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Você é criativo sim senhor!

Você é criativo sim senhor!

Luiz Alberto Machado - Iscas Econômicas -

há uma “luta do século” permanente em nossa mente: “no corner direito, o Pedrão e, no corner esquerdo, São Magaiver”

Pedrão X São Magaiver

“Se, a princípio, a ideia não é absurda,
então não há esperança para ela.”
Albert Einstein

Exercendo por mais de 30 anos a função de professor, devo estar cadastrado em inúmeras livrarias e editoras, de tal forma que recebo regularmente informações e convites para lançamentos de livros e outros eventos por elas organizados. Por absoluta falta de tempo, acabo não podendo comparecer à esmagadora maioria dos eventos para os quais me chegam convites. Em fevereiro último, porém, fiz questão de ir ao lançamento de um livro cujo título me chamou a atenção: Você é criativo sim senhor!

Organizei direito minha agenda e, no dia e horário indicados no folheto, pontualmente, cheguei à Livraria da Vila do Shopping JK Iguatemi. Além das duas ou três linhas comentando o livro no folheto, eu não dispunha de qualquer informação adicional. Também não tinha qualquer referência do autor, fato até certo ponto surpreendente, considerando que tenho participado de numerosos eventos relacionados com a criatividade – e mais recentemente com a economia criativa – nos últimos 20 anos, o que me permitiu travar conhecimento com boa parte dos especialistas no assunto.

Como cheguei logo no início do evento, devo ter conseguido evitar o horário de maior burburinho, pois o número de presentes ainda era relativamente pequeno. Assim, não enfrentei fila e, de quebra, tive oportunidade de bater um papo rápido com o autor do livro, o suficiente para saber que ele havia se formado na FAAP no início da década de 1980, quando eu mesmo estava lá chegando para iniciar minha carreira de professor. Soube também que ele era um autodidata, pois não estudara criatividade em qualquer curso especializado, nem participara de conhecidos congressos ou seminários realizados regularmente no Brasil ou no exterior.

De posse dessas informações, iniciei a leitura do livro sem saber exatamente o que esperar. E, á medida que a leitura ia avançando, meu interesse não parava de crescer, dadas as características do texto, que consegue associar qualidade e profundidade na abordagem do tema a uma redação simples, acessível e extremamente bem humorada.

O livro focaliza, em realidade, o cérebro humano. E o cérebro humano se constitui, em última instância, na matéria-prima da criatividade. Costumo dizer, em meus próprios cursos, que assim como a criatividade é a matéria-prima da produtividade, o cérebro humano é a matéria-prima da criatividade.

O grande problema para quem quer se aprofundar no assunto é que a literatura disponível sobre o cérebro humano é muito complicada, desestimulando a leitura das pessoas que não possuem conhecimento especializado.

Henrique Szklo – este é o nome do autor – consegue explicar logo de início que não é fácil ser criativo, uma vez que nosso cérebro está condicionado para ser o guardião da nossa zona de conforto, identificada, no livro, como Castelo de Legos. Nesse sentido, o cérebro só dá vida fácil para o que se torna conhecido, passando a fazer parte dos padrões que compõem o nosso Castelo de Legos. E todos nós passamos boa parte da vida em processos de treinamento e aperfeiçoamento com o objetivo de desenvolver cada vez mais nossas habilidades e competências, fortalecendo, assim, nossos padrões. É o que nos mostra Malcom Gladwell, no excelente livro Fora de série – Outliers.

Os padrões, por sua vez, possuem um poderoso guarda-costas, que está presente o tempo todo no nosso cérebro sugerindo que devemos fazer apenas as coisas que sempre fizemos, evitando a qualquer custo o risco do desconhecido. O nome desse poderoso guarda-costas é Pedrão.

Henrique Szklo explica que há uma “luta do século” permanente em nossa mente: “no corner direito, o Pedrão e, no corner esquerdo, São Magaiver”. Quem, com quarenta anos ou mais, não se lembra do seriado de televisão que no Brasil foi batizado como Profissão Perigo, em que o lendário agente MacGyver conseguia se safar das situações mais complicadas utilizando criativamente conhecimentos científicos e parcos recursos que carregava consigo ou encontrava à sua volta, destacando-se entre eles um canivete suíço?

Pois é assim que acontece o tempo todo, quando, diante de um problema qualquer, temos de escolher entre a solução tradicional, amplamente conhecida, e uma solução inovadora, diferente da habitual. Como afirma Szklo, “soa o gongo e eles [Pedrão e São Magaiver] se enfrentam incansavelmente a cada vez que nos deparamos com alguma situação que exija flexibilidade, inovação, novos ares, Criatividade”.

Continuando, explica Szklo:

“É claro que o Pedrão – por ser maior, mais forte, mais pesado e mais objetivo – vence em 99,99% das lutas. Por nocaute. Mas é neste 0,01% que repousa nossa esperança. É nesta probabilidade ínfima que está a nossa salvação. É aí, neste pequeno espaço, que conseguimos criar algo de novo em nossas mentes. É aí que encontramos soluções para problemas até então desconhecidos para nós. Você acha pouco, mas não é. O Pedrão não é nosso inimigo, mas não podemos dar todo o poder e ele senão a vantagem vira desvantagem. Nossa capacidade de adaptação a novas realidades é que faz de nós o que somos hoje. E esta capacidade está nos 0,01% dedicados ao bravo e heroico São Magaiver.”

Entenda você também como fortalecer o São Magaiver que existe em você, a fim de que ele possa, quando houver oportunidade, enfrentar o poderoso Pedrão com um mínimo de chance de ganhar. É exatamente aí que você poderá desenvolver o seu potencial criativo.

E lembre-se, qualquer pessoa dispõe desse potencial. Desenvolvê-lo depende apenas de você!!!

Iscas para ir mais fundo no assunto

Referências e indicações bibliográficas

COMO surgem as pessoas fora de série ou outliers? Qualimetria, nº 209, janeiro de 2009, Editorial, pp. 01 – 06.

GLADWELL, Malcolm. Fora de série – Outliers. Tradução de Ivo Korytowski. Rio de Janeiro: Sextante, 2008.

SZKLO, Henrique. Você é criativo, sim senhor! São Paulo: Editora Jaboticaba, 2013.

Referências e indicações webgráficas

Instituto Casa de Henrique Szklo. Disponível em www.henriqueszklo.org.

 

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