Iscas Intelectuais
#DicaNetFlix Trotsky
#DicaNetFlix Trotsky
É uma série de terror. Tem assassinos em série, ...

Ver mais

Visualizando as estruturas do discurso do Portal Café Brasil
Visualizando as estruturas do discurso do Portal Café Brasil
Se você se aproximar do Café Brasil, prepare-se para ...

Ver mais

Café Brasil Premium – Retrospectiva 2018
Café Brasil Premium – Retrospectiva 2018
Ao longo de 2018 o Café Brasil Premium decolou e ...

Ver mais

#Retrospectiva PodSumários
#Retrospectiva PodSumários
Comece 2019 praticando o Fitness Intelectual. A barriga ...

Ver mais

656 – Rua Ramalhete
656 – Rua Ramalhete
Este programa é uma homenagem ao Tavito, que faleceu em ...

Ver mais

655 – É carnaval
655 – É carnaval
Tem gente boa, muito boa, fazendo a legítima música de ...

Ver mais

654 – Sarau Café Brasil III
654 – Sarau Café Brasil III
Realizamos mais uma edição do Café Brasil Premium, ...

Ver mais

653 – LíderCast 11
653 – LíderCast 11
Mais uma temporada do LíderCast. Esta aqui é a décima ...

Ver mais

LíderCast 144 – Daniel Arcoverde e Rafael Belmonte
LíderCast 144 – Daniel Arcoverde e Rafael Belmonte
Os jovens empreendedores que criaram a netshow.me, uma ...

Ver mais

LìderCast 143 – Doug Alvoroçado
LìderCast 143 – Doug Alvoroçado
Esse alvoroçado não é nome não, é adjetivo. Um ...

Ver mais

LíderCast 142 – Marcelo Pimenta
LíderCast 142 – Marcelo Pimenta
O Menta é um facilitador da inovação, um inquieto ...

Ver mais

LíderCast 141 – Ronaldo Lira
LíderCast 141 – Ronaldo Lira
Procurador do Ministério Público do Trabalho, uma ...

Ver mais

Cafezinho Live – Como será o Brasil com Bolsonaro
Cafezinho Live – Como será o Brasil com Bolsonaro
Um bate papo entre Adalberto Piotto, Carlos Nepomuceno ...

Ver mais

046 – Para quem vai anular o voto
046 – Para quem vai anular o voto
Fiz um vídeo desenhando claramente o que acontece com ...

Ver mais

Confraria Café Brasil
Confraria Café Brasil
A Confraria Café Brasil nasceu para conectar pessoas ...

Ver mais

Videocast Nakata T02 10
Videocast Nakata T02 10
Videocast Nakata Temporada 02 Episódio 10 - Hábitos ...

Ver mais

Defendam Douglas também
Fernando Lopes
Iscas Politicrônicas
Não conhece Douglas Leandro Clizesqui? Sem problemas. Ninguém conhece. Ele é pai de Douglas Murilo, uma das oito vítimas fatais no massacre da escola estadual em Suzano; o caso todos conhecem. ...

Ver mais

A abundante mente semanal
Carlos Nepomuceno
RESUMO DA LIVE: https://youtu.be/hHzgP5sqbjM LIVE COMPLETA: https://www.facebook.com/carlos.nepomuceno/videos/10157193323018631/   Quer fazer? Me mande um zap: 21-996086422. R$ 200,00 ...

Ver mais

Luciano Pires, o cara que chegou ao meiostream
Carlos Nepomuceno
RESUMO: “ Podcast não tem ouvinte. Podcast tem torcida”!!! – Luciano Pires. Tive o prazer de conversar ontem por mais de uma hora com o criativo Luciano Pires, coordenador do projeto Café Brasil, ...

Ver mais

Por dentro da comunicação interna do McDonald’s no Brasil
Mauro Segura
Transformação
Como fazer comunicação interna p/ uma empresa que tem 50 mil jovens funcionários, sendo que 90% deles estão no primeiro emprego, atendendo mais de 2 milhões de clientes todos os dias? Como gerir ...

Ver mais

Cafezinho 159 – O bobo da corte
Cafezinho 159 – O bobo da corte
O palhaço, o bobo, o gozador, é o único a perceber a ...

Ver mais

Cafezinho 158 – O tempo que lhe resta
Cafezinho 158 – O tempo que lhe resta
Dê o primeiro passo para fazer com que o tempo de vida ...

Ver mais

Cafezinho 157 – Papo de bêbado 2
Cafezinho 157 – Papo de bêbado 2
Se eu fosse o Bolsonaro, nestes primeiros 100 dias ...

Ver mais

Cafezinho 156 – O que é que aconteceu com o carnaval?
Cafezinho 156 – O que é que aconteceu com o carnaval?
O que é que aconteceu com o carnaval? Meus amigos da ...

Ver mais

Rebaixamentos

Rebaixamentos

Luiz Alberto Machado - Iscas Econômicas -

Rebaixamentos 

Paralelo entre a economia e o futebol

“Mesmo que a S&P estivesse dormindo e não tivesse rebaixado a nota, isso não teria resolvido os problemas do Brasil. Não podemos exagerar o impacto da medida em si. A economia brasileira está em crise porque a política econômica foi muito mal feita de 2010 a 2014, porque nós temos problemas de longo prazo e porque o sistema político não consegue nem desmontar a má política econômica nem resolver os problemas de longo prazo.”

José Alexandre Scheinkman

Depois de muito diz que me diz, a Standard & Poor’s (S&P), tida como uma das três maiores agências de classificação de risco do mundo – as outras duas são a Fitch e a Moody’s – anunciou, dia 9 de setembro, que o Brasil perdeu a condição de grau de investimento, fazendo com que retorne ao grupo de países considerados de grau de especulação.

Vale recordar que a S&P havia concedido o grau de investimento (investment grade) ao Brasil em abril de 2008, quando o País foi alçado da condição de grau de especulação com a nota BB+ para a de grau de investimento com a nota BBB-. Em 2011, ocorreu nova promoção e a nota subiu para BBB. Em março de 2014, o Brasil já havia tido sua nota reduzida, voltando a ser BBB-, sem, contudo, perder a condição de grau de investimento[1].

Essa redução havia sido uma espécie de aviso de alerta. Ou seja, seria preciso que o País fizesse algumas correções de rota na condução de sua política econômica e melhorasse alguns indicadores fundamentais, caso contrário outra redução poderia ocorrer, levando, aí sim, à perda do grau de investimento[2].

Como de lá para cá, em vez de melhorarem, os principais indicadores foram se tornando cada vez piores, a redução acabou ocorrendo, levando ao indesejável rebaixamento. A gota d’água pode ter sido a absurda proposta de Orçamento da União de 2016, entregue pelos ministros da Fazenda e do Planejamento ao presidente do Senado no dia 31 de agosto, com previsão de déficit primário de R$ 30,5 bilhões, o que representa 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB).

Num país em que a grande maioria das pessoas gosta de futebol (embora muitos gostem agora um pouco menos, ainda traumatizados pela derrota de 7 a 1 para a Alemanha), ouso fazer uma analogia.

Obter a condição de grau de investimento equivale a estar na Série A do Campeonato Brasileiro. É lá que estão os clubes considerados de elite, razão pela qual são os que têm maior visibilidade, valorização de sua imagem, exposição de seus jogadores à mídia e, com isso, mais chance de obter bons patrocinadores e de realizar bons negócios. Porém, como sabem os que conhecem o futebol com alguma profundidade, nem todos os clubes que participam da Série A encontram-se no mesmo nível. Existem os clubes que entram habitualmente nos campeonatos como favoritos para disputar o título; outros que sonham com uma vaga na Copa Libertadores, obtida pelos primeiros quatro colocados; há um grupo de clubes de nível intermediário, que se contenta com uma classificação para a Copa Sul-Americana; e, por fim, há os que entram “para não cair”, concentrando seu esforço em somar apenas os pontos necessários para não serem rebaixados para a Série B, o que acontece com os quatro últimos colocados.

Embora aconteçam surpresas, com o rebaixamento eventual de clubes tradicionais do futebol brasileiro, que historicamente estão entre os que disputam o título ou as vagas na Libertadores, as estatísticas revelam que são esporádicas. Foi o que aconteceu nos últimos 10 anos com clubes como Corinthians, Palmeiras, Vasco e Botafogo. Foram rebaixados para a Série B, mas retornaram no ano seguinte para a Série A. O Corinthians, inclusive, retornou para conquistar em sequência o título do Brasileiro, da Libertadores e, para coroar, do Mundial de Clubes. Os outros três aqui mencionados parecem não ter aprendido bem a lição, pois voltaram a ser rebaixados ou flertaram perigosamente com o rebaixamento.

No caso das agências de classificação de risco (e da S&P em particular), a situação é muito parecida. É possível estar na Série A em duas situações: os países com as notas AAA, AA+, AA, AA-, A+, A, e A- são considerados “grau de investimento com qualidade alta e baixo risco”; já os países com notas BBB+, BBB e BBB- são considerados “grau de investimento com qualidade média”. Abaixo disso, os países deixam de ser considerados detentores de grau de investimento. Podem, então, estar na “categoria de especulação, com baixa classificação, com as notas BB+, BB, BB-, B+, B e B-, o que de certa forma equivaleria a estar na Série B, ou ainda serem considerados “risco alto de inadimplência e baixo interesse”, com as notas CCC, CC, C e D, o que equivaleria à Série C.

Portanto, a redução da nota do Brasil equivale a um rebaixamento para a Série B. Na analogia com o futebol, eu diria que em março de 2014 saímos da situação de clubes que disputam uma vaga na Copa Sul-Americana para pertencer ao grupo dos que lutam para não cair. Agora, deixamos de pertencer a esse grupo, que ainda nos mantinha na Série A, e fomos rebaixados para a Série B.

Como se pode observar por essa breve retrospectiva, mesmo tendo permanecido por mais de sete anos (abril de 2008 a setembro de 2015) na Série A, o Brasil jamais teve chances reais de conquistar o título, nem esteve entre os fortes candidatos à conquista de uma vaga na Libertadores. Chegou, no máximo, ao grupo intermediário.

A principal consequência negativa do rebaixamento reside na possível redução dos investimentos estrangeiros no Brasil, pois alguns fundos internacionais, assim como outras empresas de gestão de recursos, possuem restrições estatutárias a investimentos em países que não são considerados grau de investimento. Tal possibilidade aumenta ainda mais se a perda do grau de investimento ocorrer também na Moody’s e/ou na Fitch.

Como costuma ocorrer diante de notícias dessa natureza, o rebaixamento do Brasil não foi bem recebido por integrantes do governo e por diversos de seus simpatizantes, que preferiram desmerecer a S&P, assim como as outras agências de classificação de risco, pelo fato de terem falhado em análises e decisões em muitas ocasiões.

Particularmente, discordo dessa posição, entre outras razões por questão de coerência. Afinal, acredito que quem põe em dúvida a credibilidade de uma instituição ao receber uma avaliação desfavorável deveria tê-lo feito também quando recebeu uma avaliação positiva, e não me lembro de qualquer questionamento à S&P ou às outras agências quando alçaram o Brasil à categoria de grau de investimento.

Iscas para ir mais fundo no assunto

Recomendações e indicações bibliográficas

APPY, Bernard, LISBOA, Marcos, MENDES, Marcos e LAZZARINI, Sérgio. Os desafios para sair da crise. O Estado de S. Paulo, 13 de setembro de 2015, pp. B 4 e B 5.

SCHEINKMAN, José Alexandre. “É preciso rediscutir as despesas obrigatórias”. Entrevista a Cláudia Trevisan. O Estado de S. Paulo, 13 de setembro de 2015, p. B 6.

Recomendações e indicações webgráficas

GUANAES. Nizan. Eu sou investment grade. Disponível em http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=207738.

MACHADO, Luiz Alberto. Primeira divisão – Notícia auspiciosa. Disponível em http://www.cofecon.org.br/noticias/colunistas/luiz-machado/1361-primeira-divisao.

_______________ Março chega ao fim de forma preocupante – Notícias negativas superam com folga as positivas. Disponível em http://www.souzaaranhamachado.com.br/2014/05/marco-chega-ao-fim-de-forma-preocupante/.

[1] Nas três principais agências, Standard & Poor’s, Moody’s e Fitch, as metodologias podem ser distintas e as escalas variam, mas de modo geral vão da nota D (para países que estão em moratória) até o triplo A (a nota mais alta é o AAA), atribuída a países superseguros. O chamado grau de investimento, o selo do bom pagador, mistura notas entre A e B.

[2] Um dia depois de retirar o selo de bom pagador do Brasil, a mesma agência rebaixou a nota de 31 empresas brasileiras. Dessas, 24 também perderam o grau de investimento. Entre as empresas atingidas pelo rebaixamento estão Petrobras, Eletrobras, Comgás, Coelce, Elektro, Taesa, Neoenergia, Atlantia Bertin, Arteris, CCR, Ecorodovias, Ambev, Globo Comunicação e Participações, Multiplan, Ultrapar, Votorantim Participações, Votorantim Industrial e Votorantim Cimentos.

Ver Todos os artigos de Luiz Alberto Machado