Iscas Intelectuais
Tá chegando o Podcast Café Brasil 700!
Tá chegando o Podcast Café Brasil 700!
Tá chegando a hora do Podcast Café Brasil 700!

Ver mais

Aplicativos IOS e Android para o Café Brasil Premium!
Aplicativos IOS e Android para o Café Brasil Premium!
MUDANÇAS IMPORTANTES NO CAFÉ BRASIL PREMIUM A você que ...

Ver mais

Café Brasil no Top 10 Podbean
Café Brasil no Top 10 Podbean
O Café Brasil está entre os Top 10 numa das maiores ...

Ver mais

O Irlandês
O Irlandês
O Irlandês é um PUTA filme, para ser degustado. Se você ...

Ver mais

700 – Girl Power
700 – Girl Power
Bem, você sabe que sempre que chegamos num programa ...

Ver mais

699- Um brasileiro
699- Um brasileiro
Como sabemos que muitos ouvintes do Café Brasil não ...

Ver mais

698 – A Mente Moralista
698 – A Mente Moralista
Somos criaturas profundamente intuitivas cujas ...

Ver mais

697 – O isentão
697 – O isentão
Quando você não tem político de estimação é muito bom ...

Ver mais

LíderCast 183 – Antonio Mamede
LíderCast 183 – Antonio Mamede
Ex-executivo de grandes empresas, hoje consultor e ...

Ver mais

LíderCast 182 – Alexis Fontaine
LíderCast 182 – Alexis Fontaine
Segunda participação do Deputado Federal do partido ...

Ver mais

LíderCast 181 – Christian Gurtner
LíderCast 181 – Christian Gurtner
Christian Gurtner – O homem que leva a gente para ...

Ver mais

LíderCast 180 – Marco Aurélio Mammute
LíderCast 180 – Marco Aurélio Mammute
Luciano Pires: Bom dia, boa tarde, boa noite. ...

Ver mais

Cafezinho Live – Como será o Brasil com Bolsonaro
Cafezinho Live – Como será o Brasil com Bolsonaro
Um bate papo entre Adalberto Piotto, Carlos Nepomuceno ...

Ver mais

046 – Para quem vai anular o voto
046 – Para quem vai anular o voto
Fiz um vídeo desenhando claramente o que acontece com ...

Ver mais

Confraria Café Brasil
Confraria Café Brasil
A Confraria Café Brasil nasceu para conectar pessoas ...

Ver mais

Videocast Nakata T02 10
Videocast Nakata T02 10
Videocast Nakata Temporada 02 Episódio 10 - Hábitos ...

Ver mais

A harpa elétrica
Chiquinho Rodrigues
Valdenir era um cara que acreditava piamente em reencarnação. Mas não era só isso… Acreditava também em vidas passadas, ufos e astrologia. Flertava com o candomblé, o budismo e era também ...

Ver mais

Trivium: Capítulo 3 – Classificação dos Termos (parte 9)
Alexandre Gomes
Continuando os resumos depois de um belo fim de ano, vou continuar detalhando mais sobre os o que são os termos e suas variedades. Perceba que isso é muito mais uma base de compreensão lógica das ...

Ver mais

Primeiras impressões de 2020
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
Primeiras impressões de 2020 “A economia compreende todas as atividades do país, mas nenhuma atividade do país compreende a economia.” Millôr Fernandes O ano está apenas começando, mas algumas ...

Ver mais

Lendas urbanas volume um
Chiquinho Rodrigues
Ademar e Ademir eram gêmeos siameses isquiópagos. Gêmeos siameses xifópagos (E não XiPófagos como alguns entendem) são aqueles unidos por um segmento físico. A nomenclatura provém de xifóide que ...

Ver mais

Cafezinho 247 – Compartilhe!
Cafezinho 247 – Compartilhe!
Sobre o hábito de compartilhar aquilo que vale a pena.

Ver mais

Cafezinho 246 – Setecentos
Cafezinho 246 – Setecentos
São 74 minutos de puro deleite.

Ver mais

Cafezinho 245 – Como censurar o Porta dos Fundos
Cafezinho 245 – Como censurar o Porta dos Fundos
Democracia é a liberdade de dizer “não”, mesmo que você ...

Ver mais

Cafezinho 244 – A bomba
Cafezinho 244 – A bomba
Os mais bobinhos vão acreditar na intenção que a ...

Ver mais

Sobre o país que queremos

Sobre o país que queremos

Paulo Rabello de Castro - Iscas BrasilEficiente -

Paulo Rabello de Castro (*)

Coordenador do Movimento Brasil Eficiente e autor de O Mito do Governo Grátis

www.assinabrasil.org

Tem uma frase genial de Millôr Fernandes que diz que a economia compreende todas as atividades do País, mas nenhuma atividade do País compreende a economia. De fato, muitas vezes é difícil explicar variações de câmbio, spreads bancários e a orquestra das inflações e deflações. No entanto, existe uma regra com a qual é fácil trabalhar, já que convivemos com ela desde que tocamos pela primeira vez no dinheiro: você não pode gastar mais do que recebe. A menos que comece a se endividar! Se isso acontecer, faça cortes no orçamento até encontrar o equilíbrio novamente.

Essa lei, que rege desde as questões domésticas até as despesas dos grandes empresários, parece ser desconhecida justamente por aqueles que administram a maior conta financeira de todas: a do Brasil. Uma análise simples das manchetes reflete a gravidade do problema. Enquanto a receita anualizada do Governo Federal cresceu 2,2% até maio, as despesas incharam em 11,5%. A turma de matemática da 5ª série pede para avisar ao Governo Federal que essa conta não fechará. Nem hoje, nem quando eles estiverem na faculdade. Se a arrecadação de um país cresce mais devagar, TODAS as despesas deveriam crescer no mesmo ritmo, ou até menor, por algum tempo, até estabilizar o conjunto.

Mas não parece existir um comprometimento por parte do próprio governo em fazer ajustes no seu orçamento, apenas em arrecadar mais impostos e, nessa brincadeira, acabamos escalando a uma carga tributária de 37% do PIB, que é quase metade de tudo que se produz no Brasil, especialmente se levarmos em conta que, neste ano, o déficit público deve ficar na altura de 7% do PIB. A carga mais o déficit, somados, chegam a 44% dos R$ 6 trilhões que compõem a atividade gerada em 2015. É muito dinheiro arrecadado, muito para quase nada. Mais uma vez, a solução encontrada para tapar os buracos da economia brasileira está sendo jogada nas costas do contribuinte. Logo esse contribuinte que já gasta quase metade do seu salário para sustentar a máquina pública.

Quando a mídia reproduz apenas o que diz o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, não aponta onde está a falha no plano da equipe econômica: os cortes prometidos não são expressivos diante do estágio de endividamento da nossa República, tão gastadora quanto irresponsável. Pior ainda, o ministro dá a entender que existe um esforço real para forte corte dos gastos em geral quando, na verdade, os cortes ocorridos e prometidos estão concentrados nos investimentos (um absurdo!) enquanto os gastos correntes e financeiros do governo crescem muito acima da pálida economia privada. É dever de todos nós, inclusive da Imprensa, questionar esta clara desarmonia entre a fala oficial e a realidade factual.

Existem ainda, no detalhamento do orçamento federal, despesas classificadas como “Outras”, bem como as que são descritas como “Obrigatórias”. São muitos os bilhões de reais de gastos, escondidos em “outras despesas” que simplesmente explodiram nos últimos 12 meses. Já as obrigatórias são assim consideradas pois que “imexíveis” (por quê?). Entendemos que orçamentos são feitos para serem transparentes, objetivos, suscetíveis a uma reavaliação, sempre que necessário. A administração pública, em sua totalidade, deve se comprometer, no mínimo, em manter o crescimento das despesas em compasso com o crescimento econômico. Não dá para encarar, por exemplo, despesas de custeio tidas como “obrigatórias”, que cresceram, até maio passado, 16,5% contra uma arrecadação que subiu apenas 2,2%.

Em tempos de crise, todos revemos o nosso comportamento. O País pode aproveitar a fase difícil para estudar um novo plano para o sistema tributário e a gestão fiscal eficiente, evitando repetir tantas vezes os mesmos erros. Quem sabe assim, daqui a alguns anos, os nossos problemas, finalmente, serão diferentes. Mas, por enquanto, são mera repetição de novelas passadas.

 

(*) colaborou Agatha Justino

Imagem: Agência Brasil

Ver Todos os artigos de Paulo Rabello de Castro