Iscas Intelectuais
Síntese de indicadores sociais 2016 do IBGE
Síntese de indicadores sociais 2016 do IBGE
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - ...

Ver mais

Silvio Santos, Zé Celso e o Oficina
Silvio Santos, Zé Celso e o Oficina
Uma reunião para ser objeto de estudo em qualquer aula ...

Ver mais

#TransgressaoEhIsso
#TransgressaoEhIsso
Transgredir é muito mais que pintar o rosto, urinar na ...

Ver mais

Vem aí o Cafezinho
Vem aí o Cafezinho
Nasce nesta segunda, 4/9 o CAFEZINHO, podcast ...

Ver mais

601 – Alfabetização para a Mídia II
601 – Alfabetização para a Mídia II
Publicamos um videocast sobre Alfabetização para a ...

Ver mais

600 – God Save The Queen
600 – God Save The Queen
Café Brasil 600... Chegou a hora de comemorar outra ...

Ver mais

599 – Gastando tempo
599 – Gastando tempo
Quem ouve o Café Brasil há algum tempo sabe da minha ...

Ver mais

598 – O bovárico
598 – O bovárico
Madame Bovary é um livro clássico que nos apresenta a ...

Ver mais

LíderCast 97 – Michael Oliveira
LíderCast 97 – Michael Oliveira
Michael Oliveira, que é criador e apresentador do ...

Ver mais

LíderCast 96 – Ricardo Geromel
LíderCast 96 – Ricardo Geromel
Ricardo Geromel, que sai do Brasil para jogar futebol, ...

Ver mais

LíderCast 95 – Pascoal da Conceição
LíderCast 95 – Pascoal da Conceição
Pascoal da Conceição, que fala sobre a vida de ator no ...

Ver mais

LíderCast 94 – Marcelo e Evelyn Barbisan
LíderCast 94 – Marcelo e Evelyn Barbisan
Marcelo e Evelyn Barbisan. O Marcelo é médico, a Evelyn ...

Ver mais

Confraria Café Brasil
Confraria Café Brasil
A Confraria Café Brasil nasceu para conectar pessoas ...

Ver mais

Videocast Nakata T02 10
Videocast Nakata T02 10
Videocast Nakata Temporada 02 Episódio 10 - Hábitos ...

Ver mais

Videocast Nakata – T02 09
Videocast Nakata – T02 09
Videocast Nakata - Temporada 02 Episódio 09 Quando ...

Ver mais

Videocast Nakata T02 08
Videocast Nakata T02 08
Videocast Nakata Temporada 02 Episódio 08 Já falei ...

Ver mais

Mostrem essa coragem toda!
Fernando Lopes
Iscas Politicrônicas
Não há mais o que falar, esmiuçar ou palpitar sobre a intervenção federal na Segurança do Rio de Janeiro. Entre especialistas da área, especialistas do nada, gente se fingindo de especialista e ...

Ver mais

Como não combater a inflação
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
Como não combater a inflação  O livro que, infelizmente, poucos leram “Os controles são profunda e intrinsecamente imorais. Substituindo o governo da lei e da cooperação voluntária no mercado ...

Ver mais

Como vencer um debate tendo razão
Bruno Garschagen
Ciência Política
O estrondoso sucesso do psicólogo canadense Jordan Peterson tem mostrado coisas extremamente interessantes sobre como parte da sociedade reage diante de alguém que sabe defender corajosamente as ...

Ver mais

O oitavo círculo
Fernando Lopes
Iscas Politicrônicas
Faz uns bons anos, no departamento de trânsito de uma pequena e pacata cidade do interior paulista. Um cliente sofreu alguns danos em seu carro, devido aos quebra-molas exagerados, muito acima ...

Ver mais

Cafezinho 48 – As reformas
Cafezinho 48 – As reformas
Reformas estruturais implicam em mudanças na forma como ...

Ver mais

Cafezinho 47 – Os poblema
Cafezinho 47 – Os poblema
Como as mídias sociais revelaram o tamanho do desastre ...

Ver mais

Cafezinho 46 – Experimente
Cafezinho 46 – Experimente
Experimente abrir uma empresa. Seja o dono.

Ver mais

Cafezinho 45 – O louco
Cafezinho 45 – O louco
Na semana passada, quase sete anos após a apresentação ...

Ver mais

Sou contra, mas sou a favor!

Sou contra, mas sou a favor!

Fernando Lopes - Iscas Politicrônicas -

Belo teatrinho o de quarta-feira, livrando a cara de Temer da investigação do STF. Ninguém ali defendia ou atacava Temer; cada um dos deputistas na pista de dança buscava somente seus próprios interesses, divididos em duas bandas: A dos lulistas, que, por ordem de seu “messias” vermelho, limpou a barra do presidente no intuito de afundar a Lava Jato; e a dos de sempre, atrás de benesses.

Os lulistas, dinossauros esquerdistas de vários partidos, são os mais pândegos, embora sejam os melhores atores. Impressionaram os dotes teatrais das Marias do Rosário da vida, fingindo realmente alavancar a investigação de Temer. Pior: muitos ingênuos entre o público pagante (e alguns do “recebente”) acreditam na versão novelesca, em lugar dos fatos. Que são matematicamente simples:

Se os lulistas (de várias correntes e todos os tons avermelhados) quisessem realmente autorizar a investigação do presidente, bastaria impedir a votação, obstruindo-a pela falta de quórum e direcionando-a para data propícia, como tantas vezes agiram. Exatamente como sugeriu um dos próceres lulistas, o deputante José Guimarães. Esse, aliás, é um piadista; diz que Temer não tem “legitimidade” porque um assessor do presidente foi filmado recebendo uma mala de dinheiro – mas “esquece” que seu assessor, José Adalberto Vieira da Silva,  foi preso com a cueca recheada por 100 mil dólares em 2005, no aeroporto de Congonhas, São Paulo. Belo caso de amnésia conveniente.

Ah sim, voltando ao teatrinho: Lula sabe muito bem que Temer, enroladíssimo na Lava Jato, tem todo o interesse em acabar – ou ao menos amansar – a operação. Esperto como todo aproveitador arrivista, percebeu que a velha máxima “o-inimigo-do-meu-inimigo-é-meu-amigo” seria totalmente aproveitável ao seu intuito de escapar da cadeia, e mandou seus sabujos evitarem a investigação de Temer a todo custo, dando o quórum necessário para tanto e votando a favor dela, sem resultado prático.

Mais: Candidato a 2018 (se a cadeia não chegar antes), Lula deseja Temer continuando à frente da Presidência com baixíssima popularidade e fortalecendo a economia com reformas necessárias ao País. Assim, o sujeitinho ou um de seus postes poderia voltar ao poder com a economia saneada, torrando dinheiro com compra de votos e ingenuidade popular aos quilos, como sempre fizeram, enchendo os próprios bolsos quando ninguém está olhando.

Daí entra o teatrinho: Ordenou aos lulistas que apresentassem o maior número possível de deputáveis para garantir quórum; afinal, a bancada do governo ia ganhar mesmo, por ser em número bem maior. Daí a encenação dos revoltadinhos pedindo “fora Temer” durante a votação na Câmara, votação essa que eles sabiam perdida, mas funcionando perfeitamente para enganar (ou fornecer argumentos bobos) a militantes, militontos, “intelequituais” reunidos na casa de Caetano Veloso e outros. Lula foi o flautista de Hamelin, tocando a internacional socialista para atrair os ratos ao suicídio metafórico. Agradando a todos, salvou-se. Ou melhor, atrasou sua ida ao cárcere, pois não há salvação para esse sujeito, que há de pagar por todos os seus ilícitos.

A nota cômica na votação ficou por conta do PSDB; seus componentes odeiam ouvir que só ficam em cima do muro, e alertaram que, desta vez, não haveria “mais ou menos”; o partido iria se posicionar de forma firme para “descer do muro” publicamente. Sim, desceram dele; metade de cada lado. Dos 43 deputados, 21 votaram a favor da investigação, e 22 a favor do presidente. Ou seja, fizeram média com todos e continuam em cima do muro. Inacreditável.

O deboche ficou para os militontos: Enquanto Guilherme Boulos e seus robôs movidos a mortadela tocavam fogo em pneus, interditando avenidas e rodovias, colocando centenas de vidas em perigo (por que a polícia simplesmente não prende essa gente? Qualquer pobre mortal que tentar bloquear uma rodovia no peito seria imediatamente preso pela polícia rodoviária!), nenhum – repetindo, NENHUM manifestante lulista – participava do teatrinho lulista em Brasília. Simplesmente não havia manifestantes anti-Temer na Capital do Poder.

Falando em mortadela, Lula reclamou, raivoso, que os coxinhas não batem panelas pela saída de Temer. O autointitulado “messias” da galáxia quer que o inimigo, que ele tanto odeia e despreza, faça o trabalho sujo que ele próprio proibiu seus seguidores de fazer.

Temer se safou, por ordem de Lula. Mas este, com sua encenação combinadinha e bem coreografada, esqueceu de combinar com a plateia. O teatro vai falir por falta de mortadela e público pagante.

Ver Todos os artigos de Fernando Lopes