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Por Manágua

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Fernando Lopes - Iscas Politicrônicas -

A pequena república da Nicarágua tem vivido um banho de sangue desde os anos 60, quando do início da Revolução Sandinista. A revolta tinha esse nome em ao líder popular Augusto César Sandino, executado em 1934 por ordem de Anastasio Somosa Garcia, ditador derrubado em 1979 pelos sandinistas da Frente Sandinista de Libertação Nacional. Quem comandava a FSLN era Éden Pastora, o misterioso “Comandante Zero”. Dessa derrubada do governo ditatorial e construção de um novo, teoricamente (ou alegadamente) democrático, surgiu uma nova figura, da qual muito ainda se ouviria falar: Daniel Ortega.

Com a vitória sandinista, em pouco tempo um fato saltava aos olhos: Os sofridos nicaraguenses estavam apenas trocando uma ditadura por outra, comunista e disfarçada de “popular”. A turma de Pastora foi perdendo força e Ortega tornou-se presidente em 1985, prometendo justiça, prosperidade, paz e aquela coisa toda que nós brasileiros conhecemos muito bem pelos populistas governos de esquerda, bons de garganta e péssimos de realização.

Ortega nunca deixou de ser um bandido, assassino e assaltante de bancos. Pior, foi treinado pelos cubanos para aumentar o alcance do império comunista que tentaram estender pela América Latina toda. Tornou-se presidente, como tantos outros criminosos a mando do comunismo internacional, em eleições suspeitíssimas (quando não totalmente fraudadas), bem ao estilo cubano. Permaneceu no poder até 1990, quando o pobre e pequeno país passou por um curto período verdadeiramente democrático. Mas (e sempre há um “mas”) Ortega retomou o poder através de eleições mais sujas que as cuecas de Che Guevara, e ali permanece até hoje. Detalhe: A vice-presidente é sua mulher, uma bruxa completamente louca, que se arroga poderes sobrenaturais. Ambos torram o dinheiro do povo com roupas, carros, mansões e viagens, exatamente como seus colegas de ideologia sempre fazem.

Pois bem: Um dia a conta chega, mesmo para os fantoches do populismo de esquerda radical. Não existe almoço grátis; dinheiro não dá em árvore, embora alguns tenham recebido generosa mesada soviética por anos a fio. Gastar o cheque especial ou fazer fiado tem limite, tovarich. Macroeconomia não é conta de boteco nem se salva com discursos inflamados. Números, exatamente como baionetas, servem para muita coisa – menos para sentar em cima, parafraseando Emílio Castelar y Rippol, célebre intelectual e político espanhol, na segunda metade do século XIX.

Resumo da ópera: Exatamente como em Cuba, Venezuela ou qualquer outro lugar onde um grupo de psicopatas enfie goela abaixo do povo esse comunismo real ou ficto, de fachada, a miséria dá o tom. A Nicarágua está à beira da guerra civil, com a população violentamente reprimida pelos jagunços paramilitares da ditadura local. Os mortos e desaparecidos (traduzindo: mortos ainda não oficializados) passam de 600, e uma das últimas vítimas foi Raynéia Gabrielli Lima, jovem e inocente estudante brasileira assassinada covardemente pelos bandidos de Ortega. Onde isso vai parar? No fundo de uma oceânica poça de sangue, óbvio. Monstros como ele e Nicolás Maduro, seu colega de chicote, foice e martelo, só largam o osso quando nem tutano existe mais, fugindo para baixo das asas protetoras de alguma outra ditadura comunista. Felizmente esses países-fazenda estão rareando e vários dos tiranos boçais acabam na cadeia ou no cemitério, tal como ocorreu na Líbia, Romênia, Albânia e outros.

Exatamente como o câncer, esses ditadores assassinos comunistas nunca sabem quando é hora de parar; roem seus hospedeiros até a morte, mesmo que isso resulte também no seu fim. Como na famosa parábola do escorpião, faz parte da natureza deles. Não é apenas o vício ou a maldade, é a demência do poder absoluto. Bandidos.

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