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Nosso Pearl Harbor

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Fernando Lopes - Iscas Politicrônicas -

Quando o Japão atacou os Estados Unidos, em 1941, destruindo a base aeronaval de Pearl Harbor, o então presidente Franklin D. Roosevelt discursou no congresso, externando toda a sua revolta pelo ataque. Foram palavras memoráveis, dignas de um estadista. Roosevelt classificou aquele fatídico dia 7 de dezembro como um dia que viveria na infâmia. Demorou, mas os japoneses pagaram caríssimo pela ousadia – o resultado todo mundo sabe, incluindo as duas bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki em 1945.

Estamos perto de um dia da infâmia, e o ataque não virá de fora. Virá de um castelo em Brasília, distante de nós, pobres mortais, habitado por uma nobreza que não se mistura com a ninguenzada aqui embaixo, a plebe fedorenta que atende pelo nome de povo. Enquanto vivem lá, no fausto, entre vinhos caríssimos, queijos importados e recebendo a atenção de uma verdadeira corte de serviçais, assessores, motoristas, médicos, massagistas, seguranças, garçons e puxa-sacos em geral, nós ficamos aqui embaixo aguardando uma migalha que caia das beiradas de pedra da torre mais alta, habitada pelas figuras míticas que formam o Supremo Tribunal Federal.

Quinta-feira começa o julgamento de mais uma insanidade pelo STF; mais do que uma insanidade, um crime para lesar o Brasil, a Nação, o povo. Um desastre que, caso aprovado, soltará de imediato, uma legião que varia entre 90 e 190 mil assassinos, traficantes, estupradores, assaltantes e marginais dos mais perigosos, pelo motivo mais absurdo que as mentes jurídicas do País todo puderam conceber. Parte dos ministros do STF, assediados pela turba lulista, quer torcer a lei e a Constituição para, espremendo bem, numa decisão digna de hospício, soltar Lula e impedir que o corrupto e lavador de dinheiro seja condenado novamente. Como? Proibindo que qualquer bandido (não só Lula) cumpra pena sem antes esgotar todos os degraus e recursos de nosso judiciário, algo que pode levar 30, 40 anos – ou até mais. Pouco importa a esses nobres, enclausurados numa torre de marfim, que a “solução” encontrada para impedir que a Justiça seja feita resulte na soltura imediata de todos os criminosos que tenham sido julgados “só” em segunda instância; afinal, essa gente (semideuses?) está rodeada por batalhões de seguranças armados, viajando em jatinhos e carros blindados. Estão se lixando se a criminalidade vai quintuplicar ou não. Sem contar os demais futuros bandidos gozando de verdadeiro salvo-conduto para matar, roubar, traficar e estuprar, respondendo por isso soltinhos da silva, sem o menor medo da Justiça, até serem julgados em penúltima ou mesmo última instância. Ou seja, o risco de nos transformarmos no paraíso do crime é real e palpável. A partir de quinta-feira, dia 17 de outubro, vamos saber se essa manobra apocalíptica vai funcionar ou não.

Para surpresa de ninguém, lulistas de todos os tipos apoiam plenamente tal loucura, alegando pensar nos “pobres”, presos injustamente. Quanta cara de pau, quanto cinismo. Nunca defenderam um pobre na vida (embora de fato adorem bandidos), mas utilizam isso como justificativa para rasgar a constituição e colocar na rua o maior corrupto da História, que movimentou uma quantidade de dinheiro público diretamente para bolsos privados sem precedentes no mundo. É pouco?

Enquanto dá ouvidos ao cinismo da lulada, o STF novamente aplica um passa-moleque no povo; para parte do Supremo, há todo o tempo de mundo para prestar vassalagem a Lula, mas nem um segundo para julgar demandas das quais o povo realmente depende, como as ações abrangendo planos econômicos de expurgo de poupança (Collor/Verão/Bresser), prejudicando centenas de milhares de brasileiros. Para estes, nem um segundo do precioso tempo da suprema corte. Que aguardem; já esperaram trinta anos, por que não mais uns quarenta? Os bancos aplaudem, felizes, mais esse jeitinho para não pagar os antigos poupadores, assaltados na mão grande. É simplesmente inacreditável saber disso tudo e depois assistir Gilmar Mendes na Globo, se justificando. Meu Deus do Céu. É impressionante como lulistas e demais interessados no trem da alegria maquiam um plano para a volta retumbante da impunidade no Brasil, enquanto cospem aquele discursinho calhorda em defesa dos “inocentes presos”. E o Brasil que se vire com os milhares de bandidos na rua – fora os que passarão anos cometendo todos os crimes sem serem aprisionados, muitas vezes beneficiados pela prescrição. A lulada chega a se emocionar com esse caos que tanto bem lhes fará.

Não se sabe se o dia da infâmia, libertando Lula e outros milhares de criminosos, virá; mas se vier, o povo não vai admitir. E bombas atômicas virão também, mesmo que metafóricas. Resta saber onde será a nossa Hiroshima.

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