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“Aquele que não perdoa destrói a ponte sobre a qual ele mesmo deve passar”. George Herbert

As duas maiores prisões da mente humana estão na raiva e na falta de perdão. A magoa, o rancor, não esquecer, remoer e a obstinação por vingança ou “justiça” estão na pauta da prisão mental que culmina com o apodrecer de toda vida social e espiritual. Quem não sabe perdoar e relevar os tombos da vida invariavelmente se fecha, isola e não vive nutrindo a raiva como forma essencial para existir. Alegria só a terceirizada…

Há alguns anos atendi um senhor que não perdoava sua filha que a revelia da vontade do pai se casou com o filho de um inimigo da juventude. “Ela me traiu” era o mote de seu infortúnio. Eu achei que o ocorrido havia sido  recentemente, mas para minha surpresa o fato havia se consumado há 35 anos. E o senhor se mantinha irritado, algoz, raivoso como se o fato houvesse ocorrido ontem. A teimosia, orgulho, vaidade, arrogância construíram o calabouço no qual o homem habitava. Alma penada e sofrida, vagava em lamentações. Não foi no casamento da filha, não viu o nascimento dos netos, nem sabia da bisneta e sua sina. Ele a vítima, rigoroso, ríspido, seco, eternamente magoado. Se dizia rei da certeza, da justiça e todos os outros eram os traidores. Pra que sorrir na existência se a corrente pode ser pesada?

A rigidez da personalidade, a falta de flexibilidade, tem na neurose sua morada. A autonomia de um complexo e seu teor obsessivo dão a este tipo de caso sua consistência. Se anula a compaixão, o servir, a criatividade, e outros focos para a existência, e a pessoa subsiste como um disco de vinil arranhado, de mágoa, rancor e frustração. Não existe perdão para quem não sabe perdoar.

No roteiro do existir é perceptível quem subsiste no drama. Ser vítima é gratificante, necessário, nesta forma decadente. O lamento de Orpheu ou como o melodrama do tenor em uma ópera. Quem não perdoa faz do choro sua alegria.

Em minha prática profissional como analista e psicólogo clinico percebo claramente que tão importante quanto perdoar os outros é o se perdoar. Existem muitas pessoas que se transformam em carrasco de sua própria fraqueza. Novamente chegamos a rigidez, a intolerância, a crítica exacerbada, a inflexibilidade. O indubitável holocausto entre raiva  e o ato de se fazer de vítima. Paralisado para onde se vai? A consequência deste lamento está na hipertensão arterial, AVC, câncer, em doenças que ocorrem de uma atitude mental recorrente. Este é o preço do martírio que o próprio individuo se impõe e que obstinadamente não quer largar, se contorcendo. Vale a pena pagar este preço eterno?

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