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Fernando Lopes - Iscas Politicrônicas -

                                      Discurso sólido, coerente, com começo, meio e fim é uma raridade num País de cultura cada vez mais profanada pelo simplismo, pela preguiça mental, pelo automatismo e pelas soluções fáceis – tão fáceis quanto erradas.

                                      Exubera a cultura do simples, já que o complexo cansa, e explicar cansa mais ainda. Daí, raciocinar mais profundamente torna-se quase um crime de pensamento, coisa muito comum nas ditaduras stalinistas-maoístas, tão reverenciadas por gente que alega defender a liberdade, por mais paradoxal que isso seja. Como já dito, procurar coerência é perda de tempo.

                                      Há apenas seis meses, houve o massacre no prédio do jornal satírico francês Charlie Hebdo (atenção, sem-terra, sem-teto e outros maoístas de oportunidade: AQUILO foi massacre; tomar umas bordoadas da polícia NÃO é massacre); os lulistas, abraçados ao que há de mais atrasado no mundo, jogaram a culpa nos cartunistas, que, onde já se viu!, “ousaram” usar a figura de Maomé nos cartuns. Para esses sujeitos, é muito merecido tomar um tiro no meio da cara pra aprender a respeitar a fé alheia. Bem feito pra eles, e assunto encerrado. Tendeu, mano.

                                      Mas atenção: SÓ os muçulmanos podem matar – e quanto mais terroristas, quanto mais assassinos, quanto mais sanguinários, mais amigos serão dos stalimaoístas. Como esquecer que Dilma pediu “diálogo” com os terroristas do Exército Islâmico, que degolam crianças e estupram idosas, mas se disse “indignada e estarrecida” com a execução dos traficantes brasileiros na Indonésia?

                                      Pois bem, então a regra é respeitar religiões, sob pena de se validar a execução sumária de que atentar contra ela… mas só se for religião muçulmana. Pra desrespeitar os cristãos, eles têm apoio e dinheiro público, com patrocínio explícito das estatais. Exagero? Não mesmo.

                                      Na parada gay de domingo passado, em São Paulo, havia uma jovem (ou transexual, não se sabe ao certo, e não é piada), com os seios nus, simulando a crucifixão de Cristo. Para os stalimaoístas, foi apenas uma normalíssima expressão de liberdade. E quem disser o contrário é preconceituoso, sexista, pertence à direita assassina, ao capitalismo selvagem, e demais besteiras-prontas usadas como grito de guerra por quem finge lutar por direitos fazendo-se de vítima. Detalhe comum nesse vitimismo partidário: Esses corajosos defensores da liberdade que levaram uma “crista” seminua na cruz tiveram patrocínio da Prefeitura de São Paulo, Caixa Econômica Federal e Petrobrás… entidades dominadas adivinhem por quem?

                                      Antes que os oligofrênicos de sempre se revoltem e agridam com os usuais xingamentos e pragas, vamos esclarecer umas coisas: Não está certo discriminar gays, nem ameaçar a jovem que representou Cristo. É errado, é crime, e ponto final. Mas é espantoso lembrar que os stalimaoístas acham justificável a execução sumária de quem satiriza uma religião, enquanto financiam pessoas para agredir outra – e com dinheiro público!

                                      Essa insanidade não reside somente no campo religioso, mas em qualquer outro onde se apresente esse antagonismo anacrônico, como na discussão da pena de morte: Stalimaoístas defendem a pena de morte, desde que eles mesmo matem. Se o carrasco não usar vermelho, nem foice ou martelo, aí é assassino mesmo.

                                      Lembram do caso dos traficantes brasileiros executados na Indonésia? Pois é. Dilma ficou “estarrecida”, convocou nosso embaixador e recusou-se receber o deles, fez discursos, protestos, notas diplomáticas, embargo econômico parcial, o diabo. Mas ignorou os dois brasileiros assassinados na Venezuela sobre a acusação de tráfico de drogas. No fim de maio, a Força Aérea venezuelana abateu um avião com dois tripulantes brasileiros, Fernando César Silva da Graça, 29 anos, e Klender Hideo de Paula Ida, 24. Os dois amazonenses foram abatidos e mortos em pleno vôo, sem que nada se provasse, sem o menor indício. A ditadura de Maduro assim decidiu e ponto final. Mas sobre essas duas mortes Dilma não disse nada, não se “estarreceu”; também se calaram todos os sem-alguma-coisa e os agitadores de sempre. Direitos humanos? Nem pensar. Para esses dois mortos, sumiram todas as Marias-do-Rosário; porque se o companheiro Maduro matou, eles mereceram. Se fosse a Força Aérea americana, nem a múmia de Lênin poderia imaginar o que ia ter de passeata, berreiro, vandalismo e bandeira queimando. E o pessoal dos direitos humanos ia brotar de todas as catacumbas nas quais se ocultam na hora mais necessária.

                                      Companheiro matando é justiçamento, nunca assassinato. Mas se a Lei é cumprida e o réu é companheiro… sai de baixo, Caronte. E espere pelo exército de Stédile, como evocou Lula, o “pobre trabalhador” que coleciona milhões como nós colecionamos aumentos na conta de luz.

                                      Coerência? Nunca. É como ver o deputado Jean Wyllys numa foto que ele mesmo postou numa rede social, fantasiado de Che Guevara, homenageando o próprio. Ele, gay assumidérrimo, sabe muito bem qual seria seu futuro nas mãos do Che, que abominava homossexuais e queria a internação deles em campos de trabalhos forçados – quando não a mesma execução sumária que “mereceram” os cartunistas franceses.

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