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O LIVRO DO NELSON MOTTA
São espinhosos os atalhos da inspiração literária. Era de se supor que para grandes temas correspondessem grandes textos, mas não é bem assim. A Literatura e a Ciência não são facilmente domáveis pelas deduções simplórias; ambas as desmentem. Comecemos pela Ciência. Muitos dos mais sofisticados tratados científicos, na inglória busca do homem pela explicação dos fatos que a religião nos simplifica pelos dogmas ou pelo medo que temos deles, começam por fatos banais, muito distantes do alcance universal de seus desdobramentos. Imaginemos que Newton optasse por fruir a sesta vespertina não sob uma inofensiva macieira, escolhendo por pouso para o corpo cansado a sombra generosa de uma frondosa jaqueira, se jaqueira houvesse na Inglaterra. Ficaríamos privados das três leis fundamentais da Física pelo estrago que a jaca produziria no cérebro privilegiado do cientista que explicou a natureza das forças e suas relações com o ambiente em que vivemos. Sem a singela maçã de Newton, estaríamos hoje vivendo curvados sob a ação da gravidade, reagindo de forma submissa quando deveríamos impor à reação uma força igual e contrária. Teríamos um mundo de idiotas perseguindo equilíbrio. E de professores desempregados. Especulemos um pouco mais. Quem poderia supor que uma provocante morena, com os quadris docemente recostados no balcão de um barzinho vizinho do campus do MIT, pudesse excitar cinco aplicados estudantes do mais respeitado centro acadêmico norte-americano ao ponto de inspirar um deles a produzir uma teoria que revolucionaria as relações econômicas internacionais? Ali, naquela noite vulgar como são as noites em que estudantes bebem e azaram, John Nash teve o estalo de observar que em jogos múltiplos a boa estratégia é fortalecer um a um os adversários. Ganhou a mulher e o Nobel de Economia. Vá lá que o cara é esquizofrênico, mas quem não o é ainda que em pequena escala?
Na Literatura ocorre o mesmo fenômeno. Escritores pretensiosos se debruçaram sobre grandes temas – guerras, revoluções, genocídios, escândalos políticos, altura das saias das mulheres – e produziram obras pífias, enquanto outros, como Leon Tolstoi, contaram sua aldeia e contaram o mundo. Proust estava diletantemente saboreando umas madeleines em um café parisiense, quando, observando os tipos que passavam, de lá se levantou para dar início à mais vigorosa aventura literária dos tempos modernos: “À procura do tempo perdido”. A desproporção entre a dimensão do tema e a qualidade da obra científica ou literária por ele suscitada representa uma das maiores injustiças da existência humana. Talento, no entanto – e graças a Deus, prescinde de pompa para sua manifestação.
Dito isto, vamos ao que interessa, o livro do Nelson Motta, “Uma breve história de uma máquina de jogar bola”. Poderia haver no mundo fonte de inspiração mais abundante que a história do Fluminense, a maior instituição esportiva brasileira no século 20? O imenso Fluminense de conquistas épicas; de deuses que se sentam à vontade no Olimpo esportivo, fundando mitologias de corar os inquilinos do Parthenon; esse imenso Fluminense mobilizador de uma nação de apaixonados, referência de virtude e glória para o esporte mundial, um clube cuja história se confunde com a própria história do futebol brasileiro. Pois bem, o nosso Fluminense é reduzido nas páginas do livro do Nelson Motta a cavalo de um ego monumental, cujo brilho se restringe a uma quadra – linda, é verdade – mas restrita de nossa existência. O livro poderia ser apenas um erro isolado, não fosse o agravante de estar inserido em uma coleção em que torcedores ilustres homenageiam seus clubes de coração. A infelicidade da escolha do simpatizante Nelson Motta contrasta-se ainda mais com a escolha certa dos autores das obras que tratam dos outros grandes clubes brasileiros. Perdemos uma ótima chance de lembrar às novas gerações que o gigante Fluminense é muito maior que a pálida imagem que os cartolas que protagonizaram nossa história recente cuidaram exemplarmente de esculpir.
O livro até que não é mal escrito. Pode-se até pinçar aqui e ali um rasgo de refinamento literário, ou mesmo de sofisticação estilística. São raríssimos, no entanto, esses momentos. No mais é uma tragédia. Com uma narração fria, artificialmente distanciada, o escritor-pop consegue auferir tédio onde deveria haver apenas paixão. Se considerarmos os lapsos nas referências factuais, aí mesmo é que a mula tosse. São tantos erros banais que nos fazem crer ter sido o livro escrito nas horas vagas da vasta agenda mundana do letrista de “Como uma onda”, embora o autor tenha por várias vezes adiado seu lançamento argumentando estar debruçado em um frenético processo de pesquisa. Nem a revisão da Bíblia pelo colégio de sacerdotes gregos, realizada pela imposição da descoberta dos manuscritos do Mar Morto, demandou tanto tempo. No caso da “Breve história...” nunca tanto tempo produziu tantos erros. Edinho estreando no time de cima como lateral; Gil chegando ao Fluminense como ponta-direita, vindo do Vila Nova de Minas Gerais; Dirceu vindo do Vasco para o Flu; Marinho Chagas sendo pernambucano; Vogts, que a vida inteira jogou no Borussia, sendo escalado no time do Bayern que levou um show da Máquina; Paulo César Caju despontando pelo Flamengo; e por aí vai. Bastaria para ser grave, mas não para por aí. Refere-se ao episódio dos ritmistas da Mangueira desfilando no Maracanã no sábado de carnaval em que estreava o Rivelino, a bordo do sacrilégio de lembrar que muitos deles usaram por baixo da camisa tricolor o manto sagrado preto-e-vermelho. Manto sagrado!!!! Sem aspas!!!! Glorifica a invasão corintiana e chama os gambás de ... coringão, porra!!!! E subestima o Manfrini, citando sarcasticamente sua propensão boêmia, omitindo a bolaça que jogava o craque da chuva.
O livro nada mais é que um exercício apologético ao Horta, procurando nele destacar folcloricamente qualidades de super-herói, apontando-o como uma espécie de fundador de nossa história, em prejuízo do lindo passado construído pela glória de ídolos inesquecíveis. Embora reconheça no criador da Máquina qualidades de ousadia, criatividade e coragem, com o distanciamento histórico, pode-se hoje avaliar que todo o extraordinário esforço de construção do maior time de futebol de todos os tempos tenha sido manchado pelo festival de besteiras que marcou o fim de sua gestão, marcada pela obsessão por um jogador já em condições discutíveis – Marinho Chagas. Obcecado pelo “Bruxa”, Horta desmontou o que seria a base de um longo tempo de hegemonia no futebol carioca e brasileiro. Fortalecer os adversários, quando se trata de paixão clubística, desmoraliza até a tese nobeleira do gênio de John Nash. Danem-se os que se submeteriam à nossa superioridade! A ênfase dada ao desempenho do Horta na montagem da Máquina é justa, mas até a exaltação é sublimada pelo tom tépido das considerações do autor, o que levará muitos que não viram jogar aquele timaço a pensar estar ali apenas mais um grande time entre os grandes times da história do futebol brasileiro. Não, definitivamente não. Naquele momento histórico formou-se o maior time de futebol dentre todos os times que os deuses ou demônios ousariam escalar.
Sente-se na leitura um Nelson Motta com inescondível preocupação em fazer crer ao leitor que ele é torcedor, mas é...inteligente. Não me importa muito o fato de ele começar o livro confessando ter sido Flamengo. Todos merecem a chance de procurar o melhor para si, e livrar-se do fardo de um estigma. O Nelsinho de “O Cantador” enamorou-se do Fluminense quando o Fluminense reunia o foco de resistência intelectual e etílica na MPB e no teatro de vanguarda nos duros tempos de ditadura militar. Estar ao lado do Chico, do Mário Lago, da Elis, do Ivan, do Oduvaldo, do Gil, do Bôscoli, creditava o jovem que entrava no cenário artístico brasileiro pelas mãos da geração-protesto. Passada a agonia, foi cortejar oportunistamente o medíocre rock-b dos anos 80. Acredito que não pise no Marcanã desde quando o Lulu Santos ostentava um “dos” entre o primeiro e o segundo nomes. Quando se lê “Febre de Bola”, de Nick Hornby, este sim um intelectual de peso e simultaneamente um torcedor apaixonado, aprende-se que podem conviver em harmonia no mesmo casco existencial o obsessivo e o disciplinado. Não deve causar prurido a nenhum intelectual cioso dessa sua condição confessar-se saudavelmente fanático por um clube de futebol. O próprio Nick Hornby, João Cabral de Mello Netto, José Lins do Rego, Nelson Rodrigues, confirmam a tese. Por estas e outras é que em matéria de livro sobre o Fluminense eu fico com “As Laranjeiras Imortais”, o lindo libelo do Marcelo Meira, porque não entendo a imparcialidade típica dos simpatizantes, dos cretinos da racionalidade, dos torcedores cerebrais.
Salvam o livro a orelha - Pedro Bial - e o posfácio – Marcos Caetano-, este último uma pérola de visão parcial e apaixonada do torcedor real, daquele que traz ao futebol o tom de magia e encantamento que faz do esporte a contramão de todas as intuições humanas.
Já o Nelson Motta, recorrendo à fonte luminosa de seu xará mais famoso, trata-se de um cretino fundamental, qualidade que já observava quando cumpria seu papel de anão intelectual no Manhattan Connection. De Nova Iorque, com terninhos de adolescente, coadjuvava patetamente o grande Paulo Francis. Depois, em mais uma de suas egotrips, lançou um livro sobre o Tim Maia, em que se atribui uma importância escancaradamente superestimada na carreira do bardo do “Sossego”.
O pior é que vem mais por aí.
Beto Sales
São espinhosos os atalhos da inspiração literária. Era de se supor que para grandes temas correspondessem grandes textos, mas não é bem assim. A Literatura e a Ciência não são facilmente domáveis pelas deduções simplórias; ambas as desmentem. Comecemos pela Ciência. Muitos dos mais sofisticados tratados científicos, na inglória busca do homem pela explicação dos fatos que a religião nos simplifica pelos dogmas ou pelo medo que temos deles, começam por fatos banais, muito distantes do alcance universal de seus desdobramentos. Imaginemos que Newton optasse por fruir a sesta vespertina não sob uma inofensiva macieira, escolhendo por pouso para o corpo cansado a sombra generosa de uma frondosa jaqueira, se jaqueira houvesse na Inglaterra. Ficaríamos privados das três leis fundamentais da Física pelo estrago que a jaca produziria no cérebro privilegiado do cientista que explicou a natureza das forças e suas relações com o ambiente em que vivemos. Sem a singela maçã de Newton, estaríamos hoje vivendo curvados sob a ação da gravidade, reagindo de forma submissa quando deveríamos impor à reação uma força igual e contrária. Teríamos um mundo de idiotas perseguindo equilíbrio. E de professores desempregados. Especulemos um pouco mais. Quem poderia supor que uma provocante morena, com os quadris docemente recostados no balcão de um barzinho vizinho do campus do MIT, pudesse excitar cinco aplicados estudantes do mais respeitado centro acadêmico norte-americano ao ponto de inspirar um deles a produzir uma teoria que revolucionaria as relações econômicas internacionais? Ali, naquela noite vulgar como são as noites em que estudantes bebem e azaram, John Nash teve o estalo de observar que em jogos múltiplos a boa estratégia é fortalecer um a um os adversários. Ganhou a mulher e o Nobel de Economia. Vá lá que o cara é esquizofrênico, mas quem não o é ainda que em pequena escala?
Na Literatura ocorre o mesmo fenômeno. Escritores pretensiosos se debruçaram sobre grandes temas – guerras, revoluções, genocídios, escândalos políticos, altura das saias das mulheres – e produziram obras pífias, enquanto outros, como Leon Tolstoi, contaram sua aldeia e contaram o mundo. Proust estava diletantemente saboreando umas madeleines em um café parisiense, quando, observando os tipos que passavam, de lá se levantou para dar início à mais vigorosa aventura literária dos tempos modernos: “À procura do tempo perdido”. A desproporção entre a dimensão do tema e a qualidade da obra científica ou literária por ele suscitada representa uma das maiores injustiças da existência humana. Talento, no entanto – e graças a Deus, prescinde de pompa para sua manifestação.
Dito isto, vamos ao que interessa, o livro do Nelson Motta, “Uma breve história de uma máquina de jogar bola”. Poderia haver no mundo fonte de inspiração mais abundante que a história do Fluminense, a maior instituição esportiva brasileira no século 20? O imenso Fluminense de conquistas épicas; de deuses que se sentam à vontade no Olimpo esportivo, fundando mitologias de corar os inquilinos do Parthenon; esse imenso Fluminense mobilizador de uma nação de apaixonados, referência de virtude e glória para o esporte mundial, um clube cuja história se confunde com a própria história do futebol brasileiro. Pois bem, o nosso Fluminense é reduzido nas páginas do livro do Nelson Motta a cavalo de um ego monumental, cujo brilho se restringe a uma quadra – linda, é verdade – mas restrita de nossa existência. O livro poderia ser apenas um erro isolado, não fosse o agravante de estar inserido em uma coleção em que torcedores ilustres homenageiam seus clubes de coração. A infelicidade da escolha do simpatizante Nelson Motta contrasta-se ainda mais com a escolha certa dos autores das obras que tratam dos outros grandes clubes brasileiros. Perdemos uma ótima chance de lembrar às novas gerações que o gigante Fluminense é muito maior que a pálida imagem que os cartolas que protagonizaram nossa história recente cuidaram exemplarmente de esculpir.
O livro até que não é mal escrito. Pode-se até pinçar aqui e ali um rasgo de refinamento literário, ou mesmo de sofisticação estilística. São raríssimos, no entanto, esses momentos. No mais é uma tragédia. Com uma narração fria, artificialmente distanciada, o escritor-pop consegue auferir tédio onde deveria haver apenas paixão. Se considerarmos os lapsos nas referências factuais, aí mesmo é que a mula tosse. São tantos erros banais que nos fazem crer ter sido o livro escrito nas horas vagas da vasta agenda mundana do letrista de “Como uma onda”, embora o autor tenha por várias vezes adiado seu lançamento argumentando estar debruçado em um frenético processo de pesquisa. Nem a revisão da Bíblia pelo colégio de sacerdotes gregos, realizada pela imposição da descoberta dos manuscritos do Mar Morto, demandou tanto tempo. No caso da “Breve história...” nunca tanto tempo produziu tantos erros. Edinho estreando no time de cima como lateral; Gil chegando ao Fluminense como ponta-direita, vindo do Vila Nova de Minas Gerais; Dirceu vindo do Vasco para o Flu; Marinho Chagas sendo pernambucano; Vogts, que a vida inteira jogou no Borussia, sendo escalado no time do Bayern que levou um show da Máquina; Paulo César Caju despontando pelo Flamengo; e por aí vai. Bastaria para ser grave, mas não para por aí. Refere-se ao episódio dos ritmistas da Mangueira desfilando no Maracanã no sábado de carnaval em que estreava o Rivelino, a bordo do sacrilégio de lembrar que muitos deles usaram por baixo da camisa tricolor o manto sagrado preto-e-vermelho. Manto sagrado!!!! Sem aspas!!!! Glorifica a invasão corintiana e chama os gambás de ... coringão, porra!!!! E subestima o Manfrini, citando sarcasticamente sua propensão boêmia, omitindo a bolaça que jogava o craque da chuva.
O livro nada mais é que um exercício apologético ao Horta, procurando nele destacar folcloricamente qualidades de super-herói, apontando-o como uma espécie de fundador de nossa história, em prejuízo do lindo passado construído pela glória de ídolos inesquecíveis. Embora reconheça no criador da Máquina qualidades de ousadia, criatividade e coragem, com o distanciamento histórico, pode-se hoje avaliar que todo o extraordinário esforço de construção do maior time de futebol de todos os tempos tenha sido manchado pelo festival de besteiras que marcou o fim de sua gestão, marcada pela obsessão por um jogador já em condições discutíveis – Marinho Chagas. Obcecado pelo “Bruxa”, Horta desmontou o que seria a base de um longo tempo de hegemonia no futebol carioca e brasileiro. Fortalecer os adversários, quando se trata de paixão clubística, desmoraliza até a tese nobeleira do gênio de John Nash. Danem-se os que se submeteriam à nossa superioridade! A ênfase dada ao desempenho do Horta na montagem da Máquina é justa, mas até a exaltação é sublimada pelo tom tépido das considerações do autor, o que levará muitos que não viram jogar aquele timaço a pensar estar ali apenas mais um grande time entre os grandes times da história do futebol brasileiro. Não, definitivamente não. Naquele momento histórico formou-se o maior time de futebol dentre todos os times que os deuses ou demônios ousariam escalar.
Sente-se na leitura um Nelson Motta com inescondível preocupação em fazer crer ao leitor que ele é torcedor, mas é...inteligente. Não me importa muito o fato de ele começar o livro confessando ter sido Flamengo. Todos merecem a chance de procurar o melhor para si, e livrar-se do fardo de um estigma. O Nelsinho de “O Cantador” enamorou-se do Fluminense quando o Fluminense reunia o foco de resistência intelectual e etílica na MPB e no teatro de vanguarda nos duros tempos de ditadura militar. Estar ao lado do Chico, do Mário Lago, da Elis, do Ivan, do Oduvaldo, do Gil, do Bôscoli, creditava o jovem que entrava no cenário artístico brasileiro pelas mãos da geração-protesto. Passada a agonia, foi cortejar oportunistamente o medíocre rock-b dos anos 80. Acredito que não pise no Marcanã desde quando o Lulu Santos ostentava um “dos” entre o primeiro e o segundo nomes. Quando se lê “Febre de Bola”, de Nick Hornby, este sim um intelectual de peso e simultaneamente um torcedor apaixonado, aprende-se que podem conviver em harmonia no mesmo casco existencial o obsessivo e o disciplinado. Não deve causar prurido a nenhum intelectual cioso dessa sua condição confessar-se saudavelmente fanático por um clube de futebol. O próprio Nick Hornby, João Cabral de Mello Netto, José Lins do Rego, Nelson Rodrigues, confirmam a tese. Por estas e outras é que em matéria de livro sobre o Fluminense eu fico com “As Laranjeiras Imortais”, o lindo libelo do Marcelo Meira, porque não entendo a imparcialidade típica dos simpatizantes, dos cretinos da racionalidade, dos torcedores cerebrais.
Salvam o livro a orelha - Pedro Bial - e o posfácio – Marcos Caetano-, este último uma pérola de visão parcial e apaixonada do torcedor real, daquele que traz ao futebol o tom de magia e encantamento que faz do esporte a contramão de todas as intuições humanas.
Já o Nelson Motta, recorrendo à fonte luminosa de seu xará mais famoso, trata-se de um cretino fundamental, qualidade que já observava quando cumpria seu papel de anão intelectual no Manhattan Connection. De Nova Iorque, com terninhos de adolescente, coadjuvava patetamente o grande Paulo Francis. Depois, em mais uma de suas egotrips, lançou um livro sobre o Tim Maia, em que se atribui uma importância escancaradamente superestimada na carreira do bardo do “Sossego”.
O pior é que vem mais por aí.
Beto Sales


