Lidercast
Silvio Santos, Zé Celso e o Oficina
Silvio Santos, Zé Celso e o Oficina
Uma reunião para ser objeto de estudo em qualquer aula ...

Ver mais

#TransgressaoEhIsso
#TransgressaoEhIsso
Transgredir é muito mais que pintar o rosto, urinar na ...

Ver mais

Vem aí o Cafezinho
Vem aí o Cafezinho
Nasce nesta segunda, 4/9 o CAFEZINHO, podcast ...

Ver mais

Educação adulta
Educação adulta
Preocupados demais com a educação de nossos filhos, ...

Ver mais

591 – Alfabetização para a mídia
591 – Alfabetização para a mídia
Hoje em dia as informações chegam até você ...

Ver mais

590 – O que aprendi com o câncer
590 – O que aprendi com o câncer
O programa de hoje é uma homenagem a uns amigos ...

Ver mais

589 – A cultura da reclamação
589 – A cultura da reclamação
Crianças mimadas, multiculturalismo, politicamente ...

Ver mais

588 – Escola Sem Partido
588 – Escola Sem Partido
Poucos temas têm despertado tantas paixões como a ...

Ver mais

LíderCast 90 – Marcelo Ortega
LíderCast 90 – Marcelo Ortega
Marcelo Ortega, palestrante na área de vendas, outro ...

Ver mais

LíderCast 89 – Bruno Teles
LíderCast 89 – Bruno Teles
Bruno Teles, um educador que sai de Sergipe para se ...

Ver mais

LíderCast 88 – Alfredo Rocha
LíderCast 88 – Alfredo Rocha
Alfredo Rocha, um dos pioneiros no segmento de ...

Ver mais

LíderCast 087 – Ricardo Camps
LíderCast 087 – Ricardo Camps
Ricardo Camps, empreendedor e fundador do Tocalivros, ...

Ver mais

Confraria Café Brasil
Confraria Café Brasil
A Confraria Café Brasil nasceu para conectar pessoas ...

Ver mais

Videocast Nakata T02 10
Videocast Nakata T02 10
Videocast Nakata Temporada 02 Episódio 10 - Hábitos ...

Ver mais

Videocast Nakata – T02 09
Videocast Nakata – T02 09
Videocast Nakata - Temporada 02 Episódio 09 Quando ...

Ver mais

Videocast Nakata T02 08
Videocast Nakata T02 08
Videocast Nakata Temporada 02 Episódio 08 Já falei ...

Ver mais

Tolerância? Jura?
Fernando Lopes
Iscas Politicrônicas
Engraçada essa tal “tolerância” que pregam por aí, por dois simples motivos: 1) é de mão única e 2) pretende tolher até o pensamento do indivíduo. Exagero? Não mesmo. Antes que algum ...

Ver mais

Ensaio sobre a amizade
Tom Coelho
Sete Vidas
“A gente só conhece bem as coisas que cativou. Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm ...

Ver mais

Um reino que sente orgulho de seus líderes
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
Um reino que sente orgulho de seus líderes  Victoria e Abdul   Uma vez mais, num curto espaço de tempo, o cinema nos brinda com um filme baseado na história de uma destacada liderança britânica. ...

Ver mais

O que aprendi com o câncer
Mauro Segura
Transformação
Esse é o texto mais importante que escrevi na vida. Na ponta da caneta havia um coração batendo forte. Todo o resto perto a importância perto do que vivemos ao longo desse ano.

Ver mais

Cafezinho 27 – Planos ou esperanças
Cafezinho 27 – Planos ou esperanças
Tem gente que, em vez de planos, só tem esperança.

Ver mais

Cafezinho 26 – Brasil Futebol Clube
Cafezinho 26 – Brasil Futebol Clube
Não dá para ganhar um jogo sem acreditar no time.

Ver mais

Cafezinho 25 – Podres de mimados 2
Cafezinho 25 – Podres de mimados 2
O culto do sentimento destrói a capacidade de pensar e ...

Ver mais

Cafezinho 24 – Não brinco mais
Cafezinho 24 – Não brinco mais
Pensei em não assistir mais, até perceber que só quem ...

Ver mais

LíderCast 000 – Ricardo Jordão Magalhães

LíderCast 000 – Ricardo Jordão Magalhães

Luciano Pires -

Este é o episódio ZERO do LíderCast, um programa sobre liderança e empreendedorismo, um bate papo informal e irreverente tratando de temas como liderança, capacidade de fixar objetivos, foco, iniciativa e acabativa, criatividade, coragem e empreendedorismo. As entrevistas – sem roteiro definido ou perguntas pré elaboradas,  são realizadas com profissionais de diversas áreas, reconhecidos pela capacidade de impactar nas vidas das pessoas. A duração aproximada de cada episódio é de 70 minutos, nesta primeira temporada produzido em podcast (áudio) e distribuído através de mídias sociais e plataformas consagradas, mas com uma novidade: em vez de programas periódicos o LíderCast é lançado por temporada, com 8 a 12 programas.

Todos os programas terão sua transcrição publicada aqui no Portal Café Brasil.

Esta edição zero é publicada hoje, antes da primeira temporada completa pois em 13 de maio de 2005 foi lançado o programa Café Brasil na Rádio Mundial de São Paulo, que se transformou em 2006 no Podcast Café Brasil, de onde surgiu a ideia do LíderCast. Dia 13 de maio de 2005 foi – como hoje – uma sexta feira 13… 

O papo de hoje é com Ricardo Jordão Magalhães, mante inquieta e língua provocadora por trás do http://www.bizrevolution.com.br/ , um portal que questiona tudo que você conhece do universo profissional. Ricardo é um exterminador de paradigmas, um contestador de ideias pasteurizadas, um caçador de gurus de araque, um defensor da liberdade individual, um anarquista corporativo, enfim, uma energia que tem feito a cabeça de muita gente por aí.

Ricardo tem milhares de seguidores e milhares de odiadores, pois tem um atributo que anda em falta no mercado: opinião própria. E forte.

Gente assim faz falta, e por isso ele é o primeiro entrevistado do LíderCast.

Bem-Vindo. Boa entrevista:

Luciano          Então mais uma edição do Líder Cast tratando um pouco de liderança. Nesse país aqui o que mais tem é falta de líder, mas vamos adiante né? Eu tenho hoje aqui comigo um convidado muito especial, porque além de tudo é meu amigo. Conheço há um bom tempo e quando me perguntam para definir quem é essa figura aqui, eu costumo dizer que ele é um anarquista corporativo. Eu nem sei se ele concorda com isso ai, mas a gente olhando de fora é isso mesmo, né? Eu tenho aqui junto comigo hoje o Ricardo Jordão Magalhães né? Não vou falar muito não, acho que a maioria das pessoas conhece o Ricardo, mas eu vou deixar que ele se apresente um pouco mais e a gente vai levar o papo aqui adiante. Muito bem, quem é você, quantos anos você tem, que é que você faz e o que que o traz aqui?

Ricardo          E aí Luciano, obrigado aí pela oportunidade né? A gente se conhece há um tempão. Eu tenho 45 anos, né? E acho… a gente não deve se rotular né, eu acho que é um… como eu sou marqueteiro né, é errado você se rotular, ainda mais hoje em dia você querer impor para as pessoas, olha, me chame disso, me chame daquilo. Tem que mais é deixar as pessoas chamarem você do que elas quiserem né, porque assim que é, inclusive, assim funciona o marketing boca a boca, mas eu, o que eu quero fazer, o legado que eu quero deixar eu acho que a maldição que me pegou desde que eu nasci é ajudar as pequenas empresas, ajudar as pessoas que não tem condições, ajudar as pessoas que precisam, poderiam saber de certas coisas e não conseguem, eu nasci para isso né? Aos 8 anos de idade eu, foi quando eu me toquei disso, aconteceu um episódio assim, eu estava voltando para a casa, aí veio um trombadinha, naquela época tinha muito trombadinha, né e ai ele pegou, tirou né o estilete, eles andavam com estilete né? Aí ele botou assim, apontou para mim, passa esse casaco ai, eu estava com um casaco, de inverno assim, ai eu peguei, não, não tem problema, dei o casaco para o cara, dei o meu tênis para o cara, abri a minha mochila dei umas coisas que eu não tinha comido no lanche, dei um livro para o cara, dei um shorts lá da educação física para o cara né, eu dei para o cara, conheci ele, deixei ele ir embora. Cheguei em casa, minha mãe perguntou, “cadê o casaco”. Ela tinha comprado lá de inverno, custou a maior grana na loja, falei, “fui assaltado”, “o trombadinha me levou”… ela me deu umas 10 porradas na cabeça porque ela achou que eu tinha vendido para comprar chiclete, bala, figurinha, revistinha da Mônica e aí… Desde lá atrás eu sinto, eu sou um cara, vim da classe média, então tenho amigos ricos, pobres e sempre achei essa diferença enorme entre as pessoas, entre a sociedade, social e tal, economia, e sempre quis resolver isso, então acho que a gente… liderança para mim, eu defino liderança assim, liderança sobre você colocar coragem na alma de uma pessoa, isso é liderança, as pessoas estão oprimidas, as pessoas não sabem para onde ir, as pessoas não sabem o que fazer, as pessoas acham que não tem condições melhores, então o líder coloca coragem na alma de uma pessoa.

Luciano          Muito legal isso.

Ricardo          Mas então, colocar coragem na alma de uma pessoa para fazer o que? Então aí a outra parte do que a liderança é para mim: o líder lidera mudanças, não existe liderança sem mudanças, se você não está mudando nada você não está liderando, você está gerenciando, você está tocando, sei lá, liderança é você estar liderando, vai lá no dicionário, você está fazendo a coisa avançar.

Luciano          Deixa eu te perguntar uma coisa aqui. Você, evidentemente, seguiu o caminho tradicional, você deve ter se formado em quê? O que você fez? Curso de quê?

Ricardo          Fiz marketing, ESPM, Escola Superior de Propaganda e Marketing. Fiz marketing, porque aí lá atrás então, bom vamos mudar o mundo, quero mudar o mundo, não sei que lá né, e como faz isso né? Po queria ser professor de história, mas ai eu me toquei que também essa, conforme fui crescendo, aos 12 anos me toquei, sei lá aos 13 meu pai sempre trabalhou com tecnologia, sempre teve computador em casa, sempre teve fita de computador, mai frame em casa, sempre tive, saiu o TK80 eu estava lá mexendo no ping pong lá.

Luciano          TK80!

Ricardo          Então, sempre também eu achei que o computador ia mudar o mundo, sempre, então po, quero mudar a sociedade, o computador vai mudar o mundo né e po, ai entrou outro elemento, que muda… quem controla o mundo hoje são as empresas, e quem controla as empresas? É a área de marketing, então se eu quiser mudar as empresas que controlam o mundo, tenho que liderar elas, o departamento que lidera elas, então vou ser marqueteiro, vou me formar em marketing, ai fui parar na Escola Superior de Propaganda e Marketing para me infiltrar numa grande empresa e poder implodir o que estava sendo feito para poder distribuir né mais as oportunidades né.

Luciano          E você foi trabalhar numa grande empresa. Foi?

Ricardo          Fui, acabei indo, fui trabalhar então ai a maldição dos pequenos que sempre me perseguiu, me persegue assim e eu gosto né, assim, estava tive no mesmo dia quando, 17 anos de idade, quando comecei a trabalhar numa empresa, assim comecei realmente trabalhar eu de manhã eu fui aprovado para trabalhar num banco e a tarde fui aprovado para trabalhar na Brasoftware, que era uma, tinha 3 funcionários e eles queriam que eu ajudasse eles a vender software.

Luciano          Hoje seria uma startup hoje né?

Ricardo          É seria uma startup, então no mesmo dia, fiz as duas entrevistas e o banco gostou de mim e essa pequena micro empresa gostou de mim, ai nesse dia e ai….

Luciano          Fez-se a luz

Ricardo          Sabe você… a vida é realmente sobre as decisões que você toma e dependendo do que você toma, muda a sua vida inteira, que nem nos filmes sabe. Então tivesse ido para o Banco Real na época, eu teria, onde eu estaria hoje, seria um puta engomadinho, estaria na Berrini, estaria na nova Faria Lima, sei lá, estaria num banco de investimento, estaria em Nova York, eu poderia ter ido por esse caminho, mas não… meu, a luz, a maldição falou não cara, você tem que ir nessa pequena empresa, micro, de informática porque um dia vai mudar o mundo.

Luciano          Para desespero do seu pai

Ricardo          Para desespero de todo mundo, falei não, eu vou essa empresa Brasoftware que ninguém conhecia, eu tinha 17 anos, se eu fosse para a balada e falasse que eu era do marketing do Banco Real, pegava qualquer uma, eu ia para a balada e falava que trabalhava na Brasoftware, ninguém entendia nada, software, word star, flow shart, peguei ninguém, com essa história não pegava ninguém. Mas eu era isso vara, era isso, e ai a minha história é vem disso, é a Brasfotware, dessa casinha virou a maior empresa de software do Brasil de distribuição e ai quando já estava grande, também tem esse problema assim quando o negócio termina a fase startup eu quero sair, então ai veio essa super mega empresa multinacional na minha vida, a Tec Data, maior distribuidora de softwares de tecnologia do mundo, quis vim para o Brasil e eu fiz parte do grupo de startup e comecei tudo de novo lá, ai depois que atingiu um tamanho meio assim, cruzeiro, velocidade cruzeiro eu sai e comece a Biz né. Então e nessa ai eu atingi esse objetivo de entrar num lugar assim, ter alcance mundial implode as coisas e distribui e tal.

Luciano          Que ano era isso?

Ricardo          Dai era a Tecdata era 92.

Luciano          92, quando você saiu da Tecdata era…

Ricardo          97.

Luciano          Legal. Então chegamos no ponto que da muito pano para manga aqui. Em 97 você cria a Biz Revolution, que nasce de onde isso, porque imagino o seguinte 97 cara, a internet não era isso tudo, estava tudo no começo né não existia ainda né, nem a bolha não tinha nem estourado ainda, estava tudo começando, era muita conversa ali e você pega e monta um site né, monta um negócio que é baseado num site chamado Biz Revolution, qual era, o que que era, qual era a ideia ali naquela história lá?

Ricardo          Então a ideia da Biz Revolution seria, a tradução é revolução nos negócios, mas a abreviação de buzines não é biz, do Biz Revolution, biz é tipo o apelido para buzines, então é uma maneira carinhosa de você chamar os negócios né. Então a Biz Revolution eu criei com o objetivo de mostrar para as pessoas que trabalhar é um tesão, que não tem que ser tenso, que não tem que ter tensão, é possível ter tesão, que você vender não é um ato do mal, você não está empurrando, você não está sacaneando, você está, deveria estar vendendo algo que ajuda alguém, o remédio para uma doença né, nos casos né, quer dizer, vendendo algo que resolve alguma coisa de alguém em alguma empresa ou pessoa física, sei lá. Então  eu queria mostrar para as pessoas que, po, buzines é muito mais legal do que o que se escreve na revista Exame, que inclusive até hoje é uma porcaria o jeito que eles escrevem e tal é chato né, e o mundo do buzines tem aquela sigla lá né, de buzines to buzines, buzines mesmo é o buzines to buzines né, eu vou até te falar, buzines be to be né que é a sigla né do buzines to buzines, não significa buzines to buzines, significa  boring to boring né, um cara chato falando chatice para outro cara chato, que finge que está gostando né meu aqueles papos solução corporativa atender necessidade colaborativas, esses papos chato, então a Biz Revolution eu queria para inspirar todo mundo a gostar de trabalhar, gostar de ver que segunda a sexta não é o hiato esperando os melhores dias da semana que é sábado e domingo sabe, para poder ir para o churrasco né, você fala assim, po, finalmente não preciso pensar em nada no final de semana, nada a ver, você tem que continuar trabalhando e tal. Então inspirar as pessoas nisso, que eu acho que o mundo dos negócios sempre foi muito chato.

Luciano          Ele é, é verdade ele tem uma série de…

Ricardo          Eu tive a felicidade de ir para essa área de tecnologia e sempre tive e que é menos chata, os ambientes das Microsofts, do Google, da IBM, que a IBM que começou todo esse ambiente assim e ping pong né, é muito mais legal que banco, que sei lá, que siderúrgicas, que sei lá, carros né, então eu queria mudar isso, queria inspirar as pessoas e o Biz é um apelido então tem muita gente que fala assim né que po, sabe, (confuso 11:15.1) ouviu a seguinte frase: não é nada pessoal sabe, é só negócios, não te escolhi por causa que é negócios, então eu estou comprando de outro mais barato, comprando de outro porque o meu chefe quis, sei lá, a gente já ouviu isso né.

Luciano          Sim, não tem nada contra você, é só…

Ricardo          Não é isso, tudo buzines é pessoal, está errado essa frase, o cara que te diz está mentindo para você, ele não gostou de você, é pessoal inclusive, não é negócio, ele gostou do outro cara, você pisou na bola de algum jeito, falou de um jeito boring de alguma maneira você está errado, você não foi inspirador, sabe

Luciano          No fundo é tudo pessoas né.

Ricardo          É tudo pessoas.

Luciano          Deixa eu voltar um pouquinho ali atrás, naquele teu momento de decisão de montar o teu próprio negócio né, você sai de um emprego estável, onde você devia estar bem lá, que você cresceu junto com a empresa etc e tal, tem a sua estabilidade, de repente vai encarar um treco que não existe, montar um buzines baseado na internet em 1997 era uma grande loucura né, como é que foi essa luz ai, esse empurrão, esse gatilho, essa coragem para você quebrar tudo lá atrás e de repente encarar uma aventura entre aspas como essa né, como é que funciona isso? Como é que funcionou isso na tua cabeça?

Ricardo          Acho que… você.. eu já… já…. a visão eu acho né, você já está… não existe ainda mas você está vendo, acho que isso ai move as pessoas, pode, isso move as pessoas, você não, eu estava vendo na minha cabeça era nítido, claro que todo mundo ia ter um computador, que todo mundo ia estar conectado, que todo mundo ia poder trocar coisas e eu via isso já, então, esse vai ser o caminho e essa visão vinha né de uma história, de uma família onde você tem sempre revistas sobre ficção científica, em casa, ou seja, meu pai sempre comprou isso, po o filme preferido da minha vida é Star Wars, se alguém quiser me dar alguma coisa, me dê alguma coisa de Star Wars que você nunca vai errar, então ei eu já era um menino, um rato de BBS, para quem não conhece, BBS foi a precursora da internet, foi a vó da internet, então desde 92,na internet surgiu em 95, 95 Bill Gates lançou o Windows 95, até no lançamento falou que a internet não ia pegar, tem esse discurso famoso, no final de 95 a internet pegou, então a internet surgiu em 95. Em 92 eu já acessava essa internet via as BBS’s que eram internets locais vai, então já estava na vibe assim de isso aqui um dia né vai surgir algo que vai conectar todas as BBS’a numa grande BBS e foi o que aconteceu e então eu já visualizava e já tinha uma lojinha em BBS, já mandava e-mail por BBS, já recebia coisas em inglês de outros lugares…

Luciano          Quer dizer, esse conceito de que você assumiu um risco, não porque uma coisa é eu decidir que eu vou sair do meu emprego para montar uma padaria, tem um risco, mas eu estou lidando com um negócio que se conhece, padaria todo mundo sabe o que é, vou montar uma loja de vender não sei o que, vou montar um restaurante, vou montar um pet shop, são coisas que a gente está ai, a gente passa na rua, vê, aprende como é que é. Só que você quando deu esse salto foi para um negócio que não existia ainda né, não dava para olhar para o lado e falar, tem um vou fazer igual, não você foi par ao escuro né e montou um treco chamado Biz Revolution, como é que isso virou negócio, como é que você começou a ganhar dinheiro com isso, com o Biz Revolution?

Ricardo          Então, quando eu dei um pé na bunda da Tec Data que eu era diretor de marketing, produto, vendas, tinha tudo as coisas mesmo, e eu já estava preparando acho que o terreno assim, eu lá eu já fazia o que eu ia ser, eu gosto sempre de falar para a molecada assim, meu, você tem que se portar hoje como a pessoa que você quer ser um dia, você quer ser diretor? Ser estagiário? Você tem que vir… Qual a roupa que diretor veste? Você tem que vir como estagiário… Você tem que vir de terno, se o terno é uma roupa que o seu diretor veste, qual a revista que ele já lê, você tem que ler, você tem que se portar como a pessoa que você quer ser um dia, na Tec Data, na época ou na Bras Software na época, eu já era Biz Revolution, não foi uma coisa que saiu do nada assim, eu já estava fazendo…

Luciano          Você já estava anarquizando lá dentro.

Ricardo          Eu já estava fazendo, então não existia ainda uma maneira de botar um site no ar, o blog no ar, não existia internet, mas eu já tinha uma lista de 500 parceiros, fornecedores e clientes para quem eu mandava mensagens, desde 87, desde 87 né eu mando mensagens, o cara comprar um Wordstar na Bras Software eu mandava uma mensagem para o cara, leia esse texto aqui sobre como escrever num processador de texto, leia esse texto sobre sei lá o que, eu já começava, quando surgiu o e-mail em 99, não 99 não, deve ter sido 95, eu já comecei a mandar e-mail, então começou uma lista, quer dizer eu sempre fui essa pessoa, o Biz Revolution, então quando, lá por nesse dia que eu dei o pé na bunda, já existia centenas de seguidores que, ai eu desliguei a chave e falei olha, não venho mais aqui a partir de amanhã, no mesmo dia…

Luciano          Você já estava no teu…

Ricardo          É, no mesmo dia eu soltei um e-mail, eu desenhava os e-mails, não existia html direito, então eu desenhava então com caracteres as imagens, ai eu, po, daqui a 5 dias vou dar um curso, dar uma palestra, a primeira palestra era A Revolução nos Negócios né, era a Revolução Pessoal nos Negócios que todo mundo tem que fazer, era uma coisa assim, e teve 150 pessoas né e era todo mundo pagou, e nesse dia até tem, até hoje tem gente que estava naquele dia, foi há 16 anos atrás e até hoje tem as pessoas me seguem, e eu até prometo para todos, olha, todo mundo que está aqui, tudo que eu vender na vida vocês nunca vão precisar pagar nada.

Luciano          Que estavam lá no começo.

Ricardo          É, estavam lá no primeiro dia, que deram a grana no primeiro dia e até hoje eles seguem e até hoje ninguém nunca cobrou isso né, os caras quando lanço um curso o cara assina, o cara paga, o cara vem, ninguém nunca virou, desses caras, olha, o Jordão, você lembra? Eu não quero pagar, ninguém nunca fez isso, porque…

Luciano          Porque é claro, uma coisa tem a ver com outra, por isso que estão seguindo você até hoje né, porque quem está seguindo você é porque admira tudo e se faz questão de estar ajudando, faz questão de fazer parte do teu negócio né. Agora, fala uma coisa o Jordão, o que é hoje, qual é o produto da Biz Revolution hoje, o que que ela é, o que que é, eu quando olho para ela vejo o que? Vejo um lugar de treinamento, é um lugar de geração de conteúdo, é um lugar de produção de venda de livro, o que que é,  qual é o negócio da Biz Revolution?

Ricardo          Então a Biz ela é uma, meu negócio é dar porrada nas pessoas eu acho…risos… é inspirar…

Luciano          E como faz isso cara… ô sujeito bocudo cara, e fala mesmo, dá nome para os bichos, xinga, fala mal e tudo mais e que é um negócio interessante, quer dizer, hoje em dia o mundo está totalmente despersonalizado, todo mundo tem medo de ferir susceptibilidades, todo mundo quer ser politicamente correto, quando aparece um sujeito que fala o nome, diz o nome que as coisas tem, ele desponta porque saiu da mesmice né e o Ricardo faz isso desde que eu conheço a figura, ele realmente não tem muita, pagou caro e paga caro por isso né, por manifestar sua opinião de forma contundente né, mas continua dizendo isso ai, o que que é, você nasceu então para dar porrada nas pessoas?

Ricardo          É, a visão é dar porrada nas pessoas ou tirar as pessoas da zona do conforto, em termos de buzines também digo assim eu ajudo você a arrumar cliente, eu arrumo cliente para você, eu ajudo você a encontrar seus clientes, né em termos de buzines, porque o que que a Biz é? Primeiro a Biz só tem eu, não tem ninguém, não tem funcionário, não tem nada né, eu tenho parceiros que ajudam quando tenho algum projeto chama, mas a Biz não tem ninguém né, tem 350 mil pessoas cadastradas, nunca teve ninguém, então é super… risos… é super ultra virtual né, é sempre assim, para mim eu sempre quis…. eu nunca quis ter plano de carreira eu acho ridículo ter plano de carreira, sei lá, 30 anos depois você ganhar o pin, sei lá, o relógio da empresa, eu nunc quis ter plano de carreira, eu sempre quis ter um etilo de vida, meu negócio é life style, sempre foi isso, eu desejo isso para todo mundo que quer ter uma vida legal, conseguir ver os filhos crescerem, cara você tem que ter um estilo de vida, que sei lá, segunda você não vai no escritório, você vai trabalhar de casa, você vai todo dia você vai sair as 4:30 porque você quer buscar seus filhos na escola, então… e você volta para o escritório.

Luciano          Soul north america né? Tão norte americano essa postura né, de já 4:30 hora de ir embora e 4:30 vamos embora né, é uma coisa que no Brasil é absolutamente… é impensável aqui para o estilo de vida que a gente leva no Brasil né. E eu imagino que, por isso que você tromba tanto com essa, muita resistência né, porque você bate demais dentro duma, dentro de em paradigmas que estão muito solidificados no mercado né, que é sempre foi assim, continua sendo e de repente o Ricardo chega lá chutando o pau da barraca e paga caro por isso, você se incomoda de montão não?

Ricardo          Se eu incomodo?

Luciano          Você se incomoda, você se incomoda, não? É que você incomoda os outros a gente já sabe, agora você se incomodando também né, porque deve acontecer barreiras profissionais, barreiras de aceitação e tudo mais não?

Ricardo          Tem direto e… o segredo para você fazer… não tr conflitos na vida, no trabalho, sei lá é você..

Luciano          Não fazer nada…

Ricardo          É, você dar risada das piadas que você acha sem graça, você, apesar de, tem uma reunião, seu chefe chega lá, olha esse livro bacana, acabou de sair, joga na mesa assim, Monge Executivo né, você sabe que foi lançado 10 anos atrás, você mesmo já leu, mas nessa hora você pega e fala, caramba, que livro demais meu, onde é que você viu chefinho, não conhecia, demais essa ideia, então  acho que esse é a cartilha para se dar bem no trabalho…

Luciano          O Max Gehringer chamou isso da comédia corporativa né…

Ricardo          Elogie as ideias do seu chefe, mesmo que você saiba, quer dizer, se porta como se fosse burro e ele fosse mais inteligente do que você, elogie todo mundo mesmo você não gostando e é isso ai cara, você consegue sobreviver numa empresa décadas escondido atrás dos pilares sem fazer grandes coisas, sem fazer muitas besteiras e vai ganhando a grana e sei lá, mas eu não sou, de jeito nenhum sou assim…

Luciano          Tem gente que não consegue, tem gente que consegue e vai muito bem, aliás tem coisas ai, tem gente que luta a vida inteira e tem como meta conseguir um belo emprego numa instituição governamental para poder ter a garantia e poder ali não ter mais incomodação na vida né?

Ricardo          Eu não quero ter garantia nenhuma, não fico pensando, tenho 3 filhos pequenos e claro, todo dia eu penso, po, tem que ganhar dinheiro para poder comprar fralda, para poder um dia levar para a Disney mas eu não é… eu vírgula sabe, eu não fico pensando assim de tem que ter dinheiro para botar meu filho na escola legal, não fico pensando assim, eles que se virem, que nem o Bill Gates vai fazer, vai deixar quase nada para os filhos então, eles que construam de novo, eu não fico pensando muito nisso mas eu acho que vai do objetivo de cada um, o meu objetivo é mudar as coisas, mas realmente a gente vive numa sociedade onde o menino, nesse momento, nesse momento o menino está ouvindo hip hop numa favela, numa periferia ou sei lá, na casa dos mauricinhos, está ouvindo hip hop do cara protestando, esse menino usa um boné de uma maneira diferente, tem até uma tatuagem, tem um piercing não sei aonde, nem uma camisa não sei o que lá, ele até parece assim contraventor e alternativo mas esse mesmo menino daqui a 2 anos vai prestar um vestibular e com 25 anos vai estar enquadrado no esquema e esse mesmo menino, aos 25 anos, vai querer ter a vaga dele na garagem né, vai querer ter um ticket melhor do que os funcionários dele, vai querer ter a mesa voltada para a Berrini, esse menino que era rebelde aos 17, vai ser, aos 27, um funcionário de um lugar ai.

Luciano          É mais ou menos a história da humanidade né, bom, a gente falou, eu acho que agora o pessoal já deu par entender muito bem quem é o Ricardo né, quem não conhecia já teve uma ideia do que que é, eu queria agora virar o foco da nossa conversa aqui e imaginar o seguinte, nós estamos conversando nós dois aqui, do outro lado tem alguém nos ouvindo, provavelmente esse alguém ou é empregado em algum lugar ou está dono do seu próprio negócio ou é estudante né, alguém que está disposto a fazer  a coisa crescer e se está ouvindo líder cast não é um mané que está de boca aberta esperando dar risada, ele veio ouvir para poder crescer, quer dizer, vamos falar para ele, vamos comentar com ele lá né. Eu quero lançar para você aqui uma questão que eu lanço em todas entrevistas que eu faço para o líder cast, quando eu fui lançar meu livro mais recente, que é o “Diário de um Líder” eu fiz uma pesquisa e descobri, fiquei assustado com a quantidade de livros sobre liderança, filmes sobre liderança, cara, e eu acho que nunca se discutiu liderança como se discute na história da humanidade, nunca teve tanta discussão e ao mesmo tempo eu nunca vi tanta falta de liderança como se vê hoje em dia, quer dizer, onde você vai você tromba com um problema e no fundo é falta de liderança né, o que que está acontecendo, cara, ou está se ensinando errado ou está se discutindo o que não deve ser discutido ou quem está falando não está falando na língua… o que que houve? Como é que se discute tanto e tem tanta falta? Qual é o nó da jogada, o que que você acha?

Ricardo          A internet ela revolucionou a era da informação, a internet revolucionou, destruiu, (desruptiu) sei lá, várias indústrias e uma delas é a massa, não tem mais massa, não tem, você, não tem, você não vai mais conseguir falar para uma massa, a massa não vai te escutar, o Faustão consegue falar para a massa que assiste aquela porcaria dele lá, o big brother consegue falar para a massa que a globo fala que vota lá, sei lá quantos são, você tem que duvidar, tira uns 40% do número que eles falam lá, enfim, não tem mais a massa, aquela manifestação que teve ano passado, dos 20 centavos…

Luciano          No outro ano, é 2013 né…

Ricardo          Teve x milhões mas teve x milhões que não foi, então a internet, primeiro, não tem mais massa então tem nichos, micro nichos, micro micro micro nichos e ai essa quebra, essa criação de nichos dificulta a liderança, como é que você vai liderar um cara nichos e você não faz parte daquele nicho e tal, então por um lado falta liderança por isso assim, eu não acredito que você está falando, porque eu já estou noutra, eu sou vegan sabe, eu sou… você nem entende mais o que eu falo e eu não consigo te seguir, então tem esse problema que, meu, difícil de resolver eu acho assim, o que é a beleza do mundo, vai ter várias lideranças que não vão ficar conhecidas, eu acho que a gente também tem essa… historicamente a gente fica na cabeça pensando, tem que ter um Jesus Cristo, tem que ter um salvador da pátria, tem que ter o Lula, tem que ter os síndicos, se não tiver o síndico não resolve, e quando vier o plano da empresa não posso fazer nada, então essa é a beleza da coisa, não vai vir o salvador da pátria, nesse momento deve ter mil salvadores da pátria que não estão querendo ser o salvador da pátria, eles não estão querendo ir na globo, né, eles não estão, ele quer resolver o problema do bairro, da cidade, da agricultura, de pecuária verde, ele não está nem ai para o resto, então eu acho assim, eu sou um cara otimista, acredito, está acontecendo uma revolução todos os tipos no mundo, a partir da internet eles tem líderes desconhecidos que não fazem questão de ser conhecidos, não fazem questão de apertar a mão do Faustão, de apertar a mão do João Dória porque ele não é da night do cara, não vai não está a fim, mas são pessoas que nos bastidores estão mudando o mundo e daqui a 200 anos o historiador vai falar quem foram essas pessoas, onde iniciou essas mudanças né, porque o Gutemberg,m sei lá, levou 50 anos para alguém, no outro país lá da Europa ouvir falar do cara, aha foi lá e começou fez cara, eu não sabia, Então está acontecendo mas em termos de massa você não vai ficar sabendo, talvez você não fique sabendo de muita gente boa que está fazendo.  Agora, o outro lado da, assim, seria muito legal que os líderes que tem o poder da comunicação, da massa, mais massa que tem, falam para mais gente, fossem caras que se combinassem o bem porque nesse momento, se você… o Faustão não tem nada a dizer, você liga lá ele fala nada com nada, o Silvio Santos não fala nada com nada, os cantores mais vendidos não estão falando nada com nada, não tem nenhuma letra de mudar alguma coisa e só, po, compraram carro, compraram a camiseta da Giorgio Armani, tudo é meu, para você, para você, não tem nada… Os músicos não falam nada com nada, os caras na televisão não falam nada com nada, os atores não dão exemplo, os escritores dos livros mais vendidos não é nada com nada, não tem um livro, desses lançados nos últimos 5 anos que você fala, porra é de uma ideologia bacana de fazer o bem, não é, é tipo auto ajuda, as vezes para você não é para mais gente e tal.

Luciano          Você está falando um negócio interessante, eu…

Ricardo          Quer dizer, você olha, você liga, não tem em lugar nenhum…

Luciano          Outro dia eu tive uma discussão legal…

Ricardo          Eu não faço questão de perder, ser elite, nenhuma…

Luciano          Eu tive uma discussão legal outro dia com um pessoal…

Ricardo          Você é amigo de quem? Do Luciano Huck? Do Faustão, você é amigo do… não quero fazer, ter amizade com esses caras…

Luciano          Eu tive uma discussão outro dia interessante, que eu estava comentando como era a diferença no final dos anos 60, 70 até o final dos anos 70, quando de repente você tinha um show da Elis, chamado Falso Brilhante, que era um impacto brutal quando acontecia, aquilo acontecia e todo mundo queria ver, todo mundo falava naquilo, tinha uma peça de teatro que quando acontecia aquela peça era quase que um momento …  o impacto cultural um negócio gigantesco né, uma exposição de um artista qualquer, um filme, aparecia um filme aquele filme fazia a cabeça de todo mundo, ele mudava tendências e tudo mais né, e isso acabou, o que você está dizendo é que agora parece que não tem mais né, não surg mais uma ideia que você olha para aquela ideia e fala, cara isso é coisa única e a partir ela eu mudo a minha percepção, né?

Ricardo          Não olha, o Estados Unidos, que é o país onde a internet está mais, está infiltrada e tal, tem banda larga, todo mundo tem, o Walking Dead é um seriado de televisão mais assistido, sabe, quantos milhões de pessoas assistiram o último episódio de Walking Dead, a última temporada? 11 milhões, o país tem 300 milhões de habitantes, todo mundo tem televisão, 11 milhões assistiram e 11 milhões é considerado o top do top, acabou de ter o Super Bowl, dizem lá os carinhas que teve 111 milhões de pessoas assistindo e isso foi histórico, tem 300 milhões de habitantes 100 assistiram o Super Bowl, o que eu duvido, deve ter sido menos, é número inflacionada para vender anúncio.

Luciano          Por isso que eles não entendem quando chega no Brasil aqui e vê a Globo com 35% de audiência, 60% de audiência, não e para eles isso é um absurdo porque lá, um campeão de audiência tem 5, 6, 7, né esse é o número, quer dizer, são nichos, do nicho do nicho né.

Ricardo          Então e esse… mesmo a Globo não divulga mais número, eu lembro quando eu era criança, abria o jornal tinha lá os pontos de audiência na novela, faz anos que não divulga.

Luciano          Não é bom para mais ninguém né.

Ricardo          Porque eles sabem que não está bom.

Luciano          Mas volta nesse sentido ai que você falou, por que que não vai ter mais, entendeu, por que que não vai ter mais essa…

Ricardo          A gente está, para mim é a era da informação, essa é aquela história, quando você lê um livro você nunca mais volta a ser uma pessoa, a pessoa antes de ler esse livro, quando você vê um filme, quem viu Matrix acabou cara, quem está vendo Hobbit, acabou, quem está vendo certas coisas, é.. Jogo Vorazes uma certa turma ai, é o Star Wars para mim, então, essa pessoa não  volta a ser a pessoa que era antes, então ela dificilmente será manipulada, dificilmente será sabe, então a informação…

Luciano          Será, mas não com a facilidade com que ia ser…

Ricardo          É então, por outro lado ela vai ser o funcionário aos 25 anos de uma empresa, risos… e vai esquecer o sonho, certo? Vai acontecer, será manipulada sim, vai ter que caprichar na manipulação ai, mas acho que, então, a era da informação gera a era do empreendedorismo, o próximo passo é o empreendedorismo, você consegue criar as suas coisas, você gosta da suas coisas, do seu jeito, você se recusa a fazer no tempo dos outros, ai vai aumentar os conflitos, muito mais, por isso que po, as brigas na internet, nas eleições, a polarização é animal, pessoas que, é grande assim, você é PT, você é PSDB e brigas entre pessoas que não brigavam antes, o fundamentalismo religioso, todo…

Luciano          É tão grande que o anúncio da Coca Cola no Super Bowl foi em cima disso ai né? Era um anúncio dizendo, vamos baixar o rater né, ela fez um anúncio para falar da necessidade de você baixar essa, não o conflito, mas esse confronto, essa pegação de pé que está todo mundo, parece que agora todo mundo tem opinião, todo mundo pode dar opinião, todo mundo se acha certo e você o que tem é conflito, você não pode… e ai você começa a botar o pé atrás, quer dizer, eu acho que eu já não devo mais falar como eu falava porque agora eu apanho, antigamente eu falava, agora quando eu falo eu apanho, se eu entrar num facebook e botar um.. escrever alguma coisa com a minha ideia eu vou tomar porrada que nem louco, quer dizer, se eu não desenvolver uma couraça para tomar porrada eu vou botar o pé atrás e vou querer ficar escondido né?

Ricardo            É, o que também deve estar acontecendo, mas essa é uma situação nesse momento numa empresa ai, o chefe chamou 5 funcionários e falou assim, galera, acho que a gente está precisando reformar a sala de reunião, quem tem ideias ai? O primeiro funcionário fala assim, po eu vi, chefinho eu li na revista Exame da semana passada né , eu li lá como é a sala de reunião no Google e vai com as ideias do Google, ai o outro po, eu vi aqui um vídeo no Youtube que mostra sala de reunião lá na Oakley, olha com é aqui, é totalmente diferente do Google, ai o terceiro po, minha prima é decoradora, ela tem umas ideias, vem a prima com as ideias dela, os 5 vão ter ideias superficiais sobre coisas que eles viram, que acham que manjam e ai (confuso) as 5 ideias lá e ai ninguém se aprofundou em nada, não anda, e se um começar a defender o lado dele né…

Luciano          Vira pessoal.

Ricardo          Vira pessoal. Então é preciso, assim, acho que, espero, eu sou um cara otimista, que essa pessoa, essa reunião, essa mesma reunião, quando o cara falar assim olha eu vi essa história do Google, a sala de reuniões do Google, olha aqui galera, olha eu acho que tem esses prós e esses contras, vamos botar aqui, quem mais tem ideia? Ai vem o segundo, o terceiro, o quarto, as 5 ideias, galera, vamos ser humildes, vamos ser, a gente quer uma sala de reunião para a gente, não precisa ser a minha nem a sua, vamos fazer uma salada aqui, misturar tudo e vamos ver o que sai né e misturando com o que a gente espera né, e ai sai uma sexta coisa que não é de ninguém, mas…

Luciano          E que é de todo mundo.

Ricardo          … mas que é um coletivo, é um pensamento coletivo de todo mundo e que resolve o problema.

Luciano          Quer dizer, isso exige uma dose de humildade, uma dose de, como é que eu vou dizer, uma dose de compreensão que está meio que além do que as pessoas conseguem fazer né?

Ricardo          É, deve estar, deve estar, infelizmente.

Luciano          Eu tenho 23 anos de idade, eu estou aqui na minha carreira, arrumei o meu emprego, estou legal aqui, estou ouvindo o pod cast de vocês, o que eu tenho que fazer cara, como é que eu faço para não ser devorado por esse monstro burocrático que quer me transformar nesse menino que segue as regras e que vai ficar eternamente aqui, que que devo eu fazer sem ser um louco que começa a gritar aqui e é mandado embora. Que que eu devo fazer?

Ricardo          Então, você que está, assim, a gente, o valor que a gente traz para o, o valor nosso para o mundo é resolver problema, então se você tem, está trabalhando numa empresa, cara, faça uma pesquisa, vá atrás de entender quais são os problemas do chefe, do chefe, do chefe, do chefe do seu chefe, ou do seu chefe, quais são as metas do cara que está acima de você, se você está num lugar que você não esta pensando em, está ai, vai ficar ai um tempo, você tem que saber o que está pegando para o seu chefe, que que ele precisa resolver, qual é a meta dele, como que ele vai ganhar o bônus dele, sei lá, e ajudar o seu chefe a resolver o problema dele.

Luciano          E não criar mais um problema né?

Ricardo          Não criar mais um problema, então penar nisso, não ficar pensando no seu, para você, mas pelo menos no seu departamento, pelo menos na área, depois pelo menos na empresa, qual o problema da empresa, então ele, está lá, é o estoque, tem produto em estoque então não fica chegando com… cara, vamos fazer twitter, vamos fazer umas ideias que não tem vínculo co o estoque, você vai… não tem nada a ver, vai ser um desses caras com uma ideia incrível que não está sintonizada com o todo, então preocupe-se em resolver problema, é esse que é o valor que a gente traz, eu, com a Biz eu espero resolver o problema de inspirar as pessoas a querer trabalhar por amor, por paixão, por propósito, colocar o dele na reta, trabalho é um negócio pessoal, não é buzines e várias coisas mais. Então você resolve que problema para a sua empresa? Você está ai fazendo o que? Você só quer ganhar mais por que? Agora isso é empreendedorismo né, então se você não quiser ser funcionário, que eu recomendo a você não ser, você tem que ter o plano de fugir disso o mais rápido possível para você poder empreender, poder ter o seu negócio, poder ter o seu estilo de vida, poder ter família, poder ficar magro, po, quanta gente gorda rica, cara, só no Brasil só no Brasil mesmo você tem gordo apresentador de televisão cara, esse é outra história, quer dizer, por que eu tenho que deixar o hamburger de lado se eu estou vendo um cara gordo, o Faustão é gordo, a Regina Casé é gorda, todo mundo é gordo nessa televisão, os cantores são gordos, todo mundo é gordo cara, o Jô Soares é gordo, todo mundo idolatra a gordura meu, então você liga a televisão no Japão para ver se tem algum gordo,  liga nos Estados Unidos se tem algum gordo, liga na França, na Alemanha, na Inglaterra se tem apresentador gordo, não tem, você é o cara que dá o exemplo cara, então.

Luciano          Deixa eu falar de um projeto aqui que eu acho que você gosta de montão que é o teu bebê né, está no teu colo aqui. Você, há um tempo atrás, teve uma ideia de criar um negócio chamado Epicentro, eu está lá no primeiro, eu estava lá eu ouvi a tua ideia em primeira mão, foi muito legal quando você me contou o que você estava planejando fazer, eu tive muita honra de, não só participar como abrir, eu fui o primeiro cara a falar no primeiro Epicentro, lembra daquilo? E foi muito legal porque era uma ideia daquelas ideias que eu gosto, quer dizer, ela é tão estapafúrdia que ela precisa ser valorizada né, porque não é aquela ideia de vamos fazer mais do que já tem ai, não, vamos fazer um negócio completamente diferente do que tem ai e com intenção de mudar o Brasil, falei, puta que parou, olha o tamanho disso né, que pretensão po, ainda bem, ainda bem que tem um maluco pretensioso ai, quantas edições já foram do Epicentro?

Ricardo          Foram 3, a quarta está vindo ai, de 27 a 29 de março, em Campos do Jordão, sempre será em Campos do Jordão, talvez vá acontecer Epicentros menores em outros lugares, mas no começo do ano, março, Campos do Jordão, Epicentro.

Luciano          Mas conta para a gente, o que que é, o que que é o Epicentro?

Ricardo          Então, Epicentro, como o próprio nome diz né é aquele ponto no terremoto onde se você estiver lá cara não sobra nada né, a porrada é mais forte, então e começa as ondas do terremoto, então é um evento que eu quero que seja o palco né para brasileiros guerreiros que há 10, 5, 20, 40, 30 anos fazem um trabalho deles, esses caras que estava comentando aqui, que estão fazendo o negócio deles e que acreditam que tem que ser feito para mudar ali x, y, z, um mercado, uma indústria, uma cidade, uma família, sei lá e não são famosos porque ele não quer apertar a mão do João Dória, ele não quer ir nesses lugares idiotas, ele está ali, só que então eu quero que.. o Epicentro pegue esse cara, ele veja o Epicentro e fale po, finalmente eu vi um lugar que eu quero ir contar a minha história né, que vai valorizar, vai entender o que eu estou falando né, não vai me perguntar quando que eu ganhei, então o Epicentro vai ser o palco para brasileiros, gente de fora um dia, que são guerreiros, que estão mudando, trabalhando para um mundo melhor, para mais gente, subir lá e falar olha, na minha empresa eu faço assim, na minha vida eu faço assim e dá certo né e… para todo mundo saber.

Luciano          Ou então não deu certo…

Ricardo          Ou não deu certo…

Luciano          Não deu certo. Quem está na plateia assistindo?

Ricardo          Então, eu espero sempre reunir pessoas né, de bem né, sempre falo, faça parte do segmento que mais cresce no mundo, as pessoas de bem, pessoas a fim de melhorar as coisas, então pela minha meu feeling né, 80% são empreendedores, gente que está montando empresa, que tem empresa, tem 50 funcionários, 100, 200, 300, 80% são empreendedores, 20 deve ser executivos de grande empresa, deve ser cara que quer ser ….

Luciano          Estudante…

Ricardo          Estudante e tal, bem eclético, o Brasil inteiro, no último lá em Campos  teve 50% de gente de fora de São Paulo, de lugares acima de 400 quilômetros dali de, distância de Campos, então eu espero reunir, trazer gente do Brasil inteiro para esse lugar, para Campos, o lugar é animal né, as palestras acontecem no alto da montanha, então, também para mim ter uma simbologia isso dai, subir na montanha, para pensar na sua vida, né e po, a natureza, acho que também para mim isso é fundamental, você, se você está meio deprê porque você não vÊ uma planta, você não vê uma flor, uma árvore, você não anda, você não deita no chão porque formiga vai te pegar, né essas coisas, então você voltar a ter contato com a natureza, você fica uma pessoa mais legal…

Luciano          Deixa eu botar um comentário meu aqui que é para a pessoa não pensar que é aquelas coisas lúdicas e… o que que é o Epicentro? Eu participei do último, de novo você me convidou, fui lá, fiz uma palestra no último Epicentro….

Ricardo          E vai no próximo, certo?

Luciano          Opa! Vou estar lá no próximo né. E o que que é o Epicentro, você chega lá, o local é maravilhoso, realmente é em Campos do Jordão, que é onde estão as montanhas ali de Campos do Jordão e no alto de um morro  tem uma construção maravilhosa, tem um teatro, um anfiteatro maravilhoso e nesse anfiteatro está acontecendo, durante dois dias, uma série de palestrar, quer dizer, o pessoal chega lá, senta no anfiteatro e vai assistindo uma série de palestras, teoricamente curtas né, 18, 20 minutos cada uma né?

Ricardo          Isso

Luciano          Onde pessoas das mais diversas…

Ricardo          Áreas, segmentos…

Ricardo          … estão lá, sobe lá e fala, meu nome é fulano de tal, eu sou um explorador de petróleo autônomo, como assim cara? O cara vai lá ele conta a história e são situações muito legais porque não é um evento de economia, não é um evento de política, não é um evento de liderança, não é um evento de administração, é um evento de gente que está fazendo acontecer, né? Que pro líder cast é o que há cara, é exatamente isso né. E é muito legal você estar sentado naquela plateia e ver no palco uma pessoa que é igual a você, eu não estou sentado lá assistindo de boca aberta e babando, o Nisan Guanaes, que é o publicitário mais bem sucedido da atualidade, milionário que chegou com seu jato e foi lá contar como ele é foda né, eu estou vendo dona Joaquina dos Santos, que é uma dona de casa, de Birigui e que criou um treco lá que de repente está mudando a história da alimentação escolar na cidade dela né, e são pequenos….

Ricardo          Sem apoio do governo…

Luciano          Sem nada né

Ricardo          Sem sacanagem

Luciano          Exatamente

Ricardo          Está fazendo o dela, gerando 70 empregos…

Luciano          Exatamente, e s que são essas pequenas coisinhas que estão acontecendo que podem ser multiplicadas né e que se isso acontecesse com mais, digamos assim, com mais frequência, acontecesse com um volume maior no Brasil, a gente podia estar aprendendo, cara tem problemas que acontecem no nordeste que já foram resolvidos no sul e que só não são resolvidos porque as pessoas não se falam, não se conectam, não se conhecem uma que está fazendo lá e aqui não se juntam para estabelecer esses caminhos ai né, então basicamente o que eu vejo do Epicentro é isso, ele começou assim mas ele se expandiu, então você chega lá já tem uma feirinha lá fora com uma molecada com startap, gene que está começando um negócio, está apresentando os negócios e me pegaram lá na hora que eu estava passando e foram me mostrar, a pessoa me mostrando um aplicativo que foi criado, quer dizer, é um negócio genial, é muito legal e você está fazendo isso ai sem nenhum suporte de, não tem nenhum patrocinador por trás, não tem nenhum patrono grande, não tem nenhum órgão do governo, não tem nenhuma ONG, não tem Lei Rouanet, não tem nada disso né?

Ricardo          Não tem nada.

Luciano          Como é que é isso, cara?

Ricardo          Então, o Epicentro acontece via financiamento coletivo, então, quer dizer, é uma ideia, quer dizer, acredito que vocês tem que conhecer essas histórias para inspirar a vida de vocês, para vocês serem caras melhores, porque a mídia não está mostrando essas pessoas, então eu acredito que vocês tem que ver isso, mas ó, eu só vou conseguir fazer se você ajudar a fazer, então não vou pedir dinheiro para a Dilma, você quer? Você tem que ajudar, tem que se envolver, engajar e participar, então o Epicentro acontece via financiamento coletivo, então nesse mês de fevereiro, março né, eu vou lançar o financiamento coletivo…

Luciano          Cada pessoa entra lá…

Ricardo          A pessoa entra la no..

Luciano          Faz uma doação de um valor que ela quiser…

Ricardo          No site, doa. É, o valor que ela quiser, que ela puder, ganha um agradozinho, então se você doar 100 reais vai ganhar um x né, ganha um pôster, 500 você ganha um livro, vai ter algumas… se doar, sei lá, um valor, 500 faz de conta, você vai sentar na primeira fileira, tem isso também e tal, então vai ter uns mimos para quem doar um pedaço do Epicentro, até a foto autografada do Luciano, coisas assim. Então…

Luciano          E tem uma coisa muito legal, quer dizer, ao mesmo tempo que você lança esse financiamento coletivo, você lança um chamado para voluntários né, e ai é um barato porque o Ricardo põe no ar aquilo e diz está aberto aqui, quem quer ajudar entra aqui e de repente começa a  aparecer gente de todo lado, eu posso ajudar com isso, olha, precisamos criar um logotipo, quem é de criação ai, aparece um sujeito lá e vai criar o logotipo né. Precisamos fazer uns cartazes, sempre aparece alguém que tenha as condições ai de ajudar e é interessante porque é uma baita mobilização e no dia lá chega a ser emocionante, você chega no local tem um monte de gente com a camiseta do Epicentro e você sabe que cada um dos caras que está lá é um voluntário que não está lá, não foi paga para estar lá, está recebendo talvez um lanche ali e o resto é um tesão de fazer aquela coisa acontecer né.

Ricardo          É, isso ai é realmente é bem legal assim, inclusive é uma história bem legal em termos de liderança, tem 400 caras querendo ser voluntário do Epicentro, moleques de todo lugar querendo ser voluntário no Epicentro, esse de Campos que é do ano passado, eu mesmo estava cuidando, eu estava aqui, não conseguia estar lá e ali né, sei lá, várias coisas foram decididas sem a minha participação, a hora do coffee break, várias coisas mas quando eu vi o negócio realizado eu pensava assim, po, isso aqui nem eu teria pensado, puta ideia legal, né, e porque eles quando eu reuni os voluntários eu passo a proposta, a paixão, a filosofia, procuro ser claro no que é que tem que ser, o que não tem que ser e ai eles, a partir dai eles entendem o que tem que fazer e você tem que deixar os caras se reunirem e inventarem as coisas e deixar o negócio acontecer né. Então isso é muito bonito, você vere coisas acontecendo e você, a sua participação e as pessoas, os voluntários fazendo do jeito que você faria, ou fazendo do jeito melhor ainda do que você faria porque eles sabem o que você quer fazer ou eles sabem o que é melhor para o evento, então é animal, eu acho demais assim o cara…

Luciano          É uma experiência muito legal

Ricardo          Não tem empresa de eventos fazendo, não foi a produtora…

Luciano          Então, isso que eu ia comentar, quer dizer, você não chega num lugar organizado, onde está o logotipo da produtora tal ou da empresa tal que recebeu você e vai te levar para lá e para cá e essa empresa foi responsável por comprar um coffee break, botou uma camiseta, não tem ninguém te conduzindo, o evento está acontecendo de uma forma orgânica, quer dizer, está todo mundo fazendo ele acontecer ali na hora, é até injusto eu chegar lá e brigar, po, isso aqui está mal organizado, não está mal organizado, está sendo na hora, está sendo feito pelas pessoas que estão unidas lá, quer dizer, é uma baita de uma experiência, até para quem participa, não do ponto de vista que eu fui lá para assistir, mas eu estando lá eu sou um dos caras que está fazendo o evento acontecer. Queira ou não queira eu faço parte dele e estou construindo uma coisa junto, sem a mão peluda do governo.

Ricardo          E outra coisa é, as pessoas chegam e vê que está faltando x, e o cara vira voluntário, o cara se sente mal em chegar cedo sentar e ver todo mundo mexendo nas coisas.

Luciano          O que tem para fazer ai?

Ricardo          O que tem para fazer?  O que eu posso ajudar?

Luciano          É muito legal, é muito legal.

Ricardo          O próprio cara que chegou, o cara que pagou, que evento que você foi que o cara que pagou ou o cara que não pagou, o cara que está lá quer ajudar a pendurar o banner em vez de ficar criticando que não tem banner.

Luciano          Me fala uma coisa, tem um negócio muito legal, uma coisa muito legal do Epicentro inclusive que é, eu estou usando bastante essa história porque o Epicentro para mim é um modelo de fazer acontecer. Quer dizer, quando você me contou da ideia eu falei, puta, esse maluco vai quebrar a cara porque ele está querendo inventar um treco ai maior do que pode ser, bom, está na quarta edição e a cada vez que passa ele fica melhor né. Então é um modelo de alguém que sozinho bota uma ideia na cabeça e resolve fazer e está mobilizando lá mil e tantas pessoas para esse evento acontecer, mas você tem um conceito muito legal que envolve a comunidade onde o evento acontece, então você conseguiu mostrar para a comunidade lá de Campos do Jordão que o evento é um negócio interessante, os caras adoraram e agora você falou bom, sempre vai ser em Campos do Jordão. Qual é a ideia, qual é a proposta e como é que esse evento sai e vai para a comunidade?

Ricardo          Então, o Epicentro faz parte do calendário oficial da cidade, um dos sonhos é que ele seja mais … leve mais dinheiro para Campos do que o próprio festival de inverno, que acontece em julho, a ideia do Epicentro é ser em março, então eu cheguei lá na cidade e falei, qual é o pior mês da cidade, quando as posadas estão vazias, a cidade perde dinheiro? Ai o cara, secretário lá, março. Então vai ser em março. Não é um evento sobre empreendedorismo? Vai ser em março. E ai ele até falou assim, você é o primeiro cara que vem nessa cidade aqui e não pede nada, você só está dando né, veio um cara aqui querendo fazer um festival de stand up comedy, queria isso, queria aquilo, você não pediu nada e só está dando e o Epicentro de setembro teve 1300 pessoas, são, vai, 700 quartos de hotel, foram 700 jantares, 700 almoços, a gente deixou 1 milhão de reais na cidade, no mínimo, eu fiz uma conta rápida assim e no primeiro ali, com 1300 caras, num período que não tinha, foi em setembro né, também baixa temporada. Agora, eu quero deixar um legado né, eu não quero que seja um evento que você vai, assiste as palestras de um cara sem braço sem perna, se emociona e se sente bem por isso né, a gente é assim, você vai numa igreja para se sentir bem, aha fiz meu trabalho, fui na igreja, mas lá fora você é um puta cara do mau, mas paguei a conta com Deus, fui na igreja, assisti uma palestra, sou igual ao cara. Não quero que seja isso, quero que o evento crie movimentos, e deixe legado, então o último deixou um legado, numa escola pública, porque tem outra coisa, tem o Epicentro e o Epicentrinho, então o Epicentro é um evento para você trazer filho, traga seus filhos…

Luciano          O Epicentrinho.

Ricardo          É, e quando você tiver assistindo as palestras aqui, seu filho vai estar assistindo palestras sobre empreendedorismo, numa escola pública com os moleques que ele não andaria normalmente, então a começar lá, tem um workshop assim tipo, fazendo a cabeça né, mostrando o que é empreender, empreender não é abrir empresa, é uma maneira de pensar e ai a minha ideia é que os melhores trabalhos do Epicentrinho sejam apresentados no domingo no Epicentro, então o molequinho lá, o seu filho, talvez o filho do seu amigo vai lá subir no palco do Epicentro apresentar a ideia dele, que ele ficou dois dias pensando com os monitores nos trabalhos ali, então vai ter o Epicentrinho, o Epicentro mas esse no ano passado deixou um legado nessa escola pública instalou a internet na escola que não tinha e a gente colocou 20 computadores que não tinha lá, então tem um laboratório hoje com 20 computadores zerados e a internet.

Luciano          Que está lá na escola, terminou o Epicentro ficou, ficou para a escola.

Ricardo          Então eu quero deixar um legado sempre, então…

Luciano          Você comentou um negócio legal lá no palco, que eu queria que você repetisse aqui, que você falou, po, em vez de o cara vir aqui, montar um stand, contratar 4 meninas gostosas, eu quero que ele faça outra coisa, como é que foi que você…?

Ricardo          Então, não sei se vai dar para esse aqui ainda, acontecer isso, mas é o que espero acontecer, então, eu vou virar para a Samsung que eu gostaria que patrocinasse, vamos dizer assim, e ai falar, em vez de ele ter a opção de montar um stand, investir lá 500 mil reais no stand com as gostosas, falso, mascarado, porque né, nem no escritório da Samsung eles investem os 500 mil, então em vez de fazer isso que depois é destruído, vai para o lixo, você vai, pega esses 500 mil e vamos reformar o orfanato ali, vamos reformar o coreto, reformar a praça, vamos reformar o teleférico, durante o Epicentro, a praça é o seu stand, então você fica com seus funcionários lá recebendo as pessoas na praça, quando a Samsung sai fora, a praça ficou, fica reformada e tal, então se der tempo né, eu estou levantando lá com a cidade algumas coisas legais, históricas , tem uma tiazinha famosa na cidade que vende cachorro quente, ela sempre fica num lugar ali vendendo cachorro quente e o carrinho da tia é meio quebrado já, então, pegar, falar com a tia, ver quanto custaria reformar o carrinho da tia, virar patrocinador, olha, você tem essa opção de patrocínio aqui, o carrinho da tia, vai custar 20 mil reais,a gente troca, faz um né um banho de loja no carrinho da tia e você fica lá, o stand da Microsoft é o carrinho da tia, você fica lá nos dois dias e quando a Microsoft for embora o carrinho da tia….

Luciano          O carrinho da tia ficou inteirinho lá… e a sociedade, a comunidade recebe esse benefício. Muito legal.

Ricardo          Então vai acontecer lá e espero que essa ideia se expanda, então po, alguém fala lá, po sou de Maringá, podia fazer uma reforma na padaria da dona Maria que é famosa, caindo aos pedaços, vamos ai galera, então vamos, ai o Epicentro chega lá em Maringá, fica um dia, acontecem as palestras, reforma a casa da tia lá e todo mundo sai fora…

Luciano          Se a casa fica lá…

Ricardo          …e deixa um legado…

Luciano          Muito legal.

Ricardo          Então espero, vai ter isso também no Epicentro, então é as palestras, as crianças, os jovens, o network,  então são dois dias, eu acredito muito em imersão, então podia ser aqui em São Paulo, se eu fizesse em São Paulo eu teria 5 vezes mais gente, muito mais fácil, muito mais tranquilo, mas eu pensei assim, você senta lá no Center Norte, vai num hotel x, ouve a palestra do Luciano, ai você chega as 6 da tarde para sair está chovendo, está caindo um temporal em São Paulo, você vai pagar estacionamento 40 reais, você fica no trânsito de uma hora para chegar na sua casa, você ouve uma notícia na CBN só falando tranqueira, acabou cara, o que que o Luciano falou mesmo? Você não consegue, então quer dizer, minha ideia é assim, você fica lá 48 horas num evento, que vai ser 72… com pessoas que de todo o lado, você ouve o Luciano falar um troço, dai po, esse cara está viajando, nem fudendo dá para fazer isso, mas na hora que você fala isso,  o cara que está atrás de você fala não cara, dá, então aquela história que eu falei da sociedade, ninguém está falando uma coisa interessante, o Epicentro vai ser um lugar que todo mundo está falando um negócio interessando, que vai completar a ideia, você viu o que o Luciano falou? O cara do lado, vi e você quer aprende mais sobre esse assunto, esse livro, mas aquilo que o Luciano falou tem esse cara fazendo nessa empresa, então você é atacado por todos os lados por pessoas que vão completando aquele tema e 48 horas num lugar onde você é atacado pelas pessoas que por ideias otimistas e você ver realizar, você volta transformado, sei lá, 5%, 10%, 15% mas você volta muito mais transformado…

Luciano          Muito legal…

Ricardo          … que você num evento que você paga 40 reais de estacionamento, vai embora para a sua casa e só ouve a palestra.

Luciano          Ricardo você tem umas ideias muito legais ai cara, que tem a ver com essa coisa da gente entender muitos e um né, Aristóteles dizia, não se pode pensar muito sem pensar o um, quer dizer, qual é o papel que eu tenho, que eu executo dentro dessa sociedade, quer dizer, eu estou aqui para vir aqui, ganhar meu dinheirinho, comprar minhas coisinhas, comprar meu apartamentinho, morrer e deixar para o meu filho o apartamentinho mais o que ou eu estou aqui para causar uma mudança no mundo né, isso tem a ver com empreendedorismo, com cidadania, com todos esses conceitos que estão meio que deixados de lado ai diante dessa loucura que esse mundo está virando né, onde parece que a gente está no mundo conduzido para dar o sangue e alguém chupar nosso sangue ai e você tem umas ideias que quem olha de longe assusta porque fala po, esse é um puta dum anarquista mas é um anarquismo para o bem e cara to contigo e quero mais é que você faça crescer esse projeto, conte comigo ai, vamos seguir adiante né. Quem quiser encontrar o Ricardo, quem quiser encontrar o Biz, quem quiser encontrar o Epicentro, ainda vai?

Ricardo          Então, Biz Revolution, digita ai no Google Biz Revolution que já vai cair o twitter, facebook, blog e tal, vídeo cast, Biz Revolution, (ele soletra).com,br, revolution em inglês, Epicentro também está no topo lá do Google, se não tiver nenhum terremoto ai a gente vai aparecer, você digita Epicentro, no Google, vai cair no site que é oEpicentro.com.br e é onde você já pode, na hora que tiver no ar, onde você já consegue se registrar, vai…

Luciano          Só um comentário, os vídeos do Epicentro, você publica depois também né, quer dizer, quem não foi pode assistir as apresentações através do site da Bis Revolution não é isso?

Ricardo          Pode, tem no Youtube, no Epicentro, as palestras gravadas, mas cara, aquela coisa assim né, uma coisa você ver o show do Aero Maiden na ….

Luciano          Ao vivo ali no palco, suando…

Ricardo          … na sua televisão, na sua casa, ou você estar espremido, pulando Run to the Hills cara, não tem comparação, então quando eu vejo uma palestra gravada do Epicentro, po, não é nem, não foi, nem 10% da emoção de você estar sentado naquela vibe, depois, tem um contexto, você acabou de assistir uma palestra, você está no negócio, tem um cara sentado atrás de você, você ouviu alguma coisa, então é outro humor, outro contexto, então tem que ir no Epicentro cara, não tem desculpinha, tem as palestras gravadas, mas você quer mesmo sentir algo, experimentar…

Luciano          Vá lá e experimente.

Ricardo          Vai lá e com mente aberta, coração aberto.

Luciano          Grande Ricardo, obrigado pela presença, obrigado por aparecer aqui para conversar comigo.

Ricardo          Nada, obrigado a você pelo convite…

Luciano          Tem papo para a gente conversar um monte aqui, tem até uma novidade que vem logo mais ai, vou até te convidar de novo para a gente contar o que é que vem adiante aqui. Um grande abraço ai.

Ricardo          Outro, parabéns pela iniciativa do líder cast.