colégio particular ruim, particular não, colégio estadual ruim, eu não tive chance de fazer, eu sempre fui pobre, minha família foi sempre ruim, eu estou aqui perdido trabalhando nessa empresinha aqui eu nunca vou conseguir fazer isso, meu destino é morrer aqui.

Waleska Pois é, ai você está me falando, algumas personalidades estão vindo na minha mente aqui. A primeira delas, eu não vou lembrar o nome dela, mas eu fiz uma visita à empresa dela , não sei se é dona Zina, tia Zina, do Beleza Natural, Beleza Natural hoje é uma rede, tem franquias que trabalha com cabelos, cacheados, enfim, ela nasceu na favela, as meninas que queriam alisar o cabelo, tirar aquele volume do cabelo, ela desenvolveu uma química e um tratamento e a partir dali… gente, e hoje ela está contratando executivo no mercado, porque ela enfim, ou seja pessoas que tiveram essa formação no exterior, que tem boa chancelas e falam 4 idiomas, estão vindo trabalhar lá na Beleza Natural que hoje deu certo. Eu acredito….

Luciano Aha, mas ela deu sorte, ela é um ponto fora da curva, ela é uma exceção…

Waleska Olha só, eu não sei se é muita sorte não, porque essa mulher tem uma determinação, não é a determinação não, a gente vai falar aqui de obstinação, sabe que palestrante que vendia ali na, eu trabalhava no City Bank na Rua da Assembleia, tinha um cara que vendia bala, chiclete…

Luciano O Davi…

Waleska É! O Davi…

Luciano Davi camelô.

Waleska … Camelô. Sabe o que que ele fazia, você chegava, não tinha dinheiro, ele te dava bala, depois mandava cobrar lá no teu andar, ou então ele vinha e quando você voltasse no dia seguinte, você pagava ele. Ele trabalhava durante o dia em frente ao banco e anoite sabe para onde ele ia, Luciano? Para o meio da rua onde tinha engarrafamento para vender, e só saia dali quando acabava o engarrafamento, no dia seguinte cedinho ele já estava lá em frente ao City Bank, você não queria sair, estava muito calor, não queria sair de terno, ele mandava um portador, ele tinha um filho dele lá, um vizinho dele que eram portadores para levar bala lá para você e esse jeito de trabalhar, de repente virou uma barraca, duas barracas, uma venda e ai as pessoas falam assim, gente, o que você fez para crescer tanto assim?…

Luciano Que sorte!

Waleska Que sorte né? O que as pessoas falam né, o que eu chamo de obstinação e dedicação e de fidelidade ao propósito, algumas pessoas intitulam como sorte. E ai essa pessoa hoje virou um case de sucesso, como a dona do Beleza Natural, como a menina do Brigaderia Chic, que estava na PUC e de repente sofreu, a família sofreu um revés ai, não tinha mais dinheiro para pagar a mensalidade, de repente ela começou a ter que fazer o que? Vender brigadeiro na sala de aula para poder arrecadar dinheiro e pagar a faculdade e ela começava, ela até estudava lá de dia e de noite ela sentava a pua fazendo brigadeiro e fez brigadeiro, todo mundo nossa, maravilhoso, olha, você se incomoda de fazer lá, o meu filho vai fazer, a minha irmã, o meu namorado vai fazer aniversário, você pode fazer 30, pode fazer não sei que? Daqui a pouco a cantina da PUC começou a comprar os brigadeiros da menina e hoje virou…

Luciano Virou um negócio.

Waleska … negócio e que já está na quinta loja, então assim, as vezes até através de um revés você vê assim o que que eu tenho de talento, o que que eu faço de bom, qual é o meu diferencial? E disso tudo né, essas pessoas que fazem, enfim muita gente que saiu do zero e hoje tem dinheiro, aliás essa coisa de ser bem sucedido nasceu bem, claro que isso é um respaldo fantástico, meu pai, sou filha de pais ricos, me mandaram estudar fora, eu tenho um diferencial, hoje eu estou trabalhando, mas as pessoas começaram a ver o seguinte, olha só, ele nasceu, ele é filho de pai rico, eu não sou, então o que que eu tenho que me esperar e fazer de diferente….

Luciano Mais… fazer mais

Waleska Mais… eu tenho que fazer mais ainda e eu vejo muita gente assim, então assim, eu vejo gente procurando coach, aha, porque eu gostaria, não sei se eu vou conseguir, assim e eu vejo quando a pessoa tem muita determinação, a gente dá um jeito para atender, porque aquilo ali encanta a gente, sabe, fascina a gente ver aquele tesão, aquela vontade de dar certo. E depende, aha é porque eu gostaria de ser… gente o próprio nosso ex presidente da república né, o cara lá, então assim, se você for ver, tem muita, assim, independente.. a gente não está julgando quem.. se é mau, se é bom, se é ruim, a gente está falando só de pessoas que saíram de um determinado patamar para o outro…

Luciano E chegaram…

Waleska E chagaram onde jamais imaginaram que pudessem chegar, mas assim, o que que moveu essas pessoas a esse lugar? Até esse lugar né? É a vontade de fazer diferente.

Luciano É, Waleska quem paga um coach, uma empresa que manda alguém fazer o coach ou é um indivíduo que vai te procurar para fazer o coach? Como é que é isso?

Waleska Boa pergunta. A gente tem algumas empresas que hoje oferecem o coaching, disponibiliza o coach para alguns gestores, para alguns profissionais porque são pessoas que tem posicionamentos estratégicos, eles têm uma visão de que essas pessoas podem fazer carreira na empresa, mas que eles têm alguns queps (?), alguns ajustes a serem feitos e ninguém me chama nas empresas hoje para fazer ajuste técnico, é sempre de ordem comportamental, em contra ponto eu vejo muita gente, inclusive pessoas mais novas, eu atendo pessoas de 16 a 67 anos de idade, é uma diversidade fantástica que elas começaram, olha, eu vi você na televisão, ou li um artigo seu, ou vi lá, olha aquele no portal Café Brasil, eu li uma coisa, um texto, um conteúdo seu que suscitou uma determinada vontade de fazer algo de diferente, sabe o movimento assim, a pessoa, ela já está pensando, de repente ela liga a televisão e vê uma entrevista sua, assiste, ou assistiu no portal Café, ouviu no pod cast (confuso)

Luciano Faz-se uma luz, que é uma luz né…

Waleska Juntou lé com cré…

Luciano É uma luz… É isso ai.

Waleska Mass assim, a pessoa precisa estar passando por algum tipo de questionamento para ela querer, olha assim, eu gostaria, ela pode até não saber o que ela quer, mas ela tem que perceber que aquilo que ela está fazendo não está valendo a pena…

Luciano O universo conspira a nosso favor…

Waleska Conspira a favor. Então as vezes tem pessoas que eu faço assim, olha, está morando fora do Brasil, eu atendi recentemente uma pessoa na Austrália e ela falou olha, não estou dando certo aqui cara, eu não gostaria de voltar, para mim vai ser não sei que, como é que eu faço? Eu não estou com muita grana. E gente, a gente faz o seguinte, quando a pessoa quer muito, como é que você pode fazer? O valor é esse e você divide, parcela, enfim, hoje eu tenho uma equipe também que trabalhar para me ajudar com isso, a pessoa as vezes… E vai, quando a gente quer as portas se abrem, se você for a favor ninguém é contra mas assim, é um processo só que as pessoas querem fazer tudo assim, não eu vim aqui, eu vou fazer seções e eu já saio daqui preparado…

Luciano Sim… como se fosse curar uma perna…

Waleska Né, uma pílula, toma essa pílula e de repente você pode, além de mudar de sexo também mudar de profissão, não é assim.

Luciano Não é, não é assim.

Waleska É um processo né.

Luciano Você consegue ver uma diferença entre as pessoas que vão fazer o coach com você pela empresa e aquelas que vão individualmente te procurar? São bichos diferentes?

Waleska Muito interessante. E por que que eu faço com essas pessoas que vão me procurar que as vezes até o valor de investimento é diferente e tudo? Porque sim. Aquilo me remete a quem eu era, o quanto eu também precisei de ajuda e o quanto o coaching naquela época teria me ajudado, então assim, eu tenho, sabe, uma empatia e assim, um olhar muito dedicado a essas pessoas que buscam, que querem, porque elas querem tanto que elas fazem qualquer coisa, olha, eu posso dividir? Eu posso isso? Eu começo… E ai como é que você vai dizer não para uma pessoa dessa se você vai poder fazer a diferença na vida dessa pessoa como dizer não?

Luciano Que aquilo é só… ela foi pedir para você ensinar ela a pescar?

Waleska Nossa, olha…

Luciano Não foi pedir o peixe né…

Waleska … não, ela foi…

Luciano … para usar aquele velho jargão…

Waleska … ela foi pedir… exatamente…

Luciano … eu não quero o peixe, cara…

Waleska … eu quero que você me diga…

Luciano … me ensina como é que eu faço e ai…

Waleska … e a pessoa faz tudo e você olha, você já leu o livro tal? Não, me diz que eu vou buscar e ela vai no sebo, ela faz download, ela gratuito, ela vai se virar porque ela quer e aquilo me fascina e olha, e não fascina só a mim não, fascina qualquer pessoa, porque tem tanta gente hoje na agonia paralisante, sem ousar para se permitir, para iniciativa produtiva que quando você, eu, qualquer pessoa olha na rua e vê uma criança que está lá limpando e está fazendo isso, quando você vê um diferencial, né, uma pro atividade, você ali se queda sabe, diante daquela pessoa e você quer ajudar, você quer fazer parte daquilo, você quer ser parte integrante, você quer contribuir para aquilo né…

Luciano É verdade, olha, eu fui fazer um evento recentemente num estado ai e na hora que eu cheguei lá para fazer o evento eu estava…. cheguei num teatro, todas as condições técnicas desfavoráveis, um negócio horrível, tudo o que eu pedi não tinha, não tinha o cabo, não tinha lugar do projetor, um negócio pavoroso, a hora que eu vi aquilo eu falei, cara, não vai dar para fazer né. E eu cheguei lá, na hora que eu cheguei no teatro, me recebeu um cara que era um garotão, jovem, todo fortão, que cuida das coisas do teatro e eu cheguei a hora que eu olhei aquilo eu falei cara, não vai dar. O cara, não, vamos dar um jeito, e eu cheguei, começamos a conversar, bom, esse cara desmontou o teatro, ele subiu a 10 metros de altura, tirou lá de cima um projetor gigantesco, desceu com aquilo embaixo do braço, montou lá na frente e na hora da palestra estava tudo no lugar, tudo arrumadinho. Sabe, com uma vontade eu falei cara, o que é isso bicho, mas o cara se desdobrando par fazer coisas que eu jamais imaginei que fariam, ao mesmo tempo chega o motorista da prefeitura, que veio trazer tal coisa, o cara com uma má vontade, olha, se não for agora não vai dar porque meu horário termina daqui a pouco, o cara puto da vida, com uma má… eu olhei aquilo e falei cara, mas que baita diferença entre um e outro né, um me fascinou pela entrega do cara porque ele não ia ganhar nada com aquilo né, o trabalho dele era aquele? Pelo contrário, o cara desmontou… e o outro, que tinha que fazer uma besteirinha, mas estou no horário, com uma baita má vontade. Bom, terminado o evento eu descubro que aquele cara que se desdobrou tudo, é um presidiário, que está num programa que eles têm lá na cidade e esse cara de dia sai da prisão e vai trabalhar no teatro…

Waleska Oha isso.

Luciano … e de noite ele volta para a prisão e está cumprindo a pena dele lá. E o cara com tesão, mas uma gentileza que eu falei, não é possível cara, está preso por que? Aha problema com droga etc e tal né, e a atitude dos dois brotou, quer dizer, um tem um emprego, está trabalhando, tem salário, com uma má vontade desgraçada e talvez a má vontade dele seja essa, porque meu emprego é uma merda, porque o que eu ganho é uma merda, porque isso aqui é um saco, porque eu odeio o que eu faço. O outro está na cadeia e se desdobrando e você vê que não era interesse, porque ele não ia ganhar nada com aquilo, se ele fizer mal feito está igual, só que quando eu olhei os dois eu falei, cara que diferença, era para ser o contrário né, quem devia estar feliz era o cara, não, era o presidiário né. E você olha nisso e vê ali um componente que dinheiro nenhum compra você não consegue comprar essa atitude, não dá para comprar comportamento, eu posso, você falou da parte técnica, dinheiro compra cara, tecnicamente, você quer aprender, dinheiro compra um curso, paga um professor, você consegue, agora a atitude, esse jeito de olhar o mundo sabe, de cara, eu vou fazer acontecer não há dinheiro que pague né. Como é que se constrói esse tipo de atitude? Você nasce com isso ou não? Como é que, como é que… (confuso) como é que você prepara isso para olhar o mundo dessa forma e ser a pessoa que faz a diferença, que faz acontecer, pelo comportamento?

Waleska Olha, algumas pessoas nascem com DNA já melhor trabalhado nessa direção, então ou seja, e por que assim? É da pessoa, a gente fala ai de um perfil sócio psicológico de uma personalidade, uma identidade, a gente vê…

Luciano Tem a ver com a classe, o lugar que ela nasceu ou não?

Waleska Não. Isso é da pessoa. Isso é da pessoa. Eu já vi pessoa, quando eu fiz o transformação na TV Globo, a gente trabalhava exatamente ajudando as pessoas de baixa renda assim, de comunidades a desenvolver a sua…

Luciano Empreendedorismo…

Waleska … é, o empreendedorismo e a desenvolver o seu talento, ou seja, ocupar um espaço através de uma profissão determinada e eu vi pessoas ali gente, que assim, era o pai querendo que ela trabalhasse de doméstica num lugar e ela trabalhava mas ela estudava a noite enquanto todo mundo, as irmãs iam namorar, então assim, como é que num ambiente tão sabe, contaminado e já assim comprometido mesmo né, eu vou falar comprometido…

Luciano Conformado né, o conformado né…

Waleska … né, aquele conformismo, pois é, então 9 filhos, uma pensa diferente então assim, era o mesmo pai, a mesma mãe, então é da pessoa, tem uma questão que é da pessoa, se a gente for falar, for assim, for um pouco adiante é a alma mesmo, é espírito, é essência, chame quem quiser chamar, dê a convenção que achar melhor. Segundo é o referencial, que a gente está falando ai de um modelo de, de um modelo de referência, de um exemplo, assim eu costumo dizer que mais do que de crítica hoje, as pessoas precisam mesmo é de bons modelos de referência…

Luciano Sim. Haja o Brasil…

Waleska Exatamente, então a vezes você tem um pai que faz tudo errado, que briga, que bate na mãe, que faz não sei que, que nada vai dar certo e um conformismo ou pior, a ter um pessimismo que leva à uma acomodação sabe, que pau que nasce torto morre torto e fica todo mundo vendo aquilo e é, sabe, foi o que eles aprenderam…

Luciano Se contamina.

Waleska Se contamina. E depois disso tem uma situação que é essa coisa do comportamento, que a gente vai voltar à questão do “ou pelo amor ou pela dor”, as vezes a vida ensina, quando pai, mãe não dá limite, quando a própria situação das pessoas ao entorno não oferece um limite para que essa pessoa vá tomando o seu caminho né, se aprumando nessa estrada, a vida vem as vezes e dá uma, sabe, peitar aquela prova cabal, puxa o tapete, você cai de cox no chão e ai assim, literalmente é pela dor. Quantas pessoas as vezes você não vê, até palestrantes que passam hoje, olha, perdi as pernas, eu fiquei paraplégico, e a partir dali eles tem a opção, ou eles definham, deprimem, definham e morrem; ou eles vão assim, não, eu vou dar o exemplo porque eu era feliz e tinha tudo para ser feliz e não era e hoje eu sou porque eu vou deixar o meu testemunho e aquilo ali vira uma grande causa na vida deles e vira a razão de viver deles, então assim, a gente tem escolhas né, ou é pelo amor ou é pela dor, então assim a gente pode também aprender de forma mais fácil, vai esperar a coisa realmente se complicar? Porque uma coisa né, até lembrando, teve uma época que tudo o que eu fazia era toque de midas né, olha, vamos vender um terreno de 15 milhões de dólares e vamos fazer um empreendimento, um shopping, vai lá porque eles vão aplicar metade, porque vai levar 6 anos para o empreendimento estar… e eu ia lá e tudo dava certo, quando eu comecei a não ter mais aquela energia, aquele tesão para ir trabalhar, parece que a minha energia foi mesmo e a coisa eu digo gente, como assim? Não está dando mais certo. A energia, ela se esvai mesmo….

Luciano Não tenha dúvida nenhuma, tem uma mágica ai, tem uma mágica sim…

Waleska … tem uma mágica.

Luciano Você quer um exemplo fabuloso para isso e está na mão, na cara de todo mundo, Facebook…

Waleska É isso ai.

Luciano Facebook. O ano passado, em janeiro de 2014, eu tinha 12 mil curtidores no Facebook, hoje eu estou com 71 mil. O que que eu fiz em 12 meses, qual foi a diferença? Se eu tinha o Facebook já há 5 anos, por que que de janeiro de um ano para janeiro de outro eu botei 60 mil caras a mais lá dentro né? Qual foi a diferença? Eu peguei para mim a única diferença, peguei para mim, peguei e eu comecei a botar a minha alma lá…

Waleska Olha só.

Luciano … eu me expus…

Waleska É isso ai.

Luciano … eu comecei a colocar a minha cara, eu dei opinião, comecei brigar e pa pa pa, é um exemplo digamos, até idiota, mas ele, ele dá uma demonstração muito clara, no momento que aquilo deixou de ser uma maquininha que sem alma e passou a ter minha alma lá dentro, aquilo multiplicou, não porque o que estava sendo colocado lá era melhor do que vinha anteriormente, é que o que estava sendo colocado agora tinha a minha alma né…

Walesca Com certeza.

Luciano … e ai deu toda a diferença, a pessoa me pergunta, qual é a receita cara? A receita é o seguinte: põe tua cara né, põe tua alma, põe teu gás, põe teu tesão lá que contamina as pessoas né…

Waleska É troca né.

Luciano … mas você me falou um negócio interessante ai que me traz de novo para a nossa, para o início da nossa conversa que é a questão da liderança né, você quando está num papel de liderança e para mim é muito claro, quer dizer, quem define liderança é contexto, não é nada, não é hierarquia nada, liderança quem define é o contexto, por isso todo mundo é líder em algum momento né, se eu convidar meus amigos para ir comer uma pizza em casa, eu sou o líder da pizza né? Se aquela senhora vai fazer uma festa de aniversário do filho dela, ela é a líder daquele momento porque o contexto exige assim, não é nem o marido que é o dono da casa, o líder é a mãe que está fazendo a festa né. E quando você está num papel de liderança, você é um professor de ética, par ao bem e para o mal, porque todos os liderados estão olhando para você e estão aprendendo aquele exemplo que você deu e ai eu conto para a pessoa, falo, é o seguinte cara, a pior coisa que pode acontecer na tua vida é ter um líder pocotó, pocotó é o termo que eu uso aqui para dizer….

Waleska Eu sei…

Luciano … é gente que tem oportunidade de escolher e não escolhe, foi o meu toco aqui. Gente que tem oportunidade de escolher e não escolhe, quando você tem um líder desse tipo, que é aquele cara que ele não te instiga, ele não te empurra, pelo contrário, ele não faz e não deixa fazer, ele põe a mão e te segura, esse é o pior modelo que você pode ter na tua vida, quer dizer, se for assim, caia fora. Mude de área, mude de emprego, mude de casa, mude de país, mude mas não fique embaixo porque esse cara vai te contaminar sem você perceber ele vai te dar um exemplo e a menos que você tenha um senso crítico suficiente para enxergar nele o exemplo do que você não quer ser…

Waleska Bacana, eu já ia falar isso, com certeza.

Luciano … a menos… você já dançou e assim funciona a vida da gente né, como é que você vê isso?

Waleska É, primeira coisa é a convenção de liderança né, para mim é assim, o líder, ele não é aquele cara que carrega o crachá de líder ou tem uma plaquinha de gerente, diretor, superintendente, enfim, sobre a mesa dele, a liderança ela está muito mais, ela fala muito mais de alguém que por ter interesse genuíno por pessoas, gostar de pessoas, porque coo lidera-las sem gostar delas né?

Luciano Na porrada…

Waleska Na porrada, pelo amor de Deus…

Luciano … chicotada, porrada… paulada…

Waleska … é o famoso processo GA, goela abaixo, manda quem pode obedece quem tem juízo, isso não se sustenta…

Luciano … pelo medo né que o…

Waleska … pelo medo, cada vez…

Luciano … o medo é um baita motivador, mas ele só gera medo…

Waleska Exatamente.

Luciano … nenhum compromisso, primeira oportunidade, quem está com medo vai fazer você dançar…

Waleska Com certeza.

Luciano … vai pisar em você, vai né….

Waleska Então eu falo assim, a liderança ela fala muito mais dessa disponibilidade, dessa disposição de fazer a diferença através das próprias ações e por gostar de pessoas, desenvolvê-las e a partir dai ele vai começando a conquistar admiração dessas pessoas e quando você conquista admiração dessas pessoas, como elas precisam de bons modelos de referência, elas passam a segui-lo. Por que que de repente você teve ai um aumento, incremento fantástico no seu Facebook? Por mais que o conteúdo fosse bom, você deu a sua cara, você botou a sua alma, a sua essência, você foi lá falar, isso fala olha o cara que está aqui, ele está falando, a credibilidade… isso muda, isso é uma coisa de líder, de liderança, as pessoas começam a te seguir, a seguirem, a entrar na sua página por que? Porque elas credibilizam, elas creditam a você uma determinada confiança, uma admiração, então a liderança ela nasce disso ai e é por isso que o bom ser humano precede o bom líder, porque a gente está falando ai de conceito, de predicados humanos, não adianta, aha eu sou um excelente executivo gestor, mas como pessoa eu sou outra coisa, aqui na empresa… olha, você pode até se dar ao luxo de ser bipolar, compartimentado não. Então tem que ter uma posição, então essa questão do líder né, do líder ruim, do chefe ruim, é uma coisa que é o que você falou ai, eu acredito muito, eu já tive bons líderes e já tive outros que assim, eu gostaria de passar ao largo se passar numa calçada e eu mudo de calçada e de ver a pessoa fazer, inclusive cometer agressão física sabe, com seus liderados e…

Luciano Ainda tem.. ainda tem…

Waleska … assédio moral e até sexual e olha, você fala assim, meu Deus como é que esse cara chegou aqui, falava 4 idiomas, morou fora, tinha aquele currículo lá no by the book né, para trabalhar no mercado financeiro, mas precisa saber, esse cara hoje ele virou pastor, tomara que por vocação né e não por falta de opção, porque depois que ele saiu dessa instituição financeira onde ele teve realmente, foi arrolado ai em alguns processos de assédio moral, ele não conseguiu mais se recolocar no mercado.

Luciano E virou pastor…

Waleska Pastor.

Luciano … para pregar o que?

Waleska Espero, mais uma vez, por vocação e não por falta de opção…

Luciano … que tenha tido uma luz, uma revelação em algum momento e…

Waleska … eu acredito, eu sou assim, eu acredito tanto no ser humano, eu sou aquela pessoa tão crente que eu acho que assim, passa longe da minha consciência essa coisa assim da minha filosofia, essa coisa de que pau que nasce torto morre torto, eu acredito que o querer é imperativo, eu preciso querer, tudo bem, competência, habilidade, a gente desenvolve, caráter é uma coisa que já é questionável, mas acredito que a vida também ensina, as vezes uma pessoa que não teve um caráter tão bom el passou, ela foi tão ao extremo, ela sofreu tanto as consequências daquilo, que as vezes ela pode…

Luciano Um trauma… um trauma…

Waleska … um trauma, e reavaliar, uma madrugada dessas da vida eu perdi o sono, liguei a televisão e como acredito que não existem coincidências, estava lá o professor Hermógenes, um yogue né e tal, que trouxe o método para o Brasil de yoga e o cara simplesmente foi trabalhar no nordeste, com presidiários, aqueles casos que ficavam lá em solitária sabe, os caras que estavam ali, como não tem pena de morte, vamos deixar apodrecer aqui, com rato, barata, urubu, enfim, sem comida, sem… o cara cheio de escorbuto enfim, e o cara simplesmente começou a fazer yoga e sim, se eu já tinha perdido o sono, eu varei a noite porque eu fiquei assim, olha isso, a partir do momento que o cara entrou em contato com ele e pode identificar algum ponto positivo, algum aspecto positivo e começou a trabalhar numa direção de resgate dele mesmo, quando ele quis, o universo conspirou a favor, então eu seja, o cara começou a trabalhar, trabalhar, daqui a pouco o cara saiu da solitária, daqui a pouco o cara começou a acompanhar o professor, daqui a pouco o cara virou um yogue também, estava ensinando meditação e acabou também saindo dos muros do presídio e começou a trabalhar com escola, am algumas populações…

Luciano Carentes né…

Waleska … carentes e você fala assim, gente, como é que aquele cara estava lá sem dente já, todo sabe, chorando de dor, o cara …

Luciano Sim estava no fundo do poço…

Waleska … estava no fundo do poço e de repente aconteceu isso, um cara que já tinha estuprado, matado, sabe, tinha lá, o cara era matador de aluguel e de repente o cara mudou, então assim, eu quero acreditar e sabe por que que eu quero acreditar, Luciano? Porque se eu deixar de acreditar, eu tenho certeza que grande parte da efetividade do meu trabalho, do sucesso do meu trabalho, vai estar comprometido.

Luciano É isso ai, é verdade. É isso ai.

Waleska Shakespeare dizia, se você acredita que é capaz é, se acredita que não também, você é o que você decide ser.

Luciano É isso ai. Bom, vamos caminhar para o final aqui, se alguém quer conversar, aliás, espera um pouquinho, teu livro, me fala do livro. Tem um livro novo vindo ai.

Waleska Pois é. Tem um filho né, eu falo, eu estava falando dia desses ai numa palestra, sim, como é que é, dizem que a gente tem que plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro, eu falei pois é, e ai quando eu escrevi o livro, que era o que faltava né, eu vi que o livro é um filho que já nasce criado e tem destino próprio.

Luciano Hummm, essa é boa.

Waleska Sabe, ele tem, ele já tem uma alma ai que você fala, aquela alma, aquela essência, de repente o livro começou e as pessoas foram e o livro estava lá e alguém quis já de presente e tal, olha eu encontrei seu livro, alguém me deu o seu livro, eu recebo e-mail, como é que esse livro foi parar lá em, sabe, em Portugal, como é que esse livro foi parar em Porteira da Serrinha, que eu não sabia nem que existia. Ele nasce com destino próprio, ele tem vontade própria.

Luciano É o teu trabalho né, porque o livro nada mais é que um canal de distribuição né…

Waleska Pois é, isso é muito gratificante…

Luciano … ele é igual a um posto, e de novo, ele é igual a um post do Facebook né, como é que essa pessoa recebeu esse posto em tal lugar e escreve para mim dizendo que a partir dali ela tomou tal decisão né, é mas o que que teu livro trata, o que que é, qual é o tema…

Waleska Olha, o “Líder Integral”…

Luciano … como é que é o nome dele? “líder Integral”.

Waleska … o “Líder Integral” , porque o bom ser humano precede o bom líder, eu venho trabalhando muito assim, cada vez mais eu vejo através dos programas de liderança que eu desenvolvo no coaching mentoring, que a casca de banana, o ponto nevrálgico das relações de trabalho e principalmente da relação líder colaborador, ela está pautada muito na total incapacidade das pessoas em fazerem a auto gestão dos seus sentimentos e emoções e isso começa com o que? Autoconhecimento. Eu não me conheço. Se eu ão me conheço, eu não sei de fato o que eu teria que melhorar ou o que que eu poderia fazer de diferente par o que eu considero como um problema nas minhas relações de trabalho possa ser, possa ter uma solução e ai eu fui fazer uma pós em psicanalise para entender dois conceitos, primeiro é recalque, aquilo que eu não consigo lidar no meu plano mental, na minha tela mental, não é porque eu não queria não, é porque eu não consigo, eu não posso ser aquilo que as pessoas acham que eu sou, o que que eu faço? Eu terceirizo e ai a gente vai, ou seja, falar o que o Sartre já falava, o inferno são os outros; e o que o Freud falou, o problema são os outros. E exatamente, eu hoje, há um tempo atrás, há um ano e pouco atrás, uma empresa me pediu, olha, ele é hi port, hi potente, você trabalha com ele, esse cara ele tem tudo para, sabe, ele é o nosso gestor assim de excelência mas ele está tendo muito problema com a equipe e com os pares dele. E eu fui conversar com esse gestor, ele chegou e falou assim, Waleska eu só tenho dois problemas, meu chefe e a minha equipe, eu falei opa, quantas pessoas são na sua equipe? 37. Eu digo, você tem dois grandes problemas, aliás eu diria que você tem 37, 38 problemas, então assim, o cara ele não consegue trazer nada para ele, o que você faria hoje? Eu demitira todo mundo. Inclusive seu chefe? É, se eu pudesse também. Então, ou seja, está totalmente autocentrado, numa miopia a seu próprio respeito absurda e que aquilo ali inviabiliza qualquer tipo de relação honesta, justa entre as pessoas. Então hoje o que eu vejo é o seguinte, ninguém tropeça em montanha, o que derruba as pessoas são pedras, pedregulhos, são pedras de tropeço, aquilo que está longe do alcance da tua visão, da tua né, da tua zona de percepção e aquilo não é meu, mas se existe uma pedra debaixo do tapete e ela não é minha, de quem… é sua. E ai começa todo o problema e se você quer mudar o mundo né, já dizia Gandhi, se quer mudar o mundo mude a si mesmo, então assim, é muito trabalhar, por isso que é o bom ser humano, quer ser um bom líder? Vá trabalhar aspecto subjetivo, o que que que é esse aspecto subjetivo? Autoconhecimento, quem não conhece a si mesmo não é dono de si, a liderança, ela começa no princípio de auto liderança, a gente não ilustra pelo exemplo? Se a palavra ilustra o exemplo arrasta? Então é o exemplo, se eu mesmo não lidero as minhas próprias tendências, como é que eu vou pretender liderar outros?

Luciano Walk the talk né…

Waleska É, walk the talk… é o que o Americano fala

Luciano … faça aquilo que você diz que faz. É exatamente isso.

Waleska … então assim, a partir do momento que eu me conheço eu vou então, olha só, não é bacana, não é legal, mas faz parte de mim…

Luciano Legal.

Waleska … então ou seja, vou trabalhar a autogestão e se eu me conheço e eu trabalho a autogestão, ai sim eu vou ter condição de meu auto motivar, para fazer o que quer que seja, inclusive ficar ou sair de onde eu estou.

Luciano Até porque se você se conhece e tem auto gestão, se cria um negócio fantástico que chama segurança, né?

Waleska isso, auto confiança…

Luciano Eu sei até onde eu posso chegar, eu sei o tamanho da mala que eu posso carregar, eu sou mais eu, entendeu, se eu não tenho confiança nenhuma, se eu não conhecer, não souber qual é a reação até onde eu posso chegar né, então eu acho esse ponto é importante né, o momento que eu tiver confiança no meu taco ai eu vou fazer esses vôos malucos ai sabe, de vou arriscar e vou atrás porque eu confio no meu taco né. Quem quiser entrar em contato com o trabalho da Waleska Farias, faz o que?

Waleska Olha, eu tenho o site que é o waleskafarias.com …

Luciano Waleska com W.

Waleska Ela soletra.

Luciano Tá. W e K. waleskafarias.com

Waleska Isso. .com e tem o e-mail que é o [email protected], tem o Waleska Farias no Facebook, tem o Waleska Farias Coach Carreira e Imagem, eu também estou no Instagram como Waleska Farias e tem o Linkedin também, como Waleska Farias, então ou seja, pessoa me encontra…

Luciano E tem uma coluna maravilhosa nas iscas intelectuais do portal Café Brasil, é claro que é isso ai.

Waleska Exatamente, é isso ai, eu tenho o maior orgulho de estar, de ser parceira de vocês e que a gente já tem ai alguns anos, eu estava fazendo conta ai, no barato a gente já tem mais de 4 anos juntos ai.

Luciano É, faz um bocado de tempo ai, aliás vou convidar você que está ouvindo ai, se você não conhece, é o portalcafebrasil.com.br, a gente mudou completamente o site no final do ano passado…

Waleska Ficou bárbaro.

Luciano … e estamos com um negócio muito legal, muito interativo, crescendo bastante e a ideia é, realmente, é oferecer um conteúdo de primeira linha para quem estiver interessado e estiver essa força interior para fazer acontecer. Waleska, adorei viu, quero mais, quero mais.

Waleska Eu também, eu também, vamos continuar, eu volto.

Luciano Vamos. Legal. Obrigado viu.

Waleska Obrigada Lu, abração. Tchau.

Luciano Tchau.