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Bruno Garschagen - Ciência Política -
Em seu livro Os Bestializados: o Rio de Janeiro e a República que não foi (Companhia das Letras), o historiador José Murilo de Carvalho tentou explicar as ações e reações dos moradores da então capital do país em três dimensões: envolvimento comunitário, desinteresse pela política e uma relação utilitária e submissa em relação ao Estado. Era “uma visão antes de súdito do que de cidadão, de quem se coloca como objeto da ação do Estado e não de quem se julga no direito de influenciar” (p. 147).

Em momentos de normalidade, ou seja, quando não havia crise, quem reclamava pelos jornais era “quase só pessoas de algum modo relacionadas com a burocracia do Estado (…), seja os próprios funcionários e operários, seja as vítimas dos funcionários, especialmente da polícia e dos fiscais” (p. 146).

O que acontecia entre uma crise e outra era, portanto, a aceitação quase passiva das decisões políticas. A população só se dava conta das consequências quando a conta tinha que ser paga.

O que está acontecendo neste momento no Rio de Janeiro revela que a relação do carioca com a política não mudou muito desde o final do século 19. Os protestos de hoje em frente à Assembleia Legislativa mostram exatamente isso. Quando o governo estadual sob o comando do hoje presidiário Sérgio Cabral Filho agia de forma irresponsável, gastando a rodo, os servidores só reclamavam circunstancialmente por reajuste e os fluminenses quando não eram atendidos pelo governo. A fábula da Cidade Maravilhosa foi incorporada à política pelos políticos e por parte da população. Se Paris já foi uma festa, o Rio virou uma farra.

Uma explicação sobre como o político e o burocrata gastam o dinheiro de quem paga imposto é necessária para que as coisas fiquem claras. Até para que você não continue a achar que o dinheiro que o governo gasta não tem dono.

No livro Livre para Escolher (Editora Record), o casal de economistas Milton e Rose Friedman classificou o gasto de dinheiro em quatro categorias. As categorias 3 e 4 aplicam-se também ao caso do Rio.

O que diz a categoria 3? Quando alguém (governador e deputado estadual do Rio, por exemplo) gasta o dinheiro de outra pessoa com algo para ele não está preocupado com os gastos nem com o dono do dinheiro (população do Rio, por exemplo), apenas com ele próprio.

A categoria 4 ocorre quando alguém (governador e deputado estadual) gasta o dinheiro que não é dele com algo que é para outra pessoa (população do Rio). Em ambos os casos, segundo Friedman, não haverá preocupação com o gasto do dinheiro. “Os legisladores votam para gastar o dinheiro de terceiros. Os eleitores que elegem os legisladores estão votando, em certo sentido, para gastar seu próprio dinheiro com eles mesmos” ( Livre para Escolher , p. 179).

O que acontece na prática é que “os eleitores, assim como os legisladores, têm a tendência a achar que outra pessoa está pagando pelos programas a favor dos quais o legislador vota diretamente e que o eleitor vota indiretamente”. Uma vez aprovado o gasto, qualquer que seja, “os burocratas” também gastarão “o dinheiro de terceiros”. Por isso, “não é de admirar que a quantia gasta seja explosiva” e que haja “desperdício e ineficácia dos gastos” ( Livre para Escolher , p. 179).

Quando tudo parecia bem no Rio, os políticos gastavam, funcionários públicos e a população aceitavam (com lamentos pontuais). Quando a conta do governo não fechou e os servidores passaram a enfrentar o drama de não receber pagamento, o caldo entornou e a violência ganhou as ruas. O protesto violento de hoje é sinistramente compatível com a violação da responsabilidade (inclusive fiscal) cometida pelos políticos.

O caos no Rio de Janeiro é o típico caso onde não há inocentes: dos sucessivos governadores e deputados estaduais aos servidores e parte da sociedade, há culpados para dar e vender.

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