Iscas Intelectuais
Podpesquisa 2018
Podpesquisa 2018
Em sua quarta edição, a PodPesquisa 2018 recebeu mais ...

Ver mais

Como decidi em quem votarei para Presidente
Como decidi em quem votarei para Presidente
Não sei se estou certo, não fui pela emoção, não estou ...

Ver mais

Democracia, Tolerância e Censura
Democracia, Tolerância e Censura
O que distingue uma democracia de uma ditadura é a ...

Ver mais

O dia seguinte
O dia seguinte
Com o aumento considerável do mercado de palestrantes ...

Ver mais

643 – Dominando a Civilidade
643 – Dominando a Civilidade
Vivemos uma epidemia de incivilidade que ...

Ver mais

642 – A caverna de todos nós
642 – A caverna de todos nós
Olhe em volta, quanta gente precisando de ajuda, quanta ...

Ver mais

641 – O delito de ser livre
641 – O delito de ser livre
Na ofensiva contra a liberdade, fica cada vez mais ...

Ver mais

640 – O monumento à incompetência
640 – O monumento à incompetência
É muito fácil e confortável examinar o passado com os ...

Ver mais

LíderCast 136 – Paulo Farnese
LíderCast 136 – Paulo Farnese
Empreendedor, fundador da agência EAí?, envolvido com ...

Ver mais

LíderCast 135 – Thalis Antunes
LíderCast 135 – Thalis Antunes
Gestor de Conteúdo da Campus Party, que tinha tudo para ...

Ver mais

LíderCast 134 – Diego Porto Perez
LíderCast 134 – Diego Porto Perez
O elétrico Secretário de Esportes do Governo de ...

Ver mais

LíderCast 133 – Dennis Campos e Cláudio Alves
LíderCast 133 – Dennis Campos e Cláudio Alves
Empreendedores que criam no grande ABC uma agência de ...

Ver mais

Cafezinho Live – Como será o Brasil com Bolsonaro
Cafezinho Live – Como será o Brasil com Bolsonaro
Um bate papo entre Adalberto Piotto, Carlos Nepomuceno ...

Ver mais

046 – Para quem vai anular o voto
046 – Para quem vai anular o voto
Fiz um vídeo desenhando claramente o que acontece com ...

Ver mais

Confraria Café Brasil
Confraria Café Brasil
A Confraria Café Brasil nasceu para conectar pessoas ...

Ver mais

Videocast Nakata T02 10
Videocast Nakata T02 10
Videocast Nakata Temporada 02 Episódio 10 - Hábitos ...

Ver mais

Como ser um Diabo da Tasmânia
Fernando Lopes
Iscas Politicrônicas
​​​Como disse certa vez o ex-ministro Pedro Malan, no Brasil até o passado é incerto. Mas o futuro não – ao menos em um caso: Há plena certeza que o tecido social esgarçou e vai rasgar. ...

Ver mais

O mundo platônico e suas consequências
Carlos Nepomuceno
Live de terça O mundo platônico e suas consequências Live de terçaO mundo platônico e suas consequênciasTENHA VISÃO MAIS SOFISTICADA SOBRE O NOVO SÉCULO!TURMA PERMANENTE, COMECE HOJE!"O ...

Ver mais

O Trivium – uma introdução
Alexandre Gomes
As Sete Artes Liberais era a forma que os jovens eram preparados desde a Antiguidade até a alta Idade Média para educação superior. E a introdução nas Sete Artes era pelo Trivium, um método que ...

Ver mais

Live de terça – a liderança liberal
Carlos Nepomuceno
Live de terçaA liderança liberalTENHA VISÃO MAIS SOFISTICADA SOBRE O NOVO SÉCULO!TURMA PERMANENTE, COMECE HOJE!"O curso me ajudou a pensar o digital como meio e não fim". – JEAN ...

Ver mais

Cafezinho 134 – A Síndrome de Chico Buarque
Cafezinho 134 – A Síndrome de Chico Buarque
- Como é que um cara tão legal, tão sensível, tão ...

Ver mais

Cafezinho 133 – Rifa de CDs
Cafezinho 133 – Rifa de CDs
Uma forma de fazer uma corrente do bem, capaz de ...

Ver mais

Cafezinho 132 – Os cagonautas
Cafezinho 132 – Os cagonautas
Seu chefe é um cagonauta? Hummmm...tome cuidado, viu?

Ver mais

Cafezinho 131 – Compartilhe!
Cafezinho 131 – Compartilhe!
Seja a mídia que você quer ver no mundo

Ver mais

Tudo o que foi feito poderia ter sido feito. E teve suas razões perenes ou temporárias

Tudo o que foi feito poderia ter sido feito. E teve suas razões perenes ou temporárias

Adalberto Piotto - Olhar Brasileiro -

Por Adalberto Piotto

Bom senso pode ser agregado ao analisarmos o caso da prisão de Guido Mantega?
Então, aos fatos:

1- Há que se compreender que, na avaliação inicial do MPF e do juiz Sergio Moro, houvesse razões para a decretação da prisão. Mesmo assim, o MPF pedia a prisão “preventiva”, que é por tempo muito maior, mais grave, portanto, que a “temporária”, que acabou sendo a que foi determina pela Justiça.
Há interpretações de juristas que pensam o contrário acerca da decisão, do mérito em se decretar a prisão do ex-ministro, gente do quilate e da seriedade de Walter Fanganiello Maierovitch?
Sim, há.
E elas devem ser levadas em consideração porque a interpretação da lei, embora determine tecnicidades, tem sempre um grau de subjetividade, sujeita a noções que levam a erros na decisão ou na análise. Avanços na interpretação da lei e jurisprudências técnicas ou – se me permitem os puristas do Direito – as de conduta, se fazem com o tempo. A depuração nos trará a essência e, quem sabe, a pacificação. Mesmo com as ponderações, ante o caso e a gravidade do maior escândalo de corrupção já visto no Brasil, difícil admitir excentricidades nas ações. Erros, possivelmente. E só. Fim do mundo? A exceção daquele raso das redes sociais, nunca.

Prossigo.

2- Diante do inusitado, como alegam os procuradores e o juiz, de Mantega estar no hospital acompanhando uma cirurgia da mulher, poderiam os policiais tomarem a decisão de não efetuarem a prisão ou postergá-la? Receio que não porque suponho que eles não tenham essa prerrogativa. Se o procedimento da Polícia Federal de cumprimento de ordens judiciais prevê que o delegado, ao se deparar com algo novo, tenha uma linha direta com o juiz para, digamos, dialogar, não sei. Mas como a prisão foi feita em bom termo e poderia ser revertida, sem que se colocasse ninguém em risco de dano irreversível, o mandado prosseguiu. Mas a imagem teria sido comprometida? Sim, dos dois lados, de Mantega e da operação. A revogação tenta ampará-los. Vou adiante no item a seguir.

3- Conhecedores da situação, a da cirurgia da mulher e todo o lado emocional e humanitário – apenas esses aspectos – que cercam o episódio, o juiz Sérgio Moro revogou unilateralmente a prisão temporária e os procuradores concordaram com a decisão. Em questão de horas, atendeu-se a uma nova interpretação do caso. Também perfeitamente plausível.

Por fim, se erros, equívocos ou outros aspectos possam ter sido cometidos no episódio, nada me parece ter sido absurdo no momento de sua decisão ou com mero teor persecutório.
Cada decisão tomada, porque não resultou em algo irreversível ou de dano irreparável, convenhamos, teve sua motivação legal.
Tudo o que foi feito poderia ter sido feito. Em cada ação houve razões, se não perfeitas, plausíveis, ancoradas em alguma lógica que permitiram um ir e vir institucional.

Escrevo isso com o simples intuito de tentar por luz na escuridão que se tornou a repercussão do caso como um todo. Tanto da procura por sangue dos acusados na Lava Jato como dos promotores e juízes da maior e mais incisiva operação para barrar a cultura de corrupção entre governos e empresas.

Por isso mesmo, espero que a indignação dos que rogaram por humanitarismo em relação a Guido Mantega, algo compreensível e justo, seja estendida também aos brasileiros que nunca ocuparam ou passaram perto de um ministério e que, porventura, estejam um dia em situação semelhante.

Dos outros que apenas tentam desqualificar a Lava Jato por uma ou outra ação questionável, numa tentativa desonesta e desesperada de proteger seus interesses ou de seus ídolos ou patrões partidários, receio não poder esperar muito. Não há interesses coletivos e humanitários nessa gente.

E por isso desejo-lhes, profunda e intensamente, a aplicação severa da lei. Como a todos.

É de uma país sob o Estado Democrático de Direito que estamos falando e construindo.

Ver Todos os artigos de Adalberto Piotto