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Luiz Alberto Machado - Iscas Econômicas -

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Excelência em Educação

Dia 10 de agosto, compareci a um evento muitíssimo interessante. Estimulado pela chamada do convite eletrônico – Avanços na educação pública: o que podemos aprender com o Ceará? – fui assistir à palestra da professora Ana Emília Dias Pinheiro, diretora da EEEP Lysia Pimentel Gomes, localizada em Sobral, no Ceará.

O evento foi promovido pelo Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial que tem, como uma de suas principais atividades, o Programa Círculos de Leitura, do qual a EEEP Lysia Pimentel Gomes é uma das escolas parceiras.

O estado do Ceará vem desenvolvendo um trabalho diferenciado no panorama educacional brasileiro, com resultados que devem merecer ampla reflexão. Ano após ano, seus índices vêm melhorando em avaliações internas e externas, mostrando que é possível construir uma educação pública de qualidade, pautada pela alta expectativa de aprendizagem de seus alunos.

A Escola Lysia Pimentel Gomes foi destaque na última avaliação do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (em inglês: Programme for International Student Assessment – PISA), uma rede mundial de avaliação de desempenho escolar, realizado pela primeira vez em 2000 e repetido a cada três anos. É coordenado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), com vista a melhorar as políticas e resultados educacionais.

Na modalidade leitura, os alunos da escola de Sobral foram superados apenas pelos da Finlândia e Canadá, países que ocuparam colocações muito boas no ranking. Além de se orgulhar deste resultado, a EEEP Lysia Pimentel Gomes se orgulha de ter a maioria de seus alunos aprovados em importantes universidades públicas, alguns dos quais em cursos que se caracterizam por elevada concorrência na relação candidato/vaga.

Da exposição da diretora, chamaram-me especialmente a atenção os seguintes fatos:

  • todos os professores são contratados em regime de 40 horas;
  • o estudo é em tempo integral, estendendo-se das 7:00 às 16:40, com três refeições, doação da camiseta do uniforme e livros;
  • o envolvimento das famílias é fortemente estimulado por meio de uma série de atividades;
  • há colaboração voluntária de antigos alunos;
  • existe preocupação em oferecer boas instalações, com carteiras personalizadas, e mapa de salas, com alteração de lugares de acordo com as necessidades;
  • o processo de seleção leva em conta o histórico das notas dos últimos três anos dos que pleiteiam as vagas (850 candidatos em média por ano para 180 vagas);
  • os alunos são rigorosamente cobrados em quesitos como uso de uniforme, pontualidade e disciplina, além, evidentemente, de rendimento acadêmico, não podendo continuar na escola em caso de reprovação sucessiva.

Quando questionada sobre eventual resistência de alunos ou de seus pais à obediência dessas regras, a diretora não hesitou em afirmar que a escola pretende preparar não apenas bons estudantes, mas cidadãos aptos a atuarem em empresas ou instituições de ponta, onde a obediência às regras é exigência básica.

Faço questão de mencionar um exemplo dado por ela. Recentemente houve um caso grave de indisciplina. Um dos alunos colocou uma bomba caseira no banheiro feminino, esticando um barbante até uma distância considerável, de onde acendeu o referido barbante, provocando a detonação. Felizmente, o banheiro se encontrava vazio quando aconteceu a explosão.

Independentemente disso, a professora acionou imediatamente professores e inspetores de disciplina com o objetivo de identificar o aluno infrator. Uma vez conseguida a identificação, ela chamou os pais e informou que o aluno não poderia continuar na escola “por ter praticado um ato terrorista” que, felizmente, não teve consequências mais graves.  Reconhecendo a gravidade do ato cometido pelo filho, os pais aceitaram a penalidade sem maiores contestações.

Refletindo com calma depois do evento, cheguei à conclusão de que os resultados da EEEP Lysia Pimentel Gomes são decorrentes de uma filosofia clara e da atitude de uma verdadeira educadora, que exige responsabilidade de seus professores e colaboradores no exercício de suas respectivas funções, e também dos alunos, que devem corresponder fazendo a sua parte.

Creio ser a única forma possível de reverter um quadro preocupante, assim sintetizado recentemente por Eduardo Giannetti: “uns fingem que ensinam; outros fingem que aprendem; e tudo acaba em diploma”.

Confesso que lembrei com saudade dos tempos de estudante em que minha responsabilidade era constantemente cobrada tanto por meus pais como por meus professores, sem que disso tenha resultado qualquer trauma, síndrome ou espécie de depressão!!!

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