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Sou diferente qual é o problema?

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Jorge De Lima - Iscas Olhos&Alma -

Palestra proferida em alusão ao dia internacional do portador de deficiência, no dia 03/12/2014 no CRER – Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo Goiânia GO

Inicio este pequeno texto questionando quem é normal? De que se constitui esta categoria que delimita as pessoas ditas normais? O que lhes legitima o direito, em pleno jogo social de subjulgar quem não pertence a seu grupo? O que destina valoração entre melhores ou piores?

Por qual motivo em nossa sociedade ocorre a visão de que em diferença existe sempre o pior? Isto estaria ligado a nossa realidade de país subdesenvolvido?

A estruturação da era moderna e durante toda revolução industrial atribuiu ao ser humano “ideal” os atributos de uma convencionalidade na qual o indivíduo foi posicionado como agente de produção, tema bem delimitado por Marx. O valor atribuído a capacidade produtiva em tempo e espaço determinado.

Você vale quanto produz. Toda era moderna traçou dentro da ideia de consumismo e mercado este ideal ligado a capacidade de produção. Os “normais” eram as pessoas que podiam viver nesta curva de normalidade pré determinada. Os que não se encaixam neste preceito… questionáveis.

Ser deficiente nesta empreita social é presentificar o estado de ser diferente com rupturas significativas de produção, estética, cognição, comunicação, locomoção. E isto é um fator complicador a proporção que em sociedade o deficiente é visto como alguém que vai poder ser ajustado aos padrões de convencionalidade, que raros compreendem como são desenvolvidos. Assim é normal pensar em ajustar, padronizar, tornar igual o que por natureza é diferente. Mas com qual finalidade? Os normais tem tanta graça assim? São mais felizes? Produzem mais e melhor que os outros normais de outro país?

Hoje temos no Brasil mais de 45 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, em sua maior parte com dificuldade para trabalho, educação, convívio social. As deficiências caracterizam o Brasil em condição de subdesenvolvimento. Mas qual foi a melhoria real conquistada e proposta para as pessoas com deficiência? O que o estado brasileiro fez nestas últimas décadas?

Enquanto se pensar no deficiente como pessoa ajustável aos subjetivos padrões de tédio de normalidade, vamos assistir a um genuíno caos em um sistema isento de funcionalidade. É necessário pensar em projetos de apropriação de capacidades dentro de um sistema  que valide diferenças. Porém isto não existe em nosso sistema educacional bancário, e menos ainda em nossa vida social. Por isto findo questionando: pra que mesmo necessitamos de mais pessoas normais?

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