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Teto ou esgoto. Escolham.

Teto ou esgoto. Escolham.

Fernando Lopes - Iscas Politicrônicas -

A moda agora é discutir o tal “teto”, o limite de gastos do governo federal, objeto da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 241, em trâmite no Congresso. Resumidamente, o cerne da PEC é incluir na Constituição um mecanismo que obrigue o governo (este e os vindouros) a não gastar mais do que arrecada. O texto completo está aqui, com todas as suas juridiquices um tanto complexas para leigos, explicadas de forma bem didática, para que ninguém se sinta enganado: http://www.pec241afavordobrasil.com.br/?xpromo=XE-MEL-GGL-PEC-X-X-SH-X-X&xpromo2=PP-MEL-GGL-PEC-X-X-SH-X-X&utm_source=Adwords&utm_medium=social&utm_campaign=lgpec&adgroup=pecsearch&utm_content=ad1&gclid=CMmNgNe72M8CFYcEkQoduHYAvg Simples, não?

Não, não é simples. Ao menos para alguns. Os lulistas de sempre, que levaram o maior e mais rico País da América Latina à bancarrota, acham um “absurdo” cortar gastos, fazendo que o orçamento deixe de ser uma mera peça de ficção e passe a ser seguido e respeitado à risca, como funciona em qualquer país decente. Para eles, torrar dinheiro sem nenhuma restrição se chama “justiça social”. Então tá. Houvesse justiça social em gastar dinheiro como se ele brotasse em árvores, seríamos um exemplo de País. Uma Suécia com carnaval, uma Alemanha morena. Mas os números são implacáveis, e a matemática não tem ideologia. Tem apenas números, que jamais mentem. São mais de R$ 170 bilhões de déficit. Preju pra vagabundo nenhum botar defeito – mas eles querem continuar gastando. Pudera, foram criados pendurados nos cabidões de emprego da viúva, mamando em estatais e sindicatos tão desnecessários quanto cortador de grama no polo norte. E, junto com Dilmitida, foram-se 50 mil (atenção, 50 mil!) dessas sanguessugas – e a depuração nem acabou. Ainda tem meia descarga pra ser dada na privada.

Ah sim, o teto: Por duas vezes, em 2006 e 2014, os próprios lulistas reconheceram que a coisa tava frouxa demais e a mamata podia terminar, não por falta de eleitores hipnotizados, massa de manobra mercenária ou burrice crônica: A questão é que o dinheiro ia acabar de vez. E o Brasil junto. Mas, como sempre, preferiram empurrar com a barriga, até que alguém fizesse o serviço sujo por eles. Irresponsavelmente, pisaram no acelerador, em vez de frear. Pagaram pelo metrô de Caracas, o porto cubano de Mariel, as estradas para mulas na Bolívia, os títulos podres fabricados pela bruxa da Argentina, Cristina Kirchner, futura presidiária. Deu no que deu. Quebraram até fundos de pensão de funcionários públicos/paraestatais que amavam o lulismo. Tanto inevitável quanto previsívelmente, o ódio substituiu esse amor criado na mamadeira da irresponsabilidade fiscal. A festa simplesmente acabou.

Mas eles não se rendem, repetindo as mesmas bobagens do século 19, que só serviram para embalar a demência das Comunas de Paris em 1871, os espartaquistas de Rosa Luxemburgo em 1918, os filhinhos de papai vagabundos de 1968 na Europa, e toda a gama de Hugos Chávezes que brotou do esgoto nas últimas décadas. É de chorar.

Lulistas de todos os tipos urram que a fixação do teto de gastos vai punir os mais pobres, deixando à mingua a Saúde e a Educação. Logo eles, que não abriram a boca quando Dilmintira tirou 30% do orçamento da Saúde e destruiu o Fies. Pelamor.

E não, o teto não atinge Saúde ou Educação, e assusta justamente os mais ricos; não é à toa que desembargadores, procuradores e outras excelências sintam falta de ar à simples menção da PEC 241. Mas não há outra maneira, é preciso, é essencial gastar menos. O dinheiro ACABOU, embora nem desenhando essa gente entenda. Melhor, fingem não entender; como Marina Silva que, em 2014, em campanha presidencial, defendia até Banco Central independente. Como lulista na reserva, louca pra jogar, Marina sabota hoje um plano que achava essencial. Pois é.

A genial Dora Kramer definiu muito bem o delírio dessa gente que não só não produz nada, como impede que outros produzam: “Petistas e chamados esquerdistas voltaram ao discurso segundo o qual há economia de direita e de esquerda, como se o capital não fosse como é: obediente às leis do mercado”. E as leis de mercado, minha cara Dora, são tão imutáveis quanto as da Física, não importando quanto os lulistas tentem fazer a água subir o rio.

Com tudo isso ocorrendo, o que dizer de Lula, em sua insanidade estudada, alegando ser “perseguido” por ter tirado o Brasil do século XVIII? Taspariu. Como se antes desse sujeito fôssemos apenas uma imensa fazenda. Cínico. Não éramos mais, e por pouco não voltamos a ser, (des)graças a ele e sua mamulenga.

 E quem não tem teto de gastos, como a Venezuela? O resultado todo mundo conhece. Sabe-se perfeitamente que os sofridos venezuelanos, enquanto rezam pela queda imediata do bandido Nicolás Maduro, fogem (imagem acima) aos milhares para o Brasil: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2016/08/milhares-de-venezuelanos-fogem-da-crise-e-cruzam-fronteira-para-o-brasil.html . Exatamente como bolivianos, angolanos e outros “sem-teto”; seja fiscal, metafórico ou literal.

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