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Não dá pra saber quem é pior: A autora da bobagem, orgulhosa de sua total falta de noção, ou quem a defende, alegando lutar contra uma misoginia tão falsa quanto a cara de pau do arrivismo coitadista que impera no mundo.

A autora: Deputada estadual Ana Paula da Silva (PDT), recém empossada na Assembleia Legislativa de Santa Catarina. O defensor: Paulo Sampaio, em blog abraçado pelo Universa, braço do UOL para qualquer assunto sem o menor sentido mas passível de utilização pelo feminazismo para atacar homens, preferencialmente os que não sejam fãs ardorosos do politicamente correto, movimento dirigido pelos que não tem muito o que fazer e preferem jogar a culpa de seu fracasso no sucesso alheio. A obra: A ida da deputada à própria posse na Assembleia com um decote mais apropriado para ir à boate, e não ao poder legislativo daquele Estado. Pra quem quiser ler os argumentos do empedernido defensor da debutante deputada sem-noção: https://paulosampaio.blogosfera.uol.com.br/2019/02/06/vou-continuar-vestindo-o-que-eu-quero-diz-deputada-atacada-por-decote

Antes que os apressadinhos de sempre se manifestem com suas pedradas pseudo justiceiras, é óbvio que a deputada não merece ser xingada, humilhada ou ameaçada por simplesmente não saber se vestir, por desconhecer o mais básico dress code que qualquer estilista de fundo de quintal poderia lhe ensinar. Mas é inacreditável que uma pessoa pública,  representante do povo, transforme seu péssimo gosto ao vestir-se em um inexistente “ataque” machista-nazista-misógino-opressor. Pior, que um séquito de mimizentos profissionais encampe esse discurso ridículo. A deputada não poder ser ofendida por trocar de vestes no escuro ou mergulhar no guarda-roupa (ou estava pagando aposta?), mas deveria admitir o ridículo de um decote daqueles em uma ocasião política pública e formal.

Saber se vestir é respeito a si própria, minha senhora, e aos outros também. Discurso machista? Não mesmo. Uma feminista épica real (e não aproveitadora de ocasião como a maioria das atuais), rainha da moda mundial, Coco Chanel (Gabrielle Bonheur Chanel, 1883-1971), assinava embaixo. Roupa indicada para animar festinha de despedida de solteiro não é indicada para ocasiões formais como enterros. Qualquer Glorinha Kalil da vida concordaria de imediato. Atenção: Cada um usa o que quiser, e quando quiser. Daí a querer “lacrar” em eventos político/democráticos públicos é de um ridículo total, e não acaba bem. Benito Mussolini que o diga.

Dress code não tem nada a ver com censura, muito menos com machismo. Não se vai à praia de nudismo dentro de um escafandro, nem à missa pelado com um espanador colorido nos aconchegos. É muito simples, e o resto é vontade de aparecer, vamos combinar, ou falta aguda de simancol. Mas a tentação de usar crítica sadia como alegação de nazismo-machismo-etc é absolutamente irresistível para os vitimistas-arrivistas. A neófita deputada disse que não se deixará “violentar” (taspariu) para “agradar” (!) os outros. Pelamor, minha senhora. Menos, né? Entrevistada sobre o caso, como não poderia deixar de ser, agarrou-se aos falidos argumentos da extrema pobreza infantil e do tal “empoderamento” feminino, neologismo ridículo de um anglicismo pernóstico, para se dar razão, embora alegue ser “vítima” de machismo… vindo das mulheres machistas (!!), “mais cruéis”, segundo seu espantoso raciocínio.

Coco Chanel enfrentou problemas reais (não inventados para causar pena à plateia), tendo enfrentado tudo isso numa época verdadeiramente machista, e de forma vitoriosa, rompendo padrões estéticos e sociais variados, sempre com muita elegância e sem mimimi. Respeitadíssima, construiu um império da moda, jamais fazendo-se de vítima. Ah, para desespero dos politicamente corretos, Chanel foi salva da morte certa por um amigo íntimo “machista”: Winston Churchill, em 1944. Pois é.

Aprendam, admitam, saibam reconhecer. Ao menos com um pouco de elegância, em lugar de chafurdar na teimosia conveniente. “Lacrar” é um ridículo transitório de alto custo pessoal, até uma chacrete sabe disso.

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