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Filipe Aprigliano - Iscas do Apriga -

Você já se pegou pensando que o mundo seria bem melhor se não houvesse pessoas de determinadas características? Assassinos, enganadores, aproveitadores e todos os tipos de canalha. Enfim, pessoas que não estão em sintonia com as nossas expectativas morais.

Exercite esse pensamento considerando as ausências de virtude mais extremas e os delitos mais insignificantes. Fique a vontade e não se acanhe.  Não será difícil imaginar um mundo mais pacífico, mais seguro e mais feliz.

São assim que nascem as utopias: através de um impulso romântico, projetamos métodos para melhorar as pessoas, para controlá-las e como último recurso até mesmo para exterminá-las.

Seja como for, com métodos homeopáticos ou métodos de seleção compulsória, não passa de uma perda de tempo. E assim partimos do princípio que esse mundo deveria ser pacífico, deveria ser justo, deveria ser igualitário, deveria ser livre, deveria, deveria, deveria… Deveria ser o Paraíso!

Embora no discurso isso seja amenizado, o pensamento utópico se recusa a aceitar o mundo como ele é, se recusa a aceitar que a vida é um milagre temporário, que se esgota e se transforma em algo diferente, como tudo no universo.

O pensador utópico, em algum ponto da vida, percebe que não consegue ser feliz se os outros não colaborarem. Então inventa um plano magistral para colocar cada um cumprindo seu papel devido.

Agora existe uma abordagem diferente, aquela que simplesmente aceita as coisas como elas são. Parece simples e conformista, ou até preguiçoso e desprovido de virtude, mas muito pelo contrário, é o único caminho de paz.

Esse caminho é estritamente individual, pode até inspirar os outros pelo bom exemplo, mas é individual… A verdade é que mundo permanecerá sempre como é, equilibrado sobre a ponta de uma faca, com momentos violentos, sombrios e de aparente decadência sem retorno.

A verdade é que não existe retorno para nada e a impermanência é tão palpável como a singularidade de tudo na existência.

Existem ciclos, repetições, padrões, mas cada qual é único e especial. Sem cada elemento singular do presente, seja ele milagroso ou escatológico, todo o resto desmorona, esmaece e perde seu valor e significado.

Em algum ponto da história a humanidade amadureceu no seu conhecimento da materialidade, amadureceu no seu entendimento das mecânicas internas da mente, das sociedades e da natureza.

Curiosamente, ao invés do homem se tornar humilde diante da enorme complexidade que há em tudo que existe, tornou-se um ser arrogante e almejou uma reengenharia cósmica. Pura insanidade.

Quando eu crescer, quero aceitar o mundo como ele é, sem julgamento, sem sofrimento, lidando com cada desafio sem resistência.

Imagino que seja algo similar ao primeiro homem que comeu um coco, com fome e determinação, e que não perdeu tempo sentindo raiva da casca.

Obrigado pelo seu tempo. Quem sabe nos falamos novamente?

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