Iscas Intelectuais
#EnquantoIsso
#EnquantoIsso
Isca intelectual de Luciano Pires sobre celebrar ...

Ver mais

O desengajamento moral
O desengajamento moral
Isca intelectual de Luciano Pires sobre o ...

Ver mais

O ridículo
O ridículo
Isca intelectual de Luciano Pires pra incomodar: será ...

Ver mais

Quando um não quer.
Quando um não quer.
Isca intelectual de Luciano Pires com um exemplo de ...

Ver mais

550 – Carnaval revisitado
550 – Carnaval revisitado
Podcast Café Brasil 550 - Carnaval Revisitado. Mais um ...

Ver mais

549 – Os quatro compromissos
549 – Os quatro compromissos
Podcast Café Brasil 549 - Os quatro compromissos. Cara, ...

Ver mais

548 – O efeito borboleta
548 – O efeito borboleta
Podcast Café Brasil 548 - O efeito borboleta. Você já ...

Ver mais

547 – Sobre desigualdade
547 – Sobre desigualdade
Podcast Café Brasil 547 - Sobre desigualdade. O tema da ...

Ver mais

LíderCast 056 – Paula Miraglia
LíderCast 056 – Paula Miraglia
LiderCast 056 - Hoje conversaremos com Paula Miraglia, ...

Ver mais

LíderCast 055 – Julia e Karine
LíderCast 055 – Julia e Karine
LiderCast 055 - Hoje vamos conversar com duas jovens ...

Ver mais

LíderCast 054 – Rodrigo Dantas
LíderCast 054 – Rodrigo Dantas
LiderCast 054 - Hoje vamos falar com o empreendedor ...

Ver mais

LíderCast 053 – Adalberto Piotto
LíderCast 053 – Adalberto Piotto
LiderCast 053 - Hoje vamos entrevistar Adalberto ...

Ver mais

Videocast Nakata T02 10
Videocast Nakata T02 10
Videocast Nakata Temporada 02 Episódio 10 - Hábitos ...

Ver mais

Videocast Nakata – T02 09
Videocast Nakata – T02 09
Videocast Nakata - Temporada 02 Episódio 09 Quando ...

Ver mais

Videocast Nakata T02 08
Videocast Nakata T02 08
Videocast Nakata Temporada 02 Episódio 08 Já falei ...

Ver mais

Videocast Nakata T02 07
Videocast Nakata T02 07
Videocast Nakata Temporada 02 Episódio 07 Se a sua ...

Ver mais

Como não saber pela imprensa o que acontece na política
Bruno Garschagen
Ciência Política
Isca intelectual de Bruno Garschagen, afirmando que basta que um político não seja a expressão daquele ideal de mundo acalentado por certos jornalistas para que eles abram mão do compromisso de ...

Ver mais

A arte de empreender
Tom Coelho
Sete Vidas
“É melhor aproximadamente agora do que exatamente nunca. Quem espera permanentemente pelo melhor momento jamais vai empreender.” (Aleksandar Mandic)   O Brasil é o 7º colocado mundial entre ...

Ver mais

Kenneth Arrow
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
Kenneth Arrow   1921 – 2017 “Kenneth Arrow foi o mais importante economista teórico do século XX.” Paul Samuelson Kenneth Arrow nasceu em Nova York, EUA, em 1921. Estudou sempre em sua ...

Ver mais

Desafiando a Zona de Conforto
Mauro Segura
Transformação
Como podemos superar os nossos receios de tomar riscos? Como podemos mudar o curso da nossa história? A decisão de mudar é meramente individual. Aqui Mauro Segura conta algumas histórias e dá ...

Ver mais

Sobre o país que queremos

Sobre o país que queremos

Paulo Rabello de Castro - Iscas BrasilEficiente -

Paulo Rabello de Castro (*)

Coordenador do Movimento Brasil Eficiente e autor de O Mito do Governo Grátis

www.assinabrasil.org

Tem uma frase genial de Millôr Fernandes que diz que a economia compreende todas as atividades do País, mas nenhuma atividade do País compreende a economia. De fato, muitas vezes é difícil explicar variações de câmbio, spreads bancários e a orquestra das inflações e deflações. No entanto, existe uma regra com a qual é fácil trabalhar, já que convivemos com ela desde que tocamos pela primeira vez no dinheiro: você não pode gastar mais do que recebe. A menos que comece a se endividar! Se isso acontecer, faça cortes no orçamento até encontrar o equilíbrio novamente.

Essa lei, que rege desde as questões domésticas até as despesas dos grandes empresários, parece ser desconhecida justamente por aqueles que administram a maior conta financeira de todas: a do Brasil. Uma análise simples das manchetes reflete a gravidade do problema. Enquanto a receita anualizada do Governo Federal cresceu 2,2% até maio, as despesas incharam em 11,5%. A turma de matemática da 5ª série pede para avisar ao Governo Federal que essa conta não fechará. Nem hoje, nem quando eles estiverem na faculdade. Se a arrecadação de um país cresce mais devagar, TODAS as despesas deveriam crescer no mesmo ritmo, ou até menor, por algum tempo, até estabilizar o conjunto.

Mas não parece existir um comprometimento por parte do próprio governo em fazer ajustes no seu orçamento, apenas em arrecadar mais impostos e, nessa brincadeira, acabamos escalando a uma carga tributária de 37% do PIB, que é quase metade de tudo que se produz no Brasil, especialmente se levarmos em conta que, neste ano, o déficit público deve ficar na altura de 7% do PIB. A carga mais o déficit, somados, chegam a 44% dos R$ 6 trilhões que compõem a atividade gerada em 2015. É muito dinheiro arrecadado, muito para quase nada. Mais uma vez, a solução encontrada para tapar os buracos da economia brasileira está sendo jogada nas costas do contribuinte. Logo esse contribuinte que já gasta quase metade do seu salário para sustentar a máquina pública.

Quando a mídia reproduz apenas o que diz o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, não aponta onde está a falha no plano da equipe econômica: os cortes prometidos não são expressivos diante do estágio de endividamento da nossa República, tão gastadora quanto irresponsável. Pior ainda, o ministro dá a entender que existe um esforço real para forte corte dos gastos em geral quando, na verdade, os cortes ocorridos e prometidos estão concentrados nos investimentos (um absurdo!) enquanto os gastos correntes e financeiros do governo crescem muito acima da pálida economia privada. É dever de todos nós, inclusive da Imprensa, questionar esta clara desarmonia entre a fala oficial e a realidade factual.

Existem ainda, no detalhamento do orçamento federal, despesas classificadas como “Outras”, bem como as que são descritas como “Obrigatórias”. São muitos os bilhões de reais de gastos, escondidos em “outras despesas” que simplesmente explodiram nos últimos 12 meses. Já as obrigatórias são assim consideradas pois que “imexíveis” (por quê?). Entendemos que orçamentos são feitos para serem transparentes, objetivos, suscetíveis a uma reavaliação, sempre que necessário. A administração pública, em sua totalidade, deve se comprometer, no mínimo, em manter o crescimento das despesas em compasso com o crescimento econômico. Não dá para encarar, por exemplo, despesas de custeio tidas como “obrigatórias”, que cresceram, até maio passado, 16,5% contra uma arrecadação que subiu apenas 2,2%.

Em tempos de crise, todos revemos o nosso comportamento. O País pode aproveitar a fase difícil para estudar um novo plano para o sistema tributário e a gestão fiscal eficiente, evitando repetir tantas vezes os mesmos erros. Quem sabe assim, daqui a alguns anos, os nossos problemas, finalmente, serão diferentes. Mas, por enquanto, são mera repetição de novelas passadas.

 

(*) colaborou Agatha Justino

Imagem: Agência Brasil

Ver Todos os artigos de Paulo Rabello de Castro