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A atual crise, com a delação dos famigerados irmãos Joesley e Wesley Batista, tem causado reações estranhas da nobre plateia; há mais fervura nas torcidas contra (e a favor do quanto-pior-melhor lulista) do que nos acusados. Mas qual a razão? Masoquismo?

Os lulistas, mortadelas crônicos, comemoram os tropeços de Temer e Aécio como se fosse uma vitória de seu time. E como se as delações dos donos (donos? Aham, sei) da JBS também não os atingisse mortalmente – se é que ainda há alguma vida político-partidária nessa gente. Não esqueçam que Guido Mantega, Antônio Palocci e outros foram delatados na mesma operação, homologada pelo STF. E outras partes da delação da dupla virão à tona nos próximos dias.

Há apenas 48 horas, a Rede Globo era golpista e aliada à zelite maldosa, impixi era górpi, delator não merecia crédito, presidente não podia ser grampeado, o STF trabalha para o imperialismo duzamericanu, a Lava Jato fora criada exclusivamente para prender Lula, e todas as delações eram forçadas, com torturas medievais, com esse único fim. Parecia historinha de bruxa má.

Pois é; o mundo gira, a lusitana roda, e hoje a Lava Jato é louvada pelos mortadelas, impixi é solução salomônica, delator é fonte de verdade incontestável, gravar presidente da República é tão normal quanto chupar um Chicabon, o STF é maravilhoso, e a lulada manda todo mundo assistir o Jornal Nacional como fonte fidedigna de informação. Coerência é isso aí. E dá-lhe rojão com o balança-mas-não-cai de Temer e o desespero de Aécio.

Sobre estes: Ninguém vai sair às ruas para defendê-los. Nenhum coxinha, nenhum dos que pediram a saída de Dilma, ninguém que espera ansiosamente a prisão de Lula, vai defender quem quer que seja. E o motivo é de uma simplicidade acaciana: Lugar de bandido é fora do governo e dentro da cadeia. Temer, Aécio, sua irmã Andréa, enfim… todo criminoso deve responder por seus atos. De preferência na cadeia.

Quando a casa de Dilma começou a cair, a lulada correu a aplicar uma de suas mais conhecidas manobras – leninismo puro: Polarizar a disputa, querendo fazer crer que quem não apoiava Wanda-Janete-Iolanda era automaticamente um demônio pró Eduardo Cunha e fã de Temer. Isso nunca aconteceu. Nenhum dos chamados coxinhas ou paneleiros (com muita honra, sim senhor) foi às ruas defender Temer ou Aécio. Foram às ruas exigir decência no trato da coisa pública, no comando do País. Todos (ao menos os que não são crédulos crônicos, nem enxergam em Lula um deus ex machina) desejavam honestidade. Os manifestantes de então não tinham bandido de estimação, como têm os manifestantes de agora, ungidos pela missa negra do lulismo. Esses querem Aécio crucificado, Temer esquartejado, e Lula num altar. É nojento, é inacreditável, é de deixar psiquiatra babando dentro de uma camisa de força.

Quem votou em Aécio para presidente quer o assunto esclarecido e, se for culpado, vá para a cadeia. Quem elegeu Temer foram os mesmos que elegeram Wanda-Janete-Iolanda-Dilma. Quem votou em Dilma não pede seu retorno à presidência, embora reafirmem o “golpismo” (oh!) no impeachment – até fanatismo tem limite, quem diria… Notem que quem grita “Fora Temer” não tem coragem de gritar “Volta Dilma”, tamanha a desgraça que esta pariu; mas tem a audácia, a cara de pau de jurar que a mamulenga e seu criador são inocentes como crianças recém-batizadas.

Fora Aécio, fora Temer, fora qualquer um que saqueie a Nação, por muito ou por pouco. Sem esquecer os que mais saquearam, transformando o roubo num esporte, num hobby, num meio de vida e numa forma de se manter no poder como fez a seita lulista, que se diverte com a queda dos adversários, não importando quanto isso custe ao Brasil.

Ria bastante Lula. Enquanto você pode.

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