Iscas Intelectuais
Brazilian Rhapsody
Brazilian Rhapsody
O pessoal da Chinchila fez uma paródia de Bohemian ...

Ver mais

O Guia do Anunciante em Podcasts
O Guia do Anunciante em Podcasts
O Guia do Anunciante em Podcasts traz informações ...

Ver mais

Bandidos Na TV
Bandidos Na TV
Assisti Bandidos Na Tv, nova série na NetFlix, que ...

Ver mais

1964 – O Brasil entre armas e livros
1964 – O Brasil entre armas e livros
Um documentário para ser visto como outro ângulo pelo ...

Ver mais

682 – LíderCast 13
682 – LíderCast 13
É isso que é o LíderCast. Uma homenagem a quem ...

Ver mais

681 – Agrotóxicos: remédio ou veneno
681 – Agrotóxicos: remédio ou veneno
Agrotóxicos surgiram na Segunda Guerra Mundial, para ...

Ver mais

680 – Nova Previdência 2
680 – Nova Previdência 2
A Nova previdência é o primeiro passo para colocar o ...

Ver mais

679 – Será que acordamos?
679 – Será que acordamos?
Adalberto Piotto apresenta o programa Cenário Econômico ...

Ver mais

LíderCast 169 – Marília Guimarães e Eduardo Dantas
LíderCast 169 – Marília Guimarães e Eduardo Dantas
Marilia Guimarães e Eduardo Dantas – a dupla ...

Ver mais

LíderCast 168 – Pedro Hipólito
LíderCast 168 – Pedro Hipólito
CEO da Five Thousand Miles, empresa portuguesa que se ...

Ver mais

LíderCast 167 – João Kepler
LíderCast 167 – João Kepler
Especialista em empreendedorismo, startups, marketing e ...

Ver mais

LíderCast 166 – Juliana e Abbey Alabi
LíderCast 166 – Juliana e Abbey Alabi
O Abbey é um imigrante africano, que chegou ao Brasil ...

Ver mais

Cafezinho Live – Como será o Brasil com Bolsonaro
Cafezinho Live – Como será o Brasil com Bolsonaro
Um bate papo entre Adalberto Piotto, Carlos Nepomuceno ...

Ver mais

046 – Para quem vai anular o voto
046 – Para quem vai anular o voto
Fiz um vídeo desenhando claramente o que acontece com ...

Ver mais

Confraria Café Brasil
Confraria Café Brasil
A Confraria Café Brasil nasceu para conectar pessoas ...

Ver mais

Videocast Nakata T02 10
Videocast Nakata T02 10
Videocast Nakata Temporada 02 Episódio 10 - Hábitos ...

Ver mais

Por que Bolsonaro exagera?
Fernando Lopes
Iscas Politicrônicas
Como se já não enfrentássemos todos os problemas possíveis – e mais uns imaginados – Bolsonaro parece se esforçar para piorar os reais e parir os imaginários. Por qual razão o ...

Ver mais

TRIVIUM: CAPÍTULO 3 – CARACTERÍSTICAS GRAMATICAIS DOS SUBSTANTIVOS (parte 3)
Alexandre Gomes
Até agora mostrei maneiras um pouco diferentes de se ver um SUBSTANTIVO. Usando um tanto de Lógica e  Filosofia para explicar SUBSTANTIVOS e ADJETIVOS. E só para te lembrar: toda a Realidade é ...

Ver mais

Viva Narciso
Jota Fagner
Origens do Brasil
A nossa vaidade nos impede de construir um ambiente mais tolerável A palavra “insentão”, popularizada nos últimos anos, serve para classificar a pessoa que não se deixa iludir pelo canto da ...

Ver mais

O hábito da leitura e seu impacto no desenvolvimento
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
O hábito da leitura e seu impacto no desenvolvimento  “A leitura é a chave para se ter um universo de ideias e uma tempestade de palavras.” Eduarda Taynara Gonçalves Pereira  (ex-aluna da EEEP ...

Ver mais

Cafezinho 211 – O crítico e o criativo
Cafezinho 211 – O crítico e o criativo
Basta uma olhada nos jornais televisivos diários para ...

Ver mais

Cafezinho 210 – Gosto médio
Cafezinho 210 – Gosto médio
Vida em sociedade implica no exercício diário da ...

Ver mais

Cafezinho 209 – Sobre fatos e desejos
Cafezinho 209 – Sobre fatos e desejos
Quem mostra a você o ato, conclui a intenção e sonega a ...

Ver mais

Cafezinho 208 – O Mas
Cafezinho 208 – O Mas
Preste atenção em quem usa o “mas” como desculpa ou ...

Ver mais

Velhos amigos

Velhos amigos

Chiquinho Rodrigues -

O Vitché era um filho da puta!

Ele tinha vinte e um anos, era meu irmão, seis anos mais velho que eu, e já se julgava  um grande adulto. Vivia me enchendo o saco com mil apelidos tipo: “chapecó”,  “benza”,  “orelha de abano” (quando eu era moleque, era orelhudo). Mas o que  me deixava mais chateado mesmo era ele não deixar encostar a mão naquele  bendito violão!

Ele estava aprendendo a tocar aquela porra e só estudava na hora do almoço, por mais ou menos uns vinte minutos, e então enjoava. Depois  disso, só de pirraça, desafinava todas as cordas e escondia aquela droga  atrás do sofá, onde ele pensava que eu não acharia.

Pura besteira! Eu estudava de manhã no S.Judas Tadeu e coçava a tarde  inteira. Portanto, era só ele ir embora que eu pegava aquele troço, afinava  do meu jeito e ficava tocando horas… até doer a mão! Eu já estava com o  saco cheio de tocar “Corcovado”. Mas, quem tinha aula de violão era o Vitché  e, se ele não estudasse, “nós” não mudaríamos de música.

Pois bem! Era um domingo. Eu achei que ele não estivesse em casa e fui acompanhado de João Gilberto na vitrola tocar, pela milésima vez,  a nossa canção predileta: “Corcovado”.

Tô eu lá na maior concentração, quando pressinto alguém atrás de mim… olho pra trás e quem vejo? Isso mesmo! VITCHÉ!

Lá fui eu protegendo a cabeça, achando que vinha porrada.

Mas, pra surpresa minha, ele pediu pra que eu tocasse mais uma vez e…  gostou! (era a primeira vez que estava ouvindo eu tocar) Mandou eu trocar de  roupa e fomos até a casa do Didi, seu professor de violão.

A escola era onde é até hoje, na esquina da Avenida Paes de Barros com a Curupacê.

Aí Luciano… eu vi o cara tocar! (Era a época da Bossa Nova)

Foi um desfile de Garotas de Ipanema, Dindis, sambas de aviões, de verões, de céu, de sol, de sal, de sul e a puta que pariu! Fora  que além de tocar violão, o cara tocava piano, flauta e cantava!

Eu me senti dentro de um daqueles apartamentos no Rio de Janeiro onde se  iniciou a Bossa Nova que eu tanto amava. Foi uma manhã inesquecível. Saí de lá flutuando, bêbado e inebriado com tanto talento. Além do que o Didi, acho que atendendo as preces da minha mãe e dos meus vizinhos, me passou mais  umas três músicas novas (ufa!), pra eu ensaiar em casa. No meu rosto devia  estar pendurado aquele sorriso idiota que só orgulho de pai ou felicidade plena podem emprestar.

Aquilo entrou em meus ouvidos e imprimiu algo tão forte em minha alma, que  eu soube naquele instante que nunca mais minha vida seria a mesma.

Assim foi e assim tem sido. O violão se tornou meu universo. Meu cúmplice, amigo, confidente, companheiro de lindas frases e  parceiro do meu legado.

Naquele domingo, saindo da casa do Didi, descendo a Paes de Barros, eu decidi que não viveria mais sem a música. Às vezes me pergunto:  como é que pôde um simples pedaço de pau, preso em seis cordas, mexer tanto  com a vida de uma pessoa?

Mas quando pego um violão pra tocar, algo químico e mágico  acontece entre nós dois. Algo que só algumas pessoas de sensibilidade, quando me ouvem ou me vêem tocando, conseguem sentir. Porém,  não conseguem explicar.

E talvez não haja mesmo nenhuma explicação.

Pois ninguém que tenha passado pela minha vida chegou sequer perto desse  entendimento.

Talvez o único que tenha entendido (e culpado de tudo isso) tenha sido o filho da puta do Vitché.

Ver Todos os artigos de Chiquinho Rodrigues