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Outro inocente em Shawshank

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Fernando Lopes - Iscas Politicrônicas -

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O fato passou meio despercebido à época, 2002, logo após as eleições presidenciais. Em rápida entrevista a um repórter estrangeiro, perguntado se as eleições no Brasil eram justas, respondeu, entre espantado e indignado (mais aquilo que isto): “Claro que são justas! Eu ganhei!” Ou seja: o sujeitinho só acha que as eleições são limpas quando ele ganha. Quando não ganha, é fraude. Exatamente como diz de seus julgamentos, e seus fantoches papagueiam o arrivismo cínico do chefete.

Não há mais o que dizer sobre o julgamento do ex-presidente mais corrupto que o Brasil já teve, chefe de quadrilha, criminoso (como classifica o MP federal e condena o TRF4) condenado a doze anos de cadeia por enquanto – tem mais seis processos e uns 12 inquéritos virando a esquina.

Encerrada a fase da apelação (tipo de recurso), à falta de argumentos (gênero desconhecido da esquerda, seguindo fielmente a doutrina marxista, segundo a qual certo é só o que ela prega), a lulada resolveu radicalizar (perdão pelo truísmo-piada), pregando o assassinato de “coxinhas” e juízes, greve geral, lutas armadas nas ruas, rebeliões, desobediência civil, tsunamis, terremotos e nem sei mais o quê. Parece que esqueceram das 7 pragas do Egito, mas ainda vem gritaria por aí, junto com os outros processos. Lula berra e xinga para dar munição de festim à sua tropa de fantoches, mas nada vai mudar os fatos e provas que o condenaram. Campeonato de desaforos apenas, como diria Winston Churchill.

Como Guevaras redivivos, também “condenaram à morte” os “fascistas” que ousam respeitar as leis e o judiciário, onde já se viu?!. Importante lembrar que, na novilingua orwelliana do lulismo, “fascista” é qualquer um que não seja de extrema-esquerda e defenda Lula com unhas stalinistas e dentes vermelhos. Pela múmia de Lênin, camaradas! Menos!

O lulista, mais que militonto, é uma espécie que berra muito e executa pouco – embora adorem um paredón, com o perdão do trocadilho cubânico. Ou seja: Embora empunhem e soprem fervorosamente as trombetas do Soviete Supremo, pouco há de sair além de ar embolorado por uma ideologia atropelada pelos tempos. Não, definitivamente não haverá Juízo Final pela condenação de Lula. Desde que o mundo existe – além da fofoca e da rádio peão – há alguém prevendo o fim do mundo, de tempos em tempos, como castigo à ímpia humanidade; para os lulistas, só perecerão os fascistas. Os puros, vermelhoides mumulengos do condenado, serão salvos por uma Arca de Stalin que os levará ao Gulag, em lugar da Moscou prometida – ou a uma nova Venezuela, um enorme purgatório que está como está por seguir a cartilha lulista mas põe a culpa nos americanos. Mas isso é outro assunto.

Enfim, o mundo não vai acabar, e em breve todos esses gritões movidos a mortadela enfiarão o rabo no meio das pernas e – horror dos horrores! – terão de arrumar um emprego. Darwin veria nisso uma seleção natural pelo trabalho, ou não? Belo adendo para sua obra seminal, A Origem Das Espécies.

Portanto, igual a 1840, 1910, 1982, 1997, 1999, 2000, 2008, 2012 e 2013, o Juízo Final foi anunciado, mas, como perceberam todos no amanhecer seguinte, com uma boa dose de exagero. Nada aconteceu. Da mesma forma, o Universo, o Sistema Solar, o Planeta, o Brasil, e até mesmo a pitoresca Piratininga, sobreviverão à ausência de Lula no próximo pleito presidencial e/ou sua possível prisão, quiçá pelo resto da vida na hipótese de futuras condenações somadas.

Importante: O que vai acontecer daqui pra frente no campo judicial é imprevisível. Juristas gabaritados têm errado suas previsões, dado o ineditismo do caso – e a cara de pau do condenado em acusar a todos, encenando um tribunal de hospício onde quem julga é o réu e bandidos são os juízes. Mas certamente não será o final dos tempos, apesar das ameaças de Lula e sua tropa brancaleônica.

Em tempo: Shawshank é o nome da fictícia prisão no filme “Um Sonho de Liberdade” (Tim Robbins, Morgan Freeman). Há nele uma cena emblemática: O personagem de Tim Robbins grita que é inocente; o preso antigo, Freeman, diz que, então, ele está no lugar certo, pois ali todos os condenados são inocentes. Lula poderia reencenar o filme, em tom de comédia, coadjuvado por Palocci, Maluf, Zé Dirceu, Vaccari, Marcelo Odebrecht, Sérgio Cabral, André Vargas, Geddel, Joesley & Wesley JBF, Eduardo Cunha e tantos outros cumpanhêro lulistas que representam o abre-alas do carnaval prisional da alma mais honesta do mundo. Ziriguidum, oi.

 

Veja também: http://www.portalcafebrasil.com.br/iscas-intelectuais/shawshank/

 

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