Assine o Café Brasil
Iscas Intelectuais
Culpa e vergonha
Culpa e vergonha
Culpa e vergonha. Um artigo de 2007 revela o tamanho da ...

Ver mais

Por que eu?
Por que eu?
Ela foi a primeira mulher a assumir publicamente que ...

Ver mais

Cobertor de solteiro
Cobertor de solteiro
Cobertor de solteiro. Isca intelectual de Luciano Pires ...

Ver mais

O véinho
O véinho
Isca intelectual de Luciano Pires que pergunta: que ...

Ver mais

538 – Caçadores da verdade perdida
538 – Caçadores da verdade perdida
Podcast Café Brasil 538 - Caçadores da verdade perdida. ...

Ver mais

537 – VAMO, VAMO CHAPE
537 – VAMO, VAMO CHAPE
Podcast Café Brasil 537 - Vamo,vamo, Chape. Este é um ...

Ver mais

536 – A política da pós-verdade
536 – A política da pós-verdade
Podcast Café Brasil 536 - A política da pós-verdade. ...

Ver mais

535 – Hallelujah
535 – Hallelujah
Podcast Café Brasil 535 - Hallelujah. Poucos dias atrás ...

Ver mais

LíderCast 052 – Thiago Oliveira
LíderCast 052 – Thiago Oliveira
LiderCast 052 - Hoje vamos conversar com Thiago ...

Ver mais

LíderCast 050 – Bia Pacheco
LíderCast 050 – Bia Pacheco
LiderCast 050 - Hoje vamos conversar com Bia Pacheco, ...

Ver mais

LíderCast 051 – Edu Lyra
LíderCast 051 – Edu Lyra
LiderCast 051 - Hoje conversaremos com Edu Lyra, um ...

Ver mais

LíderCast 049 – Luciano Dias Pires
LíderCast 049 – Luciano Dias Pires
Lídercast 049 - Neste programa Luciano Pires conversa ...

Ver mais

045 – Recuperando do trauma
045 – Recuperando do trauma
Quando terminar o trauma, quando o Brasil sair deste ...

Ver mais

Vem Pra Rua!
Vem Pra Rua!
Um recado para os reacionários que NÃO vão às ruas dia ...

Ver mais

44 – Tudo bem se me convém – Palestra no Epicentro
44 – Tudo bem se me convém – Palestra no Epicentro
Apresentação de Luciano Pires no Epicentro em Campos de ...

Ver mais

43 – Gloria Alvarez – Sobre República e Populismo
43 – Gloria Alvarez – Sobre República e Populismo
Gloria Alvarez, do Movimento Cívico Nacional da ...

Ver mais

A carta que mudou a minha vida
Mauro Segura
Transformação
Mauro Segura conta em vídeo uma história pessoal, que teve origem numa carta recebida há 30 anos.

Ver mais

Tempo de escolher
Tom Coelho
Sete Vidas
“Um homem não é grande pelo que faz, mas pelo que renuncia.” (Albert Schweitzer)   Muitos amigos leitores têm solicitado minha opinião acerca de qual rumo dar às suas carreiras. Alguns ...

Ver mais

O caso é o caso
Fernando Lopes
Iscas Politicrônicas
Sobre a morte do assassino nojento, tudo já já foi dito; Fidel Castro foi tarde e deve estar devidamente instalado no caldeirão-suíte número 13, com aquecedor forte, decoração vermelha e vista ...

Ver mais

SmartCamp: as startups transformam o mundo
Mauro Segura
Transformação
Vivemos o boom das startups no Brasil e no mundo. O que está por trás disso? Mauro Segura esteve no SmartCamp, que é uma competição global de startups, e fez um vídeo contando a sua experiência.

Ver mais

Sobre o país que queremos

Sobre o país que queremos

Paulo Rabello de Castro - Iscas BrasilEficiente -

Paulo Rabello de Castro (*)

Coordenador do Movimento Brasil Eficiente e autor de O Mito do Governo Grátis

www.assinabrasil.org

Tem uma frase genial de Millôr Fernandes que diz que a economia compreende todas as atividades do País, mas nenhuma atividade do País compreende a economia. De fato, muitas vezes é difícil explicar variações de câmbio, spreads bancários e a orquestra das inflações e deflações. No entanto, existe uma regra com a qual é fácil trabalhar, já que convivemos com ela desde que tocamos pela primeira vez no dinheiro: você não pode gastar mais do que recebe. A menos que comece a se endividar! Se isso acontecer, faça cortes no orçamento até encontrar o equilíbrio novamente.

Essa lei, que rege desde as questões domésticas até as despesas dos grandes empresários, parece ser desconhecida justamente por aqueles que administram a maior conta financeira de todas: a do Brasil. Uma análise simples das manchetes reflete a gravidade do problema. Enquanto a receita anualizada do Governo Federal cresceu 2,2% até maio, as despesas incharam em 11,5%. A turma de matemática da 5ª série pede para avisar ao Governo Federal que essa conta não fechará. Nem hoje, nem quando eles estiverem na faculdade. Se a arrecadação de um país cresce mais devagar, TODAS as despesas deveriam crescer no mesmo ritmo, ou até menor, por algum tempo, até estabilizar o conjunto.

Mas não parece existir um comprometimento por parte do próprio governo em fazer ajustes no seu orçamento, apenas em arrecadar mais impostos e, nessa brincadeira, acabamos escalando a uma carga tributária de 37% do PIB, que é quase metade de tudo que se produz no Brasil, especialmente se levarmos em conta que, neste ano, o déficit público deve ficar na altura de 7% do PIB. A carga mais o déficit, somados, chegam a 44% dos R$ 6 trilhões que compõem a atividade gerada em 2015. É muito dinheiro arrecadado, muito para quase nada. Mais uma vez, a solução encontrada para tapar os buracos da economia brasileira está sendo jogada nas costas do contribuinte. Logo esse contribuinte que já gasta quase metade do seu salário para sustentar a máquina pública.

Quando a mídia reproduz apenas o que diz o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, não aponta onde está a falha no plano da equipe econômica: os cortes prometidos não são expressivos diante do estágio de endividamento da nossa República, tão gastadora quanto irresponsável. Pior ainda, o ministro dá a entender que existe um esforço real para forte corte dos gastos em geral quando, na verdade, os cortes ocorridos e prometidos estão concentrados nos investimentos (um absurdo!) enquanto os gastos correntes e financeiros do governo crescem muito acima da pálida economia privada. É dever de todos nós, inclusive da Imprensa, questionar esta clara desarmonia entre a fala oficial e a realidade factual.

Existem ainda, no detalhamento do orçamento federal, despesas classificadas como “Outras”, bem como as que são descritas como “Obrigatórias”. São muitos os bilhões de reais de gastos, escondidos em “outras despesas” que simplesmente explodiram nos últimos 12 meses. Já as obrigatórias são assim consideradas pois que “imexíveis” (por quê?). Entendemos que orçamentos são feitos para serem transparentes, objetivos, suscetíveis a uma reavaliação, sempre que necessário. A administração pública, em sua totalidade, deve se comprometer, no mínimo, em manter o crescimento das despesas em compasso com o crescimento econômico. Não dá para encarar, por exemplo, despesas de custeio tidas como “obrigatórias”, que cresceram, até maio passado, 16,5% contra uma arrecadação que subiu apenas 2,2%.

Em tempos de crise, todos revemos o nosso comportamento. O País pode aproveitar a fase difícil para estudar um novo plano para o sistema tributário e a gestão fiscal eficiente, evitando repetir tantas vezes os mesmos erros. Quem sabe assim, daqui a alguns anos, os nossos problemas, finalmente, serão diferentes. Mas, por enquanto, são mera repetição de novelas passadas.

 

(*) colaborou Agatha Justino

Imagem: Agência Brasil

Ver Todos os artigos de Paulo Rabello de Castro