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Palanque fúnebre

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Fernando Lopes - Iscas Politicrônicas -

Nunca espere de um lulista qualquer respeito à decência ou mesmo à lógica. Qualquer ideia, qualquer fiapo de pantomima serve pra transformar tijolinho em palanque, sempre na defesa de nós (eles) contra eles (nós). Não há teoria tão loucamente conspiratória, não existe argumento tão falacioso que não possa ser utilizado como desculpa para o vitimismo teatral, o coitadismo como meio de vida.

Em objeto, o mesmo discurso do traficante que se julga uma pobre “vítima da sociedade”.

A grandiloquência de araque (na maior parte das vezes despida de qualquer senso de ridículo) acompanha pari passu essas verdadeiras campanhas pelo tudo e pelo nada – com a única missão de salvar o capo lulista da cadeia ou do ostracismo político. Dada a ausência de autocrítica dessa gente, o céu é o limite. E se entre esse céu e o inferno vermelho que eles oferecem estiver o inimigo “eles” (nós), tanto pior para quem estiver no caminho. Seja por ameaça, seja por ofensas, pelo arrojado sistema cala-boca aplicado em Celso Daniel, ou quaisquer outros tipos de ataques contra quem tenha a ousadia de contrapor Lula e seu discursinho rastaquera, a ordem é não deixar “inimigo” vivo. Sem piedade, camaradas!

A arenga auto-piedosa de Lula no enterro de sua mulher foi de revirar mesmo os estômagos mais fortes. Como apontou a jornalista Vera Magalhães, nos 27 minutos de duração do discurso palanqueiro, ora se fazendo de vítima, ora de flagelo de Deus, Lula dedicou à sua esposa falecida somente raros momentos. Preferiu falar de si a falar da alegada saudade que sentia da cumpanhêra.

O ego desse sujeito é como seu vitimismo: Irmãos siameses e infinitos.

Sem citar nomes (como sempre, os misteriosos “eles” – nós – e uns tais “facínoras” que, supõe-se, sejam os procuradores e juízes que ousam apurar os crimes do lulismo), sugeriu que um dia, segundo a mais honesta vítima do sistema solar, terão de pedir desculpas pelo que “fizeram” – não se sabe a quem e nem para quê. Só uma coisa se sabe: Lula está sempre certo, é insuperável em tudo, e logo se revelará um guerreiro Jedi, embora pareça mais um Darth Vader em fim de carreira com uniforme vermelho. Vade retro. Não caia nessa, Luke.

Enfim: Microfone em punho, cuspindo raiva e baba, Lula só faltou jurar morte a “eles”. Sob um pôster (bem lembrado, Vera) gigante dele próprio, que remetia ao realismo soviético dos anos 30, o “nunca antes na história” não forneceu uma única explicação sobre assunto algum dos muitos que o assediam criminalmente, mas deixou bem claro que nunca viu ninguém além dele mesmo na vida, como versão mambembe de um espelho mágico arrivista.

Ninguém ousaria calar Lula; o único sentimento à flor de sua pele era o ódio de estar sendo revelado ao mundo como a maior farsa da história brasileira. Não era um velório, era um comício cheio de rancor. Os áulicos, papagaios de pirata e demais puxa-sacos, quietos. Caras compungidas, aplaudindo silenciosamente o mestre dos magos. A falecida? Ora a falecida… ela serviu apenas como álibi para mais um grotesco autoelogio, uma asquerosa apologia de alguém que se julga semideus – talvez algo acima disso. A Família Addams não faria melhor – ou pior, no caso.

Nas poucas palavras dedicadas à falecida, disse que ela “morreu triste” pelo que fizeram com ela. Dobre a língua, sujeito. Responder à justiça é para todos, mesmo pra sua família, que você julga intocável. Quem morreu triste pelas sujeiras praticadas contra ela foi D. Ruth Cardoso. Ou você esqueceu do dossiê forjado que sua mamulenga fabricou contra ela, dentro da Casa Civil, durante o seu governo? Ofereceram apenas um mísero pedido de desculpas, a título de band-aid numa fratura exposta. Se você souber ler, sujeito, confira o livro Fragmentos de Uma Vida, de Ignácio de Loyola Brandão – página 224. Foi muita sujeira contra, aquela sim, uma mulher honesta e decente.

Apesar das fortes baixas nas tropas mercenárias lulistas (claro, a grana desviada da Petrobrás e outras estatais, das empreiteiras e do governo acabou), um ou outro ainda se manifesta, louco de ódio por todos que ousarem pedir ao seu ídolo que, ao menos, se explique diante de tantas acusações comprovadas com documentos. Nada. Só a auto-louvação, num altar de missa negra, coberto pelo vermelho manto da indecência e da cara de pau. Até no velório da própria mulher.

Vera Magalhães comentou o caso, indignada com tamanho descaramento, como jornalista e como cidadã. Ouviu ameaças, ofensas, agressões e xingamentos pavorosos dos lulistas, crédulos ou a soldo. Bom, até aí nenhuma novidade. Como lembrou Vera, nessa hora eles esquecem até do feminismo, bandeira que eles adoram defender, mas só quando lhes convém.

Até o próximo palanque, em velório ou sob lona de circo. Talvez na porta dos fundos da polícia de federal.

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