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Governar: Isso se faz com erros e acertos. Ninguém é santo ou perfeitinho quando se trata dessa atividade humana que remonta a milênios. Mas o Lulismo conseguiu transformar a possibilidade de erro na plena e total certeza de que, se há besteira a ser feita, ela o será, e de modo a prejudicar o máximo possível o Brasil, roubando o que se puder para os bolsos e cuecas de seus seguidores.

Em 2003 o lulismo pôs em prática uma nova modalidade de seu esporte favorito: Culpar os Estados Unidos por todos os males deste mundo… e de outros, perdidos pelo Espaço afora. Uni-vos, ETs companheiros, ante o imperialismo interplanetário! Avante, pequenos camaradas verdes do MMSE (Movimento dos Marcianos Sem Espaço)!

Até 2001, tínhamos um ótimo acordo para projetos espaciais com os EUA; nossos futuros astronautas, hiper-capacitados oficiais da Força Aérea, participavam de treinamento na NASA, com a melhor tecnologia do mundo. Fazíamos parte da Estação Espacial Internacional, satélites de comunicação e meteorologia estavam em pauta, e discutia-se a possibilidade de arrendamento da semi-falida Base de Alcântara, no Maranhão, para lançamentos espaciais conjuntos com os americanos, absorvendo lucro financeiro e tecnológico impressionantes para um País como o nosso, zerado de recursos desse tipo.

Óbvio que Lula e sua tropa guevarista-leninista não aceitaria acordo com o grande Satã do norte; cancelaram tudo sob a meia verdade (ou mentira inteira) que os EUA não transfeririam tecnologia. E arrumaram um novo parceiro espacial: A Ucrânia, então amiguinha dos russos.

Deu no que deu: Lula cancelou o programa espacial conjunto Brasil/EUA, mandou um turista plantar feijão no algodão num copinho com dinheiro público para colher um factóide, o primeiro “astronauta” brasileiro, ao custo de $ 20 milhões de dólares pelo passeio, mais garantia de entrega, a custo zero, da cobiçada base de Alcântara. Detalhe: Alcântara não é nenhuma maravilha tecnológica – sua importância resume-se à localização, próxima à linha equatorial, fator importantíssimo para lançamento de foguetes. E mais nada.

Resumo da Ópera do Doutor Smith: Fomos expulsos do projeto total da Estação Espacial Internacional; perdemos a possibilidade de ganhar tecnologia e dinheiro com os americanos; a Ucrânia entrou em guerra não-declarada com a Rússia, e está indo pro buraco (nosso governo apóia os russos, por razões tão empáticas quanto imbecis, claro); e não realizamos absolutamente NADA nesses doze anos, no que diz respeito ao uso de Alcântara. A única cria do lulismo espacial foi o terrível acidente de 22 de agosto de 2003, vitimando 21 engenheiros e técnicos aeroespaciais brasileiros. A nata de nossas cabeças pensantes e mão de obra na área. Uma perda irrecuperável para o País e para as famílias, que ainda não foram indenizadas. Esse é o “saldo” de mais uma das incontáveis imbecilidades lulistas. Lula afirmou que isso tinha seu lado positivo; “Há males que vêm pra bem”, disse o bolivariano-ex-atual-presidente-guevarista-cachacista-fidelista: http://correiodobrasil.com.br/noticias/brasil/alcantara-ha-males-que-vem-para-o-bem-diz-lula/29352/

Completando magistralmente mais um fracasso irremediável, Dilma rompeu unilateralmente o acordo com os ucranianos, proprietários de uma tecnologia flintstoniana, com um prejuízo de mais de um bilhão de reais. Como uma espécie de Rei Midas ao contrário, tudo que Lula e sua turma tocam vira lixo – ou coisa pior. Abril de 2015 é a data do óbito de mais essa ilusão estúpida, comedora de dinheiro público, propagandeada como sendo nossa redenção aeroespacial.

O mais incrível é que as mentes menos trogloditas do lulismo afirmam ter chegado a hora de admitir que os americanos são superiores nesse segmento, e que uma parceria com eles seria benéfica. Os lulistas radicais quase infartaram, e devem promover alguma aliança guevarista-sideral com a Coreia do Norte, Cuba, Venezuela ou algum outro importante centro stalinista aeroespacial a vapor. Tremei, imperialistas do Universo! Perigo, Will Robinson! De joelhos, Thundercats burgueses! Paredón no Espaço, o muerte.

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