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Raiam Santos -

Até bem pouco tempo atrás, eu escrevia um post de “ostentação literária” na última semana de cada mês.

Fazia questão de usar títulos bem pegajosos e agressivos tipo “Eu Li 145 livros esse ano. E você?” por duas razões.

A primeira era bem óbvia: atrair cliques para esse humilde site.

A segunda, um pouco mais estratégica: a agressividade da linguagem dos posts-ostentação tirava um monte de gente da zona de conforto.

Tu não tem noção da quantidade de email que eu recebo até hoje de nego que era vagabundo e começou a ler porque se sentiu mal com a quantidade de livros e audiobooks que eu consumia.

Só que, depois de quase 2 anos com esse hábito, eu cansei de escrever um monte de post parecido e decidi mudar o jogo um pouquinho.

A lista de leitura continua existindo… mas em uma página fixa.

Se você quiser ver em que pé ela anda, entra lá em Audiobook é livro? A lista dos 134 livros que eu já terminei em 2016.

Daí pra complementar aquele hábito das 3.000 palavras que eu mostrei no post A Lei dos 20 Quilos: como curar a doença do perfeccionismo, vou começar a escrever sobre os livros que eu ando matando ultimamente.

A ideia não é fazer resenha nem resumo. Tem uma porrada de site fazendo o feijão com arroz.

O MundoRaiam é do contra.

Feijão com arroz é o caralho. Meu negócio é mocotó com rabo-de-galo.

A partir de agora vou pegar um tema interessante de cada livro, expandir ele e tacar aqui na seção de livros do MundoRaiam.

Por que a mudança, Raiam?

Esses dias, eu tava assistindo as Master Classes do site Philosopher’s Notes.

Para quem não conhece, Philosopher’s Notes é um site de desenvolvimento pessoal que reúne um monte de assunto top que vai da programação neurolinguística ao pensamento dos filosofos estóicos da Grécia Antiga.

Foi de lá que eu tirei aquela Lei dos 20 Quilos do post passado.

Na seção de resumo de livros do site, o Brian Johnson trouxe à tona um livro chamado HOW WE LEARN de Benedict Carey.

Como bem diz o título, o livro é cheio de estudos interessante sobre como o nosso cérebro armazena informação e coloca algumas conclusões que nos ajudam a basicamente APRENDER MELHOR.

Esses dias eu me tranquei num hotel em Belo Horizonte, entrei em “Modo Buda” e gravei dois cursos online:

– um para a galera que sonha em publicar livro mas não manja nada do processo de Amazon, formatação, royalties, marketing e editoras

– outro para a mulecada universitária que quer ingressar no mercado financeiro e não tem a mínima ideia do que fazer para conseguir um emprego em banco de investimento ou fundo.

Qual foi a grande conclusão do Modo Buda e do livro HOW WE LEARN?

Eu só realmente aprendo uma coisa quando eu consigo pegar aquele assunto, simplificá-lo e transmiti-lo para outra pessoa com as minhas próprias palavras.

Se eu consumir aquela informação e deixá-la dentro do meu cérebro, fudeu!

Se o assunto entrar no meu cérebro e sair logo depois, pode ter certeza que eu consegui entender aquilo.

Seguindo essa linha de pensamento, vou te passar uns conhecimentos interessantes que eu aprendi no melhor livro sobre esportes que existe.

Ele se chama Soccernomics, dos economistas britânicos Simon Kuper e Stefan Szymanski.

Soccernomics

Li o Soccernomics pela primeira vez às vésperas da Copa do Mundo de 2010.

Naquela época, pelo menos nos Estados Unidos, livros que misturavam economia, estatística, história, sociologia e comédia estavam bem na moda.

Junto com clássicos do gênero como Outliers e Tipping Point de Malcolm Gladwell, tinha um livro que vendia que nem água: Freakonomics: O Lado Oculto e Inesperado de Tudo Que Nos Afeta.

Pelo título e pelo conteúdo do livro, acho que os autores quiseram surfar a onda de popularidade do Freakonomics e puxaram o assunto para o futebol, outro assunto que estava em alta por causa da Copa do Mundo da África do Sul.

Deu certo!

Dos mais de 500 livros que eu já terminei desde que eu me formei na faculdade em 2011, esse aqui está facilmente no Top 10.

Mas por que, Raiam?

Porque Soccernomics junta as três das quatro paradas que eu mais me amarro nesse mundo: países, esporte e economia.

Se tivesse sexo então, seria com certeza top 1.

O subtítulo do livro é longo mas deixa qualquer fã de futebol meio cabreiro:

“Por que a Inglaterra perde, a Alemanha e o Brasil ganham e a Turquia, a Austrália, os Estados Unidos – e até o Iraque – podem se tornar os reis do esporte mais popular do mundo”

Bom… continua lendo aí.

Os Reis da Champions League

arco

O livro tem uns 20 capítulos e cada um responde, através de vários estudos quantitativos e qualitativos, a perguntas como essas aqui:

– Por que a Inglaterra não ganha porra nenhuma desde 1966? Será que é porque tem muito jogador gringo na Premier League? 

– Como a profissão dos pais de Wayne Rooney e David Beckham influenciou na performance do English Team ao longo dos anos? 

– Qual é o melhor lugar do mundo para nascer se você quer ser um jogador de futebol? 

– O que Didier Drogba, Cristiano Ronaldo e Samuel Eto’o tinham em comum quando eram crianças?

– Por que não tem técnico negro no futebol europeu? 

– Por que, financeiramente, o business do futebol é o menos lucrativo do mundo para os acionistas?

– Como o Olympique Lyon passou de time de várzea nos anos 1980 para heptacampeão do Campeonato Francês nos anos 2000?

– Como o baseball do Moneyball influenciou os times europeus de futebol ao longo da última década?

– Por que os times da Premier League evitaram, durante anos, a contratação de atletas brasileiros? 

Bom, como tem assunto pra caramba no livro, eu escolhi focar no tema que me deixou mais intrigado nas 4 vezes que eu li esse livro: a evolução da Champions League.

Kuper e Szymanski usam a Champions League para explicar a geopolítica europeia no século XX de uma forma bem cabulosa.

Para isso, eles dividiram o futebol europeu em três eras:

A primeira era: Futebol Totalitário

abisio

A Liga dos Campeões da UEFA foi criada em 1956.

Segundo os autores do Soccernomics, a tal “era do futebol totalitário” só foi terminar no final da década de 1960.

Ok, Raiam…. que porra é essa de futebol totalitário?

As décadas de 1950 e 1960 foram dominadas pelo Real Madrid de Di Stéfano e pelo Benfica de Eusébio.

O que esses dois times tinham em comum?

Dos 11 primeiros campeões da UEFA Champions League, 8 deles vinham de países liderados por um ditador fascista.

Calma que tem mais.

Dos 11 primeiros vice campeões da UEFA Champions League, 7 deles eram queridinhos dos regimes totalitários da época.

Além do Real e do Benfica, na lista dos vice-campeões também aparece o Panathinaikos dos coronéis gregos de Atenas.

Ficou curioso? Olha a lista aqui nesse link.

Na Espanha, o poder do Generalíssimo Francisco Franco era concentrado na capital Madri. Quem era o maior time de Madrid? O Real!

Em Portugal, quem tocava o terror era o General Antônio Salazar. Qual era o time do Salazar? O Benfica!

Em ambos os casos, o futebol servia como um Ministério das Relações Internacionais para promover o regime no exterior.

Lembra que Cuba e União Soviética eram potências olímpicas? A ideia de ter um clube forte na capital era praticamente a mesma.

Por que isso?

Porque os ditadores da época faziam de tudo para concentrar recursos na capital. É ali onde eles, seus parças militares, seus amigos burocratas do governo e os grandes players da mídia-patrocinada viviam.

Se eles conseguiam controlar os ânimos do povo da capital e manter a massa feliz através do esporte, os ditadores estavam bem na fita.

Nada melhor que a velha política do pão e circo, né?

Acho que já vi esse filme por aqui hein?

Tudo bem que São Paulo não é a capital do Brasil mas lembra que o Corinthians ganhava um monte de título com a ajuda da arbitragem e de patrocínios milionários quando o “ditador” Lula tava no poder?

Hmmmmm… é por isso que é bom manjar de história né?!

A segunda era: Futebol Industrial

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Chegou os anos 1970 e as ditaduras militares da Europa foram perdendo a força.

Salazar bateu as botas em 1968 e a ditadura de Portugal acabou oficialmente em 1974.

Franco foi pra vala em 1976 e deixou a economia do país extremamente quebrada.

Real Madrid e Benfica? Não ganharam mais porra nenhuma por um bom tempo.

O futebol totalitário passou o bastão para o futebol industrial.

Que porra é essa de futebol industrial?

Bom, se você puxar a lista dos campeões europeus entre os anos 1970 e início dos anos 1990 e você vai ver equipes como essas aqui:

Nottingham Forest
Bayern Munich
Hamburgo
Juventus
PSV
Porto
Barcelona

E tem também uns vice-campeões meio estranhos como:

St- Etienne
Leeds United
Borussia Mönchengladbach
Malmo
Brugge

Vou separar por países para ficar mais fácil de você entender meu argumento.

Inglaterra: Nottingham Forest e Leeds United (Nenhum time em Londres.)
Alemanha: Bayern Munich, Möchengladbach e Hamburgo (Nenhum time em Berlim)
Itália: Juventus (Não fica em Roma)
França: Saint Étienne (Não fica em Paris)
Portugal: Porto (Não fica em Lisboa)
Suécia: Malmo (Não fica em Estocolmo)
Espanha: Barcelona (Não fica em Madri)
Bélgica: Brugge (Não fica em Bruxelas)

Sim senhores! Nenhum desses campeões veio de uma grande capital europeia.

Por que isso?

Uma razão é a falta de talentos locais.

No livro, os autores citam uma porrada de craque europeu dos anos 1970 e 1980… nenhum deles nasceu em capital.

Os grandes da Holanda vinham de Eindhoven e não de Amsterdã.

Os grandes da Espanha vinham do País Basco e não de Madrid.

Os grandes da Inglaterra vinham das Midlands e não de Londres.

Daí eles foram além e disseram que é porque não tinha espaço para se jogar futebol de 11 em lugares como Paris, Londres, Amsterdã e Berlim.

Ponto válido.

Mas o principal argumento é que, pelo menos naquela época, um time de futebol não importava muito para as grandes capitais europeias.

A verdade é que sempre teve muita coisa pra fazer numa grande capital europeia e o futebol, até bem pouco tempo atrás, ficava em segundo plano.

Kuper e Szymanksi brincam que você pode passar 50 anos em Paris sem saber que existe um time de futebol por lá.

Agora é que são elas: todos esses clubes que eu enumerei ali em cima vêm de cidades industriais que tinham menos de 1 milhão de habitantes na época.

Qual a diferença?

Por virem de cidades pequenas e sem muita expressão no país, o clube de futebol vira o máximo orgulho da cidade. 

O pensamento é mais ou menos o seguinte:

“Não tem porra nenhuma pra fazer aqui… então vamos apoiar nosso time de futebol!”

E ainda tem mais: essas cidades pequenas atraíram trabalhadores rurais da Europa inteira para suas fábricas.

Juventus fica em Turim… aonde fica a sede da montadora italiana FIAT? Bingo!

A Baviera é uma das principais regiões industriais da Alemanha. Bayern de Munich e Borussia Mönchengladbach vêm da onde? Bingo!

A cidade de St-Etienne é a capital do carvão e do aço na França. Adivinha quem ganhou 7 títulos da Ligue 1 nos anos 1970? Bingo!

Quando você é migrante e chega num lugar novo para trabalhar, aonde você encontra um porto-seguro, um hobby, uma distração?

No estádio de futebol!

Naquela época, os clubes ganhavam dinheiro primariamente na bilheteria. Não tinha negociação de direitos de imagem com TVs, não tinha venda de merchandising e nem patrocínios nas camisas.

Boom! A galera das fábricas lotava os jogos nos fins de semana e mantinha o cofre dos times cheios através da venda de ingressos.

Já parou pra pensar por que a grande maioria dos jogos da Premier League inglesa acontecem no sábado de manhã aqui no Brasil?

Simples: porque quando é manhã do Brasil, é início da tarde na Inglaterra.

E daí, Raiam?

E daí que o trabalhador das fábricas inglesas trabalha sábado até as 2 da tarde…. vai ao jogo de futebol às 3… e toma o chá das 5 quando o jogo acaba.

Hmmm… tudo calculadinho!

O futebol industrial reinou soberano até o finalzinho dos anos 1990.

O que aconteceu?

Chegou a TV, a internet, o marketing de massa para matar os times de cidade pequena.

Bem vindos a “era do futebol global”.

A terceira era: Futebol Global

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Nos primeiros 42 anos da UEFA Champions League, NENHUM CLUBE DE UMA CAPITAL DEMOCRÁTICA FOI CAMPEÃO.

Tem uma exceçãozinha que eu vou logo refutar: o Ajax de Amsterdam.

Por que exceção, Raiam?

Porque a verdadeira capital da Holanda não é Amsterdam, né?!

Para quem não sabe, os políticos que tocam a Holanda ficam na capital administrativa de Den Haag (em português, Haia), 60km ao sul de Amsterdam.

Segundo os autores do Soccernomics, em 1998 começou a era do futebol global… e o futebol global é jogado nas grandes metrópoles europeias.

O argumento dos caras do livro é que o futebol de cidade pequena acabou e não volta mais. Com a globalização, com os grandes contratos de camisa e TV e com as enormes injeções de capital árabe, russo e chinês no front-office dos principais times, o gap entre os times ricos e os times pobres vai ficar cada vez maior.

Faz sentido.

Quando eu era muleque, tinha uns times de cidades pequenas que faziam uma graça lá no topo.

Vou refrescar sua memória:

Tinha a Fiorentina do Edmundo Animal e do Gabriel Batistuta.

animal

Tinha o Blackburn Rovers do Alan Shearer.
blackburn
Tinha o Deportivo La Coruña de Bebeto e Rivaldo
lacoruna
E tinha também o Parma do Hernán Crespo, do Verón e do Adriano Imperador

Parma's forward Hernan Jorge Crespo (R) jubilates after scoring the 1st goal as Olympique de Marseille's goalkeeper looks on 12 May 1999 at Luzhniki Stadium in Moscow during the 28th UEFA soccer Cup final between Olympique de Marseille and Parma AC. (ELECTRONIC IMAGE)

Por que a gente não vê times de cidades pequenas nas cabeças mais?

Vou puxar a lista dos campeões europeus desde 1998 e você vai ver um monte de time familiar:

1998- Real Madrid
1999- Manchester United
2000- Real Madrid
2001- Bayern Munich
2002- Real Madrid
2003- Milan
2004- Porto
2005- Liverpool
2006- Barcelona
2007- Milan
2008- Manchester United
2009- Barcelona
2010- Internazionale
2011- Barcelona
2012- Chelsea
2013- Bayern Munich
2014- Real Madrid
2015- Barcelona
2016- Real Madrid

Ok, Raiam.

Vejo um time da época do futebol totalitário: Real Madrid.

Vejo 7 times de cidades proletárias: Milan, Inter, Barcelona, Bayern Munich, Porto, Manchester United, Liverpool

Vejo um só time de capital democrática: Chelsea.

Ok, o que esses times têm em comum além do dinheiro?!

Todos eles estão em grandes metrópoles europeias!

Simples: metrópoles como Londres, Barcelona, Paris e Milão estão muito mais conectadas ao resto do mundo do que ovinhos de cidades como La Coruña (240 mil habitantes), Parma (176 mil habitantes) e Blackburn (105 mil habitantes).

Cidade grande puxa marcas grandes… que puxa patrocínios… que puxa investimentos árabes… que puxa turismo… que puxa bons restaurantes… que puxa boas noitadas… que puxa mulheres bonitas… que puxa bons jogadores.

Imagina o Cristiano Ronaldo indo jogar em La Coruña?!

Hoje em dia a gente não vê mais isso. Jogador top só joga em cidade grande e cosmopolita!

Ahh Raiam… você esqueceu do Leicester City.

Sim, foi uma puta de uma zebra o Leicester ganhar a Premier League esse ano… mas Leicester não é uma cidade pequena.

Se você olhar direitinho, a área metropolitana de Leicester tem quase 1 milhão de habitantes… muito mais do que os 105mil do último time pequeno a ganhar a Premiership, o Blackburn de 1995.

O livro Soccernomics é de 2009. Quando Szymanski e Kuper entregaram o manuscrito para a editora, o campeão da Champions era o Barça de Eto’o e Ronaldinho em 2009.

No livro, eles basicamente disseram o seguinte:

“Os números não mentem. Do jeito que as coisas estão indo, colocamos nossa mão no fogo para dizer que só times de grandes metrópoles vão ganhar a Champions League daqui pra frente.”

Mano… olha só o que veio depois:

2010- Internazionale ganhou do Bayern na final
2011- Barcelona ganhou do Manchester na final
2012- Chelsea ganhou do Bayern na final
2013- Bayern Munich ganhou do Borussia na final
2014- Real Madrid ganhou do Atlético na final
2015- Barcelona ganhou do Juventus na final
2016- Real Madrid ganhou do Atlético na final

Dois 14 finalistas, 14 estão em grandes áreas metropolitanas.

Brabo né?

Bom, vou parar por aqui.

Que tal largar a punhetagem, o danone e o Cartola FC e ler o Soccernomics inteiro?

Vai dizer que eu não te deixei curioso pra ler essa porra com tanto dado interessante sobre futebol?

Bom, te dou duas opções:

1) PAGANDO

Você vai no Amazon Brasil e compra o Soccernomics nesse link aqui debaixo:

2) DE GRAÇA

Você usa esse crédito aqui (mundoraiam.com/audiobooks) se inscreve no Audible. Esse link aí, você ganha dois audiobooks grátis. Daí é só buscar pelo Soccernomics  e escutar ele em inglês de graça.

Valeu falows!

~Raiam


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